Amor Selvagem
15 Primeiro dia de casadas
Notas iniciais
Emma acorda com a claridade incomodando seus olhos. Assim que se dá conta de onde está abre um pequeno sorriso e suspira satisfeita ao lembrar da noite maravilhosa que teve com sua esposa.
Ter Regina em seus braços foi mágico, foi além do que ela imaginou. Sua morena é tão meiga, doce, inocente. Saber que foi a primeira na vida da morena a deixa completamente realizada. Relembrar de Regina alcançando seu primeiro orgasmo fez seu corpo arder e a necessidade de possuir sua mulher de novo aflorou como um vulcão em erupção.
A loira decidida a amar sua morena mais uma vez virou na cama e para sua surpresa Regina já não estava lá. Emma ficou um pouco decepcionada, mas lembrou da educação da mulher, com certeza Regina tinha o habito de levantar cedo para fazer suas orações.
A loira então resolveu levantar e tomar um banho. Assim que concluiu sua higiene matinal seguiu para a sala em busca de sua morena.
Emma a encontrou na sala de jantar aprontando a mesa para o café da manhã e foi inevitável segurar o sorriso. Regina estava tão concentrada em sua tarefa que não percebeu a presença da loira.
Emma foi em direção a esposa, a abraçou por trás e beijou seu pescoço. Regina teve um pequeno susto e soltou um gritinho que fez Emma sorrir.
– Por que me abandonou na cama? – perguntou Emma enquanto distribuía seus beijos pela pele quente de Regina.
– Não abandonei. – falou Regina se afastando, o que fez Emma estranhar.
– Está tudo bem? – perguntou a loira incomodada com o fato de Regina tê-la afastado e ainda não ter lhe olhado nos olhos.
– Está. – disse a morena arrumando os talheres na mesa.
Emma ficou a encarando, tentando descobrir o que estava acontecendo. Regina continuava sem olhá-la e concentrada na mesa. A morena ia saindo em direção a cozinha, mas Emma a segurou delicadamente no pulso e encostou seus lábios. Deram inicio a um beijo doce, delicado e continuaram assim até que mais uma vez Regina se afastou de Emma.
– O que aconteceu? – perguntou Emma.
– As... as garotas podem nos ver. – disse Regina se referindo a Mary e Belle que foram morar com elas para ajudar nos afazeres da casa.
– Que vejam!- disse Emma. – Você é minha esposa! – Emma estava chateada.
Ela não esperava essa reação da morena depois da primeira noite de amor. Regina parecia ter gostado de fazer amor, ela foi o mais amável e delicada que pode para que a morena tivesse uma primeira vez perfeita e agora não conseguia entender o que fez de errado. Será que Regina se arrependeu de ter se casado com ela? Essa pergunta sempre rondava sua cabeça, já que a morena sempre amou a Neal.
Como Regina nada falou, Emma respirou fundo e amenizou sua expressão.
– Desculpa. Não quis ser rude com você. – disse a loira pondo a mão no queijo de Regina fazendo seus olhos se cruzar.
– Tudo bem. – disse Regina.
– Vem, quero te mostrar um lugar. – pediu Emma puxando a morena pela mão.
Regina seguiu a loira sem dizer nada. Pararam em frente a uma porta que a morena não tinha visto ainda. Na verdade, ela não conhecia ainda toda a casa. Toda decoração e disposições de ambientes ficou a cargo de Emma com a ajuda de Ruby.
– Fiz esse lugar pensando em você. – disse Emma enquanto abria a porta.
Assim que entraram, Regina ficou encantada. Era uma linda biblioteca com vários exemplares novinhos em folha. A morena parou no meio do cômodo, haviam duas paredes com estantes de madeira onde estavam os livros. Uma mesa em frente a uma enorme janela que tinha vista para o jardim, uma poltrona no canto perto de outra janela menor. No lado oposto acomodado sobre um enorme tapete branco estava um lindo piano de calda na cor preta. Regina não conseguiu esconder o sorriso. Ela amava pianos, aprendeu a tocar com seu pai quando ainda era uma garotinha, mas Henry Mills teve que vender o instrumento quando as finanças estavam declinando o que deixou a garotinha muito triste. Enquanto morava na fazendo com Sofia voltou as aulas e sempre se perdia nas teclas do instrumento.
