Capítulo 64 – A verdade

Horas antes...

—Wendy venham você e sua irmã aqui para a cúpula do tempo. – Disse a voz de Chronoa telepaticamente para a azulada. A garota ainda estava furiosa e confusa, não entendendo nada do que sentia.

Pelo que Ash havia comentado, Koorishiro tinha ido cuidar de Katsu, que ainda estava com problemas por causa dos novos poderes. O moreno tinha ido comprar sorvete para ele se acalmar um pouco.

—Sim, sensei – Respondeu a azulada, afastando todos os pensamentos confusos de sua cabeça. Só então que ela notou que Chronoa parecia nervosa.

Ignorou esse fato naquele momento. Ela começou a andar na direção da cidade, na intenção de procurar por Mavis e Ichigo, já que sabia que eles estariam juntos.

—Onde será que eles estão? – Questionou Wendy, procurando por todos os lados.

—Quem? – Questionou uma voz conhecida atrás dela. Ela reconheceu Ash pelo cheiro dele e do sorvete de morango que segurava na mão. A azulada se virou, pegando o sorvete, como uma criança e começando a devorar o doce gelado.

—Mavis. A sensei nos chamou para ir a cúpula. Deve ser alguma missão. – Comentou a azulada, tentando esconder seus sentimentos naquele momento. – Isso é bom. Eu preciso espairecer um pouco os pensamentos. – Ela come outra colherada generosa do doce. Ash concorda com um aceno de cabeça.

—Acho que vi eles indo para a guilda. – Comentou o moreno, coçando o pescoço, como se fizesse esforço para lembrar. — Mavis parecia bem estressada.

—E você não queria que ficássemos? – Questionou a azulada, em tom acusatório. – No dia do casamento dele com a sensei conversamos um pouco. Ele me contou a história de meus pais. Aquele dragão maldito falava comigo, sabendo que eu era filha dele, e mesmo assim, não me revelou nada!

—Wendy… — Ash tentou achar algo para falar, falhando. A garota apenas jogou o pote vazio do doce numa lixeira próxima.

—Vamos, tenho que achar a Mavis ainda. – A garota sorriu para ele e saiu andando na frente. O moreno deu um suspiro e assentiu. Aquele era o sorriso mais forçado e falso que já vira da dragoa.

Ash olhou para ela, sendo que notou algo estranho no pescoço da azulada. A marca que ligava eles como companheiros havia estranhamente desaparecido. O moreno normalmente não estranharia isso, pois era possível oculta-la, porém achou estranho que não sentia a energia de Wendy vindo para ele.

E quando ele olhava para ela, sentia que faltava algo importante...

...

—Mavis-chan, você precisa se acalmar um pouco. – Comenta Ichigo olhando para a companheira, que irritada, pisava duro no chão.

Mavis era mais explosiva, não conseguia controlar seus sentimentos muito bem, então era facilmente possível de ler todas suas emoções apenas olhando para sua face. A loura deu um olhar cortante para Ichigo, que sentiu a espinha gelar.

—Porque ao mesmo tempo que eu quero mata-lo eu quero entender ele? Ao mesmo tempo que quero soca-lo, quero abraça-lo e chama-lo de papai? – Ichigo ficou com uma gota na cabeça. Nisso Mavis parou e olhando para o chão, comentou – Porque ao mesmo tempo que o odeio, eu o amo?

Ela disse isso num tom de voz baixo, mas Ichigo ouviu bem. Ele parou e olhou para a companheira, estando atrás dela. Nisso, notou que a marca dele no pescoço dela havia sumido, o que o fez arregalar os olhos.

—Mavis... – Quando falar algo, foi interrompido, pois viu sua mão chegando.

—Mavis! – Ela parou ao lado de Ichigo. – Precisamos ir para a cúpula do tempo.

A loura se vira curiosa.

—Por que?

—Não sei bem… A Kaiou-shin só pediu que nós fossemos até lá. – Respondeu a azulada. Mavis suspira de forma profunda, para depois assentir.

Nisso, Wendy pega seu pergaminho, e o usa para abrir um portal para a cúpula do tempo. As duas entram no portal, deixando Ash e Ichigo para trás. O filho olha para o pai.

—Pai… A marca delas…

—Sim. Sumiram.

...

