Amor Selvagem
33 Voltando a normalidade.
Notas iniciais
Alguns dias se passaram e a paz parece ter voltado a vida de todos. Emma a cada dia estava melhor. Ainda não conseguia fazer muita coisa sozinha, mas o ferimento estava quase cicatrizado.
Regina era só sorrisos. Tinha sua esposa segura em casa e cada vez mais curada. O difícil era segurar Emma na hora de dormir, pois, a loira estava um fogo só e muitas vezes ficava chateada quando Regina não cedia a suas chantagens emocional.
Margareth continuava a morar na casa da filha e decidiu que só se afastaria de Emma se a própria mandasse. A senhora sabia que seria difícil esconder a verdade por muito tempo, principalmente de Regina que não conseguia entender todo carinho que ela tinha com Emma.
Ruby estava aliviada por saber que sua amiga estava bem. Algumas vezes ela se preocupava em relação a morte de Espinola, afinal, foi ela quem o matou e sabia que Lily poderia lhe entregar a qualquer momento, mas ela iria presa sem problemas se fosse para evitar que Emma se prejudicasse, mas a maioria dos pensamentos de Ruby era para uma certa ruiva que conseguiu marcar seu coração de tal maneira que ela não sabia explicar.
E perdida em seus pensamentos, Ruby caminhava pela praia. Já fazia alguns dias que não conseguia ver Zelena e isso a incomodava. Ela precisava encontrar uma maneira de rever sua ruiva. Já pensou em ir até a casa de Zelena durante a noite, mas sempre mudava de idéia, pois, não queria por a ruiva em uma situação difícil.
[AS]
Regina deixou Emma dormindo e foi até a casa de sua mãe. Cora tinha mandado Sandra pedir que a morena fosse até a sua casa, pois, precisava conversar com ela.
Sendo assim, Regina deixou Margareth cuidando de Emma e seguiu com Henry para sua antiga casa.
Assim que chegou encontrou Cora tomando café sozinha. Regina entrou meio sem jeito, pois, não conseguia deixar de estar magoada com as coisas que Cora falou sobre Emma da ultima vez que se encontraram, mas ela era sua mãe e poderia deixar a senhora de lado.
— Bom dia mamãe. – disse ela ao parar próximo a mesa.
— Bom dia, filha. Já tomou café?
— Sim. Já comi com a Emma. – disse ela e Cora revirou os olhos. – A senhora queria falar comigo?
— Sim, sente-se. – pediu Cora e assim ela fez.
— O que queria falar comigo?
— Queria saber se ainda estava com essa loucura de continuar morando com aquela delinqüente.
— Mamãe... Emma é minha esposa e eu a amo. E se a senhora me chamou aqui para falar mal dela é melhor eu ir embora. – disse fazendo menção em se levantar, mas Cora a impediu.
— Não filha. – pediu Cora. – Eu estou com saudades. Você me faz muita falta. – continuou com a voz triste.
— Mamãe, eu a amo muito e também sinto sua falta, mas foi a senhora que se afastou de mim e enquanto a senhora ficar contra meu casamento acredito que continuaremos assim. – disse Regina respirando fundo. – A senhora precisa entender que Emma é minha esposa e que a amo mais que tudo e desde o dia do meu casamento ela é minha prioridade então a senhora precisa aceitar que ela vem em primeiro lugar e ficarei ao lado dela sempre mesmo que para isso preciso me afastar da senhora. – concluiu Regina e Cora entristeceu ainda mais.
— Certo. Prometo respeitar seu... casamento, só não me peça para aceitar, pois eu ainda acho que aquela mulher não serve para você.
— Ela se chama Emma, e fico satisfeita com suas palavras. Agora preciso ir, pois, minha esposa anda está se recuperando e preciso ficar com ela. – disse Regina se levantando.
Assim que se virou para ir embora deu de cara com Lily que a olhava com raiva.
