Angel

17 Photograph!


Notas iniciais
OMGGGGGGGG EU RECEBI UMA RECOMENDAÇÃAAAAO OMG, OMG, OMGGGGGG *------------------------* NANDA SOLDIER SUA LINDAAAAAA, *O* ESTOU EMOCIONADA, NEM SEI O QUE DIZER... OMGGGGGGGGG MUUUUUUUUUUITO OBRIGADA PELA RECOMENDAÇÃO LINDA... Capítulo dedicado a cada um de vocês meus leitores especiais demais da conta, que fazem de mim a pessoa mais feliz do mundo, e principalmente dedicado a Nanda Soldier pela recomendação linda... OMGGGGG. Boa leitura seus lindos...

Já era noite, pouco mais de dez horas, a chuva já estava dando trégua, essas tempestades eram bem comuns nessa época do ano, em dias a neve com certeza chegaria, e o inverno seria bem rigoroso. Um chuvisco fino era o que restava por hora, e aquele barulho da fina chuva acalmava o soldado de certa forma, ele respirou fundo e ficou observando a pequena janela que havia ali, quase encostada no teto, e estava entreaberta, suja de sangue, ele respirou fundo ao sentir uma leve dor de cabeça, e começou a rir, o resultado de muitas lavagens cerebrais pode te deixar com uma incrível desordem mental, e ele estava. Sentia sede de sangue, mas ao mesmo tempo não sabia porque fazia aquilo, não sabia porque tinha de sempre obedecer essas pessoas, ele bufou e se assustou ao perceber que a bainha estava em sua mão, ele tinha a guardado, e tinha certeza disso. Respirou fundo e a guardou novamente.

O soldado esperava apenas as ordens de Lili, e não se surpreendeu quando ela desceu as escadas com mais três homens a acompanhando, o soldado se pôs de pé, e ela abriu o enorme papel sobre uma das macas. Era uma planta do aeroporto, o soldado sorriu, poderia fazer um estrago enorme se quisesse, e ele queria.

–Rapazes, essa missão requer sigilo, vocês não poderão sair explodindo tudo. Está me ouvindo soldado? –Ela o fitou brevemente, e ele revirou os olhos.

–Eu pensei que você fosse mais interessante do que a HIDRA, mas já vi que não sabe trabalhar. –Ele disse em russo e se retirou da sala, subindo as escadas.

Ele andou com passos firmes pela casa, passou por Willian e saiu do lado de fora, onde avistou um carro, sorriu e procurou pelas armas, pegando algumas e guardando as munições por sua roupa. Pegar uma arma trazia certo conforto para o mesmo, e um certo desejo incontrolável de matar. Não se surpreendeu ao ouvir a voz feminina atrás dele, o xingando num russo um tanto quanto desengonçado. O soldado estava com uma m1911 na mão, sorriu e se virou, mirando a arma bem na cabeça dela, e apertando o gatilho, imitando o barulho de tiro com a boca, não dando nem reação para a mesma, que permaneceu intacta.

–Você fala demais, das minhas missões cuido eu. –Ele disse guardando a arma do bolso.

Lili ficou sem reação, parada, o fitando boquiaberta, o soldado passou a mão pelos cabelos dela, que estavam presos, e por um segundo ela achou que Willian não tivesse apagado toda a memória dele, já que ela queria que ele se esquecesse de quando se conheceram. Mas para sua surpresa, ele apenas roubou o elástico que prendia o cabelo dela, para amarrar o próprio cabelo. O soldado colocou o óculos, que tampava o restante do seu rosto e fitou os homens, sinalizando para que eles entrassem no carro.

–Acho que perdi a parte divertida da reunião, onde os caras estarão exatamente? –Ele perguntou num tom travesso.

“Essa desordem mental não estava o deixando completamente frio, não o deixou tornar apenas uma maquina de matar, agora ele estava irônico?” –Lili pensou enquanto o fitava.

–Já que você quer destruir, fique á vontade em procurar. –Ela deu as costas e ele entrou no carro, sorrindo empolgado.

{ ... }

Angel continuava encolhida em meio as pedras, ouvindo o barulho forte que as ondas causavam ao chocarem-se na gruta, pareciam com trovoadas, e ela se assustava a todo momento. Ela respirou fundo, conseguia enxergar bem melhor com esse chuvisco, mas não sabia se esperava amanhecer para sair procurando alguém que pudesse a ajudar, ou se ela corria agora. Respirou fundo, fechando os olhos, e sorriu com sua lembrança.

{ Flashback On }

–Angel, o jantar está pronto meu amor. –A voz doce da mãe chamava à pequena, que corria em disparada, faminta.

O cheiro da comida, tão delicioso, quando ela chegou na sala de jantar ela fechou os olhos e puxou o ar pelas narinas, sentindo uma onda de felicidade a invadindo, a barriga vibrou e implorou por comida na hora, e então ela sentou em seu lugar de sempre, ao lado da mãe e de frente ao pai. Deram as mãos e fizeram suas orações, e então comeram empolgados.

–Fiquei sabendo que você tirou nota máxima na prova de matemática. –O pai disse orgulhoso, fazendo a pequena garota o fitar sorrindo.

–Sim papai. –Ela respondeu tímida.

