Amor Selvagem
34 Rumo a felicidade
Notas iniciais
A dois dias que Cora não conseguia dormir. Ela estava envergonhada por tudo o que estava acontecendo em sua vida. Ela não suportaria todos os comentários e fuxicos que os amigos fariam sobre suas filhas e agora seria pior, o que seus amigos diriam sobre ter uma filha abandonada pelo marido e ainda por cima estando grávida?
E pensando nisso ela tomou a decisão de ir até a fazenda contar sobre a gravidez de Lily e rogar para que Neal a aceite de volta.
O sol mau despontou no céu e Cora já estava em um coche rumo a fazenda. Estava muito nervosa, pois sabia muito bem que Neal não aceitaria isso, mas iria insistir e pediria ajuda a Sofia.
Algumas horas depois o coche parou em frente a propriedade. Um dos criados da fazenda ajudou Cora a descer e lhe guiou pra dentro da casa.
— O que faz aqui? Sabes que não és bem vinda nessa casa! – disse Sofia.
— Preciso falar com você e com o Neal. – disse Cora não se amedrontando com as palavras de Sofia.
Sofia a contra gosto guiou Cora ao escritório onde Neal já estava bebendo mesmo sendo tão cedo.
— Não quero falar com ninguém. – disse Neal sentado em sua cadeira.
— Precisamos conversar. – disse Cora se aproximando da mesa.
— Pois que fale. – disse ele solvendo mais uma dose da sua bebida.
— Vim informar que Lily e Emma não morreram como todos dizem. – disse Cora e Neal a olhou curioso.
— E como sabe disso? – perguntou Sofia.
— Soube hoje quando minha filha voltou para casa.
— Séirio? E por que voltou se tinha a oportunidade de ir embora com aquela delinqüente. – disse Neal tomando mais um gole de sua bebida.
— Ela voltou porque espera um filho seu. – falou e Neal sorriu sarcástico.
— Por favor... acha que sou tão estúpido? – falou ainda sorrindo.
— Nunca pensei isso meu filho. – disse Cora sem graça.
— Ah não? Se todos acham isso de mim. – falou com raiva. – Porque todos já me enganaram algumas vezes, inclusive a senhora.
— Não diga isso filho. – pediu Sofia.
— Não acredito que sua filha esteja realmente grávida. Está apenas usando essa desculpa para voltar a essa casa, mas eu não a quero aqui. – disse com raiva.
— Pensa bem Neal. É de seu filho que estou falando. – suplicou Cora.
— Mesmo que Lily esteja falando a verdade, mesmo que esteja esperando um filho meu eu não a quero aqui! – falou batendo forte o copo na mesa.
— Pense bem filho. É de meu neto que você esta se referindo. Seu sangue, nosso sangue, não podemos abandoná-lo. – falou Sofia.
— Chega! Saiam daqui. – pediu e nenhuma das duas se moveram. – SAIAM! – gritou e viu as mulheres se retirando.
[AS]
Emma abriu os olhos lentamente e sorriu ao sentir o braço de Regina apoiado em seu peito. Ela ainda não estava acreditando que estava em casa com sua amada esposa em seus braços. A vida sempre fora muito dura com ela e quando Emma achava que estava tudo bem o destino voltou a bagunçar tudo. Mas agora ela faria de tudo para que sua morena tivesse paz, para que ambas tivessem paz.
— O que é tão engraçado? – perguntou Regina com a voz rouca pelo sono.
— Como sabe que estou sorrindo? – perguntou olhando para Regina que ainda tinha o rosto na curva de seu pescoço.
— Eu sei tudo sobre você meu amor. – disse a morena levantando o rosto para encarar os olhos verdes que tanto ama.
— Sabe é? Se é assim que tenho em mente agora? – perguntou a loira de forma maliciosa.
— Algo que não podemos fazer. Você ainda está se recuperando e não adianta negar, pois, escutei seus gemidos a noite. – disse Regina apoiando a cabeça com a mão.
— Eu poderia está tendo um sonho erótico com você. – disse sorrindo.
— Espero que não, pois se eu causo esse tipo de gemido não quero mais tocar em você. – sorriu e voltou a colocar a cabeça no pescoço da loira.
— As vezes eu acho que você é uma bruxa. – disse e sorriu ao sentir um leve tapa em sua cabeça.
— Idiota. – disse Regina sorrindo.
— Uma idiota que você ama. – concluiu Emma e abraçou a mulher.
