Notas iniciais
Olá, voltei..... Eu sei que mereço levar uma surra, kkkkk. foi mal a demora. Vamos a mais um capítulo. Espero que gostem. Boa leitura.

Sofia está em seu quarto quando Ana chega para avisá-la que um amigo de Neal está na sala. Minutos depois Sofia chega a sala e encontra um homem com estatura mediana e de cabelos curtos.

Assim que o homem percebe a presença da mulher fica de pé em sinal de educação. Sofia vai em direção a ele sorrindo.

— Então você é amigo de meu filho? – pergunta educada.

— Sim senhora. Robert Gold. Muito prazer. – diz ele dando um beijo no dorso da mão de Sofia.

— Fico feliz que esteja aqui senhor Gold. Sente-se, por favor. – diz ela indicando o lugar onde o homem pode sentar e se acomoda no sofá.

— Eu estava visitando alguns familiares e como Storybrooke fica no caminho, resolvi fazer uma visita. – diz ele sorridente.

— Neal ficará muito feliz em vê-lo. Ele não tem muitos amigos de sua classe por aqui.

— Obrigada senhora. – agradece ele.

Antes que Sofia falasse alguma coisa, Neal entra em casa e abre um enorme sorriso ao ver o amigo ali.

— Gold! Fico feliz que finalmente aceitou meu convite para conhecer a fazenda. – diz sorridente e abraça o amigo. – Gold é meu melhor amigo, mamãe. – diz o rapaz em direção a mãe.

— Sim filho, ele me disse. – sorriu. – Fica conversando com ele, assim que o almoço ficar pronto eu aviso. – disse Sofia e saiu para a cozinha.

— Estou muito feliz que tenha vindo. – disse Neal sentando de frente para o rapaz.

— Já que você me convidou. Vim verificar se era tão rico quanto havia me dito. – brincou e os dois gargalharam.

— Então, quais notícias você traz da capital?

— Está do mesmo jeito. Agora me conta, voltaste a ver a Lily? – quis saber já que Neal estava tão ansioso para rever a garota a ponto de adiantar a viagem.

— Claro que sim e logo iremos nos casar. – falou orgulhoso.

— Sério? – não estava acreditando que o amigo havia conseguido.

— Seríssimo, já estamos comprometidos. Só falta marcamos a data do casamento.

— Meu amigo, você é rápido não? – brincou e arrancou um sorriso de Neal. – E como foi isso?

— Quando voltei nos encontramos, falei sobre meus sentimentos e a pedi em casamento e ela aceitou.

— Assim tão fácil? – estava curioso.

— Na verdade teve algumas complicações. – falou se ajeitando na cadeira. – É que sem eu saber, minha mãe havia arranjado meu casamento com a irmã de Lily.

— Não me digas? E como resolveu isso?

— Minha mãe falou com minha tia Cora, que é mãe da Regina e da Lily e desfez o mal entendido e assim pude pedir a Lily em casamento. – sorriu vitorioso.

— Mas a irmã dela, a tal Regina, aceitou fácil assim? – perguntou Gold.

— Na verdade, ela disse a minha mãe que ficou aliviada pelo fim do compromisso, pois, sua vocação era ser freira e entrou para o convento. – falou um pouco desanimado, pois, tinha desconfiança que Regina só tomou essa decisão para não passar vergonha.

— Mas essa decisão dela foi tomada por conta da decepção? – indagou Gold.

— Eu acho que sim. – disse Neal triste.

— Nossa, que desperdício. – falou Gold. – Se bem que só seria desperdício se a garota for bonita. – brincou.

— E ela é. Muito linda. – afirmou Neal.

— E será que ela não mudaria de ideia? Sim, porque eu sou um rapaz muito bonito e quem sabe ela não goste de mim. – brincou mais uma vez fazendo Neal sorri.

Antes que eles falassem algo mais, Sofia entra na sala acompanhada de Ana.

— Senhor Gold, seu quarto já está arrumado. A Ana irá acompanha-lo, talvez você queira tomar um banho antes do almoço enquanto eu converso um pouco com meu filho. – disse Sofia.

