Angels In My Life

5 Capítulo 5: The truth is...


Notas iniciais
hum... esse cap foi exepcionalmente cansativo, mas gostei de escrever. Rezo para que não esteja muito chato ou parado. Beijos e boa leitura.

Quando Roxas acordou, estava de mau humor. Ouvia um barulho irritante vindo do outro lado da porta da sala, lá fora, que tinha interrompido seu sonho tão perfeito. Recusava-se a abrir os olhos, mas aquele som não lhe deixava em paz.

Estava tão confortável ali!O cheiro de Axel era uma mistura agradável de um tipo de flor que Roxas não identificava e um aroma de queimado que não lhe enjoava o nariz, lembrando incenso, além de que seu toque era tão quente, gostoso de sentir na pele que lhe custava se separar dele.

O barulho irritante voltou a soar, fazendo Roxas abrir os olhos e se levantar do sofá, notando que tudo já estava escuro ao seu redor, mas a silhueta de Axel, que dormia serenamente, ainda estava ali, chegando até a roncar um pouco.

O loiro sorriu para o mais velho. Era tão bom pra ele!Gostaria de ter conhecido Axel mais cedo. Afastou-se e ligou as luzes da casa, indo em seguida em direção da porta, olhando pelo olho-mágico. Seu coração gelou e perdeu o oxigênio.

Era sua mãe. E ela não parecia nada feliz por ter esperado o que pareciam ter sido horas. Foi aí que Roxas lembrou que para entrar, usou a chave que fica embaixo do tapete, do lado de fora da casa, a mesma que sua mãe usava para entrar em casa todos os dias. O barulho irritante nada mais era que a campainha que já ameaçava queimar de tanto uso num só dia.

-Roxas!-Ela gritava, dando para notar a raiva em sua voz enquanto batia na porta e abusava da campainha. O loiro estava ferrado e sabia disso, no entanto isso não melhorava as coisas.

Pegou as chaves que estavam em cima da mesa e abriu a porta, vendo sua mãe marchar para dentro num instante e jogar sua bolsa em cima do sofá, ao lado de Axel, que tinha acordado no meio da confusão.

-Mocinho, você está muito encrencado!- Esbravejou a mulher, se pondo na frente de Roxas, fazendo-o voltar alguns passos e ficar contra a parede, sem saída. -Que pensa que estava fazendo quando foi suspenso no segundo dia de aula?!Quem diabos é Axel e por que me deixou esperando duas horas do lado de fora?!

-Eu estava dormindo, desculpa... — Roxas respondeu a pergunta mais fácil, sendo interrompido quando a mãe notou que estava tentando mudar de assunto.

-Quem é Axel, Roxas?

-Sou eu, olha aqui. — Axel brincou, se postando ao lado de Marye e balançando sua mão em frente ao seu rosto. Claro que ela não podia vê-lo, mas ainda assim, o ruivo achava engraçado fazer aquilo com as pessoas, somente por diversão própria, apesar de deixar Roxas confuso, que não sabia se ria ou se ignorava.

-Axel é... Hum... Um amigo meu. -O loiro respondeu com um sorriso falso, olhando para o ruivo querendo alguma ajuda.

- Olha, Roxas, sei que a ausência de seu pai tem perturbado você, mas não precisa agir estranho e colocar a culpa num pessoa que simplesmente não existe.- A mulher disse, sendo um pouco mais sensível e colocando uma das mãos na cintura, meneando a cabeça.

-Ai, essa doeu. Vou esperar no quarto, loirinho. Não quero ver quando ela começar a dizer que você precisa de um psiquiatra. — E dizendo isso, o ruivo subiu as escadas e se trancou no quarto de Roxas, batendo a porta alto o bastante para que Marye e o loiro ouvissem.

-O que foi isso, Roxas?

-O Axel bateu a porta do quarto... Quero dizer, foi o vento, mãe, só isso. — Respondeu o menor, voltando a dar aquele sorriso falso.