– É lindo... fez isso tudo para mim? – perguntou Regina com os olhos marejados.
– Tudo para você morena. – respondeu Emma sorrindo, satisfeita com a aprovação da esposa.
Ainda sorrindo, Regina caminhou em direção ao piano e deslizou a mão por sua madeira envernizada.
– Fiquei sabendo que você toca. – disse Emma se aproximando.
– Sim.
– Por que não toca para mim. – pediu a loira.
Regina respondeu com um sorriso tímido e se acomodou a frente do instrumento. Sentou no banquinho, abriu a tampa do teclado e com um sorriso mágico começou a deslizar os dedos sobre as teclas e como se ela tivesse nascido para isso encheu a cômodo com a doce melodia de Spring waltz de Chopin. A musica era tocada com tanta paixão que Emma teve que fechar os olhos para não demonstrar toda a emoção que o momento lhe proporcionou. Assim que a musica cessou, Emma abriu os olhos e encarou os castanhos de Regina que a admirava.
– O que achou? A muito tempo que não tocava. – disse Regina se levantando.
– Foi perfeito. – confessou Emma abraçando a morena e selando seus lábios.
Dessa vez Regina não afastou a loira, pelo contrário, envolveu o pescoço de Emma com seus braços e intensificou o beijo, quando o ar já estava escasso em seus pulmões elas foram cessando o beijo com selinhos. Ficaram algum tempo com as testas coladas sem dizer nada, até que Emma não aguentando mais quebrou o silencio.
– Agora me diz por que você estava me afastando quando eu acordei. – pediu Emma e Regina ficou tensa. Tentou sair dos braços da loira, mas foi impedida. – Não. Primeiro me fala. – pediu a loira docemente.
Regina baixou os olhos. Como ela iria falar tal coisa com sua esposa? Ela estava totalmente envergonhada.
– Você não gostou, de ontem? – perguntou Emma quando percebeu que Regina não falaria nada.
– Não foi isso. – respondeu a morena com a voz baixa.
– Então foi alguma coisa. – afirmou Emma. – Eu machuquei você?
– Não... não sei. – respondeu Regina envergonhada.
– Como não sabe? Quero que me diga o que está sentindo, você é minha esposa é meu dever fazê-la e vê-la bem. – disse Emma acariciando o rosto corado da morena.
– É... é que... tinha sangue em nossa cama e em mim quando acordei. – falou a morena sem olhar para Emma.
A loira sorriu. Ela achava incrível como as moças da alta sociedade não era instruída sobre a noite de núpcias. Era inadmissível que elas chegassem a um dia tão importante sem a menor informação que fosse. Emma já esteve com varias mulheres e muitas dessas teve a primeira vez com a loira, mas nenhuma ficou tão desconcertada como Regina estava agora. Emma amava essa inocência que Regina possuía.
– Vem aqui. – pediu Emma levando a morena para o sofá que havia no canto.
A loira sentou no estofado e trouxe Regina para sentar em suas pernas. A morena sentou com as pernas para o lado esquerdo da loira.
– Ei. – chamou Emma tocando o rosto de Regina fazendo a morena lhe olhar. – Não fique envergonhada. É normal que na sua primeira vez haja sangramento. – disse acariciando o rosto de Regina. — É sinal que você era uma moça pura, que nunca tinha sido tocada por ninguém antes. Você agora é uma mulher, minha pequena. — sorriu. – Eu me sinto muito feliz por você ser só minha e assim será até o ultimo dia de nossas vidas. – falou e deu um selinho em Regina.
– Eu fiquei com... vergonha. Pensei que tinha feito algo de errado. – confessou ela em um sussurro.
– Pelo contrário, você foi perfeita. E te garanto que da próxima vez não irá mais sangrar. – disse Emma acariciando a perna de Regina por baixo do vestido.
