Notas iniciais
Chegou domingo e aqui está mais um capítulo :3

Kat e Karl, de alguma forma, conseguiram ficar populares e terem “amigos” no colégio. Karl entrou para o time de basquete, mesmo não saber jogar e Kat conseguiu uma hora do seu tempo para fazer o curso de teatro. O colégio inteiro sabia o quanto chato era o clube de teatro, mas quando todos soube que Katherine Hampton havia entrado, o curso de teatro ficou o mais procurado pelos alunos e o mais radical entre todos os clubes de artes. E tudo isso foi obra de Karina.

Isso nunca aconteceu com os Hampton, não com Karina no comando. Karina apenas quer que a segunda vez que os Hampton acordara em época errada seja mais sigilosos, mais cultos e sem sangue. Karina relembra como foi difícil o mandato de seu ancestral, Kevin, tio-avô de Karl e Kat. A mansão em chamas, crianças, mortais e imortais, correndo para todos os lados tentando escapar. Isso tudo porque o código, na época, entre Kevin e Margot fora se quebrado e Margot jurou a morte de todos os Hampton. Karina também lembrava que naquela época, mortais viviam na mansão. Crianças mortais abandonadas viviam lá até seus vinte e um anos, quando já tivera idade suficiente para ter um trabalho e ser alguém.

Lara, na biblioteca do colégio, estudava os livros que pegou na estante da sua casa. Livros sobre os feitiços que sua avó apenas falava, nunca a ensinava. Lara ficava impressionada não pelo fato de como os rituais eram feitos e sim, a consequência que eles trariam. Isso é fora do normal. Pensava. Como faço isso? Não tem resistência nenhuma que aguente isso. Outra vez seu pensamento questionava. Um pouco mais de silencio naquele lugar era tudo que Lara queria, a falta de sorte é que o silencio foi interrompido com a presença dos Hampton. E Lara já pressentia a chegada de ambos.

— Descobriu algo bruxinha. – Karl puxava uma cadeira para se sentar junto à mesa de Lara.

— Quando achar algo, comunicarei sua mãe e não você. – Respondeu levantando os olhos que se concentrava no livro para Karl com sinal de raiva.

— Você já fez isso né? – Kat se ajuntava a mesa com os dois.

— Corte e Recorte? – Uma pausa. – Não, nunca. É o feitiço mais fácil para os Gardner, mas para uma novata a coisa é complicada.

— Por que mama insiste que ela nos ajude? Tem outra bruxa mais experiente? – Karl tirava Lara do sério.

Na mansão Karina já está com seu lar quase pronto, faltavam uns detalhes, mas era coisa básica que logo terminava. Andando sem rumo por aquelas enormes paredes vendo tudo se reconstruir novamente, fez com que Karina voltasse ao século que aquela mansão não passasse de um refugio para as crianças e de como os Hampton eram os mais respeitados daquela cidade. Um sobrenome nome importante, uma família fundadora de Kentfield.

Foi uma época difícil quando Kevin arruinou o legado de Hampton. A família inteira foi castigada e o que eles faziam com as crianças jamais fora esquecido da memória das pessoas de Kentfield. Mas tudo aquilo não passava de uma farsa, alguém que queria ver Kevin e sua família morto de todas circunstancias possíveis, realizara seu sonho. Quem? Ainda não se sabe, mas tentar matar os Hampton num incêndio junto com mortais não foi uma escolha inteligente. Agora Karina fará tudo de acordo como deveria ser e se tornar a líder da família.

— Depois da ultima aula vão para trás do colégio. – Lara terminava sua conversa com Kat e Karl. – Acho que algo eu posso fazer antes dessa noite.

— Espero que saiba o que irá fazer.

Kat se retira da mesa e seu irmão a acompanha. Lara realmente não sabe como descobrir algo. Só faltava uma aula para o fim do dia e a aula, filosofia, Mrs. Colleng.

— “Quem sofre com serenidade sofre pela metade; quem muito se desespera multiplica a dor.” Austregésilo de Ataíde. – Mrs. Colleng termina de escrever no quadro negro e revira para os alunos. – Essa frase é a mais famosa do Austregésilo, e iremos focar nele durante o mês todo.

