Notas iniciais
Olha quem chegou com mais um capitulo.... Boa leitura.

Regina está limpando a ferida de Emma que está bastante inflamada. Enquanto passa o pano em volta do ferimento não consegue segurar as lágrimas. Sua loira passou por tanta coisa, tanto sofrimento, tudo por conta de uma armação de pessoas que não se importam com a vida humana. Pessoas que só querem saber de dinheiro e status social, pessoas que são capazes de qualquer coisa para que seu mundinho não seja afetado.

O que mais lhe dói é que desde pequena ela fazia parte dessa realidade e sonhava com o dia em que entraria para essa “digníssima” família Nolan, esses monstros que transformaram a vida de sua amada em um inferno.

Quando ela teve seu noivado terminado ficou muito triste, ficou mal e pensou que nunca iria se recuperar, mas o destino lhe deu um presente tão magnífico que algumas vezes ela pensava se realmente merecia, sua Emma, sua amada e adorada esposa. Essa loira que ela aprendeu a amar tão intensamente que não sabia como tal sentimento cabia em seu peito. E o que era mais irônico é que o sonho que sempre teve de fazer parte da família Nolan realmente se concretizou. Não pelo nome ou fortuna, isso nunca importou para ela, mas chega a ser engraçado que sua amada também é uma Nolan, mas uma Nolan diferente, uma Nolan amável, generosa, preocupada com o bem estar dos outros, talvez o destino ou Deus quisesse que ela fizesse parte realmente dessa família, e ela agradece todos os dias por ser com a pessoa certa.

Enquanto ela cuidava de sua amada, Príncipe estava deitado aos pés de Emma sempre atento a qualquer reação que a loira tinha e isso era confirmado quando Emma soltava alguns gemidos o filhote levantava a cabeça e ficava encarando a loira por algum tempo.

Com todo amor que possuía, Regina retirou as botas de Emma e em seguida com cuidado abriu a calça que a loira usava e a retirou de seu corpo sempre atenta se Emma estava confortável. Depois ela abriu os botões da camisa de Emma e com muito cuidado e com movimentos leves segurou o braço esquerdo de Emma e retirou uma parte da camisa, puxou o tecido por baixo do corpo de Emma que gemeu com o movimento e mais uma vez príncipe olhou em alerta.

— Desculpa meu amor. – sussurrou Regina acariciando os cabelos loiros. – Ela esta bem querido. – falou para seu filhote que descansou a cabeça nos pés de Emma.

No momento em que viu sua amada totalmente despida seus olhos se inundaram mais uma vez. Emma estava mais magra e em algumas partes do corpo ainda possuía manchas de sangue ressecado.

— O que fizeram com você minha vida? – perguntou Regina deslizando os dedos pelas manchas no corpo da amada. – Droga! Você está com febre. – disse ela levando uma das mãos a testa suada da amada.

A morena cobriu o corpo de Emma com um lençol, pegou as roupas sujas e as jogou no cesto de lixo. Ela não queria nunca mais ver aqueles trapos que fizeram parte de dias tão sombrios para sua amada. Em seguida foi ao banheiro e pegou uma bacia com água e algumas toalhas.

Ela deslizava as toalhas molhadas por todo o corpo da amada limpando todos os resquícios desses dias tenebrosos. A cada parte limpa Regina pronunciava palavras de amor e dedicação para com sua amada, mesmo que esta não estivesse ouvindo. Regina vestiu roupas limpas e confortáveis em Emma e depois foi guardar tudo que havia utilizado, voltando com mais água na bacia e uma toalha para fazer compressas na testa de Emma na tentativa de baixar a febre.

— Será que é mais um delírio ou você realmente está aqui comigo? – sussurrou Emma sorrindo.

— Emma! – disse Regina emocionada.

— Senti tanto sua falta. – disse a loira tentando acariciar o rosto da amada, mas parou o braço sentindo uma forte dor.

— Não se mexa para não sentir dor. – pediu Regina pondo a mão no rosto da loira que fechou os olhos sentindo a caricia.

— Eu quero muito beijar você agora. – disse Emma encarando os olhos castanhos que lhe fitavam com adoração.

Regina abriu um enorme sorriso e delicadamente encostou seus lábios nos de Emma que gemeu de satisfação ao sentir esses lábios macios sobre os seus.