— O que faz aqui? – perguntou a mais nova, mas Regina não deu importância a sua irmã e continuou seu caminho. – A minha loira já enjoou de você? – começou Lily e Regina parou. — Ah! Ainda deve precisar de seus cuidados não é? Por isso continua em sua casa. – disse sorrindo. – Mais assim que estiver bem novamente virá a minha procura.
— Você não passa de uma mulher mal amada. – disse Regina indo em direção a sua irmã. – Uma perturbada que não consegue ver a alegria alheia sem jogar seu veneno. – Disse Regina e Lily a olhou com ódio. – Não continue se iludindo. Emma voltou para mim porque me ama e ninguém, muito menos você irá impedir esse amor. – falou Regina e Lily ia lha dar um tapa no rosto, mas Regina segurou seu braço. – Não ouse fazer isso, ou será que já esqueceu que sei revidar. – falou Regina se referindo a surra que deu em sua irmã.
Lily puxou seu braço do agarre da irmã e iria para cima dela, mas sentiu uma forte tontura e só não foi ao chão porque Regina a segurou por impulso.
— Filha! O que você tem? – perguntou Cora indo em direção as irmãs.
Lily não conseguiu responder, pois, perdeu os sentidos e acabou desmaiando. Cora começou a chorar e Regina pôs a irmã no chão e em seguida saiu correndo e foi pedir ajuda a um dos guardas que fazia a ronda pelo bairro. O rapaz levou lily para o quarto e enquanto isso Sandra saiu em busca do medico da família.
Alguns minutos se passaram e a criada voltou com o medico que passou os minutos seguintes examinando a mais nova.
Regina estava com sua mãe dizendo que tudo iria ficar bem, mas não deixou de pensar que talvez tivesse machucado muito a irmã no dia da surra, mas deixou esse pensamento de lado, pois se fosse culpa da surra Lily já deveria ter sentido alguma coisa antes.
Ao fim de seu exame o medico voltou para Cora e Regina com um semblante calmo.
— E então doutor. O que minha filha tem? – perguntou Cora aflita.
— Bem senhora Mills. Sua filha está grávida. – falou sorrindo.
— Gra... grávida? – perguntou Cora pondo as mãos na boca e olhando para filha que anda estava desacordada.
— Sim e já está com alguns meses de gestação. Acho que por ela ser muito magra a barriga não está aparente.
— Meu Deus! – disse Regina assustada, pois, ela sabia que poderia ter acontecido alguma coisa a seu sobrinho por conta das porradas que ela deu em sua irmã.
Regina acompanhou o médico até a porta e voltou para perto da mãe que estava na sala e tinha um olhar perdido.
— O que faremos agora? – perguntou Cora.
— Não sei, mas talvez com essa gravidez a Lily tenha um pouco mais de juízo. – afirmou Regina.
Elas seguiram para o quarto no momento em que Lily despertava. Ela olhou ao redor e assim que viu a mãe e irmã sentou na cama.
— O que houve? – perguntou Lily.
— Você desmaiou e tivemos que chamar o medico. – disse Regina.
— Isso foi por sua culpa. – falou a mais nova com raiva.
— Ai, não seja ridícula! – afirmou sem paciência.
— Filha, precisamos conversar. – disse Cora sentando ao lado da garota.
— O que aconteceu? – quis saber Lily.
— Você está grávida. – disse Regina de uma vez.
— Grávida! Não, isso não pode ser. – disse Lily com medo. – Meu deus! O que eu vou fazer agora?
— Calma filha. – pediu Cora segurando sua mão.
— Como calma, mamãe. Eu estou grávida e sozinha. – disse chorando.
— Filha, você não está sozinha. Tem a mim e a sua irmã. – falou Cora emocionada.
— Deveria voltar para o Neal. Já que ele é o pai da criança. – disse Regina.
— Eu não vou voltar para aquele idiota! E eu não quero nada que venha de você! – falou com raiva.
