Amor Selvagem
7 Descobertas
Notas iniciais
— O que está acontecendo comigo? – pensou a loira segurando a vontade enorme que sentiu de provar aqueles lábios tão convidativos.
Emma lentamente leva uma mão ao rosto de Regina e delicadamente desliza os dedos secando as lágrimas que ali estavam. Regina fecha os olhos ao sentir o contato tão delicado dos dedos tão suaves de Swan. A morena sentiu uma sensação boa, uma sensação de carinho, proteção.
— Essas lágrimas não combinam com você. – sussurrou Emma docemente. – Por favor, não chore. – pediu a loira repousando a mão na face da morena.
Regina abriu os olhos e mergulhou na imensidão verde a sua frente, nesse momento sentiu seu coração acelerar e sua capacidade de respirar ficou afetada.
Emma sentiu o pequeno corpo em seus braços estremecer e automaticamente sua atenção voltou para os lábios de Regina que estavam entreaberto. A loira como se estivesse sob o efeito de um ímã começou a aproximar seu rosto ao de Regina, as respirações já se misturavam quando Regina parece acordar de todo o torpor e afasta-se bruscamente do corpo de Emma.
— Como se atreve? – pergunta Regina nervosa.
— A que? A impedir que você caísse? – perguntou Emma tentando se recompor.
— Você é uma insolente! – diz Regina tentando sair dali, mas Emma se pôs na frente fazendo a morena parar.
— Sabia que é muito feio destratar a pessoa que acabou de salvar sua vida? – pergunta Emma com um sorriso no canto dos lábios. – Ao invés de me insultar deveria me agradecer.
— Não tenho nada a agradecer. – falou firme encarando a loira que mais uma vez estava hipnotizada pelos olhos castanhos da mais nova. – Vá embora, sua presença me incomoda. – disse Regina não gostando da forma que a loira lhe fitava.
— Incomoda? –perguntou Emma pondo as mãos na cintura. – Por quê? Será por que eu sou pobre? Ou será por conta de minhas roupas surradas? – disse a loira chateada pelas palavras de Regina. – Ora santa Regina, onde está sua caridade cristã? Será que você só a tem para as pessoas de sua posição social? — Perguntou Emma, mas se arrependeu ao ver a morena baixar o olhar. – Desculpa! É notório que algo aconteceu com você e eu aqui falando besteiras... perdão senhorita Mills. – pediu Emma sincera.
— Você não me conhece. – disse Regina segurando a vontade de chorar.
— Não conheço! Por isso estou te pedindo perdão, de verdade. – disse Emma se aproximando de Regina e pondo a mão mais uma vez no rosto da morena. – E é por não conhecer que eu queria entender... por que uma mulher tão linda e delicada como você decidiu se trancar em um convento. – finalizou Emma acariciando o rosto de Regina.
Regina nada respondeu, simplesmente saiu correndo dali tentando fugir daquela mulher e de todas as sensações que sua presença estava lhe causando.
[SQ]
Após o almoço na casa de Lily, Neal e Gold voltaram para casa e estavam no escritório saboreando uma garrafa de Whisky, bebida preferida dos dois.
— Até que Regina estava tranquila sobre o casamento de vocês. – disse Gold que estava sentado em frente ao amigo.
— Sim, eu a achei um pouco distante, mas acho que é por conta de sua saúde. Segundo tia Cora ela não está muito bem. –disse Neal bebendo mais um gole da bebida. – Eu acho que não a afetou muito o rompimento do compromisso, talvez ela tenha mesmo vocação religiosa. – falou ele querendo acreditar na verdadeira vocação de Regina, afinal, não é de seu interesse fazer Regina sofrer.
— Pode ser, mas eu acho um desperdício uma moça tão linda se trancar em um convento. – afirmou Gold com certo pesar.
— Sim, um verdadeiro desperdício. – confessou Neal.
— Para mim ela é mais bonita que a irmã. – falou Gold sorrindo.
— Ah! Isso não meu amigo. – sorriu Neal apaixonado. – E depois, lhe falta a vivacidade de Lily.
[SQ]
Após o encontro que teve com Regina, Emma não conseguiu tirar a morena de sua cabeça. Estava confusa, ela amava a Lily como nunca sentiu por ninguém, mas ter Regina tão frágil em seus braços fez surgir em seu peito um sentimento que ela não sabia definir, algo que nem Lily havia despertado nela. Ver Regina tão frágil naquele momento só fez Emma querer protege-la, querer tirar toda dor que a loira pode ver naqueles olhos castanhos.
Por conta de toda essa confusão que estava em sua cabeça, a loira foi fazer o que sempre a fazia acalmar, ela foi nadar, se jogou nas águas quentes daquele imenso oceano até que conseguisse esquecer todos esses sentimentos.
Após alguns minutos entregue as águas relaxantes a loira resolveu voltar para casa. Assim que chegou encontrou Ruby sentada nos degraus da escada que dá acesso a residência.
— Emma, a condessinha está te esperando a um bom tempo. – disse Ruby e Emma logo tratou de ir ao encontro de Lily.
