Angel
18 A short rest!
Notas iniciais
Quando chegaram no aeroporto o soldado desceu do carro sorrindo, a máscara continuava tampando seu rosto, um dos homens lhe entregou uma arma, uma AK 47 preta, as armas que a HIDRA lhe oferecia eram bem melhores, mas por hora aquilo lhe era o suficiente.
Eles estavam em menor número, então o sensato seria não chamar muita atenção, mesmo que o soldado desejasse causar um estrago. Eles ficaram observando de longe, esperando algum sinal dos homens que procuravam, enquanto isso, um dos comparsas do soldado, Hassan, entrava no aeroporto, procurando pelos homens que já poderiam estar lá dentro.
O soldado observava atento a movimentação, várias pessoas entravam e saíam o momento todo, ele estava ficando um pouco perdido com tantos rostos, mas ele tinha uma ótima memória fotográfica, e então, ele avistou John e o outro cara.
–Atire no mais baixo, o maior eu pego. –O soldado disse em russo se levantando e caminhando com passos firmes até a entrada do aeroporto.
Ouviu um disparo e o corpo do homem caindo ao chão, as pessoas começaram a correr desesperadas, e John saiu em disparada no sentido oposto do soldado. Mais um tiro e John caiu no chão, sua perna sangrava.
O soldado ficou parado no mesmo lugar, Hassan já estava do lado de fora do aeroporto, puxou o homem pela camisa e andou com certa pressa até o carro, antes que a polícia os percebesse. O soldado vendou os olhos de John, e amarrou um pedaço de pano na perna do mesmo, para estancar o sangramento.
–Vamos. –O soldado disse entrando no carro, dessa vez ele foi dirigindo.
O soldado não iria levar o corpo de Gordon como prova, ele estava disposto a acabar de uma vez por todas com isso, iria cumprir sua missão e cair fora, estava cansado de obedecer aos outros sempre, estava cansado de tudo isso. Mas ainda sim sentia necessidade de acabar com o que começou, ao menos uma última vez... E ele tinha uma última vítima...
{ ... }
Angel corria, tentando memorizar por onde passava, para não andar em círculos, o sol já estava nascendo, e a temperatura dava indícios de que a neve se aproximava, Angel nem percebeu por quantas horas estava andando. Ela parou no meio do caminho e apoiou as mãos nos joelhos, respirando fundo, e dando uma leve descansada, o ar gelado fazia com que seu corpo estremecesse.
Ela apertou um pouco a vista e viu o que parecia ser uma fazenda, não estava muito longe, e parecia não haver ninguém lá, talvez ela tivesse essa sorte, não queria correr o risco de alguém a levando para a polícia, ela queria ajudar o soldado, precisava fazer isso, nem que fosse a última coisa que faria.
A fazenda era grande, e a medida que ela se aproximava tinha mais noção disso. Havia dois pastos enormes em volta da casa, um cheio de gado, e o outro cheio de cavalos. A casinha era grande, e logo atrás da casa um celeiro enorme, pintado de vermelho. Ela se aproximou lentamente, ouviu um cachorro latindo, mas não viu de onde os latidos vinham, continuou andando.
A casa estava silenciosa demais, parecia não ter ninguém ali. Ela bateu na porta e se escondeu, esperou longos minutos e ninguém a atendeu, então ela chutou a porta com força, liberando a força dentro de si que aos poucos ela conhecia, ela se fitou por alguns segundos, pensando em como conseguiu aquilo, e entrou na casa, lentamente, olhando atenta para todos os lados.
Apesar de grande era aconchegante e simples, bem reservada, mas muito vazia. Angel fechou a porta atrás de si, impedindo o vento gelado de entrar, e subiu as escadas, fitando o nada. Parou no inicio do corredor e observou as portas fechadas, abriu a primeira, parecia com o quarto de um garoto, a segunda, parecia o quarto de um casal, e a terceira, finalmente, parecia ser o quarto de uma garotinha. Ela entrou naquele cômodo e foi direto até a pequena cômoda, precisava de roupas, e respirou aliviada ao perceber que aquelas serviriam.
Angel olhou em volta, e percebeu que havia um banheiro no quarto, correu até ele e sorriu, tirou o moletom e ligou a ducha, que de imediato liberou uma água formidavelmente quente. Angel entrou debaixo do chuveiro sem cerimonias, e respirou aliviada ao sentir a água quente tocando sua pele, esquentando-a.
Foi o banho mais demorado de sua vida, e com certeza o mais gostoso em anos, pelo menos era assim que ela se recordava.
Ela saiu enrolada na enorme toalha e pegou o moletom que havia deixado no chão, voltou para o quarto e pegou a roupa que lhe era mais confortável e quente, uma calça de moletom preta, e uma blusa branca de mangas longas.
Pegou a foto do soldado e se deitou na cama, que era tão macia e aconchegante, fitou o rosto do soldado e sorriu, guardando a foto agora no bolso da calça, fechou os olhos e se cobriu, adormecendo em segundos, estava exausta.
{ ... }
–Porque acha que aquela cena no aeroporto foi ele capitão? -Sam perguntava curioso pelo telefone.
–Eu não sei, mas, não posso perder a oportunidade de procurar, ele pode estar em qualquer lugar agora. -A voz de Steve soava cansada.
–Tudo bem, nós pegamos o voo pela manhã, vou pedir pro Tony dar uma olhada nas asas, ver se ele pode dar uma concertada. -Sam ouviu o riso animado do Capitão.
–Estragou de novo? -Steve perguntou tentando segurar o riso.
–Sabe como é, eu estava testando os limites.
–Tudo bem, vou pedir pra Tasha comprar as passagens na internet, ainda não me acostumei com essas coisas.
–Ual, ela esta na cidade?
–Sim, resolvendo algumas coisas para o Nicky, ela devia alguns favores para ele.
–Bom, então, nos falamos mais tarde.
{ ... }
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