— Você que sabe. – respondeu Regina que já não agüentava mais ficar ali. – Já vou indo. – disse indo embora sem se despedir direito da mãe.
[AS]
Margareth estava limpando o ferimento de Emma cuidadosamente. Ela se sentia aliviada por ver sua menina melhorando. Sabia que essa melhora se graças ao amor que Regina sentia por sua esposa e a senhora não poderia estar mais feliz com isso. Depois de todas as dificuldades que Emma passou era exatamente uma pessoa como Regina que deveria estar ao lado da loira.
Ela viu como as duas se amavam. Sentia o cuidado que a morena tinha por sua filha. Sabia que Emma era uma pessoa difícil, mas perto de Regina a loira parecia outra pessoa. Uma mulher que fazia tudo o que a esposa queira. Não sabia ela por tudo o que Regina passou para que Emma se tornasse essa pessoa tranqüila quando estava com Regina.
Emma cochilava enquanto a senhora fazia seus curativos. Tal sono se dava aos chás que Margareth lhe dava para as dores, pois, mesmo Emma fazendo de tudo para esconder esse incômodo a mulher percebia quando ela estava sentindo dor.
Desde que Margareth foi obrigada a abandonar Emma e se esconder de todos ela nunca deixou de observar sua pequena. Sabia de tudo o que ela sofria, mas o medo de que algo ruim acontecesse a loira ela tirava forças de onde não tinha para não interferir.
Durante o procedimento ela passou o medicamento com um pouco mais de força fazendo a loira gemer de dor e assim abrir os olhos.
— Desculpe menina. – pediu a senhora.
— Não tem problemas. – disse Emma sorrindo amavelmente.
— Não queria te acordar. – disse a senhora.
— Como está por ai? – perguntou Emma fazendo careta.
— Está bem melhor. Só mais alguns dias e você estará novinha em folha. – brincou a mulher e as duas sorriram.
— Margareth. – disse Emma segurando a mão da senhora. – Eu sei que já lhe agradeci. Mas sempre serei grata por tudo o que fez e está fazendo por mim.
— Não precisa agradecer. – disse envergonhada.
— É claro que preciso. Você é um anjo em minha vida. Cuidando de mim com tanto empenho e carinho. Não sei se o que irei falar irá lhe agradar, mas depois de tudo eu tenho um grande carinho pela senhora. – falou a loira emocionada. – Eu não sei o que é um carinho de mãe, afinal a minha morreu no parto. – disse a loira e os olhos da senhora ficaram úmidos. – Mas, eu tenho pela senhora um sentimento puro e posso até dizer que se um dia eu tivesse conhecido minha mãe iria querer que ela fosse como a senhora.
— Filha... – disse a senhora chorando.
— Por que está chorando? – perguntou Emma preocupada. – Desculpe se falei algo que não lhe agradasse. – disse a loira e Margareth negou com a cabeça e saiu correndo do quarto.
Emma ficou sem entender a reação da mulher. Pensou em ir atrás dela, mas tentou se levantar rápido demais e sentiu uma fisgada no abdômen e achou melhor continuar deitada.
Margareth saiu correndo e quando chegou na sala e esbarrou em Regina que estava chegando.
— Margareth, o que aconteceu? A Emma está bem? – perguntou e a senhora afirmou com um menear de cabeça. – Por que você está assim? – a mulher nada disse.
Regina então, pegou uma das mãos da senhora e a levou para a biblioteca. Assim que Margareth se sentou Regina pegou um copo com água e lhe entregou.
— Converse comigo. O que aconteceu para você está assim? – perguntou Regina sentando-se a seu lado.
Margareth bebeu um gole da água e ficou alguns segundos em silencio. Regina mesmo preocupada resolveu aguardar ela sabia que a senhora precisava desse tempo.
— Está mais calma? – perguntou Regina percebendo a mulher mais calma.
