Amor Selvagem
35 Zelena Mancera
Notas iniciais
A noite já estava indo embora e os primeiros raios de sol começavam a despontar no horizonte. Zelena estava na proa da embarcação observando o imenso mar a sua frente. Ela estava com vários sentimentos tomando conta de seu ser.
Estava muito feliz por estar ali com Ruby, estava ansiosa por finalmente se casar com a pessoa que amava, como sempre sonhou. Porém, sentia um medo extremo por sua amada. Tinha medo que Rodolfo fizesse alguma coisa com ela quando soubesse que elas haviam se casado.
Mas esse medo suavizou quando ela sentiu braços gentis envolver sua cintura e ela não pode conter o sorriso.
— Está tudo bem? – perguntou Ruby repousando o queixo no ombro da ruiva.
— Está sim. – disse Zelena pondo os braços por cima dos de Ruby.
— Já faz algum tempo que está aqui. Não está com frio? – perguntou ela dando um beijo no pescoço da amada.
Zelena virou nos braços da morena, enlaçando os braços no pescoço de Ruby que não se conteve e capturou os lábios da ruiva com tanto amor que fez Zelena suspirar.
— Eu estou bem. – sorriu após o beijo. – só estou ansiosa pelo nosso casamento.
— Eu sei que você iria preferir se casar com uma festa e tudo mais... – Zelena a beijou interrompendo sua fala.
— O que eu mais quero é ser sua esposa, então, não me interessa festa ou qualquer coisa, só o fato de estar casando com quem amo já é o suficiente amor. – disse Zelena deixando Ruby emocionada.
— Eu te amo tanto sabia? – perguntou Ruby sorrindo e voltaram a se beijar.
Ficaram alguns minutos agarradinhas observando o nascer do sol. Em seguida seguiram para dentro do navio para se preparar para o grande dia.
[AS]
Cora não conseguiu dormir aquela noite. Estava muito preocupada com o rumo que sua vida seguiu. Sempre foi uma mulher imponente, sempre frequentava a alta sociedade, todos a conheciam e respeitavam. Suas filhas eram exemplo para as garotas da idade delas, sempre tão educadas e cobiçadas pelos melhores partidos da sociedade. Principalmente Lily que desde nova chamava a atenção.
Mas agora sua família era motivo de vergonha. Regina estava casada com uma delinquente e não se importava mais com a família. Lily estava na boca do povo por conta da mesma delinquente que estragou o casamento de sua caçula. E agora, depois de ser humilhada e devolvida por seu esposo, iria ser mãe solteira. Como ela olharia para suas amigas da alta sociedade? Como ela poderia aceitar que suas filhas foram para o mau caminho?
Suas reflexões são interrompidas por batidas na porta. Ela olha para o relógio que tinha na sala e achou estranho o horário. Quem em sã consciência estaria batendo na porta de uma família correta as seis horas da manhã?
Como as batidas não cessavam ela resolveu ver quem era.
— Sofia? – perguntou ela sem entender a visita da prima. – O que aconteceu? – perguntou ela dando um passo para o lado dando passagem para Sofia entrar.
— Vim conversar com você e sua filha. Pode lhe chamar, por favor? – perguntou Sofia a olhando com desdém.
Cora subiu as escadas as pressas. Se Sofia estava ali era por que já haviam tomado uma decisão. Meia hora depois ela e Lily chegaram a sala.
— A que devemos a sua ilustre visita. – diz Lily com desdém.
— Acho melhor você se comportar rameira. – diz Sofia sem paciência.
— Sofia...
— É isso mesmo! – fala com raiva calando Cora.
— Bem, já estamos aqui. – fala Lily sentando.
— Vim comunicar a vocês que irão comigo para a fazenda.
— Neal a aceitou de volta? – perguntou Cora esperançosa.
— Meu filho aceitou que vocês fossem para fazenda, mas não quer dizer que a quer de volta. – falou Sofia com desdém.
— Então o que? – Quis saber Cora.
— Vocês irão para a fazenda e ficarão lá até a criança nascer. Depois quero vocês fora das nossas vidas. Mas meu neto ficará comigo. – falou Sofia ficando de pé.
— Mas Sofia, Lily é a mãe! – falou Cora Também levantando.
— Esses são nossos termos. Vocês que decidem! – concluiu Sofia.
