Amor Submerso

46 Capítulo 46: O Retorno


Notas iniciais
Então gente! Desculpem a demora, eu passei uma semana em Fortalezaaaa! E quando retornei pra casa cai em uma semana cheia de coisa de coisa pra fazer na faculdade, eu to ferrada veeeelho! kkkkkk

Acabei agorinha o capítulo e esperava fazer dele o último, mas vi que ficaria extremamente grande e que por conta disso demoraria a postar. Então para ficar melhor organizado, da a vocês alguma coisa e prolongar mais um pouco, eu dividi o capítulo.

Perdão, mas ta sem revisão nenhuma, então eu tenho certeza que tem erros.

5 meses depois

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Finalmente, finalmente! Mais um final de semestre! Toda a pressão das provas, o medo de ter ficado de final em alguma matéria. A tensão dos dias corridos finalmente estava indo embora. Eu teria entrado em férias mais cedo, se não fosse as minhas “escapadas” com a Dianna para resolver um problema ali e acolá mandado por nossa querida capitã e minha madrasta.

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Tudo parecia normal ao mesmo tempo em que não era. Eu fui egoísta o suficiente para tentar manter as minhas amizades, minha vida que correspondia a minha parte meio-humana. Mas o sobrenatural estava em plena guerra. Havia vezes em que eu sumia por uma semana inteira junto com Dianna para resolver algum conflito, encontrar com alguém para explicar a situação ou até mesmo pegar algum item importante. O resultado disso? É que minha vida nunca mais foi parada. Se não estava brigando com a Lorena ou outro amigo por causa dos meus sumiços e falta de respostas, estava lutando contra o Povo das Sombras, caçando o Dante ou namorando a Dianna.

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Um dos grandes mistérios de minha vida era como poderia existir uma pessoa que não fosse perfeita, mas que se encaixasse perfeitamente em mim. Não éramos perfeitas, sempre tinha uma briga aqui e ali, geralmente com gênese no ciúme uma da outra, afinal ambas eram possessivas. Porém nossa ligação parecia que a cada dia ficava mais forte, por muitas vezes não eram necessárias palavras, apenas um olhar ou um gesto era o suficiente para que entendêssemos uma a outra. Não importava se nos beijávamos todos os dias, se nos amávamos sempre que possível, era impossível enjoar ou cansar, porque era sempre mágico e único. Minha existência passou a depender da dela, se eu estava forte era porque Dianna estava ao meu lado ou em meu pensamento.

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-Vamos logo amor, antes que eles cheguem – Dianna apressou enquanto terminava de fechar a mala.

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-Dá para acreditar que estamos fugindo dos nossos amigos? – falei enquanto ajeitava a minha bolsa de praia. Sim, quando falava nossos era porque meus amigos havia se tornado os dela.

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-Ou é isso ou é não ter paz, Lorena e Daniel vai nos arrastar para algum programa de férias e...

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-Pegas em flagrante!

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Eu saltei no lugar devido ao susto, deixei a bolsa cair e já estava me preparando para lutar. Mas era apenas Lorena com um sorriso vitorioso no rosto enquanto estava parada na porta com as mãos paradas na cintura. Pus a mão no coração tentando me acalmar e pensar rápido em uma maneira de fugir.

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-Nem pensem em escapar! Vocês passaram os últimos dias fora e não deram nenhuma explicação. Agora irão sair com a gente! – Lorena exigiu em um tom de ordem.

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-Mas não podemos – tentei argumentar.

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-Claro que podem e devem! Me dê um bom motivo para não irem?

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Lorena era a mais zangada em relação a minha nova vida. Os sumiços sem explicação, as meias verdades... Ela me conhecia bem demais para saber quando a estava enrolando e infelizmente esse comportamento cresceu bastante nos últimos meses. Então ela exigia, brigava de verdade e sempre se fazia presente. Era o jeito dela de dizer que nos amava, que estava ali e que exigia nossa presença em sua vida. Olhei para Dianna que balançou a cabeça em negativa, eu entendi perfeitamente bem o que aquela negação significava. Sair entre amigos era uma coisa complicada, o mundo oculto estava em um caos e eu era como um imã para problemas. O pior seria se o problema aparecesse perto de um deles.