— Eu sou uma pessoa horrível. – afirmou olhando para o copo em suas mãos.
— Não. Uma pessoa que viveu para ajudar as pessoas não pode ser horrível. – disse Regina sorrindo amavelmente.
— Eu sou fraca e covarde. O que adianta ajudar tanta gente e deixar a pessoa a quem eu tinha o dever de amparar sofrer nas mãos de pessoas tão cruéis?
— Do que a senhora está falando? – perguntou Regina sem entender.
— Estou falando da Emma.
— Como assim? Se não fosse pela senhora a Emma não estaria aqui conosco. – afirmou Regina e a senhora começou a chorar.
— Ela era uma criança tão linda. – falou Margareth assim que se acalmou um pouco. – Tinha os cabelos curtinhos e tão loirinhos, os olhinhos tão verdes e lindos e quando eu os vi pela primeira vez senti um amor tão grande que não coube em mim. Eu me senti a mulher mais feliz e realizada naquele momento. – dizia ela com o rosto banhado pelas lágrimas.
— A senhora conheceu Emma pequena? – perguntou Regina sem entender sobre o que Margareth falava.
— Eu a conhecia mesmo antes de nascer. – falou e olhou para Regina. – Ela era agitada pela manhã. Chutava tanto que parecia que queria sair da minha barriga. – sorriu. – Eu costumava cantar para ela e segundos depois ela se acalmava. – continuou a falar e Regina se emocionou ao entender o que estava acontecendo.
— A senhora é... é a mãe da Emma? – perguntou a morena e Margareth afirmou. – Mas como? Emma me disse que a mãe havia morrido ao lhe dar a luz. Eu não entendo.
— Aconteceram tantas coisas, minha filha. – falou Margareth decidindo contar toda a verdade a morena que ela julgava ser uma pessoa boa e correta. — Eu era muito jovem e muito ingênua. Fui obrigada a casar muito cedo com um homem que nem conhecia. Ele era um bom homem, mas eu não o amava. Certa noite eu estava vendendo meu artesanato em uma festa aqui do povoado e conheci um rapaz. Ele era tão lindo e muito gentil foi impossível não me apaixonar. No inicio eu fiquei com medo, afinal, eu estava casada e esse rapaz estava noivo.
— David Nolan. – disse Regina e a senhora assentiu.
— Eu o amava e ele a mim. – disse a mulher sorrindo. – Estávamos decididos a deixar nossos parceiros para viver esse amor. Eu me entreguei a ele e não me arrependo. Vivemos os melhores momentos juntos. Meses depois eu descobri que estava grávida, mas nem cheguei a lhe contar essa novidade, pois, não sei como a noiva dele descobriu e veio a meu encontro com alguns homens e disse que se eu fizesse qualquer coisa para acabar com seu noivado ela mataria minha filha. – voltou a chorar. – Eu fiquei com tanto medo que no dia seguinte terminei tudo com ele. David ficou louco de raiva e jurou nunca mais olhar na minha cara. Fiquei sabendo meses depois eles haviam se casado e isso me destruiu, mas eu não poderia pôr a vida da minha filha em risco. Contei tudo a meu marido e ao contrario do que imaginei James prometeu assumir minha filha. Quando Emma nasceu, James estava em uma viagem. Não sei como Sofia ficou sabendo, mas ela apareceu na casa da parteira e como punição me obrigou a me afastar de meu bebê. Eu estava com medo e sozinha, então aceitei seus termos. – voltou a chorar. – Eu deixei minha filha com a parteira e fui embora. Fiz ela prometer que diria a todo mundo que morri no parto e que deixaria Emma com James, pois, imaginava que ele a protegeria.
— Eu sinto muito Margareth. Nunca poderia imaginar como minha madrinha é cruel. – disse Regina a abraçando.
— Graças a Don Noel, minha filha é a mulher forte e determinada de hoje. Tenho uma dívida eterna com ele.
