Notas iniciais
Bom, vocês devem saber o motivo da demora. Eu disse no último capítulo. Não dizer muito aqui, mas peço que leiam as notas finais.

033- A viagem

Na carruagem que havia sido alugada para os Dragon Slayer conseguirem chegar até a mansão Draygin, o silêncio estava predominante. Ninguém falava, talvez, por nervosismo, ou por que não queriam incomodar Katsu, que estava pensativo. Mavis ia sentada em seu colo, com a cabeça reclinada no ombro do Dragon Slayer.

O que se passava na cabeça de Katsu, no entanto, era o que estava acontecendo com sua mãe, Grandeeney. Ela parecia sofrer muito por não se lembrar de nada de seus filhos. Deu um suspiro.

—Relaxa, cabeça de vento — Disse Natsu, acariciando os longos cabelos de Wendy, que tomava um sorvete, dos que havia ganhado de aniversário do irmão.

—Quieto bafo quente — Retrucou Katsu com um meio sorriso.

Todos deram um sorriso ao perceberem as provocações dos dois irmãos. Todos ainda estavam preocupados depois de toda a história contada por Grandeeney.

A suspeita que o pai de Katsu tivesse algo a ver com a crise sofrida pelos dragões era grande, quase como uma certeza. De momento eles ainda não podiam afirmar nada, visto que estavam indo até o mesmo para investigar, e ainda não tinham feito isso.

—Quantos tempo até lá? — Perguntou Wendy, olhando para a janela.

—Hoje lá pelo final da tarde já devemos estar lá. — Disse Katsu, abraçando Mavis por trás, e enterrando o rosto no cabelo da mesma.

Ela, ao sentir o que Katsu cheirava seu pescoço, se arrepiou, e soltou um gemido involuntariamente.

Todos olharam para ela, que estava completamente corada, mas parecia gostar da “carícia” que Katsu lhe fazia, já que agora ele estava lambendo o pescoço de Mavis lentamente.

—Ahn...K-Katsu...Ahn — Ela não conseguia dizer muita coisa entre os gemidos. Esfregava as pernas uma na outra freneticamente, enquanto os outros Dragon Slayer observavam a cena confusos.

Wendy se virou para Natsu que fechou os olhos. Ela estranhou essa ação do companheiro.

—Natsu-kun, o que eles têm? — Perguntou Wendy curiosa.

—Neste mês começa a temporada de acasalamento de dragões. — Disse Natsu. — São dois meses. No primeiro mês ainda é tudo bem calmo, já que os dragões não estão no ápice. No segundo mês, os dragões machos costumam ficar em cavernas, já que aí a coisa fica bem mais difícil de controlar. Se, no segundo mês, ele ver a sua companheira, ele é capaz de estupra-la por não conseguir se controlar.

Todos ficaram em silêncio ao ouvirem isso. Katsu parou de fazer as carícias em Mavis. Ele olhou atento para Natsu.

—E como se evita isso?

—Meu pai disse que é normal que os dragões fiquem em cavernas durante o tempo de acasalamento. Longe de suas companheiras.

Katsu assentiu com a cabeça, e fez Mavis se recostar nele, enquanto ela ficava sem entender bem o que tinha acontecido. Ela sabia que estuprar alguém não era bom, mas tinha certeza que Katsu não faria mal algum a ela.

—Faltam apenas alguns minutos para a mansão Draygin! — Anunciou o homem que conduzia a carruagem.

—Estamos chegando. — Disse Gajeel em seguida. — Tem certeza que está tudo bem?

Katsu assentiu.

—Agora a chapa vai esquentar.

Em uma sala, cheia de prateleiras, todas forradas de livros de todas as espessuras possíveis, atrás de uma mesa, cheia de papeis e documentos, havia uma confortável poltrona vermelha. Nesta, um homem de cabelos castanhos escuros, e olhos negros como a noite, e de expressão fria e vazia em sua face.

Dentro de seu vasto escritório, um dos empregados entrou, se ajoelhando à alguns metros da mesa do homem. O homem olhou para ele.

—Espero que tenha alguma notícia boa para mim, Saito.

O homem que entrou, na verdade, sendo um adolescente de cabelos azuis escuros, quase negros, usava uma camisa preta, calça preta, botas, e uma capa também negra. Ele tinha olhos azuis claros, e disse:

—Senhor Ferdinand, uma carruagem se aproxima — Comentou. — E nela tem o brasão da guilda de magos Fairy Tail.

Ao ouvir o nome da guilda, Ferdinand se levantou.