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-Nada disso Dianna! – Lorena notou a nossa troca silenciosa de palavras – Você já pegou a minha amiga em quase 90%, não tem o direito de roubá-la completamente. Eu não vou me conformar se vocês não forem conosco para Noronha! São só 3 dias! É tudo o que eu to pedindo, você vai estar com toda a galera, não vai acontecer nada demais!

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Exigindo seria a palavra certa. Eu me sentia dividida, mordi meu lábio inferior pensando em um modo de contornar a situação sem prejudicar ninguém. Eu me sentia mal quando Lorena ficava daquele jeito, pedindo por mim e sem eu poder estar ali. Ela era uma peça fundamental em minha vida, a representação do meu lado que permanecia humano. Noronha era um lugar que eu obviamente evitava, apesar de tia Rita falar comigo normalmente agora. Tio Saulo ainda buscava-me um pouco, mas Eric... Tratava-me com indiferença ainda. Dianna suspirou exasperada, bateu as mãos ao lado do corpo e revirou os olhos sabendo que eu estava derrotada só de observar a minha hesitação.

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-Não devemos e você sabe disso – Dianna falou e ergueu as mãos – Mas eu me rendo, se acontecer algo vai ser de sua responsabilidade.

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O plano original era encontrar com minha mãe e os outros nas Ilhas Gregas, ao que parecia estava tendo uma convenção com alguns líderes europeus. Aconteceria em uma semana, apenas planejávamos fugir para não sermos pegos por Lorena e os outros em uma teia de obrigações sociais.

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-Vou ligar para os outros! Nós vemos daqui duas horas! – Lorena alertou enquanto começava a sair do quarto.

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A observei sair completamente eufórica, deixei escapar um suspiro cansado e fechei meus olhos por alguns segundos. Logo senti braços envolvendo meu corpo e como uma resposta natural um sorriso brotou em meus lábios, sutil e carinhoso. Dianna estava ali, com aquele olhar esverdeado compreensível fitando-me com ternura e um leve quê de preocupação. Ela era linda. Sempre foi, mas a cada vez que eu me flagrava admirando aquela beleza ímpar, a achava ainda mais.

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-Tem certeza de que quer voltar para Fernando de Noronha? – Dianna indagou em um tom baixo – Ainda podemos fugir.

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-Iremos passar um bom tempo fora, todas as nossas férias. Seria bom me despedir da maneira correta de minha família e amigos – falei um pouco séria, mas logo sorri de uma forma boba e apaixonada – Eu já disse que você é linda?

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-Fer, estamos falando de um assunto sério! – Dianna exclamou ficando sem jeito.

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-E isso é um assunto seríssimo, afinal a minha mulher é linda demais – argumentei e capturei alguns cachos daquele cabelo cor de chocolate para brincar com os dedos – Eu não me canso de admirar você.

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-Acho bom, porque é o único rosto que vai gostar pelo resto de sua vida – ela murmurou em um misto de timidez e posse.

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Ri baixo e a beijei. Um tipo de beijo lento que eu poderia passar a vida toda apenas saboreando e aproveitando cada movimento, cada carícia, cada toque. Meu coração ainda acelerava, meu estomago parecia estar lotado de borboletas e minhas pernas estavam bambas. Era sempre assim e sempre iria ser, porque eu estava beijando a mulher que eu verdadeiramente amava.

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-Temos duas horas – murmurei contra os lábios dela – Podemos aproveitar um pouco, não acha?

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-É a sua melhor ideia do dia.

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Dianna me agarrou forte, me fazendo rir contra seus lábios e ir caminhando até a cama. Duas horas para nós duas, na sintonia e conexão que possuíamos... Era mais do que o suficiente para irmos ao paraíso quantas vezes quiséssemos.