— Por mim tudo bem. Eu não quero mesmo esse bastardo. Podemos arrumar nossas coisas? – perguntou Lily deixando a mãe horrorizada.
Após algumas horas as três mulheres seguiam para a fazenda no coche de Sofia.
Lily estava pouco se importando com o que iria acontecer ao filho que carregava, só estava pensando em uma maneira de conseguir algum benefício nesse tempo em que iria ficar na fazenda.
Assim que chegaram, Sofia as levou para o quarto em que iam viver pelos meses de gestação de Lily. Em seguida foi até o escritório comunicar ao filho que Lily e Cora já estavam na fazenda.
[AS]
Mesmo depois de uma longa viagem, Rodolfo segue direto para casa de Zelena. Ele não está aguentando de vontade de rever sua noiva. E esperava que tudo estivesse pronto para seu casamento, pois, havia enviado um telegrama solicitando exatamente isso.
Assim que chegou foi recebido pela mãe de Zelena. Que logo que viu o homem o deixou a par de todos os preparativos do casamento que ocorreria em dois dias.
Ele como sempre deu sua opinião sobre o que estava lhe agradando e mudou algumas coisas que não estava de seu gosto.
— onde está minha noiva? Estou com saudades. – perguntou ele.
— A Zelena ainda está dormindo. – respondeu Ingrid.
— Vá chama-la. Estou loco para vê-la. – exigiu o homem e Ingrid foi, mesmo que a contra gosto.
A mulher não estava feliz com o casamento da filha. Ela sabia como são homens como Rodolfo e sabia que sua filha iria sofrer a seu lado.
Assim que chegou ao quarto estranhou a ausência da filha. Ela estava acordada desde cedo e não vira sua filha desde então. Quando estava prestes a sair do cômodo percebeu a porta do armário aberta. Seguiu para o móvel e ficou em choque quando percebeu que algumas roupas estavam faltando.
Tomada pelo medo de sua filha ter fugido ela seguiu para cama de Zelena e ao buscar a mala que ficava em baixo da cama ela se desesperou, pois, o lugar estava vazio.
Zelena não poderia ter fugido! Para onde sua filha havia ido? Sem pensar em alguma resposta. A mulher seguiu para o seu quarto onde seu marido dormia.
— Franck! – chamou a mulher. – Franck, acorda! – chamou a mulher.
— O que aconteceu Mulher! – falou o homem sentando na cama.
— Uma tragédia! – falou Ingrid nervosa. – Rodolfo está aqui para ver a Zelena!
— E qual é problema? Acorda a Zelena! – falou ele se deitando novamente.
— A Zelena fugiu. – falou ela assustada.
— É o que? – perguntou ele se levantando de vez.
— Eu fui ao quarto dela e estava vazio. E no guarda roupa estão faltando algumas roupas e a mala dela também sumiu. – falou ela aflita.
— Droga! – disse o homem indo vestir uma roupa.
Minutos depois os pais de Zelena chegaram a sala e encontraram um Rodolfo impaciente.
— Por que demoraram tanto? – perguntou ele indo em direção a Franck. – Onde está minha noiva? – perguntou ele não vendo a ruiva.
— Estamos com um problema. – disse Franck.
— Onde está a Zelena? – falou Rodolfo com raiva.
— Nossa filha ... fugiu. – disse Ingrid.
— Fugiu como? – perguntando Rodolfo alterado. – Franck, você sabe sobre nosso acordo. Se eu não encontrar Zelena, nosso negócio está desfeito.
— Calma, senhor Rodolfo. Talvez ela tenha ido a casa da Regina. Eles sempre foram muito amigas. – disse Ingrid sentiu o corpo arrepiar quando Rodolfo jogou o copo que segurava contra a parede.
[AS]
Regina estava com os olhos fechados enquanto apreciava as caricias que sua esposa fazia em sua cabeça que estava apoiada nas pernas de Emma.
Elas estavam no jardim que Emma mandou fazer especialmente para a esposa. Regina adorava aquele lugar e desfrutar dele com Emma era o que ela mais amava.
— Amor, você realmente gostou desse jardim? – perguntou Emma encarando o rosto sereno da morena.
— Emma, amei esse lugar. Você sabe que adoro flores. – disse a morena abrindo um dos olhos por conta do sol que estava em seu rosto.
