Angel
10 The Bomb!
Notas iniciais

Ele se ajoelhou ao lado de Angel e olhou atento para as coisas dentro do baú, aquilo não era possível, e se fosse, eles estavam em perigo.
Havia alguns computadores empilhados, todos com símbolos da HIDRA, alguns arquivos, algumas armas e uma bomba. Ele respirou fundo, e percebeu que havia ali um arquivo com seu nome. Ele sabia que ali não teria nada do seu passado, e sim muitas de suas missões, inclusive a que ele havia matado os pais de Angel.
–Olha, é sobre você. –Angel disse pegando o arquivo.
Ele tomou da mão dela e se levantou, se afastando um pouco, enquanto folheava com cautela. Levou um susto, quando viu uma foto sua antiga, ainda de cabelo curto, com roupas do exercito, escrito logo embaixo “Sargento James Buchanan Barnes, Bucky Barnes.”
Respirou fundo e nem percebeu que Angel estava do seu lado, observando atenta a foto dele.
–Nada contra seu cabelo, mas você fica mais bonito de cabelo curto. –Ela disse sorrindo, o assustando.
–Nós temos que ir embora daqui agora. –Ele disse olhando em volta, deu mais uma folheada rápida no arquivo, nada que ele precisasse saber. Respirou fundo colocando tudo no lugar.
–Não! A chuva ainda está forte Bucky, eu ainda estou sem minhas roupas lembra? –Angel disse sem entender que corria perigo.
Ele não podia acreditar que ficou em um esconderijo da HIDRA todo esse tempo, alguma parte da memória dele devia se lembrar desse lugar, refúgio de muitos soldados em missões. Ele não estava preocupado em ser encontrado, ele daria conta fácil de fugir, o problema era o perigo que Angel poderia correr se eles a pegassem. Primeiro, porque era para ela estar morta á muito tempo, o relatório de missão que ele deu foi que toda a família do senador estava morta, segundo Lili estava dentro dela, e os cientistas da HIDRA descobririam isso com muita facilidade, ele tinha de proteger ambas, ele sentia necessidade de fazer isso.
–É perigoso ficar aqui Angel. Precisamos achar outro lugar, a cabana também não é segura. –Ela disse enquanto procurava por escutas, câmeras.
–O que está acontecendo? Porque é perigoso? –Ela não entendia nada.
–Não dá pra te explicar tudo...não agora, só, confia em mim, tudo bem? –Ele perguntou parando de frente a ela e deslizando o dedo indicador pela bochecha rosada de frio.
Angel respirou fundo e abaixou o olhar, tímida como sempre. Ele saiu andando lentamente, mas parou no meio do caminho, quando percebeu que havia dois homens no andar de baixo conversando em russo, quando Angel ameaçou andar ele se virou e esticou a mão, pedindo que ela fizesse silêncio, a garota permaneceu parada, ele tirou uma arma do coldre que estava em sua coxa e a entregou para Angel.
–Não exite em atirar. -Ele sussurrou a fitando nos olhos.
–Eu nem sei mexer com isso, não é uma boa ideia. -Ela disse o fitando assustada, não saber o que estava acontecendo a deixava nervosa.
–Angel, eu preciso muito da sua ajuda, eu vou ligar essa bomba e em cinco minutos ela vai explodir. Pelas vozes eu creio que são cinco, vou tentar cuidar de todos, quando você perceber que o caminho está livre corra sentido sul, eu te alcançarei.
–Não! Eu não vou sair daqui sem você. -Ela exclamou o fitando nos olhos.
Bucky respirou fundo, pensou em alguma coisa mais nada, percebeu que alguém subia a escada lentamente.
–Olha, eu prometo que eu te alcanço, tudo bem? -Ele disse a fitando nos olhos.
Angel tremia, estava com medo, ela acenou que sim com a cabeça e ele empurrou ela para a parede, deixando-a escondida por uma mureta.
–Me dê cobertura enquanto eu ligo a bomba. -Ele cochichou e correu até o baú.
