Amor Selvagem
14 Senhora Swan Nolan
Notas iniciais
Regina estava em sua sala bordando parte de seu enxoval. Sorria feito boba ao lembrar de Emma. Como sua vida mudou tanto de uma hora para outra? Sempre soube que casaria com um dos mais ricos e conhecidos homens do país. Foi trocada por sua irmã e pensou que nunca iria conseguir se reerguer novamente e agora estava noiva de uma mulher e essa mulher sempre lhe desagradou por suas atitudes e fama, porém, hoje ela se via completamente apaixonada por Emma. Sentia que tudo o que esperava de Neal não passou de mentira. Ela nunca sentiu por Neal o que sente quando está perto de Emma, nunca foi tão bem tratada e respeitada como a loira a fazia sentir. Ela percebeu que tudo o que passou e sofreu foi para conseguir encontrar o amor de sua vida. Ela é tirada de seus pensamentos por batidas na porta.
— Bom dia! – disse Emma assim que a morena abriu a porta.
— Bom dia! – respondeu Regina com um sorriso acanhado.
— Posso entrar? – perguntou a loira que ainda estava parada a porta.
— É que minha mãe não está. – diz Regina envergonhada.
— Não vim falar com ela. – disse a loira entrando com um sorriso no canto dos lábios.
Ela conhecia as “regras” da alta sociedade e sabia que duas pessoas comprometidas não podiam ficar sozinhos e ela amava ver sua morena encabulada.
— Não é certo ficarmos a sós. – disse Regina fechando a porta.
— Mas na fazenda sempre ficávamos a sós.
— Mas... não éramos comprometidos. – falou Regina.
— Não se preocupe morena. – disse Emma sorrindo docemente. – Só vim conversar.
— Sente-se.
Elas sentaram uma de frente para a outra. Regina sabia que se sua mãe as visse conversando sozinhas iria recrimina-las. Mas estava cada vez mais difícil negar algo a Emma.
— Comprei a casa da senhora Fox. Você a conhece? – perguntou Emma animada.
— Sim.
— Quero saber o que você acha? Por que se não te agradar posso desfazer o negócio e procurar outra.
— O que você achar melhor. – disse Regina
— Não! – disse Emma séria. – Não Regina. Quero saber sua opinião. Saber o que te agrada ou desagrada. – disse Emma não gostando do jeito submisso que as mulheres como Regina, que vem de uma família tradicional, é ensinada a acatar as ordens e gostos de seus companheiros. – Quero que seja a mulher forte que vejo em você. Nós viveremos juntas e compartilharemos uma vida e se alguma vez te fizer algo que te desagrade peço que me diga. Eu não sou melhor que você, você não é melhor que eu. –sorriu. – Somos duas pessoas que tem sentimentos. – pegou a mão da morena. – Sei que sou uma pessoa difícil e com certeza irei fazer algo que não lhe agrade, mas quero que quando acontecer você me fale que não gostou de minhas atitudes. – concluiu sorrindo docemente para a morena que também sorria.
— Tudo bem. – respondeu Regina encantada com a loira.
— Mas então, o que acha da casa da senhora Fox? – voltou a perguntar.
— Acho ela perfeita. – afirmou Regina sorrindo.
De repente a feição de Emma mudou, ela desfez o sorriso e se pôs de pé. Regina achou estranho tal reação, elas estavam tão bem não entendia o por que de tal mudança da loira. Ao perceber que Emma olhava para escada, Regina levantou e fixou o olhar na direção em que a loira olhava.
— Como estão? – perguntou Lily chegando a sala.
— O que faz aqui? – perguntou Emma irritada.
— Vim passar alguns dias. – disse Lily encarando a loira. – Onde está a mamãe? – perguntou Lily a Regina.
— Descansando. – foi a única coisa que Regina falou.
— Como está Emma? – perguntou Lily deixando Regina incomodada.
— E seu marido? – perguntou Emma sem responder a pergunta.
— Está na fazenda. – respondeu Lily sentindo um aperto no peito pela indiferença da loira. – Sente-se para que possamos conversar civilizadamente.
— Não! Já estou de saída. – Disse Emma de uma forma grossa. – Amanhã irei comprar os móveis. – Falou sorrindo para Regina. – Se despeça de sua mãe por mim. Fica bem, morena. – disse Emma tomando os lábios de Regina que se desmanchou em seus braços.
Ao presenciar tal cena, Lily fechou os punhos com tanta força que os nós de seus dedos ficaram esbranquiçados. Emma não poderia fazer isso com ela. Emma Swan lhe pertence.
