Notas iniciais
Volteeeeei. Vamos lá.... Boa Leitura.

Noel não conseguiu dormir a noite. Não estava agüentando todo o sofrimento que Regina estava passando e o pior é que ele aumentou ainda mais sofrimento a morena mentindo sobre a fuga de Emma. E pedia a cada segundo que sua afilhada sobrevivesse, pois se Emma viesse a morrer sem que Regina soubesse a verdade a tempo ele nunca iria se perdoar.

Quando chegou a conclusão que não iria dormir ele foi ao escritório e preparou os papeis para a apelação de Emma. Teria que conseguir provar a inocência da loira a todo custo.

Chegou ao fórum assim que o expediente se iniciou. Esperou alguns minutos até que o assistente do juiz o informou que poderia entrar.

— Como vai advogado? Já soube da fuga da senhora Emma Nolan? – perguntou o juiz que estava guardando seus pertences em caixas.

— O que o senhor pretendia? Que ficasse trancada sendo inocente? – perguntou Noel com raiva. – Se atreveu a ditar a sentença antes do prazo previsto pela lei.

— Pois o senhor está no direito de apelar? – disse o juiz parando o que estava fazendo.

— É claro que irei apelar! Mas antes que lhe dizer que o senhor é um sem vergonha e um covarde! Indigno de estar no lugar que ocupa!– falou Noel com a foz elevada. – Aqui está a papelada e quero que a receba. – ordenou pondo o documento em cima da mesa.

— É que eu já não estou em funções. – disse o juiz. – Meu substituto acabou de chegar.

— Depois falarei com ele, mas agora quero que dê curso à apelação. – falou Noel com firmeza.

— Está bem. Será meu último ato como juiz desse povoado. – disse o juiz carimbando o documento e em seguida chamando seu assistente e pedindo para encaminhar o documento a seção correspondente.

— Como se chama o novo juiz? – perguntou Noel mais calmo.

— Marcelo Scott. – respondeu o juiz voltando a guardar seus pertences.

— E onde ele está hospedado? – perguntou Noel ao chegar próximo a porta.

— Na casa dos Nolan. – disse o homem e Noel sorriu com deboche.

— O que quer dizer que nem com este juiz poderei contar. – disse Noel e saiu negando com a cabeça.

Tomado pela raiva por conta da injustiça que as pessoas com posses cometem, Noel seguiu para a cabana de Margareth. Ele precisava de pelo menos uma noticia boa e nenhuma seria melhor se encontrasse Emma melhor.

Após algumas batidas na porta, Margareth apareceu olhando para as fora em busca de pessoas que pudessem seguir o advogado.

— Não se preocupe, ninguém me seguiu. – disse ele entrando na cabana.

Noel ficou nervoso ao perceber que Lily chorava próximo a cama onde Emma estava. A loira estava muito suada e inquieta. Se remexia na cama e murmurava palavras que ninguém conseguia compreender.

— Como ela está? – perguntou Noel preocupado.

— Mal, está muito mal. – respondeu Margareth voltando a limpar o ferimento que estava cada dia pior.

— infeccionou?

— Sim. – respondeu a curandeira.

— Não recobrou a consciência? – perguntou ele.

— Não, está com febre alta e delirando. – disse Margareth com pesar e Noel olhou para a loira com os olhos marejados.

— Vou precisar me ausentar do povoado por um ou dois dias. A senhora está precisando de algo? – perguntou Noel a Margareth.

— Não senhor. Tenho tudo o que preciso aqui.

— O que aconteceu? – perguntou Lily.

— Até o momento nada. – respondeu ele sem olhar para ela.

— Estão acreditando que fugimos?

— Sim, e também sua mãe. – respondeu ele olhando para Lily com mágoa.

— E Regina? – perguntou ela com certo nojo. O que fez Noel a olhar com raiva.

— sim.

— E quando saberão que estamos mortos?

— Suponho que em breve... – parou de falar quando a voz de Emma invadiu o ambiente.

Regina... Re... Regina... — chamava Emma delirando, enquanto se mexia com mais intensidade.

Margareth com medo de que ela piorasse sua situação a prendeu pelos ombros. Lily vendo sua amada chamar pela irmã em meio a seus delírios não conseguiu segurar as lágrimas e saiu correndo para fora do barraco sendo acompanhada pelo olhar de Noel.

