Notas iniciais
Espero que gostem, boa leitura!

– Será que você tem alguma coisa pra me dizer Emmett?? — Eu perguntei ainda no colo do meu motorista indo para o carro.

– Hm.. Acho que não. — Ele me tirou de seu colo e eu entrei no banco ao lado do motorista.

– Ei mocinha, seu lugar é atrás, bora bora! — Emmett me expulsou do carona.

– Primeiro: ´´bora bora´´ nem é uma palavra, segundo o carro é meu eu vou ficar aqui! — eu disse sendo grossa. — Pode me contar Emmett! — eu exigi

– Ai Bells você consegue ser bem chata quando quer. — Ele reclamou fazendo carinha de cão sem dono.

– Ih, nem adianta fazer essa cara pra mim, só quem cai nisso é a Marie. — Eu sorri.

– Ok. — Ele suspirou. — Eu conheço o Cullen porque eu namoro a prima dele. — Ele sorriu.

– Quem é a prima dele?

– A minha ursinha Bells, não lembra dela?

– Hm.. Devia? — Eu fiquei sem graça.

– Ela foi te visitar no hospital, porque ela é enfermeira, quando você estava... — Ele parou. — Desculpe Bells, eu esqueci, é... bem...

– Tudo bem grandão, vamos pra casa. — Eu disse pra não deixar meu quase amigo sem graça.

Chegando em casa o grandão até tentou puxar um assunto comigo, provavelmente pra saber sobre o porque da minha ridícula crise de choro. Depois do que o Emmett me contou resolvi não me meter mais, afinal era a vida particular do Doutor Cullen, Edward Cullen, meu deus esse homem mexe com os meus sentimentos de uma maneira confusa, me fez chorar igual a um bebê com uma simples frase grosseira.O que está acontecendo?

Bem, também não tive tempo de pensar porque minha mãe chegou em casa fazendo um escandalo!

– ISABELLA MARIE SWAN! — ela gritou da sala de visitas. Pérai eu tinha feito algo de errado? Eu não lembro.. Levantei da minha cama e foi caminhando normalmente pra sala.

– Sim Renée. — eu disse me sentando no sofá, seus ataques já eram um tanto costumeiros.

– Que palhaçada foi aquela no consultório? Fiquei sabendo que você foi simplesmente embora! — Ela disse nervosa com as mãos na cintura.

– Renée eu fiquei nervosa e não queria continuar lá, pedi pra Emmett me trazer pra casa. — eu disse me explicando.

– Não interessa Isabella, sabe quanto pagamos pra você fazer aquela merda de análise? Edward Cullen é um dos melhores psicólogos do país!

– Se você não se lembra eu não pedi pra fazer esse caralho... — eu respondi num fio de voz.

– O que? Você sabe que eu ODEIO quando você fica falando baixinho, me irrita! — Aquela mulher gritou de novo!

– SE VOCÊ NÃO SE LEMBRA EU NÃO PEDI PRA FAZER ESSE CARALHO, AGORA PARA DE GRITAR NO MEU OUVIDO E VAI FAZER COMPRAS PORRA! — eu gritei, e ficamos nos encarando por longos segundos.

– Você está de castigo. — ela disse mais calma.

– Aé? E vai tirar o que dessa vez? computador? minhas saídas? meus amigos? Não espera, minha mesada? — eu perguntei irônica.

– Se for preciso... — ela respondeu.

– Renée eu não entro no computador, eu não saio porque eu não tenho amigos, e minha mesada está acumulada a dez meses, faça bom proveito do gostinho de deixar sua filha de castigo. — Eu disse e sai para o meu quarto.

Assim que entrei no meu quarto apoiei minhas costas na porta trancada, olhei para minha parede branca por um tempo até sentir minha camisa sendo molhada, então percebi que estava... chorando. Pulei em minha cama e agarrei meu travesseiro e chorei tudo que tinha pra chorar, a perda do meu herói, a falta de uma mãe carinhosa, a falta de amigos, de amor, carinho, chorei por James, pela minha dor, a física e a emocional porque as duas ainda se encontravam lá, pareciam permanentes, não queriam ir embora, por mais que eu tentasse esquecer vai sempre estar lá. Sempre...