O beijo era lento, doce, cheio de carinho e amor. Não precisavam de urgência nesse momento, afinal, teriam uma a outra até o fim de seus dias. Enquanto desfrutavam aquela caricia suave Emma sentiu o gosto salgado das lágrimas de Regina. Ela então parou o beijo e Regina escondeu o rosto na curva de seu pescoço e começou a chorar forte.

— Pequena, não chora. – pediu Emma levando a mão até os cabelos negros fazendo um carinho ali. Sentiu uma dor enorme, mas continuou com a mão acariciando sua amada.

— Senti tanto medo... quando me disseram que você tinha... – parou por conta dos soluços. – Ah! Emma, eu senti como se tivesse morrido também. – falou e intensificou o choro.

Emma também tinha os olhos marejados. Ela não queria que sua amada sofresse tanto, ela não merecia isso, Regina só merecia alegrias em sua vida, ela é uma mulher tão doce, meiga, gentil, era maldade ter tanto sofrimento em seu mundo. Ver Regina assim era pior que ter levado o tiro e naquele momento Emma jurou para si que faria tudo para fazer Regina feliz.

— Meu amor. – Chamou Emma e fechou os olhos por causa da dor. – Regina. – chamou e a morena a olhou. – Eu estou aqui. Vai ficar tudo bem. – disse sorrindo. – Agora para de chorar, ta? – pediu e Regina acenou com a cabeça e sorriu.

— O que foi amor? Está doendo muito? – perguntou Regina preocupada quando viu Emma fechar os olhos com força e soltar um gemido.

— Só um pouquinho, humm..

— Já volto ta. – disse Regina levantando.

— Não! Onde vai?

— Vou pegar um remédio para essa dor e algo para você comer. – disse Regina saindo do quarto.

A morena deu alguns passos e parou se apoiando na parede do corredor. Ela sorriu enquanto as lágrimas desciam pelo rosto, mas agora era um choro de pura felicidade. Sua Emma estava de volta a sua vida e será assim para sempre.

A morena foi até o quarto de Belle e pediu para ela preparar um chá para passar dores e também pediu para fazer um caldo de frango e levar a seu quarto. Quando estava voltando percebeu que Ruby dormia encolhida no sofá da sala, então ela foi até um dos quartos de hóspedes e pegou um cobertor para cobrir a amiga que recebeu a coberta com urgência, mesmo ainda dormindo.

Regina sorriu e voltou para o quarto onde encontrou Emma de olhos fechados e tremendo. Ela então molhou a toalha na água da bacia e pôs na testa de Emma.

— Eu to com frio. – disse Emma com a voz trêmula.

— Eu sei minha vida. – disse depositando um beijo nos cachos dourados. – Eu estou aqui para cuidar de você.

Alguns minutos se passaram e Belle bate na porta. Regina levantou a abriu a porta dando passagem para Belle entrar com uma bandeja nas mãos. Assim que a garota viu Emma na cama parou com os olhos arregalados.

— Senhora Emma? – perguntou Belle assustada e ao mesmo tempo feliz.

— Ela está com febre. Trouxe o chá? – perguntou Regina.

— Sim senhora. – disse pondo a bandeja em cima da mesinha.

— Assim que minha mãe acordar venha me avisar. Não deixe que ela venha até ao quarto. – pediu Regina.

— Claro senhora.

— Pode voltar a dormir Belle. Se eu precisar vou chamá-la. – disse Regina docemente.

— Tudo bem. – disse Belle indo em direção a porta. – senhora! – chamou antes de sair e Regina a olhou. – Estou feliz que ela esteja em casa. – disse a garota e Regina lhe sorriu em agradecimento.

Regina sentou pondo a cabeça de Emma em suas pernas e aos poucos dava o caldo que Belle fez. Emma reclamava dizendo que não queria comer, que estava com frio, mas Regina insistiu até que ela tomasse quase todo o caldo. Em seguida Emma tomou o chá que após um tempo começou a fazer efeito.

— Deita aqui comigo. – pediu Emma.

— Eu posso machucar você. – disse Regina.

— Você nunca me machucaria. – disse a loira com olhos pidões. – E eu to doente, você tem que fazer minhas vontades. – Brincou Emma e Regina sorriu.

Regina não podendo negar nada para sua esposa deitou ao lado de Emma e pôs a cabeça no ombro da amada. Era tão bom sentir o cheiro de Emma, o toque da pele, o barulho da respiração.