— Você pode recuperar sua filha. Ela está ali no quarto e sempre quis ter a mãe com ela.
— Não Regina, Emma não deve saber de nada. Ela irá me odiar por tê-la abandonado. Por favor não diga nada. – pediu chorando.
— Mas Margareth...
— Por favor! Ela acaba de dizer que me tem como uma mãe e eu não posso perder esse carinho. Me prometa que não dirá nada. – implorou encarando os olhos da morena.
— Não se preocupe, não falarei nada. Mesmo eu achando que você está errada. – disse a morena sorrindo.
— Obrigada. – pediu e Regina a abraçou novamente. – Mas assim será melhor.
— Você tem a mim Margareth e farei o possível para que você e Emma tenham uma ótima relação. – disse se afastando da mulher. – pode contar comigo para tudo o que precisar. – disse e beijou o rosto da senhora.
[AS]
Ruby ainda caminhava pela praia perdida em pensamentos sobre Zelena. A falta que a ruiva fazia era tamanha e isso já estava quase insuportável. Zelena tem uma ternura e inocência tão grande que enche seu coração de alegria.
Ela sempre foi desapegada de sentimentos, assim como Emma ela não se preocupava em ter uma mulher só. Era de todas e de ninguém. Não se achava digna de ter uma família por conta de sua vida anterior, antes ela não tinha estrutura para viver tranqüila com alguém, mas depois que começou a trabalhar honestamente e principalmente depois que conheceu Zelena essa vontade de ser de uma mulher só aumentou drasticamente.
Estar com Zelena lhe transmitia uma paz nunca sentida. Após o primeiro encontro, Ruby não parava de imaginar uma casa confortável e a companhia de sua ruiva após um dia estressante de trabalho. Quantas vezes ela desejava ter aqueles olhos azuis lhe fitando assim que acordava.
Talvez presenciar o amor e cumplicidade entre Emma e Regina a estava influenciando, mas era isso que seu coração vinha desejando desde que esbarrou em sua deusa ruiva na praça.
E como se o destino estivesse lhe mandando uma mensagem, Ruby avista ao longe uma cabeleira ruiva próximo ao mar. Pode perceber também uma senhora baixinha ao lado de Zelena e nesse momento teve medo de se aproximar. Então ela resolveu passar por traz de sua ruivinha apenas para poder vê-la pelo menos um pouquinho mais perto. Ela teria cuidado para não ser vista e assim, cuidadosamente começou a se aproximar.
Ela sorria bobamente e desejava tanto poder abraçar e beijar sua ruiva, mas não sabia se seria uma boa idéia, já que havia alguém com ela.
A morena pôs as mãos nos bolsos da calça e deu uma ultima olhada em sua ruiva que estava ajoelhada na areia, depois desviou os olhos para a areia para não ser traída por seu coração e finalmente ir cumprimentá-la.
Ela seguiria seu caminho em frente se não fosse ouvido um soluço sôfrego de sua amada. E com o coração se apertando no peito ela mandou o bom senso para o espaço e mudou a direção para o encontro de sua amada.
— Zel... – chamou parando ao lado da ruiva.
Assim que ouviu seu nome ser chamado, Zelena olhou para a morena e levantando apressada se jogou nos braços da morena intensificando o choro.
— Meu amor o fizeram a você? – perguntou Ruby baixinho no ouvido de Zelena que chorava intensamente.
Zelena nada respondeu, pois, o choro não permitiu. Ela estava se sentindo amparada e protegida nos braços da amada e naquele momento desejava nunca sair dali.
Ruby olhou preocupada e assustada para a senhora baixinha que sorriu amavelmente lhe tranqüilizando.
— Zel. Olha pra mim. – pediu Ruby afastando um pouco o corpo da ruiva para olhá-la. – O que aconteceu? – perguntou acariciando o rosto da amada.