Ao fim do beijo Emma saiu sem nem ao menos olhar para Lily. Era incrível como Regina fez a loira esquecer Lily. Emma sabia que Lily estava ali para atrapalhar seu casamento, mas ela não iria permitir isso.
— Ela fez isso para me irritar. – disse Lily com raiva. – Queria me fazer ciúmes! – falou convencida de suas palavras.
— Ela também me beijou ontem e você não estava aqui. – falou Regina sorrindo deixando a irmã mais irritada.
— O que aconteceu? Onde está a Emma? Sandra disse que ela estava aqui. – perguntou Cora ao chegar a sala.
— Ela teve que ir mamãe. – falou Regina.
— Estavam se beijando indecentemente, mamãe. – disse Lily com os olhos úmidos pela raiva e ciúme.
— Não invente mentiras. – falou Regina.
— A senhora não vai fazer nada?! – perguntou Lily.
— Filha...
— Já sei! Se fosse eu quem estivesse aos beijos com o Neal a senhora falaria algo, mas se tratando de sua preferida a senhora vai fingir que nada aconteceu. – disse Lily e saiu apressada para o quarto.
Lily entrou em seu quarto cheia de raiva, porém, sua raiva se desfez quando ela viu Emma parada perto da porta que leva a varanda.
— Emma!- disse Lily indo em direção a loira que deu um posso para traz. – precisamos conversar. Você não pode se casar com ela.
— Também quero conversar com você. – falou Emma seria, mas foi interrompida por Regina que batia na porta e chamava a irmã.
— Maldita! – disse Lily ouvindo Regina chamar seu nome. – Viu! É uma megera. É melhor você ir, te encontrarei em sua cabana hoje a noite. – disse Lily percebendo que Regina não iria desistir.
— Não perca seu tempo. Pois, não estarei lá. – disse Emma encarando a morena. – Só estou aqui para dizer que se você tentar atrapalhar meu casamento com sua irmã, eu acabo com você. – falou e saiu do quarto pela varanda.
— Emma! Emma! – chamou Lily, mas a loira não lhe deu ouvidos.
Emma saiu dali as pressas, não iria permitir que Lily atrapalhasse sua vida outra vez. A loira saiu tão rápido que não percebeu Regina que estava saindo de casa. A morena sentiu um aperto no peito ao ver sua noiva sair do quarto da irmã. Não era possível que Emma e Lily ainda se encontravam as escondidas. Emma não faria isso com ela, não a sua Emma.
[SQ]
Emma saiu cedo junto a Ruby para a cidade vizinha. Ela não era a melhor pessoa comprar móveis e como queria tudo perfeito para Regina, implorou para que Ruby a acompanhasse para ajuda-la. Passaram a manhã toda andando pelas lojas da cidade e Emma deu graças a Deus que Ruby foi com ela, por que nunca iria conseguir escolher sozinha. Compram tudo o que precisava, mas antes de voltarem para a cidade Emma ainda tinha dois lugares onde ir.
— Vejo que você está realmente amando essa mulher! – disse Ruby.
— Talvez. – sorriu Emma.
— Não! Se fosse só talvez você não compraria uma biblioteca inteira. – disse Ruby olhando para a enorme quantidade de livros que a loira havia comprado.
— Regina adora ler. – disse Emma.
— Eu sei, mas com tudo que você comprou ela terá livros para ler até o fim da vida. – brincou Ruby e levou um soco no ombro.
— Não seja exagerada! – disse Emma sorrindo.
— Ok, senhora apaixonada, já podemos voltar? Estou cansada. – disse Ruby.
— Podemos sim. Mas preciso passar em mais um lugar. – disse Emma e Ruby bufou cansada.
Emma estava em frente a moça da joalheria indecisa entre três anéis de noivado, como sempre ela queria o melhor para sua morena. Ruby já estava sem paciência, mas tentava ajudar a amiga a escolher, afinal, quanto mais rápido Emma escolhesse o anel, mas rápido elas voltariam para casa.
Após quase uma hora de indecisão, Emma achou o anel perfeito. Seguiram para Storybrooke em meio a conversas animadas e muitos sorrisos.
Assim que chegaram, Emma pediu a Ruby que levasse as coisas para sua nova casa e seguiu para a casa de Noel, estava louca para mostra-lo o anel que comprou para Regina. Ao chegar na casa do padrinho ela nem teve tempo de mostrar o presente de sua noiva, pois, com uma expressão tensa, Noel informou que Regina não queria mais se casar com ela.