— Eu te amo tanto. – sussurrou Regina.

— Eu também amo você. – respondeu Emma com a voz cansada. – E queria muito fazer amor com você agora. – disse Emma e Regina sorriu.

— Você não agüenta nem ficar com os olhos abertos. – brincou Regina e escutou um sorriso fraco da amada que alguns segundos depois dormia tranquilamente.

Ela estava adorando ficar ali deitada ao lado de sua amada, mas precisava continuar com as compressas. Emma estava ardendo e tremia muito.

[SQ]

Margareth estava preparando umas poções de ervas quando percebeu que Lily estava despertando. Ela desviou a atenção da garota para seu preparo. Sabia que quando ela soubesse que Emma se foi iria virar uma fera.

— Onde está a Emma? – perguntou Lily olhando em volta.

— Não! Não dormiu aqui. Foi embora ontem a noite. – Falou Margareth olhando para seu preparo.

— Isso não pode ser verdade. Ela mal podia se mexer. – disse ela nervosa. – Ela não pode ter feito isso comigo! Emma! Emma! – saiu chamando pela cabana e por fora dela. – A culpa é sua! – disse ela assim que voltou para dentro. – Você não deveria tê-la ajudado!

Enquanto Lily andava em círculos pela cabana, Margareth a observava e sabia que essa garota ainda iria atrapalhar a vida de sua vida.

— Ela foi atrás de Regina não é? – perguntou com os olhos marejados.

— Não! Ela disse que iria embora sem a esposa. Que iria fugir sozinha. – afirmou a senhora.

— Eu irei tirar essa história a limpo. Se ela pensa que pode me enganar e viver feliz com aquela desgraçada está muito enganada. Se Emma pensa que eu serei a única infeliz nessa história... ela está muito enganada. – disse Lily pegando as poucas coisas que possuía ali. – E ela estiver mentindo para mim, irá se arrepender. – disse chorando. – Prefiro vê-la morta ou presa pelo resto da vida a ficar com Regina. E se ela estiver em casa... tenha certeza que todos vocês irão para a cadeia. Todos! – disse Lily e saiu transbordando raiva.

[SQ]

Noel estava sentado na sala do capitão Simpson esperando a alguns minutos. Não suportava mais esperar para resolver o caso de Emma. E o que ele iria fazer agora era sua ultima cartada e se não desse certo não saberia mais o que fazer.

— Bom dia! – disse um senhor ao entrar na sala.

— Bom dia! O senhor é o capitão Simpson? – perguntou Noel ficando de pé.

— Sim. E o senhor quem é?

— Meu nome é Noel Mancera, advogado em Storybrooke. – falou ele estendendo a mão para cumprimentar o capitão que retribuiu o gesto.

— Em que posso ajudá-lo? – perguntou o senhor ao sentar em sua cadeira.

Noel contou tudo o que estava acontecendo com Emma, toda a desconfiança que tinha sobre Sofia e Gold. Contou até sobre a fuga de Emma e a morte de Espinola. Ele sabia que não podia esconder nada nessa altura dos acontecimentos.

O Capitão escutava tudo calado, atento a todas informações que lhe eram dadas.

— Bem advogado. Confesso que Espinola já estava sendo investigado e tudo o que o senhor me falou não deixa duvidas que ele era alguém que não merecia ocupar o cargo que tinha. – disse ele calmamente.

— Então o senhor irá me ajudar?

— Com certeza irei investigar da maneira certa. Fiquei sabendo que chegou um novo juiz ao povoado, é verdade?

— Sim senhor.

— Então, vamos indo. Se Emma mulher sofreu toda essa injustiça que o senhor me falou, temos uma dívida com ela e isso não pode continuar. – falou o capitão ficando de pé.

[SQ]

Ruby ainda dormia quando alguém bate na porta da casa de Emma várias vezes seguidas. Ela dá um pulo assustada com os punhos em guarda como se precisasse se defender. Quando percebe que está sozinha na sala ela relaxa, mas outra vez é escutada batidas desesperadas.

Mesmo com receio a morena abre a porta e se depara com Margareth ofegante e com o rosto muito vermelho.

— a senhora veio correndo? – pergunta Ruby.

— Isso não interessa agora. A Emma está aqui? – pergunta ela.

— Sim, por que?

— A garota acordou e está furiosa. E está vindo pra cá. – disse Margareth entrando e fechando a porta.