–x-

– Se arrume, te levarei pra sua consulta. — Fui acordada com Renée abrindo a janela e me deixando cega com a claridade.

– Claro. — respondi seca.

Emmett nos levou em silêncio, ninguém falava no carro, geralmente o grandão era alegre e fazia várias piadas, mas acho que ele tinha medo de Renée, chega a ser engraçada pra alguém do tamanho dele.

– Bella!! — Alice saiu da mesa pra me abraçar, mas ficou sem graça quando viu minha mãe ao meu lado. — Senhora Swan.

– Olá, senhorita? — minha mãe perguntou tentando ser simpática.

– Alice, secretária do Doutor Cullen. — ela sorriu e apertou a mão da minha mãe.

– Sobrenome querida, quero saber seu sobrenome, o nome eu nem preciso saber. — Minha mãe disse, mostrando o quão simpática ela era.

– Cullen, Alice Cullen senhora Swan. — Cullen??? Alice era irmã de Edward?? Nossa eles não se parecem nadinha. — Bem Bella está na sua hora, pode entrar.- Mas antes que ela me empurrasse o Deus em pessoa estava do nosso lado.

– Isabella, Sra Swan. — ela nos cumprimentou.

– Doutor Cullen, bem eu já vou indo. — Ela disse se despedindo. — Se comporta ta me escutando? — ela disse apontando pra mim.

– Sim Renée.

– Ótimo, boa tarde. — E saiu pelo elevador

– Nossa sua mãe é.. — Alice começou, mas foi interrompida por Edward.

– Alice!

– Que nada Edward, sim Alice ela é... — eu tentei dizer mas...

– Rabugenta. — Alice disse.

– Meu Deus Alice! — Edward levantou as mãos.

– Desculpa Ed, mas a mulher foi totalmente grossa comigo. — Alice fez cara de coitada.

– Desculpa pela a minha mãe Alice, ela é assim mesmo. — Eu disse sem graça.

– Sem problemas Isabella, Alice não se importa, vamos para o consultório? — Edward passou os braços pelo o meu ombro e me guiou. — Bom queria falar sobre quarta-feira, desculpe pelo o que eu fiz, eu não queria ter sido grosso com você e também não queria ter te feito chorar, peço milhões de desculpas por isso.

– Tudo bem Edward, eu realmente não sei o que deu em mim.

– Mas eu sei, você está conversando com alguém, deixando seus sentimentos a deriva, isso é normal Isabella, você pode achar que não irá fazer diferença estar aqui, mas acredite com o tempo você vai sentir a diferença. — Ele sorriu se sentando na minha frente.

– Porque decidiu ser psicólogo? analista ou sei lá o que.. — Eu perguntei me enrolando.

– Queria começar a saber ler as pessoas, saber o que sentem, quando mentem, ajudar a solucionar todos esses problemas. — Ele disse casualmente.

– Dizem que se conselho fosse bom não dariam, venderiam. — Eu disse sem pensar.

– Ainda bem que eu não te dei nenhum conselho não é Bella? — Ele disse olhando diretamente em meus olhos e sorriu, eu fiquei sem graça é claro!

– Verdade.. — Eu disse e quebrei nosso contato visual.

– Você ficou vermelha... Te envergonhei de alguma maneira? — Ele perguntou.

– Não, seu olhar.. ele... — Eu disse sem pensar de novo, tenho que parar com isso imediatamente!

– Meu olhar? — Ele perguntou chegando perto com a cabeça, mas infelizmente muito distante dos meus lábios.

– Eles me intimidam, seus olhos me intimidam.

– Eu intimido você?

– Sim muito, ninguém nunca me fez chorar Edward, ou me fez questionar qualquer coisa sobre mim, por exemplo quando você citou as poucas palavras que eu disse de mim mesma "–Então é só isso que pensa de você mesma? Isabella/Bella, dezessete anos, comum garota do high school, sozinha e com o busto adequado?"– Eu tentei imitar a voz máscula de Edward, mas não deu muito certo, ele até deu uma risadinha — Aquilo me fez refletir em casa, será que eu sou só isso? Meus pais me acham tão incapaz de qualquer coisa, depois do que aconteceu eles acham que eu não vou me reerguir, na verdade, até eu acredito nisso. — eu disse me deitando no divã vermelho.

