An Unlikely Love

13 13/Dite e seus ternos


Notas iniciais
Ainda estou atrasada *~*

Atena

Depois de uma noite de sono horrível, Poseidon foi até o quarto de Atena.

– Você está bem? – cochichou ele, de pijamas.

– Estou... Por quê? – ela se apoiou na parede.

– Ouvi você se remexer na cama e gemidos. Então pensei que...

– Venha logo, meu rei.

Poseidon riu e se deitou na cama dela, que imediatamente colocou a cabeça em seu peito. Ele acariciou seus cabelos.

– Quer que eu conte uma história? – perguntou.

– Sim – sussurrou Atena.

– Há muito tempo... – começou Poseidon. Ela apreciava a história junto com o doce tom de sua voz, fazendo cafuné em seus cabelos loiros.

[...]

Poseidon e Atena estavam andando de mãos dadas na praia, como de costume. Era seu passeio favorito.

– O que pretende me dar no aniversário de 8 meses? – insistia Poseidon.

Atena o encarou, com os olhos cinzentos brilhando.

– Já disse que é segredo.

Ele bufou.

– Desde quando você guarda segredos?

Ela segurou seus ombros.

– Desde sempre, meu rei.

Ele riu.

– Esse apelido é velho.

– Tão velho quanto você – retrucou ela.

Ele beijou sua cabeça.

– Você não se cansa, não? – falou ele.

– E para que cansar? Incomodar você é minha profissão.

– Está roubando minha frase.

– E você roubou meu coração.

– Idem.

Poseidon pegou Atena nos braços antes que ela pudesse perceber.

– O que está fazendo? – ela ria.

– Você merece um banho.

– Ei!

Mas mesmo com os protestos dela, ele não mudou de ideia.

– Shiu – ele beijou seus lábios carinhosamente. – Não vou atirar você lá.

– Eu sei disso.

– Então porque os protestos?

– Afrodite vai me matar se eu borrar a maquiagem.

Poseidon deu uma gostosa gargalhada.

– Ninguém disse que você vai borrar essa maquiagem.

– Mas eu vou me molhar.

– Teoricamente, vai.

– Então vai fazer o quê?

Ele ignorou a pergunta e entrou na água com uma Atena protestando.

– Quietinha, rainha – e a largou no mar. Para a surpresa dela, permanecia boiando tranquilamente.

– Porque me botou aqui? – perguntou, apreciando a água molhando seus cabelos.

Poseidon ‘deitou-se’ no mar, ao seu lado.

– Olhe o céu.

Ela olhou atentamente. Não via nada.

– Mas eu...

– Continue olhando.

Então, de repente, as nuvens formavam as palavras “Te amo”.

– Poseidon...

– Sim?

– Você merece uma coroa.

– Eu sei disso.

– Não estrague o momento se exibindo.

– Quem disse que eu estou estragando?

As palavras mudaram. Poseidon se levantou. As palavras... Diziam... Diziam...

– Levante-se, rainha – e lhe estendeu a mão.

Atena se levantou, como se houvesse chão, e não mar, aos seus pés.

Poseidon

Poseidon estava nervoso. Mas agora que já começou, não iria parar.

Ele a amava.

– Atena... – e se ajoelhou, tirando de seu bolso um anel. – Você quer se casar comigo?

Atena, para a surpresa dele, revirou os olhos.

– E eu tenho escolha?

Ele riu. Ela estava sendo irônica, claro.

– Não estrague esse momento, por favor.

Dessa vez foi a vez dela de rir.

– É óbvio que sim, seu bobo – e Poseidon colocou o anel entre seus dedos. Quando se levantou, ela o abraçou. – Você sabia que eu te amo? – sussurrou.

– Sei, mas quero ouvir de novo – ele cochichou de volta.

– Eu te amo, Poseidon. Mais do que a minha vida.

– Sua vida é imortal.

– Você entendeu.

– Claro, rainha. Eu também te amo.

[...]

Poseidon dormia até que bateram na porta de seu quarto.

– Quem é? – perguntou, seu relógio marcando 4:00 da madrugada.

Afrodite apareceu pela porta.

Poseidon suspirou.

– O que você quer agora, Dite? – disse.

– Você tem que ver seu terno – ela respondeu como se fosse óbvio.

– Nós já vimos – e ele continuava deitado.

– Não vimos não – retrucou ela. – Se levante, seu preguiçoso. Você tem que permanecer bonito na cerimônia.

– Fala como se eu não fosse – e se sentou, perdendo a briga. Dite bufou.

– Eu não quis dizer isso.

– Mas pareceu que sim.

– Mas...

– Só pareceu, Dite.

– Certo, agora vamos ver seu terno.

Afrodite acendeu a luz, e para surpresa de Poseidon, estava com uma roupa normal: camiseta rosa, jeans claros e um tênis all-star vermelho.

– Porque você não está com uma roupa frufru?

Ela, novamente, bufou.

– Porque escolher uma roupa é escolher o que faz você se sentir bem consigo mesmo. E isso me agrada hoje. Agora, levante logo.

Eles foram até uma loja de ternos, onde havia um zilhão de opções diferentes para escolher. Dite escolhia um, outro, e Poseidon estava começando a ficar confuso.

– Vamos demorar muito?

– O que você acha que fica bem e confortável?

– Aquele terno ali – e apontou.

– Vamos levar esse – Dite disse ao vendedor.

Ele ergueu uma sobrancelha.

– Mas você não queria...

– A gente ainda vai ver outra loja, Poseidon. Agora fique quieto.

Mais algumas centenas de lojas depois, eles ficaram com aquele terno mesmo. Era um azul-escuro bonito, e uma parte não estava abotoada de modo que podia se ver uma blusa azul. Seu sapato era um comum, preto. Dite assentiu, aprovando o estilo.

– Certo, agora tire tudo. – falou.

Ele suspirou. O casamento seria dali a 2 semanas, e ela estava bem envolvida. Trocou novamente a roupa, ansiando para a próxima vez que teria que usar aquele terno.

Ia ser o melhor dia de sua vida.

Notas finais
OKAY, MÃE, SE ACALMA, JÁ TO DESLIGANDO....
Putz, véi...
Só peço que deixem seu recadito.
CALMA MÃEEEEEEEEEEEEE
Mortais ¬_¬
2bjs,
Je (: