Amor de Dragon Slayer
34 034- Um treino para a Fairy Tail
Notas iniciais
034- Angústia de Grandeeney
Enquanto isso, em Magnólia, numa casa embrenhada na floresta, uma mulher de cabelos alvos, olhos azuis, um longo vestido branco, e pele clara e macia, andava de um lado para o outro, aflita.
Cherria olhava para Grandeeney andando de um lado para o outro, enquanto segurava a filha de Sherry em seu colo, esta que assistia sua nova mãe angustiada. Grandeeney havia dado o nome de Yuno para a pequena.
—Mamãe, calma, são eles, não vai acontecer nada de ruim. — Disse Cherria, numa tentativa falha de acalmar a dragoa. Grandeeney olhou para ela.
—Eu sou mãe de todos eles, portanto tenho que estar preocupada, é minha obrigação. — Disse Grandeeney, ainda aflita.
Ao ouvir isso, Cherria ficou desconfiada, e quando foi perguntar, viu Igneel chegando. O dragão parecia estar normal, não demonstrando seus sentimentos em expressões, porém mal conseguia relaxar, preocupado com os filhos.
E ver a aflição de Grandeeney não ajudava no ânimo do rei Dragão de fogo.
—Gran? — Ela olhou para ele, e veio correndo na direção deste se jogando em cima dele, que recebeu ela num abraço apertado. — Grandeeney…
—Eu não sou uma boa mãe… — Disse ela, num resmungo alto, sendo que Cherria ouvia tudo atentamente. — Não pude nem contar a verdade aos meus filhos, não consigo me lembrar de quando eram bebês, e ainda por cima deixei que eles fossem colocar a vida em perigo por minha causa.
Cherria sentiu um grande aperto no coração. No fundo, queria ter acompanhado Katsu e os outros, porém, este a proibiu:
“Cherria se aproximou da carruagem que levaria os Dragon Slayer, porém Katsu e Natsu entraram na frente, deixando-a confusa.
—Se você pretende ir a algum lugar, pode esquecer mocinha. — Disse Katsu sério.
—Mas…
—Sabe, Katsu e eu não queríamos levar nem a Wendy nem a Mavis, uma vez que é muito perigoso, e queremos mantê-las a salvo, mas o que elas têm de pouca altura e fofura, elas têm de teimosia. — Disse Natsu.
Katsu passou a mão na cabeça da rosada, que tinha lágrimas nos olhos.
—Eu vou salvar nossas duas irmãs, e por isso não quero por mais uma em risco. Fique aqui, Cherrinha. — Disse, de forma aconchegante. — Nós vamos voltar eu prometo.”
Nas horas que se passaram a isso, e durante a noite também, Cherria chorou o tempo inteiro, sem pausa, seguindo o exemplo de sua mãe, Grandeeney. Quando amanheceu, resolveu cuidar um pouco de Yuno, que não entendia nada, apenas sorria quando via ela ou Grandeeney.
Mesmo estando em péssimo estado, Grandeeney e Igneel usaram uma magia antiga, transformando a bebê em dragão, em uma filha de sangue deles. O mesmo foi feito com Cherria, a pedido dela, já que queria ter o sangue de Grandeeney e Igneel correndo em suas veias.
—Acho melhor irmos na guilda, para ver se você se anima um pouco, meu amor. — Disse Igneel, acariciando o topo da cabeça dela. — Você adora o clima mais divertido de lá, isso deve te deixar mais animada.
Grandeeney assentiu, mas ainda assim, tinha uma expressão triste no rosto.
…
Pouco tempo depois, o quarteto chegou na Fairy Tail, e estranhou o clima calmo e ameno. Não havia brigas, confusões, ou uma festa. Estava calmo, com os membros andando por ali, apenas, não fazendo mais nada.
Makarov estava sentado no balcão, apenas observando a pouca movimentação da guilda, e estranhando tudo isso.
O calor e a animação da Fairy Tail pareciam ter ido embora junto com Natsu, Katsu, Gajeel e Gray, enquanto toda a parte fofa e calma da mesma tinha ido junto com Wendy, Mavis, Levy e Juvia.
Sendo que também que o poder de fogo da Fairy Tail estava reduzido pela metade. E isso preocupava Makarov. Sofrer um ataque naquela situação era arriscado, uma vez que não queria ter que optar pelo poder dos dragões, pois queria evitar o caos e a destruição excessiva.
E foi pensando nisso, que viu Grandeeney e Igneel chegarem a andarem até ele, seguidos por Cherria e por Yuno, que observava tudo.
—Grandeeney, Igneel — Cumprimentou o velho, recebendo um discreto cumprimento de volta. — Parece que podemos entrar em uma crise.
