Amor e crime
5 Capitulo 5
Era dia 28 de junho, há uma semana eu tinha recebido um convite para uma festa, uma festa de debutante, era da irmã de um amigo meu, ela sempre ia assistir os jogos do nosso time, então eu a conheci há um tempo já, acho que deis dos 11 anos dela eu a conheço, ela é super legal, mas me chamou pra dançar, mas não só apenas dançar e sim ser o par dela, ela podia ter chamado o irmão dela, ou algum primo, ou mesmo um amigo mais próximo, mais me chamou, eu odeio usar smoking, me lembra dos “negócios da família”, sempre tinha que me vestir formalmente pra ir naquelas reuniões chatas, “regras da família”, meu pai sempre dizia. Mas bem, lá estava eu, em frente ao espelho, ajustando os últimos detalhes da minha roupa, quando a chata da minha irmã entrou, ela estava linda, meio diferente pra uma festa normal, pois acho que ninguém vai a um baile de gala com um vestido de seda rasgado e algumas partes, o pior foi o que ela disse:
“vamos pingüim, é impossível você ficar bonito!” – ela adorava me irritar? Única conclusão que eu chegava.
“não me faça desistir de levar você, e lembrem-se, os garotos lá são mais novos que você, então, por favor, nada de fazer besteiras.”
Ela me olhou com uma cara doentia e soltou:
“besteira? Seria o sonho deles realizado!”
Saiu andando, como tanta arrogância cabia dentro de uma só pessoa, as vezes eu achava que ela agia dessa forma pra ter atenção, mas convenhamos alguém com a beleza dela não precisava disso.
Já no carro, ela me fitava de forma estranha, me sondando, aquilo me irritava de uma forma que seria impossível descrever, é como se ela quisesse descobrir algo na minha mente. E veio a pergunta:
“você mudou. Você simplesmente mudou, seu olhar, sua expressão, seus devaneios, tudo em você mudou, mas por que? Ela é tão especial? tem alguma mágica nela?”
Eu fiquei pasmo, do que ela tava falando. Ela é louca, eu sou o mesmo, nada em mim mudou.
“Hilda, — o nome dela era Bruhilda, mas ela o odiava então a chamávamos de Hilda. – você anda com essa cisma, de que tem alguém, sempre me perguntando que é ela, de onde ela é.”
Sutilmente ela me interrompe:
“ela vai estar na festa? Vai me apresentar? Provavelmente eu vou querer matar ela.”
Ela simplesmente se cala, olha pra frente, sempre essa forma estranha de agir, provavelmente nunca irá mudar.
“vamos ou não pra festa? Não me arrumei atoa. Comece logo a dirigir esse carro!”
Sempre tão direta, minha pequena e idiota irmã, provavelmente era só mais um momento que ela queria me irritar, ela nem devia se preocupar com a resposta.
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