Angel respirou fundo e fitou o homem, que agora entrava no cômodo onde eles estavam. Era um homem muito alto, careca e forte, ele tinha dois coldres nas coxas, no tórax, uma arma grande nas costas, Angel respirou fundo, o homem tirou o cigarro da boca e percebeu que o baú estava aberto, o soldado estava escondido atrás do baú, tudo o que conseguiu foi ativar a bomba para três minutos.
O homem pegou uma arma da coxa e se aproximou lentamente do baú, Bucky colocou sua máscara e ficou aguardando, olhou para Angel e pediu para que ela ficasse quieta.
–Quem está aí? -O homem perguntou em russo.
–Um velho amigo Latrel. -O soldado respondeu também em russo, se levantando e fitando o homem.
–Foi mais fácil de encontrar do que eu pensava, o chefe quer a sua cabeça. -O homem disse sorrindo e apontando a arma para ele.
–Hum, é uma pena que minha hora ainda não tenha chegado... -Sem que o homem percebesse o soldado acenou para que Angel atirasse.
Ela não tinha muita mira, acertou a perna do homem em cheio, Bucky o puxou pelo ombro, dando uma joelhada no rosto dele, e depois dele cambalear e cair para o chão um tiro foi de encontro direto na sua testa, menos um.
–Temos menos de três minutos. -Ele disse a fitando e a chamando. -Fique atrás de mim.
O barulho dos tiros chamou a atenção dos outros soldados que estavam ali, enquanto Bucky descia as escadas eles vieram, eram mais de cinco. Tiros começaram a vir de vários lugares, alguns batiam no braço biônico, fazendo um barulho alto. Ele puxou Angel, fazendo-a cair no chão, para que ela ficasse abaixada, com medo de que fosse atingida.
–Cuidado. -Ele disse e se levantou com cuidado assim que parou de ouvir os disparos.
Ele conseguiu acertar mais dois homens, dois tiros certeiros, Angel levantou sem permissão e acertou mais um, salvando o soldado que poderia ter levado um tiro.
Ele levantou e ela o seguiu, um dos homens começara a subir as escadas, ao que tudo indicava era o último, Bucky grudou em seu pescoço com o braço biônico, e então o barulho de um disparo fez Angel gritar assustada.
O homem havia atirado na barriga de Bucky, instintivamente pela dor o soldado sotou o homem, que no desespero acertou mais um tiro, dessa vez no ombro de Bucky, um urro de dor foi ouvido, e ele caiu de joelhos no chão.
–Bucky, não! -Angel gritou, e usou sua arma, dando vários tiros no homem que estava caído no chão.
–Angel, a...Bomba. -Ele disse com dificuldade, cuspiu o sangue que o dificultava a falar.
–Eu não vou sair daqui sem você. -Ela estava chorando, desesperada, ele parecia perder muito sangue.
–Corra sentido sul, eu vou te alcançar. -Ele disse tentando forçar um sorriso.
–Não! Eu não vou sair daqui. -Ela o abraçou forte, ele urrou de dor, mas não se importou, passou o braço biônico pela cintura dela, retribuindo o gesto.
–Por favor! Corra sentido sul Angel. -Ele sussurrou a apertando mais.
–Não sem você, eu já disse. -Ele respirou fundo e ouviu o primeiro estouro.
Ele sabia que os que viriam a seguir seriam mais fortes e mais destrutivos, respirou fundo tentando se levantar, a dor era tamanha que começou a deixa-lo tonto.
Logo ele pode ouvir um barulho de helicóptero se aproximando, deveria ser a HIDRA, mais um estouro alto, fez com que ele ficasse mais tonto ainda, caiu ajoelhado no chão de novo.
–Bucky, por favor! -Angel chorava tentando o puxar.
–Eu... -Mais um alto estouro e ele pode ver todo o fogo vindo para cima de ambos com toda magnitude e força, toda a casa caindo aos pedaços, e Angel chorando desesperada, caindo sobre o corpo dele, como se assim o pudesse proteger...
Será que poderia?
{ To be continue... }
"Por mais que eu queira
Que o passado não exista
Ele ainda existe
Por mais que eu queira
Sentir que pertenço a esse lugar
Estou tão assustada quanto você..."
–Evanescence, Lost in Paradise.
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