— Fico feliz por você ter gostado amor. Esse foi um dos primeiros lugares que quis fazer para você. – respondeu Emma dando um beijo na mão da esposa.
— As vezes eu acho que não te mereço sabia. – disse Regina emocionada.
— Ei, vem aqui. – pediu Emma e Regina se sentou a seu lado. – Nunca mais diga isso. – pediu Emma acariciando o rosto da morena. – Se existe alguém que não te merece sou eu. – falou Emma dando um beijo nos lábios da morena. – Você é muito especial minha rainha, eu é que fico me preguntando como uma mulher maravilhosa assim pode me amar. – disse a loira emocionada.
— Você é tudo para mim Emma. Eu te amo mais que tudo, por favor nunca duvide disso. – pediu Regina também emocionada.
— Eu te amo. E sempre vou te amar. – disse Emma e capturou os lábios da amada com paixão.
Elas se beijavam tão intensamente que esqueceram onde estavam. Em um impulso Emma puxou a amada para sentar em seu colo e deram continuidade ao beijo cheio de carinho e amor.
A loira estava praticamente curada e louca para fazer amor com sua mulher como ela merecia.
O beijo se tornou urgente e Emma segurou forte a bunda de Regina trazendo seu corpo cada vez mais para junto do seu. Ela conseguia sentir o calor que emanava do sexo da amada e estava a ponto de levar Regina para dentro de casa para assim poder desfrutar completamente do corpo da morena. Mas seus planos foram interrompidos por um pigarro.
Assim que Regina percebeu que não estavam só, escondeu o rosto na curva do pescoço da amada completamente constrangida.
— Sugiro que vocês devam procurar um lugar mais reservado. – disse Noel sem Graça escondendo o rosto com seu chapéu.
— Padrinho, não é nada disso que o senhor está pensando. – falou Emma sem graça.
— Eu não tô pensando nada. – disse o senhor ainda com o chapéu a frente de seu rosto.
— Meu Deus! Que vergonha. – sussurrou Regina ainda com o rosto no pescoço da amada.
— Calma minha vida! Ele está com o rosto tampado. – sussurrou Emma de volta. – Pode sentar ao meu lado. – pediu Emma e assim Regina o fez.
Após elas se recomporem Emma avisou que o padrinho podia por o chapéu na cabeça.
— Perdão Don Noel. – pediu Regina envergonhada.
— Não se preocupe menina. Eu não vi nada. – disse ele para deixar Regina mais a vontade.
— A que devo a sua visita padrinho? – perguntou Emma querendo chamar a atenção para ela.
— Eu só vim fazer uma visita. – disse ele ainda sem graça.
— O senhor deseja beber algo? – perguntou Regina se levantando.
— Um suco seria bom. – falou o senhor e Regina seguiu para dentro da residência o mais rápido que pôde.
Assim que a morena estava longe, Noel pegou o chapéu e bateu no ombro da afilhada.
— Você não tem jeito menina!
— O que eu fiz agora? – perguntou Emma sorrindo.
— Ficar se agarrando com sua esposa no jardim. – disse ela sem jeito.
— Ah padrinho. Eu amo aquela mulher e é muito difícil ficar sem querer beijá-la. – disse sorrindo.
— Tome jeito menina! Agora você é uma mulher casada.
— Até parece que o senhor nunca fez isso antes.
— Não em um jardim. – disse e Emma gargalhou.
Eles continuaram conversando amenidades até que Regina voltou com uma bandeja onde tinha uma jarra de suco e uma garrafa de uísque, pois ela sabia que sua loira adora tomar uma dose a tarde.
Assim que ela sentou-se ao lado de Emma, eles começaram uma conversa sobre Ruby.
— A essa hora elas já devem estar casadas. – disse Emma sorrindo.
— Sim, mas eu ainda tenho medo do que aquele crápula pode fazer quando elas voltarem. -disse Regina preocupada.
— Eu também tenho esse Receio menina. – confessou Noel.
— Pois eu não. Quando elas voltarem, eu pretendo chama-las para morarem aqui conosco. Minha casa é mais reservada que a cabana da praia e aqui eu posso por alguns homens para ficar de olho. Claro se você quiser meu amor. – disse Emma segurando as mãos de Regina.
