Notas iniciais
Eu botaria um textinho aqui, mas tenho que ir logo, então só peço que visitem essas fics, que eu amo:
http://fanfiction.com.br/historia/349597/A_Crianca_Da_Lua/
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http://fanfiction.com.br/historia/338559/Touches_You/
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Atena

Atena acordou e estava numa rede, feita com duas árvores próximas. Ela só se lembrava de ter dormido aninhada em Poseidon.

Ela se sentou e descobriu que ele lá estava dormindo no tronco.

Ele havia feito uma rede para ela, e dormido no chão. Ainda por cima num tronco pequeno demais.

Existia homem mais fofo?

Ela deu um sorriso. Ah, que cavalheiro. Merecia uma coroa.

O mínimo que ela podia fazer era preparar um café da manhã.

Sem barulho, saiu de sua rede e pegou seu arco. Mas não foi necessário fazer nada.

A própria natureza já oferecia tudo que era de bom.

Frutas fresquinhas eram colhidas por suas mãos e misturadas numa tigela.

Atena preparou suco de abacaxi e uma salada de frutas.

O dia, diferente de ontem, estava ensolarado. As borboletas voavam, os pássaros piavam... Tudo azul.

Ela chegou com sua salada de frutas e colocou sob a fogueira apagada.

– Psiu – sussurrou. Não queria acordá-lo, mas tinham que comer.

– Atena? – perguntou Poseidon, em uma voz cansada. Sentou-se e esfregou os olhos. – Você... – ele sorriu. – Não precisava.

– Claro que precisava. –disse Atena, cruzando os braços. – Agora come tudo.

Ele riu e os dois comeram a salada de frutas, que por sinal estava deliciosa.

– Agora, o que quer fazer? – perguntou Poseidon.

– O que você quer fazer?

– É sua vez de escolher. Levei-te para cá, hoje é o seu dia. – respondeu.

Atena pensou um instante. Depois sorriu e levantou-se.

– Venha, meu rei. Mostrarei-te meu lugar favorito.

Ele retribuiu o sorriso.

– Mas é claro.

[...]

– Então, o que achou? – perguntou Atena. Poseidon olhava, maravilhado, as estantes seguidas de livros e livros.

– Onde estamos?

– Numa livraria de São Francisco.

– Como é que alguém pode escrever tantos livros? – perguntou ele, atordoado. Ela riu.

– Não foi a mesma pessoa, seu bobo. – disse ela. – Venha. Vou lhe mostrar um dos meus livros favoritos.

– Esse passeio vai ser longo, porque você não tem apenas um livro, senhorita.

– É um deles – ela repetiu.

– Então tá – disse Poseidon, dando de ombros.

Atena andou uns 10 metros até que percebeu onde seu livro estava. Haviam-no mudado de lugar, lá nas estantes mais altas.

– Putz. Acho que não vai dar para pegar – e apontou para o livro. Poseidon deu um sorriso sarcástico.

– Você não deve gostar de ser baixinha – brincou ele.

– Mesmo na forma humana mais alta possível, não conseguiria pegar – retrucou ela. Até que Poseidon lhe levantou pela cintura.

– Poseidon, o que você...

– Suba em meus ombros.

Ela direcionou os dois pés para os ombros dele. Subiu.

– Isso pode ser perigoso – falou Atena.

– Eu sou uma pessoa perigosa – riu Poseidon. Ela pegou com uma mão tal livro, a outra segurando a mão firme dele.

– Peguei – disse ela. – Agora como é que eu saio daqui?

Ele alargou o sorriso.

– Coloque as pernas sobre meus ombros. –e assim Atena o fez. Ele andou (carregando uma Atena medrosa) até uma mesa, e ‘descarregou Atena’, que o olhou estranho.

– Você é maluco – confirmou ela.

– Sou – respondeu Poseidon. – Agora me mostre a droga do livro.

– A droga?

Ele hesitou.

– Droga por que... Você se droga com ele, o consume, o delicia até a última palavra – disse.

– Ótima desculpa – elogiou Atena. E mostrou o livro a ele.

Poseidon

O livro da qual Atena mostrou era cheio de ditados. Coisas como “Amar é humano, mas se deve amar humanamente”. Ele leu um e riu.

– O que? – perguntou Atena.

– “A preguiça nada mais é do que o hábito de descansar antes de estar cansado” – citou ele. – De Jules Renard.

– E riu por que... – começou ela.

–... parece muito com você – completou ele. – Sua dorminhoca.

Atena deu um sorriso e o beijou.

– Dorminhoco é você, espertinho.

– Quer que eu numere? – perguntou Poseidon, contando nos dedos. – Espertinho, meu rei, Vossa Majestade...

– Eu gosto de apelidos – retrucou ela.

– Parece mesmo – respondeu. Atena cruzou os braços. Ia falar algo quando Poseidon a abraçou. – Nada de ficar zangada, hein? É só uma brincadeira – sussurrou. Ela o apertou.

– Espero que seja mesmo, espertinho – respondeu no mesmo tom. Ele riu.

– Já disse o quanto você é perfeita?

– Já, mas eu quero ouvir de novo.

– Você é perfeita.

– Obrigada.

– Atena... – Poseidon acariciou seus cabelos sedosos.

– Sim?

– Eu te amo – e beijou sua nuca.

– Eu também, meu rei.

– Mesmo? – perguntou ele.

– Sim – confirmou Atena.

– Mas eu...

– Poseidon?

– Sim?

– Você é perfeito do jeito que é, dorminhoco.

– Você roubou meu apelido.

– Está me sufocando.

Ele a soltou, acariciando seu rosto.

– Então vou sufocá-la novamente, mas dessa vez, de um jeito diferente – falou.

– Rimou – elogiou ela, rindo enquanto ele lhe dava beijos.

E assim ficaram, namorando na biblioteca. [Bem típico, não? Shiu, Poseidon. Não pedi sua opinião]

– Quer ver o livro? – perguntou Poseidon, lhe dando um beijo na testa.

– Livros são importantes, mas nesse momento, estou escrevendo minha própria história – respondeu. Ele riu.

– Filosofou – disse.

– Eu sou uma filósofa – respondeu Atena, graciosamente.

– Disso eu não tenho dúvida. Mas, sabe como é que é, a preguiça nada mais é do que o hábito de descansar antes de estar cansado.

– O que isso tem a ver?

– Não tem nada a ver. Só queria citar em algum momento, filósofa.

– Espertinho.

Poseidon sentou em uma cadeira por ali, e Atena sentou em seu colo.

– Agora, queridinho, vou ler esse livro para você! –disse ela, imitando o tom de uma professora.

– Certo, prof.

E Atena lia os ditados enquanto Poseidon só escutava era o doce tom de sua voz.

Notas finais
Bye, e não esqueçam meu recadinho, amores!
2bjs,
Je (: