Angels In My Life

6 Capítulo 6: A little visit to a psychiatrist.


Notas iniciais
Hum...Aí está o Cap. 6.
Não me deu muito trabalho, mas mesmo assim ficou meio que grande.
bem, espero que goste e boa leitura!

De manhã, quando o quarto estava frio e silencioso, arrombando a porta, apareceu a mãe de Roxas, Marye, que não parecia muito feliz, na verdade, lembrava o rosto de um penitenciário condenado a anos de prisão por assassinato no meio de criancinhas, ou seja, não era bonito. O loiro, que estava deitado na cama, se sentou, levando um susto com o barulho da porta. Axel se pôs de pé num salto, olhando para Roxas e depois para Marye, tentando entender o que se passava ali.

-Roxas, acorda, agora!- Disse a mulher, entrando no quarto e abrindo o guarda-roupa, tirando uma muda de roupa e entregando ao menor, que tinha se levantado e agora olhava para a mãe estranhamente. — Vá se arrumar. Tome um banho e vista isso, nós vamos viajar.

-Agora? De repente?-Perguntou, indo para o banheiro.

-É isso aí, mocinho. Tenho certeza de que o colégio não vai descansar enquanto eu não lhe levar a um psiquiatra, então é melhor que seja logo.

-Ih... Sujou. — Falou Axel, meneando a cabeça.

Marye saiu do quarto, fechando a porta em seguida para dar privacidade ao filho, que não demorou a sair do banheiro vestindo uma calça jeans escura e uma blusa branca com estampas de asas atrás. Logo em seguida o ruivo entrou no banheiro, banhou-se e se trocou, vestindo uma calça jeans preta e uma blusa vermelha sem mangas.

Ambos saíram do quarto e encontraram Marye fazendo o café da manhã, pois ainda eram 06h30min. Comeram (Axel teve que comer escondido para que a mulher não notasse o fato da comida simplesmente desaparecer de repente) e saíram no carro.

Não era a toa que tinham que sair tão cedo. O psiquiatra mais próximo ficava a 380km dali, uma viagem de mais ou menos 4 a 5 horas de duração. Durante todo o percurso, Roxas ficou conversando com Axel, alto o bastante para que a mãe ouvisse. Se já era considerado um ser com a saúde mental afetada (ou louco, se preferir), era melhor fazer o trabalho completo então.

Pulando a parte da viagem (a não ser que você queira ouvir um relato de duas páginas falando sobre conversas inúteis e a paisagem da estrada), mãe, filho e anjo da guarda chegaram à cidade de Hollow Bastion.

Era cheia de prédios altos, shoppings, carros de todos os tipos, lojas e pessoas estranhas. Estacionaram o carro em frente a um centro comercial bastante lotado, apesar de ainda ser quase 11h30min da manhã. Desceram do automóvel e entraram no lugar.

Era enorme, tinha escadas rolantes, lojas variadas e praças de alimentação com diversos restaurantes. A única coisa que diferenciava aquele lugar de um verdadeiro Shopping Center era a falta daquele ar frio que os ar-condicionados produzem. Pois é, parece que na hora de construir, o arquiteto havia sido bem mão-de-vaca.

O centro comercial tinha vários andares divididos conforme os estabelecimentos que abrigavam, de forma que, por exemplo, todo o quinto andar era formado por restaurantes e pela praça de alimentação. Roxas, Axel e Marye subiram até o quarto andar, que parecia ser o mais vazio de todos.

Lá havia uma série de consultórios e escritórios, como de advogados, oftalmologistas, detetives, dentistas, pediatras, veterinários, ginecologistas e finalmente psiquiatras. O grupo entrou na pequena sala, onde só havia um sofá vermelho desbotando, um balcão de atendimento e um gelágua no canto da parede.

O recinto estava vazio exceto pelo grupo e pela recepcionista, uma moça jovem, vestindo um vestido escuro com um decote profundo, rosto bastante maquiado e mascando chiclete enquanto lia uma revista de moda qualquer.

Marye se aproximou da atendente e perguntou:

-Oi, o doutor Key está disponível?É que eu não marquei horário.