— Você sabe que eu irei adorar. – falou Regina encostando no ombro da amada.
— Eu fico muito feliz com isso minha filha. – disse Noel emocionado. – Você não sabe como fiquei feliz quando Ruby aceitou ter meu sobrenome em seu documento. – falou ele sorrindo.
— Eu sei padrinho, o senhor sempre ofereceu isso para nós duas. – disse Emma segurando a mão do padrinho.
— Você sabe que não tenho herdeiros Emma. Agora que você conseguiu o nome do seu pai e conquistou tudo o que tem atualmente, ficarei imensamente feliz que os meus bens fiquem para Ruby. Espero que não seja contra.
— Jamais seria contra isso padrinho. Ruby é minha irmã e ficarei muito feliz que ela seja sua herdeira. – falou a loira emocionada.
A conversa estava agradável até o momento que Rodolfo chegou muito bravo.
— Onde está minha noiva? – Exigiu ele.
— Quem deixou você entrar em minha propriedade? – perguntou Emma ficando em pé em frente ao homem.
— Pouco importa! Eu quero saber onde está a Zelena! – falou mais alto.
— Se o senhor que é o ... “noivo” não sabe. Como eu irei saber. – disse Emma dando um passo a frente.
— Não banque a espertinha comigo delinquente! Sei que Zelena é amiga de vocês. ONDE ELA ESTÁ?
— Primeiro: baixe o tom em minha casa! – disse Emma erguendo o rosto. – Segundo: O senhor não é bem-vindo aqui. Então trate de se retirar.
— Eu não vou embora sem a Zelena. – falou ele sacando uma pistola e apontando para Emma.
Nesse momento Regina ficou desesperada e correu para ficar entre eles. Emma vendo que sua amada estava na mira do revólver tentou afastá-la, mas Regina a impediu.
— Por favor, senhor Rodolfo. – falou Regina nervosa. – A Zelena não está aqui, se o senhor quiser procura-la fique a vontade. Mas por favor, baixe essa arma, estamos todos desarmados aqui. – pediu ela com os olhos marejados. – Nós não sabemos onde a Zel está. Acredite em mim. – Pediu Regina e respirou aliviada quando viu o homem baixar a arma.
— Eu sei que vocês estão me escondendo a verdade. – disse Rodolfo olhando para Emma. – Mas em consideração a sua senhora eu irei embora, mas tenha certeza que voltarei. – disse o homem e saiu pisando firme.
Assim que Rodolfo saiu Regina baixou o rosto e começou a chorar. No instante que Emma percebeu o estado da esposa a abraçou com carinho.
— Calma meu amor. Ela já foi. – disse ele abraçando a morena. – Vai ficar tudo bem.
[AS]
Zelena andava de mãos dadas a Ruby. Ela não conseguia tirar o sorriso do rosto. Agora ela era senhora Mancera.
Após a cerimonia que ocorreu no cartório local, Ruby havia lhe levado a uma das joalherias mais famosas da cidade e comprado um par de alianças lindíssimas. Com muita emoção elas haviam trocado as alianças na loja mesmo e foram parabenizadas pelo atendente quando lhe confidenciaram que haviam acabado de casar.
Em seguida a morena levou a ruiva para almoçarem em um restaurante famoso da região. Zelena amou cada segundo que passou naquela cidade junto a sua esposa. Passearam por mais algumas lojas, onde Ruby pode comprar alguns vestidos para amada. No final da tarde elas voltaram para o barco. Ruby estava nervosa com o que poderia acontecer. Era lógico que ela queria amar sua ruiva, mas se Zelena não estivesse pronta ela iria respeitar.
Assim que embarcaram, Ruby pôs o barco em movimento. Ela poderia deixar a embarcação ancorada na orla, mas para o que ela pretendia hoje, achou melhor levar a embarcação para alto mar. Ali seria difícil serem interrompidas.
Quando ela ancorou o barco, foi a procura de Zelena. A ruiva estava na proa do barco olhando as luzes da cidade que pareciam bem distantes.
— Preferia ter ficado na cidade? – perguntou Ruby abraçando a ruiva por trás.
— Não. Aqui está perfeito. – falou a ruiva virando nos braços da morena.
— Está nervosa para nossa primeira noite? – perguntou Ruby, ela queria saber como sua amada estava se sentindo.
