Notas iniciais
Novo capítulo! Boa leitura

— Capítulo 1 –

— Sarah Rychard –

As pernas de Sarah protestavam para que parasse, mas ela continuava a correr pelas ruas sem ter um destino em mente.

Por que foi ter logo aquela ideia mesmo sabendo que seria perseguida em seguida? A impulsividade era um grande defeito nas pessoas, elas faziam um bando de coisas antes de pensarem direito duas vezes. No final, sempre acabavam se dando mal de alguma maneira ou outra. Como Sarah, por exemplo.

Sarah correu para dentro de um beco escuro e vazio apoiando-se na parede – parede, muro,... não tinha importância — de algum prédio comercial. Respirou profundamente diversas vezes enquanto tentava estancar o sangramento em seu ombro esquerdo com as mãos. Levara um tiro horrível dos “Vampire Haunters”, os Caçadores de Vampiros.

Um sorriso irônico se formou em seus lábios. Era uma grande ironia a última vampira – mulher — do mundo inteiro que sobreviveu a muitos anos de perseguição e torturas, agora ser pega pelos Caçadores que caçam a sua espécie após ir a uma festa de mortais.

Nem a própria vampira acreditava nisso.

Sarah apoiou a cabeça na parede, uma mão permanecia em cima do ferimento numa tentativa não muito eficiente de parar o sangue. Estava perdendo muito, o que era péssimo. Ela iria cair em uma espécie de decadência de sangue e sairia matando muitos humanos, o que chamaria a atenção dos Caçadores (como se não tivesse chamado).

A situação em que se encontrava não era uma das melhores que já esteve em sua vida.

Tentou esquecer tudo ao seu redor e escorregou na parede até se sentar no chão. A tontura que já sentia deixava Sarah irritada e incomodada, sem contar a dor latejante na testa. Ela precisaria de sangue, nem que seria um pouco só.

Enquanto tentava se acalmar um pouco, a vampira acabou se lembrando da festa.

— Sarah Rychard –

Como era a festa? Como qualquer outra festa divertida de aniversário de qualquer adolescente rico nos últimos anos de colégio faria em sua mansão luxuosa.

Havia seguranças em frente à mansão. Vestiam ternos, estavam de óculos escuros, um rádio no bolso e uma arma de fogo escondida. Eles tinham uma bela pontaria, com certeza. Quantos seguranças mais ou menos? Uns cinco na frente da mansão e sete nos jardins. Sabem-se lá quantos dentro da mansão, onde ocorria a festa.

O vestido azul cintilante e justo na cintura ficava muito bem em Sarah. A saia da roupa era um azul mais claro e o tecido era fino e cintilante. Calçava uma sandália prata com glitter de salto alto fino e por cima do vestido vestia uma jaqueta de couro azul. O cabelo loiro platinado estava solto e caía em ondas pelos seus ombros. Seus olhos verdes passavam pela entrada da mansão planejando um jeito de entrar.

Concluiu que não seria preciso, pois já estava vestida com um jeito elegante e nobre, de gente rica. Não passaria por uma penetra ou suspeita, seria mais uma convidada que iria se divertir nessa festa.

Andou graciosamente até um segurança e sorriu gentilmente ao homem. A vampira conseguia ser encantadora apenas com um sorriso, uma das vantagens de ser vampiro era sua beleza sensual. O segurança, hipnotizado, liberou a passagem e Sarah pôde entrar na festa.

Ver adolescentes gritando de felicidade, rindo, paquerando, conversando alto, bebendo várias latas de cervejas e dançando feitos malucos, não surpreendeu Sarah. Muito pelo contrário, deixou a vampira um pouco irritada. Era incrível como eles se divertiam até se acabarem em apenas uma noite. Diversão de verdade duraria anos e não apenas uma noite de festa!

Sarah passou com dificuldades pela multidão de adolescentes até chegar ao que seria um bar. Parecia um bar improvisado, pois o balcão era de caixas de papelão e atrás dele haviam uma estante larga cheia de vinhos, taças e copos. Um frigobar vermelho estava no chão e ao seu lado, várias caixas contendo várias latas de cervejas. Os bancos eram altos, de madeira e com almofadas estampadas no assento, para deixar mais confortável.