— Quem é essa Regina? – Perguntou Margareth quando percebeu que algumas lágrimas desciam dos olhos de Emma enquanto ela continuava a chamar seu nome.

— É a esposa de Emma. – respondeu Noel.

— Você precisa avisar a ela. Emma precisa dela.

— Eu não posso. Não ainda. – disse ele olhando para porta por onde Lily havia saído. – Emma está muito fraca e Lily prometeu entregar Emma e todo mundo que a ajudou se eu falasse alguma coisa para Regina.

— Essa garota é muito perigosa. – afirmou Margareth.

— Mais do que você possa imaginar. Bem, estou indo ao povoado vizinho, tenho que conseguir as provas para libertar Emma. – disse ele se aproximando da cama. – Se precisar de alguma coisa é só pedir ao pessoal. – disse ele e saiu.

[SQ]

— Olá, Belle. – disse Pedro ao entrar na cozinha da casa de Emma.

— Pedro! – disse Belle sorrindo. – É bom te ver! Como tem passado? – perguntou ela pondo um bote em cima da mesa e indo em direção ao rapaz. – Seu irmão estava entre os presos que fugiram?

— Não sei. Em casa ele não apareceu e também não está na cadeia. – respondeu ele triste.

— Com certeza deve estar escondido. Você vai ver que quando tudo se acalmar ele aparecerá. – falou ela segurando a mão do rapaz que sorriu com o ato.

— Sim. E como está a senhora? Já soube da morte da senhora Emma?

— Dona Emma morreu? – perguntou Belle pondo a mão no peito. – a mataram?

— Não, mas parece que o barco em que ela estava ... explodiu.

— Como assim o barco? – perguntou Belle com os olhos marejados.

— Dizem que ele fugiu de barco com uma mulher.

— Uma mulher? Ai meu deus a Mary? Ela também está morta?

Antes de Pedro responder Cora entrou na cozinha e não gostou de ver Pedro ali.

— O que você faz aqui? – perguntou Cora irritada.

— Ai senhora é que aconteceu uma tragédia. – disse Belle chorando. – O barco onde dona Emma se foi ele... ele explodiu.

— Explodiu? – sussurrou Cora se segurando na cadeira a sua frente.

— Sim senhora, parece que explodiu no mar e afundou. – respondeu Pedro.

Nesse momento Cora sentiu o coração ser despedaçado. Sua filha estava morta e tudo por culpa de Emma – pensava ela. – E não conseguindo segurar as lágrimas e se pôs a chorar. Sentia como se tudo em volta tivesse sumido. Seu chora ficou tão intenso que chamou a atenção de Regina que apareceu correndo para saber o que estava acontecendo.

— Mamãe o que foi? – perguntou Regina. – o que a senhora tem? – perguntou preocupada, mas Cora só chorava. – Aconteceu alguma coisa? – perguntou Regina olhando para Belle e Pedro, mas Belle apenas baixou o olhar. – Ai, por deus! O que aconteceu? – perguntou Regina nervosa.

Pedro olhou para Belle que chorava baixinho e depois voltou a olhar para Regina. No tempo em que ele ficou na casa da morena passou a respeitar e gostar de Regina. Ela era uma mulher honrada e seria difícil para ela vê-la sofrer.

— Pedro! – chamou Regina.

— É que... o barco em que a capitã se foi... explodiu. – disse ele engolindo em seco. – E dizem que todos morreram. Eu sinto muito.

Regina ficou encarando o rapaz por alguns segundos. Ela abria e fechava a boca sem saber o que dizer. Não poderia ser verdade, sua Emma lhe prometeu que ficaria bem.

— Talvez não seja verdade, mamãe. – disse ela para Cora querendo acreditar em suas palavras. – Quem te disse isso?

— Todo mundo fala disso na rua. – respondeu ele. – Parece que a noite viram um clarão no mar e desde a manhã estão aparecendo os pedaços na praia.

— É castigo de Deus filha! – disse Cora ainda chorando.

— Como sabem que se trata do barco em que minha esposa se foi? – perguntou Regina com os olhos inundados.

— Os barcos se conhecem, senhora. E é o mesmo que a senhora Emma levou. – falou ele.