Sem demora Emma saiu em direção a casa dos Mills. Ela não iria deixar Regina lhe rejeitar, não iria ser uma piada novamente.
[SQ]
Regina estava no jardim lendo um de seus livros quando Lily chegou e sentou a seu lado. Regina nem se deu ao trabalho de olhar para a irmã.
— Você não vai se casar com a Emma. – disse Lily direta.
— Isso quem decide sou eu. – falou Regina sem dar o braço a torcer, mesmo tendo dito a Cora que não iria mais se casar.
— Não seja teimosa! Sabe que Emma me ama. – disse Lily, mas Regina continuou fitando o livro mesmo sem estar lendo. – De que adianta se casar com ela se sabe que vamos continuar nos vendo! Só por que a beijou algumas vezes acha que já a conquistou? Nós nunca nos separamos, sempre nos encontrávamos na fazenda. – perguntou e Regina continuou calada. Ela não queria acreditar nas palavras de Lily, mas ela mesma viu Emma sair do quarto da irmã no dia anterior. – Não percebe? Emma ama a mim! Entenda! A mim! – falou Lily elevando a voz. – Se for fazer amor com você, será só para satisfazer seus instintos!
— CHEGA! – gritou Regina fechando o livro. – Você não presta! Fica me dizendo coisas horríveis, quando isso tudo começou por sua culpa. – bradou ela e saiu correndo para que Lily não visse o poder que suas palavras tiveram sobre ela.
Assim que saiu do jardim Regina se deparou com Emma. Nesse instante a morena travou no lugar.
Emma estava com raiva, mas quando viu sua morena chorando toda a raiva se esvaiu.
Regina não querendo encarar Emma, saiu correndo para o outro lado.
— Regina! – chamou Emma correndo atrás da morena. Como ela estava mais acostumada a correr conseguiu alcançar a morena que chorava. – Ei, o que aconteceu? – perguntou Emma trazendo o corpo de Regina para junto do seu e a abraçou.
Nesse instante, Regina intensificou o choro. Como a loira pode fazer isso com ela? Como pode continuar se encontrando com Lily depois de tudo. Depois de ter feito ela se apaixonar.
— Acalme-se, sim? – pediu Emma afastando Regina para olhá-la nos olhos. – Calma, não gosto de te ver chorando. – disse Emma pondo as mãos no rosto da morena. – Me diz o que aconteceu. – pediu e vendo que Regina não parava de chorar ela tirou seu colete e forrou no chão. – sente, por favor. – pediu apontando para o colete.
— Não. – disse Regina querendo se afastar de Emma para não sofrer mais.
— Por favor, eu só quero conversar. – insistiu Emma.
— É que... é melhor entrarmos.
— Não. Em sua casa está sua mãe e irmã. Eu quero falar com você a sós. Senta, por favor. – pediu mais uma vez Emma ajudando a morena a sentar. – Agora me diz, por que está chorando? – perguntou Emma sentando-se em frente a Regina.
— Tive uma discussão com minha irmã.
— Por quê?
— Coisa de família.
— Como farei parte dessa família, quero saber o que aconteceu.
— É que... são problemas pessoais entre eu e ela. – disse Regina e Emma ficou séria.
— Esses problemas tem alguma coisa a ver com o fato de você querer terminar nosso compromisso? – perguntou Emma e Regina a encarou assustada.
— O que ela veio fazer no povoado?
— Visitar.
— Visitar ou fazer intrigas para que nós não nos casássemos? – Perguntou e Regina nada falou. – Já que estamos falando disso... por que você não quer mais se casar comigo? O que mudou? – perguntou e Regina desviou o olhar. – Me mostre que você é diferente de sua irmã e me fale a verdade.
— É que... ela disse que vocês nunca se separam de verdade. – falou Regina com os olhos úmidos.
— E você acreditou?
— Como não iria acreditar se ontem mesmo vi você saindo de seu quarto. – disse Regina encarando a loira.
Nesse instante Emma levantou e estendeu a mão para ajudar Regina a se levantar. Assim que as duas estavam de pé, Emma saiu arrastando Regina para dentro da casa. Quando entraram encontraram Lily na sala.
— Emma, eu não sabia que estava aqui. – disse Lily levantando sorridente.
Sem dizer nada Emma foi até Lily e segurou pelo braço e levou para perto de Regina.
— O que está acontecendo? – perguntou Lily assustada.