— Ele... ele... voltará em três dias. – disse com os olhos vermelhos.
— Ele? – perguntou Ruby sem entender.
— Sim e iremos nos casar no final de semana. – disse e mais uma vez desabou em lágrimas.
Ruby abraçou forte sua amada entendendo de quem se referia. Ela não podia deixar isso acontecer. Não deixaria aquele crápula por as mãos em sua doce ruivinha. Ela teria que pensar em algo.
— Calma meu amor. – pediu Ruby e Zelena se afastou com um sorriso tímido nos lábios.
— Amor? – perguntou ela e Ruby corou, não havia se dado conta de como havia chamado sua ruivinha.
— Desde que te vi pela primeira vez esse sentimento vem crescendo em meu peito. Espero que não se impor.... – foi interrompida por um beijo apaixonado.
A princípio a morena arregalou os olhos, afinal, não estavam sozinhas. Mas ao sentir a língua de Zelena pedir passagem se entregou ao momento e fechou os olhos retribuindo ao beijo.
Elas ficaram se beijando com amor até que o ar se fez necessário. Pararam com alguns selinhos e ficaram com as testas coladas por um tempo. Até que um coçar de garganta se fez presente. E Ruby olhou assustada de Zelena para a senhora que tinha um leve sorriso nos lábios.
— Não se preocupe. – disse Zelena segurando a mão de Ruby. – A Diana não falará nada ela sabe sobre você.
— E você é mais bonita do que descreveram. – disse a senhora amavelmente.
— Obrigada. – disse Ruby sem graça.
— Não precisa agradecer menina. Desde que você ame a minha cenourinha ficará tudo bem. – falou ela sorrindo.
— Então tudo ficará bem. – disse Ruby e ganhou mais um selinho de Zelena.
— Assim espero. – disse Diana e todas sorriram.
— Vem comigo em minha casa. É logo ali e assim podemos conversar melhor. – pediu Ruby e Zelena aceitou.
As mulheres seguiram para a casa que Ruby morava e sentaram em uma espreguiçadeira que havia ali na pequena varanda. Diana percebendo que as duas precisavam conversar a sós, pediu a Ruby para fazer um suco e seguiu para a cozinha assim que a morena lhe indicou a direção.
— Agora me conta que historia é essa de casamento no fim de semana. – pediu Ruby assim que ficaram sozinhas.
— Chegou um telegrama da capital e meu pai informou que Rodolfo estava voltando e que no final de semana seria nosso casamento. – disse emocionada. – Eu não posso me casar com ele Ruby. – disse deixando algumas lágrimas caírem. – Ele é um monstro e eu... eu estou com medo.
— Ei, calma. Eu não permitirei isso. – disse Ruby secando o rosto da ruiva delicadamente.
— E o que pretende fazer? Ele consegue tudo que quer. Até convenceu meu pai sobre o nosso casamento depois de tudo.
— Eu vou pensar em algo está bem? – perguntou e a ruiva assentiu. – Agora para de chorar “cenourinha”. – disse sorrindo e Zelena retribuiu o sorriso.
— Boba. – falou a ruiva e beijou Ruby.
Elas ficaram por um bom tempo abraçadas e trocando carinhos. Era como se todo o mal que existia na vida delas não mais conseguisse tocá-las. Zelena se sentia protegida, amada e respeitada quando estava nos braços da morena. E naquele momento pediu a todas as entidades que nunca se separasse de sua morena.
Como Diana estava demorando e a posição em que elas estavam estava incômoda, Ruby deitou na espreguiçadeira e trouxe o corpo magro da ruiva para cima do seu. Zelena deitou a cabeça no peito da morena que começou a fazer carinho em suas costas.
Mais alguns minutos depois Diana apareceu com uma bandeja nas mãos onde trazia uma jarra de suco e três copos.
— Dormiu pobrezinha. – disse Diana pondo a bandeja em uma mesinha que havia no canto.