A morena não sentia o toque da mão de Emma em sua pele, afinal, a roupa íntima ia até a altura dos joelhos, mas sentir aqueles dedos deslizando ali já estava gerando sensações maravilhosas.
A loira percebendo que Regina respirava descompassadamente deitou a morena no sofá e se pôs por cima dela beijando-lhe os lábios com amor. Regina arfava com as caricias de Emma, ela nunca tinha sido tocada por outra pessoa e por isso não sabia como era, mas com certeza ela sabia que com Emma era tudo perfeito.
A loira após findar o beijo deslizou os lábios pelo pescoço de Regina, ela amava o cheiro que essa parte da morena possuía. Enquanto explorava a pele da morena, Emma apertava a cintura de Regina fazendo a morena soltar gemidos baixos.
– Sabia que eu fiquei desapontada quando não te encontrei ao acordar? – Sussurrou a loira próximo ao ouvido da morena.
– Desculpa. – sussurrou Regina de volta.
Emma levou a mão para a roupa intima da morena e começou a desfazer o laço que existia ali. Assim que concluiu sua tarefa a loira deslizou a peça pelo corpo da morena.
– O que está fazendo? Alguém pode entrar. – disse Regina ofegante.
– Ninguém vai entrar. – disse Emma descendo pelo corpo da morena.
Depois que a loira provou o gosto que sua esposa possuía, não conseguia se imaginar sem senti-lo novamente. Ela estava agora sentada em seus calcanhares após retirar por completo a roupa íntima de Regina. Lentamente Emma começou a distribuir beijos pela perna esquerda da morena, sempre olhando as reações de Regina que tinha um sorriso tímido nos lábios. Ela seguiu com os beijos até chegar na parte interna das cochas de Regina. A loira sentiu a boca salivar quando mirou o sexo úmido da amada. Sem pedir permissão a loira deslizou a língua lentamente por toda a extensão do sexo de Regina que gemeu sofregamente com o contato. E como era saboroso o gosto da morena. Querendo aproveitar cada centímetro a loira subiu e desceu deslizando sua língua algumas vezes.
Regina se agarrava ao estofado com força. Aquilo que Emma estava fazendo a estava levando a loucura. Era uma sensação tão gostosa, tão maravilhosa que a morena não sabia explicar. Ela só queria sentir mais e mais. Emma definitivamente estava lhe mostrando coisas que ela jamais podia imaginar.
– Ahhh.... – gemeu Regina um pouco mais alto ao sentir Emma capturar seu clitóris e suga-lo.
A loira estava saciando completamente o desejo que sentia pela sua esposa. Ela sugava o nervo rijo com vontade, vez ou outra deslizava a língua até a entrada encharcada de Regina, levando a morena a loucura. Quando, enfim, a loira se deu por saciada ela agarrou as coxas da morena e lhe penetrou com a língua sentindo o corpo de sua amada estremecer.
Regina tinha o corpo tremulo e sentia um calor fora do comum invadir seus músculos. Ela sentia que poderia explodir a qualquer momento.
Emma percebendo que sua morena estava próximo do ápice retirou a língua de onde estava e voltou a dar atenção ao clitóris de Regina fazendo movimentos circulares no local. Sem parar com os movimentos da língua, a loira levou um dedo a entrada de Regina e lentamente a invadiu sentindo seu corpo arrepiar quando constatou o quanto Regina era apertada, quente e úmida. Emma a principio deixou o dedo imóvel, para que Regina se acostumasse. Quando percebeu que sua morena estava mais relaxada começou a estoca-la lentamente, mas com movimentos firmes.
– Emma... Ah... –gemeu Regina levando as mãos a cabeleira loira que estava entre suas pernas.
Emma querendo sentir sua morena de derramar em seus braços aumentou a velocidade e força com que estocava sua mulher, porém, sempre atenta as reações dela, já que essa era a segunda vez que Regina fazia amor.
Regina segurava com força os fios loiros. Seu corpo já possuía espasmos que ela não conseguia controlar.
Emma sentiu as paredes internas de Regina se contrair em seus dedos e intensificou as estocadas sem parar de sugar o clitóris da morena.