A atendente olhou para a outra mulher com descaso e disse:

-Está sim, senhora. Irá atendê-la em alguns minutos. -Depois voltou a ler a revista.

-Obrigada. -Marye respondeu, virando-se para o filho. -Roxas, por que não vai dar uma volta?Tenho alguns assuntos para falar com o doutor antes. Leve seu celular, sim?Quando terminar eu te ligo.

-Ok... Vamos, Axel. -O loiro falou, fazendo questão de causar inquietação na mãe.

Ambos saíram da sala, voltando ao enorme centro comercial.

-Aonde quer ir?-Perguntou Roxas, andando despreocupadamente.

-Sei lá. Que tal numa banca de revistas?Preciso de um jornal urgentemente. -Respondeu Axel, andando com as mãos nos bolsos enquanto desciam para o segundo andar, aonde tinham visto várias livrarias e bancas.

-Para que você quer um jornal?

-Pra saber o que tá acontecendo, oras!Nós não vemos TV, não lemos jornal, não escutamos rádio... Desse jeito a terceira guerra mundial vai começar e nós nem vamos ficar sabendo.

-Hmph.

Andaram até a banca, e com uns trocados do loiro, compraram um jornal, que na capa, repleta de letras enormes e uma foto maior ainda, estava uma manchete, que dizia:

“Zé da Bomba (apelido do novo terrorista de Hollow Bastion) conseguiu fugir novamente das garras da polícia após ser preso em seu próprio apartamento”

-Viu?Já começaram a explodir coisas e eu nem fiquei sabendo. Isso chega a doer meu coração. -Falou Axel, brincando, se sentando num banco ali próximo, junto a Roxas.

-Cala a boca e começa a ler o resto.

O ruivo continuou:

“Na noite do dia 8 de agosto de 2009, Zé da Bomba foi flagrado em seu apartamento fabricando bombas caseiras, mas bastante poderosas, segundo um dos delegados da polícia. Prenderam o terrorista na hora, mas no outro dia, o meliante conseguiu fugir e hoje encontra-se foragido, quase um mês depois. Os oficiais alegam que não há pistas sobre o paradeiro do Zé da Bomba, exceto uma carta deixada na cela, escrita com sua própria letra, que dizia: Aproveitem suas vidas enquanto ainda as tem, pois daqui a exatamente um mês, uma enorme explosão vai acontecer.

Mesmo sem fazer muito sentido, essa simples carta amedrontou os cidadãos de Hollow Bastion, e pior, hoje faz exatamente 29 dias que Zé da Bomba fugiu da penitenciária da cidade.

-Ui, fiquei com medo. -Comentou Roxas, tomando o jornal das mãos de Axel para olhar outras notícias.

-De quando é esse jornal, loirinho?

-Eu não sei, espera, me deixa ver a data... Olha só, é de ontem.

-Quer dizer que hoje faz 30 dias.

-Assustador não é?

-Eu diria estranho. Tenho pena do Zé do Cabum estar na cidade no mesmo dia que eu.

-É Zé da Bomba, Axel.

-Tanto faz. Ei, quero dar uma olhada na seção de eletrônicos.

Ambos se levantaram e subiram para o terceiro andar, onde havia lojas de todas as marcas relacionadas a tecnologia. Olharam televisões, videogames, DVDs, celulares, aparelhos eletrônicos e tudo que tinha para ver e tocar ali.

No entanto quando estavam passando na última loja do andar, por acaso a menor e mais vazia, enquanto Roxas estava olhando alguns computadores, Axel percebeu a presença de um estranho homem atrás das estantes repletas de Mp3. Era maltrapilho, vestia-se mal e com roupas rasgadas, além de que tinha a barba longa e mal-feita. Mas não foi a aparência que intrigou Axel, e sim o fato do andar do homem.

O senhor andava pesadamente, como se estivesse preste a fazer algo que afetasse a todos e que ainda estivesse decidindo se ia fazer ou não. O homem saiu da loja em seguida. Axel balançou a cabeça e ignorou a sensação de que aquele homem, de alguma forma, era perigoso, voltando sua atenção para Roxas, que insistia em mostrar uns jogos para computadores.