— Ela estava muito nervosa. – disse Ruby em um tom baixo para não acordá-la.
— Ah menina Ruby! – disse Diana sentando-se em um banco próximo. – Minha cenourinha já sofreu tanto por causa desse homem que quer ser seu esposo. Na época em que tudo aconteceu. Ela lhe contou? – perguntou Diana e Ruby afirmou. – Bem, depois do que ele tentou fazer a minha menina tinha pesadelos e acordava chorando. – falou emocionada. – Eu a acalmava, mas sentia meu peito sangrar.
— E por que o pai dela o aceitou como pretendente outra vez?
— É coisa de dinheiro. Eu não entendo muito dessas coisas, mas parece que o senhor Green perdeu todo seu dinheiro e o senhor Rodolfo prometeu ajuda se ele permitisse esse casamento.
— Isso é absurdo! – falou mais alto do que queria e Zelena se mexeu resmungando algo. – Ela não é nenhum objeto ou terras para que o pai a trate assim. – falou mais suave para não acordar sua amada.
— Eu sei disso, mas não podemos fazer nada. Ele já decidiu. – falou emocionada.
— Diana, eu amo a essa mulher. Sei que pode ser muito cedo para dizer isso, mas é a verdade e a partir de hoje eu prometo aqui na sua frente que ninguém irá obrigar Zelena a fazer nada contra a vontade.
— E o que você pode fazer menina?
— Eu não sei ainda, mas uma coisa eu digo. Zelena não se casará com esse desgraçado. – afirmou dando um beijo nos cabelos ruivos.
[AS]
Emma dormia quando Regina entrou no quarto. Regina ficou olhando sua loira dormindo tranquilamente e imaginou qual seria a reação de Emma ao saber que Margareth era sua mãe. Se fosse a Emma de antes talvez expulsasse Margareth de casa e lhe acusaria de tê-la abandonado. Mas agora ela estava tão mudada, estava mais feliz, mas leve e talvez abraçaria Margareth depois de saber toda a verdade.
Mas Regina sabia que não cabia a ela revelar esse segredo. Ela havia prometido a Margareth que não falaria nada, mas se talvez ela preparasse o terreno essa revelação faria muito bem as duas e elas poderiam recuperar o tempo perdido.
— Eu sei que sou irresistível, mas por que está me olhando assim? – perguntou Emma sorrindo.
— Estou pensando em como sou abençoada por ter uma mulher linda a meu lado. – disse Regina deitando-se ao lado da amada.
— Só linda? – brincou Emma passando uma mão pela cintura da morena.
— Linda, inteligente, bondosa e muito ... gostosa. – disse Regina suspirando com os toques.
— Gostosa é? – continuou Emma com suas investidas.
Desde que estava na prisão a loira estava sedenta de saudade e desejo. Após a primeira noite delas nunca haviam ficado um dia sem se amar e a loira amava isso.
Ter Regina totalmente entregue sempre foi uma satisfação. Ela se sentia realizada por poder dar prazer a sua esposa amada.
— Amor você não... humm. – gemeu Regina quando Emma conseguiu transpor as barreiras do vestido da mulher tacar seu sexo já encharcado.
— Fica me recusando e já está assim amor? – perguntou Emma em êxtase.
— Amor... humm...
— Shhii. Não fala nada só me deixa fazer isso. – pede Emma fazendo círculos no clitóris da amada. – Você é tão gostosa amor. – disse a loira mordendo o lábio inferior.
— Ahhh... amor.... – fala Regina fechando os olhos e se entregando ao momento.
Ela já estava morrendo de vontade de ter sua loira. Só deus sabe como estava sendo difícil recusar todas as investidas de Emma nesses dias. Mas ela sabia que era para o bem de sua amada, porém, agora foi pega de surpresa e sabia que não conseguiria recuar.