— Repita na minha frente o que disse a sua irmã. – exigiu Emma. – Como se atreve a dizer que nos encontrávamos enquanto estivemos na fazenda, quando faz muitos meses que entre você e eu não há nada?
— Eu disse isso? – perguntou se fazendo de inocente. – Isso é uma mentira!
— Você me disse!
— Você tá louca! – falou Lily puxando o braço do agarre de Emma que apenas assistia as irmãs. – Você realmente perdeu o juízo? Como acha que iria dizer algo assim? Se você não queria se casar deveria ter encontrado outra desculpa.
— Como a situação já foi esclarecida. – começou Emma. – Não há motivos para cancelarmos o casamento. – disse Emma olhando para Regina.
— Mas é que ela... – ia falando Lily, mas Emma a interrompeu.
— No que se refere a visita que te fiz ontem, diga a Regina por que te procurei. Diga que fui adverti-la que se tentasse atrapalhar nosso casamento você iria se dar mal. –falou Emma enraivecida.
— Foi por isso! – disse Regina começando a entender o ocorrido, sim, pois ela acreditava em Emma.
— É que eu penso que vocês não deveriam....
— O que você pensa não me interessa! – falou Emma interrompendo Lily.
— Pois deveria, pois, só uma tonta se casaria com uma mulher que te despreza! – disse Lily elevando a voz.
— Isso não é verdade! –disse Regina no mesmo tom.
— Ah não? Você mesma não me disse? – perguntou Lily.
— CHEGA! – gritou Emma. –Não aflija sua irmã com mentiras.
— Mentiras? – perguntou com um sorriso sarcástico. – Diga que são mentiras! – pediu Lily desafiando Regina.
— Sim. São mentiras! – falou Regina erguendo a cabeça retribuindo o desafio.
— Sendo assim, não continue destilando seu veneno. Pois não irei acreditar. – disse Emma.
— Vocês que tanto falam mal de mim... são mil vezes piores! – disse Lily que chorava. – Espero que sejam tão desgraçados quanto merecem! – disse por fim e saiu para seu quarto.
— Já que sabe toda a verdade, espero que acredite em mim. – disse Emma segurando a mão de Regina.
A morena não respondeu, pelo menos não com palavras, ao invés disso pela primeira vez Regina tomou a iniciativa e capturou os lábios da loira. Como ela estava querendo aquele beijo. Emma a abraçou e retribuiu ao beijo.
— Espero que esse beijo tenha sido uma resposta positiva. – disse Emma sorrindo.
— Sim, nós nos casaremos em uma semana. – sorriu Regina.
— Falando nisso. Tenho uma coisa para você. – disse Emma tirando uma caixinha vermelha do bolso e entregando a morena.
Regina pegou a caixinha com as mãos tremulas. Lentamente a morena abriu a caixinha e ficou encantada com um maravilhoso anel de noivado, era de ouro com um lindo diamante solitário. Se conseguir conter o sorriso a morena agradeceu dizendo que era lindo.
[SQ]
A semana passou rápido. Tudo estava preparado para a cerimônia. Emma estava um pilha, andava de um lado para o outro, já estava com a roupa do casamento, mesmo faltando umas duas horas para acontecer.
Regina estava do mesmo jeito, porém, algo ainda a incomodava ela não sabia nada da vida de casada, especificamente sobre a noite de núpcias. Era de conhecimento de todos que Emma já esteve com muitas mulheres e ela não sabia nem o que acontecia. Estava insegura, não queria decepcionar Emma. Ela perguntou a mãe o que acontecia, mas a senhora ficou com vergonha de falar sobre isso com a filha. Regina também perguntou a Sandra, mas da mesma forma ela ficou sem jeito de falar sobre isso com a patroa. Pensando que iria ajudar a filha, Cora pediu a Lily que fosse falar com a irmã.
— Emma não é assim. – disse Regina assustada com as coisas que Lily lhe falou.
— Eu a conheço muito bem... nesse sentido quero dizer. A primeira vez é muito ruim, dolorosa e Emma não é paciente nessas horas. – disse Lily sorrindo ao ver o medo nos olhos da irmã. – Minha primeira vez com ela, foi horrível, quando chegou a hora senti muita dor, parecia que estava sendo rasgada por dentro, você verá.
— É mentira! – disse Regina. – Você só está querendo me assustar.
— Pense o que quiser. Quando chegar a hora você verá se estou mentindo ou não. – continuou Lily.