Ficaram ali abraçadas trocando caricias até que adormeceram novamente.
[AS]
Ruby estava sentada em sua varando observando a imensidão azul a sua frente. A dois dias ela não dormia direito. Estava preocupada por Zelena e não sabia o que fazer para tirar sua ruiva das garras daquele crápula.
Ela já havia imaginado milhões de possibilidades e todas elas terminava com Rodolfo tendo Zelena para ele. Rodolfo era um homem perigoso e poderoso, conhecia muita gente importante pelo país.
Mas ela não iria permitir que sua amada acabasse casada com ele, nem que para isso ela o matasse. Não queria chegar a tanto, pois, se o fizer não poderá desfrutar de uma vida maravilhosa ao lado de Zelena.
Sem saber mais o que fazer decidiu que precisava conversar com alguém e ela já sabia para onde ir.
A morena tomou um banho gelado para lhe dar energia. Saiu rumo a seu destino, em poucos minutos já estava sentada em frente a mesa do advogado.
— Desculpe a demora Ruby. Em que posso ajudar? – disse Noel sentando em sua cadeira.
— Eu preciso de sua ajuda. – pediu e o olhou apreensivo.
— O que posso fazer por você? – perguntou o Noel preocupado.
Ruby contou tudo para o advogado. Tudo o que Zelena estava passando, sobre o relacionamento com a ruiva e principalmente sobre seu plano. Noel estava apreensivo e preocupado com tudo o que a morena havia lhe contado. Não gostava nada de como a sociedade agia com as moças da época, essa história de casamentos arranjados já estava passando dos limites.
— É claro que posso dar meu sobrenome a você Ruby. Você e Emma sempre foram como filhas para mim. Só não concordo com esse plano. Pelo que você me falou e pelo pouco que ouvi falar sobre esse homem ele é uma pessoa perigosa. – disse realmente preocupado. – Tem certeza que é isso que quer?
— Eu sei que é perigoso Don Noel, mas eu não posso deixar a Zelena sofrer nas mãos desse crápula. – falou emocionada.
— Então, o que estamos esperando? – disse Noel se levantando.
— O senhor acha que hoje mesmo terei um sobrenome? – perguntou com um pequeno sorriso.
— Em algumas horas você se chamará Ruby Mancera. – disse o advogado sorrindo e pondo o braço sobre os ombros da garota.
[AS]
Cora e Sofia adentraram a casa dos Mills seguidas por Gold. Cora esperava que Sofia conseguisse convencer Neal a aceitar Lily de volta. Assim que pararam na sala Sandra apareceu para recepcioná-las.
— Lily está em seu quarto? – perguntou Cora.
— Sim senhora. – respondeu a criada.
— Peça que venha até aqui.
Dito isso Sandra subiu em busca de sua patroinha. Não demorou mais que alguns minutos para que Lily estivesse com eles.
— É verdade que está esperando um filho de Neal? – perguntou Sofia.
— Sim. – respondeu Lily.
— Foi por isso que voltou? Para enganar meu filho mais uma vez? – perguntou Sofia não gostando de estar com Lily.
— Não. Por mim eu estaria bem longe com a Emma. – falou séria.
— Então por que está aqui?
— Quando propus a Emma escapar ou nos fingirmos de mortos ela não quis. Ela queria ir embora, mas com a Regina. O que acontece é que aproveitamos que estava inconsciente pela ferida... Você sabe! – disse para Gold.
— É verdade? – perguntou Sofia para o rapaz.
— Sim. Foi Noel Mancera que aceitou em seu nome. Mas também garantiram que nunca mais iriam voltar. – disse Gold olhando para Lily.
— Eu esperava convencê-la de que fugíssemos para longe, mas não quis. Quando abriu os olhos a única coisa que fazia era... perguntar por Regina. E esta manhã quando acordei ela já havia ido embora. – falou emocionada.
— Você se ofereceu tanto que ela poderia ter se aproveitado e partido com você. – disse Sofia com raiva. – Pelo menos você não estaria aqui arruinando a vida do meu filho mais uma vez.
— Queria com todas as minhas forças que Emma pudesse ter me engravidado, por que mesmo ela sendo apaixonada por minha irmã jamais me abandonaria com um filho. E se estou aqui olhando para cara de vocês não é por escolha e sim por necessidade. – falou Lily derramando as lágrimas que tentava segurar. – Mas se não querem a criança, se não se importam... a mim muito menos. – disse e saiu correndo de volta a seu quarto.