Regina levou a mão aos olhos que já derramavam lágrimas. Começou a respirar com dificuldade e teve que se apoiar na mesa para se manter em pé. Sua Emma não poderia fazer isso com ela. Não, não.

— Algo em meu coração me dizia que Deus não poderia permitir... – Estava dizendo Cora, mas Regina não ouviu o resto.

A morena saiu correndo para o quarto aos prantos. Isso tinha que ser mentira. Não podia ser.

Assim que entra em seu quarto a morena olha ao redor e tomada por uma fúria, uma dor que estava lhe sufocando ela empurrou a mesinha que ficava no centro do quarto e viu alguns objetos voarem para longe.

— AH! – ela gritou alto e forte na tentativa de fazer essa dor que estava esmagando seu coração parar.

— Emma... Emma, não... – sussurrou sufocada com o pranto.

Regina pôs as mãos no peito com foca. Mas nada que ela fizesse no momento iria diminuir a dor dilacerante que a consumia. E não conseguindo segurar isso ela começou a quebrar e jogar par longe tudo o que via pela frente.

Ela gritava o nome da amada e destruía o quarto em desespero e só parou quando sentiu braços lhe segurando.

— ME SOLTA! – gritou ela se debatendo, mas a pessoa não a obedecia. – ME LARGA!

— Calma Gina. Eu to aqui. – disse uma voz suave.

— Zel ... — sussurrou a morena e se virou abraçando a ruiva.

— Eu to aqui com você. – sussurrou Zelena acariciando os cabelos de Regina que chorava intensamente.

— Ela... ela prometeu voltar pra mim. – sussurrou Regina com o rosto no peito da amiga. – Ela... ela prometeu...

— Eu sinto muito... – sussurrou Zelena que também chorava.

[SQ]

Regina passou o dia todo no quarto. Não quis comer, mesmo com Zelena tentando convencê-la. Príncipe ficou todo o tempo a seu lado e como se percebesse que tinha algo errado com sua dona ele varias e varias vezes deitou com a cabeça próximo ao rosto de Regina enquanto ela dormia e nas poucas vezes em que abria os olhos o filhotinho balançava a calda e distribuía lambidas por seu rosto.

A noite chegou lenta e melancólica. Regina não tinha forças nem para tomar seu banho. Cora preocupada com a filha levou seu jantar e respirou fundo para não deixar as lágrimas cair.

— Filha, por que você não vai tomar um banho quente para relaxar e vem tomar esse caldo que a Belle fez para você. – pede Cora docemente.

— Eu to bem aqui. – responde Regina sem olhá-la.

Cora vai em direção ao banheiro e começa a encher a banheira. Assim que termina vai em direção a Regina que continua encolhida na cama.

— Você precisa seguir em frente. – diz Cora tirando as cobertas de cima de Regina.

— Mamãe!

— Vem Regina a banheira está pronta. – diz Cora puxando a morena pela mão.

A contra gosto Regina vai tomar seu banho. Tira a roupa e entra na banheira, imediatamente lembra das vezes que estava ali tomando banho ao lado de sua esposa e é impossível segurar as lágrimas.

Ela abraça os joelhos e se entrega ao pranto. Fica de olhos fechados imaginando as caricias de Emma em seu corpo, os beijos, as juras de amor.

Longos minutos se passaram e finalmente ela sai do banheiro enrolada na toalha. Em outros tempos ela ficaria envergonhada de trocar de roupa na frente da mãe, mas nesse momento nada importava para ela.

Regina foi em direção a cômoda e vestiu sua roupa íntima em seguida ela abriu uma das gavetas com roupas de Emma e pegou uma de suas camisas. Sem se importar por estar com a mãe no quarto, ela levou a peça de roupa e aspirou o perfuma de sua amada que estava naquela camisa. Era como se Emma estivesse ali com ela.

Cora vendo o que Regina fazia, revirou os olhos irritada. Ela não conseguia acreditar que Regina estivesse sofrendo tanto por alguém que a enganou de uma forma tão baixa e ainda levou a própria irmã para a morte.

— Não acredito que você está assim por... por aquela delinqüente. – disse Cora com raiva.

— Ela é minha esposa! – disse Regina vestindo a camisa de Emma.