—Uma crise? — Questionou Igneel descrente.
—O poder de fogo da Fairy Tail está reduzido, e os membros estão muito acuados. Sofrer um ataque agora seria nossa ruína. — Explicou Makarov. — Vocês poderiam usar seus poderes, porém a destruição seria grande, e poderia causar desordem e caos pela cidade, já que os citados não devem ter noção que temos dragões andando entre nós.
Igneel fez uma expressão que entendimento, ao colocar a mão no queixo, e olhar para o chão pensativo. Grandeeney ficou quieta, olhando cada canto do prédio em silêncio.
—Isso é verdade… — Resmungou Igneel. — Talvez devemos iniciar um treino coletivo, aumentar a força de nossos membros.
—Acho que é uma boa ideia. — Eles ouvem a voz de Laxus atrás deles, e quando olham veem ele, Lisanna, Mirajane e Elfman. — Eu sempre achei que confiamos muito no time principal, e temia que todos ficassem acomodados, e ficarem nas costas da linha de frente da Fairy Tail.
—Se pensemos por esse lado, é verdade, mestre. Todos ficaram confiantes demais que apenas o time principal poderia resolver as coisas — Completou Mira com um aceno de cabeça. — Principalmente depois da volta da primeira.
—Com a volta dela, Natsu e os outros ficaram ridículos de forte, e todos acabaram oscilando e deixando de treinar com afinco. — Disse Lisanna, descontente. — São poucos que tem aumentado seus níveis, como a Bisca, a Yukino, o Rogue, o Sting e a Erza.
—Ouvir dizer que a Lucy tinha conseguido aprender um tipo de magia nova. — Disse Elfman. — Mas não arrisco dizer que é verdade.
Makarov ficou ainda mais tentado a aceitar a proposta de Igneel ao ouvir as declarações dos membros. Ele coçou o bigode de leve, e ficando de pé no balcão, chamou a atenção de todos, e disse em voz alta:
—Devemos colocar a Fairy Tail nos trilhos de novo, senão a guilda mais forte, será apenas uma Guilda comum. — Disse Makarov. — Para começar todos nossos membros devem estar no nível de Natsu e dos outros, ou ao menos próximo. Lembrem-se que estamos em guerra, mesmo com essa paz, uma vez que nossa fundadora e companheiros estão em território inimigo. Vamos começar um treinamento forte e árduo, para conseguir alcança-los.
Nisso Erza se pronunciou:
—Eu estou de acordo que Igneel-sama, Grandeeney-sama e Metalicana-sama nos treinem. Eles que deram os poderes e treinam Natsu e os outros. Se quisermos estar no nível deles, devemos seguir os seus passos. — Disse Erza, usando um argumento válido. Makarov olhou para os dragões, que estavam um pouco surpresos.
—O que me dizem? — Perguntou Makarov, esperançoso.
—Bom, por mim tudo bem. — Disse Igneel, despreocupado. — Ajudar os humanos sempre foi algo de minha obrigação.
—Tudo bem, eu ajudo — Disse Grandeeney, um pouco mais animada. — Não posso ajudar tanto com magia de ataque, mas posso ajudar com magia de suporte, que é igualmente importante.
—Contem comigo! — Exclamou Metalicana feliz. Igneel sabia que por dentro, a dragoa sofria tanto quanto Grandeeney.
Todos sorriram, com exceção de alguns membros.
—Então eu acho que finalmente vocês podem, se aceitarem, entraram na guilda definitivamente. — Disse Mira, sorrindo. — Assim, seriam como nossos professores.- Ela ergueu o carimbo. — Aceitam.
Os três dragões se olharam, e sorriram uns para os outros.
—Aye sir! — Exclamaram.
…
Após os dragões receberem as marcas, e começarem o treino, Lucy saiu da guilda, indo em direção à sua casa, um tanto entediada. Participaria dos treinos com Igneel, pai de Natsu, porém a loira decidira começar no dia seguinte.
Olhou para as chaves presas ao cós de seu short, e disse para si mesma.
—Eu consegui um novo tipo de magia, enganando aquele cliente imbecil. — Disse ela. — Não preciso mais de vocês. São apenas um estorvo para mim.
Continuou andando pensando no que fazer com as chaves, quando viu Yukino sentada em um banco em uma praça. Ela andou a até a albina, após ter uma ideia.
—Yukino-chan, foi bom ter te encontrado aqui! — Exclamou ela. Yukino olhou confusa.
—Lucy-sama? Por que diz isso?