Nesse momento Cora chega sorridente para buscar a filha, pois a cerimonia iria começar. Decidiram que o casamento aconteceria no jardim dos Mills. Segundo Emma era um lugar que Regina gostava muito.
Todos já estavam em seus lugares. Emma estava esperando ao lado do juiz que faria a cerimonia. Ela não via a hora de ver sua morena caminhar em sua direção. A loira prendeu a respiração quando escutou a marcha nupcial tocar. Olhou para frente e viu o mais belo anjo caminhando em sua direção. Regina vinha acompanhada de Don Noel que ficou muito honrado ao receber o convite para leva-la ao altar.
A morena trajava um lindo vestido branco digno de uma rainha. Seu rosto estava coberto pelo véu, mas Emma pode perceber que Regina sorria. Era o sorriso mais lindo de todos. A cada passo que Regina dava fazia o coração de Emma errar a batida.
— Cuide bem dela Emma. – disse Noel entregando a mão de Regina a loira.
— Com toda certeza padrinho. – disse sorrindo.
Ficaram de frente para o juiz que começou a celebração. Todos os convidados tinham sorrisos no rosto. Estavam ali os amigos das noivas e com toda certeza estavam muito felizes por elas. A única pessoa que parecia estar em um velório era Lily. Ela não estava acreditando que perderia sua loira para sempre.
Foi uma cerimonia rápida, o juiz não prolongou seu discurso a pedido de Emma. A festa correu bem, todos felicitando as noivas que não tiravam o sorriso do rosto. A noite chegou rápido, chegou a hora de Emma e Regina irem para sua nova casa.
— Vá para o quarto e tome um banho, sei que esses vestidos são demasiados quentes. – disse Emma docemente. – irei falar com os empregados e já te acompanho.
E assim Regina fez, tomou um banho e vestiu a camisola que sua mãe lhe deu para usar na primeira noite. Ela estava morrendo de medo desse momento, mesmo sabendo que as palavras de Lily eram para assustá-la ela não sabia o que esperar.
Sem saber como agir, Regina ficou parada em frente a enorme cama que Emma havia comprado. Estava de costas para a porta e sentiu seu corpo arrepiar quando ouviu a mesma ser aberta. Emma caminhou lentamente em direção a sua esposa parando atrás dela.
— Desculpe a demora. Estava falando com Ruby. – disse Emma próximo ao ouvido de Regina que pôs as mãos sobre o peito que subia e descia com dificuldade.
— Tudo bem. – falou com a voz falha.
— O que achou da festa? – perguntou Emma.
— Foi boa.
— Parece assustada. –perguntou Emma vendo que Regina estava nervosa. – Está com medo?
— Sim.
— De que? – quis saber Emma.
— É que... eu não sei nada disso. – falou Regina com a voz entrecortada.
— Nem eu. – disse Emma e Regina a olhou sem entender. – Digo... nunca estive casada. – disse Emma ficando de frente para Regina. – Não tenha medo. – pediu a loira segurado uma das mãos de Regina. – Te incomoda se eu me aproximar? – perguntou Emma beijando a mão da morena.
— Não.
Emma aproximou lentamente seus rostos e depositou um beijo no rosto de Regina que fechou os olhos.
— Não sei o que você sabe. Nem o que te falaram, mas esse momento pode ser o quão bonito você quiser. – disse a loira deslizando os lábios nos de Regina.
Emma capturou os lábios da morena de uma forma suave, saboreando cada centímetro daquela boca carnuda. Desceu deslizando os lábios pelo queixo, pescoço e ombro da morena que tremia em seus braços. Lentamente levou as mãos para as alças da camisola a fazendo descer pelo corpo de Regina. Quando a peça estava no chão, Regina levou as mãos aos seios na intenção de esconde-los, mas Emma segurou suas mãos.
— Não precisa ficar envergonhada. Você é linda Regina, tem a pele macia, suave. – disse Emma beijando a morena mais uma vez e segurando-a pela cintura juntado mais os corpos.
Quando o ar se fez necessário elas pararam o beijos e Emma voltou beijar o pescoço da morena que fechou os olhos. A loira seguiu com seus beijos pelo pescoço, busto e parou encantada em frente aos seios de Regina, eram lindos, perfeitos. Mesmo tendo vontade de devorá-los, a loira apenas depositou um beijo lento e suave em cada um, em seguida foi abaixando e beijando o abdômen e a barriga da morena que involuntariamente soltou um gemido por conta de toda a emoção que estava sentindo.
