Angel without wings 2.0
4 Chances
Notas iniciais
Quinn estava parada na porta do escritório de Hiram. Sentia o coração acelerado e suas mãos suavam frio, todo seu futuro estava atrás daquela porta. Respirou fundo, deu uma leve batida e entrou.
Hiram estava de costas, em pé próximo à janela. Virou-se quando ouviu Quinn.
— Boa tarde, senhorita Fabray.
— Boa tarde, senhor Berry – Quinn respondeu sem jeito.
— Por favor, sente-se – Hiram sentou-se em sua cadeira, apontando a poltrona a sua frente – Imagino que Rachel já tenha adiantado algo.
— Mais ou menos, senhor.
— Já é alguma coisa – sorriu amigável – Como já deve saber, conversei com meus colegas sobre você. Todos concordaram no que diz respeito ao seu potencial – explicou – Hoje pela manhã, Rachel veio até mim e me explicou o que aconteceu entre você e seus pais.
— Já faz algum tempo que eu e meus pais discordamos em... Bem, em quase tudo.
— Acredite quando digo que te entendo muito bem, Quinn – Hiram confidenciou – E por entender, quando minha filha saiu daqui, fui conversar com, digamos, pessoas bem importantes aqui de Columbia, que concederam uma bolsa de estudos integral a você.
— Não sei como agradecer, senhor Berry – a garota sentia-se em êxtase.
— Claro que, em troca, Columbia quer usar seu potencial a favor da universidade.
— Sou toda de vocês, senhor.
— É ótimo ouvir isso, Quinn. Tenho pesquisas sendo desenvolvidas no campus e será uma honra te ter na minha equipe.
— Só pode ser um sonho, senhor. Vai ser uma honra.
Quinn mal podia acreditar em sua sorte. Trabalhar com Hiram Berry era muito mais do que poderia sequer imaginar. Hiram levantou e estendeu a mão para ela.
— Se é assim, seja muito bem-vinda a equipe.
— Muito obrigado, senhor Berry. Prometo não decepcionar – Quinn apertou firme a mão do reitor.
— Começamos na segunda. E, se não me engano, tem uma mudança para fazer no final de semana – sorriu.
— Bom, Rachel fez o convite, senhor.
— Espero que tenha aceito. Eu e meu marido adoramos ver a casa cheia. E, sabe, talvez possa colocar um pouco de juízo na cabeça de Rachel – brincou, deixando a loira sem jeito – Vai ser divertido, querida.
— Obrigada, senhor Berry.
Rachel saiu de NYADA no fim da tarde e foi apressada para casa. Tinha muito o que fazer antes de levar Quinn para lá. Chegou jogando a bolsa no sofá, olhando para os lados afoita.
— Kurt – gritou – Kurt, onde você está?
O rapaz apareceu no alto da escada e parecia cansado.
— Estou aqui, diva. Não precisa gritar – brincou – Sobe aqui para ver o que eu consegui fazer.
Rachel subiu a escada de dois em dois degraus. Kurt a esperava na porta do quarto vago que seria de Quinn.
— Te dei muito trabalho? – perguntou, dando um beijo no rosto do amigo.
— Um pouco. Mas sabe o quanto gosto de desafios – deu de ombros – Entra.
Rachel ficou de queixo caído ao abrir a porta. O rapaz tinha transformado o quarto abandonado em um ambiente extremamente agradável.
— Kurt, você arrasou – o abraçou – Como conseguiu ser tão rápido?
— Tenho meus contatos – piscou – Gostou?
— Ficou perfeito. Acho que Quinn vai adorar.
— Você se encantou mesmo por essa menina – Kurt ponderou.
— Não vou mentir, algo nela mexeu comigo.
— Ela chega no sábado?
— Sim. Vou busca-la na hora do almoço.
— Certo. Vou pedir para a Mercedes fazer nosso famoso bolo de boas-vindas.
— Ótima ideia, Kurt.
Rachel conversou mais um pouco com o amigo antes de ir para o quarto. Tomou um banho e se arrumou para sair. Tinha mais uma coisa que queria fazer antes do dia terminar. Pegou o celular e mandou um whatsapp para Quinn.
Rachel: Oi, princesa. Está ocupada?
Quinn estava deitada lendo um livro quando seu celular tocou.
Quinn: Oi morena, só lendo um pouco. E você?
Rachel: Que bom. Passo aí em cinco minutos. Quero te levar a um lugar.
Quinn sorriu. Ficou animada em poder ver Rachel antes de terminar o dia mais incrível que tivera em muito tempo. Levantou-se e trocou de roupa o mais rápido que pode. Quando desceu, Rachel já a esperava. Entrou no carro e lhe deu um beijo no rosto.
— Tudo bem?
— Estou ótima.
— E a conversa com meu pai?
— Foi incrível, Rachel – respondeu animada.
Rachel dirigia enquanto ouvia Quinn contar sobre seu dia. A felicidade na voz da garota era perceptível e aquilo a deixava extremamente satisfeita. Quinn só notou onde estavam quando a morena estacionou na entrada do shopping.
— O que estamos fazendo aqui? – perguntou.
— Esqueci de dizer, não é? – sorriu – Como vai se mudar lá para casa, pensei em te trazer comigo para escolher sua roupa de cama e de banho. Para que fique tudo do jeito que você gosta.
— Rachel, eu...
— Sei que já deve ter suas coisas. Mas sua cama nova é de casal e... Acho que sua cama em Columbia não é muito grande.
— Touchè.
— Então não se fala mais nisso. Vamos lá – a morena sorriu pegando Quinn pela mão a levando para dentro.
As duas passeavam pelos corredores animadas. Quinn escolheu tudo o que gostava. Enquanto a loira esperava suas coisas serem embaladas, Rachel pediu discretamente a uma das atendentes que bordasse um dos roupões com o nome da loira e deixou encomendado para buscar no dia seguinte.
Terminaram a noite na porta do dormitório de Quinn. Rachel lhe deu um beijo demorado no rosto e se despediu, prometendo ligar no dia seguinte.
Quinn foi dormir com um sorriso no rosto. E pela primeira vez, sonhou com Rachel.
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