Amor Selvagem
22 Príncipe
Notas iniciais
Assim que Regina viu o acidente na praça saiu correndo em direção as mulheres. Quando se aproximou viu Emma ajudando a moça a levantar com certa dificuldade.
— Zel, você está bem? – perguntou Regina.
— Acho que machuquei o pé. – disse Zelena fazendo uma cara de dor quando tentou fixar o pé no chão.
Emma deixou Regina levar Zelena para o banco da praça onde estavam e foi ajudar Ruby que continuava caída olhando em direção a ruiva que se distanciava com dificuldade.
— Você tá bem Ruby? – perguntou Emma erguendo a amiga.
— Estou. – falou a morena hipnotizada com Zelena.
— Você quase matou a Zelena. – disse Emma sorrindo.
— Zelena! – disse Ruby olhando para Emma.
— Zelena, a amiga de Regina. – disse Emma apontando para as mulheres já acomodadas no banco.
Ruby voltou a olhar para mulher que lhe tirou todo o ar. Ela era amiga de Regina e nunca a tinha visto. Como isso era possível? Uma mulher dessas não tem como esquecer e Ruby sabia que a partir daquele momento seu coração já tinha uma dona.
— Eu conheço essa sua cara. – disse Emma. – Nem pense em brincar com essa ruiva, senão Regina matará a nós duas.
— Brincar? – perguntou Ruby voltando a encarar a amiga. – Eu quero pegar de volta meu coração que ela levou quando saiu daqui. – disse Ruby pondo a mão no peito.
Emma sorriu e pondo o braço no ombro da amiga seguiu em direção as duas mulheres. Assim que chegaram perto delas Emma soltou Ruby e sentou ao lado de Regina. Ruby continuou parada olhando a ruiva que fazia algumas caretas de dor.
— Você está bem? – perguntou Ruby sem jeito.
— Estou sim, só meu tornozelo dói um pouco.
— Desculpa, deixa eu ver como está. – pediu Ruby ficando de joelhos na frente de Zelena e pegando o pé da ruiva e pondo em cima da sua perna.
— Não precisa.
— Eu faço questão. – afirmou Ruby.
Emma e Regina apenas observava a interação das duas. Emma sabendo que sua amiga estava encantada por Zelena. Regina estava achando bonito o gesto de Ruby.
Depois de terem certeza que não havia sido nada sério com o tornozelo de Zelena, elas levaram a ruiva para casa. Ruby sempre fazendo questão de ajudar Zelena sempre que podia. Depois de se despedirem de Zelena e Ingrid, a mãe da ruiva, seguiram para a casa de Emma.
[SQ]
Lily estava em seu quarto ainda irritada por ter que voltar para a fazenda, mas ela sabia que deveria mudar de atitude para que seu esposo não desconfiasse de seus planos em morar na cidade. Assim que Neal entrou no quarto a morena foi em sua direção e o beijou intensamente, essa era a melhor maneira de seu esposo não perceber sua irritação em estar ali.
— Nossa isso tudo é saudade? – perguntou Neal sorrindo ao fim do beijo.
— Também, mas estava aqui pensando em nossa ida para a cidade. Lá teremos uma vida mais sociável. Não que a sociedade daqui seja muito seleta, mas há duas ou três famílias com quem podemos nos relacionar. Claro com Regina e Emma também e até serviria para Emma se apresentar bem às pessoas... Porque se os demais veem que os tratamos como igual... -desembestou Lily a falar. – Eu estava pensando meu amor, quando a safra acabar eu poderia me adiantar e escolher a casa, talvez precise trocar as cortinas, estofar alguns móveis, o que me diz? – pergunta Lily empolgada. Neal apenas a observava calado.
— Eu acho melhor adiarmos esse projeto de nos mudarmos para a cidade. – disse Neal ainda serio, pois, ele sabia que sua esposa não iria gostar.
— O que? – perguntou Lily incrédula.
— Falei com minha mãe e reconheceu que é um pouco rígida com você. – disse ele enquanto sentava-se de frente para a esposa. – Me prometeu que...
— Não! – disse Lily interrompendo a fala de Neal. – Não dou a mínima para as promessas de sua mãe!
— Mas Lily...
— Não, Lily nada! – falou ela elevando a voz. – Já estou farta de que te manipule a seus caprichos! Que tenha pouca personalidade que todos podem te convencer, menos eu! – Ela alterava a voz um pouco mais.
— Por favor, se controle. – pediu ele.
— Não! Não vou me controlar! – gritou Lily ficando de pé. – Você me prometeu e tem que cumprir, ainda que sua mãe não queira!