–Parabéns, por causa disso, eu e sua mãe resolvemos que nas suas férias faremos uma viagem, vamos conhecer um lugar bem legal. Bom, vai ser um pouco distante de casa, mas, acho que você vai gostar. –Ela sorriu empolgada.

A verdade era que os pais de Angel já estavam preparados para saírem da HIDRA, e consequentemente procurariam um lugar como refúgio, onde eles passariam um longo tempo até a poeira abaixar, ocasionalmente a HIDRA teria coisas mais importantes para lidarem, esquecendo assim deles.

–Oba, e pra onde vamos? –Ela perguntou empolgada.

–Isso é segredo. –A mãe respondeu sorrindo, dando um beijo no rosto da filha.

Depois do jantar, como de costume, os pais a colocaram para dormir, um sentando em cada lado da cama, ambos segurando as mãos dela.

–Olha Angel, você é muito especial. Um dia vai descobrir isso, e eu espero que esteja preparada, e também espero que nunca use para o mal. Eu amo você filha, e espero que nunca se esqueça disso. –O pai disse sorrindo e dando um beijo no rosto dela.

–Eu também te amo papai. –Ela respondeu, e ele saiu do quarto, deixando apenas as duas.

–Que tal eu ler sua história favorita? –A mãe perguntou enquanto pegava o enorme livro de contos de fadas nas mãos.

–Eu te amo mamãe. –Ela disse sorrindo e se ajeitando no colo da mãe, que agora se sentava ao lado dela na cama.

–Eu também te amo filha. –A mãe respondeu sorrindo e abrindo o livro. –Era uma vez...

{ Flashback off }

Uma lágrima escorreu no rosto da garota, e ela sorriu, passando a mão na bochecha, como se pudesse sentir o calor dos lábios do pai. Por mais que aquilo doesse, por mais que aquilo a machucasse imensamente, ela gostou de se lembrar de tudo, pelo menos agora ela sabia que tinha um alguém que a cuidava, sabia que não havia sido abandonada por ser estranha, e sabia que aquela cicatriz não a acompanhara desde sempre, ela gostou de se lembrar de como seu rosto era.

Angel respirou fundo, e fitou os pulsos, curiosa pois não doíam mais, e se surpreendeu ao ver que seus machucados quase não apareciam mais, ela se assustou com aquilo, e ficou pensando em como aquilo acontecia, Angel achava que todo o poder que ela tinha antes era de Lili, vinha de Lili, mas o que ela não sabia, era que aquilo vinha dela mesma, toda aquela força, ela não sabia nem da metade do que podia fazer.

Angel enfiou as mãos no bolso da enorme blusa, a fim de esquenta-las, enquanto ainda pensava se deveria correr dali ou ficar ali. E então se surpreendeu ao sentir um papel no bolso, o puxou e quando viu seu coração acelerou, era uma foto, e ela analisou a imagem meticulosamente.

Era um homem, de cabelos curtos, muito bonito, tinha o rosto um pouco cortado. A foto estava queimada dos lados, ela girou e na parte de trás estava escrito, com uma caligrafia impecável, “Sargento James Buchanan Barnes, Bucky Barnes”.

A cabeça dela doeu, tentando se recordar daquilo, aquele nome era tão familiar, ela então conseguiu recordar, uma casa, o mesmo soldado que matou seus pais cuidando dela, o frio, ele a esquentando, o baú, e os arquivos. Havia alguma coisa sobre o soldado, ela agora se recordava com mais clareza, ela sorriu enquanto ele parecia apreensivo, então ela se colocou ao lado dele, analisando a foto novamente e disse:

–Nada contra seu cabelo, mas você fica mais bonito de cabelo curto.

Angel repetiu as palavras em voz alta, enquanto ainda analisava a feição do homem da foto, então era isso, era ele, ele não era mal porque queria, ela se recordava cada vez mais e mais, tiros, e então uma explosão, mas a dor na cabeça aumentou, impedindo-a de continuar recordando, de entender bem tudo aquilo, ela então guardou a foto no bolso, sua mente dizia que alguma coisa estava bem errada, e ela tinha certeza disso.

Ela queria ajuda-lo, ainda mais agora que tinha mais certeza de que ele fora um cara legal, um cara bom, e saiu do meio das pedras, andando sem rumo, e atenta a cada passo, com medo de que a mulher de cabelos brancos a seguisse.

{ ... }

O soldado estava no banco de trás do carro, com a bainha novamente em mãos, eles não estavam distantes do aeroporto. Ele então abriu a bainha e tirou a faca de lá. Percebeu um pequeno pedaço de papel caindo. Se abaixou e pegou o papel no chão do carro, estava perfeitamente dobrado, respirou fundo e abriu lentamente, fitando a letra desengonçada e feia, como se quem escreveu aquilo estivesse tremendo, ele observou atento o papel, tentando entender o russo péssimo da pessoa que escreveu aquilo.

–Bu...Buk...Buc... –Ele revirou os olhos e amassou o papel, jogando-o para fora do carro.

Guardou sua faca e sorriu ao ver o aeroporto se aproximando cada vez mais.

–Hora da diversão. -Ele disse baixo, apenas para si mesmo, e pegou uma de suas armas...

{ ... }