— Droga! – disse Ruby. – Vamos avisá-las. – disse a morena e seguiu com Margareth para o quarto.

Ela bateu na porta e Regina abriu sonolenta.

— Temos um problema. – disse Ruby entrando sendo acompanhada de Margareth.

— O que aconteceu? – perguntou Regina – E quem é a senhora?

— Ela é a curandeira que estava cuidando de Emma. – disse Ruby.

— Lily está vindo pra cá e disse que se Emma estivesse aqui iria entregar ela e todos que a ajudou as autoridades. – falou Margareth olhando para Emma que dormia.

Regina olhou para Emma preocupada, sabia que não poderia tirá-la da cama sem piorar seu estado. Ela fechou os olhos tentando pensar em algo, mas nada veio a sua mente.

— E agora? Emma está com febre e sentindo muita dor, não poderá se esconder. – disse ela com os olhos marejados.

— Posso examiná-la? – perguntou Margareth.

— Claro. – disse Regina.

Margareth foi em direção a Emma e tocando a mão na testa da loira confirmou a febre. Em seguida ela levantou a camisa da loira e percebeu que o ferimento estava ruim.

— Preciso de água quente e toalhas. – pediu Margareth pegando as infusões que ela estava preparando hoje cedo.

Regina saiu do quarto acompanhada de Ruby. Conversavam em como deteriam Lily. Elas fariam de tudo para proteger a loira. Ao passarem pela sala batidas fortes na porta da frente são ouvidas.

— Droga! É ela. – disse Regina assustada.

— Calma, você tem que convencê-la que não sabe de nada sobre a Emma. – disse Ruby segurando as mãos de Regina. – Vou voltar para o quarto, ela não pode me ver aqui. – disse Ruby e saiu.

Regina respirou fundo umas três vezes tentando se acalmar, mas não pôde esperar muito, pois Lily parecia que iria derrubar o objeto. E tentando se manter calma abriu a porta por onde Lily entrou apressada.

— Onde ela está? – perguntou Lily.

— Lily! Você.... – tentou fazer cara de espanto.

— Ah! Por favor... você sabe muito bem que estamos vivas. – disse a mais nova irritada.

— Emma! Onde está a Emma? – perguntou Regina.

— É isso que vim ver, pois conhecendo bem aquela idiota sei que está aqui.

— Não seja fingida. Você foi embora com minha esposa e agora vem aqui perguntar por ela?

— Fingida eu?...

— CHEGA LILY! Já não basta a humilhação que vocês me fizeram passar? E agora você vem aqui para que? Para jogar na minha cara que Emma te... te escolheu? – disse Regina com os olhos marejados pelo medo de Lily descobrisse sobre Emma.

— Você mente muito mal irmãzinha.... da para ver nos seus olhos o esforço que está fazendo para me convencer que Emma não está aqui. – diz Lily se aproximando de Regina. – Mas eu sei que ela está. Se até inconsciente aquela infeliz chamava por você. – disse Lily com os olhos marejados.

— Lily...

— Mas como eu disse, se ela não ficar comigo... com você é que não vai. – disse Lily indo em direção ao corredor que leva ao quarto do casal.

Mas antes de dar muitos passos Regina segurou em seu braço a puxando para a sala. Lily não poderia ver Emma ali e Regina faria de tudo para evitar isso.

— ME LARGA! – gritou Lily.

— Quero você fora da minha casa agora! — bradou Regina.

Antes de Lily responder algo, Cora aparece na sala e fica emocionada ao rever Lily.

— Filha! – diz a senhora abraçando a filha mais nova.

— Mamãe. – diz a garota se fazendo de vitima.

— O que aconteceu meu amor? – pergunta Cora acariciando o rosto de Lily. – Por que você foi embora?

— Eu não queria, a Emma me seqüestrou. – disse ela chorando. – foi horrível!

— Isso é mentira! – disse Regina com raiva.

— Como ousa defender aquela marginal na frente de sua irmã? Não vê que ela está abalada. – diz Cora com raiva e Regina solta um sorriso incrédulo.

— A senhora não pode acreditar nela. – disse Regina.

— Sei que sua irmã já cometeu muitos erros, mas ela não seria capaz de tanto, Regina. – disse Cora virada para ela e Lily abriu um sorriso debochado para Regina. – Claro que a Emma a seqüestrou, todos sabemos que ela é obsecada por sua irmã.

