Angels Of Darkness
3 • Hi, My Name Is...
Notas iniciais
Kat passou à semana inteira tentando saber quem é o garoto que a tocou, sem nenhuma esperança, a loura acaba deixando pra lá e colocando em fé que seu irmão, Karl, tenha conseguido alguma coisa com o time de basquete. Karl pede pra Katherine o encontrar na quadra. Ao estar um de frente pro outro, Karl comenta que não teve sucesso em descobrir que é.
— Como não Karl? Ele é do time de basquete você tem que conhecer. – Kat reage com tom de revolta e insatisfação.
— Não sou fácil de me adaptar com esses mortais. – Karl sente uma coceira em seu nariz. – Sabe o que é ter sangue pra todo lado sem poder experimentar?!
— Só que o encontre. Precisamos dele, e do que ele pretende.
Katherine, com um salto agulha preto, se retira da quadra. Ao chegar ao terceiro corredor, que dá acesso à sala de biologia, a garota sente um cheiro de sangue. Um cheiro de sangue muito forte, que por segundos, faz seus instintos vampirescos se confundirem e acabando a desejar cada gota que caia no chão. Logo Katherine não sentia mais esse desejo e vai em direção do cheiro, rastreando e confiando em seus instintos. Por um momento Katherine não queria abrir a porta, não queria estar lá, mas o cheiro estava muito forte e mexendo com seu psicológico. Seu instinto de vampira assassina do passado não resitia. Para em frente da porta da sala de biologia do lado de fora, Kat posiciona sua mão na maçaneta, pronta pra fazer o movimento de abrir.
— AAAH! – Alguém, lá dentro, grita.
Era uma voz de homem e Katherine abre imediatamente. Olhando para todos os cantos da sala, Kat não encontrava o garoto. Kat buscava mais a ajuda das suas habilidades vampirescas e ao olhar pra cima, em direção do ventilador, avista o rapaz amarrado suas mãos em uma das hélices do ventilador. Quem o amarrou ali teria muita força, pois a corda estava apertando seus pulsos, fazendo que sangrasse, e muito.
— Me tire daqui. – Desesperado o garoto pede ajuda.
— Calma.
Kat, desesperada, arrasta uma mesa embaixo do garoto e sobe no objeto de apoio. O sangue escorria o braço do rapaz inteiro, isso dificultava a ajuda, mas Kat acabou se concentrando e, sem explicações apenas com sua força extraordinária, a garota arrebentou a linha de pesca que segurava o garoto no ventilador. Ao soltá-lo, Kat o agarrou, segurando pela cintura e descendo da mesa, colocou o rapaz encostado na parede.
— Você está bem? Quem fez isso com você?
— Como arrebentou a linha? – perguntou o garoto.
O garoto nem deu bola as perguntas de Kat.
— Isso não vem ao caso, apenas me diz quem fez isso? – Katherine olhava o ferimento que a linha causou no pulso do garoto.
— Eu não sei. Acho que desmaiei, ou outra coisa que me fez dormir e acordei ali.
Olhando nos fundos dos olhos do rapaz, Kat sentiu que aquilo era verdade ou o garoto sabia muito bem mentir. Apenas observou mais um pouco os olhos verde claros do rapaz e virou seu olhar ao ferimento.
— Você foi uma heroína.
— Nunca sou assim. – rebateu.
— Mas hoje foi. – O rapaz alisava os fios dourados de Kat. – Essa linha aguenta mais de 100 kg.
— É... – Kat tirava a mão do garoto de seu cabelo.
— Você devia ter ficado com um corte nas mãos de tanto forçar a linha estourar.
— Sou acostumada. – Mentia. – Meu pai é pescador, aprendi com ele.
— Ah, prazer meu nome é Jackson.
Kat passou o restante, daquela semana, e o final de semana sem contar pra ninguém do garoto. Do Jackson. Ela não sabia exatamente o que houve na sala de biologia, apenas salvou uma vida, que não é de costume e por isso resolveu manter aquilo em segredo, apenas em suas memórias passageiras.
— Lara me disse que o garoto está próximo. – Karina comenta com Karl e Kat na sala de estar. – Ela virá aqui amanha depois do colégio junto com vocês com uma resposta.
— Está bem mama.
Kat se retira da sala de estar e caminha para seu grande quarto. Em seu quarto havia um piano de calda, preto, e que ainda funcionara. Kat se acomodou no banco almofadado que tocou algumas notas. Muitos anos sem pratica as notas não saíram perfeitas.