— Claro senhora. – disse ele ficando de pé. – Nos vemos depois. – disse e seguiu a criada.

— Muito gentil esse seu amigo. – disse Sofia assim que Gold saiu. – Você falou com o Noel? O que ele disse sobre... Emma? – deu inicio a conversa que queria ter com o filho desde que ele chegou.

— Eu falei com ela. – disse sério, já sabendo que sua mãe iria brigar novamente.

— Falou com Emma? – perguntou com cara de poucos amigos.

— Sim, trocamos apenas algumas palavras, mas ela não me tratou tão bem quanto eu imaginava.

— Que atrevimento para uma qualquer como ela. – falou Sofia com raiva.

— Se a senhora tivesse falado com ela não estaria dizendo isso. Ela se tornou uma mulher altiva, com postura, um pouco arrogante.

— Como achou que iria lhe tratar?

— Eu sei, ela se mostrou pouco amigável, sequer me deixou explicar os motivos de tê-la procurado, saiu e me deixou falando sozinho. – disse com um pequeno sorriso.

— Isso é para você aprender a não se misturar a pessoas desse tipo. Filho, quando seu pai pediu para cuidar dela, ele não estava pensando direito, estava ferido, agonizando. – falou e Neal revirou os olhos. – Filho, me prometa que não irá mais procurar essa mulher.

— Ok! Não a procurarei, mas se Emma vier me pedir ajuda, qualquer que seja não irei negar. – disse ele ficando de pé e indo para o escritório.

[SQ]

Lily chega a casa de Emma e não encontra a loira. Quando está prestes a ir embora encontra Ruby.

— Boa tarde senhorita. – diz Ruby sorrindo.

— Onde está a Emma? – pergunta sem nem ao menos desejar boa tarde a garota.

— Emma não está. Saiu há pouco.

— Como saiu? – perguntou irritada. – Combinamos de nos ver depois do almoço.

— Sendo assim, ela não demora a chegar. – falou e viu Lily bufar.

— Certo. Vou esperar por cinco minutos e se ela não chegar pode lhe dizer par se esquecer de mim. – Falou com raiva e foi para o quarto da loira.

A morena ficou sentada na cama e antes de completar os cinco minutos de prazo dado por ela mesma, Emma chega vestida apenas com as roupas de baixo.

— Onde você estava vestida desse jeito? – pergunta Lily enciumada.

— Foi nadar. – reponde seca.

— Nadar? – perguntou com ironia. – foi nadar sabendo que estava te esperando aqui? – perguntou com raiva e loira nada respondeu. –Com quem você estava nadando?

— Estava sozinha. – falou irritada. – precisava esfriar a cabeça. — desde seu encontro com Neal a loira estava totalmente sem paciência.

— E por que está de cabeça quente?

— Por nada! – falou ainda irritada.

— Então por que me deixou aqui esperando tanto tempo? Sabendo de todas as dificuldades que tenho para vir te ver. – Continuou os questionamentos, mas Emma preferiu se calar.

Enquanto Lily falava, Emma procurava roupas limpas para vestir. Quando fez menção de tirar as roupas de baixo, Lily a fez parar.

— O que pensa que está fazendo? – perguntou a morena envergonhada.

— Trocando de roupa. – falou com deboche.

— Na minha frente?

— Não há nada aqui que você ainda não tenha visto. – falou o óbvio.

— Mas não é certo.

— Eu não mandei você entrar em meu quarto. – falou rude.

Lily a olhou por alguns segundo e começou a se retirar do quarto, Emma percebendo que estava descontando a raiva na pessoa errada correu e a segurou pelo braço.

— Desculpa, eu sou uma idiota. – pediu Emma com um semblante mais suave e Lily sorriu.

— Com certeza você é uma idiota. – disse a garota e capturou os lábios da loira.

Nos lábios de Lily, Emma conseguiu acalmar a raiva que estava sentindo do encontro que teve com Neal. Desde que saiu da taberna ela não conseguiu ficar em paz, a volta de Neal a fazia sentir algo de ruim que a loira não conseguia nomear. Mas ela estava nos braços da amada e isso a acalmava de certa maneira.