As duas chegam na cúpula do tempo, encontrando com outras três garotas. A Kaiou-shin, uma garota idêntica a uma versão mais nova da Wendy, e uma garota com roupas negras e cabelos rosas. Chronoa e a rosada não pareciam contentes ao olharem para as irmãs, e a “Wendy” estava com uma sensação de estar deslocada do mundo ali.

Wendy e Mavis começaram a se aproximar, quando de repente, as duas são atingidas por algo, fazendo com que fossem atiradas contra o chão. Wendy rosna, e quando vai se levantar, sente alguém pressionando seu rosto contra o chão, usando o pé.

—Ora sua... – Wendy rosna, porém, sente a pressão sobre seu rosto aumentar ainda mais. A azulada olha para Mavis, e nota que ela está na mesma situação, porém, a rosada está em cima dela.

—Nos solte! – Esbravejou Mavis, tentando se levantar. – Agora!

—Tsc... – A rosada estralou a língua, de maneira irritada. – Você me lembra a vaca da sua mãe.

Wendy tenta fazer força, para conseguir se levantar, porém, a garota continua a prendendo contra o chão.

—ME SOLTA PORRA! — Gritou a azulada furiosa.

—Você é o que? Uma cópia feminina adolescente de seu pai? – Questionou a loira que a prendia achando graça.

—Aquele homem não é meu pai! – Tudo o que Wendy conseguiu notar a seguir, foi que estava sendo erguida pelos cabelos.

—Ela puxou a teimosia também... O que Ayeka diria da filha dela? – Uma das mãos da loira brilhou, e ela encostou-a nas costas de Wendy, fazendo a azulada brilhar. Quando o brilho parou, a azulada tinha voltado a aparência de quando tinha 14 anos.

—O que você fez?! – Questionou a azulada surpresa.

—Tirei a magia que você colocou em si própria para forçar seu crescimento. – Nisso ela solta Wendy, e a joga para frente, fazendo a garota tropeçar, caindo no chão... Nua. Ela não se importou com isso naquele momento. Encarou sua captora. Era uma garota loira, com olhos dourados e um vestido branco. “Lembra um pouco a Mavis...” Pensou Wendy.

Um brilho atraiu a atenção da jovem, e nisso, viu Mavis se debatendo, também nua e parecendo mais nova, debaixo da rosada.

—Porque estavam usando magia para parecem ser mais velhas…? – A rosada saiu de cima de Mavis, ficando ao lado da primeira loira. Mavis corre e fica ao lado de Wendy. – Vocês deviam colocar alguma roupa.

Nisso, as duas se olham, notando que estão completamente nuas. Elas coram, porém, não dizem uma palavra sequer.

—Ayeka, vá pegar algumas roupas para elas. – Pediu Chronoa para a azulada que estava ao seu lado. Jovem, mesmo sem entender muita coisa obedece, e sai dali rapidamente. – Vocês duas poderiam ao menos ter o pai de vocês explicar. Mas como são uma cópia dele, obvio que nunca iriam deixar. A teimosia corre no sangue da família.

—Não finja que sabe sobre o que passamos. – Rosnou Mavis, furiosa, tampando as partes intimas com as mãos.

—E vocês levaram em conta o que o pai de vocês passou? – A rosada questiona irritada, atraindo a atenção das duas. – Acham mesmo que vocês seriam abandonadas sem um motivo? – Ela estreita os olhos, assustando um pouco as duas dragoas – Acham mesmo que o pai de vocês ficaria à beira da loucura e depressão por ter deixado a mulher que ele amava morrer e abandonar as duas filhas a própria sorte por pura diversão? Vocês duas não merecem metade do amor que ele tem por vocês!

—Nós duas viramos companheiras do pai de vocês logo depois da morte de Ayeka. – Explicou a loira. – Eu sou a Oshino Shinobu Marvell Vermilion.

—Krul Tepes Marvell Vermilion. O sobrenome é familiar? – Questionou Krul, ironicamente, ainda bastante enfurecida. – Eu fui a pessoa que ensinou ao seu pai tudo que ele sabe atualmente. Se ele é um exímio guerreiro e mago, é por que eu ensinei. Então não tentem me atacar, se não quiserem passar vergonha.