—Então meu filho veio até mim — Disse ele. — Tem mais alguém com ele na carruagem?

—Foram detectados pelo menos mais cinco jovens ali dentro com ele. — Explicou o adolescente, ainda de cabeça baixa. — O que devemos fazer?

—Por enquanto apenas deixe-o entrar. Dê aquela espada para ele, e mande-o me esperar na área principal junto com essas pessoas que estão com ele.

—Sim senhor — Disse Saito, saindo dali em seguida.

Ferdinand se virou para a janela, e disse para si mesmo.

—Aparentemente meu plano está progredindo muito bem. — Disse ele em um tom baixo, porém demonstrando satisfação.

Na carruagem, Katsu olhou para Yumi, e disse, um tanto preocupado.

—É melhor que você fique dentro do meu subconsciente, não quero que nada aconteça com você.

—Certo… — Murmurou ela tristemente. Num brilho, a pequena garota sumiu.

—Ela não parece muito alegre em ficar nessa condição. — Comentou Levy. Ela olhou para Natsu. — Você pode usar a magia que usou para trazer a primeira de volta ao normal nela, não pode?

—Posso, mas só posso fazer quando estivermos com o corpo dela. — Explicou Natsu. — Caso contrário não vai dar certo.

Ao verem que estavam na porta de entrada da mansão, Mavis disse, num tom autoritário.

—Temos que conseguir reunir máximo de informações sobre os dragões e as irmãs do Katsu-kun. Depois poderemos chamar a guilda — Explicou Mavis.

Nesse momento, o grande portão, emoldurado com adornos dourados. Katsu olhou pela janela, tentando ver quem estaria na guarda. Ele viu que era um antigo companheiro de treino e amigo leal que ali estava. Mas também sabia, que, antes de tudo, aquele garoto era, infelizmente, empregado de seu pai.

Por isso não foi surpresa ver o garoto uniformizado, e com uma espada estilo europeia, embainhada, nas mãos.

Quando a carruagem parou, o garoto se adiantou até a janela da carruagem, e olhando para Katsu, disse:

—Eu te ajudei a fugir daqui e você me resolve voltar… Eu deveria te socar, desgraçado. — Disse Saito, num tom amigável.

—Está para chegar o dia em que você vai conseguir encostar em mim, Saito. — Respondeu Katsu, no mesmo tom. Logo ele ficou sério, fazendo o clima ali ficar pesado. — Ele quer que eu batalhe contra ele?

—Sim, disse para você ir para a área principal com seus amigos, e esperar por ele lá. — Informou Saito também sério. Ele olhou para Mavis e os outros. — Eu não sei o que está acontecendo, mas contem comigo. E Katsu tome cuidado. Seu pai vira com tudo.

Katsu deu um sorriso de lado, enquanto abria a porta da carruagem, e descia da mesma, pegando a espada da mão de Saito. Ele olhou para uma janela, no alto da mansão, da qual havia um homem observando a tudo ali. Colocou a espada apoiada em seu ombro, e disse, de forma agressiva.

—Eu não vou mais fugir. Vou enfrentar meus problemas de frente, como um homem.

Após serem levados a área principal, eles esperavam de pé, olhando para uma escadaria colossal, enfeitada com adornos de ouro.

Wendy olhou para Natsu, com receio.

—Amor, eu sinto um péssimo pressentimento desde que chegamos aqui. Eu consigo sentir uma áurea terrível aqui. — Disse, segurando na mão de Natsu com força.

—Calma amor. Vai dar tudo certo, ninguém vai encostar em você. — Disse Natsu, tentando tranquiliza-la.

—Algo me diz que não ser tão fácil assim, Salamander — Disse Gajeel, rangendo os dentes.

—A cada minuto de espera eu fico mais preocupada. — Declarou Levy, tentando ficar calma.

Mavis não disse nada, apenas observava Katsu, que estava sério, olhando para o topo da escadaria com raiva. O sentimento do garoto podia ser percebido com facilidade, visto que mantinha sua testa franzida.

Logo um homem apareceu no topo da escada. Tinha a aparência de um homem de meia idade, cabelos louros escuros, olhos negros, e usava roupas sociais. Em sua cintura, uma espada japonesa. Ele olhou para Katsu.

—Para a arena. — Disse, descendo as escadas, e passando direto por todos ali.

Katsu apenas o seguiu.

“Como o Katsu pode ser filho desse homem, se nem se parecem? Nem a aparência, nem a personalidade…” Pensou Mavis, desconfiada.

