Notas iniciais
Oie amores, obrigada pelos reviews!
Capítulo 2, espero que gostem, boa leitura!

2º capítulo.

No capítulo anterior...

- O que te faz se sentir sozinha Isabella?

- Quem te disse que eu me sinto sozinha?

- Você! Quando se descreveu pra mim a trinta minutos atrás.

- Ah sim...

- E então?

- Não sei Doutor. — E meu estado triste voltou com toda a força.

- Você gosta da solidão?

- As vezes sim, as vezes não...

- Por isso tentou se matar?

- O QUE?


´´Como ele sabia disso?´´

- Perdoe-me se fui muito direto...

- Como?... você?... meus pais! Que merda!

- Esta tudo bem Isabella.

-Não! Não está, você não entende...

- Me faça entender.

— Não posso.

- Preciso que me diga Isabella. — ele disse com calma

- Nunca contei para ninguém, você um estranho não vai ser o primeiro.

- Sim, claro. — E anotou mais alguma coisa em seu caderno.

- Desculpe, mas as vezes sou grossa e nem percebo. — me desculpei realmente me sentindo mal.

- Tudo bem Isabella, todos tem seu tempo.

- Sim...

- E o seu acabou.

- Oi??

- Seu tempo na sessão, acabou, estamos aqui a mais de uma hora, passei da conta com você Isabella, nem percebi, isso não acontece com facilidade, espero que não ache anti profissional. — ele meio que se desculpou?

- Tudo bem, nunca acharia isso de você.

- Última pergunta: Você toma algum remédio?

- Zoloft. — respondi rápido.

- Zoloft???? — perguntei realmente surpreso.

- Você toma?... Antidepressivo Isabella?

- Sim, meu médico mandou a um tempo atrás. — respondi indiferente.

- Seus pais não me disseram, e isso é bem importante.

- É porque eles não sabem Doutor, estão mais preocupados com a carreira deles, acredite, eles não são tão preocupados quanto demonstram.

- Na próximo sessão me traga a receita e os horários em que você os toma, pode ser? — ele pediu.

- Ok. — fiz de proprósito.

- Tchau Isabella, te vejo quarta-feira, foi um prazer te conhecer. — ele sorriu e apertou minha mão, meu deus como esse homem é quente.

- Digo o mesmo Cullen. — E ele solta uma risadinha gostosa de se ouvir.

Sai do consultório me achando incrivelmente confusa, expus minha vida pra uma pessoa desconhecida, que me fez sentir confortável de falar coisas que nunca falei a ninguém, me compreenda eu não sou muito de conversar, na verdade eu nunca converso, apenas comigo mesma.Por que meus pais me mandaram pra fazer análise? Não me sinto melhor e nem desabafada, apenas confusa...

- Estou vendo a sua carinho de confusa, é seu primeiro dia, hoje ele apenas te conheceu, na próxima sessão será diferente Bella. — E sua doce secretário Alice sorriu pra mim.

-x-

A noite meus pais chegaram bem tarde e discutiam algo sobre o novo contrato com a Bellis, uma empresa nova de tecnologia, meu ex-herói veio conversar comigo sobre ela, perguntou se ele devia investir, eu disse que estava muito cedo, para ele não fazer tamanha burrice, mas acho que ele não me escutou.

É nessas horas que vejo como minha mãe é inteligente, cursou direito em Harvard, e opina em tudo que meu faz na empresa, mas é nessas horas também que percebo o quanto ela é burra de deixar tudo isso pra trás, para virar uma simples dondoca, vai entender. Escrevi mais um pouco em meu caderno e fui tentar dormir, sem muito sucesso, tomei logo dois comprimidos de zoloft pra apagar...

- Senhorita Isabella, acorda você está atrasada.

- Para o que Marie? — Perguntei para minha amiga, babá pra todas as horas.

- Você tem médico hoje lembra? Quarta-feira? Você mesma me avisou menina. — Ela respondeu.

- Ai Marie, esqueci completamente, separe uma roupa pra mim?

- Sério? — Perguntou ela supresa, ela já vinha me perturbando sobre o meu estilo de roupa, achava muito simples, e por incrível que pareça minha governanta cursou moda.

- Sim Marie, escolha uma não muito estravagante pode ser?

- Estranho, mas é claro que sim, vá tomar café. — Ela mandou já entrando no meu armário.

Tomei um banho demorado, depois botei um vestido com detalhes do século 19 e um tanto curto... demais.

- Marie?