— E tem mais mamãe. Emma foi ferida e veio para essa casa até se curar e Regina a está acobertando. A senhora pode imaginar o que pode acontecer se os policiais a encontrarem aqui?

— Não me diga que aquela delinqüente está aqui, Regina? – perguntou Cora.

A morena ficou sem reação, não era possível que Cora estava mais uma vez se enganando tanto com Lily. Decidiu então que a melhor coisa a se fazer era pôr Lily para fora.

— Vá embora! – disse Regina para Lily.

— O que está fazendo Regina? – perguntou Cora.

— EU JÁ DISSE PARA SAIR! – gritou Regina.

— Você sabe que só sairei daqui quando eu tiver certeza que Emma não está aqui. – disse Lily erguendo a cabeça.

Sem querer continuar com aquela discussão, Regina agarrou o braço da Irmã e a levou até a porta.

— Me solta sua idiota! – falou Lily puxando o braço do agarre.

— SAI!

— Não sei como você é capaz de acobertar uma mulher que te trocou por outra. Uma mulher que jurou fugir contigo, mas foi a mim que procurou. Uma mulher que sempre pensa em meu corpo quando está se fazendo do seu. – disse Lily para magoar a irmã.

Sem mais agüentar as provocações de Lily, Regina deu um tapa tão forte no rosto de Lily que fez a garota cambalear para traz saindo de vez da casa da irmã que sem pensar duas vezes bateu a porta com força.

— VOCÊS PAGARÃO POR ISSO! TODOS VOCÊS MISERÁVEIS! – gritou Lily de fora da casa.

Regina apoiou as mãos na madeira a sua frente e respirou fundo, pois sabia que uma tempestade estava se formando em sua vida e não iria demorar muito para chegar.

— Como você foi capaz de bater na sua irmã? Só pode está ficando louca. – disse Cora.

— Mamãe, por favor! – disse Regina se virando para fitá-la.

— Ela está aqui, não está? – perguntou Cora.

— Mam.... – não terminou de falar, pois cora saiu as pressas para o quarto da filha.

Cora praticamente corria em direção ao quarto de Regina, mesmo com a filha em seu encalço lhe chamando. Assim que abriu a porta do cômodo travou no lugar. Não podia acreditar que depois de tudo o que Emma fez a Regina, ela ainda a acobertava. Quando Regina chegou ao quarto Cora a encarou com decepção nos olhos.

— O que essas pessoas fazem aqui Regina? Sua irmã estava certa sobre tudo o que falou na sala. Como você foi capaz de proteger essa mulher?

— Emma é minha esposa, mamãe.

— Pode ser, mas eu não vou deixar ela desgraçar a sua vida, assim como fez com a Lily. – Disse Cora e saiu do quarto.

— Ela vai entregá-la. – disse Ruby.

— Eu não permitirei isso. – disse Regina e saiu atrás da mãe.

Regina saiu apressada e quando alcançou a mãe ela já tinha a mão na maçaneta da porta. Sem demora Regina se pôs na frente da mãe.

— O que vai fazer? – perguntou Regina assustada.

— Farei o que é certo.

— A senhora não pode entregar a Emma, não vê que ela está muito mal? – perguntou Regina chorando.

— Pensasse nisso antes de vir aqui. – disse Cora tentando passar por Regina.

— Se a senhora sair por essa porta... pode esquecer que eu sou sua filha, pois não a verei mais como mãe. – disse decidida.

— Regina...

— A senhora é quem decide. – disse Regina saindo da frente da mãe. – E saiba que eu irei com Emma aonde ela for.

Cora passou um tempo olhando para Regina. Via que ela estava falando a verdade. Ela tinha perdido a filha para Emma e isso a deixou muito magoada.

— Certo. Não farei nada. – disse e Regina aliviou a tensão do rosto. – Mas quando ela estiver melhor irá embora. – Disse a senhora e voltou para o seu quarto.

[SQ]

Lily saiu com tanta raiva da casa de Regina que não conseguia ver ninguém a sua frente. Ela tinha certeza que Emma estava lá, mesmo Regina tentando fazê-la pensar o contrario e essa mentira não ficaria impune. O primeiro lugar que ela pensou em ir foi a casa de Neal, mas não o encontrou e avisou a Killian que quando Neal voltasse fosse falar com ela, pois ela sabia onde Emma estava.