Percebendo que Regina estava tremula, Emma ficou de pé e pegou a morena em seus braços a levando para a cama. Deitou sua mulher delicadamente sobre o macio colchão, em seguida despiu-se, precisava sentir a pele de Regina em contato com a sua.
Emma se pôs por cima de Regina e sentiu uma corrente elétrica passar por seu corpo.
— Tudo bem? –perguntou a loira.
— Sim. – sussurrou Regina.
— Se não quiser continuar é só me falar. – disse a loira e Regina assentiu.
Emma beijou os lábios de Regina e em seguida voltou com os beijos pelo pescoço da morena, mas dessa vez ousou um pouco mais e mordiscou o pescoço de Regina que gemeu deliciosamente. Emma deslizou os lábios pelo busto da morena e quando chegou nos seios a loira olhou para Regina que tinha os olhos fechados e boca entreaberta. Emma sorriu e começou a distribuir beijos pelos montes fartos da morena. A cada beijo que Emma dava, Regina sentiu o corpo vibrar.
Não aguentando mais, Emma passou a língua pelo mamilo rijo da morena e céus, como eles eram deliciosos.
— humm... – gemeu Regina ao sentir Emma sugar seu mamilo.
A loira sugava um e depois o outro, se segurando para não exagerar e machucar a morena. Quando ela percebeu que os seios estavam sensíveis ela deu um beijo em cada um e seguiu seu caminho de beijos molhados pelo corpo de Regina. Quando chegou a calcinha da amada, Emma olhou mais uma vez para ela e recebeu um sorriso nervoso, mas que a fez entender que poderia continuar. A loira então deslizou a peça pelo corpo de Regina e mais uma vez ficou encantada com a beleza daquela mulher.
Sem perder tempo Emma beijou o sexo que Regina que estremeceu com o toque, em seguida a loira deslizou sua língua quente e sedenta por toda a extensão da vagina de Regina que já estava incrivelmente encharcada. E como era doce e gostoso seu sabor. A loira capturou o clitóris de Regina e sugou escutando um gemido sôfrego.
— Emma.... – gemeu Regina sentindo algo acontecer em seu interior, uma sensação nova, porem deliciosa.
Emma continuou deslizando sua língua cada vez mais rápido até que sentiu o corpo da morena se contrair e Regina soltar um gemido longo. Ela havia gozado. A loira subiu beijando o corpo da morena e deitou por cima dela capturando seus lábios fazendo-a sentir o próprio gosto.
— Tudo bem, morena? – Regina assentiu. – Você é deliciosa. – disse e levou a mão para o sexo da morena novamente.
Começou a estimular o clitóris de Regina com movimentos circulares percebendo o quão encharcado estava.
— Se sentir algum incomodo me fala tá. – pediu Emma com o rosto no pescoço da morena.
Emma levou seu dedo a entrada do sexo de Regina que gemia sem parar. A loira fez movimentos circulares ali e foi inserindo um dedo lentamente. Quando Regina sentiu o dedo da loira lhe invadir aos poucos, ela abraçou o corpo de Emma e escondeu seu rosto no pescoço da loira.
Emma continuou a introduzir lentamente até que sentiu uma pequena barreira, ela então beijou Regina e pôs um pouco mais de pressão até que introduziu o dedo por completo.
— Ah! – gemeu Regina ao sentir totalmente possuída por sua loira.
— Você está bem?
— Sim... continua. – pediu Regina sentindo um pequeno incomodo, mas também sentia um prazer enorme tomar conta de seu corpo.
Após esse pedido, Emma aos poucos foi aumentando a velocidade de suas estocadas. Regina já não sentia mais incomodo, pelo contrário ela queria mais e involuntariamente começou a mover o quadril em busca de mais contato. Emma percebendo isso começou a estoca-la com força e profundamente. Nesse instante Regina já gemia sem controle, erro como se seu corpo estivesse pegando fogo e conforme Emma investia forte a morena movia o quadril. Após mais algumas estocadas Emma sentiu as paredes internas de Regina se contrair, sua morena estava perto do ápice mais uma vez.
— Ah!... Emma.... Ah! – gemeu Regina tendo um orgasmo avassalador.
Seu corpo possuía espasmos involuntários e a morena soltava gemidos baixos. Emma retirou seu dedo de dentro da morena a abraçou. Regina nada disse, apenas se aconchegou naqueles braços que lhe traziam segurança.
Enquanto seu corpo se recuperava Emma acariciava suas costas e assim, ambas foram vencidas pelo sono, porém, elas tinham lindos sorrisos em seu lábios.
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