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Dessa vez Fernando de Noronha não se encontrava em temporada de turistas, porém ainda assim havia movimento de pessoas de todos os tipos. E de pensar que nas férias passadas eu estava chegando naquele mesmo porto, encontrando pela primeira vez a garota que iria ser a mulher de minha vida. Tudo bem que havíamos passado por coisas deveras estranhas, perigosas e com certo sofrimento. Mas o resultado disso tudo era que estávamos juntos, para mim mias nada além desse fato parecia importar. Daquela vez não havia Eric nos esperando, muito menos fomos em direção ao Hotel Estrela do Mar. Fomos para minha casa, onde ficariam todos hospedados.

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Quando menciono todos quero dizer Rodrigo e Lorena, Sarah, Rafael e Carol. Os outros haviam retornado as suas terras natais para ficar um tempo com a família. Assim que chegamos, eu e Dianna arranjamos rapidamente um carro alugado para podermos ir até a vila. Rafael e Carol pareciam encantados com o lugar, afinal era a primeira vez deles ali, ficaram fazendo perguntas e mais perguntas a cerca do que viam e do que iriam ver. Assim que chegamos enfrente a minha casa agradeci mentalmente a Amanda por ter mandado alguém vir arrumar a casa.

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-Ainda não sei como conseguiu comprar uma casa aqui – Lorena disse com tom desconfiado enquanto tirava a pequena mala do fundo do carro.

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-Eu ajudei – Dianna prontamente mentiu – Meu pai sempre deposita dinheiro em minha conta de sua aposentadoria do exército, e como o dólar voltou a estar em alta, ficou relativamente barato.

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-Mas porque uma casa se você já tem uma? – Rodrigo questionou confuso, ajudando a namorada.

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-Na época pareceu uma boa ideia – Dianna respondeu e deu de ombros – De qualquer forma, eu vendi aquela.

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Depois de um tempo achamos melhor manter apenas uma residência na ilha, já que duas seria difícil de explicar e manter as aparências. Entramos na casa e logo Rafael e Sarah saíram para abastecer a geladeira com bebida, principalmente cerveja. Enquanto isso Sarah, Dianna e Carol saíram para comprar comida para um jantar minimamente decente. Propositalmente Lorena ficou na casa comigo, me ajudando a ajeitar alguns detalhes. Ela estava estranhamente quieta enquanto me ajudava a fazer o café e alguns sanduíches para as crianças. Sabia que ela estava pensando em algo, mas sinceramente? Estava com medo de suas perguntas e ter de mentir novamente.

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-Avisou aos seus tios que estaria aqui? – Lorena finalmente quebrou o silêncio.

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-Sim. Para tia Rita – respondi com um suspiro, terminando de coar o café sabendo que esse era o modo que Dianna mais gostava – Ela ficou feliz e disse que iria vim me ver.

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-Como você ta com isso tudo? – a garota perguntou terminando de fechar um sanduíche.

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-Tranquila, acabei me acostumando – dei de ombros tentando não prolongar aquele assunto delicado – Depois de tanto tempo, eles estão voltando a falar um pouco mais comigo, inclusive tio Saulo.

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-E Eric?

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-Sei bem pouco de meu primo agora, ele não me quer mais em sua vida e eu tenho de respeitar isso. Já te expliquei isso Lorena, porque insiste?

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-Porque você se importa e sofre, sei que pareço uma chata, mas me preocupo contigo e como melhor-amiga-quase-irmã tenho obrigação de cuidar de você. Mesmo que você não queira.

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-Obrigada amiga, mas você sabe que eu faria tudo de novo se for pra ter a Dianna comigo, não é?

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Lorena revirou os olhos e voltou a se concentrar no que estava fazendo. Terminei de por o café em uma garrafa térmica e meu celular começou a tocar dentro do bolso de meu short. Quando o peguei e vi a foto de Alexia na tela, pedi licença a Lorena e antes que ela falasse algo eu fui para o quintal para poder conversar com minha cunhada – sim, cunhada, ela e Nathan estava oficialmente namorando a dois meses – em privacidade.

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-Fala anjinha – falei provocando um pouco, ela odiava esse apelido.

