Amor Selvagem

16 Conversa franca


Notas iniciais
Olá pessoal... olha eu aqui de novo!!!! Espero que gostem. Obrigada por todos os comentários. Sei que ainda não respondi, mas saibam que leio todos.... Boa leitura.

Peter estava no quartel conversando com seu compadre, o comandante Espinola. Estavam falando sobre Emma, desde aquele incidente na taberna de Tomy onde Emma apunhalou a mão de Peter, ele quer acabar com a comandante.

— A maldita tem muita sorte! – fala Peter com raiva. – Não só tem um nome de respeito, como se casou com uma condessa.

— Calma compadre, ela terá o que merece. – disse Espinola limpando os óculos.

— É inadmissível um casamento desses. Onde já se viu duas mulheres casadas! – exclamou irritado Peter.

Nesse momento os dois são interrompidos por Gold.

— Boa tarde! – disse Gold sentando-se em uma cadeira ao lado de Peter.

— Boa tarde Gold! – respondeu Espinola.

— Que milagre é esse? Veio nos visitar. – disse Peter.

— Aproveitei que Neal veio ver a esposa e decidi rever os amigos. – falou Gold fazendo Espinola abrir um sorriso. O comandante sempre quis ter “amigos” da alta sociedade. Certo que Gold não fazia parte da família Nolan, mas era o melhor amigo de Neal e isso para ele bastava. – Quais as novidades dessa cidadezinha?

— Nada que todos já não saibam. – disse Pan. – Estava aqui falando da sorte de Emma Swan, mas isso você já sabe. – falou ele desanimado.

— Sim. – respondeu Gold.

— E tem mais. Emma comprou uma casa caríssima para a esposa e dizem que está negociando o galpão dos Morelles. – falou Espinola.

— Ela deve ter muito dinheiro. – afirmou Pan.

— E de onde ela tirou tal fortuna? – Perguntou Gold tendo uma ideia de como acabar com Emma.

— De onde mais? Do contrabando. – afirmou Espinola com um sorriso debochado.

— Pelo que vejo vocês não gostam mesmo dessa mulher. – disse Gold.

— A verdade é que não! – disse Pan.

— Por que não fazemos algo? – Perguntou Gold animado.

— Algo como? – Quis saber Espinola.

— Bem, se ela fez a fortuna com o contrabando e se nós comprovarmos, podemos até ficar com uma parte. – afirmou Gold pondo seu plano em prática.

— Isso seria muito bom. – disse Peter com um sorriso nos lábios.

— Mas não será fácil. – afirmou Espinola cortando o barato de Pan.

— Mas não custa nada tentar. – Afirmou Gold. – Teria que fazer perguntas, investigar, vigiá-la. Algum erro há de cometer.

— Compadre, você poderia por alguém para vigiar a casa dela. – voltou Pan a falar animado.

— Não! Seria melhor alguém dentro da casa. – disse Gold.

— Um criado? – quis saber Espinola.

— Sim.

— Não vai dar certo. Emma sempre trabalha com sua gente. – Afirmou Espinola.

— Mas se, por exemplo, levarmos um menino, órfão, pobre e com uma avó doente para manter. Sua esposa, Regina Mills é uma mulher muito caridosa e não vai deixar esse jovem desamparado. – afirmou Gold e os três sorriram satisfeitos com a ideia.

[SQ]

Neal chega a casa de Cora e é recebido animadamente pela sogra. Cora estava muito feliz por Lily estar casada com Neal que era um homem direito e vindo de uma família nobre. Mesmo sabendo das ações da filha mais nova, a senhora Mills tinha a esperança que com o tempo sua filha aquietasse e começasse a dar valor ao marido esquecendo por completo de Emma.

— Sofia também veio ao povoado? – perguntou Cora que estava sentada a frente do rapaz.

— Não tia. Minha mãe ficou na fazenda.

— E por quanto tempo pretende ficar?

— Voltarei amanhã, estamos em meio a safra e não posso me ausentar por muito tempo. – disse ele amavelmente.