Saíram minutos depois, com o loiro levando um saco contendo o jogo The Sims 3, para computador, tendo finalmente gastado sua mesada inteira de 4 meses ali. O celular do menor tocou e Roxas atendeu. Era sua mãe, e dizia:

-Roxas, querido, venha para cá, o doutor Key quer atendê-lo.

-Já estou indo. -Falou ele, desligando o celular e subindo, junto com Axel, para o quinto andar novamente.

Não demoraram muito para chegar lá, e logo estavam na sala do doutor. Era um homem alto, com cabelos castanhos e bem penteados, olhos também castanhos, uma aparência bastante comum.

-Olá, senhor Roxas. Dona Marye, será que nos podia deixar a sós?É parte do regulamento a total privacidade entre o cliente e o profissional. -Disse o homem, dirigindo-se a mãe de Roxas, enquanto ela já saia da sala e os deixava.

Estavam, Roxas e Axel, junto com o doutor, numa salinha que ficava atrás do balcão da atendente, o lugar onde o homem atendia seus clientes. Era um recinto pequeno, mobiliado com duas cadeiras, uma escrivaninha entre elas, um armário na parede do lado esquerdo e uma planta de plástico no canto do lugar.

-Sente-se, por favor. -Começou o homem, estendendo a mão para a cadeira em frente a si.

Roxas começou a ficar apreensivo. Desde que se lembrava, nunca tinha sido muito sociável (exceto com Axel) e muito menos gostava de contar coisas sobre si para alguém que nunca tinha visto na vida. Não confiava no homem, e algo lhe dizia que tudo que contasse a ele, ele diria para sua mãe, e isso não seria bom.

-Bem, meu rapaz... -O doutor começou, sendo interrompido por Roxas, que disse:

-“Seu” rapaz? Não me lembro de ter sido seu.

-Pois então, Roxas... Quantos anos você tem?

-Tenho certeza que o senhor tem uma pasta dizendo todos os detalhes sobre mim. -Roxas disse, indiferente, fazendo Axel rir.

-Tenho sim, mas gostaria que você me dissesse.

-E se eu não quiser?

-Então terá que voltar aqui na próxima semana.

-Vai me obrigar?

-Não, claro que não. Roxas, eu só queria conversar um pouco, só isso. Não entendo por que está tão na defensiva.

-Não estou na defensiva, só não quero falar com você.

-Por quê?

-Porque você é feio.

-Tem preconceito contra pessoas feias?

-E se eu tiver?

-Hum... — O homem tirou um caderninho das gavetas da escrivaninha e começou a escrever alguma coisa.

-Axel, me ajuda. -Roxas sussurrou para o maior ao seu lado, que estava de braços cruzados e com uma cara não muito amigável. É que nem ele gostava de psiquiatras, e pior, saber que aquele homem queria saber dos segredos de Roxas, o deixava (em algum lugar lá no fundo da sua alma) com ciúmes. Claro que (assim como Roxas) não admitiria isso, até porque nem sabia ao certo o que ciúmes eram.

-Mande ele se lascar e que se ele não parar de te encher o saco, eu mato ele. -Falou o ruivo.

-Ok, mas acho que vou deixar isso para último plano, Axel.

-Roxas, como era seu pai?-O homem perguntou, após ter parado de escrever no caderninho.

-Era o rei da Inglaterra. Era gordo, baixo, media 2 metros e trinta e sabia voar.

-Hum... Uma pergunta: Como ele era baixo se media 2,30 de altura?

-Do mesmo jeito que você sobe pra baixo.

-Ok... -Falou o doutor, voltando a anotar em seu caderninho. — Sua mãe me falou que recentemente você tem conversado muito com um tal de “Axel”.

-E daí?

-Posso saber quem é?

-Pode.

-Pode me contar?

-Posso?

-Vai me contar?

-Vou, depois.

-Depois do que?

-Quando essa maldita consulta acabar.

