Anaconda - Em Busca da Ana Conda
4 Separação... e... Confronto...
Notas iniciais
Ainda correndo com as mãos na frente do rosto, chorando agoniada, Ana não via onde, quando e quem esmagava com seus pés de tamanho 44. Já tinha matado 12 filhotes de cobras e uma anaconda líder e ainda não tinha se dado conta disso.
— Eles não sabem da história da minha vida... Por que ficam fazendo hora? – A moça sussurrou às lágrimas. O que mais lhe causava dor era que em toda a escola que frequentava era assim, sempre essa zoação toda com seu nome. — Maldita hora em que a minha mãe foi me dar nome vendo a anaconda do papai.
Pisando em falso numa poça de lama, a morena descuidou-se e caiu, despencando um barranco a baixo. Parou ao atingir uma grande poça de barro, que estava com água até na altura do centro do joelho, e ficou adormecida. De pouco a pouco seu rosto estava sendo coberto pela água descartada da Copasa.
***
— Essa amiga sua tem um pezinho, hein? – Ryan disse ironicamente enquanto via as pegadas deixadas por Ana Conda.
O grupo parou ao chegar na beira de um pequeno morro turvo, numa descida. As pegadas tinham desaparecido, e restavam dois lados.
— E agora? Será que ela foi pra esquerda ou pra direita? – Perguntou Drake, olhando para a poça de lama no chão do penhasco, há alguns metros, onde o corpo de Ana já tinha desaparecido na água.
— Não sei... – Karen se revirou para os demais, tendo uma ideia. — Vamos ter que nos separar. Eu e o Drake vamos pra esse lado ~Esquerda~, enquanto o resto de vocês vai pra direita. Quando acharem ela, voltem pra esse mesmo lugar. Se não a acharem, voltem em 10 minutos.
— Está bem. – Concordou Ryan, entrando na linha de frente do outro grupo e seguindo caminho.
— Cuidado com o que vocês vão fazer aí, sozinhos... – Disse sarcasticamente Doug, assoprando a fumaça do cigarro em sua boca.
— Pra vocês eu digo o mesmo. – Drake assentiu antes de entrar na mata onde Karen já estava. – Sabem né... Existem surubas de dois homens e uma mulher...
— Mas estamos com um cachorro, seu estúpido! – Tristy mostrou a cadelinha e sumiu nos arbustos.
Os dois amigos riram pela última vez e se viraram cada um para o seu lado, seguindo o resto de suas respectivas equipes.
***
— Ai! – Ana se levantou rapidamente da água que encobrira sua testa, cuspindo longe. Estava toda roxa, marcas de que havia se afogado por poucos segundos.
Notando onde estava, levantou-se subitamente e teve a impressão de ouvir vozes vindas do caminho à cima, para ambos os lados. Curvando o corpo e tentando subir a imensidão de barro, se arrepiou ao ver uma grande anaconda apontar na beira de cima, olhando-a e fazendo “Cri-Cri-Cri...” com a língua pra fora.
— Você tá fazendo careta pra mim? – A morena retrucou, afastando-se pra trás. Percebendo os óculos da Sra. Abigail no rosto da cobra, disse brava: — Você engoliu a professora de história? Ela ia me dar 10 pontos, sua vádia!
No “Cri-Cri-Cri...”, a cobra irritada deu-se a segui-la rapidamente. Com a boca arreganhada e jorrando veneno por todos os lados, a anaconda botou Ana pra correr para os primeiros arbustos que encontrava pelo caminho.
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