Emma intensificou seus movimentos e sentiu o líquido de sua amada molhar ainda aquela carne macia. Ela gemia contidamente e sabia que isso enlouquecia sua loira.
Emma estava enlouquecida de desejo, de luxuria e quando levou dois dedos para penetrar sua amada sentiu um fisgada no local de seu ferimento a fazendo gemer mais alto.
— Amor, você está bem? – perguntou Regina preocupada vendo a expressão de dor da amada. – eu disse que você não podia ainda. – falou acariciando o rosto da loira que aos poucos voltava ao normal.
— Não foi nada minha vida. – falou sorrindo. — e não pense que irei parar por isso.
— Emma...
— Eu quero sentir seu gosto, eu preciso disso.
— Como? Você não... – não terminou a fala por que Emma pôs o indicador em seus lábios.
— Vem cá. – disse a loira acomodando a cabeça no travesseiro. – Trás essa buceta gostosa para minha boca vai. – pediu a loira.
— EMMA! – repreendeu Regina envergonhada pela palavra usada pela esposa, mas ela não pode negar que ouvir tal pedido fez seu corpo arder ainda mais.
— Desculpa se de deixei sem jeito, mas eu estou louca para fazer você gozar. Então meu amor, faz o que estou pedindo. – pediu a loira gemendo.
Mesmo sem graça Regina ficou de pé, retirou a roupa de baixo, ergueu o vestido e timidamente se acomodou por cima do rosto da amada.
Emma vendo aquela perfeição em seu rosto, pôs as mãos na cintura de Regina e lentamente puxou o corpo da morena para seu rosto e sem demora abocanhou a vagina lambuzada da esposa com vontade.
— Ahh.... – gemeu Regina sentindo a língua quente da esposa percorrer todo seu sexo com vontade.
Emma estava perdida com o gosto maravilhoso de sua morena. Ela deslizava a língua por toda extensão encharcada da mulher. Por vezes ameaçava penetrar a morena, mas logo levava a língua para o clitóris rijo.
Regina gemia sem parar. Fazer amor com Emma sempre era maravilhoso. Sua esposa a explorava de todas as formas e ela não tinha do que reclamar.
— Amor... hummm... – choramingou a morena quando Emma prendeu o seu nervo pulsante entre os lábios e começou a sugá-lo. Involuntariamente Regina começou a mover seu quadril para frente e para trás ouvindo Emma soltar um gemido arrastado. E foi preciso segurar no encosto da cama quando sentiu sua loira lhe penetrar dois dedos sem parar de chupá-la.
Emma estocava com força enquanto sugava o clitóris da amada com vontade.
Regina apertava com força o encosto da cama para não cair. Seu corpo já demonstrava sinais de que seu ápice estava perto. Emma percebendo que sua mulher gozaria em breve aumentou a intensidade de suas investidas fazendo Regina subir e descer de acordo com seus movimentos.
A morena sentindo seu corpo começar a tremer apoiou a cabeça no encosto da cama tentando segurar um pouco mais essa sensação maravilhosa, mas não conseguiu por muito tempo, pois, após mais algumas estocadas ela gozou gritando o nome da amada.
— Você está bem? – perguntou Regina deitando ao lado da amada que tinha um sorriso de satisfação no rosto.
— Melhor impossível. – falou Emma olhando nos olhos de Regina. – Você é muito gostosa. – disse passando a língua pelos próprios lábios para limpar o local que estava muito molhado.
— E você uma teimosa. – disse Regina sorrindo.
— Eu sempre consigo o que quero, mesmo que demore um pouco. – disse Emma divertida.
— Idiota. – disse Regina gargalhando.
— Uma idiota que você ama. – disse Emma convencida.
— Amo mais que tudo nessa vida. – confessou Regina beijando sua amada.
Depois de muitos carinhos e muitos beijos elas adormeceram abraçadas agradecendo por estarem juntas novamente.
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