— Uma esposa que não merece seu amor!

— Mamãe, por favor. – pediu Regina cansada.

— Regina, essa mulher acabou com nossa família. Enganou você, te iludiu, fez juras de amor falsas...

— CHEGA MAMÃE! – gritou Regina. – Ela pode ter feito tudo isso que a senhora está dizendo, mas eu a amo e nunca deixarei de amá-la.

— Regina...

— Pode, por favor, me deixar sozinha. – pediu indo em direção a cama. – Estou cansada. – disse se deitando.

— Não vai comer?

— Depois eu como. – disse fechando os olhos.

Cora pensou em falar mais coisas para tentar convencer Regina de que ela estava sofrendo por quem não merece, mas decidiu deixá-la dormir e se retirou sem falar nada.

Assim que Regina ouviu a porta sendo fechada ela puxou a gola da camisa de Emma para o rosto e voltou a chorar.

[SQ]

A cabana de Margareth estava silenciosa. Lily estava sentada em frente a mesa fazendo sua refeição enquanto a curandeira preparava mais uma infusão para o ferimento de Emma. Nenhuma das duas falavam nada. Estavam perdidas em seus pensamentos até que o silencio foi quebrado por um gemido de Emma.

Margareth foi a primeira a se aproximar da cama e sorriu ao ver Emma de olhas abertos.

— Onde... estou? – perguntou Emma com dificuldade por causa da dor.

— Em minha casa. – disse Margareth e Emma a olhou curiosa. – calma, você está segura aqui.

— Emma! – disse Lily sentando a seu lado.

— Lily! – perguntou a loira com o cenho franzido.

— O que está fazendo aqui? Onde está a Regina? – perguntou e Lily fechou a cara.

— Ela não está aqui? – respondeu grossa.

— Por que?

— Nós fugimos. – disse ela com os olhos marejados.

— E por que ela não veio? – perguntou e Lily limpou as lágrimas e virou o rosto. – Lily, me conte o que aconteceu? – pediu a loira e fez uma careta de dor.

— Você não pode se esforçar. – disse Margareth preocupada.

— Eu quero saber. Lily! Desde o princípio. Me diga o que estava fazendo na cadeia aquela hora da noite?

A garota respirou fundo e voltou a olhar para Emma.

— Fui ver o capitão para pedir ajuda para fugir com você. – começou ela. – E de repente você apareceu e levou o tiro e.. – ela fez uma pausa para não chorar ao lembrar que quase perdeu Emma. – Ficamos muito assustados com seu ferimento. Gold descobriu que você estava conosco e fizemos um acordo com ele para que todos pensasse que você tinha fugido em um barco e depois em um acidente o barco explodiria e a noticia de que você estava morta iria se espalhar e como ficamos com medo de ele não cumprir sua parte do acordo te trouxemos para cá.

— Não deviam. – disse Emma. – Eu não queria isso.

— não nos restou outra opção. E depois não sabíamos se você iria sobreviver.

— Quem tomou a decisão de dizer que eu havia morrido?

— Don Noel. – disse e Emma fechou os olhos para tentar afastar a dor.

— Então esse barco explodiu. – disse Emma ainda de olhos fechados.

— Sim, no dia seguinte as partes dele começou a aparecer na praia. Tudo armado por Gold. Houve testemunhas que viram você embarcar comigo.

— Por que com você?

— O que queria? Que eu fosse acusada de ser cúmplice de sua fuga ou acusada pela morte de Espinola? – perguntou ela magoada.

— Deveriam ter dito a verdade a Regina. – disse ela encarando Lily e ela desviou o olhar. – Lily! Por que não disseram?

— Por que Gold exigiu isso? – respondeu ela.

— Então Regina agora acha que eu a traí. Que eu fugi com você e que estamos mortos. – disse a loira marejando os olhos. – Lily! – disse entre dentes. – Agora Regina está livre e me odiando. Que melhor maneira de Neal se aproximar dela?

Enquanto conversavam alguém bate a porta e faz as três olharem assustadas.

— Quem é? – pergunta Margareth.

— Sou eu, Ruby. – após ouvir a resposta Margareth abre a porta.

— Como está Emma? – pergunta Mary ao entrar.

— Um pouco melhor. – responde Margareth.