— Entendo. Mas e Lily? Ela deve estar sentindo sua falta.

— E eu estou morrendo de saudades dela. – sorriu bobo.

— Pois já estou aqui, meu amor. – disse Lily chegando a sala.

Neal no mesmo instante levantou e recebeu sua esposa com um abraço apertado. Ele estava realmente sentindo falta da esposa, já Lily, queria vê-lo de volta a fazenda o mais rápido possível para poder continuar tentando separar Regina de Emma.

— Amor que saudade. – disse Neal e depositou um selinho nos lábios da esposa.

— Neal. Mamãe está aqui. – disse a mais nova se afastando do rapaz.

— Desculpe tia. – falou o rapaz se recompondo.

— Não tem problema, Neal. Vocês são casados, é natural cumprimentar sua esposa. – Disse Cora se levantando. – Vou a cozinha para vocês conversarem melhor. – falou e saiu.

Neal levou Lily para o sofá e sentaram-se um de frente ao outro.

— Amor. – começou Neal. – Vim para o povoado para leva-la comigo. Está muito ruim sem você lá. Toda vez que me deito para dormir e não a encontro sinto meu peito entristecer. – disse o rapaz carinhosamente.

— Mas Neal, você sabe que eu vim ficar com a mamãe para ela não se sentir tão só. – rebateu a jovem descontente.

Voltar para a fazenda era a ultima coisa que a morena queria. Ela não poderia deixar Emma e Regina a sós. Já havia percebido que sua irmã estava apaixonada pela loira e cabeça dura como Emma era, iria continuar com esse casamento até que Regina quisesse.

— Meu amor, sua mãe terá que se acostumar algum dia. E eu sou seu esposo e preciso de você a meu lado.

— Você está sendo egoísta Neal. – falou Lily irritada.

— Se for egoísmo querer a mulher que eu amo a meu lado, pois bem, eu sou egoísta.

— Mas querido, tem mais, sua mãe não gosta de mim. Está sendo muito chato conviver com ela. – insistiu Lily.

— Já pensei sobre isso e decidi que depois da safra iremos vir morar aqui no povoado, assim, você pode vir sempre ver sua mãe. – disse Neal e Lily abriu um sorriso.

— Sério? – perguntou eufórica. – Então, posso ficar aqui até a mudança.

— Não, Lily! – falou ele sério. – Você voltará comigo amanhã. – falou decidido e a morena se calou sabendo que não adiantaria insistir.

[SQ]

A vida é mesmo uma caixinha de surpresas. Nunca que Emma Swan, uma menina pobre, rejeitada e mal tratada por seu suposto pai poderia ser filha de um dos homens mais ricos e influentes do país. Ela poderia ter tudo, uma boa educação, a família que sempre sonhou, um irmão para lhe fazer companhia nos momentos felizes e tristes. Poderia ter conhecido o que é ser amada e admirada por um pai como sempre desejou.

Mas sua vida nunca foi fácil. Desde que nasceu coisas foram tiradas de sua vida. A primeira foi sua mãe que nunca teve o prazer de conhecer já que ela morreu ao dar a luz. A segunda foi o carinho do pai, já que James nunca demonstrou o mínimo de afeto por ela, pelo contrário, sempre exigindo e obrigando que ela fizesse coisas que a desagradava. Terceiro, uma boa orientação de como seguir uma vida honesta e honrada e o pouco bondade que ainda existia em si era transformado em ódio por seu suposto pai.

Mas a vida também pôs pessoas boas e iluminadas em sua vida como seu padrinho Noel a quem a loira tinha como seu verdadeiro pai. Graças a ele, Emma recuperou a bondade em seu coração, foi por influencia de Noel que a loira aprendeu a ler e escrever aos quinze anos, aprendeu o que era certo e errado, mesmo ela tirando seu sustento do contrabando, mas essa foi a única atividade que pode seguir, por ser mulher nenhum empregador a queria como funcionária e também tinha seu gênio forte e a aversão que ela tinha de seguir ordens, talvez por ter sempre feito o que James mandava mesmo contra sua vontade ou talvez por ter o sangue de David Nolan que também nunca seguiu ordens de ninguém.

