
Darcy abriu os olhos ao ouvir os passos na escada. Saiu da posição que usava para meditar e levantou-se, aguardando a sua visita. Depois de tantos dias em silencio, Wickham vinha para espezinhá-lo para tentar lhe quebrar o espírito. Mas, como sempre, ele não conseguiria.
Ficou estupefato quando acordou e viu que estava na adega em Pemberley. Usara muito o lugar para se esconder de seus tutores quando criança. Um rosnado subiu pela sua garganta ao lembrar-se que sempre estava acompanhado nisso por Wickham.
No mesmo momento que acordara, sentira a falta de sua espada e do sobretudo que usava sempre. Além da carta de Elisabeth levada junto.
—Então Fitz... como se sente depois de tantos dias nesse buraco? Com fome? Com sede? Amaldiçoando o dia em que você me tomou tudo? Quer implorar por sua morte?- perguntou Wickham ao chegar a adega.
Darcy nem olhou para ele.
—Prefiro morrer antes do que implorar algo a você.
—Sempre obstinado. Sempre orgulhoso. — Wickham se aproximou das barras de ferro. Ele segurava um papel dobrado na mão. Darcy olhou para seu antigo amigo e odiado inimigo. As marcas da praga já se tornavam visíveis. Sua pele apresentava uma coloração cinzenta. Vários sulcos marcavam seu rosto e sua cabeça mostrava as falhas pela queda dos cabelos. Apenas seus olhos ainda eram vivos e brilhantes. Brilhavam com um ódio indizível.
— Eu ainda não sei o que vou fazer com você... Será que eu acabo com o seu sofrimento de uma vez, apenas para ver seu olhos me fitarem pela última vez enquanto eu cravo minha espada em seu coração?
Darcy não disse nada continuando a olhar para frente totalmente imperturbável.
— Ou devo transformar no que você mais odeia e deixá-lo andar por Derbyshire até você ser morto por seus próprios soldados?
— Eu não temo nenhum desses destinos, George! Qualquer alternativa é preferível a continuar ouvindo você.
— É claro... Você é o corajoso e implacável Coronel Fitzwilliam Darcy. O terror na batalha de Manchester. Versado nas mais letais artes marciais e profundo conhecedor das mais diversas armas de guerra.Nada o amedrontaria, a não ser... — então Wickham passou o papel com deliberada calma pelo vão da grade, depositando-o aos pés de Darcy. Bastou um único olhar para que Darcy reconhecesse a letra de Elisabeth. Procurou disfarçar sua emoção.
— Eutive uma ideia! E se eu reunir todo o meu exército e for para Hertfordshire? E deixo você aqui, na sua casa ancestral? Vivo.Imaginando o que aconteceria com a bela senhora Darcy. Tão corajosa... Mas incapaz de lutar sozinha contra um exército de mortos-vivos. Sua pele macia sendo repetidamente mordida, até que nada restasse dela. Ou, com apenas uma ordem minha, ser trazida a minha presença. Para o meu bel prazer...
—Canalha! — Darcy saiu de sua imobilidade e avançou contra as grades, lívido de ódio. — Eu vou despedaçar você inteiro Wickham.
— Uma brecha na armadura prateada... Uma brecha que aumentará e lhe consumir a cada minuto em que você pensar no quanto eu me aproximo mais e mais de sua esposa.
Wickham saiu dizendo essas palavras enquanto Darcy sacudia as grades furioso.
— Wickham! — ele gritou enquanto seu inimigo subia as escadas. -Wickham! Ah! — em sua frustração, Darcy se jogou contra a porta como se assim pudesse abri-la. Como uma fera começou a andar em círculos.
Então, um painel contendo garrafas de vinho se deslocou para o lado e alguém entrou. Darcy só esperava que não fosse nenhum não mensurável. Pois um sempre atraia outros e os ruídos que eles fariam não o deixariam dormir.
Mas não foi a figura decrépita de um morto-vivo que ultrapassou o vão na parede. E sim um chinês alto que empunhava uma longa espada. Seus olhos pequenos percorreram o ambiente ate darem com Darcy o olhando fixamente.
— Quem é você?
— Wu Chang. Discípulo de mestre Liu do templo Shaolin. Você é Coronel Darcy?
— Sim.
— Maldição! Encontrei honorável marido. — Ele rompeu o cadeado comum único golpe e Darcy saiu em seguida.
— Obrigado. Eu não sei o que eu lhe fiz para você me odiar. Gostaria muito de ficar e conversar, mas tenho que impedir Wickham de ir até Hertfordshire.
— Honorável coronel, não é uma questão de odiar ou não, embora eu tenha motivos para isso, mas acho que temos assuntos mais urgentes agora. — Chang guardou a espada. — Porque se eu encontrei honorável coronel, Huang Mei encontrou líder dos mortos que andam.
— E quem é Huang Mei?
— Honorável senhora Darcy. — Chang revelou
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