—Bom, é que com toda essa agitação na guilda, eu acabei tendo um problema com minha magia celestial. Eu não posso mais invocar nenhum seiren, depois que aprendi uma magia nova para ajudar nossos amigos. — Inventou a loira, sorrindo internamente ao ver a expressão chocada da outra. — Eles são meus preciosos amigos, e não posso deixá-los nessas condições, por isso peco que você faça um contrato com cada um deles. Eu transfiro o contrato com Léo para você assim não teremos problemas.
Yukino ficou meio triste, pensando que Lucy não podia usar sua magia.
—Certo, Lucy-sama, eu farei isso, já que é um pedido tão importante. — Respondeu Yukino.
Fingindo chorar, Lucy deu as chaves para Yukino, e correu dali, fingindo estar arrasada. A verdade era que a loira morria de rir internamente, e se sentia aliviada ao saber que havia se livrado de algo que ela não queria mais a tempos.
—Agora que fiz isso, vou para casa, para poder voltar as minhas fantasias com o Natsu e o Katsu.
…
Rogue andava por Magnólia com Erza ao seu lado. Ele havia convidado a mulher para dar uma volta, após Poluscka ter dado um remédio a ela e Cana, que tinham ficando de cama, por causa de um remédio.
O moreno estava nervoso, pois estava apaixonado pela ruiva ao seu lado, pretendia se declarar para mesma já tinha algum tempo, mas lhe faltava coragem. Sua paixão tinha começado quando a viu pela primeira vez, quando ainda era da Sabertooth começou a sentir que tinha achado sua companheira.
E agora, convivendo no mesmo ambiente que a mulher seria mais fácil se aproximar dela.
Erza, por sua vez, nunca tinha se sentido tão nervosa quanto naquele momento. Dificilmente recebia convites para sair, talvez por sua personalidade mais forte, e o medo que muitos tinham dela.
Temendo ficar sozinha, havia decidido mudar um pouco, e agir de forma mais feminina. Erza se sentia muito atraída por Rogue, porém ainda tinha sentimentos por um antigo amor. Jellal. Mesmo que tivesse tido problemas sérios com ele, nunca deixou de ama-lo, apesar de sentir algo forte por Rogue.
Decidiu então ser justa. Não podia iludir o moreno, então tentou dar uma chance a ele, e tirar um pouco Jellal de sua vida, pois sentia que dificilmente conseguiria ter algo com o azulado.
—Então onde vamos? — Perguntou ela curiosa.
—Ouvir dizer que tem uma nova confeitaria na cidade, e que faz um ótimo bolo de morango. Pensei que gostaria de ir lá.
Erza vibrou de felicidade por dentro.
“Ele sabe como agradar uma mulher. ” Pensou contente.
Logo chegaram no local citado. Era um estabelecimento pequeno, com paredes pintadas num tom claro de rosa, com vários detalhes em branco. Mesinhas de aparência frágil, junto com cadeiras do mesmo porte, estava distribuída pelo local, de forma arrumada e uniforme. Por de trás do balcão, uma senhora idosa, cujo tinha um sorriso gentil e acolhedor nos lábios, junto um par de olhos pretos.
A senhora olhou para o casal, e começou a atendê-los.
—O que desejam? — Perguntou de forma educada.
—Um bolo de morango, e um de chocolate, por favor. — Respondeu Rogue.
—Certo, enquanto eu pego o pedido de vocês, podem se sentar, e ficar à vontade. — Disse a mulher, saindo logo em seguida.
Rogue e Erza andaram um pouco, e se sentaram, ficando um de frente para o outro. Os olhares de ambos se cruzaram, fazendo com que corassem, e desviassem o olhar rapidamente.
Nenhum dos dois sabiam bem o que conversar, devido ao nervosismo que sentiam. Após poucos momentos de silencio, a mulher leva até eles o pedido de ambos.
Nisso, Erza, mesmo estando muito corada começa a comer seu bolo, evitando olhar para Rogue o máximo que podia. O mesmo fazia a mesma coisa, porém tentava imaginar em algo para conversar com a ruiva.
—Sabe, você foi a primeira pessoa que me convidou para sair em anos. — Comentou Erza, tentando puxar assunto.
—Serio? Por que? — Questionou Rogue, confuso. — Uma mulher tão linda, forte e charmosa deveria receber mais pedidos do gênero.
Erza se viu encabulada com aquelas palavras. Nunca um homem tinha a elogiado desde modo. Olhou para o próprio colo, mais uma vez, sem saber o que dizer.
—Erza, você sabe como funciona com os dragões, não é? — Questionou Rogue, um tanto sério. — Quando nós nos apaixonamos, é uma única vez na vida.