O barman vestia uma blusa azul folgada, bermuda bege e um avental preto por cima. Ele distribuiu três latas de cervejas para um trio de garotas, que já estavam bêbadas demais. Era só ver pelos rostos avermelhados e o andar cambaleante quando foram embora. No dia anterior, acordariam em suas casas com a maior ressaca do mundo... Se acordassem nas suas próprias casas.

Sarah sentou no banco do canto, do lado de uma estudante que bebia uma garrafa de água em vez de cerveja, era uma decisão sensata. A garota tinha cabelo castanho escuro, olhos verdes água, pele pálida, sua expressão era de alguém séria. Vestia um vestido verde com glitter na saia que ia até os joelhos. A vampira já sacou de cara que essa garota era uma das “nerds” da escola e nunca quebravam uma regra, por mais boba que seria.

O barman reparou na vampira e seus olhos arregalaram quando se aproximou, mas voltou ao normal e o homem abriu um sorriso. A beleza de Sarah era inegável.

— O que vai querer, senhorita? – perguntou o homem entusiasmado.

— Apenas uma água, — respondeu Sarah suavemente – por favor.

O barman correu para o frigobar, pegou uma garrafa d’água e entregou para a vampira. Água, café e achocolatado (sim, o delicioso achocolatado) eram as únicas bebidas que um recém-vampiro conseguiria suportar logo no início, mas algumas vezes até vinho era uma boa opção, mas alguns recusavam por medo de ficar bêbados.

Depois de um tempo, já conseguiam comer poucas quantidades de comidas normais, mas até lá precisavam de muito sangue. Alguns preferiam o sangue dos humanos, mas outros recusavam e só bebiam sangue animal.

O que levou à quase extinção dos vampiros não foi o fato de ficarem sem sangue. Foi o fato da existência dos Vampires Haunters (Caçadores de Vampiros), que eram humanos fortemente armados e informados de como matar vampiros. Um dos métodos que encontraram foi criar um projétil com água benta dentro, por incrível que pareça, funcionou. O sangramento não coagulava, o ferimento não cicatrizava com rapidez e a queimação foram uma das causas que levaram os vampiros à morte. Também quando ficavam fracos e os Caçadores atiravam em suas pernas, os vampiros caíam no chão e quando amanhecia eles morriam por conta dos raios solares.

Os humanos chamavam os vampiros de demônios, monstros, mas eles não quiseram ser assim. Eles foram obrigados a serem assim por culpa de outros vampiros. Alguns queriam de verdade, outros nunca desejaram. Graças à ironia da vida, a maior parte dos vampiros era composta por humanos que nunca quiseram se tornar um monstro e a pequena parte era composta por humanos que quiseram muito e até pagaram por isso.

Sarah bebeu um gole da água gelada. Ela nunca quis ser uma vampira e tal ideia nunca havia cruzado a sua mente, mas acabou se tornando uma e se tornou a última. Por isso, ela vivia sendo perseguida dia e noite. Até mesmo de dia sim, pois Sarah conseguiu ter uma habilidade em tolerar o sol, mas se ficasse muito tempo exposta começaria a se queimar.

Sarah bebeu mais uns goles da água gelada. Melhor não se perder em seus próprios pensamentos. Pelo canto do olho, percebeu que a garota ao seu lado a encarava, mas desviou os olhos depois e ficou com o olhar perdido de novo.

Sarah levantou e começou a andar em direção aos jardins. Cruzou as portas de vidro abertas e parou quando se deparou com três homens com capas pretas, calças pretas e sapatos pretos segurando armas de fogo nas mãos e mirando na vampira. Ela engoliu em seco e abriu um sorriso irônico.

Não foi uma boa ideia ter vindo até essa festa.

Sarah saiu correndo para a rua enquanto disparos eram lançados em sua direção.

— Sarah Rychard –

Sarah respirou fundo. Ela estava muito ferida. Não só levou um tiro no ombro como também levou um de raspão na perna esquerda e outra em sua bochecha direita. A vampira estava completamente péssima e se sentia fraca.

