Amor e crime
6 Capitulo 6
Meu nome é Brohilda Campos, odeio esse nome, por deus quem coloca o nome de uma criança de Brohilda? Sendo assim as pessoas próximas me chamam de Hilda, ainda é feio, mas é melhor que Brohilda, eu sou a filha mais nova, mais bonita, mais esperta e mais amada do senhor “Campos”, essa forma de chamar meu pai, todos chama ele assim, menos meu irmão é claro, o meu irmão, ele é tipo o cara mais lindo do mundo, ele é forte, os cabelos negros bem cortados, olhos negros, um rosto bem desenhado, aquela cara de mal que faz todas as garotas ficarem loucas, ele não é alto, mas quem repara nisso quando tem um deus grego na sua frente? Mas ele é um mala em personalidade, quer tudo certinho, sempre me enchendo o saco na escola, em casa, com amigos e namorados, até parece que quer cuidar de mim, como se eu precisasse de cuidados, eu sou a mais forte da família.
Hoje nós dois iremos a uma festa de aniversario de uma amiga dele, ou era irmã de um amigo, algo assim, ela o chamouele pra dançar na festa, o que torna meio difícil de aceitar que é apenas uma amiga, veremos quando chegar lá saberei se essa vaca quer algo com meu irmãozinho.
Eu entro no quarto e lá está ele em frente ao espelho arrumando não sei o que, tava perfeito, mas eu não resistia:
“vamos pingüim, é impossível você ficar bonito!”- eu sempre soltava piadas com ele, a cara que ele fazia era tudo que eu queria ver, era uma mistura de bravo com quem não fazia a mínima idéia do que eu estava dizendo. Mas ele também falava umas coisas pra mim meio deselegantes.
“não me faça desistir de levar você, e lembrem-se, os garotos lá são mais novos que você, então, por favor, nada de fazer besteiras.”
Ele me via como o que? Uma louca? Uma tarada? Como se lá tivesse garotos que merecessem minha atenção, eu era uma deusa na festa de mortais, e pior, mortais que não valiam à pena nem beliscar. Apesar de que as vezes aparecia uns garotinhos com futuro.
“besteira? Seria o sonho deles realizado!”
Sai andando, não precisava ouvir sermões, isso cansaria minha beleza, e a única coisa que não saia da minha mente, era essa garota.
No carro eu não conseguia parar de olhar pra ele, desejava de toda a forma ver o que tinha naquela cabecinha, a curiosidade estava me deixando irritada já. Então perguntei, não aguentei mais:
“você mudou. Você simplesmente mudou, seu olhar, sua expressão, seus devaneios, tudo em você mudou, mas por que? Ela é tão especial? tem alguma mágica nela?”
Ele me olhou de uma forma estranha, como se procurasse uma resposta, e não encontrasse, era quase como se ela não existisse. Mas eu tinha certeza da mudança dele, eu conhecia meu irmãozinho como ninguém, quem mais fora eu, perceberia tal mudança?
“Hilda, você anda com essa cisma, de que tem alguém, sempre me perguntando quem é ela, de onde ela é.”
Eu não aceitei a resposta, que idiota:
“ela vai estar na festa? Vai me apresentar? Provavelmente eu vou querer matar ela.”
Virei pra frente, não queria olhar mais pra ele, babaca, lindo, mas babaca. O idiota ainda ficou me encarando, com aquela cara de anta.
“vamos ou não pra festa? Não me arrumei atoa. Comece logo a dirigir esse carro!”
Provavelmente se eu não falo iriamos ficar ali, a noite toda. Será que ele pensa que sou o que, me arrumei lindamente, pra destruir qualquer garota naquela festa com minha beleza, e ele me faz esperar, que inferno. Pior que a resposta dele me deixou mais intrigada, esperar ver essa garota pra ter minha resposta.
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