Em seguida foi para casa. Tomou um banho e ficou em seu quarto andando de uma lado a outro pensando em como iria se livrar da acusação de cúmplice, afinal, todos já sabiam que ela havia ajudado Emma na fuga.

Enquanto isso, Noel e o capitão tinham acabado de chegar ao quartel de Storybrooke e estavam analisando os documentos.

Interrogaram alguns guardas e descobriram que o morto que encontraram no deposito de Emma era um dos presos e confessaram que um dos guardas havia o matado e levado o corpo para o deposito a mando de capitão Espinola.

Imediatamente o capitão geral mandou prender esse soldado e o destituiu do cargo.

[SQ]

Regina passou toda a manhã tensa. Ela sabia que Lily ficou muito desconfiada e depois do tapa com certeza faria alguma coisa, mas ela tentava se manter calma por Emma. Sua esposa precisava dela forte. Ela contou tudo o que aconteceu a Ruby e também falou da suspeita de que Lily não ficaria parada.

Ruby decidiu que iria buscar ajuda para proteger a casa e foi a taberna de Tommy.

Agora Regina estava sentada ao lado de Emma vendo Margareth cuidar de seu ferimento. A senhora trocava os curativos de hora em hora e depois de ter dado alguns chás a Emma, a loira já não tinha febre.

A morena não pode deixar de observar todo o cuidado e carinho que Margareth tinha ao cuidar de sua loira. Chegou a pensar se ela também já tinha sido uma das amantes de Emma, mas decidiu deixar os ciúmes de lado, afinal, aquela senhora estava fazendo sua loira ficar curada.

— Regina... – chama Emma com a voz fraca atraindo a atenção da morena.

— Meu amor! – diz a morena sorrindo. – Como se sente? – pergunta acariciando os cabelos loiros.

— Como se tivesse sido atropelada por cavalos selvagens. – diz e Regina sorri com os olhos marejados.

— Eu te amo, senhora dramática. – diz dando um selinho nos lábios rosados.

— Será que agora podemos fazer amor? – brinca e escuta alguém coçar a garganta no canto do quarto. – Margareth. – diz a loira sorrindo.

— Oi menina. Fico feliz que está melhor. – diz a senhora se aproximando.

— Eu só precisava dos cuidados de linda morena aqui. – disse Emma pegando a mão de Regina que ficou envergonhada.

— Emma! – disse Regina.

— Mas é verdade. Ela não é linda Margareth? – Pergunta Emma com um sorriso bobo.

— Sim menina. Ela é linda e te ama de verdade. – diz a senhora sorrindo.

— Eu sei. E a amo muito também. – fala e Regina lhe dá um beijo na testa. – Mas também devo minha melhora a você, muito obrigada.

Esse momento lindo é quebrado por vozes alteradas vindos da sala. Regina sente seu peito apertar ao reconhecer a voz de Neal. No mesmo instante sente seu corpo tremer e Emma apertar sua mão com força.

— Vai ficar tudo bem, meu amor. – diz Emma sorrindo.

Regina não teve tempo de pensar em uma resposta, pois, a porta foi aberta bruscamente por Neal seguido de Lily e alguns guardas.

— Pensou que iria escapar sua desgraçada! – disse Neal com raiva.

— Só estava me protegendo da armação que sua família fez contra mim. – Disse Emma apertando a mão da esposa.

— Bem, você voltará para a cela imunda de onde nunca deveria ter saído. – disse Neal se aproximando.

— NÃO! – disse Regina ficando de pé na frente do rapaz.

— Regina, sai da minha frente! – disse ele olhando com ódio para Emma.

— Você não vai levá-la. Não de novo. – disse Regina chorando.

— Sai da minha frente. – disse ele entre dentes.

— Eu avisei Emma. Com ela você não fica. – disse Lily sorrindo.

— Agora eu terei o prazer de fazer você sofrer... Irmã. – disse Neal indo em direção a Emma.

Quando Regina percebeu que Neal estava indo pegar sua amada tentou segurá-lo e na tentativa de Neal se soltar da morena a empurrou com uma força que não queria e de repente o corpo de Regina foi ao chão com força fazendo Neal parar preocupado.

— REGINA... – gritou Emma tentando se levantar para proteger a amada, mas parou por conta da dor que tomou conta de seu corpo. – AH.... – gritou voltando a deitar.