Antes que as duas pudessem falar alguma coisa, Ayeka volta com as mudas de roupas pedidas por Chronoa, que estava sentada em uma cadeira, acariciando a barriga. A pequena entregou um vestido azul com detalhes amarelos e uma calcinha para Wendy, enquanto para Mavis, uma calcinha branca, e o seu antigo vestido cheio dos babados.

—Se vistam. – Shinobu disse seca. As duas obedecem, mesmo estando furiosas e confusas.

—Pronto! O que querem agora?! – Wendy explodiu, olhando para as duas.

—Vamos contar a verdade sobre o passado de vocês. Algo que seu pai quis esclarecer, mas vocês não deixaram. Ayeka, é bom que você escute isso também. Tem haver com você. – Krul disse, se sentando em uma cadeira que havia ali. A jovem azulada se senta no chão, sendo que as outras duas, mesmo sem opção repetem o ato. – Sabe, ele deve ter contado que uma vaca que ele foi casado por um certo período. Acredito que ele tenha dito que ela era a sua mãe, Wendy.

—Sim, foi que ele disse. – Concordou a azulada, um tanto mais calma.

—Tudo começou antes. Logo depois que ele, por teimosia, saiu debaixo da asa de Yukiko-sama, ele veio para essa Earthland que vocês vivem. Viajou sozinho por alguns séculos, até que se instalou na cidade que a antiga Blue Skull tomava conta.

—Magnólia… — Murmurou Mavis, se recordando da antiga guilda que derrotou, marcando o início da Fairy Tail.

—Exato. – Shinobu assumiu a narrativa. – Naquela época a Blue Skull tinha acabado de chegar, e ainda não era a guilda das trevas e tirana que você conheceu. Seu pai foi membro dessa guilda. Assim como eu e Krul também fomos.

—Foi nessa época que eu comecei a ensina-lo sobre tudo. Lutas, magias, rituais, sobre os próprios poderes que ele mal sabia usar, e sobre mulheres. – Disse a rosada com um sorriso pervertido e um tanto corada no rosto. – Se hoje ele sabe fazer uma mulher gozar, ele deve tudo a mim.

Nisso, todos ficam com uma gota. Chronoa estava observando um dos cristais, que mostrava Koorishiro conversando com Natsu, sobre os poderes demoníacos deles. Porém, mantendo certa atenção na conversa.

—Deixando isso de lado… — Shinobu deu um olhar mortal para Krul, que rosnou para ela. – Depois que essa cadela rosa ensinou a ele – Um “Hey!” de protesto foi ouvido – O Shiro conheceu três pessoas. Um garoto e duas garotas, consideravelmente mais novos que ele. Acho que na época ele tinha seus 20 anos, e o garoto e a garota uns 12. O garoto era um órfão, cujo os pais morreram em uma missão classe S. Se chamava Erebus. As garotas, que eram gêmeas, foram deixadas ainda bebê na porta da guilda se chamavam Ayeka e Yumi.

—Uma delas era minha mãe? – Questionou Wendy, se interessando na história.

—Sim. Uma delas era sua mãe. A outra… Bem, você logo vai entender. – Krul disse, mostrando que estava mais calma. – Esses três logo notaram que Koorishiro tinha um grande poder, e grande conhecimento, que ele herdou de mim e de sua avó. Logo pediram para que ele fosse o sensei deles…

—Ele aceitou? – Questionou Chronoa, que olhou interessada para as duas, mesmo que ainda estivesse de olho no esposo, que desenhava os círculos para o ritual de Natsu e Katsu na esfera.

—Relutante, mas aceitou. Ele não se achava tanto na época. – Shinobu deu de ombros. – No começo, as coisas iam bem. Os três aprendiam rápido. Só que logo complicações começaram a surgir. As irmãs começaram a ver o sensei delas de outra forma.

—Elas se apaixonaram por ele. – Afirmou Mavis séria. A loira apenas assentiu com um leve balançar de cabeça.

—E Erebus se apaixonou por Ayeka. – Completou Krul rapidamente.

—Minha… Mãe? – Wendy olhou para ela incrédula.

—Exatamente. Naquela época, poucos homens tinham haréns. Somente pessoas de grande poder, e extremamente ricas na época. – Shinobu explicou. – E diferente de hoje, o Shiro não tinha tanto dinheiro na época. E não era como se ele estivesse interessado em um harém.