Após muitos beijos e carícias a loira já havia esquecido a volta de Neal, pelo menos por enquanto.

— O que você fez com minha irmã? – perguntou Lily após mais um beijo.

— Eu? Nada. Por que, o que ela te disse? – perguntou a loira sorrindo.

— Disse que você foi muito atrevida, que lhe faltou com respeito. – a morena quis saber com ciúmes.

— Não fiz nada demais. – disse Emma encarando a morena.

— Hum, não sei se acredito, pois, sei bem a reputação que você tem. – falou Lily indo para frente do espelho.

Emma observava a morena que arrumava os cabelos. A loira sorriu com a imagem de Lily e foi em sua direção a abraçando por traz.

— Minha reputação? – perguntou a loira distribuindo beijos pelo pescoço de Lily.

— Sim, sei muito bem que você é acostumada a ter muitas mulheres e parece gostar disso. – falou Lily fazendo bico.

— Confesso que gosto sim da atenção das mulheres. – disse Emma fitando a morena pelo reflexo do espelho. – Digo, gostava. – se corrigiu ao ver a cara de poucos amigos de Lily.

— Acho bom mesmo, não quero ser um brinquedo a mais para você.

— E o que eu sou para você? – perguntou Emma.

Essa pergunta estava rondando os pensamentos da capitã a alguns dias. Ela estava gostando muito de Lily e não sabe se aguentaria ser enganada sobre os sentimentos que Lily dizia sentir por ela.

— Não venha mudar de assunto Emma. – disse Lily tentando fugir da pergunta e tentou sair dos braços da loira, mas Emma a segurou.

—É serio Lily. – elas se fitavam através do espelho. – Se eu fosse uma mulher rica e com um sobrenome de respeito você se “casaria” comigo?

— Emma... – falou desviando o olhar.

— Me responde. – pediu a loira.

Lily olhou para o oceano sem querer encarar a loira, ela estava sim sentindo algo forte por Emma, mas a loira não poderia lhe dar o futuro que merecia e para Lily segurança financeira era mais importante que sentimentos. Percebendo que Emma não lhe deixaria sair sem essa resposta ela fixou os olhos nas orbes verdes que a encarava.

— Se fosse assim, eu casaria com você. – falou firme.

— Assim será. – respondeu Emma com um lindo sorriso.

A loira virou o corpo de Lily ficando de frente a ela e capturou seus lábios em um beijo apaixonado.

[SQ]

Mesmo tendo passado uma tarde agradável ao lado de Lily, Emma anda estava irritada e preocupada com a volta de Neal. Ela não sabia como iria ser dali para frente com o jovem Nolan querendo se aproximar dela. Depois de tantos anos com ela seguindo sua vida sozinha, passando por tudo o que passou até aqui, não entendia e nem queria ceder a esse desejo do rapaz em querer tê-la por perto.

A loira estava na taberna de Tomy bebendo com Ruby e seus amigos.

— Tenha cuidado Emma, os Nolan são perigosos quando querem. – disse Ruby preocupada com a amiga, ela não conhece Neal, mas sabe das coisas que Sofia é capaz de fazer.

— E eu com isso. – disse com raiva.

— Não sei por que você tratou o Nolan daquela forma, ele só queria se aproximar de você. – disse Tomy, que ficou sem entender a reação da loira quando encontrou Neal.

— O que você sabe sobre isso? – disse sem paciência. – Essa gente nunca faz nada sem segundas intenções. – falou encarando o dono da taberna que resolveu sair dali para não aborrecer a capitã.

— Nunca me disse que conhecia esse Neal. – disse Ruby assim que ficaram sozinhas.

— Não é um assunto que me agrada. Essa família é culpada por tudo o que passei até aqui. – falou magoada.

— Emma Swan. – chamou um homem mal encarado que estava em outra mesa. – Por que não joga uma rodada de cartas comigo? – perguntou ele sorrindo.

— Estou sem vontade. – falou sem encarar o tal homem por muito tempo.