— Eu já disse que é perigoso que venham. – disse Margareth fechando a porta.

— Calma, ninguém nos viu. – disse Ruby se aproximando de Emma sorrindo.

— de qualquer forma estão ariscando a vida de Emma. – falou Lily incomodada com a presença delas ali.

— Nós sabemos o que fazemos. – respondeu Mary com raiva. Ela nunca gostou de Lily mesmo.

— Mary. – disse Emma sorrindo.

— Emma, como você está? – perguntou a garota acariciando os cabelos loiros.

— Viva. – brincou Emma e todos sorriram, menos Lily.

— Lobinha. – falou Emma com os olhos marejados.

— Que susto nos deu. – disse Ruby segurando a mão de Ruby.

— Vão embora! Ela precisa descansar. – disse Lily.

— Não! – respondeu Emma e Lily saiu de perto delas com raiva.

— Ruby, não quero que a Regina ache que estou morta. Por isso quero que vá a casa e conte o que está acontecendo. – pediu Emma.

— Eu não posso. A casa está vigiada e se me virem lá vou começar a me seguir e eu não poderei voltar aqui. Estão seguindo a todos que tem mais contato com você, eu sou a única que ainda não seguem. – disse Ruby com pesar.

Emma fechou os olhos por breves segundos. Isso não poderia estar acontecendo. Tudo o que ela não queria era que sua esposa pensasse que foi traída, que ela não a amava, quando que tudo o que Emma mais queria era estar nos braços de sua pequena.

— Mary. – pediu Emma ao olhar para a garota. – Você é amiga de Belle, sei que se você for lá ninguém irá desconfiar. – Falou e fechou os olhos com força, pois a dor estava cada vez mais forte. – Fale com minha esposa, por favor diga que eu não a traí.

— Eu prometo Emma. – disse a garota e Emma lhe sorriu.

— Obriga ... ah! – gemeu Emma por conta da dor forte.

— Ok! Ela já se esforçou demais. Vão embora por favor. – pediu Margareth e as mulheres deram um beijo na testa de Emma e saíram.

Antes de Mary passar pela porta Lily a segurou pelo braço.

— Se você contar a minha irmã como Emma pediu, eu mesma irei até Neal e o trago aqui junto com os policiais. – Disse Lily apertando o braço de Mary. – Entendeu? – Mary não respondeu nada, apenas puxou o braço e saiu.

[SQ]

Regina estava andando na praia durante a noite. Ela escutava uma voz ao longe chamando-a, mas não conseguia reconhecer a voz. Ela tentava ir em direção a voz, mas quanto mais ela andava, mais a voz se afastava.

Ela olhou em volta, mas estava muito escuro e não conseguia ver muito a seu redor.

A voz continuava a lhe chamar, mas ela não conseguia encontrar essa pessoa. Em certo ponto ela começou a ficar assustada. Não sabia onde estava exatamente.

— Quem está ai? – perguntou com a voz trêmula.

— Regina! – continuava a voz.

— Onde você está? – falou alto.

— Regina! Regina!

— Quem está ai? –perguntou e de repente tudo ficou silencioso. Nem o barulho das ondas era possível de ouvir. – onde está você? – perguntou ela.

— Pequena! – ouviu a voz que ela reconhecia muito bem chamá-la a seu lado.

A morena virou rápido e encontrou Emma lhe sorrindo. Num impulso ela se jogou nos braços da amada chorando.

— Emma. – sussurrou.

— Meu amor. Não chora. – pediu Emma limpando as lágrimas dos olhos castanhos.

— Senti tanto sua falta. Você voltou para mim. – disse ela se afastando o suficiente para olhar nos olhos verdes que tanto ama.

— Ainda não minha vida. – disse Emma sorrindo.

— Como não? Você está aqui.

— Só vim te dizer para confiar em mim. Eu te amo mais que tudo. Não esquece isso, ta. – pediu Emma com os olhos marejados.

— Emma, não! – pediu Regina ao ver a imagem de Emma desaparecer. – Não, amor não. – Pediu mais já era tarde. Emma tinha ido.

Regina acorda assustada e senta na cama suando frio. Tinha sido um sonho.

— Droga! – disse ela deitando com os olhos marejados. – Emma! – sussurrou e fechou os olhos.