— Emma... – disse Regina ainda no chão.

— Regina, me desculpe eu não queria. – disse Neal segurando um de suas mãos.

— ME LARGA SEU MONSTRO! – disse ela puxando sua mão e ficando de pé sozinha. – Saiam da minha casa! – exigiu ela, mas ninguém se moveu.

— Regina, essa mulher é uma delinqüente. – tentou Neal convencê-la.

— Ela não é nada disso. – disse ela. – Ela é muito melhor que todos vocês e eu a amo. – falou ela encarando Neal que tinha o maxilar travado.

— Levem ela. – ordenou ele e os guardas foram em direção a Emma.

Regina tentou impedir, mas Neal a segurou enquanto ela gritava. Margareth que também tentou impedir foi segura por um dos guardas.

Dois guardas pegaram os braços de Emma e a levantaram com força fazendo a loira gritar de dor. Enquanto eles tentavam deixar Emma de pé só se ouvia no quarto os gritos de desespero de Regina e os gemidos de dor que Emma tentava segurar para não dar o gostinho a Neal, mas estava difícil de agüentar tanta dor.

Regina não estava acreditando que depois de tudo o que Emma passou ainda teria que voltar para a cadeia. Ela tentava se soltar de Neal, mas ele era muito forte. Olhou para a sua amada e intensificou o chora ao notar que Emma tentava se libertar dos guardas, mas estava sentindo dor e por isso seu esforço estava sendo em vão. Em determinado momento os seus olhos se cruzaram com os de Emma, nesse instante a loira parou de lutar. Ela estava sentindo muita dor e era impossível se livrar daqueles homens. Foi ai que Regina percebeu que tinham perdido mais uma batalha. E isso tudo por culpa de Lily.

— Eu te amo! – disse Emma com a voz entre cortada.

Nesse instante Neal deu bobeira e Regina conseguiu se livrar de suas mãos. Ela saiu correndo em direção a Emma, mas uma mão a segurou.

— Nem pense nisso. – disse Lily sorrindo.

Quando Regina percebeu que era sua irmã que havia lhe segurado, perdeu toda a compostura. Virou com o punho cerrado e acertou um soco no rosto de Lily que foi ao chão.

— Sua desgraçada! – disse Regina indo para cima dela.

Ela estava descontando toda a raiva em Lily. Batia repetidas vezes em Lily que não tinha como se defender. Um soco atrás do outro e Lily apenas gritava pedindo por ajuda, mas todos estavam estáticos. Ninguém nunca imaginou uma reação desse tipo de Regina. E ela seria capaz de matar a irmã com as próprias mãos. Não chegou a tanto por que alguém a segurou pela cintura lhe tirando de cima da mais nova.

— ME LARGA! EU VOU MATAR ESSA DESGRAÇADA! – gritava Regina enquanto se debatia.

— Se acalme! – disse Noel.

— Don Noel! – disse ela parando de se debater.

— Ela já teve o que merece. – disse ele sorrindo.

— Mas... – não terminou de falar, pois um senhor fardado acabara de entrar o quarto.

— Posso saber o que está acontecendo aqui? – perguntou O capitão e os soldados o olharam com os olhos arregalados.

— Que bom que chegou, capitão. – disse Neal. – Estávamos levando essa delinqüente de volta a prisão.

— E quem o senhor pensa que é? – perguntou o Capitão o que fez Neal recuar.

— Desculpe, sou Neal Nolan. – disse ele esticando a mão para cumprimentar, mas o capitão não deu bola.

— Ponham a senhora Nolan de volta na cama. – Ordenou o capitão e os guardas olharam para Neal. – O que estão esperando! – bradou ele e os soldados puseram Emma na cama e Regina correu e abraçou a esposa.

— Mas o que pensa que está fazendo! – disse Neal alterando a voz.

— Sugiro que modere seu tom senhor .... Nolan. – disse o capitão o olhando de lado.

— Mas essa mulher é uma bandida!

— Isso quem decide é a lei. – disse o senhor apontando para si. – Foi provado que a senhora Emma foi vitima de uma armação sem precedentes e tenha certeza que os responsáveis irão pagar caro. Senhora Emma Nolan, a senhora foi inocentada de todas as acusações e quero pessoalmente pedir desculpas em nome da guarda do estado por tudo o que lhe aconteceu.

— Isso não está certo! – disse Neal revoltado.