– Emma... Emm...ahhh... – gemeu Regina mais alto quando alcançou um orgasmo maravilhoso.
A loira saiu de sua morena e levou os lábios para a entrada mais que encharcada da amada sugando cada gota daquele líquido delicioso que saia da morena. Quando ela terminou sue “trabalho” subiu pelo corpo de Regina e deitou delicadamente sobre ela que a abraçou forte. Ficaram assim até que Regina normalizou a respiração.
– Nunca mais me prive disso pela manhã. – pediu Emma sorrindo.
– Eu prometo. – falou Regina também sorrindo.
– E compre roupas mais simples. Essas dão muito trabalho para sair de seu corpo. – brincou Emma e recebeu uma tapinha em seu ombro da morena que também sorria. – Agora senhora violenta, vamos comer, pois nossa atividade me deu fome. –disse Emma sentando na beirada do sofá.
A loira pegou a roupa intima de Regina e a vestiu mesmo a morena dizendo que não precisava ela fazer isso, mas Emma fez questão.
Em seguida foram para a sala de jantar e fizeram a refeição descontraidamente entre sorrisos e algumas caricias por parte de Emma.
A loira ainda achava que Regina amava a Neal, mas estava decidida fazer a morena se apaixonar por ela, mesmo com o medo de perder a morena ainda rondando seu coração.
[SQ]
Lily estava tomando café sozinha na sala de jantar. Ela não havia dormido direito, toda vez que pegava no sono imagens de Emma beijando Regina a atormentava. Ela tinha que faze alguma coisa para separar Emma da inútil da sua irmã. Não iria perder a loira assim, sabia que se Emma não estivesse casada conseguiria convencê-la a tornarem-se amantes.
– Bom dia, filha. – disse Cora entrando no recinto.
– Bom dia, mãezinha. – respondeu a jovem sorrindo.
Assim que a senhora sentou-se a mesa Sandra apareceu para servi-la.
– Sandra, arrume as roupas que Regina deixou aqui para leva-las para ela. – pediu Cora e a moça afirmou.
Nesse momento Lily pensou que poderia fazer algo para por seu plano em prática.
– Filha, acho que você deveria voltar para a fazenda. Não é certo que uma moça casada fique longe do marido. – disse a Cora.
– Sim mamãe. Eu estava pensando nisso. Vou ajudar Sandra com as roupas de Regina e em seguida as levarei com ela, assim me despeço de minha irmã. – disse Lily se levantando sorrindo.
Cora observou a filha sair e ficou preocupada com o que poderia acontecer nesse encontro, principalmente por se a casa onde Emma morava.
Lily entrou no quarto que pertencia a Regina e encontrou Sandra tirando as poucas peças que existiam no armário. Sem se preocupar com a presença da moça, Lily começou a mexer nas coisas que Regina havia deixado.
– O que está fazendo menina? – perguntou Sandra.
– Não é da sua conta. Volte ao que estava fazendo. – disse Lily e continuou sua procura.
A procura durou alguns minutos até que dentro de uma caixa Lily achou algo que fez seu sorriso surgir. Ela tirou da caixa uma foto de Neal que a irmã guardava. Ao virar a foto ela viu que existia algo escrito.
“Meu único e verdadeiro amor. Não vejo a hora de tê-lo comigo”
– O que é isso senhora? – perguntou Sandra.
– É o que vai fazer a Emma voltar para mim. – disse Lily sorrindo. – Não diga a ninguém sobre isso. – Exigiu Lily.
Sem dizer nada Lily pôs a foto na mala que Sandra arrumava. Lily sabia que assim que Emma descobrisse iria mandar Regina de volta para a casa da mãe e como ela conhecia a loira, sabia também que Emma ficaria arrasada e assim Lily teria a chance de tê-la de volta.
Quando tudo estava pronto elas saíram em direção a casa de Regina. Alguns minutos depois a porta foi aberta por Emma que fechou a cara assim que viu Lily entrar. Regina também não gostou de ver a irmã ali, principalmente porque Lily não parava de olhar para Emma.
– O que faz aqui? – perguntou Regina chamando a atenção da irmã.