- Não reclame menina, está na moda, e você está completamente linda! — Marie disse, eu realmente não podia discordar me sentia realmente... na moda. Tentei dar uma jeito no que eu chamo de cabelo e fui descer pra tomar café da manhã, ou engolir o café se você preferir assim.

- Swan, vamos? Você está atrasada.

- Sim vamos, eu sei, não começa!

— Está bonita Swan, pra quem é isso tudo?

- Cala a boca e vamos logo Emmet. — eu disse empurrando meu motorista/amigo pra fora do apartamento.

-x-

- Olá Alice! — eu disse ao entrar na sala.

- Bella! Está linda, meu deus esse era o vestido que eu queria comprar semana passada, onde conseguiu? — Perguntou dando a volta na mesa para avaliar meu vestido curto do século 19.

- Não sei, estava apenas no meu armário. — sorri sem graça. — Estou atrasada né? — perguntei fugindo do assunto: moda.

- Sim, meia hora, sorte sua que ele está liberado hoje, entre. — ela disse me empurrando, acho que vou ter que me acostumar com isso.

- "... não interessa Tânia você é minha paciente, não vou fuder com você..." "... está louca?!? Não me venha com essas sacanagens, não vou ficar de pau duro com essas palavras.." "...Ahhhhh, tchau Tânia!" — Isabella!!! — ele quase gritou de tanto susto.

Ele estava um crime, um assassino de meninas com vestidos curtos de um século que nunca viveu, ele estava com a gravata aberta, a blusa social dobrada e com um cabelo mais bagunçado que o normal, deve ser porque ele estava os puxando enquanto xingava a tal de Tânia pelo o celular.

- Doutor Cullen. — respondi tentando segurar o riso.

- Está atrasada. — ele diz tentando reestabelecer um novo clima.

- Desculpe.

- Sente-se. — ele disse e se sentou em minha frente.

- Hoje nossa sessão será um pouco diferente.

- Como?

- Tome bote isto. — Me entregou um pegaço de paço longo preto.

- Vai me amarrar Cullen? — Ai meu deus, eu não perguntei isso.

- O que? Isabella... — e ele sorriu, um sorriso malicioso, AI PORRA! — É para seus olhos, e antes que pergunte é para a sessão, agora ponha.

- É.. — fiz uma cara de desconfiança.

- Pode confiar em mim. — ele disso sorrindo.

- Ok... quer dizer, tudo bem, eu confio. — E pus a faixa preta em meus olhos.

- Ótimo, vou te fazer algumas perguntas Isabella, me responda com toda a sua sinceridade. — ele disse e escutei ele pegar seu caderninho, enquanto eu me deitava no divã vermelho.

- Tudo bem.

- Ontem você se sentiu só?

- Sim.

- Posso ver seus pulsos?

- Não é como se eu me cortasse todo dia Doutor, foi apenas uma vez.

- Cadê seu remédio?

- Precisei deles ontem...

- Tomou todo??

- Sim, tinham apenas dois e eu precisava dormir.

- Isso não pode Isabella, esse remédio tem que ser tomado em pouca quantidade com um horário certo. — Edward disse preocupado.

- Eu sei.

- Espero que isso não se repita. — ele escreveu mais alguma coisa em seu caderno.

- E seus amigos?

- Não tenho amigos Edward.

- Bem, agora você tem. Como se sente sobre isso? — Sorri com sua pergunta clichê, mas sabia que fazia parte do pacote.

- Sobre você ser meu amigo?

- Sim.

- Me sinto... enganada.

- Por que? — ele perguntou surpreso.

- Porque eu sei que você não é.

- Sou sim Isabella.

- Primeiro: não quero que paguem para ser meu amigo, segundo: você mal me conhece, terceiro...

- Terceiro? — Edward perguntou.

- Ah, não tem terceiro. — Ouvi uma risada e logo depois a caneta em seu caderno.- Por que tentou se matar Isabella? — ele perguntou com cautela.

- Bella.

- Como?

- Não gosto de "Isabella" você sabe.

- Tudo bem... é... por favor Bella, abaixe as pernas. — Ele disse sufocado e só ai percebi que estava com as pernas dobradas e deitada, de VESTIDO!

- Perdão, eu não gosto de ficar vendada Edward me sinto presa. — eu disse tentando mudar de assunto.

- Por que chegou atrasada hoje?

- Dormi até tarde por causa dos remédios.

- Voltando ao assunto dos amigos, porque não tem muitos?