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-Como vai meio-sardinha? – Alexia respondeu a altura, me fazendo rir – Sua mãe está perguntando onde você está.

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-Noronha. Lorena praticamente me obrigou e eu queria me despedi direito da galera antes de partir em mais uma missão de salvar o mundo – contei e suspirei – Como estão as coisas por ai?

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-Agitadas como sempre. Sua mãe e a capitã se amam e se odeiam, é engraçado de ver, só sinto pena do meu tritão que tem de ficar evitando a terceira guerra mundial entre elas. Ah! Te contei que a Sky roubou um navio?!

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-Como assim?!

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-Sim! Estávamos no mar francês e nos deparamos com piratas humanos. O que foi hilário, eles tentando assustar a Scarlet e depois que saíram gritando de medo dela. Juro que se tivesse com meu celular por perto teria filmado!

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-Sempre achei que minha sogrinha é o capeta de saias – murmurei entre as risadas – E a convenção dos esquisitos?

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-Parece que vai dar tudo certo. Acredita que eu vi uma Pixie?!

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-Que isso? É de comer?

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-Depende do seu grau de psicopatia, é uma fada pequena muito fofa e bem travessa. Estão bastante raras até onde eu saiba, morando só aqui na Europa agora.

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Íamos continuar a conversar, mas logo as meninas tinham voltado e Lorena já estava me gritando. Despedi-me da meio-celestial e estava voltando para dentro de casa quando um frio na espinha me fez paralisar no lugar e olhar para os lados de forma instintiva. Franzi o cenho ao perceber nada e dei de ombros, entrando finalmente e me deparando com uma pseudo-festa já que elas haviam ligado o som e já começavam a dançar e a rir alto. Quando os meninos chegaram foi que eu tive certeza de que meus vizinhos não iriam ter descanso naquele dia. Pela noite chegamos a sair, indo até uma pizzaria como um grupo animado e eu cheguei, por um momento, a realmente esquecer meus problemas e me divertir como se fosse uma pessoa normal.

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Mas como eu já estava cansada de descobrir, tudo o que era bom durava pouco.

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Todos estavam conversando e rindo, quando Lorena e Sarah, que estavam sentadas a minha frente fizeram silêncio e fitaram um ponto atrás de mim. Os outros olharam e também ficaram um pouco tensos e quando finalmente criei coragem para olhar por sobre meu ombro eu entendi a reação deles. Ali estava entrando tio Saulo e tia Rita, a mulher mais velha me sorria abertamente, mas o senhor ao seu lado mantinha um olhar indecifrável em minha direção. Suspirei e senti um aperto gentil em minha coxa, meu rosto virou automaticamente encontrando Dianna com um leve sorriso.

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-Vá falar com eles, quebrar esse gelo. Eles te amam e são sua família também – Dianna falou em um tom calmo.

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-Ok – murmurei sem muita coragem.

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Tudo bem, eles estavam falando comigo novamente, mas era por telefone ou videoconferência. Levantei da mesa em um impulso e com um sorriso incerto me aproximei deles. Para meu alívio, antes que eu falasse qualquer coisa tia Rita estava me abraçando daquele jeito apertado e com um toque materno. Fechei meus olhos deixando-me aproveitar aquele carinho, aquele calor que eu sentia falta e o jeito que minha tia me tratava. Eu estava com tantas saudades que podia sentir meus olhos lacrimejando um pouco.

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-Eu senti sua falta – falei em um fio de voz, retribuindo o abraço.

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-Ah minha menina! – tia Rita segurou meu rosto entre suas mãos me analisando com seus olhos – Você parece estar muito bem e feliz, só precisa crescer e parar de pintar esse cabelo.

