Notas iniciais
Olha eu aqui de novo...... Espero que gostem. Boa Leitura.

Os dias passaram tranquilos no povoado. Os negócios de Emma estavam cada vez melhor, alguns clientes antigos vez ou outra entravam em contato para algum trabalho ilegal, mas a loira negava imediatamente, afinal, agora ela era uma comerciante honesta.

Ruby tentava de todas as formas encontrar Zelena, mas a ruiva parecia ter sumido do mapa. Todas as tardes Ruby ia para a praça onde a encontrou a primeira vez, mas nenhum sinal de Zelena.

Regina não poderia estar mais feliz. Emma realmente era outra pessoa com ela. Sem cobranças, sem ciúmes ou desconfianças. Na verdade a loira era só amor e carinho para com ela. Príncipe era outro motivo para sua felicidade. O filhote crescia a cada dia e não desgrudava da morena. Para onde Regina ia, lá estava ele fazendo a morena tropeçar em seu pequeno corpo. Emma implicava com ele, chamando-o sempre de pulguento, mas o animalzinho se mostrava apaixonado pela loira. Sempre que ela chagava do trabalho, Príncipe corria em sua direção fazendo festa e só parava de pular em suas pernas quando Emma o pegava no colo lhe enchendo de carinho. A loira poderia dizer a todos que só o levou para sua casa por causa de Regina, mas era notório como ela sorria e se divertia quando tinha o filhote em seus braços.

Era final de tarde quando Emma chegou em casa. Estava cansada, pois, o dia foi cansativo, ela nem tinha ido para casa almoçar, pois, havia chegado uma carga grande de mercadorias e ela ajudou os funcionários a leva-las para o deposito, mesmo sendo mulheres ela e Ruby nunca se recusavam a fazer seus trabalhos. No inicio, alguns funcionários insistiam para que elas deixassem que eles pegavam as cargas que eram pesadas, mas como Emma detestava ser diminuída por ser mulher apenas disse com seu mal humor característico que “ a diferença entre elas e os funcionários era que os funcionários faziam corpo mole e reclamavam demais.”

A loira estranhou não ter sido recepcionada pelo pequeno furacão peludo que sempre a esperava sentado em frente a porta. Com o cenho franzido e loira foi a procura de seus amores na biblioteca, mas lá não tinha ninguém. Emma foi então para o quarto e no caminho encontrou Belle com uma bandeja nas mãos onde tinha uma xicara de chá.

— Boa tarde, patroa. – disse Belle que parecia preocupada.

— Onde está a Regina? – Quis saber a loira.

— No quarto senhora, ela não está muito bem e estou levando esse chá para ela.

Sem dizer nada Emma correu para seu quarto e adentrou o local preocupada. Assim que viu a morena deitada foi em direção a ela. Regina estava enrolada em seu cobertor e Príncipe estava deitado a seu lado. Quando o filhote viu Emma, começou a balançar a calda e pular na cama o que fez Regina acordar.

— Emm. – falou manhosa com a voz rouca.

— Meu amor. O que você tem? – perguntou Emma sentando a seu lado acariciando o rosto da amada.

— Não é nada serio. É só uma gripe.

— Porque não mandou me chamar?

— Você estava ocupada e eu não queria te atrapalhar. – disse a morena e começou a tossir.

— Shii, não fala. – disse Emma e depositou um beijo na testa da morena. – Eu nunca estarei ocupada quando o assunto é você. – Disse Emma e foram interrompidas por batidas na porta.

Belle deixou a bandeja na criado mudo e ficou parada esperando alguma ordem das patroas.

Emma ajudou Regina a ficar sentada na cama e pôs a xicara em suas mãos com cuidado.

— Bebe tudo amor. – pediu Emma docemente.

A morena sorveu um pouco do líquido e em seguida fez uma careta por conta do gosto amargo que chá tinha.

— Eu sei que é ruim, mas fara a senhora ficar boa Senhora. – disse Belle.

— A quanto tempo ela está assim? – perguntou Emma olhando para a garota.

— Quando vim avisá-la que o almoço estava pronto ela já não se sentia bem e não quis comer.

— E por que não mandou me chamar? – perguntou Emma irritada.

— Amor, não brigue com ela. Eu que pedi que não lhe preocupasse. – disse Regina pegando uma das mãos de Emma.