—E-entendo — Foi a única coisa que saiu da boca ruiva.
—Eu sei que pode parecer inesperado para você, mas desde a primeira vez que cruzei meu olhar em você, me apaixonei por você. — Confessou Rogue, olhando nos olhos de Erza, que brilhavam. — Porém nunca tive coragem, ou oportunidade para me declarar. Quando entrei na Fairy Tail, percebi que a hora estava chegando. Esperei passar os eventos da guerra contra a Lamia Scale, para ver se conseguia a chance boa, e com um pouco de calmaria. Se bem que calmaria na Fairy Tail é raro.
Erza riu um pouco com o último comentário de Rogue, assentindo com a cabeça. A guilda de Mavis realmente não era a mais calma de Fiore.
—Sabe Rogue. Eu sinto a mesma coisa por você, apesar de já ter amado outra pessoa. Por muito tempo, eu fiquei acreditando que teria uma chance com ele, e criei esperanças de um dia poder ficar com ele. — Ela sentia um aperto no coração quando se referia ao Jellal. — Hoje eu percebo que nunca amei ele de verdade. Foi apenas atração excessiva. Eu realmente te amo, Rogue.
O moreno quase pulou de felicidade ao ouvir isso. Só não pulou, pois teve seus lábios tomados por Erza que lhe beijou rapidamente. Se beijavam devagar, aprofundando o beijo pouco a pouco, num ritmo apaixonado. Logo eles pararam, e se olharam, com ele sorrindo.
—Com isso estamos juntos? — Perguntou ele.
—Acho que sim. Agora você vai colocar a marca em mim como Natsu e Wendy fizeram?
—Sim, pois é ritual antigo e sagrado dos dragões. E isso te deixa mais forte, já que lhe permite usar todos os meus poderes, inclusive se tornar um dragão, se está for o desejo.
—Então é assim que é possível que um humano vire dragão? — Rogue assentiu. — Bom, acho que por enquanto não quero virar uma dragoa, mas quero ter a sua marca em mim.
Rogue sorriu de lado, e a beijou novamente, aproveitando o beijo como na primeira vez.
—Mas não quero que a Guilda fique sabendo agora, já que estamos em alerta para uma outra briga. Vamos esperar Natsu e os outros voltarem. Pode fazer isso por mim? — Pediu Erza.
—Se é o que você deseja, então por mim tudo bem. Mas podemos pôr a marca ainda hoje, pelo menos?
Erza sorriu, assentindo.
…
Numa casa, perto da floresta de Magnólia, porém ainda dentro da cidade, entra uma jovem correndo, afobada, somente para se esbarrar com um loiro.
—Yukino-chan? — Chamou Sting ajudando a albina se levantar o mais rápido possível. — Aconteceu algo?
Ela mostrou as chaves que Lucy lhe dera mais cedo, e explicou a história que a loira lhe contara, não ocultando nenhum detalhe.
—Como foi que isso aconteceu? Ela que sempre pareceu apegada a esses espíritos… — Comentou Sting.
—Eu sei… Eu prometi cuidar bem deles. Já até consegui fazer os contratos, e até mesmo com Loki, porém eles me pareciam tristes com ela… — Respondeu a albina, se aprofundando no abraço de Sting.
—Talvez seja porque ela perdeu a magia celestial. — Disse ele, confortando sua amada. Ele e a maga celestial já estavam juntos a algum tempo, mas ninguém sabia. Sting colocou a marca em Yukino, porém está pediu que ele guardasse segredo por algum tempo, pois ela não se sentia pronta para falar que estava namorando.
Sting desconfiou da história de Lucy, já que Natsu havia lhe dito para tomar cuidado com a loira, que poderia trazer problemas a todos.
…
Havia anoitecido, e Igneel, Grandeeney, Cherria e Yuno estavam em casa, com a dragoa mais velha dando mamadeira para a bebê.
Cherria resolveu que aquela era a hora de saber sobre algo que lhe consumiu durante o dia inteiro. Todos estavam sentados na mesa, e ela se levantou, chamando a atenção de Igneel e Grandeeney.
—Mamãe, de manhã, a senhora tinha dito que era mãe de todos eles. Pode me explicar isso por favor?
Igneel e Grandeeney se entreolharam assustados. O primeiro suspirou, e disse:
—Acho que chegou a hora de contar isso. Vamos te explicar tudo, mas não conte a eles. Deixe que nós faremos isso. — Disse Igneel.
—O que?
—Mavis, Wendy, Natsu, Katsu, Yumi e Sora são irmãos de sangue. Todos eles são nossos filhos. — Disse a dragoa, num tom sério.
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