— Senhor Nolan, em respeito a amizade que tive por seu pai estou mandando você se retirar dessa casa, mas se preferir irá passar uma noite na prisão para aprender a respeitar a autoridade de um capitão, já que sei que você já serviu as forças armadas desse país. – disse ele e Neal saiu bufando da casa de Emma, assim como todos os outros.

Dois dias haviam se passado e mesmo com todo o esforço que Emma teve que fazer quando ficou de pé sendo forçada pelos guardas, seu estado estava bem melhor. Não teve mais febre e o ferimento estava fechando graças aos cuidados de Margareth.

Cora voltou para casa ela não aceitava o casamento de Regina por pensar que Emma havia mesmo seqüestrado Lily como a garota continuava a dizer. E falando em Lily, a garota tinha alguns hematomas pelo rosto e braços graças as boas pancadas que Regina havia lhe dado.

Margareth estava morando temporariamente na casa de Emma a pedido da mesma e estava muito feliz por fazer parte da vida da filha.

Neal estava inconsolável, não agüentava a idéia de Emma está solta e livre de todas as acusações e ainda por cima está novamente ao lado de Regina e por conta disso se entregou ao álcool, desde que saiu da casa da loira começou a beber e só parava quando pegava no sono por causa do teor de álcool em seu sangue.

O capitão Mark Simpson resolveu ficar no povoado em frente ao quartel da cidade até poder nomear um novo comandante para o posto.

Regina havia dobrado os cuidados e mimos para com sua esposa. Estava muito mais tranqüila por saber que todas as acusações sobre Emma foram retiradas. Agora sua esposa era uma mulher livre de vez. Não saia do lado de Emma por nada e a loira estava adorando isso.

— Amor! – chamou Emma.

— O que foi minha vida. – disse a morena sentando ao lado da amada.

— Eu quero tomar um banho. – disse ela acariciando o rosto de Regina.

— Vou pegar a água. – disse tentando se levantar, mas Emma segurou sua mão.

— Não, eu quero um banho de verdade.

— Emma, você não pode fazer esforço.

— Por favor, você me ajuda.

— Tá bom, mas se eu ver que você está sentindo muita dor vai voltar para a cama imediatamente. – disse ela séria.

— Ok. – Emma sorriu vitoriosa.

A morena pôs a banheira para encher e foi pegar uma toalha limpa para Emma. Assim que estava tudo pronto ela ajudou Emma a levantar fazendo a loira gemer.

— Não foi nada, eu to bem. – disse Emma antes que Regina mudasse de idéia.

Regina levou Emma com todo cuidado para o banheiro e a ajudou a retirar as roupas e em seguida a ajudou a entrar na banheira.

— Como eu senti falta disso. – disse Emma com os olhos fechados.

— Você está bem, não sente nada? – perguntou Regina preocupada.

— Sinto. – disse Emma e Regina se preocupou. – Sinto falta de seu corpo aqui, coladinho ao meu.

— Emma, não acho que seja uma boa idéia.

— Por favor, morena só um pouquinho. – pediu manhosa.

Regina não conseguindo negar, começou a se desfazer de suas roupas sendo observada pelos olhos cheios de desejo de Emma.

A morena entrou na banheira e ficou por traz de Emma que apoiou o corpo sobre o da sua esposa.

Regina começou a deslizar as mãos pelos braços da amada que suspirava com o toque. Era tão bom sentir o toque de Regina, sentir a pele quente sob a sua.

— Eu quero tanto fazer amor com você morena. – sussurrou Emma inebriada com o desejo.

— Eu também quero isso meu amor. Mas você não pode ainda. – disse ela beijando o ombro da loira. – Tudo a seu tempo.

— Depois não reclame quando eu esgotar suas forças e ainda te querer mais uma vez. – disse Emma e Regina gargalhou.

— Quando esse momento chegar vamos ver quem vai ficar esgotada primeiro. – Disse Regina dando uma mordida de leva no pescoço de Emma.

— Regina... não me provoque. – Disse Emma com a voz rouca e mais uma vez a gargalhada de Regina tomou conta do banheiro.

O banho continuou com muito carinho e provocações. Naquele momento nada de ruim que aconteceu era capaz de acabar com a paz entre as duas. A única coisa que importava ali era o amor incondicional que uma transbordava para com a outra.

Notas finais
Me digam o que acharam...... Até o próximo....