Meu nome é Omero, sou de uma família nada conservadora, a não ser se tratar de “assuntos de família”, sou meio siciliano meio português, meu pai é procurado pela policia, cresci em meio a pessoas que muitos teria medo de apenas olhar, meu nome meu pai quem escolheu, como quase tudo na minha vida, ele me deu esse nome por causa de um poeta antigo, “Homero” que a existência nem é comprovada, meu pai sempre foi meio estranho nessas coisas, pois nunca leu nem Shakespeare, mas nunca pergunto porque ele quer ser assim excêntrico já que seu “trabalho” precisa de uma abordagem mais direta. Minha mãe por outro lado, se pode-se teria lido todos os livros que existem, desde poesia até matemática avançada, ela sempre foi muito esforçada, mas nunca deve condições de estuda, concluiu o ensino padrão com muito esforço, mas em questões de amor e carinho duvido q exista alguém de maior coração, sempre ao meu lado em todas as escolhas, desde que profissão seguir até o corte de cabelo, mas a parte da profissão num iria mudar muito ela está ao meu lado, pois era certo o que eu iria fazer, seguir os passos do meu pai, sendo certo, ou certo na visão da minha família, sempre me pego no pensamento de se aquilo era o que eu realmente queria, se eu tinha nascido para aquilo.Mas minha vida nem tinha começado, eu te certa forma era apenas uma criança (nem tão criança assim) meus 21 anos era o que perto da minha vida toda, talvez podia ser perto do fim, na minha família o final as vezes chegava aos 30, mais em muitos casos se eu fosse esperto passaria dos 50, é apenas questão de sorte, mas aquilo tinha que acontecer, eu sempre via ela passando na frente da minha casa, todos os dias, um cabelo castanho que me deixava hipnotizado, nossa ela nem me via, ela era irmã de um amigo meu, ele nem era tão próximo assim, apenas jogávamos bola junto, mas o estranho foi mesmo no dia que eu resolvi falar com ela, eu fui muito idiota só pode, cheguei nela e disse:“você é a irmã do Diogo, certo?” – e veio o estrondo, ela me olhou com uma cara de “esse idiota ta falando serio?”, putz eu não conseguia acreditar que merda q eu fiz, mas ela começou a ficar vermelha e suar, nossa será que eu escolhi um dia ruim, ela devia estar doente e um idiota parou ela na rua sem nem saber o que falar, ainda tendei conserta as coisa dizendo:“você está bem? Você está suando muito, está passando mal?” – mas eu acho que estraguei tudo constrangendo ela, pois ela não disse nada, e pior saiu praticamente correndo, nossa, depois disso acho que nunca mais vou falar com ela, que merda que eu fiz, devia ter esperado um pouco mais, que droga, queria me isolar de tudo, fiquei apenas vendo ela indo andando apresada , fiquei apenas com uma dor, uma dor no peito.