Todos estavam em uma área aberta grande. O chão, era coberto com o mesmo piso da mansão, e cercado por grandes cercas em sua volta. No centro da arena, Katsu e Ferdinand, enquanto metros atrás do primeiro, estavam Mavis e os outros.

A fundadora da Fairy Tail, preocupada, apenas olhava para as costas de Katsu. Não sabia o que se passava com o mesmo, e isso a deixava preocupada.

Natsu olhou para sua irmã, entendendo sua situação. Logo olhou para Wendy, que estava no mesmo jeito que a loura. A azulada se virou para o companheiro, e disse, com a voz quase embargada de preocupação.

—Vai ficar tudo bem, Natsu-kun?

—Vai, o Katsu vai dar um jeito. — Natsu não tinha certeza de sua afirmação, porém era o que ele queria que acontecesse.

—Esse homem parece estar muito calmo, e isso me deixa curioso. — Disse Gajeel, olhando para os dois atentamente. — Talvez esteja armando algo?

—Espero que não, pois não temos como ajudar o Katsu daqui. — Disse Levy, frustrada. — Qualquer movimento nosso daqui os guardas da mansão viram em cima da gente, e como estamos sem poderes…

Todos assentiram, e em silêncio, prestaram atenção em Katsu e seu pai.

—Preferia que você tivesse voltado a essa casa por boa vontade, e não a força. Apesar que fiquei sabendo que Lúcia foi morta após ir atrás de você. — Disse Ferdinand, em tom rígido. Katsu franziu a testa.

—E daí? — Perguntou, cuspindo as palavras. — Ela atacou a nossa amiga, e nós apenas revidamos.

—Entendo. — Comentou Ferdinand, sem demonstrar, mas surpreso com a frieza do adolescente. — Então vamos negociar. Se nessa batalha, você conseguir me derrotar, seus amigos poderão ficar com você nesta residência. — Estreitou os olhos — Porém, se você perder, eu matarei a todos na sua frente.

Katsu rangeu os dentes, irado. Estava difícil se controlar na presença do homem que ele mais odeia. Tirando a espada da bainha, ele ergueu ela na direção do homem, deixando a ponta na direção do rosto de Ferdinand. O homem continuou inexpressivo.

—Eu vou acabar com você — Rosnou Katsu, avançado na direção do homem. Tentou dois golpes na transversal, vendo apenas o homem desviar.

O homem, revidou com um chute, acertando em suas costelas, o jogando um tanto longe. Por ter ossos de dragão, não houve fraturas, e isso permitiu que Katsu levantasse numa velocidade grande. Ao ver o garoto em pé novamente, Ferdinand finalmente saca sua espada.

—Você parece determinado. — Disse, num tom frio. — Porém, eu, como seu pai, devo dizer que não será apenas determinação que o ajudará nessa luta. Um homem deve ter ideais honrados, e um pouco de pressão, para que possa dar tudo de si.

—Não tente me dar lição de moral agora. — Vociferou Katsu, com a espada em riste, voltando a correr na direção do homem.

Com os Dragon Slayer que assistam à luta, e ouviram a conversa, começar uma breve conversa.

—Esse maldito… Ele está forçando o Katsu, e assim ele vai perder, pois está sendo provocado, e sendo provocado ele irá perder o controle de sua própria raiva. Isso pode levar Katsu a ruína. — Disse Levy, com o punho fechado.

—Esse desgraçado. — Rosnou Natsu, furioso.

—Não creio que seja isso. — Disse Mavis seria, sem tirar os olhos da luta por momento algum. — E normal haver provocações em uma batalha. Porém aquilo que ele disse foi mais como um ensinamento do que uma provocação. — Todos olharam para a estrategista sem entender. — Mas por que ele faria isso…?

—Talvez nós que estamos analisando as coisas pelo jeito errado. — Disse Wendy, prestando atenção na luta. Todos olharam para ela. — Talvez ele tenha um motivo maior para fazer isso.

Todos ficaram em silêncio, refletindo as palavras de Wendy. Logo voltaram sua atenção a luta.

Katsu tentava atacar de todas as formas, porém ou tinha seus ataques bloqueados, ou Ferdinand desviava. A cada erro, Katsu ficava mais furioso, pois queria derrubar o sangue daquele homem em sua frente no chão.

Queria sentir, e ver a carne de Ferdinand ser perfurada, e poder ouvir um grito de dor a plenos pulmões, vindo deste.

Em seu subconsciente, Yumi podia ver tudo o que acontecia com seu irmão. Ela, estava quase entrando em desespero. Logo resolveu acalmar o irmão.