Ela tentou voltar a dormir, mas o sono não vinha. Olhou para a janela e percebeu que já era dia. Ela olhou para o teto e lembrava do sonho que tivera com Emma. Não poderia ter sido só um sonho. Emma não a enganaria como todos diziam. Com certeza aconteceu algo e ela iria tirar isso a limpo.

Emma não poderia ser capaz de mentir quando dizia que a amava. Ela estava não angustiada na cela, com medo de que Neal a tirasse da loira. Ela não iria embora assim. Não sua Emma. Ela acreditava e via nos olhos verdes que tanto lhe encanta que Emma a amava de verdade.

E com esse pensamento ela levantou da cama e foi fazer sua higiene matinal. Em seguida seguiu para a sala de refeições e encontrou Cora conversando com Sandra. Ela cumprimentou as duas e sentou-se a mesa para tomar seu café da manhã. Em determinado momento Cora foi buscar algo deixando as duas a sós.

— Sandra, me diga uma coisa. No dia em Lily foi embora com minha esposa... Emma foi buscá-la na casa da minha mãe? – perguntou Regina a encarando.

— Não senhora. A menina foi a seu encontro. – disse Sandra sem olhá-la.

— E como ela sabia onde seria esse encontro?

— Combinaram tudo quando a menina foi visitar a dona Emma na prisão. – disse Regina sentiu o impacto daquelas palavras.

— Quando a Lily foi vê-la. – perguntou com a voz trêmula.

Mas antes de Sandra responder Cora apareceu na sala e levou Sandra a seu quarto.

Regina ficou mal por saber que sua irmã foi visitar Emma na prisão e ninguém ter dito nada a ela. Ela então resolveu ir falar com a pessoa que com certeza lhe falaria. Sem avisar a ninguém e ela saiu de casa apressada.

Mesmo com as palavras de Sandra perturbando seus pensamentos ela foi o caminho todo repetindo que Emma não a tinha traído. E assim ela chegou a casa de Noel. Ela estranhou por Tommy ter abeto a porta, mas mesmo assim entrou.

— Quero falar com Don Noel. – disse ela ao passar pela porta.

— O advogado não está senhora. – disse o rapaz. – Saiu da cidade por uns dias.

— Me disseram que... Emma foi a casa da minha mãe quando fugiu. Por que? – perguntou ela para ver a versão do rapaz.

— Por que... por que era o melhor lugar para se esconder. – disse ele nervoso.

— Certo... em casa teria sido perigo, afinam, os guardas estiveram lá e olharam em todos os cômodos.

— Sério senhora.

— Suponho que ficaram pouco tempo na casa da minha mãe. – insistiu ela, percebendo que estavam mentindo para ela.

— sim, sim, muito pouco.

— imagino que você estava com ela. – falou ela e Tommy olhou para o chão.

— Sim senhora.

— O senhor sabia que... Emma e minha irmã iriam fugir juntos?

— Não.

— não minta!

— Não estou mentindo, todos sabíamos que ele iria fugir com a senhora.

— Por que Emma não fugiu no cisne negro? Seria mais óbvio não acha? – perguntou ela se aproximando.

— não sei. — Respondeu ele ainda mais nervoso.

— A não ser que sabia que o barco iria explodir e não queria que fosse o seu. – disse ela. – Estão fingindo a morte para escapar da policia. É isso, não é? – perguntou com esperanças.

— Não sei senhora. Eu tenho ir. Com licença. – disse Tommy e saiu correndo deixando emocionada para traz.

[SQ]

Mais um dia havia se passado e Emma estava melhorando aos poucos. Ainda tinha febre, as dores diminuíram, mas incomodava bastante.

Ela abriu os olhos lentamente e percebeu que estava apenas Margareth na cabana.

— onde está a Lily? – perguntou com a voz franca chamando a atenção da senhora.

— Está lá fora.

— Como eu estou? – Quis saber.

— Seu estado ainda requer muito cuidado. A ferida não cicatrizou, para falar a verdade ainda está infeccionada. – disse ela se aproximando.

— Eu preciso de mais um favor seu. – pediu Emma tentando sentar, mas gemeu por conta da dor.

— O que quer?