—Mas ele sabia que amava mais de uma mulher, porém, como sua mãe tinha-lhe ensinado desde pequeno que um homem pertence a apenas uma mulher, ele nunca se interessou. – Disse Krul. – E embora até hoje eu acredite que ele sentia admiração por Yumi, ele escolheu Ayeka. E ela já havia sofrido muito em vida. Então ele começou a fazer diversas missões e juntou bastante dinheiro.

—Quando ele chegou em uma certa quantia, lembro que brinquei que ele podia construir uma ferrovia com aquele dinheiro… — Shinobu comentou com uma pequena risada. – E foi exatamente o que ele fez. Hoje, a ferrovia se chama Estrada de Ferro Sorocabana.

—Meu pai fundou a segunda maior ferrovia de Fiore?! – Questionou Mavis surpresa.

—Pode não parecer, mas você herdou seu lado estrategista dele. – Disse Shinobu sorrindo para ela. – Mas isso não vem muito ao caso. Ayeka tinha acabado de fazer 14 anos quando engravidou… Yumi tentou entrar no quarto com ela e Shiro, porém, ele não deixou. Disse que não era certo fazer aquilo com ela, sendo que não sentia nenhum sentimento por ela. Ela ficou louca de raiva.

—Nove meses depois, descobrimos que seguindo a genética, nasceram duas gêmeas. Uma era Wendy, que Ayeka escolheu o nome e a outra era Azusa, que foi o Koori que escolheu o nome. – Comentou Krull, parecendo perdida em pensamentos. – Foi quando tudo começou a dar errado.

—Na época não sabíamos, mas Yumi havia enlouquecido por ter sido rejeitada. E Ayeka estava mais fraca pelo parto. Então em uma noite Yumi entrou em seu quarto, ameaçado a matar. – Shinobu disse.

Enquanto isso, Chronoa notou que Koorishiro havia terminado o ritual, e falava sobre algum perigo para Ash. A Kaiou-shin sentiu um mal pressentimento.

— “Pode me matar, se achar necessário. Mas prometa que vai tomar conta de minhas filhas…” foi o que sua mãe pediu antes de ser morta por Yumi. – Explicou Shinobu – Quando Shiro entrou no quarto, ela inventou uma história que assaltantes haviam matado a irmã e a bebê Azusa, que estava no quarto. Nisso, só sobrou Wendy.

—Minha tia matou minha irmã e minha mãe? – Questionou Wendy. – Mas porque ele me disse que minha mãe era Yumi!?

—Quando dragões enlouquecem pela perda da companheira, suas memórias ficam confusas. Isso deve ter ocorrido com seu pai. – Krull disse, amargamente. – Depois disso, Yumi se aproveitou que seu pai estava enlouquecido, e se passou por Ayeka, vestindo as roupas dela e tudo mais.

—Mas ela também havia enlouquecido. Então fez coisas horríveis. Como vender seu sangue para Demigra, e abandonar seu pai numa luta contra o mesmo. – Disse Shinobu. – Logo depois de engravidar Ayeka, seu pai, depois de uma festa que ele ficou muito bêbado, engravidou sua mãe Mavis. Por isso, apenas Ayeka sabia, mas o Shiro estava em um triângulo amoroso

—E-entendo. Então minha mãe não é a mesma da Wendy mesmo.

—Não, não é. – Krull comentou, meio seca. – Vocês estavam com uns três meses quando tudo ocorreu. – Chronoa estava assistindo a luta de Koorishiro contra Thanatos. – Demigra atacou, e seu pai foi lutar contra ele.

—Porém, foi justo quando a loucura o cegou. Ele percebeu que Yumi não era sua amada Ayeka, até hoje, achamos que ele a matou, mas nunca tivemos certeza. Em alguns minutos de sanidade, ele ajudou o Kaiou-shin da época a selar Demigra, e voltou, dizendo que precisava proteger as últimas razões dele viver. Vocês duas.

—Nisso, entregou Wendy a Igneel e Grandeeney, e Mavis para um casal de humanos em uma ilha em Tenroujima. Isso depois de matar Yumi, e Erebus passar a odiá-lo, virando mestre da Blue Skull e treinando aquele mestre que você enfrentou na época, Mavis. – Disse Shinobu.