Olhou para o beco e viu os três Caçadores vindo em sua direção. Sarah estava derrotada, morreria aos poucos ali mesmo no beco esperando os raios solares a alcançarem e matarem. Os Caçadores levantaram as suas armas e miraram em na vampira, prontos para darem o tiro final.

Não tendo mais como fugir, a vampira só restou abaixar a cabeça e esperar a sua morte lenta e dolorosa.

— Espera!

Sarah ergueu os olhos com surpresa para a garota que vira na festa parada à sua frente, protegendo-a. O que ela fazia ali?! Ela acabaria morta! Ela era anta?! A vampira não sabia, mas só queria que essa humana sumisse daí e fosse embora correndo.

Os Caçadores hesitaram e não dispararam. O Caçador do meio deu um passo à frente com a arma erguida, mas a garota continuou com os braços estendidos bloqueando o homem de chegar perto da vampira.

— Saia da frente, garota! – mandou o Caçador do meio.

— Não! – negou a garota – O que vocês pensam que estão fazendo?! Quem vocês são?!

— Somos os Vampires Haunters, menina. – respondeu o Caçador da esquerda.

— Estamos fazendo o nosso trabalho. – acrescentou o Caçador da direita – E você está atrapalhando.

— Vampire Haunters...? – repetiu a garota devagar – Vocês são os famosos Caçadores de Vampiros, certo? Isso é ridículo! Vampiros não existem.

Mesmo se sentindo ofendida, Sarah permaneceu calada. Os Caçadores grunhiram de frustração.

— Se você não acredita em nós, olhe atentamente para a garota atrás de você. – disse o Caçador do meio, ele parecia ser o líder.

A garota encarou Sarah e a vampira reparou. Não havia medo nos olhos daquela garota humana e muito menos nervosismo, era determinação. Depois a garota olhou para os Caçadores, sem sair do lugar.

— Só vejo que ela está ferida. – disse a garota – Não permitirei que atirem nela sem motivos.

O líder rosnou e apontou a arma para a garota, que arregalou os olhos de espanto.

— Cansei de você. – rosnou o Caçador e disparou.

— Não! – gritou Sarah prestes a se mexer.

Mas era tarde demais.

A garota já caía para trás e o sangue escorria pelo seu vestido verde. Sarah só pôde pegar a garota antes que se chocasse no chão. A vampira tocou no pescoço da garota, que já semicerrava os olhos. A bala penetrou logo bem no coração. Não teria mais como salvá-la.

Sarah sentiu um leve peso de culpa. A garota que nem sabia o nome tentara salvar a sua vida, mesmo não acreditando em vampiros, mas tentou salvar a sua vida. A vampira sentiria culpa eterna se deixasse alguém que tentou ao menos salvar ela no último segundo morresse logo em seguida.

Sarah encarou o Caçador do meio que manteve a arma abaixada depois do disparo, depois encarou para a garota que já mal respirava. Se ela quiser se salvar e mais a garota, não tinha outro jeito.

As presas pontiagudas de Sarah desceram e sussurrou:

— Desculpe.

Então enterrou as presas no pescoço da garota e começou a sugar o sangue dela. A vampira imediatamente se sentiu mais forte, enquanto seus ferimentos (os de raspão) cicatrizavam lentamente, mas pelo menos cicatrizavam. A garota não se mexeu.

O Caçador do meio ficou em choque e depois com raiva.

— Maldita! – praguejou o Caçador.

Ele disparou em direção à cabeça da vampira, mas ela desviou para o lado com as forças renovadas e protegeu o corpo da garota desconhecida com os braços. Sarah limpou a boca com as costas das mãos e olhou com raiva para o homem.

— Maldito é você! – berrou a vampira – Em atirar numa civil! Ainda adolescente! Você é mais monstro que eu!

O Caçador rosnou em fúria. Ah, como eles ficavam bravos quando um vampiro dizia isso...

