Anaconda - Em Busca da Ana Conda
3 Caindo de boca...
Notas iniciais
Todos estavam olhando atentamente em volta, enquanto se limpavam do banho de lama com tripas de porco.
— Eca! – O grito foi de Tristy, em coro com sua cadela. — Será que morremos na queda e fomos pro inferno?
— Não... Estamos na floresta. É isso que tem do outro lado do muro. – Disse Drake. — Um pântano asqueroso de uma grande mata fechada e densa...
— Não interessa, vamos conversar depois. – Interrompeu Karen, vendo as pegadas de alguém no barro que se dirigiam para a floresta densa. — Achei pegadas. Devem ser da Ana. Vamos.
Com sinal de positivo, todos começaram a andar para os arbustos mais a frente. Estavam desatentos e nem aí. Um predador de caráter mataria todos sem ao menos suar, porque estavam mais observando a macabra paisagem do que vendo onde pisavam.
***
Do corredor da diretoria, Abigail vinha correndo após ver os alunos que tinham pulado o muro.
— Onde aqueles punheteiros e peruas acham que vão? Ainda estão na minha aula.
Apoiando os pés no chão, a moça deu um pulo e conseguiu se firmar perante o muro de divisão. Lentamente, começou a se mover, tentando descer gentilmente do outro lado, mas despencou como uma jaca e caiu a 200km/h diretamente dentro da boca de uma grande anaconda.
— AHHH! – Percebeu o que tinha acontecido, mas já era tarde demais. O ácido presente no estômago do réptil fez o corpo esquelético da moça se dissolver e virar fezes em questão de segundos.
Com seu “Cri-Cri-Cri...” e a língua para o lado de fora – Ainda demonstrando fome – entrou nos arbustos e seguiu as pegadas de um grupo de idiotas curiosos de filmes de terror que estavam invadindo sua área. Pelo menos agora a Anaconda sabia um pouco mais de história... “Cri-Cri-Cri...”.
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