Assim que adentrou a residência encontrou a morena sentada em um sofá e ao invés de ir beijá-la como era de costume, a loira parou na porta e recostou em uma pilastra.
— Acha que sou o que para ficar aqui te esperando enquanto fica andando por ai? – perguntou Lily irritada por ter esperado certo tempo.
— Calma, já estou aqui não? – disse Emma cruzando os braços.
— Sabe que não gosto de esperar. – disse Lily fazendo bico.
— Vi dois homens entrando em sua casa. – falou a loira com o semblante fechado.
— Quando? – perguntou a morena preocupada, pois, ela sabia muito bem a quem Emma se referia.
— Há algumas horas. Acho que não deu tempo de você esquecer. – falou sarcástica. – Era Neal Nolan, não era? – perguntou após alguns segundos em silencio.
— Você o conhece? – perguntou Lily, fazendo Emma fechar ainda mais a cara.
— O que ele foi fazer lá?
— Uma visita. Somos parentes, minha mãe é prima de tia Sofia.
— Quando um solteiro visita a casa de moças solteiras tem alguma intenção não? – perguntou e Lily desviou o olhar para o chão. – Será que depois que sua irmã rompeu o compromisso ele não está interessado em você?
— Em mim? – perguntou fazendo cara de desentendida. – Que ideia. – falou como se Emma estivesse falando algo absurdo.
— Então o que ele foi fazer lá. – indagou Emma enciumada.
— Está bem, vou lhe contar. – disse a morena respirando fundo, tomando tempo para inventar uma desculpa. – Depois que minha irmã rompeu o compromisso ele aceitou, afinal, estavam comprometidos desde crianças e a ultima vez que se viram ele tinha quinze anos, mas depois que Neal reencontrou Regina, ficou encantado e está tentando reconquistá-la e ela está usando desse interesse dele para conseguir seduzi-lo.
— E ela está tentando algo com ele mesmo vestida de religiosa? – perguntou a loira desconfiada.
— Para você vê como Regina é orgulhosa e calculista. Se Neal realmente confirmar seu interesse por ela, minha irmã vai dizer que estava errada sobre sua vocação e aceitará seu pedido de casamento e se Neal não se declarar para ela, vai preferir morrer imaculada trancada em um convento. – continuou mentindo descaradamente.
— E sua mãe o que acha disso? – perguntou Emma com certa duvida no olhar, afinal, a Regina que ela encontrou no penhasco não parece em nada com essa Regina que Lily estava descrevendo.
— Mamãe? Nada, ela vive no mundo da lua coitada. – disse Lily sorrindo. – E eu sei disso por que a própria Regina me contou, me proibiu inclusive de olhar para o Neal, ela estava histérica coitada. – disse a morena levantando e indo em direção a Emma. – Como eu vou olhar para outro alguém se tenho você. – disse a morena pondo as mãos nos ombros de Emma.
A loira colocou as mãos na cintura de Lily e juntou seus corpos.
— Nunca me engane Lily. – disse seria encarando a garota. – Nunca, por que se Neal se atrever por os olhos em você eu o mato. – afirmou Emma com os olhos fixos nos de Lily.
— Nunca faria isso. – disse Lily e capturou os lábios de Emma dando inicio a um beijo urgente.
[SQ]
Regina e Cora estavam na sala conversando. Mais uma vez a senhora Mills estava tentando convencer a filha mais velha a desistir da ideia de voltar para o convento, contudo Regina estava irredutível.
— Mamãe, a senhora sabe qual é minha decisão final. – falou Regina cansada.
— Mas filha, você ainda não se recuperou totalmente. – disse Cora segurando as mãos da filha. – Por que você não vem conosco para a fazenda de Sofia? Vai ser bom para você meu amor. – insistiu Cora sorrindo docemente.
— Mamãe, já conversamos sobre isso. Sabe que não vou ficar a vontade vendo Neal e Lily juntos, não agora. – disse Regina acariciando as mãos de Cora. – Já está na hora de ir. – disse Regina ficando em pé. – vou me despedir de Lily. – Regina beijou o rosto da mãe e subiu para o quarto da irmã.
Regina entrou no quarto da irmã, mas só encontrou Sandra arrumando o cômodo.
— Onde está Lily? – perguntou a morena depois de analisar todos os cantos do quarto.
— Acho que ela foi a praia, menina. Mas já deve estar voltando. – sorriu e se retirou do quarto.
Regina estava saindo do quarto quando uma joia lhe chamou a atenção. Era um colar de perolas que ela só viu por que a gaveta estava mal fechada. Ela então sentou em frente a penteadeira e pegou o colar. Era uma peça nova, pois, nunca tinha visto antes e conhecendo a irmã, ela sabia que Lily já a teria usado se tal joia fizesse parte de seu acervo antigo.
— O que está fazendo aqui? – perguntou Lily entrando no quarto.
— Onde conseguiu esse colar? –perguntou Regina levantando da cadeira e erguendo a mão em que segurava a joia.
— Esse? Foi Neal que me deu. – disse tentando convencer a irmã.