— Jamais tinha te visto tão... irracional! – falou Neal também se levantando e ficando em frente a esposa. – Além do mais, minha mãe reconheceu seu erro.
— Não me importo e nem acredito em suas boas intenções.
— Está falando da minha mãe! – falou Neal em tom de advertência.
— E eu sou sua esposa!
— Nunca pensei que reagiria dessa maneira. E quero que reconsidere seu comportamento. – falou Neal bravo e saiu do quarto.
Minutos depois que Neal saiu do quarto, Lily foi atrás dele. De maneira nenhuma ela aceitaria ficar nessa fazenda. Tinha planos para reconquistar Emma e não seria Neal e nem Sofia que a impediria. Ao passar pela sala, encontrou Sofia bordando e parou em frente a mulher.
— O que quer? – perguntou Sofia desviando a atenção de seu bordado.
— Está feliz não é? Por que conseguiu o que queria. – falou Lily com raiva.
— Não sei a que se refere.
— Se Neal mudou de ideia, foi por culpa sua. – disse Lily e Sofia voltou a bordar.
— Meu filho não pode se ausentar da fazenda. Deve cuidar de seus interesses.
— Pois tenho entendido que a senhora fez isso muito bem durante anos. – falou Lily com deboche. – Não vejo por que agora é indispensável. – Além do mais me sinto entediada.
— Se você buscasse fazer alguma coisa além de ficar sentada o tempo todo, não se sentiria assim. Além do mais, sei perfeitamente porque quer ir para a cidade. – afirmou Sofia olhando para Lily. — Eu fui uma estupida porque permiti que Neal rompesse com Regina.
— Já sei que a senhora teria preferido que ele se casasse com ela. – disse Lily com raiva.
— É claro que sim! Ela é mil vezes melhor que você, No fundo eu pressentia. Desde criança algo me dizia que você era uma semente ruim.
Ao ouvir da boca de Sofia que Regina, aquela garota sonsa e hipócrita era melhor que ela, Lily sentiu uma raiva enorme tomar conta de seu corpo e resolveu fazer uma cena que poderia resolver seu problema. Ela começou a gritar por seu esposo e foi correndo em direção ao escritório sendo seguida por Sofia.
Lily entrou no escritório chorando e Neal saiu de sua cadeira e foi em direção a esposa.
— Neal, não sabe o que sua mãe acaba de me dizer! – fala com as lágrimas molhando seu rosto. – Que sou uma semente ruim, por isso que ela havia escolhido a Regina! – continuou e quando percebeu a atenção do esposo ser direcionada para a porta ela se virou para encarar Sofia que tinha o semblante assustado. – Negue! Negue que é isso que acaba de dizer! – diz Lily e se joga nos braços do marido que a abraça.
— Houve um mal entendido, filho. – falou Sofia.
— Ela me abomina, me odeia... – disse Lily olhando para Neal que estava comovido pelo estado da esposa.
— Se acalme. – pediu ele. – Vá para nosso quarto descansar um pouco. Falarei com minha mãe e em seguida estarei com você. – pediu ele e Lily assentiu. Quando passou por Sofia deu um sorrisinho de vitória.
— Por que fez isso, mamãe? – perguntou Neal voltando a se sentar em sua cadeira.
— Por que ela foi muito rude. É que com você se comporta de uma maneira e comigo de outra. Ela é uma hipócrita filho. – disse Sofia tentando manter a calma. – Não a mande para a cidade!
— Por que?
— É melhor que eu vá.
— Mas a senhora não gosta de viver lá.
— Não importa, eu farei. – afirmou Sofia. – Você tem que cuidar da fazenda e é justo que sua esposa fique com você e se ela não gosta de minha presença eu farei isso, mas saiba que só farei por você. Eu quero te ver feliz, meu amor. – finalizou suas palavras com um abraço apertado em seu filho.
[SQ]
Alguns dias se passaram e o relacionamento de Emma e Regina só melhorava. Elas estavam mais próximas, com demonstração de carinho em todos os lugares e momentos. Desde o dia em que fizeram as pazes, Emma sempre trazia presentes para a esposa e algumas vezes deixava bilhetes com declarações de amor escondidos em alguns lugares onde ela sabia que a morena os encontraria.
Mas hoje, Emma sabia que sua morena iria amar seu presente. Nunca eram presentes caros, na verdade eram lembranças simples, mas com significado. A loira entrou em sua casa com cuidado para não ser vista, afinal, seu presente estava bem acomodado em uma de suas mãos delicadamente e não era fácil de ser escondido. Quando a loira passou pela sala encontrou Henry pondo a mesa de jantar.