Sarah se levantou em um pulo passando um braço da garota inconsciente por seu ombro e começou a correr para o final do beco que dava em outra rua. Os disparos da arma iam a sua direção, mas Sarah – com mais força e energia graças ao sangue – conseguiu desviar de todos os disparos e ainda impedir que algum fosse na garota.

Pura sorte? Talvez.

A vampira correu pelas ruas mal iluminadas naquela noite e já sabia aonde iria. Para o seu apartamento, o único lugar onde as pessoas de lá sabiam. Eram os funcionários que sabiam da existência de uma vampira no condomínio, principalmente o porteiro.

Não foi uma surpresa para o porteiro ver as duas garotas ensanguentadas entrarem no prédio, ele só disse:

— Vá pelas escadas, senhorita.

Se fosse pelo elevador, as câmeras iriam registrar a vampira carregando a garota por um dos ombros. Isso iria revelar a sua localização e os Caçadores a matariam. Pelas escadas, logo nas altas horas da noite, não seria nenhum problema, pois os moradores estariam dormindo.

Os ferimentos já se curavam por completo e Sarah conseguia carregar direito a garota sem precisar cambalear. Ela teria que cuidar da desconhecida antes que seja tarde demais e não vire vampira. Estava perdendo muito sangue. Sarah não saberia se essa garota iria resistir ao “vírus de vampiro” – como os humanos chamavam – ou se transformaria em vampira. Desejava muito a segunda opção.

Duas faxineiras com os equipamentos de limpeza já nas mãos abriram a porta que levava até as escadas e começaram a limpar o rastro de sangue no chão. Uma ficou com a função de limpar o sangue no saguão e a outra seguir Sarah para limpar os degraus da escada.

Sarah nem teve tempo de agradecer e a faxineira já a mandou subir as escadas. A vampira subiu cada degrau com cuidado e sempre olhava para frente, para ver as placas dos andares. A faxineira começava a ficar cansada de subir as escadas até a cobertura, mas ela continuou mesmo assim, pois era uma amiga da vampira e não gostaria de vê-la nas mãos dos Caçadores.

Sarah sabia disso e era muito grata, mesmo nunca ter falado em voz alta.

A garota tossiu e semicerrou os olhos. Um filete de escorreu no canto da boca.

— Onde...? – murmurou ela.

— Qual o seu nome? – perguntou Sarah sem tirar os olhos à frente.

— Alice... – murmurou a garota fracamente – Mas o que...?

— Não fale muito, Alice. – pediu Sarah – Você não está em condições para isso.

— Mas...

— Apenas... Fique quieta.

Por incrível que pareça, a garota obedeceu e ficou quieta.

Sarah parou e abriu a porta que levava ao corredor da cobertura. Era um corredor pequeno e simples com uma porta, ao lado um vaso de flor com folhas de palmeira. A vampira pegou a chave dentro de seu sutiã e abriu a porta, entrando e arrastando a garota para dentro. A faxineira também entrou, ligando os interruptores de luz, e esfregou o esfregão no chão com força para limpar o sangue.

O apartamento tinha iluminações redondas e pequenas no teto a intervalos, as janelas ficavam ao fundo onde dava a visão da enorme piscina e as cadeiras de praia de plástico. As janelas estavam um pouco cobertas pelas cortinas, mas algumas partes estavam aparecendo e revelavam a noite estrelada. A porta que levava à piscina ficava no canto esquerdo do apartamento e era de vidro.

Quando entrava no apartamento, à esquerda já ficava a cozinha preta e branca com uma iluminação na parede e um balcão de mármore circundava o cômodo. Onde seria a sala, ficava nos fundos junto com as janelas. Havia dois sofás vermelhos no lado esquerdo e na parede direita, ficava uma televisão preta de plasma.

Já no lado direito quando entrava no apartamento, ficava um corredor com apenas uma iluminação normal no teto e uma mesa pequena com um vaso no fundo. Havia quatro portas. Uma levava ao banheiro, outra ao quarto de Sarah, outra ao escritório da mesma e outra a um quarto sem nada além de um armário e uma cama confortável.

As paredes eram de um tom pastel claro e o piso era de madeira um pouco escura. Também o local não era pequeno e também não era grande, mas era confortável. A piscina tinha dois metros de profundidade e o cumprimento era enorme.