-Olha, querido, mais tarde vamos conversar sobre isso. Vá para o seu quarto e reflita sobre o que acontece com as pessoas que não assumem sua culpa e as colocam em seres imaginários. Agora, Roxas.

Bufando, o garoto subiu as escadas, batendo também a porta ao entrar em seu quarto. Axel estava estirado na cama, com travesseiros sobre a cabeça como se quisesse evitar ouvir alguma coisa, mas sentou-se quando ouviu o outro entrar e se jogar na poltrona.

-O que ela disse?

-Que eu devo refletir sobre como administrar minha culpa.

-Ah, poderia ser pior, sabia?

-Como?

-Não sei, mas poderia.

-Se meu pai estivesse aqui, ela me daria uma surra ao invés de sermão.

-O que aconteceu com ele, Roxas?-Axel perguntou, curioso e sério, temendo estar tocando num assunto delicado para o menor.

-Ele se casou com uma mulher 15 anos mais jovem que minha mãe. Se conheceram numa academia qualquer durante uma aula de yoga. Mas isso não foi o que me irritou, sabia? Foi o fato de ele ter simplesmente aparecido lá em casa e dito: “Ei, vou embora. Vou me casar com uma gostosa que tem filhos perfeitos. Até nunca mais”. Eu demorei uns dias para perceber que quando ele chamou os filhos dela de perfeitos, ele estava se referindo a mim como imperfeito, como se eu “não fosse bom o bastante” para ser filho dele. Entende, Axel?

-Hum... você odeia ele?

-Sim, apesar de minha mãe achar que ainda sinto falta dele, e sinceramente, ela ficou num estado pior que o meu quando ele partiu. Superei assim que vi que não precisava dele.

-Roxas, você é bom o bastante pra mim, sabe disso.

-Eu sei é?

-Claro que sabe.

-Hum... E já que estamos desenterrando o passado, ainda não me contou porque estava preso na Campina, Axel.

O ruivo engasgou, tossiu e olhou para o loiro, surpreso. Não esperava por aquela pergunta, mas sabia desde o começo que um dia Roxas iria fazê-la. Apoiou-se na cabeceira da cama e abraçou um travesseiro contra o peito, assumindo uma expressão sombria e triste que não combinava com seu rosto alegre. Contar aquela história lhe trazia boas lembranças, mas ao se lembrar do final, todas elas assumiam um ar melancólico e agonizante.

Roxas notou perfeitamente a mudança de humor de Axel, e pensou se não tinha tocado numa das cicatrizes do mais velho, mas antes que pudesse dizer alguma coisa, o outro começou:

-A muito tempo atrás, quando não havia colonizadores e exploradores atacando vilas menores em busca de riquezas, foi fundada uma pequena aldeia próxima do lugar aonde hoje é o Canadá. Lá só viviam aldeões pobres de vida simples, mas era tudo bastante organizado para a época. Tinha o líder da comunidade, o sacerdote que tomava conta do templo e essas coisas, além de que todos seguiam o mesmo deus sem hesitar.

“Um dia eu estava aprontando no céu quando fui chamado para guardar um menino. Claro que eu já tinha guardado pessoas e até animais antes, mas nunca num lugar tão diferente do resto do mundo, digamos mais... evoluído em relação às outras comunidades. Enfim, vi o garoto nascer numa cabana coberta de peles de animais, pois estava nevando naquele dia. Sua mãe ficou muito feliz e sorriu durante todo o tempo que o segurou nos braços após o parto, mas ela sabia que a felicidade não duraria para sempre.

“O pai do garoto tinha desaparecido da aldeia um mês antes, fazendo com que vários boatos e má reputação caíssem sobre tanto à mãe quanto o filho, que ela chamou de Sora. Os demais moradores do lugar tratavam a família incompleta com arrogância, grosseria e até medo. Para fugir das pessoas que a tratavam mal, a mãe de Sora foi morar na área mais afastada da aldeia, numa cabana pobre e fria de noite, junto com seu filho recém-nascido.