— Um pouco. – disse sem graça.
— Zel, eu não irei lhe forçar a nada. – disse dando um selinho nos lábios da amada. – se você quiser apenas ir dormir agora é isso que faremos.
— Está tudo bem Ruby. – disse Zelena acariciando o rosto da amada. – Eu... quero tudo com você. Quero ser sua essa noite e todas as noites pelo resto da minha vida. – disse Zelena e Ruby abriu um lindo sorriso.
A morena as guiou para a cabine do navio. Assim que fechou a porta Ruby seguiu em direção a ruiva que estava em pé no meio do cômodo. Sem dizer nada a morena pôs as mãos no rosto da amada e deu inicio a um beijo calmo e cheio de amor.
Zelena rodeou o pescoço da morena com os braços intensificando ainda mais o beijo. A ruiva suspirou quando Ruby rodeou sua cintura com os braços juntando ainda mais os seus corpos.
Ruby começou a guiar o corpo da amada em direção a cama. Ela estava louca para fazer amor com sua esposa, porém, decidiu ir com calma para não assustar a ruiva. Antes de chegarem definitivamente a cama ela parou fitou sua amada com amor.
— Eu sou a mulher mais feliz do mundo por ter você como esposa. – confessou Ruby abrindo um sorriso radiante.
Em seguida ela tomou mais uma vez os lábios da amada. Enquanto se perdiam no beijo, Ruby levou as mãos ao zíper do vestido de Zelena que ficava nas costas, esperou um momento antes de abri-lo, mas finalmente teve coragem e deslizou a pequena peça metálica até o fim.
Afastou-se alguns centímetros do corpo da amada e a olhando nos olhos deslizou o tecido para baixo fazendo assim o corpo da ruiva se arrepiar.
— Se quiser esperar mais um pouco eu... entenderei. – afirmou Ruby respirando com dificuldade ao contemplar o corpo da esposa coberto apenas por uma calcinha delicada.
Zelena estava com vergonha, ela nunca havia ficado assim, tão exposta para outra antes. Mas ela confiava e amava Ruby e como resposta a ruiva levou timidamente as mãos ao primeiro botão da camisa de Ruby e lentamente começou a desabotoa-lo e fez o mesmo com todos os outros.
Ruby a ajudou a tirar o restante de sua roupa e quando as duas estavam apenas de peças íntimas Ruby delicadamente deitou Zelena na cama e em seguida se pôs por cima dela, deixando escapar um suspiro assim que sentiu o calor dos corpos se unir.
Ruby olhou para Zelena por alguns segundos e pode perceber em seus olhos um misto de receio e desejo. Para não desistir de continuar, a morena tomou os lábios de Zelena em um beijo urgente. Suas mãos que estavam no rosto da ruiva desceram lentamente pela lateral do corpo tremulo de Zelena.
Ruby saboreou os lábios da amada com vontade. Nunca antes havia sentido um desejo tão grande por alguém. Zelena era a pessoa que fazia sua sanidade ir para o espaço, mas ela queria ir com calma para não assustar a amada e assim, após se saciar pelo sabor dos lábios da ruiva, Ruby desceu deslizando seus lábios pelo pescoço de Zelena e seguiu para o colo desnudo sentindo a ruiva estremecer com o toque.
Zelena sentia seu corpo formigar e era uma sensação maravilhosa e deixou um gemido alto escapar por seus lábios quando sentiu Ruby sugar seu seio. A morena era delicada com ela e ao mesmo tempo intensa em suas atitudes. Pela primeira vez Zelena sentiu seu sexo ficar molhado e ela imaginava que essa era apenas uma das varias reações que seu corpo iria demonstrar naquela noite.
Ruby saboreou os seios da amada e parecia que estava no céu. Zelena era saborosa, delicada e a morena a amava muito.
Ruby desceu deslizando seus lábios pelo corpo tremulo da ruiva e não poderia deixar de esboçar um enorme sorriso toda vez que escutava os gemidos de sua amada.
Ao chegar na altura de seu sexo, Ruby olhou para o rosto de Zelena que estava bastante corado, a ruiva tinha os olhos fechados e mordia delicadamente o lábio inferior, essa imagem deixou Ruby ainda mais enlouquecida.