Lara havia escutado essa frase em algum lugar, mas não lembrara quem foi que tinha dito. Foi então que Lara resolveu abrir um dos seus livros, e o livro se abriu na pagina certa, com uma foto de um pingente. Um pingente representando um pentagrama circunscrito. Lara já havia visto esse pingente. i foi onde tudo se encaixou. Karina estava usando esse colar e no livro havia essa frase ditada pelo Mrs. Colleng em Líbano. Seu olhar voltou a se concentrar no professor, e em seguida voltava para Karl e Kat.

— O colar de sua mãe, — Lara conta o que ela acredita para Kat e Karl. – algo tem nele. Uma coisa ligada à outra, a frase de Austregésilo e o colar.

— Agora uma frase idiota e um colar estúpido têm a ver? – Sua fala soava com tom de chacota.

— Desculpa querido, mas quem veio de uma linhagem de sacerdotisa, Lara ou Karl? – Lara debochava do garoto.

— Já chega os dois. – Kat interrompe a atitude primata de seu irmão.

— Desculpa, mas como havia falado o colar tem uma espécie de magia, um feitiço preso nele e a frase poderá ser o ritual.

— Como pode acreditar nessas bobagens?! – Karl se revolta mais um pouco.

— Pergunte pra minha mama aonde ela conseguiu o colar. – Olhar de Kat ficava num “vai e vem” entre Karl e Lara. – Talvez ela possa te responder melhor.

Reunidos na sala de estar da mansão dos Hampton, Lara está prestes a entender sobre o colar místico e realmente tomar uma posição a frente de quem retirou as estacas do coração de todos da família Hampton.

— Esse colar não PE um colar qualquer. – Karina começa explicar. – Esse colar que Dona Margot me dera tem uma grande importância. E é chamada de pentagrama.

— Espera, — Lara abre um de seus livros aonde se encontra a foto desse pentagrama e circula uma palavra em Líbano. – “Pentagrama”. Anotado.

— Continue mama. – Kat desvia o olhar para sacerdotisa.

— Por que minha avó te daria esse colar? – Lara questiona.

— Percebe que meus filhos não precisam de nada para andar na luz do sol, esse pentagrama tem o equilíbrio da natureza. – Karina faz uma pausa.

Lara continua confusa, como Karl e Kat, mas de uma coisa Lara tem certeza. Suas tentativas de descobrir quem é o autor da catástrofe estão mais próximo que imagina.

— Margot me disse uma frase quando me entregou esse pentagrama. – Karina continuara a explicação. – “Um método de reintegração de indivíduos e grupos para o cosmos, e um vinculo com as atividades da vida cotidiana com o significado, muitas vezes esquecido, do presente”.

— Minha avó citou isso antes de morrer para mim. Só não entendia de certo o que ela queria dizer.

Lara dissera a ultima frase e todos se silenciavam. A sacerdotisa começou a vasculhar paginas de seu livro até achar algo, algo que já estava traduzido do Líbano para latim, e Lara sabia bastante coisa em latim. Ao ler e reler várias vezes até entender, Lara levantou sua cabeça e revirava seus olhos como se estivesse fazendo um feitiço. Karina, Kat e Karl se afastaram da mesa e observava. O pentagrama saiu do pescoço de Karina e se posicionou na mesa com uma força de energia em volta. Uma das janelas da sala de estar estava aberta e Karl estava no reflexo da luz que a janela transmitia, por segundos embaixo do reflexo Karl estava bastante queimado e ao sair de baixo da janela, as marcas da queimadura se curava devagar.

— La xija qui mado run feixu, shi rah mido.

Ao abrir seus olhos, Lara permanecia seu olhar fixado em Karina. Depois de ter voltado da transição e piscar, respectivamente seus olhos, Lara viu os ferimentos de Karl que ainda não estava curado totalmente.

— O que você viu? – Kat questionava a garota.

— Posso voltar a usar meu colar? – Karina falava junto com Katherine.

— Ele está bem próximo de que imaginamos, ele já tocou em você Katherine e já trocou palavras com o Karl. Vocês sabem quem é.

Karl trocara olhares com sua irmã, sem imaginar quem poderia ser. Lara fechou seu livro e, no centro na mesa, empurrou o pentagrama à beira da mesa, entregando-o para Karina e saindo da mansão sem dizer um “adeus”, “até logo”, nada. Karina pegava de volta o que te pertencia e saia da sala de estar dizendo:

— Faça o possível e o impossível para descobrir quem é. De preferência o mais rápido.