“15 anos se passaram e os aldeões ainda faziam caretas ao ver o garoto sem pai andar pelas estreitas ruas das casas. Bando de gente supersticiosa e ignorante, tomara que estejam ardendo nas profundezas do inferno. Um dia Sora tinha ido pegar água para sua mãe, num poço que ficava no centro da aldeia. Então um grupo de idiotas que não tinham nada para fazer resolveram segui-lo no caminho de volta para casa, pegando-o desprevenido, emboscando-o próximo a um bosque. Nevava nesse dia, sabia? A neve ficou manchada de sangue. Eles batiam no Sora como se ele não passasse de um pedaço de madeira sem vida.

“Eu sei que deveria ter ficado na minha, e como todo anjo comum, ter simplesmente esperado que aquilo acabasse, mas não consegui, era provável que eu estivesse sentindo mais dor do que ele ali. Cheguei perto dos agressores e empurrei-os para longe do meu protegido. Ficaram assustados com a força invisível que não os deixava mais se aproximar de Sora, que também olhava para mim procurando me ver, mas sem conseguir. Terminou que a gangue acabou indo embora dali, prometendo vingança.

“Sora continuou ali, caído, olhando para todos os lados procurando entender o que diabos acontecera. Então eu me mostrei para ele. Deixei que me visse, que me contemplasse naquele momento que pareceu durar horas. Estendi minha mão para ele e ele aceitou, sorrindo em seguida. Desde então viramos ótimos amigos, inseparáveis, claro. Sora passou a sorrir mais que antes, todos na aldeia notaram, até os idiotas que tinham lhe feito tanto mal.

“Não vou mentir para você, Roxas, eu amava aquele garoto. Obviamente anjos amam seus protegidos assim que suas almas entram em contato, mas eu realmente amava aquele garoto, literalmente, sabe? No começo eu achei que fosse normal, mas então percebi o quanto ele era especial para mim e que nunca havia sentido aquilo por outro protegido anterior. Mas anjos não podem amar, é proibido, pois aí eles vão se relacionar, o que também é proibido, e eu já tinha quebrado duas Leis a essa altura do campeonato.

“Mas quem disse que eu dei ouvidos a mim mesmo? A primeira coisa que fiz quando descobri foi contar ao Sora, e para meu azar, ele também me amava. Passávamos 24 horas por dia juntos, sem nos importar com as outras pessoas, que já começavam a achar que tinha alguma coisa de errada. Lembra quando aquela gangue atacou Sora? Saiba que ela acabou indo contar o acontecido a um dos sacerdotes que cuidavam do templo da aldeia. Claro que o sacerdote não acreditou no começo, mas depois notou como Sora agia estranho, falando sozinho, rindo de uma hora para outra, chamando sempre por um nome pouco comum ali: “Axel”, sem falar das coisas estranhas que aconteciam ao seu redor.

“Um dia, para ter certeza, esse sacerdote chamou Sora para que viesse ao templo. Lá ele tentou agredi-lo, bater nele, jogar coisas, mas nada funcionou porque eu fazia todas elas tomarem outras direções. Te contei que posso fazer isso? Pois é, as vezes me sinto como um X-men... Mas voltando ao assunto: Depois disso, toda a aldeia ficou sabendo, e se tratavam Sora mal agora é que iam pegar pesado.

“Um mês depois, a mãe de Sora, Eryana, acabou adoecendo do que hoje conhecemos como pneumonia. O resultado foi que ela acabou morrendo e deixou seu filho sozinho numa aldeia onde ninguém gostava dele. Depois disso ele passou a se esconder em sua casa, com medo de sair e ser emboscado, coisa que já tinha se tornado parte do cotidiano.

“Um dia uma grande nevasca atingiu a aldeia, fazendo com que casas, animais e colheitas fossem perdidas, além de, claro, algumas vidas humanas. Como nossa casa era a mais afastada, não fomos prejudicados e isso fez com que grande parte do aldeões pensasse que, de alguma forma, procurando vingança, Sora tinha lançado uma maldição neles.