—Katsu-nii, tenha calma! Se você ficar com mais raiva que isso, vai perder a luta! — Implorou ela.

Katsu ouviu sua irmã, mas sua raiva o cegava, e ele estava impossibilitado de seguir o conselho dela. Ela percebendo isso, resolveu outra usar tática.

—Katsu, quer ver a Wendy, o Natsu, o Gajeel e a Levy morrerem? — Perguntou ela, tendo aquilo como a última esperança de fazer seu irmão mais velho se acalmar. — Quer que a Mavis dê o último suspiro em seus braços, e não poder fazer nada, a não ser vê-la morrer, pois foi sua culpa ter perdido?

Como um baque, Katsu colidiu com sua espada mais uma vez com a de Ferdinand, e se afastou, com os olhos arregalados. O suor descia por seu rosto, e sua respiração estava descompassada. Ferdinand olhou para ele, curioso para saber o motivo da mudança de atitude.

—Parece que finalmente percebeu que me atacar cegamente não irá fazer efeito algum, a não ser sua derrota? — Perguntou, olhando atentamente para o garoto, buscando ver sua reação.

—Eu… — Começou Katsu. Deu um suspiro mais forte. — Você é a pessoa que mais tenho ódio nesse mundo. Mas, se te atacar com fúria apenas não basta, eu tenho que me manter frio. Não vou colocar meus irmãos, e nem a mulher que eu amo em perigo apenas por estar cego de ódio. — Voltou a colocar a espada em riste, desta vez com uma postura mais calma e concentrada. — Você pode ter me vencido uma vez. Mas não vai acontecer de novo. Eu posso cair. Mas vou cair atirando.

Ferdinand fez uma coisa que não fazia a anos. Ele sorriu, de forma espontânea, um sorriso sincero. Muita coisa aconteceu em sua vida, e ele deixou de ansiar por muita coisa. Mas pela primeira vez em anos, pode sentir ansiedade mais uma vez. Era a prova de que era um humano como qualquer outro.

—Pois bem. — Apontou a Katana para Katsu. — Agora podemos lutar de um jeito mais… Justo.

Nisso ele avançou contra Katsu, tentando fazer um corte na lateral direita de Katsu. Porém o moreno foi mais rápido, bloqueando o golpe com sua espada, segurando a Katana, e tentando um chute, na esquerda de Ferdinand, que desviou, tirando sua espada do bloqueio de Katsu.

Mavis sentiu esperança ao ver a mudança com o companheiro. Ela sabia que Katsu seria rapidamente derrotado se continuasse a mercê de seus sentimentos.

—O Katsu teve uma mudança surpreendente — Comentou Gajeel, olhando atentamente para as espadas, que volta e meia se colidiam, e causavam o ruído das lâminas se colidindo. — Parece que ele colocou a cabeça no lugar agora.

—Sim, agora a luta está equilibrada. — Comentou Saito, de braços cruzados, assistindo a luta. — Katsu foi treinado em combates armados e físicos. Ele tem uma grande resistência, assim como agilidade e habilidade.

—Como sabe de tudo isso? — Perguntou Wendy, curiosa, olhando para o garoto.

—Fomos treinados juntos, e pelo mesmo professor. — Respondeu, dando de ombros. — Arrisco até dizer que somos como irmãos.

Voltando a luta, que se seguia num empate, Katsu tentava atacar, porém também recuava, e mantinha sua guarda alta, conseguindo se defender de vários golpes do homem. Alguns golpes passavam de raspão, o que rendia em vários arranhões nos braços do mesmo.

Ferdinand estava na mesma situação, porém lutava com afinco e garra.

Nenhum dos dois dava o braço a torcer, nem uma abertura para o oponente. Não era raro ver faísca pulando das lâminas das espadas, quando se tocavam com força e velocidade.

Os Dragon Slayer que assistiam não conseguiam falar mais nada, nem piscavam direito, com medo de perder algum movimento decisivo da luta.

Mal sabiam eles, que esse momento decisivo estava chegando mais rápido que eles imaginavam.

Num descuido, ao dar um passo em falso para trás, Katsu abaixou sua espada, abaixando assim sua guarda. Logo, veio o golpe certeiro, em seu ombro direito, o mesmo onde já havia sido atingido antes, pela mesma espada, e pelo mesmo homem. Com a espada fincada no ombro, deu um grito, e com um forte chute de Ferdinand, foi jogado aí chão, onde poucos segundos após ter caído, tinha uma poça de sangue.