— Disseram que Emma Swan não era covarde. – afirmou o homem para provocar a loira.

— Quem é esse? – perguntou Emma a Ruby que se virou para olhar para o homem que estava atrás de sua mesa.

— Não sei Emma, nunca o vi no povoado. – respondeu Ruby.

— Me disseram que você é a melhor jogadora de baralho da cidade. – disse o homem que ficou de pé e apontou para a cadeira em frente a sua na mesa. – Será que Emma Swan está com medo de perder? – zombou fazendo algumas pessoas sorrirem.

A loira olhou para Ruby que negou com a cabeça, pedindo para que a loira não caísse na dele. No entanto, Emma foi desafiada diante de seu povo e não poderia deixar essa afronta passar. Ela então levantou de sua mesa e foi para a cadeira que o tal homem ofereceu.

— Rapaz. – falou para um garçom que passava. – traga para a mesa a melhor tequila da casa. O que iremos apostar? – perguntou ele assim que os dois já estavam sentados um de frente para o outro.

— O que você quiser. – respondeu ela confiante.

E assim a partida começou. Emma não esboçava nenhuma reação, apenas concentrada em suas cartas e no fim, como era de se esperar ela ganhou a partida. O homem irritado pediu revanche e jogaram mais uma vez. Todos ao redor estavam empolgados com a disputa e viram por cinco vezes seguidas Emma ganhar. A loira já não queria estar ali, ela não foi com a cara do tal homem e sabia que com certeza teria problemas.

— Já chega, não quero jogar mais. – disse a loira pegando o dinheiro que estava na mesa.

— Mais uma. – exigiu o homem.

— Não. – disse Emma decidida.

— Você tem que me dar uma ultima oportunidade.

— Eu já dei muitas. – disse séria.

— Ou tudo ou nada. Aposto meu barco. – insistiu ele.

— Os barcos não se ganham assim.

— Isso é só uma desculpa para esconder seu medo de perder. – praticamente gritou o homem. – Quando alguém sugere apostar tudo da mesa você tem que aceitar, faz parte da honra do jogo. – disse e Emma o encarou por alguns segundos.

— Emma, não. – pediu Ruby que conhecia muito bem a amiga e sabia que sua honra era o que a loira mais presava.

A loira continuou calada por mais algum tempo encarando o tal rapaz.

— Está bem. – respondeu empurrando tudo que havia ganhado para o centro da mesa.

O homem abriu um sorriso e começou a embaralhar as cartas. Mais uma partida se iniciou e ao final dela um dos dois estaria sem dinheiro e sem o barco.

Emma não tinha o melhor jogo na mão, mas sabia que para perder o homem teria que ter a maior combinação existente no jogo e isso era quase impossível. Faltava apenas mais uma carta para seu oponente pegar e a julgar por seu nervosismo e o suor escorrendo pela testa a loira sabia que havia mais uma vez ganhado o jogo. No entanto, o tal homem tirou sutilmente uma carta da manga e pôs seu jogo na mesa, a loira ficou paralisada, ele havia conseguido o impossível, tinha a maior combinação do jogo, a única combinação que derrotaria as cartas que Emma possui.

— Seu barco agora é meu. – disse ele sorrindo e esticando a mão para pegar o dinheiro.

Com esse movimento a carta que ele havia trocado e que estava guardada na manga da camisa caiu na mesa o que irritou a loira.

— Você trapaceou. – falou ela elevando a voz.

— Eu não fiz nada. Aceite que perdeu Swan. – zombou ele.

Tomada pela raiva a loira sacou o punhal e cravou na mão do homem que gritou de dor.

— VOCÊ TRAPACEOU! – gritou ela ficando de pé.

[SQ]

Noel estava se preparando para ir dormir quando escuta alguém batendo na porta com muita urgência. Ele se pergunta quem deveria ser a essa hora, mas como estava batendo como um louco algo sério deveria ter acontecido.

— Calma, já estou indo. – disse o advogado chegando próximo a porta.

Assim que ele abriu a porta, Ruby entra ofegante.

— O que aconteceu para você quase quebrar minha porta? – perguntou Noel.