“Todos tolos supersticiosos que acreditavam em tudo que aquele maldito sacerdote dizia. Bom, todos já conheciam a fama da estranheza de Sora e do seu amigo invisível. A diferença era que eles achavam que eu era algum tipo de monstro ou demônio, que tinha feito um pacto com Sora para infernizar a aldeia. Então, no meio da noite, carregando tochas, lanças, pás e tudo que servisse para destruir, eles vieram.

“Eu estava dormindo quando ouvi os passos da multidão, cerca de 100 no total pelo que me lembro. Acordei Sora imediatamente e o mandei fugir dali, mas ele não me escutou e foi para fora de casa, querendo saber o motivo de tanta agitação. Eu fui atrás dele, claro, mas fiquei com medo do que vi. Estávamos cercados por todos os lados, não havia para onde fugir, e a multidão estava tão excitada que gritava por sangue.

“Claro que eu tentei proteger Sora, mas aí o sacerdote apareceu, e estava segurando uma espécie de punhal com palavras entalhadas na lâmina, vindas de uma língua que me era bastante familiar. Sei que então o sacerdote fincou talpunhal no chão, próximo a mim. Como se estivesse enfeitiçado, não consegui mais me mover. Tentava com todas as forças e tudo que conseguia era mover-me menos de um milímetro. Já estava começando a me desesperar.

“Gritei para que Sora entrasse de volta na cabana. Ele obedeceu, receoso, olhando para mim antes de fechar a porta com força. Estava com medo, apavorado, não por ele, mas por mim. E eu sabia disso. O sacerdote então atirou a primeira pedra, ou melhor, tocha contra a cabana, sendo imitado por todos os outros aldeões.

“Em menos de 5 minutos toda a frágil cabana pegava fogo. As labaredas estendiam-se para o céu como longos braços querendo tocar as nuvens sem conseguir. Eu gritava desesperadamente pelo meu protegido. Gritei tanto que alguns dos aldeões viraram o rosto em minha direção, procurando me ver, mas só conseguindo ouvir um zunido baixo e agonizante. Então a cabana desmoronou diante dos meus olhos. Estava tudo acabado. O sacerdote tirou o punhal do chão e voltou para a aldeia, sendo seguido pelo resto das pessoas, que gritavam em júbilo pela missão bem sucedida.

“Fui até as cinzas da cabana e procurei por ele até que meus dedos começassem a sangrar. Mas eu não me importava, tudo que eu queria era ele de volta ali comigo. Não encontrei sequer um pedaço de sua roupa. O dia amanheceu e eu ainda estava ali, chorando, gritando lamentos na língua dos anjos. Não queria mais viver, queria morrer, esquecer do que tinha acontecido para que na minha memória não sobrasse mais nada a não ser as lembranças felizes de quando ele ainda estava vivo.

“Anoiteceu, e foi no escuro sem lua que tive uma idéia. Todos os aldeões iam me pagar pelo que tinham feito ao meu protegido da mesma forma que o mataram. Sabia que se pusesse meu plano em ação, provavelmente seria mandado para o inferno ou coisa parecida, mas não me importava. Se aquilo amenizasse minha dor, seria o bastante.

“Voei até o centro da aldeia. Todos os humanos dormiam tranquilamente em suas casas, com suas famílias e amigos. Requisitando o resto de energia que havia em mim, dominei o fogo como uma enorme onda, e a joguei em cima do lugar. Tudo começou a pegar fogo ali, as casas, os estábulos, lojas, templos... Tudo. E eu sorria para tudo aquilo.

“Então me lembrei de uma pessoa em especial. Guardei minhas asas e desci até o templo, onde cercado pelo fogo estava o sacerdote, sozinho com seu anjo, que nem sequer tentava protegê-lo, seguindo umas das Leis. Sorrindo maliciosamente, me mostrei para ele, e ao invés de ajudá-lo disse: “Aqui está a punição por ter machucado Sora, seu bastardo, e pra sua informação, sou um anjo da guarda”.