E agora, a vida colocou em seu caminho uma mulher maravilhosa que estava a cada dia enraizando em seu ser como erva daninha. Regina que neste momento estava sentada no sofá que ficava em frente a mesa de sua biblioteca onde a loira estava analisando alguns documentos. A loira a olhava com adoração enquanto ela estava perdida nas páginas de um dos livros do grande acervo. Uma mulher pura, doce, amável, justa e acima de tudo uma mulher forte que busca seus ideais, mesmo se privando de sua felicidade para alcança-los e era essa ultima qualidade que estava deixando seu coração triste, atordoado. A insegurança que Emma sentia sobre os sentimentos da morena estava rondando sua cabeça com ideias erradas que a loira tinha.

Ela viu tudo o que Regina fez para evitar que Neal sofresse com a verdade sobre a esposa e mesmo a morena tendo dito que a amava na noite anterior, Emma não acreditava totalmente em tais palavras. Ela conhecia Regina e sabia que a morena não falaria tal coisa se não estivesse sentindo, mas o ciúme e o medo de ser mais uma vez enganada não permitia que a loira se entregasse totalmente ao amor que sabia e sentia crescer em seu peito.

Mesmo com todos esses questionamentos a loira se viu perdida na imagem delicada da morena concentrada e não conseguiu evitar sorrir. Ela estava amando Regina Mills como jamais esteve por mulher alguma. Sem conseguir ficar longe de sua morena, a loira levantou e foi em direção a Regina tirando de suas mãos o livro e sem dizer nada a loira capturou os lábios de sua esposa em um beijo calmo, porém, urgente.

Regina correspondeu o beijo com igual intensidade. Ela amava os lábios de Emma junto aos seus. Amava a forma carinhosa e delicada que a loira sempre a tratava. Desde que aceitou casar com Emma em momento algum pensou ser tratada de maneira diferente. Sempre viu a pessoa carinhosa e doce que Emma demonstrava enquanto estavam na fazenda, mesmo que todos dissessem o contrário.

Foram cessando o beijo lentamente com alguns selinhos. Emma encarou os olhos castanhos por alguns segundos e em seguida abraçou sua amada com força, como se com esse gesto pudesse ter certeza que Regina era total e completamente sua.

— Está tudo bem Emma? – perguntou Regina achando estranho a atitude da mulher.

— Está sim, pequena. – disse Emma escondendo o rosto no pescoço de Regina sentindo o delicioso perfume que a morena possuía.

— Está tão... calada. – continuou a morena.

— Está tudo bem. – disse Emma se afastando para encarar a esposa. – Vou tomar banho, tenho que ir com Ruby ao novo galpão para começar a organizar tudo para as novas mercadorias que chegarão. – falou se afastando da morena.

Emma deu mais selinho na morena e seguiu para o quarto. Pôs a banheira para encher e começou a se despir, mas logo parou o que estava fazendo, a morena não saia de sua cabeça e com ela a insegurança que lhe invadia, sendo assim a loira saiu do quarto e no caminho encontrou Mary e pediu a moça que avisasse a Ruby que ela a encontraria no galpão.

Após o recado a loira sabia que precisava tirar tais pensamentos da cabeça e o único lugar que a faria limpar a mente era o mar e assim ela seguiu para a praia quando alcançou a areia branca ela começou a deixar suas vestes pelo caminho e se jogou na imensidão azul deixando as águas quentes relaxar seu corpo e ficou por lá por um bom tempo.

[SQ]

Assim que Mary percebeu que Emma havia saído ela correu para a cozinha atrás de Belle. Encontrou a moça lavando os pratos.

— Belle, preciso que você me ajude. – pediu Mary entrando na cozinha.

— O que precisa?

— Quero que leia o que está escrito aqui. – disse a moça tirando do bolso a foto que encontrou nas roupas de Regina.