— A Emma foi presa. – disse Ruby sem rodeios.

— Presa! – Noel arqueou uma sobrancelha. – Mas por quê? Não me digam que descobriram sobre o contrabando? – estava preocupado.

— Não, ela estava jogando cartas na taberna e o outro cara trapaceou então Emma cravou o punhal na mão do infeliz. – disse Ruby.

— Não acredito! – disse Noel irritado batendo a porta. – Porque Emma insiste em se meter em confusão? E não tinha outra maneira dela resolver isso?

— Mas o homem trapaceou. – quis defender Ruby.

— Isso não é motivo. – falou alto e Ruby baixou o olhar. – Quem foi a pessoa com quem ela estava jogando?

— Esse é o problema. É um tal de Peter Pan, compadre do comandante Espinola. – disse Ruby e Noel saiu irritado sendo seguido pela garota.

Noel chegou a delegacia e encontrou uma multidão na frente do departamento gritando para que soltassem Emma. Ele e Ruby entraram em busca do capitão Espinola.

— Já vi que o senhor ficou sabendo sobre o que sua protegida aprontou? — perguntou Espinola debochado.

— Sim, fiquei sabendo também que o outro jogador trapaceou, portanto não é justo que Emma esteja presa. – começou Noel.

— O senhor Pan não é trapaceiro. E além do mais Emma terá que responder por tentativa de assassinato. – Afirmou o comandante.

— Você sabe que isso não é verdade. – disse Ruby elevando a voz.

— VOCÊ CALE A BOCA OU TE PRENDEREI TAMBÉM. – gritou Espinola. – Advogado, o senhor Pan ganhou o jogo e Emma não só o feriu como também roubou o dinheiro das apostas. – falou em um tom mais ameno.

— Isso não é verdade, quem pegou o dinheiro foram os homens de Pan. – disse Ruby alterada.

— Isso é o que você diz. Mas Peter disse que foi ela e eu acredito nele. – falou Espinola para Noel.

— Claro que acredita nele, pois é seu compadre. – falou Ruby indo em direção ao comandante, mas Noel a segurou.

— Ruby! Por favor. – pediu o advogado e a garota se calou. – Capitão Espinola, entendo que o senhor Pan está pedindo é o justo, mas acho que podemos chegar a um acordo, quero dizer podemos pagar os danos, a fiança... – Noel foi interrompido por uma gargalhada do comandante.

— Não sei se Emma tenha tanto dinheiro para pagar a justas exigências de meu compadre a não ser que venda seu barco. – concluiu sorrindo.

Noel baixou a cabeça por alguns segundos pensando na provável soma de dinheiro exigida. O advogado passou a mão no cabelo e voltou seu olhar para o comandante.

— E quanto é a quantia que o senhor Pan está pedindo para cobrir os custos?

— Cem mil dólares.

— O que? Isso é um absurdo. – Contestou Noel abismado.

— Essa é a quantia pedida por Pan senhor Noel. – disse o comandante sentando em sua cadeira.

Vendo que nada poderia fazer nesse momento, Noel pediu para ver Emma e o comandante permitiu. Ele e Ruby foram levados até a cela em que a loira estava, o advogado contou tudo o que estava acontecendo, não antes de dizer umas verdades a Emma. A loira estava irritada com o abuso do comandante e seu compadre. Ela tinha algum dinheiro guardado, mas não era o suficiente para pagar a divida. Resolveu então que venderia o cisne negro, era o único jeito de sair da prisão. Noel pediu para que ela não fizesse nada antes de falar com ele, pois, ele iria tentar outros meios de tirar a loira de lá.

[SQ]

Assim que amanheceu o dia Noel pediu a Mary que fosse a casa de Neal Nolan e o chamasse com urgência e assim a garota fez.

Neal estava se despedindo de sua mãe que estava voltando para a fazenda. Quando a garota viu a carruagem saindo ela correu em direção ao rapaz.

— Senhor. – chamou ela e Neal parou. – O senhor mora aqui? — perguntou ela ofegante pela corrida.

— Sim.