— Desculpe, Belle. Mas da próxima vez que Regina sentir algo, mesmo que ela proíba de me avisar você mandara me chamar.– pediu Emma respirando fundo e Belle assentiu. – Peça para Henry ir chamar o médico e faça uma canja para sua patroa.

— Emma, não precisa. – pediu Regina.

— Precisa sim. – disse a loira apertando a mão da morena que sorriu por todo o cuidado que sua loira tinha com ela.

Assim que Belle se retirou Regina entregou a xícara para Emma em sinal de que havia terminado sua bebida. A loira pôs o objeto na bandeja e tirou suas botas e o colete e deitou ao lado da esposa que imediatamente se aconchegou em seus braços.

— Agora me diz o que está sentindo? – pediu Emma acariciando os cabelos da morena.

— Meu corpo e minha cabeça doem e estou com frio. – disse manhosa.

— Eu avisei que sua brincadeira com esse pulguento na chuva não iria te fazer bem. – disse Emma se referindo ao dia anterior em que chegou em casa e Regina estava correndo atrás de seu filhote na chuva, príncipe latiu fazendo as mulheres sorrir. – Ok garoto, foi errado, mas obrigada por cuidar dela para mim. – disse Emma passando a mão livre nos pelos do animal que se aconchegou a seu lado na cama.

Alguns minutos haviam se passado e Emma estava em pé ao lado da cama enquanto o medico examinava sua morena. Emma observava cada procedimento com atenção.

— Bem senhora Swan. Sua esposa está bem é só uma gripe. – disse o medico entregando umas folhas para a loira. – Aqui estão os remédios que deverá comprar, eles aliviarão as dores que ela está sentindo. – disse ele guardando seus materiais na maleta. – Sugiro que ela tome um banho frio e depois deverá tomar um caldo quente e alguns chás que também prescrevi e terá que ficar em repouso até se recuperar.

— Obrigada doutor. – agradeceu Emma estendendo a mão para o médico.

— A qualquer hora que precisar pode me chamar. – Disse o medico e saiu sendo seguido da loira que fez o pagamento da consulta, foi até a cozinha e pediu para Henry ir buscar os remédios e em seguido voltou correndo para o quarto.

Encontrou mais uma vez Regina toda enrolada nas cobertas. A loira foi em direção ao banheiro e ligou a torneira para encher a banheira em seguida voltou ao quarto e sentou-se ao lado de sua morena e delicadamente tirou o cobertor de cima da morena que reclamou de frio. Sem se importar com tais reclamação a loira começou a despir Regina.

— O que você está fazendo? – perguntou Regina com a voz tremula pelo frio.

— Você precisa de um banho. –Disse Emma e pegou a morena em seus braços com todo cuidado, já que Regina disse que estava com o corpo dolorido.

— Eu estou cheirando tão mal assim? – disse Regina com a voz fraca e um tímido sorriso.

— Não meu amor, seu cheiro é maravilhoso. – confessou Emma sorrindo e dando um beijo nos cabelos de Regina.

A loira pôs Regina sentada na banheira e desligou a torneira. Assim que Regina sentiu a temperatura da água se agarrou ao pescoço da loira tremendo.

— Frio... ta frio... – murmurou Regina.

— Eu sei meu amor. – disse Emma docemente. – Mas é pra seu bem.

A loira com todo cuidado começou a dar banho em Regina que estava encolhida na banheira. Após terminar, Emma enrolou Regina na toalha e a levou pra a cama. A ajudou a vestir uma roupa confortável e pegou o prato com a canja que Belle havia deixado ali enquanto elas estavam no banheiro, junto ao prato estava uma jarra de agua e os remédios que Henry tinha ido comprar, a loira deu os remédios a Regina e em seguida lhe entregou o prato.

A morena comeu tudo que havia no prato, mesmo dizendo que não estava com fome, mas Emma insistiu a morena assim o fez.

Emma foi tomar seu banho e voltou rápido para perto de sua amada. Se aconchegaram uma nos braços da outra até que o sono as venceu.

[SQ]

Depois da confusão que houve na fazenda dos Nolan, Cora resolveu voltar para casa. Não gostava de ver essas cenas e principalmente ouvir as acusações de Sofia. Preferia ficar em sua casa rezando para que nada de ruim acontecesse com toda aquela história.