Sarah deitou Alice no sofá mais próximo e examinou-a rapidamente. Ainda respirava, mas fracamente, e já ficava sem cor nenhuma no rosto. Isso era péssimo. A vampira correu para o seu escritório sem ligar a luz e abriu uma das gavetas de uma estante. Pegou curativo, uma tesoura pontiaguda e uma pinça, seria preciso disso tudo.

Voltou para a sala, ajoelhou-se do lado do sofá deixando as coisas no chão e examinou o ferimento. Sarah franziu o cenho, receosa, e concluiu:

— Isso não vai ser fácil.

Então, colocou-se a trabalhar com o maior cuidado.

— Sarah Rychard –

Sarah sentou-se do lado de uma das janelas, afastou a cortina pesada e escura e observou o céu noturno com algumas estrelas.

Alice, a garota, ficaria bem e se tornaria vampira. Sarah conseguiu tirar a bala e quando fez isso, o ferimento já cicatrizava aos poucos com uma velocidade que não era humana, mas demoraria até amanhã ou até depois de amanhã para se curar por completo. Um sinal de que virava uma vampira.

Depois de tirar a bala e fazer um curativo no ferimento, Alice ficou sem respirar e a cor de sua pele ficou mortalmente pálida, sem vida. Aquilo durou uns breves trinta minutos e a garota voltou a respirar fracamente (com o tempo, isso deixaria de ser um reflexo humano. Não precisaria mais respirar), mas a pele continuou pálida. Viraria vampira, sem dúvidas.

Sarah havia conseguido tirar a bala de seu ombro com a ajuda da faxineira, que também fez um curativo mesmo que a vampira tivesse recusado, mas ela aceitou no fim após muita insistência. A faxineira também insistiu fazer um curativo simples na bochecha e na perna, dessa vez Sarah cedeu de uma vez em vez de entrar em outra discussão que levaria a lugar algum. Após isso, a faxineira saiu e, mais uma vez, Sarah não teve tempo de agradecer.

Ela já estava ficando de saco cheio disso.

Sarah olhou Alice, dormindo no sofá e com um curativo em volta do peito e do ombro esquerdos. Ela não sabia o porquê quis salvar aquela jovem, mal a conheceu! Talvez algo naquela garota fez com que a vampira sempre gélida e dura tivesse vontade de salvá-la. Talvez fosse o fato de que Alice realmente quis salvar Sarah mesmo sabendo dos perigos, mas tentou mesmo ter acabado ferida no final e ter se tornado vampira, algo que não acreditava.

Sarah percebeu esse detalhe logo quando transformou a garota em vampira. Ela teria que aprender a conviver nesse mundo “fantasioso” e “irreal”, onde vampiros também existiam e sabe-se lá mais o quê. E seria Sarah quem a ensinaria a viver nessa parte do mundo, pois era a responsável da garota. Foi quem a transformou, foi quem a salvou, foi quem passou uma parte de seus poderes para ela.

Então, Sarah pensou em outra coisa. Não seria mais a última vampira do mundo inteiro agora. Alice se tornou uma vampira e se juntaria a outra vampira, por não ter mais opções sensatas. As duas seriam uma dupla, a última dupla de vampiras em todo mundo sendo caçadas pelos Caçadores de Vampiros. Era verdade que existiam outros vampiros, mas eram só homens.

Mas... Será que a garota também adquiriu a habilidade de transformar a cor de seus olhos, cabelo, pele e mudar as feições de seu rosto como o seu corpo físico? Se sim, ela teria que passar a usar disfarces. Se não, só faltava torcer para que os Vampires Haunters não tivessem visto o rosto da garota em meio às sombras. Eles não estavam muito perto e o beco estava muito escuro e era largo.

Sarah suspirou. Quando foi que começou a se preocupar com os outros, há mais de mil anos?

Talvez, desde que aprendeu a viver no mundo dos humanos.

Notas finais
Né? Quem mandou sair para uma festa? Espero que tenham gostado ;) Beijos!