— E ele ficou hibernando por todo esse século, enquanto Igneel e Grandeeney tiveram que colocar você, senhorita Wendy, em animação suspensa por causa de Acnologia.

—Você disse que ele estava querendo proteger a gente…, mas se ele havia selado Demigra, e matado minha tia… do que ele queria nos proteger? – Questionou Wendy.

—Dele mesmo. – Shinobu respondeu, admirando o chão. — Sabe… Ele temia que a loucura dele permitisse que ele fizesse algo contra vocês.

Antes que qualquer outra pergunta fosse feita, elas escutem um grito vindo de Chronoa. Elas se viram rapidamente, sendo que notam que a Kaiou-shin estava encarando uma das esferas. Nisso, todas correm para onde a mulher estava, dando de cara com a luta, sendo que naquela altura, Koorishiro já estava à beira da morte.

—Koori? – Questionou a recém batizada Ayeka, tremendo de medo. As várias espadas começam a atingir o corpo do albino. Todas entram em estado de choque, quando ele chama por Azusa.

Logo em seguida, conseguem ver ele, e ela caindo após ter sua máscara quebrada. Logo veem ele tirando as espadas do tórax e abdômen, para se arrastar, enfraquecido até a garota desmaiada. Quando chega até ela, uma rajada de KI atravessa seu peito, destruindo seu coração.

Quando isso ocorre, um silêncio insuportável ocorre na cúpula, até as lagrimas de Chronoa começarem a vir.

—A-Amor...? – Chamou ela, tocando a esfera que transmitia a imagem. Um tremor começa a ocorrer. – K-Koori... P-pare de brincar… Você está me assustando!

Um tremor começa a ocorrer, sendo que uma montanha ao fundo explode assustando a todas. Krull rapidamente corre até ela, dando um golpe no pescoço dela, a fazendo desmaiar e o tremor cessar.

—I-isso é culpa nossa. – Wendy cai de joelhos no chão. – Se tivéssemos deixado ele explicar isso não…

—Não adianta se culpar agora. Temos que caçar esse desgraçado que o matou – Todas notam que as lagrimas caem dos olhos da rosada sem parar. – Esse imbecil… porque foi lutar…

—Por que dói tanto… é como se eu o amasse a séculos… — Chora Ayeka, apertando o seio esquerdo.

Nisso, um portal se abre, e dele sai um homem com cabelos castanhos escuros, olhos dourados, com uma armadura, trazendo consigo Koorishiro e Azusa nos braços.

—Ryuusou… — Murmurou Shinobu, com as mãos nos ombros de Mavis, numa tentativa de ampara-la.

—Você… é a reencarnação da primeira Ayeka, a primeira esposa de meu otouto. – Explicou ele, colocando Koorishiro e a azulada no chão.

—Eu sou a Ayeka… dele? – A garota questionou confusa. – Mas eu não lembro de nada, eu…

—Não se esforce. Suas memorias iram voltar gradativamente, agora que conhece a história real. – Ele coloca Ayeka ao lado de Koorishiro.

—Ryuusou, essa é a Ayeka?! Não é possível! Ela morreu! Eu vi o enterro! – Exclamou Krul sem acreditar. – Você também viu, estava lá!

—O que vimos foi um caixão ser enterrado. Não vimos o corpo. Quem cuidou dessa parte foi…

—A cadela da Yumi! – Rosnou Shinobu furiosa.

Wendy e Mavis se aproximaram do pai, deitando sobre ele, enquanto se sujavam com o sangue que havia nas roupas e no corpo do dragão celestial. Todos os outros estavam em silêncio, enquanto escutavam o choro das duas filhas do dragão.

De repente, raios tomam conta do corpo do mesmo, sendo que ele começa a se decompor de maneira alquímica, saindo partes por partes.

—Uh? – Wendy olha para aquilo, vendo o pai sumir diante de seus olhos. – Papai? Não… não o levem! NÃO O TIREM DE MIM!

Ela correu para abraça-lo mais uma vez, porém, o corpo já havia sido decomposto. Ryuusou rosnou com raiva

—Verdade…

Na frente da Fairy Tail, um forte brilho ocorre, e uma garota, desenvolvida, com cabelos azuis cai em frente a guilda. Curiosa, ela olha para os lados, e se pergunta:

—Onde eu estou?