“Saí de lá e voei para longe. De repente senti uma enorme pressão me puxar para cima, para o céu. Os Superiores estavam me chamando. Fui parar na Suprema Corte Celestial, fui julgado culpado, nem tentei me defender, não me arrependia e nem me arrependo pelo que fiz aqueles monstros que se diziam pessoas.

“Fui condenado a uma eternidade na Campina Esquecida, pois eles diziam que eu deveria sofrer com a solidão, e não sofrer com a dor física. Ficaria preso lá até que alguém especial viesse encontrar meu livro, onde eu estava preso, o lesse e me libertasse. Bem, o resto você já sabe, creio eu.”

E assim terminou a longa narração do passado de Axel. O ruivo, que ainda abraçava o travesseiro, notou que o mesmo estava úmido, pois acabara chorando sem notar. Olhou para cima e viu Roxas, que tinha se levantado da poltrona para sentar-se ao lado do anjo, e agora o abraçava ternamente.

Não fazia a menor idéia pelo que Axel tinha passado até aquele momento.

-Axel, quero que saiba, que eu sempre vou estar ao seu lado, para o que der e vier. Sei que não posso substituir o Sora, pelo menos não como seu amor, mas posso ser seu melhor amigo pelo tempo que quiser.

O ruivo sorriu e disse:

-Roxas, você já é meu melhor amigo, então não se preocupe, ok? Passado é passado, aconteceu e nada mais pode ser feito, não quero que me trate como uma criança, got it memorized?

-Got it memorizei, Axel. — Disse o loiro, rindo e se deitando na cama, ao lado de Axel, olhando para o teto, com as mãos de baixo da nuca. O ruivo observava o menor, até que um comentário surgiu-lhe na cabeça:

-Loirinho, você disse que não pode substituir o Sora em amor, certo?

-Aham. — Respondeu inocentemente.

-Mas você pode, sabia?

Foi aí que Roxas corou e se sentou na cama, olhando para o mais velho com uma expressão surpresa. Antes que qualquer coisa lhe viesse a mente, precisava sair daquela situação.

-Axel, está tarde. Vou me trocar para ir dormir e talvez você deva fazer o mesmo.- Disse o menor, indo em direção ao banheiro.

-Ow, Roxy, não ficou com vergonha do nosso papinho ficou?- Brincou Axel, seguindo Roxas até o banheiro, mas o menor conseguiu entrar antes e fechar a porta na cara de Axel, gritando:

-Cala a boca, Axel, você só me traz problemas.

-Eu sei, é por isso que continuo fazendo, dããã.

Horas depois, Marye já dormia calmamente em seu quarto. Roxas e Axel foram dormir um pouco mais tarde, conversando sobre assuntos inúteis do dia a dia.

Foi só na hora de dormir que aquele comentário de Axel bateu em Roxas como um murro num nerd de óculos. Poderia se tornar amor de Axel? Tipo assim, amantes? Namorados? Axel era um anjo, era mais velho do que Roxas e tinha tido um passado traumatizante. Isso não colaborava para o menor.

Uma pequena parcela da sua consciência admitia se sentir feliz ao lado de Axel. Sentia-se seguro, protegido, alegre ao lado do ruivo como nunca se sentira com ninguém antes. Adorava sentir seu toque quente e respirar seu cheiro de queimado que lembrava incenso. Isso significava que o amava? Ou eram só amigos?

Com preguiça demais para pensar em assuntos tão delicados numa hora tão tarde da noite como aquela, Roxas simplesmente fechou os olhos e adormeceu, tendo pesadelos novamente. E como já era de costume, correu para os braços do maior, que o acolheu sem pensar duas vezes. Não importava se amava ou não Axel, tinha que admitir que estar com ele era como estar no paraíso.

Notas finais
aiai. posto o novo cap em breve,então não se preocupem.
Beijos e reviews,please
(OBS:Caso eu não poste em menos de uma semana, vcs tem todo o direito de me cobrar,viu?)