Ela então retirou o resto das roupas que cobria o corpo magro e arrepiado de sua amada e ficou ainda mais encantada com aquela visão.
— Como você é linda meu amor. – falou Ruby e Zelena a sorriu.
Sem conseguir a conter a vontade de sentir o gosto de sua esposa, Ruby deslizou a língua por todo o sexo de Zelena lentamente e gemeu em satisfação ao senti-lo. Nunca em toda sua vida ela sentiu um gosto melhor. Zelena era seu melhor em tudo.
A ruiva parecia estar flutuando. O que Ruby estava fazendo com ela era maravilhoso, mágico e por mais que ela quisesse se conter era impossível não gemer com aquelas carícias que a língua quente de Ruby fazia. E assim que Ruby sugou seu clitóris com força, ela pensou que morreria de prazer, sentiu um formigamento surgir em seu ventre e por mais que ela quisesse se segurar estava sendo cada segundo mais difícil.
— Ahh.... Ruby.... – gemeu alto Zelena que estava a ponto de enlouquecer.
— Isso amor, vem pra mim. – pediu Ruby percebendo que Zelena estava próximo de seu ápice.
A morena continuou a sugar o nervo rijo da amada sentindo o corpo da jovem tremer. Mesmo com muita experiencia com as mulheres, Ruby também estava a ponto de gozar só com os gemidos de Zelena.
— Ahhh !..... oh céus! .... Ruby. – Choramingou Zelena se entregando ao seu primeiro orgasmo da vida.
Ruby fez questão de sugar todo o líquido que a ruiva exalava. Em seguida Ruby deitou seu corpo por cima do de Zelena e a beijou docemente.
Zelena tinha espasmos e o corpo todo suado. Mas o sorriso não saia dos lábios.
— Eu amo você minha cenourinha! – disse Ruby sorrindo. – E essa noite será a melhor noite da minha vida.
Ruby voltou a beijar Zelena e enquanto distribuía carícias pelo corpo da amada, ela levou uma das mãos ao sexo de Zelena que gemeu com o contato.
— Ru... Ruby! – gemeu Zelena sentindo os dedos da amada fazer uma dança em seu sexo encharcado.
— Meu amor! Se em algum momento você sentir algum incomodo é só falar que eu paro, Ok! – falou Ruby enquanto deslizava os lábios pelo pescoço da amada.
— Uhum! – foi tudo o que Zelena conseguiu pronunciar.
Ruby tomou os lábios da amada mais uma vez e lentamente levou um dedo a entrada completamente encharcada de Zelena.
Introduziu o dedo lentamente se deliciando com a sensação das paredes internas da ruiva roçar em seu dedo. Quanto mais ela forçava a entrada, mas Zelena suspirava.
— Está tudo bem? – perguntou Ruby preocupada.
— Sim... humm. – sussurrou Zelena se agarrando ao corpo de Ruby.
Vendo aquilo como um incentivo, Ruby pôs um pouco mais de pressão e seu dedo foi fundo em sua amada rompendo a pequena barreira interna da ruiva.
— Ahh... Ruby.... – choramingou Zelena e Ruby a olhou preocupada.
— Amor! Está tudo bem? – perguntou Ruby e viu Zelena afirmar de olhos fechados.
Ficaram ali abraçadas por algum tempo até Ruby perceber que poderia continuar. E aos poucos começou a estocar sua amada. No inicio ela estava com movimentos lentos, mas quando Zelena involuntariamente começou a mover o corpo em busca e alivio, Ruby aumentou a intensidade de suas investidas. Ambas já deixavam escapar gemidos mais altos, mas manhosos e após varias estocadas Zelena gozou mais uma vez, agora gritando o nome da amada.
Zelena estava deitada com a cabeça no peito de Ruby e tinha um sorriso enorme nos lábios.
— Você está bem? – perguntou Ruby acariciando as costas de Zelena.
— Estou maravilhosamente bem. – falou a ruiva ainda sorrindo.
— Eu machuquei você? – perguntou a morena preocupada.
— Não meu amor. Você foi perfeita comigo. – disse Zelena se aconchegando ainda mais ao corpo da amada.
E assim elas foram aos poucos vencidas pelo cansaço do dia e acabaram adormecendo sentindo uma paz jamais sentida por nenhuma das duas.
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