— Onde encontrou isso, Mary? – perguntou Belle que segurava a fotografia.

— Nas coisas da Regina.

— É melhor você colocar de volta.

— Não! Leia logo. – pediu Mary.

Sem saber qual interesse de Mary na fotografia, Belle leu em voz alta para que Mary pudesse ouvir. Assim que terminou de ler Belle teve a foto tirada de suas mãos.

— O que vai fazer com isso? – perguntou Belle.

— Ela não a ama. – falou Mary ignorando a pergunta da outra. – Ela não a ama, Belle. E a idiota da Emma casou-se com ela. – disse Mary com os olhos úmidos.

— Mary, o que você tem a ver com isso? É melhor se desfazer dessa foto, se a capitã a pegar não vai dar certo, você a conhece.

— Ela tinha todas as mulheres que queria. – continuou Mary sem dar atenção as palavras de Belle. – Todas dariam tudo para ter a Emma e essa ... essa condessa casou-se com ela amando outro.

— E o que você tem a ver com isso?! – perguntou Belle segurando os ombros da garota.

Assim que Belle fixou o olhar nos olhos de Mary teve sua resposta.

— Você a ama? Céus Mary! Você ama a Emma! – disse Belle vendo os olhos marejados da garota a sua frente.

— Ela sempre tinha todas as mulheres que quisesse, Belle. Mas sempre voltava para mim.

— Você e a Emma... vocês eram...

— Não. Mas ela me dava atenção, conversava comigo, queria saber como foi meu dia e agora... agora só quer saber dela. – falou Mary que já chorava.

— Mas a senhora é esposa da capitã, é normal que Emma queira passar tempo com a esposa.

— Mas ela não a ama! – falou Mary com raiva e em seguida guardou a foto no bolso.

— O que você vai fazer com isso Mary? – perguntou Belle preocupada.

— A Emma tem que saber que está sendo enganada.

— Mary, não faça besteira. Se livre dessa foto. É o correto. – insistiu Belle, mas Mary não lhe deu ouvidos e saiu da cozinha correndo.

Belle ficou olhando em direção onde a garota saiu correndo, foi tirada do traze com batidas na porta da frente e foi atende-la.

— Boa tarde! Minha filha está? – perguntou Cora adentrando o local.

— Está sim senhora. – disse Belle fechando a porta. – Sente-se, vou chama-la. – disse Belle indo chamar sua patroa.

Alguns minutos depois Regina apareceu sorridente na sala.

— Mamãe, que bom que veio me ver! – disse a morena abraçado a mãe.

— Estou sendo inoportuna? – perguntou Cora.

— É claro que não. Sente-se. – pediu Regina sentando de frente para a mãe. – Emma não está, ando um pouco ocupada com os negócios.

— E você filha, como está se sentindo? – perguntou Cora querendo saber se Emma estava tratando sua filha bem.

— Feliz. – disse Regina sorrindo.

— Verdade!

— Verdade mamãe.

— Regina, não está me enganando? – Cora tinha duvidas de tal felicidade, já que acha Emma muito... bruta.

— Por que eu deveria? Emma é maravilhosa, mamãe! – disse Regina e Cora abriu a boca em espanto. – Não me olhe assim, estou dizendo a verdade. – continuou Regina sorrindo. – É boa, carinhosa, me faz sorrir... acredita que ela montou uma biblioteca para mim com inúmeros livros e um piano lindo. – falava a mais nova encantada.

— Meu amor, estava tão preocupada. É que os casamentos são um enigma, Regina. Seu pai, por exemplo, era um homem adorável que tinha seus bons momentos, mas quando estava de mal humor não havia quem o parasse. – disse Cora sorrindo.

— Bem, meus momentos com Emma são maravilhosos. – Regina era pura alegria.

— Então, você a ama, Regina? – Cora perguntou o que estava escrito nos olhos da filha.

— Muito! – disse convicta.

— E ela?

— Não sei, mas me respeita, quer que eu decida sobre as coisas, que faça o que eu quero.