— Eu preciso que... – parou para respirar. – que você dê alguma coisa para Lily dormir e eu poder , ah... – gemeu mais uma vez. – poder ir embora.

— Você não pode andar ainda. – disse Margareth preocupada.

— Eu preciso, a mulher que eu amo acha que estou morta e que a trai com a irmã dela. – falou Emma com os olhos marejados. – Ela não merece isso.

— Você a ama de verdade não é? – perguntou Margareth sorrindo.

— Mais que tudo no mundo. – falou sorrindo.

— Tudo bem. Mas você precisa de ajudar para sair daqui.

— A Ruby virá hoje a noite e ... droga! – xingou ela por conta da dor. – Eu irei com ela. – concluiu com dificuldade.

— Certo agora descanse ou não sairá daqui hoje. – falou Margareth e Emma sorriu em agradecimento .

[SQ]

Regina estava em seu quarto acariciando Principe que dormia em seu colo. Mais uma vez estava vestida com uma das camisas de Emma. Tinha muita coisa estranha nessa historia. Estavam mentindo para ela e disso não tinha duvida. Mas por que? Será que algo aconteceu com Emma? Ela não conseguia entender. E o sonho? O que significava? Será que era apenas seu coração sentindo falta de sua esposa? Ou um aviso dos seres superiores de que tudo ficaria bem? Céus! Ela estava enlouquecendo.

Ela resolveu ir a cozinha tomar um copo com água. Precisava pensar com clareza. Assim que adentrou o local deparou-se com Mary que conversava animadamente com Belle.

Quando a garota a viu ficou estática e Regina viu que havia algo ali. Ela sabia onde Emma estava.

— Mary, preciso falar com você.

— É que eu tenho que ir. – disse Mary lembrando da ameaça de Lily.

Mary queria atender ao pedido de Emma, ela sempre fazia o que a loira pedia, mas tinha medo de Lily fazer o prometeu. Ela é tirada de sua batalha interna pela voz de Regina.

— Mary, por favor. – pediu emocionada.

— Tudo bem. – disse

— Belle, você pode nos dar licença? – pediu Regina e a garota saiu da cozinha.

— O que quer falar comigo?

— Onde a Emma está? – foi direta, mas Mary ficou calada. – Por favor, eu estou enlouquecendo. – falou com os olhos marejados. – Eu sei que estão mentindo para mim. Ela está viva, não está?

— Senhora...

— Por favor Mary. Eu sei que você não gosta de mim, mas é muito cruel o que estão fazendo comigo. – disse Chorando. – Eu só preciso saber se Emma não foi essa sem vergonha traidora que todos dizem.

— Emma não é nada disso. – disse Mary chateada.

— Ela não é? Então ela está viva e realmente me traiu com minha irmã? – falou chorando.

— Não! Ela não te traiu. Emma te ama.

— Então o que está acontecendo? – perguntou e mais uma vez Mary se calou. – Por Deus! O que aconteceu? – perguntou e soluçou.

Mary ficou tocada por todo o desespero de Regina. Ela sabia que essa mulher amava realmente a Emma e estava sofrendo por isso. Sendo assim ela resolveu mais uma vez fazer o que Emma lhe pediu.

— Senta, eu vou te falar. – pediu e Regina logo sentou de frente para a garota.

Ela respirou fundo e olhou em volta para ter certeza que não havia ninguém ali.

— Emma iria fugir com a senhora, mas quando ela estava saindo da prisão foi ferida gravemente.

— Meu Deus! Como ela está? – perguntou chorando.

— Nada Bem, mas esta sendo tratada. – continuou. – Sua irmã estava lá, não sei porque, e quando a Emma caiu inconsciente decidiram levá-la pra casa da sua mãe, seria um lugar seguro...

Mary contou tudo como exatamente aconteceu o que deixou Regina feliz por ter certeza que sua Emma não havia lhe traído e ficou preocupada por saber que sua loira estava em perigo.

— Meu deus! Mary eu quero vê-la.

— Não! Sua Irmã está. Ontem Emma me pediu para te contar a verdade, mas quando ia saindo sua irmã disse que seu eu falasse ela entregaria a Emma e na situação em que está ela não conseguiria se salvar. Por isso a senhora não pode falar para ninguém. Me prometa isso, pela Emma. – pediu Mary.