— Neal? Certo, então na próxima vez que o encontrar irei parabeniza-lo pelo bom gosto. – disse Regina pondo o colar na penteadeira e se retirando do quarto.
— Espera. – disse Lily antes que a irmã saísse de seus aposentos. – Foi a Tinker que me deu, já faz algum tempo. – falou nervosa.
— Sério? E por que nunca nos mostraste? – perguntou Regina cruzando os braços.
— É que... ela ganhou de um rapaz e como não queria que nossa tia descobrisse ela me deu.
— Sabe que não acredito em nada que está falando não é?
— Pouco me importa se acredita ou não. Alias, por que todo esse interesse?- perguntou Lily irritada. – Estas toda curiosa por que és minha irmã... ou porque Neal preferiu a mim desde o primeiro dia que me viu? – falou para magoar a irmã.
— Está bem, todos nós sabemos que ele preferiu a você, mas Neal é um bom homem e eu não vou deixar que você o engane e o faça sofrer. – disse Regina e Lily revirou os olhos. – A partir de hoje você vai deixar de ver aquela mulher... – disse a mais velha se aproximando de Lily que iria falar algo, mas Regina continuou. – E não venha me dizer que não a encontra, não minta para mim. Da próxima vez que eu vir você e essa Emma Swan juntas novamente irei contar tudo a Neal. – Lily olhou para a irmã com os olhos arregalados. –está avisada. – concluiu Regina e saiu do quarto.
[SQ]
Já era fim de tarde e Cora estava em seu quarto pensando em Regina, haviam se passado poucas horas desde que Regina voltara para o convento e a senhora Mills já estava morrendo de saudades de sua filha que sempre esteve ao seu lado. E também ela estava triste pelo fato de sua primogênita está presa em um convento apenas para esquecer o amor que sente por Neal.
E pensando nisso Cora tomou uma decisão, Regina poderia ficar com raiva dela, mas a matriarca Mills não iria deixar sua filha se privar de uma vida por conta de um amor.
Assim que o dia raiou, Cora foi falar com o padre. Ela lhe contou tudo o que aconteceu e afirmou para o reverendo que Regina não tinha vocação religiosa e pediu que ele a ajudasse a convencer a filha a voltar para casa. E assim, Cora voltou para casa com a promessa de que o padre falaria com Regina e resolveria esse assunto.
Assim que Cora saiu de sacristia o padre pediu que fossem chamar Regina. Poucos minutos depois a morena estava sentada em frente ao reverendo padre.
— Minha mãe não pode ter dito isso por... por que não é verdade. – desse Regina nervosa.
— Regina, nos sabemos que Cora não mentiu. – disse o padre calmamente.
— Não padre, existem muitos caminhos para se chegar a Deus e... tudo bem que no inicio eu tenha vindo para cá por causa do orgulho e do desespero, mas agora eu sinto que aqui é meu lugar. Por favor padre não me expulse... eu imploro. – pediu a morena suplicante.
— Você tem visto Neal?
— sim. – respondeu a noviça rapidamente.
— E como você reagiu?
— Falei com ele.
— O que mais? – continuou o padre sabendo que Regina estava fazendo de tudo para convencê-lo.
— Fiquei nervosa... mas acredite em mim quando digo que sua presença não me faz tão mal.
— Fico feliz. – sorriu para a morena. – quer dizer que estas indo por um bom caminho.
— Sim padre, está aqui me deixa muito tranquila e estou conseguindo desvendar muitas duvidas.
— Então não há problemas de acompanhar sua mãe e irmã a fazenda dos Nolan por uns dias. – disse o padre fazendo Regina o encarar com desespero nos olhos. – Filha, não se entra ao convento por uma decepção amorosa, enfrenta Neal e a teus sentimentos e quando estiveres certeza que já não o amas terei a alegria em recebê-la de volta. – concluiu o reverendo deixando Regina nervosa e sem possibilidade de argumentar.
[SQ]
Emma estava em seu barco organizando os últimos preparativos para a viagem quando Noel a chama do convés.
— Bom dia padrinho, o que faz aqui tão cedo? – perguntou Emma sorrindo.
— Vejo que está quase tudo pronto para viajar. – afirma o advogado sentando em uns caixotes.
— Padrinho... quero te pedir desculpas pela forma que tratei o senhor na cadeia. – falou sem graça. – eu sei que o senhor só quis me ajudar.
— Esquece isso Emma. – sorriu deixando a loira mais aliviada. – vim aqui para falar sobre a Mary. Acho que a melhor saída no momento é leva-la para o convento.
— Eu sei, acontece que fico com pena em saber que ela ficará presa naqueles muros. – falou a loira triste. Ela sabe como Mary sempre foi livre.
— Pelo menos lá filha, ela terminará seus estudos e se tornará uma moça de bem.
— O senhor tem razão. – sorriu e se sentou perto de Noel.
— Agora falando da viagem, ficará muito tempo fora?
— Sim, farei uma viagem longa e se tudo der certo será a ultima. – falou a loira animada.
— Você sempre diz isso menina. – brincou o advogado e gargalharam.