Ai ver essa cena, os olhos de Mavis haviam perdido o brilho. Ela caiu ajoelhada no chão, sem poder acreditar. Wendy, repetiu o gesto dela, enquanto Natsu amparava sua companheira, que tinha lágrimas descendo pelos olhos. O rosado olhava ferozmente para Ferdinand, mandando-lhe uma forte carga de intenção assassina.

Levy se segurou em Gajeel, e ela olhava abismada no que via. O dragão de ferro rosnou alto, fechando o punho com força.

Ferdinand olhou para Katsu no chão.

—Do mesmo jeito duas vezes. — Disse, abaixando a Katana — Mas devo admitir. Você mudou desde a última vez. Talvez esses amigos tenham lhe ajudada neste meio tempo, e isso lhe deu força. Uma pena que não-

Não pode terminar de falar, pois Katsu havia, surpreendendo a todos, se levantado, e cravado sua espada na perna do homem, que caiu no chão, com um urro de dor, para em seguida ter seu ombro direto perfurado, fazendo o sangue espirrar por todo o lugar.

Mesmo ferido, perdendo sangue numa quantidade enorme, e com o rosto manchado pelo vermelho carmesim, disse, num sorriso, mostrando as presas:

—Sabe, às vezes, devemos sacrificar uma coisa para obter a vitória. — Disse, empurrando a espada no ombro do homem, que rosnou de dor. — Agora nem eu nem você vamos conseguir continuar.

Após dizer isso, Katsu simplesmente desmaiou, caindo em cima da poça de seu próprio sangue.

O moreno abriu os olhos, vendo que estava em um local com as paredes completamente brancas, e com várias pessoas da guilda. Começou a andar um pouco, tentando descobrir o que estava acontecendo, e logo percebeu que todos choravam e olhavam para ele, com pena.

Meio confuso, Katsu começou a correr para frente, tentando sair dali, para descobrir algo. Logo ele viu uma porta, entrando nela. Quando entrou, se viu em uma sala vazia, apenas com um tipo de caixa de cristal no meio. Ele andou até essa caixa, e colocou as mãos no vidro.

Quando viu quem estava dentro, começou a chorar e gritar, a plenos pulmões. Dentro da caixa, estava, como se estivesse dormindo, Mavis, dessa vez realmente morta. Katsu caiu de joelhos, e ficou socando o chão com força. Quando olhou para trás viu seu pai.

—Eu te avisei. Agora você pagou o preço.

Nesse momento, Katsu acordou assustado e suando. Viu que estava deitado em uma grande cama, em um quarto igualmente grande, com dois andares. Olhou para o lado, e viu que Mavis dormia ali, sossegadamente, enquanto segurava seu braço. Quando olhou para ela, a mesa abriu os olhos, devagar:

—Já é de manhã? — Perguntou sonolenta e lentamente, de forma fofa. Katsu olhou pela janela, e viu que ainda era noite.

—Não, meu amor. — Respondeu voltando a deitar, e permitindo que ela agarrasse o mesmo. — Pode dormir.

A garota meio que ronronou, como um gato, antes de voltar ao seu sono pesado. Katsu ficou olhando para o teto.

“Se ela está aqui, quer dizer que eu ganhei? ”

Com Ferdinand, ele estava em seu quarto, com seu conselheiro fiel, de nome Hilbert. O conselheiro olhou para ele, e disse:

—Você ganhou a luta, certo?

—Não. — Hilbert ficou surpreso ao ouvir isso. — Não poderia ganhar. Ele estava determinando em defender aqueles que ama. Sua força era baseada naquilo, e admiro isso. Ele conseguiu me ferir duas vezes num ataque só, e s o por isso já garantiu sua vitória.

O conselheiro estreitou os olhos.

—Você não pretendia matar nenhum deles, não é mesmo?

—Em momento algum. — Respondeu ele. — O que ela pensaria de mim se eu fizesse isso?

O conselheiro desviou o olhar para janela, onde a escuridão da noite era predominante.

—Espero que esteja bem até amanhã — Disse saindo do quarto, e deixando Ferdinand ali.

—Espero que possa me perdoar, Grandeeney.

Notas finais
Certo, primeiro de tudo, estou em outro estado, e não estou em casa, portanto não tenho internet a vontade. Em verdade, tem sido bem complicado se manter conectado. Por isso demorou tanto para sair. E aos autores das fic que eu sou leitor, eu não estou comentando por ter um tempo limitado conectado, mas estou lendo os capítulos que vocês postam, quando posso, e consigo internet. Por enquanto é isso que tenho a dizer. Até os comentários!