Após o café da manhã, Cora estava em sua sala bordando quando alguém bate a sua porta. A mulher foi atender e se surpreendeu quando uma Sofia irritada adentrou sua casa.

— Sofia! O que aconteceu? – perguntou Cora assustada.

— O que aconteceu? – perguntou Sofia com um sorriso irônico. – Lily aconteceu!

— O que ela aprontou agora? – perguntou Cora cansada.

— Mais uma vez me insultou, me desafiou! – disse irritada. – Não sabe como estou suportando aguentá-la.

— Eu não entendo o que há com ela? Parece até que perdeu o juízo! – disse Cora aflita

— Não se pode perder o que nunca teve! Sua filha não tem juízo e nem decência! – Falou irritada. – Como pode fazer isso comigo, Cora?

— Cometi um erro e não sabe o quanto me arrependo!

— Sim, se arrepende, mas não teve que pagar nada. Enquanto que eu sim, não tem ideia do que sofri ao baixar minha cabeça... diante daquela insolente e ter que dar a ela o nosso sobrenome? E tudo por nada! – falou Sofia um pouco alterada. – Por que a sem vergonha da sua filha insiste, por isso quer morar aqui! Para voltar a ser amante daquela bastarda infeliz! – falou quase aos gritos.

— Não! Isso não. Emma já a esqueceu. Agora ama a Regina! – afirmou Cora.

— Eu não acredito em você. E mesmo que for verdade, acha que ela rejeitará Lily quando ela se oferecer? – Falou Sofia e foram interrompidas por batidas na porta.

— Ai Deus! Quem será? – perguntou Cora para si.

— Seja quem for, mande ir embora! – ordenou Sofia como se estivesse em sua casa.

Cora foi atender a porta e voltou acompanhada por Don Noel.

— Boa tarde Dona Sofia! – cumprimentou o advogado.

— Como percebe, sua visita é inapropriada. Assim faça o favor de se retirar! – ordenou Sofia ardendo de raiva.

— Sofia, por favor! – pediu Cora.

— Estamos falando de algo pessoal e muito importante. – continuou Sofia que pareceu não ouvir Cora.

— Evidentemente algo que está afetando muito Cora. – disse ele vendo que Cora estava nervosa.

— Está se metendo no que não te importa!

— Sofia! – falou Cora mais séria. – Além do mais, Noel já sabe de tudo. – confessou Cora.

— Se atreveu a contar a ele? – perguntou Sofia indignada.

— Ela já sabia.

— De que se trata? – perguntou Noel para Cora.

— De Lily e Emma. – falou Cora com a voz baixa. – É que Lily quer voltar a morar aqui e Sofia tem medo...

— Não é medo! – disse Sofia interrompendo Cora. – E sim que não estou segura que essa rameira...

— Modere-se, Dona Sofia! – exigiu Noel.

— O senhor não irá dizer a mim...

— Cale-se. – gritou ele e Sofia recuou alguns passos. – Entendo a sua angustia e preocupação, mas não me parece justo que culpe a Cora. Aqui a única que tem culpa é a Lily. – falou Noel com a voz mais branda.

— Mas Lily é sua filha, e ela e Regina sabiam.

— Eu sempre pensei que se tratava de uma fofoca mal intencionada! – Cora quis se justificar.

— De todos os modos, deveria ter me dito! – disse Sofia ainda muito irritada.

— Senhoras, chega, por favor! – pediu Noel querendo por fim aquela discussão. – O que está feito, está feito. O que se deve agora é procurar uma solução.

— O que deveria fazer era falar com a Emma. Apelar a sua decência. – pediu Cora. – Ao respeito que tem pela Regina.

— E você acha que essa selvagem entende de decência? – perguntou Sofia.

— E senhora irá ficar o tempo todo insultando e desconfiando dos demais? – perguntou Noel já sem paciência. — Assim não vamos chegar a lugar nenhum.

— Eu falo como quiser! Não será um pobretão como o senhor que vai me repreender! – disse Sofia mais uma vez elevando a voz.

— É melhor se moderar, Dona Sofia! – disse Noel falando no mesmo tom que Sofia. – Não quero faltar ao respeito que uma dama merece. E se vamos ver quem teve a culpa de tudo, a primeira culpada foi a senhora! Se Emma tivesse sido criada na fazenda como seu finado esposa queria....