— Mas, agora eu tenho um interesse particular que me obriga a mudar de vida.
— Interesse? – perguntou Noel curioso.
— Uma mulher. – disse Emma sorrindo bobamente.
— Fico feliz por você minha filha. – disse Noel pondo a mão no ombro da loira.
— Não é uma mulher qualquer... é uma moça de família e ela disse que me quer, mesmo eu tendo algumas duvidas, mas fazer o que se me apaixonei. – sorriu para o padrinho.
— Fico muito feliz filha, mas sabes que mesmo que em alguns lugares a união entre duas mulheres seja “aceitável”, essa moça sendo de família como disse pode haver muito preconceito e sofrimento. – disse Noel abrindo os olhos da afilhada. – Mas saiba que estarei a seu lado sempre.
— Eu sei padrinho. É por isso que quero fazer essa viagem e conseguir dinheiro para comprar algumas terras e uma casa bonita e assim pedir sua mão e se tiver o sim da família dela, irei aceitar o que o senhor sempre me propôs... o seu sobrenome. – falou emocionada.
— Claro que sim Emma, você sabe que sempre te considerei uma filha. – disse o homem e Emma o abraçou forte.
Noel esperou Emma concluir uns últimos afazeres e seguiram para a casa do advogado para buscar Mary. A garota a principio se recusou a ir, mas Emma conseguiu convencê-la. Quando estavam chegando ao convento encontraram Regina que estava saindo acompanhada de outra freira.
Ao ver a morena, Emma sentiu seu corpo esquentar e involuntariamente ela abriu um sorriso.
— Regina? – chamou Noel quando a morena passou por ele de cabeça baixa.
— Ah, senhor Noel. – disse sem muito ânimo.
—Onde está indo filha? – perguntou o advogado percebendo que a morena não estava muito bem.
— Estou indo a minha casa passar alguns dias com minha mãe. – respondeu sem olhar para a loira ao lado.
— Não vai nos apresentar padrinho? – perguntou Emma sorrindo.
— Claro! Essa é Regina Mills. – disse Noel olhando para a loira. – E essa é a capitã Emma Swan. – concluiu ele voltando os olhos para Regina.
— Já tínhamos nos visto antes, mas fico feliz que tenhamos nos apresentados oficialmente. – disse Emma encarando os olhos castanhos.
— Bem Don Noel tenho que ir, minha mãe está me esperando. – disse Regina e se retirou rapidamente dali.
Quando ela chegou em casa não quis falar com ninguém, foi para seu quarto e se trancou. Parou em frente ao espelho encarando seu reflexo.
— “O que será de mim passando esse tempo perto de Neal?” — pensou ela. – “minha mãe não tinha esse direito, mas você é forte Regina, conseguira passar por tudo isso.”
Após alguns minutos parada em frente ao espelho, Regina resolveu tomar banho. Ao sentir a agua quente percorrer seu corpo sentiu os músculos relaxarem e mais uma vez as lágrimas se fizeram presente.
Depois do banho a morena deitou em sua cama e dormiu, dormiu exausta por conta do choro e por todo sofrimento que seu coração não era capaz de superar.
[SQ]
Emma estava em sua cama revendo alguns documentos que precisaria na viagem, já era tarde da noite e a loira não conseguia dormir. Em dado momento sua atenção é voltada para a porta onde Lily estava a observando. A loira abriu um sorriso e pôs os papeis no criado mudo. Lily, se aproximou lentamente e parou em frente a cama.
— O que aconteceu? – perguntou Emma percebendo o semblante da morena fechado.
— Não suporto mais minha irmã. Sempre querendo chamar a atenção, querendo ser a sabe tudo e o pior é que minha mãe sempre fica “preocupada” com ela dando toda atenção, como se ela fosse sua única filha. – disse sentando na beirada da cama. – Minha mãe não liga para mim sabe? Regina sempre vem em primeiro lugar. – desabafou.
— Ei não fica assim. – disse a loira se aproximando. – Acontece que sua irmã sempre viveu aqui e sua mãe conhece mais suas necessidades. – acariciou o rosto de Lily. – Mostre a ela suas necessidades também e verá que ela irá te compreender.
— Talvez. – falou a morena.
— Que bom que veio. Irei sair em viagem amanhã. – confessou a loira.
— Tão rápido. E não iria me dizer? – perguntou chateada.
— Claro que sim. Se não tivesse vindo hoje eu iria a sua casa, seu quarto para ser exata. – disse a loira dando um selinho em Lily.
— E ficará fora quanto tempo?
— Talvez dois meses.
— Tudo isso? – perguntou com o cenho franzido.
— Sim, mas dessa vez voltarei rica. – sorriu e viu a morena sorrir também. – Poderei te comprar joias, uma casa maior que as do Nolan. – acariciou o rosto da morena. – Poderemos morar na Europa se quiser, ou em qualquer lugar que queira.
— É? – perguntou com um largo sorriso.
— Só me prometa uma coisa. Espere por mim, Lily. Espere por mim e assim poderemos viver esse amor. – pediu esperançosa.