— Eu prometo! – disse se entregando ao choro. – Só diga a ela que eu amo, por favor. – pediu e Mary concordou.

[SQ]

Finalmente chegou o momento em que Emma iria embora. Lily já dormia feito pedra por conta de um chá de ervas que Mary lhe deu. Ruby já estava com elas, mesmo preocupada com a saúde de Emma, ela estava feliz por sua amiga sair de perto de Lily e ir para perto de quem realmente precisava.

— Vamos. – disse Emma.

Ruby e Margareth ajudou a loira ficar de pé com muita dificuldade. Assim que a loira pôs os dois pés no chão teve que ser amparada por Ruby.

— Tem certeza que quer ir hoje? – perguntou Mary. – Você não agüente nem ficar de pé.

— Tenho, humm... – Emma estava fazendo um esforço sobre humano.

— Tudo bem. Já vi que ninguém lhe convence de fazer que não queira. Tome, isso ajudará você a ficar de pé. – disse Margareth lhe dando um pedaço de pau para ela se apoiar.

— Eu sempre lhe serei grata, sempre. – disse Emma com a voz entre cortada.

— Se precisar sabe onde me encontrar. – falou a curandeira.

Com muita dificuldade elas saíram da cabana. Por vários momentos Ruby teve que balançar o corpo de Emma para ela não apagar e toda vez Emma gemia de dor.

— Isso é uma loucura. – disse Ruby cansada. Ela praticamente carregou Emma o caminho todo.

— Pela Regina eu faço ... qualquer coisa, mesmo que eu ... morra de dor.. Ah! Inferno! – praguejou ela quase caindo.

Emma sabia que se demorasse mais iria desmaiar, a dor estava além do que ela imaginaria sentir.

Chegaram em um ponto estratégico e Ruby deu o sinal aos outros. E em questão de minutos os dois guardas que estavam de plantão na frente da casa estavam desacordados.

Com muita dificuldade elas entraram na casa que estava silenciosa.

— Não faça barulho. – sussurrou Ruby.

— vai ser moleza! – disse Emma e apertou o corpo de Ruby para não gemer de dor.

Elas seguiram lentamente pelos cômodos da casa e Emma sentiu seu coração acelerar ao chegar em frente a porta de seu quarto que estava trancada.

Do lado de dentro Regina estava deitada na cama abraçada a camisa da amada. Ela sorria por saber que Emma estava viva e que nunca tinha lhe traído. De repende Principe levanta a cabeça olhando para a porta.

— o que foi, meu amor? – perguntou Regina sentando na cama.

O filhote saiu correndo balançando a calda e choramingou enquanto arranhava a porta. Regina achou estranho a atitude de seu filhote e levantou assustada. Mas seu medo passou quando a porta foi aberta por Ruby que trazia Emma abraçada a seu corpo.

— Regina... – sussurrou a loira sorrindo.

— Meu amor... Emma. – disse Regina sorrindo entre as lágrimas.

— Regina, me ajuda ou ela vai cair. – pediu Ruby.

Imediatamente Regina correu ao encontro de sua amada. Sua vontade era de abraçar e beijar Emma, mas ela percebeu que a loira não estava bem.

Com um pouco de dificuldade ela colocaram Emma na cama que não agüentou e gemeu alto.

— Meu amor, você... – ia falando, mas Emma reuniu forças não Sabe de onde e puxou Regina pra um beijo.

Um beijo cheio de saudade e amor, mas não demorou muito, pois a loira gemeu alto mais uma vez. O que fez Regina olhar para Ruby assustada.

— Ela fez muito esforço. Vamos cuidar dela. Eu vou ficar na sala, caso algo aconteça. – disse e saiu.

— Pequena... humm. Eu não te trai, eu juro. – disse Emma com os olhos marejados.

— Eu sei minha vida! – falou Regina emocionada. – Agora descansa, eu vou cuidar de você. – disse acariciando o rosto de Emma.

— Eu te amo. – sussurrou Emma se entregando ao sono.

— Eu também te amo. – disse Regina e Beijou a testa da sua esposa.

Emma estava com ela novamente. Sua Emma e nada nem ninguém iria mais separá-las, disso Regina tinha certeza.

Notas finais
E ai o que acharam???? Até o próximo... Fui.