— Lily teria dormido com outro ou outra. – disse ela interrompendo o advogado. – A que é prostituta por natureza...

— Já chega! – Agora foi a vez de Cora interromper a prima. – Já estou farta de seus insultos, sua prepotência! Você sempre diz o que quer e o demais temos que nos calar! Por acaso Neal não teve sua parcela de culpa?

— A única culpa que meu filho teve, foi reparar em uma mulherzinha! Já estou farta de tanta discussão. Ou você controla Lily ou eu contarei a verdade e Neal, entendeu? – Disse Sofia e saiu batendo a porta.

Cora sentou no sofá e se permitiu chorar e foi consolada por Noel. Tudo o que ela queria era que suas filhas vivessem bem e felizes, mas por causa de Lily as duas poderiam sofrer bastante.

[SQ]

Emma estava deitada na grande cama entregue ao sono, ela não conseguiu dormir direto durante a noite. Sempre acordava por canta da tosse de Regina e em outras vezes acordava para ver se sua morena estava com febre ou sentindo alguma dor.

Regina que havia acordado melhor, desceu para pegar o café da manha para sua esposa, já que ele tinha certeza que a loira não havia jantado, pois, desde que chegou do trabalho não saiu de seu lado um minuto sequer.

A morena chegou ao quarto trazendo uma bandeja e como sempre, Príncipe estava com ela. Assim que a morena abriu a porta o pequeno filhote saiu correndo em direção a cama.

— Príncipe não! – chamou Regina, mas já era tarde.

O filhote pulou em cima de Emma que acordou assustada. Regina não conteve o riso ao ver os cabelos loiros assanhados e Emma procurando assustada o que havia acontecido.

— Mas o que... – não terminou sua fala, pois, Príncipe lhe cumprimentou com uma enorme lambida nos rosto. – Ah seu pulguento você me paga. – disse Emma tentando pegá-lo, mas o cachorro foi mais rápido e correu para trás do corpo de Regina como se ali estaria a salvo.

— Amor, deixa ele. Ele só queria te dar bom dia. – falou Regina sorrindo.

— O que a senhorita pensa que está fazendo? – perguntou Emma indo em sua direção e pegando a bandeja de suas mãos.

— Fui pegar seu café da manhã. – disse e deu um selinho em Emma.

— Mas você não pode se esforçar, meu amor. – disse indo em direção a cama sendo acompanha de Regina – Não ouviu o que o medico falou? – concluiu pondo a bandeja em cima da cama e voltou envolvendo Regina em um abraço carinhoso.

— Mas não foi esforço nenhum.

— Foi sim e você sabe. – disse Emma encarando os olhos castanhos que tanto ama. – Agora me dá esse bocão aqui que estou morrendo de saudades. – pediu a loira e deu inicio a um beijo cheio de amor.

Regina não poderia estar mais feliz. Emma era um anjo em sua vida e ela a amava de uma forma jamais imaginável.

Elas tomaram seu café da manhã e ficaram boa parte da manhã na cama, apenas distribuindo carinhos e juras de amor. Emma decidiu que não iria trabalhar naquele dia. O bem estar de Regina era o que mais importava para ela.

Em determinado momento Henry foi avisar que Regina tinha uma visita e elas resolveram finalmente sair do quarto.

— Zel. – disse Regina indo abraçar sua amiga.

— Como você está? Fiquei sabendo que estava doente. – disse a ruiva.

— Estou melhor. Foi só uma gripe.

— Oi Emma. – cumprimentou a ruiva.

— Oi Zelena.

Elas sentaram-se no sofá e começaram uma conversa animada. Com a convivência, Emma já tinha Zelena como amiga e a ruiva compartilhava da mesma opinião.

O almoço já iria ser servido. Emma pediu licença e foi tomar um banho antes da refeição deixando apenas as amigas conversando. A conversa estava animada e só parou quando o sino da porta foi tocado.

— Atende para mim for favor Zel. – pediu Regina

A ruiva foi em direção a porta sorrindo por algum comentário que Regina havia feito. Assim que abriu sentiu seu corpo arrepiar e ficou parada encarando a pessoa a sua frente.

— Quem é Zel? – perguntou Regina estranhando a demora de sua amiga voltar, mas não obteve resposta.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Comentem. Fui.