— Cloro que espero. Esperarei para sempre. Agora... me faça sua, me ame como só você é capaz de fazer. – pediu Lily e Emma capturou os lábios da morena com voracidade se entregando a paixão.
[SQ]
A manhã chega radiante, o sol brilhava como nunca havia acontecido antes, pelo menos era assim que Emma pensava, talvez por conta da esperança de que tudo daria certo e ela finalmente poderia viver ao lado de Lily. Mas quando o Cisne Negro já estava em alto mar a loira voltou para a costa e avistando a cidade e os paredões rochosos foi inevitável não pensar em Regina, naqueles olhos castanhos que lhe hipnotizaram quando estavam tão próximas no dia em que a loira a salvou no penhasco e mais uma vez ela vislumbrou os lábios carnudos que não saiam de sua cabeça. Um dos seus marujos a chamou a tirando de sues devaneios.
Já na casa dos Mills, todos estavam prontos para seguir viagem para a fazenda dos Nolan, faltava apenas Regina que minutos depois apareceu na sala vestido com seu habito.
— Não acredito que você irá vestida assim? – perguntou Lily com desdém.
— E você quer que eu vá como? Esqueceu que sou uma noviça? – falou Regina seria.
— Filha, sua irmã tem razão. Está muito quente você pode passar mal. – falou Cora preocupada.
Depois de muitos argumentos a morena resolveu trocar de roupa e assim, seguiram para a fazenda. Lily, sempre falando sobre seu compromisso com Neal, apenas para provocar a irmã que seguia olhando para fora da carruagem sem pronunciar uma palavra sequer.
Após algumas horas de viagem elas finalmente chegaram a fazenda e foram recebidas por Sofia que estava animada com as visitas. Seguiram para a sala e ficaram conversando por alguns minutos até que Neal e Gold chegaram.
— Bom dia tia, Regina e Lily, você está linda. – disse próximo a sua noiva.
— Obrigada. – respondeu Lily. – Estava cavalgando?
— Sim, estava resolvendo algumas pendencias da fazenda. – disse o rapaz sentando ao lado de Lily e segurando em suas mãos. Gesto que foi percebido por Regina.
— Neal está tentando deixar tudo adiantado aqui na fazenda para aproveitar as primeiras semanas de casados. – disse Sofia. – e falando sobre o casamento, o que acham de marcamos a data para daqui a dois meses? – perguntou Sofia e viu o sorriso tomar conta dos lábios do filho.
— Está muito cedo não? – perguntou Lily. – Acabamos de ficar noivos.
— Gostaria de casar com você amanhã. – disse Neal apertando a mão da morena. – Mas se você acha muito cedo deixo que você decida a data, só não demore muito. – sorriu amavelmente.
Sofia levou Cora e as filhas para seus quartos, assim poderiam tomar banho antes do almoço.
A refeição aconteceu de forma animada, falavam de vários assuntos entre sorrisos e elogios por parte de Neal a sua noiva. Assim que saíram da mesa, Regina pediu licença e foi caminhar um pouco pela fazenda, matando assim a saudade que sentia daquelas terras.
Estava sentada a sombra de uma grande árvore quando Neal chegou assuntando-a.
— Desculpe, não queria assustá-la. – disse agachando-se ao lado da morena.
— Não me assustou. – respondeu sem olhá-lo.
— Vi quando saiu da casa grande. Você está bem?
— Sim, gosto do ar do campo.
— Eu também. Sei que vivi muito tempo na Europa, mas sempre tive a intenção de voltar a morar aqui. – sorriu. – Você sempre viveu aqui e na cidade não é?
— Sim. Nunca sai de Storybrooke.
— E você gosta?
— Sim, é um lugar muito bonito.
— Tens muitos amigos aqui? – estava querendo puxar assunto, desde que voltou para Storybrooke e das poucas vezes que encontrou com Regina, sentiu que ela poderia ser uma boa amiga.
— Não muitos.
— Eu também não tenho muitos amigos, na verdade acho que meu único amigo é o Gold. – falava o rapaz enquanto Regina tinha o olhar fixo em seus lábios, que se movia com graciosidade, assim ela achava.
— Regina, você não acha isso? – perguntou Neal, porem a morena não fazia ideia sobre o que ele estava falando, já que deixou de ouvi-lo desde que ficou hipnotizada pelos lábios do rapaz.
— Sim, eu acho. – falou nervosa se perguntando se Neal havia percebido seus olhares. – Vai me perdoar, mas tenho que ir, minha mãe deve estar me procurando. – disse a morena saindo dali deixando Neal parado onde estava.
[SQ]
“Regina estava encostada na árvore que ficava atrás da fazenda de Sofia, a sua frente estava Neal que delicadamente acariciava seu rosto fazendo o corpo da morena arrepiar e lentamente o rapaz foi aproximando seus rostos selando os lábios aos carnudos de Regina que tinha o corpo tremulo. A morena fechou os olhos ao sentir o contato das bocas que se moviam graciosidade. De repente os lábios de Neal ficaram mais macios e o beijo se tornou delicado, carinhoso, tentando entender o porque dessa mudança Regina abriu os olhos e se deparou com orbes verdes lhe fitando e alguns fios loiros caindo por sobre um dos olhos enquanto ainda se beijavam.”
