Angel

19 Renember you are, Bucky Barnes...


Notas iniciais
Boa leitura :3 Desculpem a demora, infelizmente tava sem meu note :(

–Onde está o outro? –Lili perguntou fitando o soldado, estava frustrada.

–Você não precisava dele, está morto. –O soldado respondeu ríspido, sempre em russo.

Um tapa lhe acertou em cheio no rosto, fazendo-o ficar irritado, ele grudou no pescoço dela, ferozmente, respirando forte, e exercendo cada vez mais pressão, ela apenas riu.

Hassan ameaçou ir para cima dele, impedindo-o de machucar Lili, mas ela levantou a mão, fazendo-o ficar parado e recuar, ela sabia o quão instável o soldado estava dessa vez, qualquer briga poderia se tornar bem feia, ainda mais com ele estando tão forte por conta do soro.

–Soldado, você tem até o final da tarde para matar aquela garota, e eu quero o corpo dela aqui. Depois disso, você pode fazer o que quiser, de preferência suma. –Lili disse empurrando o braço dele com força, arrumou o cabelo, sem desviar o olhar e lhe deu as costas, caminhando com passos firmes para dentro da casa.

Lili chamou Hassan pelo olhar, ele puxou o homem pela camisa e o arrastou para dentro da casa, o soldado respirou fundo, pensando em como iria achar a garota até o final da tarde.

A neve começara a cair, e ele resolveu adentrar a floresta, talvez fosse um bom local para começar a procurar.

{ ... }

–Então eles desconfiam que foi o soldado? –A voz cansada soou do outro lado da linha, era madrugada.

–Sim Nicky. O Rogers pediu que eu comprasse passagens para ele e para o Falcão, eu vou ter que chegar antes, de qualquer forma. –Natasha respondeu andando de um lado para o outro no quarto improvisado.

–Se ele está lá é porque a HIDRA tem noção de que a garota existe, e isso é uma péssima noticia.

–Mas e se ele não estiver mais com a HIDRA, quantas pessoas podem ter noção dessa garota? E nós nem sabemos se ela realmente está lá Nicky, nós temos um breve conhecimento dela, bom, pelo menos eu tenho um breve conhecimento dela. –Natasha respirou fundo, apoiou o celular no ombro enquanto recarregava as armas.

–O Agente Westian a viu pedindo comida na rua, mas a perdeu fácil de vista, ela é muito esperta, deve ter percebido. Se o Rogers quer ir até lá deixe-o ir, eu tenho uma ideia... –Houve silêncio de ambas as partes por alguns segundos.

–O que está tramando Nicky?

–Rogers sempre teve um instinto meio materno em si... –ambos riram pelo nariz...- Você vai ter que conseguir de alguma forma achar a garota e fazer ambos se encontrarem, não sei... Contudo, se não encontra-la, trate-se de não deixar que o capitão ache o Soldado Invernal. Se você se encontrar com o soldado já sabe o que fazer. Leve-o para o local X, vocês estarão seguros lá, e então nós combinamos todo o resto.

–Tudo bem Nicky, só espero que isso dê certo.

–Você nem está parecendo a Viúva Negra que conheço... –Nicky riu travesso.

–Tratando-se de Angel Huertz... –Ambos riram pelo nariz. –Adios compadre...

Natasha ficou observando o telefone por alguns segundos. Se aquela garota realmente fosse à mesma que eles estavam procurando, eles teriam de esconde-la muito bem. Natasha comprou as passagens com horários diferentes, teria de chegar primeiro que ambos.

{ ... }

Angel acordou com o sol batendo em seu rosto, se espreguiçou de um jeito desengonçado, havia sonhado com o soldado a noite toda, a esperança de encontra-lo, de ajuda-lo, fez com ele tomasse conta dos sonhos dela.

Ela sonhou com seu sorriso, seus olhos. Angel respirou fundo e se levantou, pegou a foto que estava no bolso da calça e a olhou uma última vez, guardando-a agora no bolso da blusa branca. Vestiu um tênis e desceu as escadas sem fazer muito barulho, com medo de que alguém estivesse na casa, mas ainda permanecia tão vazia quanto ela encontrou.

Ela mexeu na dispensa da casa, e achou alguns biscoitos para comer, tudo o que precisava para saciar sua fome, devorou em minutos, e saiu da casa, decidida a voltar para o lugar de onde fugiu, procurar o soldado, confronta-lo, dizer para ele que ele era um cara bom, e saiu, caminhando lentamente.