– O que houve com a sua mãe hoje mais cedo? — Ele perguntou.

– Alguém falou para ela sobre o que houve no consultório e ela me deu um esporro, disse que eu preciso me comportar porque você é bem caro. — Eu ri sem emoção

– Eu quero que você saiba Isabella... — Ele suspirou e eu percebi que ele estava perto demais de mim, ele estava agachado perto do divã? — ... que eu não estou aqui porque sou pago, estou aqui porque gosto do que faço, gosto de ser seu amigo, te escutar, ouvir seus problemas. — Edward disse perto do meu ouvido, me fazendo ter calafrios do dedo do pé, até o último fio de cabelo do meu corpo.

– Eu acredito em você Edward, realmente acredito. — Eu disse num fio de voz e com os olhos fechados.

– Eu não ouvi Bella, o que você disse? — Ele perguntou com uma voz sexy, muito perto do meu ouvido, perigosamente perto.

– Que eu acreito em você. — Eu disse num tom a mais que o último.

– Isso é bom, muito bom. — Ele cheirou meu cabelo? — Morangos? — Perguntou.

– Morangos o que? — Não entendi sua pergunta.

– Quero saber se usa alguma loção com cheiros de morangos? — Ele perguntou se afastando e olhando em meus olhos.

– Não sei.. — Eu respondi sinceramente, não sei qual o meu desodorante, nem o meu shampoo, quando mais o perfume.

– Acho que morangos é o seu cheiro natural então. — Ele disse mais pra si mesmo do que pra mim.

– Acho que sim, você por exemplo tem cheiro de Edward. — eu disse sem pensar, claro..

– Tenho cheiro de Edward? — Ele sorriu.

– E que cheiro seria esse?

– Um cheiro que só você possui, sinto assim que entro em seu consultório, está por todo lugar. — Eu disse respirando fundo.

– Acho que isso... é bom? — Ele sorriu

– Bem, eu acho. — Eu sorri.

– Isabella, eu quero muito...

– Tanya NÃO ENTRE AI, ELE ESTÁ COM UMA PACIENTE! — Ouvimos o grito da Alice do outro lado da porta.

– Edward preciso falar com você agora! — A loura com peitões e cintura fina gritou assim que escancarou a porta do consultório.

– Estou com uma paciente, saia do meu consultório imediatamente! — Ele levantou a voz, Jesus Cristo ele estava incrivelmente gostoso assim.

– Não interessa, eu QUERO falar com você! — Ela disse como uma menina mimada.

– Não interessa, saia! — Ele mandou novamente.

– Escute aqui Edwar...

– Tenha o mínimo de educação Tanya Denali e seja profissional, isso aqui não é uma liquidação para você fazer escândalo, é o trabalho do Doutor Edward. — Eu disse sendo completamente arrogante, agora eu estava reconhecendo a puta, uma das dondocas que andava com a minha mãe, que decepção mamãe...

– Eu.. — Ela disse sem graça, e Alice a empurrou pra fora da sala.

– Isabella, nossa... — Edward olhou para mim surpreso e sorrindo.

– Acho que fui muito arrogante. — Eu disse sem graça.

– Bem, eu já venho querendo fazer isso a tempos, na verdade eu acho que faço, mas ela ignora. — Ele disse pensativo.

– Edward, Tânia quer falar com você. — Alice entrou avisando. — Desculpe Bellinha, mas ela não vai sair daqui tão cedo. — Ela tentou se desculpar.

– Tudo bem. — Eu disse.

– Ótimo, que tal irmos ali embaixo comprar uns cafés pra gente? — Ela perguntou.

– Acho perfeito.

Notas finais
O que acharam?? Gostaram?? NÃO esqueçam de deixar review ou divulgar, qualquer pergunta, dúvida estou no twitter @owpattz