Regina acordou assustada e pôs a mão nos lábios apavorada. Estava confusa, não conseguia entender o porque viu Emma em seu sonho. Sem saber o que fazer ela apenas virou na cama e ficou lutando contra o sono, não queria correr o risco de sonhar novamente com Neal e principalmente com a loira.
A semana passou lentamente para Regina, ela não estava mais aguentando ficar perto de Neal. Esses dias em que esteve na fazenda, viu o quanto o rapaz era justo e bondoso o que fazia ela se encantar ainda mais. Quando finalmente o dia de voltar para Storybrooke chegou ela tratou de ser a primeira a ficar pronta para a viagem de volta.
Quando chegaram a casa de Cora, a morena pegou suas coisas e voltou para o convento, onde conversou com o padre que finalmente a aceitou de volta. No segundo dia em que estava de volta ao convento Regina conheceu Mary, a garota era um pouco rebelde e Regina a ajudou a se adaptar, criando assim uma amizade entre as duas.
No fim de semana Cora foi com Lily levar alguns bordados que fazia para o convento e aproveitou para ver a filha. Conversaram por algum tempo e assim que as duas mulheres se retiraram Mary foi falar com Regina.
— Você conhece essa mulher? A mais jovem? – perguntou Mary.
— Sim, é minha irmã. Por quê? Já a viu antes? – perguntou Regina curiosa.
— Sim. É uma das queridas de Emma Swan. – disse Mary com raiva.
— Querida? – perguntou Regina assustada.
— Sim, com outras roupas, mas tenho certeza que era ela. – falou convicta.
— Não pode ser. Você deve ter se confundido.
— Tenho certeza que era ela, já vi na casa da Emma. – falou e Regina sem saber o que fazer puxou a garota para seu quarto.
Assim que entraram no cômodo Regina se senta em frente à garota.
— Mary, por favor, não minta para mim. – pediu Regina.
— Não estou mentindo, foi sua irmã que eu vi com a Emma.
— Onde você as viu juntas?
— Na casa da Emma e quando eu perguntei Emma não desmentiu. – Mary viu que Regina estava nervosa, mas decidiu continuar. – E outro dia ouvi Ruby dizendo que a nova mulher de Emma era da alta sociedade.
— Por favor, não fale a ninguém sobre isso. – pediu Regina e a garota assentiu.
Após a saída de Mary, Regina ficou em seu quarto se recusando a acreditar nas palavras da garota, mas por outro lado vinha em sua mente a vez que Emma entrou no quarto da irmã, e também a vez que ela as avistou do lado de fora da casa a altas horas da noite e querendo tirar essa historia a limpo a morena seguiu para a sala da madre superiora e pediu autorização de ir a casa da mãe, a madre permitiu, mas duas freiras a acompanharia.
Assim que chegaram a residência dos Mills Regina pediu as freiras que a esperasse e seguiu para o quarto de Lily.
— O que está fazenda aqui? –perguntou Lily assim que viu a irmã entrar.
— Vim falar com você sua desavergonhada. – bradou Regina segurando o braço de Lily.
— Ficou louca? – falou Lily puxando o braço e se soltando do agarre de Regina.
— Você é que está louca, saiba que não deixarei que se case com Neal. – disse Regina a encarando.
— Que gritos são esses? – perguntou Cora entrando no quarto.
— Sua filha é uma sem vergonha mamãe. Uma qualquer. – continuou Regina encarando Lily.
— Ela está doente, morrendo de ciúmes. – disse Lily se aproximando da mãe.
— Nega que és amante de Emma Swan!
— NÃO! – gritou Cora pondo as mãos no rosto. – Lily que história é essa?
— Não sei mamãe, não estou entendendo. – disse Lily chorando.
— Não seja hipócrita! Mary me contou tudo. Lily é a amante de Emma Swan. – disse Regina olhando para mãe que estava apavorada.
— É tudo mentira mamãe. Regina não suporta a ideia de ser trocada por mim e por isso está inventando tudo isso.
— Você não vai se casar com ele, por que eu mesma direi tudo sobre seu caso. – falou Regina ameaçadora.
— Filha, por favor. – pediu Cora segurando o braço de Regina.
— É verdade mamãe, eu mesma as vi uma noite na frente de nossa casa e na noite anterior Emma estrou aqui no quarto dela como se fosse dona da casa.
— Meus deus! – disse Cora aflita.
— Ela está mentindo mamãe. – disse Lily desesperada. – Não está vendo que ela quer me prejudicar porque está com ciúmes?
— Ciúmes?! – disse Regina com sorriso nervoso. – Então diga a nossa mãe quem te deu aquele colar. – disse Regina indo procurar o colar na penteadeira, mas Lily segurou seus braços.
— JÁ CHEGA! – gritou Cora chamando a atenção das duas.