— O senhor Neal Nolan está em casa?

— Eu sou Neal, em que posso ajuda-la? – perguntou ele pondo as mãos nos bolsos.

— O advogado Mancera pediu que o senhor fosse vê-lo com urgência. – disse ela sorrindo.

— Por que? Aconteceu alguma coisa? – perguntou preocupado.

— Com ele não. Emma Foi presa e o senhor Mancera precisa conversar com você.

Neal pediu que a garota voltasse para a casa do advogado e dissesse que logo estaria lá.

Gold acompanhou Neal até a casa do advogado, assim que chegaram Noel contou tudo o que aconteceu e mesmo achando injusto a quantia pedida, Neal se prontificou a pagar tal valor.

— Isso é errado, não tem porque pagar tanto dinheiro. – disse Gold.

— Mas eu quero que Emma seja solta. – insistiu Neal.

— Eu sei, mas não é preciso dar essa quantia. Eu posso ajudar. – Gold tenta convencer os dois.

— Não Gold, eu conheço bem seus métodos.

— Que métodos Neal? Irei só conversar com o comandante e se ele continuar insistindo você paga o dinheiro e pronto. – sorriu. – Vamos Don Noel?

— Eu vou com vocês. – disse Neal, já sabendo que seu amigo iria jogar sujo.

Os três saíram em direção a delegacia e chegando lá encontraram o comandante dormindo com os pés apoiados sobre a mesa. Para serem notados ali, Noel bateu com sua bengala na mesa fazendo Espinola acordar assustado.

— Ah, é você. – disse o comandante sentando na cadeira. – trouxe o dinheiro?

— Não exatamente. – falou Noel e olhou para Gold.

— Quero falar com o comandante da delegacia. – disse Gold com toda sua pose de advogado.

— Eu sou o comandante, por que não parece? – disse Espinola irritado por não gostar da forma que o rapaz a sua frente falou.

— As regras do exercito estão mesmo se perdendo. – disse Gold com sarcasmo.

— Escuta aqui... – ia dizendo o comandante elevando a voz.

— ESCUTA AQUI... você. – cortou Gold. – Primeiro, regulamento do exercito diz que seus oficiais devem ser limpos e apresentáveis e você... – olhou o comandante de cima a baixo. – parece que saiu de uma taberna depois de beber todas. – concluiu Gold e Espinola se calou. – Segundo, fiquei sabendo de algumas irregularidades graves sobre o caso de uma detenta, Emma Swan.

— Pois está mal informado. – falou Espinola ajeitando a postura. – Essa detenta se recusou a pagar uma divida de jogo e não só isso, ainda roubou o dinheiro que perdeu e depois feriu o outro jogador.

— Existem testemunhas que dizem que o “outro” jogador trapaceou. – continuou Gold.

— Eles são amigos de Swan e estão mentindo.

— Está bem, então vamos dizer que existe uma balança. – disse Gold estendendo os braços a frente. – Em um lado está... como se chama o rapaz?

— Peter Pan. – disse Noel.

— Ok, em um lado da balança está Peter Pan. – disse abrindo a mão esquerda. – e do outro está Emma Swan. – fez o mesmo gesto com a mão direita. – Sendo esse Pan seu compadre acredito que a balança se inclinará a seu favor, e nós três estamos do lado de Emma Swan.

— Aqui nós só obedecemos a lei. – falou o comandante elevando a voz.

— Está bem. – disse Gold com o tom suave. – então, levaremos o caso ao tribunal e ouviremos os dois lados e suas testemunhas. Ou... podemos chegar a um acordo. – concluiu Gold e o comandante deu uma alta gargalhada.

— O senhor por acaso está querendo me subornar?

— Oh não, claro que não. Eu não me porei a altura de Pan que com certeza já lhe subornou.

— Olha aqui, eu não permito... – começou Espinola já se alterando.

— Não estou pedindo sua permissão. – falou Gold mais alto que o comandante. – Só quero que saibas que você irá perder de qualquer modo. Se Emma for considerada inocente você irá perder tempo e se ela for considerada culpada você irá perder o seu posto. – disse Gold e o comandante engoliu a saliva com dificuldade. – Tenha o prazer de está falando com o sobrinho do general Stive Fox, que sou eu e com o senhor Neal Nolan, meu amigo aqui ao lado. – disse Gold apontando para Neal.