-Roxas, por favor, eu só quero ajudá-lo.

-Não preciso de ajuda. Estou bem.

-Quero ser seu amigo. Sua mãe também me contou que você não tem muitos amigos.

-Eu tenho o Axel. Ele já basta como amigo.

-Ele é seu amigo imaginário?

-Não, ele existe.

-Onde ele está?

-Quer mesmo que eu diga?

-Quero.

Roxas riu consigo mesmo, olhando para Axel, que neste momento estava fazendo gestos obscenos (um cotoco, para falar a verdade) para o inocente doutor.

-Roxas, diga a esse filho duma mãe que eu mando ele ir para aquele canto.-Disse Axel, enquanto voltava a cruzar os braços

-O Axel está do meu lado... –Disse o loiro, voltando a falar com o doutor. — Disse que eu mandasse o senhor praquele canto, sabe do que estou falando.

-Hum... “Usa seres inexistentes para expressar suas emoções”...-O doutor voltou a anotar em seu caderninho.

-O Axel existe.

-E por que eu não o vejo?

-Porque ele é um anjo e é contra as regras vê-los. -Roxas soltou de repente, olhando para Axel em seguida, temendo ter dito algo que não deveria. Mas a face do ruivo continuava a mesma, abusada e de mau-humor.

-Então por que você pode vê-lo?

-Porque ele virou meu anjo da guarda.

-Mas você não tinha um?

-Não.

-Por quê?

-Não sei.

-Hum... “Não tem um anjo da guarda”. E quantos anos o Axel tem?

-Eu não sei. Axel?-Roxas olhou para o maior, pedindo uma resposta.

-Tenho mais ou menos 2308. Perdi a conta depois disso. -Falou o ruivo, ouvindo quando Roxas repetia para o doutor, mas o loiro voltou a falar dessa vez se dirigindo a Axel:

-Como ainda está com essa aparência?

-Os anjos são imortais, loirinho. Podemos morrer por ferimentos, mas não por velhice, então é praticamente impossível nós morrermos, pois humanos nem animais conseguem nos ver e outros anjos (tirando eu) não matam outros anjos.

-Roxas, o que você vê por estas imagens?-Perguntou o doutor, mostrando uma série de imagens negras que mais pareciam ser simples manchas de tinta.

-Parece uma asa. -O loiro respondeu, sincero.

-E esta?

-Uma privada. –O loiro respondeu novamente, já não muito sincero.

-Esta?

-Você depois de ser atropelado por um trator. –Ok, sem um pingo de sinceridade.

-Esta?

-Eu batendo em você e picotando todos esses cartazes.

-Hum... “aptidão para violência gratuita”. Muito bem, senhor Roxas, por hoje terminamos sua consulta. Pode ir. Quando sair, chame sua mãe, por favor.

-Ok.

Roxas finalmente se levantou e saiu, seguido por Axel, que ainda estava de mal-humor, mas que para a surpresa do menor, conseguiu se manter calado durante quase toda a consulta. O loiro avisou a mãe que tinha terminado e que o doutor esperava por ela, mas que ia dar outra volta pelo centro comercial, e que assim que terminassem de conversar com o homem, ligasse para ele para que pudessem ir embora dali.

Roxas, seguido por Axel, ainda calado, voltou ao andar dos eletrônicos. Estava inquieto por alguma razão, desde que Axel tinha dito que era imortal. O anjo podia ser imortal, mas ele não era, e mesmo que quisesse ficar com ele para sempre (ele não admitia isso para ninguém, claro) Roxas sabia que, cedo ou tarde, iria morrer.

Mesmo que quando morresse fosse para o céu ou para qualquer outro lugar, tinha quase certeza de que ficaria sem Axel, e jamais iria querer isso. O ruivo havia se tornado seu melhor amigo em muito tempo, e apesar das brigas constantes, gostava da sua presença calmante e do seu toque quente, além de que sabia que Axel sempre iria estar ali, ao seu lado, para o que desse e viesse.