— Sim, já chega. – disse Lily. – Não estou disposta a ficar escutando suas acusações infundadas. Se você quer tanto o Neal então te dou de presente. – disse Lily tirando o anel de noivado e jogando em Regina, em seguida saiu do quarto.
— Filha, me recuso a acreditar nas coisas que você falou. Sua irmã pode ser tudo, mas seria incapaz de cometer esses atos. – disse Cora querendo acreditar que tudo não passa de um engano.
— Também acha que estou inventando tudo isso por estar com ciúmes? Não estou mentindo mamãe, eu mesma falei com essa Emma quando veio aqui no quarto de Lily. – falou Regina aflita.
— Que seja. Você vai querer que nossa família se envolva em um escândalo? A única coisa que seu pai nos deixou foi um nome limpo, honrado e eu não vou permitir que você nos envolva em um escândalo.
— Mas mamãe...
— Já está decidido e eu te proíbo de voltar a falar nesse assunto. – falou Cora e se retirou do quarto.
[SQ]
Lily saiu de casa angustiada, não iria permitir que Regina destruísse seu futuro de riquezas. Estava esperançosa que Emma voltasse rica como lhe prometera e assim fugiriam para a Europa, mas se isso não acontecesse ela se casaria com Neal.
Minutos depois ela chega a casa de Emma em busca de noticias da loira. Ao entrar encontrou Henry arrumando o local, o garoto ficou responsável pela limpeza até Emma e Ruby voltarem de Viagem.
— Vejo que está fazendo seu trabalho. – disse Lily assim que viu o garoto.
— Em que posso ajuda-la senhorita?
— Tem noticias de sua patroa? Quando ela volta? – perguntou Lily com autoridade.
O garoto nada falou, apenas abaixou a cabeça triste.
— O que aconteceu garoto? Não vai me responder? – perguntou a morena e Henry continuou calado. – Vamos! Te fiz uma pergunta.
— Não sabemos se é verdade ainda, mas... dizem por ai que a capitã está presa em Boston. – falou ele triste.
— Presa. Mas por quê? – Perguntou Lily com o coração acelerado.
— Por contrabando e outras coisas.
— Não pode ser. – sussurrou a morena.
— A tripulação foi solta, mas a capitã e Ruby foram condenadas a dez anos de trabalhos forçados. – concluiu ele encarando Lily que tinha os olhos arregalados e um aperto no peito.
[SQ]
Um mês havia se passado e a os boatos da prisão de Emma estava em todo o canto do povoado. Por conta disso Lily, enfim, aceitou que o casamento fosse realizado em dois meses. Os preparativos estavam quase que finalizado. Sofia e Neal levaram Cora e Lily para a capital para providenciarem o vestido de noiva e mais alguns trajes. Toda Storybrooke estava sabendo sobre o casamento do herdeiro dos Nolan.
Gold pediu para ajudar o amigo na fazenda dando assim mais tempo para ele se preparar para o grande dia. Uma das ideias de Gold foi falar com o capitão da guarda da cidade para “pegar” alguns prisioneiros para cumprir os anos de trabalhos forçados na fazenda dos Nolan e depois de muita discursão o capitão da guarda aceitou.
Espinola a pedido de seu compadre Peter Pan realizou uma batida na taberna de Tomy e prendeu a todos com a acusação de contrabando alegando que eles eram comparsas de Emma Swan. Henry que estava cumprindo seu trabalho na casa de Emma saiu ileso de tal ação dos policiais.
Regina estava cada dia mais abatida por conta da reação da mãe em relação aos atos de sua irmã. Seu pensamento estava todo e completamente em Neal, que segundo ela, iria sofrer por casar com alguém que não o ama e o engana descaradamente.
Estava tão fraca que certa manhã quando foi se levantar para cumprir suas horas de orações, sentiu uma tontura tomar conta de seu corpo e caiu desacordada. O padre, sentindo sua falta na igreja chamou a madre superiora para ir procura-la e a encontrou desacordada e diante da situação tomou a decisão que achou a melhor no momento, mandaria Regina de volta para casa e não a aceitaria mais como noviça no convento.
E assim seguiram os dias em Storybrooke, as famílias Mills e Nolan envolvidas nos assuntos do casamento e a população do vilarejo sentindo falta de Emma que sempre os ajudavam e dava comida aos mais necessitados.
Mais um mês há via se passado e chegou o grande dia. Em poucas horas Neal estaria casado com Lily. Todos estavam nervosos, todos menos Regina que continuava abatida e reclusa em seu mundo. A morena estava na fazenda de Sofia, já que o casamento seria na capela da propriedade, nesses poucos dias ela encontrou uma distração para esquecer o tal casamento, contava histórias para os filhos dos criados e nesse exato momento estava a sobra de uma grande árvore cercada de crianças que ouvia atentamente o enredo descrito por ela.
Em determinada hora ela dispensou as crianças e foi para seu quarto vestir sua roupa para o casamento, seria um momento de tristeza para ela, mas sua mãe a obrigou a comparecer e como ela sempre foi obediente a Cora, não ousou relutar.