Depois de todo o discurso de Gold, Espinola tratou de soltar Emma, pois, se o general Fox ficasse sabendo do que ele estava fazendo com certeza ele perderia o cargo e seria preso.

Noel agradeceu a Gold e a Neal que foram embora e em seguida foi para a cela onde a loira estava para libertá-la e acompanha-la até a sua casa.

— Estás livre Emma. – disse Noel assim que o guarda abriu a cela.

— Livre? Conseguiu todo aquele dinheiro? – perguntou ela saindo da cela.

— Não houve necessidade, tiraram as acusações sobre você.

— E porque milagre.

— Não houve nenhum milagre. – disse Noel mexendo em seu chapéu, pois, ele sabia que Emma não ficaria nada feliz ao saber quem a ajudou. – Só a boa vontade de alguém que fez o que pode para te tirar da prisão... Neal Nolan.

— Neal? Está me dizendo que ele subornou as autoridades para me tirar daqui? – Emma estava irritada. – Deve ter custado muito dinheiro não. – falou sarcástica. – dinheiro que ganha com o sangue dos escravos que morrem em sua fazenda.

— Não seja injusta! – disse Noel. – Ele não pagou nada. Sua presença e seu sobrenome foram o suficiente.

— E quem pediu a ele para vir aqui?

— Eu pedi.

— Pois fez muito mal. Eu preferiria apodrecer aqui a ficar devendo algum favor a essa gente. – disse a loira com raiva e saiu da prisão deixando Noel para traz.

[SQ]

Regina estava em seu quarto se arrumando para o encontro que teria com Neal em poucos minutos, o rapaz iria a sua casa para o primeiro encontro formal com Lily, sua mãe estava organizando o almoço e sua irmã provavelmente estava em seu quarto se arrumando para receber o noivo. Regina mesmo tentando de todos os modos esquecer Neal não conseguia tirá-lo da cabeça e agora a situação estava pior. Saber que seu prometido estava casado com outra a fazia sofrer, mas saber que essa outra pessoa era sua irmã a estava destruindo, não por ser Lily, mas se ele se casasse com qualquer outra mulher eles não se veriam com tanta frequência, mas sendo sua irmã esses encontros seriam muito mais frequentes do que ela queria. Ela é tirada de seus pensamentos com a porta do quarto abrindo.

— Filha, porque você está vestida assim? – perguntou Cora ao ver Regina com a roupa de noviça.

— E como a senhora queria que eu me vestisse? Eu sou uma noviça mamãe. – disse sorrindo.

— Essa roupa é muito quente, vai lhe fazer mal. – disse a senhora beijando a cabeça da filha.

— Eu já estou bem mamãe. E depois do almoço irei voltar para o convento.

— Não precisa voltar hoje meu amor. – Cora sentou ao lado da filha. – Fui falar com a madre superiora e ela permitiu que você ficasse mais uma semana em casa.

— Por que fez isso mamãe? – perguntou Regina cansada das tentativas da mãe para que ela saísse do convento. – Eu quero voltar para o convento e a senhora agindo assim dificulta as coisas.

— Meu amor, eu só quero o seu bem. – falou acariciando o rosto da filha.

— O meu bem será voltar para o convento e como disse voltarei hoje.

— Tudo bem filha. Você não pode se aborrecer. – disse Cora ficando de pé. – Vim te avisar que Neal chegou, você vai descer?

— Sim. – respondeu levantando da cama.

— Se não quiser posso dizer que ainda não estás se sentindo bem.

— Não é preciso mamãe. Não farei essa desfeita, afinal é primeiro encontro formal dos dois.

— Tem certeza filha? – Cora estava preocupada.

— Não se preocupe mamãe, esta história já não me afeta tanto. – mentiu para deixar a mãe mais tranquila.

As duas seguiram para a sala onde Lily conversava animadamente com os rapazes.