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Ri do comentário, tia Rita achava que minhas pontas azuladas foi apenas uma fase rebelde que não queria ultrapassar. Dei de ombros e finalmente encarei meu tio. Ele ainda mantinha aquele olhar estranho, mas suspirou e me puxou pelo braço me surpreendendo com um singelo abraço. Dessa vez foi demais para mim, algumas lágrimas escaparam enquanto eu o abraçava como a uma criança que encontrava o seu pai depois que este viajou por muito tempo. Tio Saulo era a representação masculina que eu tinha em minha mente, minha referência, meu herói e por muitas vezes o meu verdadeiro pai. Ter perdido aquele ponto de apoio em minha vida teria sido um desastre se não fosse por Dianna e os outros, mas ainda assim havia me machucado. Tê-lo novamente fazia-me sentir tão leve que eu não havia percebido o quanto era importante para mim, ao menos até aquele momento.

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-Sua teimosa – tio Saulo disse em tom emocionado.

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-Puxei ao senhor – falei com um enorme sorriso, me afastando um pouco – Venham sentar conosco. Vamos jantar juntos.

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-Não queremos atrapalhar – tia Rita logo balançou a cabeça.

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-Não irão, são mais jovens do que nós.

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Peguei no braço de cada um deles e os puxei para a mesa. Lorena sorria emocionada e Dianna olhava-me orgulhosa. Tio Saulo lançou para ela um olhar duro, mas depois balançou a cabeça e se esforçou em um sorriso. Ele estava tentando, pelo menos! Felizmente a galera não deixou faltar assunto, começaram a contar coisas sobre mim e logo tia Rita estava reclamando de meu desleixo sobre os estudos. Mas foi no final da noite, quando Lorena e Rodrigo foram pagar a conta, que meu coração vacilou uma batida por um momento.

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-Fernanda, Dianna, quero falar com as duas – tio Saulo falou sério – Poderiam me seguir?

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Olhei para Dianna e ela balançou a cabeça em um gesto positivo. Suspirei derrotada e levantei, logo minha mão buscava a dela por puro costume. Tio Saulo também ergueu-se e nos levou até um canto mais reservado, do lado de fora da pizzaria. Ele pareceu ponderar sobre suas palavras antes de passar a mão pelo rosto e nos encarar.

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-Eu ainda não acho certo a forma que vocês agiram, a sinceridade poderia doer, mas ainda seria a melhor forma de lidar com a situação – tio Saulo começou e soltou um suspiro – Mas é inegável que vocês duas realmente se gostam e que está dando certo. Eu nunca vi minha menina amando alguém desse jeito.

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-Porque nunca amei desse jeito antes, tio – disse prontamente e mordisquei meu lábio inferior em sinal de hesitação – Sei que perdi o Eric, sei que o magoei e decepcionei o senhor. Era a última coisa que eu queria, mas...

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-Você ama a Dianna – tio Saulo completou e cruzou os braços – E como seu pai não irá me falar sobre como conheceu Scarlet e o que fez esse tempo todo?

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A menção de meu pai me causou um arrepio incomodo. Uma sensação ruim que me fez retrair discretamente o corpo. Meu pai era o inimigo, um demônio que pretendia simplesmente destruir a tudo. Dianna apertou minha mão e ficou mais ao meu lado.

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-Eu estou tomando conta dela, Saulo – garantiu Dianna – Eu faria qualquer coisa para protegê-la, isso eu prometo a você.

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-Eu não gosto desses segredos, acho perigoso! – tio Saulo exclamou impaciente e passou a mão no cabelo como se assim pudesse se controlar – Eu perdi meu irmão nisso, não quero perder a minha filha também!

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-Não vai! – eu exclamei prontamente, soltando Dianna apenas para me aproximar de meu tio – É algo sério, não vou mentir. Mas não irá me perder, porque eu ainda sou eu! Sou ainda a sua garotinha que adora o mar, que é toda atrapalhada e preguiçosa.

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Tio Saulo primeiro me olhou desconfiado, mas depois soltou o ar e me abraçou de um jeito carinhoso. Eu estava tão feliz de poder ter conversado com ele, dele ter me aceitado mais naquela minha nova forma que eu ignorei completamente a sensação de frio na espinha que estava sentindo. Retornamos para a pizzaria e eu não poderia deixar de sorrir, tio Saulo nos obrigou a ir para uma festinha que estava acontecendo no hotel e acabamos por dormir por lá mesmo.