– Minha mãe ne pediu que trouxesse as roupas que deixou em casa. – disse Lily se aproximando de Regina.
– Não precisava se incomodar. – disse Regina.
– Incomodo? Não foi incomodo algum. – disse Lily lançando um sorriso falso. – Emma, mostre a Sandra onde é o quarto de vocês para que ela guarde as roupas de Regina. – Disse Lily como se fosse a dona da casa.
Emma para não discutir depois dos maravilhosos momentos com a esposa, chamou Sandra e foi com ela para o quarto. A moça iria começar a desarrumar a mala, mas Emma pediu que deixasse, pois, Regina faria isso depois e assim a moça fez.
Na sala as irmãs se encaravam até que Lily quebrou o silencio.
– Me conte! Como foi a noite passada? – perguntou ela sentando-se.
– Muito boa. – disse Regina sorrindo e sentando- se de frente para a irmã.
– Não acredito. – disse Lily com um sorriso debochado nos lábios.
– Se não quer acreditar, o problema é seu. – disse Regina dando de ombros.
– Se não quer me contar, quer dizer que não foi tão bom assim. – insistiu Lily.
– Não tenho que te contar meus assuntos. – disse Regina sorrindo ao lembrar dos momentos com Emma.
Nesse momento Sandra volta cabisbaixa acompanhada de Emma.
– O que aconteceu? – perguntou Lily, não tinha dado tempo para Sandra desfazer a mala.
– A senhora Emma não me deixou arrumar as roupas.
– Não precisa. Uma das meninas arrumará depois. – falou Emma.
– Mas tenho que levar a mala de volta. – insistiu Lily. Emma teria que ver a foto senão seu plano não daria certo.
Emma revirou os olhos e segui para a cozinha. Chegando lá encontrou Mary sentada a mesa.
– Não ouviu baterem a porta? – perguntou Emma.
– Sim.
– E por que não foi atender?
– Por que não sou a criada. – falou séria.
Mary ainda não havia aceitado o casamento de Emma, mesmo ela gostando de Regina que a ajudou bastante no convento, ela não queria ver a loira casada.
– Mas você mora aqui, não? Sendo assim pode muito bem abrir a porta. – falou Emma séria. – E Belle onde está?
– Foi a feira a pedido de sua esposa.
– Então me faça um favor. Vá ao meu quarto guardar as roupas de Regina, pois, sua irmã irá levar a mala. – disse Emma.
– E porque sua mulher não faz isso? – perguntou chateada.
– Por que eu estou mandando você. – disse Emma e saiu da cozinha.
A loira passou pela sala, depositou um beijo na cabeça de Regina e disse que estaria na taberna de Tomy resolvendo alguns assuntos.
Assim que Lily se viu sozinha com a irmã voltou a comentar.
– Vai me dizer ou não?
– Como eu lhe disse, não é da sua conta. – disse Regina séria. – Mas saiba que você é uma mentirosa.
– Por que diz isso?
– Fazer amor não é como você disse. – falou Regina sorrindo o que fez Lily se chatear.
– O que acontece é que Emma é muito experiente e sabe agradar as mulheres. – disse Lily para ferir a irmã. – Já teve tantas! – concluiu e percebeu que Regina se sentiu mal com tal comentário. – Mas me diga a verdade, Emma foi a companheira que esperava na sua primeira noite?
– Sim, foi muito doce e carinhosa. – disse Regina tentando não ligar para as palavras cheias de veneno da irmã.
– Quando uma pessoa é doce e carinhosa, que dizer que irá se entediar em breve. – continuou alfinetando a irmã. – Por que comigo sempre teve muita paixão!
– Não me parece certo que fale de seu relacionamento com minha esposa. – disse Regina incomodada.
– Por que não? Somos irmãs e estamos falando de algo em comum.
– Não temos nada em comum! – falou Regina com raiva. – Antes ela foi sua, mas agora é minha esposa!
– Por quanto tempo? Acha mesmo que Emma é mulher de uma pessoa só? – disse Lily que estava irritada com a declaração de Regina sobre a noite de núpcias.