— Neal, fico feliz em revê-lo. – disse Cora assim que chegaram a sala.

— Bom dia tia. – disse o rapaz dando um beijo na mão da senhora. – Bom dia Regina.

— Bom dia. – respondeu Regina sem olhar nos olhos do rapaz.

Lily apresentou Gold a sua família e começou uma conversa animada sobre o tempo em que viveu na capital. Regina estava ali na sala, mas seus pensamentos estavam longe. Na verdade sua vontade era sair correndo dali, não estava suportando ficar perto de Neal e Lily que sempre trocavam elogios um para com o outro. Cora percebendo o desconforto da filha mais velha tentou mudar de assunto.

— Neal, e sua mãe já foi para a fazenda?

— Sim tia, e ela me pediu para convidá-las a passar uns dias conosco lá. – Falou o jovem sorrindo.

— Seria maravilhoso. – disse Lily sorrindo para ele. – Quase não lembro da fazenda, é lá que iremos morar depois do casamento? – perguntou empolgada. – Neal te falou do nosso compromisso? – perguntou a garota para Gold.

— Sim, e fico muito feliz por vocês. – disse Gold educadamente.

— Eu também fico. — disse Regina olhando pela primeira vez para Neal desde que chegou a sala. – de verde, fico feliz por vocês. – Ela forçou um sorriso.

— Obrigada Regina. – respondeu Neal sem graça.

Na verdade todos com exceção a Lily estavam sem graça com a presença de Regina ali, pois era nítido o desconcerto da moça. Continuaram conversando por mais alguns minutos até que Lily começou a fazer planos para o casamento e Regina sem poder mais segurar a vontade de chorar resolveu se retirar.

— Peço licença a vocês, pois, irei retirar – me. Fico feliz em ter ficado esse tempo com vocês. – disse a morena levantando-se. Com licença. – E assim a morena saiu da sala.

Ao invés de ir para o quarto a morena seguiu para o lugar onde sempre se acalmava, a praia. Ela saiu correndo enquanto suas lágrimas molhavam seu rosto. Ela pedia, repetia para que a dor que estava sentindo passasse.

Regina estava olhando para o mar do alto de um penhasco, a vida poderia ser tão simples e calma como as aguas do imenso oceano. Ela se perguntava porque ela tinha que gostar tanto de uma pessoa que não a amava. Se perguntava o quê que sua irmã tinha para Neal se apaixonar assim por ela. A vida estava sendo tão injusta com ela, porque justo ela tinha que sofrer tanto.

Emma foi a casa de Lily e teve a infelicidade de encontrar Neal entrando na residência, para passar sua raiva e insegurança resolveu caminhar pela praia. Ao longe ela avistou uma figura vestida com roupas de freira e sabia muito bem quem era. Mas o que Regina estaria fazendo por tanto tempo parada a beira de um penhasco?

A loira resolveu ela mesma fazer essa pergunta a Regina. Ela não sabia o motivo, mas gostava de falar com a morena e ouvir suas respostas mal criadas. E sorrindo a loira se aproximou de Regina que estava tão concentrada em seus pensamentos que não percebeu sua chegada.

— O que aconteceu santa Regina? – brincou a loira.

Regina se assustou com a voz da loira tão perto de si e desequilibrou-se, só não caiu no mar porque Emma a segurou e a puxou fazendo seus corpos se chocarem. Nesse momento as duas mulheres foram envolvidas por uma energia jamais sentidas por ambas, seus olhares se cruzaram e elas ficaram ali paralisadas. Emma tinha as mãos segurando Regina pela cintura e a morena com as mãos apoiadas nos ombros da capitã.

Emma analisou todo o rosto de Regina e percebeu, assim olhando de perto o quão bonita, meiga e triste era a mulher que estava em seus braços. Por fim, fixou os olhos verdes nos lábios carnudos da morena e sentiu seu corpo arrepiar de repente.

— O que está acontecendo comigo?— pensou a loira segurando a vontade enorme que sentiu de provar aqueles lábios tão convidativos.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Comentem. Até o próximo. Fui.