— Não, não posso acreditar! – diz a senhora realmente incrédula. Ela esperava tudo de Emma, mas ser tão amável com sua filha não era uma delas.

Continuaram conversando sobre coisas aleatórias ate que Cora lembrou de algo.

— Filha, tem um jovem órfão que precisa de emprego, pois mora com a avó enferma. Então Gold falou comigo sobre ele vir trabalhar aqui com vocês, já que aqui só trabalham mulheres. – disse Cora. – Ele veio falar comigo, pois, como sua esposa e ele não se dão bem , pediu minha ajuda.

— Não sei, mamãe. Terei que falar com a Emma antes. – disse Regina.

— Mas se disser que foi Gold quem pediu ela não vai querer. E o rapaz realmente precisa. – insistiu Cora. – Olha, diga que fui eu quem o recomendei.

— Não mamãe. Não quero mentir para a Emma. Mas conversarei com ela. – disse e recebeu um sorriso de Cora.

— Ai filha, estou tão feliz! – disse Cora sorrindo.

[SQ]

Ruby estava no galpão adiantando algumas coisas. Emma que deveria estar ali ainda não tinha chegado e a ruiva teve que tomar algumas decisões por ela. Os trabalhadores levavam caixas de um lado a outro sempre obedecendo as ordens da morena.

— Onde diabos você se meteu? – perguntou Ruby assim que viu Emma chegar.

— Calma ai lobinha, sei que deixei nosso negócio em boas mãos. – brincou Emma apontando para a amiga.

— Já estou vendo que serei sua escrava nesse negócio. – brincou Ruby e as duas se abraçaram. – Agora é serio, onde estava? – perguntou Ruby percebendo os cabelos da loira úmidos.

— Fui nadar. – falou séria.

— O que está acontecendo? – perguntou Ruby conhecendo a amiga.

— Nada.

— Emma Swan!

— Emma Swan Nolan. – disse Emma sorrindo.

— Ok, senhora Nolan. Já vi que conseguiu relaxar. – brincou Ruby, sabendo que aquele não era o momento de Emma se abrir.

Sem tocar mais no assunto elas continuaram com a organização do local. Tinha que ser concluído hoje, pois, no dia seguinte algumas mercadorias já estariam chegando.

Ficaram a tarde toda arrumando tudo, mas no fim, estava como elas queriam. Ruby que agora ocupava a casa da praia onde Emma morava seguiu para lá e Emma foi para sua casa. Estava louca para provar os lábios de sua morena.

Poucos minutos depois Emma chega sorridente em sua casa. O banho de mar lhe fez muito bem, ela decidiu deixar as coisas acontecerem. Decidiu acreditar nas palavras e ações de sua esposa. Regina sempre demonstrou algum sentimento por ela, e se a mesma havia falado no dia anterior que a amava a loira achou por bem acreditar.

Porém, seu sorriso foi desfeito assim que entrou em sua sala. Lá estavam Regina e Neal conversando. Ela os olhou com o semblante fechado e aquela insegurança voltou com tudo ao notar certo nervosismo por parte de Regina.

Neal cumprimentou Emma que respondeu educada, mas sem nunca tirar os olhos de Regina. Conversaram por alguns minutos, Neal comentou com Emma que no dia seguinte estaria voltando para a fazenda e por isso quis fazer uma visita e aproveitou o momento para convidar a irmã e cunhada para passar um fim de semana com eles. Mesmo não gostando de estar próximo a Emma, Neal decidiu que queria ter uma convivência harmônica com sua irmã, afinal, era isso que seu pai queria.

Quando ,enfim, Neal resolveu ir embora Emma o acompanhou até a saída e Regina seguiu para seu quarto. Ela percebeu que Emma não ficou nada contente ao encontrar Neal em sua casa.

— Por que estava nervosa quando cheguei? – perguntou Emma entrando no quarto.

— Por que sim. – respondeu Regina sem olhá-la.

— Essa não é uma razão.

— Neal estava me dizendo que....