Nesse momento, Mary volta para a sala com a mala de Cora e pondo o objeto no chão sai a passos duros para a cozinha.
– Ai está a prova do que estou dizendo. – disse Lily ficando de pé. – Claro que nunca pensei que Emma deixaria a substituta no quarto ao lado! – falou como ultima cartada para aborrecer Regina e deu certo.
– Lily, Chega! – disse Regina ficando de pé. – Não estou disposta e ficar ouvindo você jogar seu veneno em mim. – pegou o chapéu da irmã que estava no sofá. – Faça o favor de ir embora e não volte mais a minha casa! – ordenou Regina jogando o chapéu nos braços da irmã.
– Não seja rancorosa. Só estou tentando abrir seus olhos. – disse a mais nova indo em direção a porta. – SANDRA! – gritou Lily e se retirou assim que a criada se aproximou.
Assim que irmã saiu Regina ficou na sala. Nesse momento ela estava sentindo algo novo que não sabia explicar. Sentia raiva, medo e não sabe por que queria que Mary não morasse em sua casa perto de sua esposa.
Após a saída da irmã, Regina foi para a cozinha ajudar Belle com o almoço, ela sabia cozinhar muito bem, esse foi um dos ensinamentos para a gradar o marido e agora ela queria cozinhar para sua loira. E assim ela fez, passou a manhã com Belle que ficou encantada com os dotes da patroa e aprendeu alguns truques.
Após o almoço, Emma levou Regina para conhecer seu barco. A loira tinha em mente fazer uma pequena viagem com a esposa. Sabia que teriam que ter uma viagem de núpcias e para ela ficar sozinha com Regina em um barco conhecendo alguns lugares novos seria perfeito.
No final da tarde elas chegaram em casa e foram para o quarto se aprontar para o jantar.
– Achei seu barco lindo. – disse Regina pondo o chapéu em cima da cama.
– Estou pensando em comprar um melhor. – disse Emma tirando seu colete.
– Mas terá que por outro nome. – brincou a morena.
– Estava pensando em pôr... Santa Regina.
– Já disse que não... – ia falando a morena, mas Emma a interrompeu.
– Mas soa bonito! – disse Emma segurando a morena pela cintura. – Santa Regina. Eu gosto, assim como gosto de você. – disse e capturou os lábios da esposa em um beijo calmo.
Um beijo que Emma adorava dar em sua morena. Um beijo cheio de amor e carinho. Regina correspondeu ao beijo e ficaram assim por um bom tempo até que Emma quebrou o contato dos lábios.
– O que pensa de mim? – perguntou Emma sentindo uma insegurança jamais sentida antes. – Sou melhor ou pior do que achava? – perguntou ainda segurando a morena pela cintura.
– Me...melhor. –gaguejou Regina, ela não era acostumada a falar de tais sentimentos.
– E o que sente por mim?
– Me solte... por favor, para mim é mais difícil falar assim. – pediu e Emma a soltou. Regina foi para perto da cama e Emma a seguiu ficando de frente para ela. – Sinto que você é muito boa, nobre e que... eu te... amo. – confessou com os olhos marejados.
– Verdade?
– Sim.
– Por que está chorando? – perguntou Emma percebendo os olhos marejados da esposa.
– Não sei... é que me dá vergonha de falar de alguns assuntos. – disse Regina baixando os olhos.
Emma tocou o queixo da morena fazendo ela olha-la. – Nunca se envergonhe comigo. Nunca Regina! – pediu Emma aproximando seus corpos. – Você está entrando em mim como uma doença, pequena. – Chamou Emma carinhosamente. – Não sei o que vou fazer com você! – disse Emma deitando Regina na cama e se pondo em cima dela.
– O que você quiser! – confessou Regina o que estava sentindo.
– Não se atreva a me enganar Regina! – pediu Emma e deu um selinho na morena. – De você eu não suportaria. – sussurrou Emma.
– Nunca o farei! Eu juro! – disse Regina e beijou Emma.
E mais uma vez naquele dia Emma amou Regina de corpo e alma. Com total entrega da parte da morena.
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