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-Caraca, olha essas ondas! – Carol exclamou evidentemente maravilhada com o mar.

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Estávamos na praia perto do horário de meio dia. A maré cheia estava perfeita para o surf e não tardou para que eu, Lorena e Rafael fossemos para a água, com pranchas alugadas. Eu não saberia descrever como estar no mar, deslizando pelas ondas, fazendo manobras e por vezes caindo dentro da água, servia como o melhor calmante do mundo para mim. Depois dos treinos e da minha relação com o mar ter crescido, surfar era uma das coisas mais simples e agora eu o fazia com uma maestria de profissional. A ideia de vim para a praia veio de Carol, que também era apaixonada pelo mar. Ela e os outros estavam em uma barraca, aproveitando para beber e pegarem um bronze. Estava sentada sobre a prancha esperando a próxima onda, quando olhei para a areia e vi Dianna em uma espreguiçadeira. A pele morena estava em destaque no biquíni vermelho pequeno que minha namorada usava, mas era o sol que fazia reluzir aquela tez maravilhosa que ela tinha.

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-Já ta babando! – Rafael exclamou em meu lado.

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-Mas ó, até mesmo eu fico em dúvida se sinto inveja ou se revejo meus conceitos sobre ficar com uma garota – Lorena provocou um pouco mais a frente.

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-Hey! – joguei água em minha amiga.

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Vi um garoto passar e quase torcer o pescoço para ficar encarando a minha musa morena. Meus ombros ficaram tensos quando ele deu meia-volta e se aproximou de Dianna. Ela sentou na cadeira para poder conversar com ele, mas nem ao menos se deu trabalho de retirar os óculos escuros que usava. A conversa durou pouco, pois logo ela estava apontando para o mar e o garoto olhava em nossa direção. Mas mesmo assim ele não se afastou! Resmunguei alto e comecei a nadar.

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-Vou lá afastar os urubus – avisei sem nem ao menos olhar para eles.

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Rapidamente cheguei a praia e segurando a prancha debaixo do braço fui a passos largos para próximo de Dianna. Ela era linda, não poderia culpar ninguém de admirá-la, mas ainda assim era minha!

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-Ah, eu ainda não acredito gatinha, você só...

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-Amor! – exclamei assim que cheguei perto, finquei a prancha no chão e me aproximei dela, inclinando e roubando um selinho possessivo – Algum problema aqui?

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-Sério que vocês são lésbicas? – o garoto finalmente arregalou os olhos parecendo acreditar.

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-Ela é minha mulher – falei séria e cruzei os braços – E espero que não tenha nenhum problema com isso e pare de comer minha garota com os olhos.

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-Desculpe, eu não acreditei e... Fico até sem jeito agora, para mim era só desculpa. Vocês duas são tão lindas que fica difícil acreditar que não curtem homens – o garoto disse ficando atrapalhado.

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-Ok, mas ainda assim, tchau – falei seca.

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O garoto deu de ombros e começou a se afastar. Escutei risinhos vindos da barraca ao lado, onde estavam nossos amigos e eu revirei os olhos. Dianna riu e retirou os óculos escuros e levantou de onde estava. Eu já ia puxá-la de forma possessiva quando sua expressão se fechou, ao mesmo tempo em que eu sentia uma mão em meu ombro me virando e braços circulando o meu corpo em um abraço repentino.

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-Sua vadia! – gritou Amanda em meu ouvido – Porque não me avisou que vinha!

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Eu ri alto e retribui o abraço, mas o quebrando mais rápido do que o normal já que Dianna estava ali e provavelmente com ciúme. Amanda estava deslumbrante como sempre, com aquela sua beleza singular de índia e sorriso extremamente lindo. Seu cabelo estava mais curto e ela usava a sua farda de trabalho.

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-Não deu tempo, Lorena me sequestrou pra cá – expliquei para ela e prontamente senti as mãos de Dianna me puxarem para trás para só então envolver minha cintura.

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-Oi Amanda – Dianna cumprimentou.