— Que? – Emma a incentivou a falar.

— Que ele e Lily decidiram morar aqui.

— E o que te preocupa? — perguntou Emma incomodada com a reação da esposa.

— Você sabe o que! – disse Regina encarando a loira.

— Não! Não sei, quero que me digas.

— Tenho medo que Lily te procure.

— Tem medo por mim ou por... Neal? — perguntou Emma nervosa.

— Por você que é minha esposa e por ele que não merece. – disse Regina desviando dos olhos de Emma.

— E a você, o que importa esse imbecil? – perguntou Emma entre dentes. – Se ele quis se casar com uma sem vergonha o problema é dele.

— Você também queria se casar com ela! – falou Regina elevando um pouco a voz.

A possibilidade de Lily ir buscar sua esposa estava deixando Regina irritada, com ciúmes.

— Ótimo, acho que chegou o momento de conversarmos sobre nossos antigo “relacionamentos” e sobre nós, mas com a verdade Regina. A verdade! – disse Emma vendo ali a chance de saber o real motivo da morena ter se casado com ela e assim acabar com qualquer insegurança existente em seu coração.

— Estou de acordo. – falou Regina séria.

— Quem começa? Você ou eu? – perguntou Emma.

— Você.

— Minha história você conhece. – disse Emma ajeitando a postura. – Sua irmã me procurou, nos tornamos amantes... – começou Emma e Regina fechou os olhos incomodada com o simples fato de Lily ter sido amante de sua esposa. – disse que me amava e jurou casar comigo. Não cumpriu... o resto você já sabe. Sua vez. – disse Emma ficando de frente para Regina.

— Desde criança disseram que eu iria casar com Neal. – começou ela. — Minha mãe e minha madrinha selaram o compromisso. Enquanto eu crescia em meus pensamentos e ilusões... não havia outro além dele. – continuou Regina e Emma se mexeu incomodada com tais palavras. – Claro que eu deveria saber que havia algo errado, ele nunca me escrevia.

— E você? – interrompeu Emma.

— Também não.

— Por quê?

— Por que era ele quem deveria fazer primeiro. – disse ela olhando para Emma. – minha madrinha dizia que em suas cartas para ela, Neal sempre mandava seus cumprimentos.

— E era verdade? – Emma não sabia por que fazia tantas perguntas, mas era inevitável.

— Acho que sim. Bem, quando ele voltou teve que ficar um tempo na capital e conheceu minha irmã. – ela continuava e Emma segurava sua raiva. – Eu já sabia que ele tinha voltado e pensei que em breve iria começar os preparativos para o casamento. Minha madrinha foi vê-lo e ela disse que se esqueceu de nosso compromisso e estava apaixonado por outra.

— A sua irmã.

— Eu soube depois. É claro que me senti muito mal. Neal tinha sido meu sonho... Minha ilusão de ter um marido. – disse e viu Emma ficar de costas para ela.

A loira não estava nada feliz em ouvir de sua esposa que outro era seu sonho para um futuro.

— Por favor.. – disse Regina se aproximando de Emma. – Me entenda. – pediu ela e Emma voltou a encará-la. – Por isso senti tanta vergonha... todos sabiam de nosso compromisso, seria motivo de chacota de toda gente. – disse Regina com lágrimas nos olhos por lembrar desse época e sem conseguir olhar para a esposa ficou de costas. – por isso decidi entrar para o convento.

— O que Neal disse quando soube de tudo. Nem remorso sentiu por ser culpado por essa decisão absurda? – perguntou Emma.

— Ele não sabia. Eu disse a todos que eu havia rompido o compromisso para ser freira. Que era minha vocação.

— Nossa, como é orgulhosa! – disse a loira em tom debochado. – Por isso começou a odiar sua irmã? Por saber que ela era a mulher por quem Neal estava apaixonado? — perguntou Emma se afastando da morena.

— Me afetou, é claro. Mas não a ponto de odiá-la.

— Vai começar a mentir?