— Boa noite capitã! – disse o rapaz e sorriu ao ver o que a loira tinha em suas mãos.
— Onde está sua patroa? – perguntou a loira sorrindo.
— Na biblioteca.
Emma foi em direção ao cômodo e pôs apenas a cabeça para dentro, encontrando Regina dormindo no sofá com um livro caído em seu peito. A loira sorriu e silenciosamente entrou e fechou a porta.
— Fique quietinho aqui, ok? – falou pondo o pequeno presente no tapete que havia no meio da sala.
Calmamente a loira foi para perto de Regina. Parou alguns segundos em frente a ela sentiu seu peito se alegrar. Ela realmente pertencia àquela mulher. A loira se ajoelhou ao lado do sofá e sutilmente tirou o livro das mãos de Regina, em seguida acariciou o rosto delicado da sua mulher que sussurrou o seu nome ainda dormindo.
— Meu amor. – chamou a loira com a voz baixa. – Acorda pequena, tenho uma surpresa para você. – continuou ela acariciando os cabelos de Regina que aos poucos foi abrindo os olhos.
— Emm. – sussurrou a morena com a voz rouca.
— Oi minha vida. – disse Emma com um enorme sorriso e depositou um selinho demorado nos lábios da morena.
Antes que Emma se separasse da amada, Regina a abraçou não deixando ela se afastar.
— Deita aqui comigo. – pediu manhosa e Emma não tendo como negar esse pedido se ajeitou ao lado da esposa a trazendo para seu peito onde Regina acomodou a cabeça.
— Você tá com sono hoje em? – perguntou Emma divertida.
— A culpa é sua que não me deixou dormir a noite. – falou Regina se acomodando mais ao corpo da amada.
— Pelo que me lembro, quem estava insaciável foi você. – disse e escutou uma risada gostosa da esposa que fez seu corpo todo se arrepiar.
— Como foi no trabalho? – perguntou Regina que já estava menos sonolenta.
— O de sempre. Só Ruby que não parava de falar sobre a Zelena. – falou Emma sorrindo.
— Ela se encantou mesmo pela Zel, né? – perguntou sorrindo.
— Sim. Agora vamos levantar que tem uma coisinha ali esperando por você. – disse Emma e Regina ergueu a cabeça para olhar sua loira.
— O que é?
— Uma surpresinha que eu te trouxe. Tá ali no tapete. – disse Emma sorrindo e Regina levantou apressada. Assim que olhou para o tapete abriu um lindo sorriso.
— Emma! – disse Emocionada.
— É seu meu amor. – disse a loira se sentando no sofá.
Regina caminhou apressada, se ajoelhou e pegou em seus braços a pequena bolinha de pelos que dormia tranquilamente no tapete quentinho. A morena levou o pequeno cachorrinho ao seu rosto e deu vários beijos na cabeça pequenina. Assim que o afastou para olhá-lo o filhotinho abriu a boca em um bocejo, o que fez a morena gargalhar.
— Ele é tão dorminhoco quanto você amor. – disse Emma ajoelhando ao lado da esposa.
— Emma, ele é lindo. – disse e beijou a loira. – obrigada.
— Eu vi como você ficou quando encontramos aquele peludo na praça e eu quis lhe dar esse. Gostou?
— Se eu gostei? Eu amei, meu amor.
— Espero que não me troque por ele. – brincou Emma.
— Boba. Ele será nosso bebê. – disse e deu mais um beijo na loira.
— Como será o nome dele? – perguntou Emma.
A morena encarou o filhote por alguns segundos e sorrindo disse: — Príncipe.
— É justo, já que sua dona é uma rainha. – disse Emma e Regina sorriu abertamente.
E Emma conseguiu mais uma vez arrancar um sorriso verdadeiro e cheio de significado de sua esposa. Aquele sorriso que ela prometeu sempre por nos lábios de sua esposa, o sorriso que fazia seu coração se encher de felicidade.
Depois de curtirem bastante o príncipe, as mulheres foram para o quarto. Emma queria tomar um banho antes do jantar. Enquanto a loira estava no banho, Regina estava arrumando a caminha de Príncipe, ela pegou uma camisa surrada e pôs ao lado da cama. Assim que acomodou o pequeno escutou a porta do banheiro ser aberta.
— Minha camisa, Regina? – perguntou Emma olhando para o tecido que príncipe estava deitado.
— Ah, amor. Ele precisa de uma cama e essa camisa já está velha. – disse Regina com um sorriso sapeca e olhos pidões que sempre conseguem tudo da loira.