— Virando uma vampira depressiva irmãzinha? – Karl observava na porta do quarto. – Ou será que tem um mortal envolvido e mama não sabe?
— Karl! – Kat se levanta do banco. – Não pode entrar assim!
Kat tenta impedir a entrada de Karl no quarto. Como Karl é mais velho e têm mais habilidades com seus poderes, o garoto adentra no quarto em uma velocidade que Katherine não conseguiu o segurar. Poucos segundos, Karl já estava segurando o pescoço de Kat, erguendo-a contra a parede. Suas veias pareciam mais visíveis em todo corpo, principalmente em seu braço e em volta dos olhos. Seus caninos afiados estavam visíveis em seu sorriso. Kat para tentar livrá-lo de seu irmão, com sua mão, segura no braço que a prendia no alto. Sua força não era suficiente para se livrar e se sentia sufocada, os dedos de seu irmão estavam cada vez mais profundos em sua garganta e foi nesse momento que Katherine se sentiu irritada e seu corpo começou a passar por umas mudanças, caninos pra fora e veias visíveis. Kat sabia que uma de suas habilidades desenvolvidas maior que de Karl era agilidade, já estava irritada e com um simples movimento de “vai e vem” com seu corpo, dobrando os e dando impulso com seus pés sobre o peitoral de Karl, fez com que Karl a soltasse e arremessando-o em cima do piano. Quebrando-o. Kat caira no chão com os pés apoiados, enquanto Karl tenta se levantar Karina percebe o barulho vindo do quarto da filha e caminha até o mesmo.
— Chega!
— Katherine está apaixonada por um mortal. – Karl se levanta e observa o piano aos pedaços enquanto fala.
— Eu disse chega! – Karina da ênfase no chega. – Vocês parecem crianças, adolescentes. Vocês têm mais de séculos. Katherine, por favor.
— Mama...
Lara se comunica com os irmãos Hamptons usando um dos poderes de comunicação mental para se encontrar no corredor principal do colégio. Karl e Kat naquele dia inteiro no colégio ambos ficaram distantes um do outro, mas Karl nunca perdeu sua irmã de vista, conforme sua mama mandara. Já Katherine tentou o impossível para não ver Jackson, pois sabia que Karl a perseguia, pelo cheiro do perfume do irmão que a rodeava por todo canto que ela ia.
— Tenho que fazer as últimas análises com vocês e Karina, — Lara segurava seus livros ao encontrar com eles. – Que cara é essa? Vamos, animem. Vamos descobrir quem despertou o mal em Kentfield.
— Foi ela...
— Foi ele...
Karl e Kat se pronunciaram juntos e ambos viraram os olhares um pro outro.
No caminho para a mansão dos Hamptons, o silencio contaminava o carro de Lara, sem nenhum movimento Karl e Kat fazia no banco de trás. Para descontrair, Lara liga o rádio, ao ouvir sua musica favorita a mesma começa a cantar.
— Lara não há necessidade disso. – Reclama Kat.
— Nossa, como vocês estão de mal humor. – Lara para de cantar. – Descobriram algo?
— Não. – Kat disse com tom seco.
Lara e os irmãos adentraram na mansão, Karina sentiu a presença do trio e num tom leve disse para eles a encontrar na sala de estar, fazendo com que apenas Lara escutasse, proibindo seus filhos de usarem suas audições de longe. A sacerdotisa faz um sinal para Kat e Karl indicando a sala de estar e o trio caminha até o local.
— O que falta Lara? – Karina questiona ao ver a garota na sala.
— Quero que vocês três deem a mão. – Lara continuara. – Vou colocar esse livro aberto no meio de vocês e Karina coloca seu pentagrama sobre ele.
Karina estava numa das pontas da mesa, Karl estava de frente pra sua mama e Katherine estava na lateral. As mãos dadas formavam um triângulo onde, por sua vez, Lara colocara seu livro no meio do triângulo. O livro de magia estava aberto numa imagem de um pentagrama, a mesma pagina que Lara havia circulado uma frase em latim e Karina havia tirado seu pentagrama e colocado sobre o livro, conforme exigido Lara.
— Oves et sanguinem filii Hevae magica nigra, non est necessarium, si Eva lumen ostende.
Um círculo de força magnética formava em volta dos Hamptons e logo desaparecera. Lara não direcionou uma palavra, seus olhos permaneciam fechados e a garota estava de pé com as mãos direcionadas ao triângulo.
— Ah, prazer meu nome é Jackson. – Lara pronuncia ao abrir seus olhos que estavam brancos como a neve.
Fale com o autor