Aos poucos os convidados foram chegando, estava tudo muito bonito e organizado, afinal, Sofia não aceitaria menos que a perfeição para o casamento de seu único filho.
A cerimônia foi muito bonita, com toda a pompa que os Nolan gostavam. A festa foi realizada no jardim da propriedade, Neal como marido amoroso não saiu do lado da esposa. Lily estava adorando toda a atenção que estava recebendo, mesmo que as vezes que olhava para Neal imagina Emma em seu lugar, mas ela não poderia esperar dez anos pela loira para finalmente ter tudo o que queria.
Regina estava em um canto mais afastada conversando com a sua amiga Zelena. A ruiva que já sabia de toda a historia só foi para o casamento porque sabia que Regina ficaria sozinha e sofrendo.
Quando chegou a hora de jogar o buquê, Cora foi buscar Regina para ficar perto das moças da cidade. A morena não queria ir, mas com Cora não tinha alternativa e Zelena sabendo disso tratou de puxar a amiga pela mão.
Lily foi para frente das garotas ficando de costas e com um sorriso cruel marcou o local que sua irmã estava e jogou o buque que caiu nos braços de Regina.
Quando todos os convidados haviam se retirado, Lily chamou Sandra em um canto discretamente.
— Trouxe o que te pedi? – perguntou Lily.
— Sim patroa, aqui está. – disse ela entregando um pequeno frasco de vidro.
— É de que? – quis saber com cara de nojo.
— De galinha.
— Certo, vá até meu quarto e ponha embaixo de minhas roupas. – disse isso e viu a criada se distanciar.
Ela estava pedindo aos céus para que seu plano desse certo e que Neal não percebesse que o segue que iria sujar sua roupa após a primeira noite de amor era de um animal e não o dela de fato.
[SQ]
Enquanto a festa de casamento estava chegando ao fim um barco conhecido pela população atracava no porto de Storybrooke. As crianças que estavam por ali começaram a pular e gritar “ Cisne Negro”, assim que Emma desceu de sua embarcação alguns pequenos correram e a abraçaram, a loira falou com eles por um momento e seguiu para casa.
A loira seguiu imponente, vestia roupas caras e tinha um semblante feliz. Agora sim ela poderia realizar sua vontade e casar-se com Lily. A loira passou em casa e deixou seus pertences, viu seu reflexo no espelho e sorriu satisfeita. Sem demora seguiu para a casa dos Mills, não queria esperar até o dia seguinte para conversar com a senhora Mills e dizer que deseja casar-se com sua filha, mesmo ela sabendo que seria uma caminhada difícil por ela ser uma mulher.
Chegando a casa de Cora Mills ela bateu algumas vezes na porta de madeira, mas ninguém apareceu. Achou estranho, mas decidiu que voltaria outra hora, sendo assim, ela seguiu para casa de seu padrinho, estava morrendo de saudades daquele velho rabugento, sorriu depois do pensamento, se Noel a ouvisse o chamando assim ficaria possesso.
Chegando a casa de Noel, Emma foi recebida pela governanta que em seguida foi chamar Noel.
— Vejo que conseguiu voltar rica. – disse Noel assim que viu a afilhada com roupas caras.
— Padrinho, que saudade. – disse Emma o abraçando. – Sim, deu tudo certo e agora posso comprar algumas terras e uma casa bonita.
— Senta filha, — disse o advogado indo sentar em sua cadeira. – Que história foi essa de que estava presa? — perguntou ele curioso.
— Presa? De onde tirou isso? – perguntou Emma sem entender a pergunta do padrinho.
— Foi o que nos disseram, que você e Ruby estavam presas e passariam dez anos fazendo trabalhos forçados.
— Mais um boato. Tudo ocorreu bem, demoramos a voltar porque tínhamos muito trabalho. – disse sorrindo.
— Fico feliz que tenha sido só um boato. – sorriu para a loira. – Já que deu tudo certo creio que agora entraremos com os papeis para que eu te dê meu sobrenome não? – disse Noel e se levantou para pegar uma pasta com documentos.
— Claro que sim padrinho e... O senhor conhece a família Mills, não é? – perguntou Emma nervosa.
— Sim, sim a muitos anos, Dona Cora é uma mulher muito fina e suas filhas... – parou de falar e olhou para Emma. – Por que perguntas? – disse fechando a pasta de documentos.
— Porque fui a sua casa e não tinha ninguém.
— E o que você foi fazer lá? – pergunta Noel desconfiado.
— Fui atrás de Lily.
— Lily? – Noel estava sem entender onde Emma queria chegar.
— Sim, sei que o senhor pode se surpreender, mas ela é a mulher com quem irei me casar. Eu disse ao senhor antes da viagem.
— Lily... Você está ficando louca? Lily se casou hoje com Neal Nolan.
— Mentira! – disse Emma segurando o padrinho pela roupa. – O senhor está mentindo! – disse ela exaltada.
— Claro que não. Fui convidado para o casamento. – disse e viu Emma se afastar. – Só não fui porque tive um compromisso que não poderia faltar. – concluiu e viu Emma dar alguns passos para traz com a mão no peito.
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