— Não estou mentindo! – falou Regina irritada pela forma que Emma começou a trata-la. – Ela é minha irmã e não posso odiá-la.

— Então, digamos que ficou brava com ela... por ter destruído seus sonhos de jovenzinha apaixonada por seu príncipe encantado. – falou mais uma vez a loira com deboche por conta de seus ciúmes. – E como lhe tomou o príncipe decidiu pagar com a mesma moeda. Sua irmã, apesar de estar casada continua apaixonada por mim a você pensou: “ vou tirá-la dela... assim come ela tirou Neal de mim” é claro que tomou sua decisão depois de saber que sou uma Nolan. Porque apesar de defender cegamente a honra de Neal jamais se rebaixaria casando com uma marinheira suja como Emma Swan! – falou Emma totalmente tomada pelo ciúme que estava corroendo seu coração.

— Ela te disse isso? – perguntou Regina magoada pelas palavras de Emma.

— Mentiu?

— É que ... as coisas não foram assim. – disse Regina com a voz tremula.

— E como foram?

— É que... Lily sempre zombou de mim... dizendo que ninguém nunca olharia para uma beata, muito menos depois de a terem conhecido.

— E você acreditou?

— Por que não? Ela é mais bonita, desenvolta, sabe falar... entreter. – disse Regina encarando Emma com os olhos marejados.

— E dai? Você tem outras qualidades que são mil vezes mais importantes. – disse e Regina soltou um sorriso triste.

— Quando brigávamos e ela dizia essas coisas eu tinha vontade de aborrecê-la, mas nunca pensei isso de você! É verdade! – disse a morena passando a mão no rosto para enxugar as lágrimas. – Confesso que eu falei essas coisas e que disse a minha mãe que me casaria com você para separá-la de Lily, mas a verdade é que não era assim. É só que... percebi depois. — continuou Regina que mais uma vez ficou de costas para a esposa.

— Percebeu o que? – perguntou Emma se aproximando de Regina.

— Que quando estava com você, sentia... não sei o quê. Algo que não sabia o que era, mas... que eu gostava muito. – soltou um sorriso doce. – É a verdade e você sabe! E por isso me olhava como me olhava!

— E desde quando começou a sentir isso que não sabe o que é? – perguntou Emma um pouco mais perto da morena.

— Desde o dia que você disse que se fosse minha prometida... só sendo estúpida ou cega teria me deixado por outra.

— Regina! – disse Emma segurando a morena pelos braços. — não está me enganando?

— Não! Por que sempre pensa isso? — perguntou a morena chorando.

— Por que tenho medo que tudo que está me dizendo não seja verdade. – disse Emma também emocionada. – Que sejam mentiras piedosas! Ou que esteja dizendo isso por que não tem escolha. – Falou essa ultima frase quase em um sussurro.

— Não é assim! – disse Regina alto. – Emma, eu te amo. Eu te amo, muito. Não sei desde quando, mas... você é a única coisa que me importa nessa vida! – afirmou a morena convicta. – Por favor, amor, você tem que acreditar em mim. – pediu Regina aos prantos, na verdade suplicou.

— Sim, eu acredito em você. Eu quero acreditar em você! – disse Emma deixando as primeiras lágrimas descerem por seu rosto. – Eu preciso acreditar em você! Por favor, Regina, não permita que eu duvide. Que eu perca a confiança. Eu te peço, por favor, pequena!

— Jamais! Eu juro! – disse Regina acariciando o rosto da loira que fechou os olhos. – Eu te amo, Emma Swan! Te amo. – disse Regina e beijou os lábios da loira.

Emma se entregou ao beijo totalmente, agora com a certeza do amor de sua esposa. Depois de tudo falado, todo o passado esclarecido, todas as duvidas sanadas elas poderiam se entregar plenamente ao sentimento que a cada dia se expandia dentro de seus corações.

Notas finais
Espero que tenham gostado..... Tivemos hoje a primeira DR né,kkkkkkk. Mas no final tudo ficou bem. Comentem... Até a próxima. Fui.