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-Oi Dih! – Amanda falou divertida – Como você está aguentando namorar essa pirralha?

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-Pirralha nada, eu sou a mulher dela – disse frisando bem a palavra “mulher”, Dianna riu baixo o que me causou um leve arrepio – Tio Saulo que te falou que eu estava aqui?

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-Não, eu vi Eric com um amigo de vocês e deduzi que você também tinha voltado.

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-Amigo? – estranhei e franzi o cenho – Mas estão todos aqui...

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-Não sei, ele andava mais com a Dianna, aquele garoto que ficava sempre de chapéu e tinha olhos engraçados. Eu não cheguei a falar com ele e... Nanda, você está bem?

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Meu sangue fugiu de meu corpo, sabia que havia ficado pálida e congelada no lugar. Não podia ser!

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-Onde você os viu? – Dianna perguntou em um tom sério, mas ainda controlado.

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-Aconteceu algo gente? Fernanda, você está branca!

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-Responde! – eu exigi sem muita delicadeza – Onde você viu os dois?!

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-Calma! Eu os vi pegando a trilha da Baía do Sancho – Amanda explicou e colocou as mãos na cintura – Agora querem se explicar?

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Eu nada falei. Eu mal estava conseguindo pensar! Apenas virei meu corpo, passei pela mesa ainda em movimento e peguei uma blusa pra cobrir meu corpo e as chaves do carro e sai correndo. Só havia uma pessoa que se encaixava na descrição de Amanda, e essa pessoa, ou melhor, esse ser, era Dante! E o pior era que ele estava com Eric! Por mais que tivesse acontecido tudo aquilo, era o meu irmão-primo, era o garoto com quem eu cresci, ri, briguei e brinquei. Quando alcancei o carro meu coração estava disparado e eu estava ofegante, coloquei rapidamente a minha blusa e entrei dentro do veículo. Logo escutei a porta ao lado se fechando e uma Dianna também vestida apenas com uma blusa larga ao meu lado, provavelmente era a blusa de Rafael ou Rodrigo.

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-Consegue dirigir? – Dianna perguntou fitando-me intensamente.

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-Sim! Vamos pegar aquele maldito! – liguei o carro deixando que a ira escapasse em cada palavra minha.

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Acelerei rapidamente e vi Dianna mexendo no porta-luvas do carro. Ela tirou de lá o seu celular e discou um número rapidamente.

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-Scarlet! – Dianna disse em um tom frio e sério – Encontramos Dante, ele está com Eric. Aqui em Fernando de Noronha, estamos indo ao encontro dele. Sei que pode ser uma armadilha, Fernanda está comigo, mas o que podemos fazer? Ele está com Eric!

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Meu coração se apertou quando ela falou isso. Eu o havia magoado, roubado a sua namorada, abandonado e agora ele estava de frente a um perigo por minha culpa. Acelerei mais ainda mal notando quando Dianna desligou a ligação, apenas a vi ir para o banco de trás em poucos movimentos e mexer no porta-malas. Só depois vi que ela estava pegando uma espada curta e uma arma em um coldre, amarrando em sua coxa nua. Nunca saiamos sem nossas armas, era uma lição claramente deixada por Scarlet. Ela tornou a voltar ao banco da frente e trazia em suas mãos o meu bastão.

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-Fernanda – Dianna chamou ao meu lado, a olhei rapidamente e depois voltei atenção para a estrada, ela pousou a mão em minha perna e fez carinho – Vamos resgatar o Eric, vai da tudo certo.

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Eu tinha certeza de que iria surtar e fazer besteira se não estivesse com Dianna ao meu lado. Ela era definitivamente a minha força! Quando chegamos na trilha parei o carro bruscamente e sai dele com uma determinação crescendo exponencialmente dentro de mim. Nunca pensei ser capaz de ter aquela sensação tão dominante de mim, mas naquele momento eu seria capaz de matar alguém. Eu acabaria com a raça daquele miserável se ele fizesse algo ao meu primo!

Notas finais
Quem quer o Dante morto? qqqqq