Gostava tanto do ruivo assim para que quisesse para sempre sua presença?Claro que sim, eram amigos inseparáveis. Mas seriam só amigos? Não haveria nada mais sério por trás disso? Sério? Como? Tipo namorados? Claro que Roxas gostava bastante do ruivo, da forma como o maior lhe abraçava nas noites que tinha pesadelos, mas também tinha que admitir que, as vezes, tinha vontade de permanecer em seus braços pelo resto da eternidade, e pior, quando estavam de rostos próximos, tinha vontade de tocar nos lábios do ruivo com os seus.

Roxas balançou a cabeça, tentando esquecer aqueles pensamentos, mas não conseguiu. Era a mais pura verdade. Além do mais, “ficar em seus braços pelo resto da eternidade” parecia algo tão... Romântico. Estava realmente gostando de Axel?Não, impossível. Roxas era homem e Axel era outro homem, e isso ia contra as leis da natureza. Mas então, por que Roxas sentia aquelas sensações estranhas quando o ruivo o prendia contra a parede e chegava perto o bastante para... beijar-lhe?

“Nah, aquilo era só brincadeira”, Roxas pensava toda vez que aquele pensamento surgia. Mas e se não fosse?E se Axel realmente quisesse seduzir Roxas? Seduzir? Então significava que o ruivo gostava dele? Mas é claro que sim! O próprio ruivo dissera que entre eles não havia aquela coisa de gays.

Mas Roxas não sabia se Axel gostava dele (pelo menos não com certeza, pois aquela dúvida chata ainda pairava em sua cabeça) e também era tímido demais para perguntar, mas tinha certeza de uma coisa: Gostava de Axel, muito, o bastante para desaprovar totalmente uma vida que não o tivesse ao seu lado.

Mas então... O amava? Não, eram só ótimos amigos. Amigos sentiam necessidade de correr para os braços do outro depois de pesadelos? Você não sabe, nunca teve amigos de verdade, não é, Roxas? O que você faria se Axel simplesmente fosse embora?

“Nada. Não conseguiria fazer nada. Sentiria muito sua falta.”

Você fica feliz quando ele está ao seu lado?

“Sim.”

E quando o abraça?

“Muito feliz”.

Mesmo quando o chama de loirinho?

“Sinto falta quando ele não me chama assim”.

Você está apaixonado.

“Estou apaixonado?” Roxas pensou “Pelo Axel? Estou? Eu o amo? Mas como? Eu não sei, só sei que... Eu o amo. Eu amo o Axel.

Roxas então corou com sua descoberta, virando o rosto para o outro lado para que Axel não notasse. Não queria que o anjo descobrisse que gostava dele, e só em pensar em Axel como seu amor já lhe deixava vermelho. Não seria uma tarefa fácil esconder isso do ruivo.

-Loirinho? Você tá legal? Tá tão calado. Está vermelho?-Axel perguntou, olhando para o menor, que já desviava o olhar.

-Ei, eu... Vou ao banheiro e volto já, ok?

-Ok.

Roxas aproveitou para se afastar e entrar no banheiro masculino ali perto, deixando Axel sozinho, confuso. Estavam numa parte do andar onde havia os banheiros, trocadores de fraldas, saídas de emergência e uma entrada exclusiva para funcionários do centro comercial.

Enquanto Axel esperava o menor do lado de fora, algo chamou sua atenção. Ele viu o mesmo homem, aquele maltrapilho que tinha visto numa das lojas de eletrônicos uma hora atrás, entrar pela porta onde só aos funcionários era permitido entrar, segurando alguma coisa volumosa por debaixo do casaco sujo.

Aquela sensação de que algo estava terrivelmente errado voltou a invadir-lhe novamente. Roxas saiu do banheiro ainda enxugando as mãos após ter lavado, notando que Axel estava apreensivo.

Antes que o loiro perguntasse alguma coisa, Axel foi atrás do homem e entrou pela mesma porta, sendo seguido por Roxas, que nada estava entendendo.

Minutos depois, ambos estavam tremendamente enrascados.

Notas finais
Obg por ter lido até o final e desculpe a demora,juro que o prox. chap. eu posto mais rápido.
Obg e reviews,please!