— Tudo bem. Já vi que esse pulguento já começou a pegar o que é meu. – disse sorrindo.
O jantar foi cheio de conversas descontraídas, brincadeiras e muitos carinhos. Regina percebia que Emma estava mais a vontade com a vida delas. A impressão que a morena tinha era que Emma estava entregue de verdade a ela, sem medo ou insegurança. Sua loira realmente estava lhe depositando toda confiança.
Ao fim do jantar elas voltaram para o quarto. Emma estava lendo uns documentos enquanto Regina tomava seu banho. A loira não parava de agradecer aos céus pela esposa maravilhosa que tinha. O arrependimento por ter tratado Regina da forma que tratou sempre lhe acompanhava, mas ela não queria esquecer tudo o que aconteceu, pois segundo ela, tais pensamentos lhe lembravam do que nunca mais deveria fazer, lembrava que acreditar em alguém não seja a Regina era um erro que ela jamais cometeria.
A porta do banheiro e aberta e Emma devia sua atenção para a direção do banheiro e fica boquiaberta com a visão maravilhosa de sua esposa.
Regina tinha um sorriso safado nos lábios e caminhava completamente nua em direção a sua esposa. A morena subiu na cama e engatinhou lentamente até sentar no colo de Emma com uma perna em cada lado do carpo da loira.
— Você definitivamente quer me enlouquecer. – sussurrou Emma passando as mãos pela cintura de Regina.
— Estou conseguindo? – perguntou Regina com a voz rouca.
A resposta de Emma foi um beijo urgente e cheio de luxuria. A morena começou a rebolar no colo da esposa tomada pelo desejo. Elas gemiam uma na boca da outra e Emma levou dois dedos o sexo da esposa e sentiu seu corpo arrepiar ao perceber como sua morena estava molhada. Ela começou a fazer movimentos circulares no clitóris da esposa que gemia intensamente.
— Você está tão molhada amor. – gemeu Emma intensificando seus movimentos.
Regina pôs o rosto na curva do pescoço da loira enquanto gemia extasiada. Emma sempre conseguia a enlouquecer com seus dedos ágeis.
Emma penetrou Regina com dois dedos e sentiu o corpo da morena tremer. Era maravilhoso como sua morena era apertada e quente e isso a enlouquecia.
— Amor... amor... – sussurrava Regina a cada estocada que Emma dava.
— Rebola para mim, pequena... – pediu Emma e Regina a atendeu. – Isso amor... isso...
Regina apoiou as mãos nos ombros da loira e aumentou seus movimentos, ela rebolava rápido e percebeu como esses movimentos sobre os dedos de sua esposa eram prazerosos.
Emma estava hipnotizada com o corpo delicado de sua esposa subindo e descendo em seu colo. Regina tinha os olhos fechados, a boca semiaberta por onde saiam os gemidos maravilhosos que sempre a enlouqueciam. A loira fitou os lindos seios de sua esposa que se moviam graciosamente a cada subida e descida de sua amada e totalmente atraída por eles ela abocanhou o seio esquerdo e o sugou com vontade fazendo com que Regina soltasse um gemido mais alto.
— Emma... ahh ... Emm... – gemeu Regina enlouquecida e Emma sentiu seus dedos serem apertados no interior quente e úmido da amada.
A loira percebendo que sua esposa estava prestes a se entregar ao clímax inseriu mais um dedo e começou a estoca-la com força acompanhando seus movimentos.
— Amor... eu estou... – gemeu Regina sentindo seu corpo tremer.
— Vem pra mim, minha vida. – pediu Emma abraçando a esposa pela cintura e investindo mais fundo.
— Uhh... ahh... EMMA! – gritou Regina se derramando nos dedos de sua amada de tal forma que ela ficou totalmente sem forças.
Emma retirou seus dedos de dentro de Regina e a envolveu em um abraço carinhoso. A morena mais uma vez escondeu seu rosto na curva do pescoço da loira enquanto seu corpo tremia intensamente.
Com todo carinho do mundo Emma deitou com sua mulher em seu peito e as cobriu com o cobertor. Ela era a pessoa mais feliz e realizada do mundo por ter Regina Mills em sua vida.
— Eu amo você. – sussurrou Emma fazendo carinho nos cabelos de Regina que apenas soltou um gemido manhoso como resposta. – Dorme bem minha rainha. – foram as ultimas palavras da loira antes de desligar o abajur a seu lado e se entregar ao sono sentindo as batidas aceleradas do coração de sua esposa, sua pequena, sua vida.
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