- Não é questão deu não ter muitos, porque eu não tenho nenhum Cullen. — eu disse com uma pontada no coração.

– E como você se senti a essa sensação Isabella?

– Já falei para parar de me chamar assim doutor.

– Esse é o seu nome não é? Isabella?

– Sim, mas você sabe que eu gosto de Bella.

– Ok... Bella, responda a minha pergunta.

– Como assim sentir essa sensação? Você me deixa confusa doutor. — "E totalmente quente" respondi em pensamento.

– Estou perguntando, Bella, como você se senti ao se sentir excluída? — ele repitiu

– Isso é só o que vocês perguntam? ´´E como vocês se sentem sobre isso?´´

– Responda agora! — ´´nossa essa voz me deixou excitada´´
– Ok. — suspirei — Me sinto bem não fazendo parte dessa sociedade madíocre, me sinto bem não vivendo nessa ditadura social, onde as pessoas correm e falam quando podem, vesti o que mandam, ouve o que é mais conhecido, me sinto bem estando fora de falsidades, fofocas e intriguinhas, as pessoas procuram problemas e defeitos onde não existem! Já não basta o aquecimento global?!?

– Sim, já basta. — e ele anotou em ser caderno sorrindo.

– O que está escrevendo ai?

– Nada, Isabella. — suspirou — Mas se não liga pra tudo isso, porque tentou se matar? — ´´Ele sempre me faz essa pergunta.´´

– Eu nunca te respondi.

– Exatamente, preciso que me diga Isabella.

– Quem sabe na próxima sessão? Quando começar a me chamar de Bella?

– Quem sabe agora, Isabella? Estamos apenas começando, temos ainda uma hora e cinquenta minutos.

– Por falar em tempo, porque você é tão caro, porque é bom ou porque é gostoso? — "NÃO!" "eu não disse isso em voz alta por favor!!"

– Você me acha gostoso Isabella?

- É.. Hm, quem era no telefone quando eu cheguei? — mudei de assunto correndo.

- Umas das que me acha gostoso e paga tão caro pra ter uma sessão comigo. — Ele disse com uma voz irônica. Imediatamente tirei a faixa do meu olho.

- Você fode com as suas pacientes? — perguntei olhando diretamente em seus olhos.

- Bem, eu sei que você ouviu a minha conversa, então não irei me dar ao trabalho de te responder essa pergunta incrivelmente idiota. — Ele disse sendo 'incrivelmente' grosseiro.

- Desculpe.. Eu não queria... é... te desrespeitar, Edward..é... Doutor Cullen. — falei atrapalhada com lágrimas nos olhos.

- Ei, não, me desculpe, eu não devia ter sido grosso, Bella... — e quando eu percebi Edward estava do meu lado me abraçando porque eu estava soluçando igual a um neném, porque eu tava chorando daquela maneira? Eu NUNCA choro.

- Edward... — Eu o chamei ainda com a cabeça em seu peito.

- Sim.

- Eu nunca choro.

- Eu sei, sua mãe me disse, por isso estou preocupado.

- Eu quero ir pra minha casa, preciso ir agora..

- Tem certe..

- Tenho! — Respondi rápido peguei meu celular e liguei para Emmet.

- Emmet, venha me buscar, agora. — eu disse com voz de choro.

''- Bella, o que aconteceu? Estou subindo princesa!" — Alguns minutos se passaram e Emmet escancarou a porta do consultório.

- Venha princesa. — E eu pulei em seu colo, apoiei minha cabeça em seu ombro e ele foi andando comigo para o elevador.

- Bella, o que houve? — Ouvi a voz da Alice.

- Nada Alice, sexta-feira estou de volta. — eu disse do colo do meu motorista e olhei para Edward, que sorriu, provavelmente por eu ter confirmado que iria voltar para nossa sessão.

— Ei, Edward, ela nunca chora cara, depois me liga quero saber o que houve. — Emmet disse, eles se conheciam??

- Não posso Emmet. — Ele respondeu.

- Aé, esqueci que não pode comentar as sessões. — Então o grandalhão se virou pra mim. — Me conta Bellinha? — ele pediu.

- Vamos embora Emmet, deixa de ser chato.

- Ok.

- 'Ok' é uma palavra muito vaga Emmet. — E entramos no elevador, mas não antes deu ouvir a gargalhada do Cullen.

Notas finais
Espero que gostem! NÃO esqueçam de deixar review ou divulgar.
Beijos Marie Cullen