A neve começava a cair com um pouco mais de violência, mas ela não se sentia incomodada, estava gostando daquilo, ainda mais por estar aquecida. Ela se lembrava do caminho que fizera, e se tinha algum lugar em que ela iria encontra-lo, esse lugar era a casa de onde ela fugira.

Andou por longos minutos, era pouco mais de meio dia, ela estava começando a ficar ansiosa, estava adentrando a floresta de pinheiros pela qual passou quando fugiu, percebeu ao longe uma silhueta de roupas negras no meio de todo aquele branco, estava abaixado, distraído e passando a mão no chão, como se tivesse achado algo com muita importância. Ela respirou fundo e apertou os passos.

O soldado ouviu um barulho estranho, alguém caminhava em sua direção. Rapidamente ele se levantou e girou os pés, levando a mão diretamente para a bainha, olhou ao redor antes de focar a visão na pequena garota, que caminhava até ele, com um sorriso largo nos lábios.

Ela já estava bem próxima, e ficou frente a frente com ele, quando abriu a boca, entusiasmada para lhe dizer algo, sentiu uma ferroada na barriga, e aos poucos aquilo se tornou uma dor aguda. Seu café da manhã voltou, e junto um pouco de sangue, escorrendo pelos lábios.

Sua boca estava aberta, e lentamente ela olhou para baixo, a faca estava atravessando sua barriga, e o soldado segurava firme o cabo, sem tirar os olhos da garota, pronto para lhe tirar a faca e golpeá-la outra vez.

Por segundos ela fitou-o nos olhos, a testa do mesmo estava franzida, o olhar tão maldoso, sem sentimento nenhum, furioso, os lábios entreabertos, deixando-o com a expressão mais sombria ainda. Ela gemeu de dor enquanto tentava empurrar a mão dele, olhando novamente para baixo.

–Porque? –Ela perguntou baixo, quase um sussurro.

Ele respirou fundo, sentindo certo incomodo enquanto fitava a cicatriz daquela garota.

–Relembre quem você realmente é... Bucky Barnes... O soldado que me... –Ela foi interrompida por um enorme grito.

A mão dele soltou a faca imediatamente, e instintivamente foram parar na cabeça dele, enquanto uma explosão de lembranças o invadiam com violência, como se machucassem de forma absurda enquanto voltavam ao seu lugar.

Angel caiu no chão, sem muita força, o sangue já havia manchado quase toda a blusa branca, a faca permanecia no mesmo lugar. Por alguns minutos a única coisa que ela ouviu foram gritos desesperados, enquanto o soldado batia na própria cabeça. Em seguida o silêncio reinou, e a respiração pesada tomou conta, ele a fitou, com os olhos arregalados, não acreditando no que tinha feito. Se ajoelhou ao lado da garota e a tomou em seus braços, chorando.

Puxou a faca dela, fazendo-a gemer de dor novamente, e a abraçou com força, colocando a mão sobre o ferimento, pressionando aquilo, tentando estancar o sangramento.

–Me desculpa Angel, eu não... não queria te machucar... –Ele chorava freneticamente.

–Você... não é um cara mal Bucky... –Ela sorriu fracamente, tentando manter os olhos abertos.

–Você vai ficar bem, eu prometo. –Ele disse acariciando o rosto tão angelical.

Antes que Angel pudesse responder alguma coisa ela viu o corpo do soldado cair para trás, alguma coisa havia acertado o pescoço dele, e em seguida ela também apagou.

Natasha estava de longe, os observando a algum tempo, esperando a hora certa de agir, percebeu que Steve já estava bem perto, ela correu até ambos e tirou a pequena seringa do pescoço de Angel, sabia que a garota não iria morrer com a facada, nem muito menos com qualquer coisa, deixou a garota ali, sabia que Steve a encontraria, e saiu, arrastando o corpo do soldado consigo.

{ ... }

Steve corria pela densa floresta de pinheiros, a neve atrapalhava um pouco sua visão, mas o Falcão lhe dava as coordenadas de cima, quando avistou um mancha vermelha no meio do branco e de algumas árvores.

–Capitão, acho que encontrei alguma coisa, vira a direita, está á 200 metros de você. –Ele disse enquanto procurava um lugar bom para pousar.

Steve correu e logo encontrou um corpo caído ao chão, apressou o passo e se ajoelhou ao lado da garota, levando a mão direto para o pescoço da mesma, procurando por vida naquele pequeno corpo que mal parecia respirar.

–Ela está viva. –Ele anunciou assim que o Falcão se aproximava.

Tomou-a no colo e partiram dali.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.