[AS]
Emma estava deitada no sofá da biblioteca enquanto Regina tocava algumas músicas no piano. Ela já havia percebido que sua esposa gostava de vê-la tocar e não precisava ver o sorriso que Emma tinha para saber disso. A morena jogou um beijo no ar para a loira e começou uma nova melodia.
Emma simulou que segurava o beijo e levou a mão a seu peito. Era inegável o amor que aquelas duas sentiam. Regina olhou mais uma vez para a amada e parou de tocar quando viu uma careta de dor em Emma.
— Amor, está sentindo alguma dor? – perguntou a morena se aproximando do sofá.
— Não pequena. É só que essa posição não está legal. – disse tocando o rosto da amada.
— Vem. Senta um pouco. – pediu Regina ajudando Emma a sentar.
— Eu amo você. – declarou Emma e Regina abriu um lindo sorriso.
— Não mais que eu. – falou Regina juntou seus lábios em um beijo calmo e cheio de amor.
As duas se afastaram ao ouvir a porta se abrindo.
— Será que vocês duas só sabem se agarrar? – perguntou Ruby sorrindo ao ver Regina corar.
— Estamos em nossa casa e podemos fazer o que quisermos. – disse Emma.
— Ok! Agora preparem-se que tenho novidades e um planos que preciso da ajuda de vocês. – disse Ruby sentando ao lado de Emma.
— E o que seria tão importante para você atrapalhar um momento lindo com minha esposa. – disse Emma implicando com a amiga.
— Amanhã Rodolfo está de volta com a intenção de se casar com Zelena.
— Se essa é a novidade nem precisa continuar. – pediu Regina triste por sua amiga.
— Não. A novidade é que agora me chamo Ruby Mancera. – disse e viu as duas mulheres a sua frente arregalar os olhos. – E o plano é que vou fugir com Zelena e me casar com ela, assim esse desgraçado não poderá tê-la como esposa. – disse sorrindo como se tivesse encontrado a solução para todos os seus problemas.
— Parabéns Ruby, mas você sabe que essa idéia é muito perigosa não é? – disse Emma séria.
— Eu sei, mas não vou permitir que aquele desgraçado ponha as mãos na minha mulher. – falou com convicção. – Senão terei que matá-lo para evitar isso.
— Ok! O Cisne Negro está sua disposição para ir com Zelena. – falou Emma achando a opção da fuga mais sensata.
— Era exatamente esse o motivo de vir até aqui. Prometo cuidar muito bem de seu barco. – falou sorrindo.
— Eu sei que sim. – disse Emma pondo a mão no ombro da amiga.
Elas ficaram um bom tempo discutindo sobre o plano. Emma se prontificou a dar todo apoio as suas amigas.
Assim que saiu da casa de Emma, Ruby seguiu para o porto. Precisava prepara tudo para a fuga que acorreria essa noite mesmo. Ela queria tirar sua ruiva da cidade antes de Rodolfo chegar.
Depois de tudo arrumado a morena só precisava esperar a hora certa para ir buscar Zelena e rezava aos céus que a ruiva aceitasse ir com ela.
Era madrugada quando Ruby chegou a varanda de Zelena. Olhou com cuidado por todo o lugar para ter certeza que ninguém a visse.
A morena esperou o momento certo e entrou no quarto da ruiva. Ela se permitiu sorrir ao ver Zelena dormindo, parecia um anjo, tão linda. Era até pecado acordá-las, mas elas não tinham muito tempo. Então delicadamente ela se agachou ao lado da cama e começou a fazer carinho na ruiva.
— Amor. – chamou Ruby e aos poucos Zelena abriu os olhos.
— Ruby. – falou com a voz rouca. – o que faz aqui? – perguntou confusa.
— Eu vim cumprir minha promessa. – disse sorrindo.
Ruby Fez um rápido resumo do plano e não precisou de muito para convencer a ruiva. Zelena levantou e capturou os lábios da morena que perdeu o ar com o gosto de Zelena. Sem demora elas juntaram alguns pertences da ruiva e saíram com cuidado.
Zelena não poderia estar mais feliz. Ela iria se livrar do fardo que era se casar com Rodolfo e de brinde iria se juntar a sua morena.
As duas chegaram ao barco sorridentes e com a esperança de viver uma vida cheia de amor e cumplicidade.
Em poucos minutos o barco já estava em alto mar, rumo a felicidade.
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