Notas iniciais
Olá pessoas...... Sei que era para postar domingo, mas minha net não ajudou muito. Por isso só postei hoje. Espero que gostem.. Boa leitura. Para quem acompanha Lovesong, logo logo estarei postando.

Quatro dias se passaram desde que Regina chegou ao convento, mesmo cheia de afazeres não conseguia tirar o fim do noivado da cabeça. Ela sabia que não iria adiantar nada se afastar de todos, sabia que não seria fácil reconstruir seu coração que estava em pedaços, mas rogava para que com a vida religiosa, que com a intersecção divina essa dor fosse embora algum dia. E mais uma vez ela estava junto as freiras e as demais noviças fazendo suas orações matinais.

—“ Senhor, eu sei que não é certo entrar para vida religiosa tentando escapar das dores e das decepções da vida.” – rezava em silencio. – “Mas, eu peço que o senhor me perdoe e me ajude a superar tudo isso. A dor é tão grande que muitas vezes eu penso que não irei resistir. Por isso eu rogo, eu lhe imploro, me ajude a seguir em frente, pois, sei que sozinha não irei conseguir.”

E por toda a manhã, enquanto estava ali seguindo suas orações ela repetia essas palavras como um mantra.

[SQ]

Lily, não aguentando mais a saudade de Emma resolveu ir atrás da loira. Ela foi até a casa da capitã na intenção de saber quem era aquela mulher e exigir uma explicação da loira. Chegando lá encontrou a casa vazia, procurou por todos os lados, foi até a praia e não viu nenhum sinal de Emma.

Quando estava voltando para casa encontrou Sandra que havia ido comprar algumas coisas a mando de Cora.

— Senhorita Lily. – disse a moça sorrindo. – A senhora sabe que não deve andar sozinha por ai, se sua mãe descobre irá ficar brava.

— Fui até a praia Sandra, não tem ninguém por lá. – respondeu a morena olhando ao redor tentando encontrar certa loira. – Me diga, você sabe onde podemos encontrar Emma Swan. – Perguntou sem se preocupar com possíveis perguntas da criada.

— Mas menina, o que você quer com aquela mulher? Ela é perigosa. – falou Sandra preocupada.

— Isso é problema meu. – falou ríspida. – Agora me responde.

Mesmo preocupada com a moça, Sandra falou sobre o depósito onde a Swan fazia seu comércio.

— Não diga a ninguém sobre isso. – Exigiu.

— Mas menina....

— Já disse que não é problema seu Sandra. – falou ríspida mais uma vez. – Agora vá para casa e bico fechado.

Sandra voltou para casa muito preocupada com a moça. Lily pôs um lenço na cabeça na intensão de não ser reconhecida e seguiu para o tal depósito. Foi todo o caminho com a cabeça baixa, seria difícil alguém lhe reconhecer por suas roupas, já que estava vestindo uma roupa simples, igual as que as criadas usavam.

Chegando no local, ficou um pouco receosa com o que poderia encontrar ali dentro, mas a vontade de ver Emma era mais forte e por fim resolveu entrar.

O lugar era grande, tinha muitos caixotes e vários barris espalhados por todos os lados. Ela andava lentamente pelo local ainda receosa. Após mais alguns passos, Lily avistou uma mulher de cabelos negros que se vestia igual a Emma.

— Olá. – disse ela vacilante, obtendo a atenção da mulher que estava escrevendo algo em um livro.

— Pois não? – Respondeu Ruby com um sorriso.

A morena estava curiosa em saber o que uma condessa fazia em um local como aquele. Lógico que ela sabia que se tratava da filha da condesse Mills, apesar das vestes que ela usava.

— Eu queria falar com a Emma. – disse Lily mantendo certa distancia.

— A capitã não está. Precisou sair para resolver alguns problemas e acho que não volta tão cedo. – disse a morena.

— É alguma coisa séria? – perguntou preocupada, afinal, fazia 4 dias que não via a loira.

— Não se preocupe. É coisa de trabalho. – disse pondo o livro de lado e indo em direção a garota que deu alguns passos para trás. – Quer deixar algum recado? – perguntou parando quando percebeu receio por parte da condessa.

— Não, obrigada. – disse Lily e saiu dali praticamente correndo.

Ruby ficou rindo por conta da reação da morena. – É capitã, conquistou mais uma. – falou balançando a cabeça e voltou a dar atenção ao livro de registro.

[SQ]

Sofia estava tomando seu café quando viu seus empregados trazendo algumas malas para dentro da sua casa.

— O que está acontecendo aqui? De quem são essas malas? – perguntou ela depositando sua xícara de chá na mesa.

— Minhas mamãe. – disse Neal entrando logo atrás dos criados.

— Filho! – exclamou a mulher sorridente e indo em direção a Neal lhe abraçando forte. – Que surpresa, pensei que só viria no final do mês. – disse ela acariciando o rosto do filho.

— Resolvi vir antes. A senhora não me mandou mais notícias. O que aconteceu?

— Nada importante, os negócios da fazenda me tomaram tempo demais. Venha vamos tomar café comigo – disse ela levando o filho para a mesa. – Ana. – chamou Sofia e uma moça de cabelos castanhos apareceu na sala de jantar. – Lembra dela filho?

— Não. – disse ele após olhar para a moça.

— É a prima de Killian, meu capataz.

— Prazer em revê-la Ana. – disse Neal educado.

— Fico feliz que esteja em casa senhor. – falou a criada.

— Ana, traga mais um prato a mesa. – pediu Sofia e a garota foi atender seu pedido.

— Como está a Lily e a Regina? Já resolveu a situação? – perguntou Neal com expectativa, estava louco para casar logo com a Lily.

— Não totalmente. – falou e nesse momento Ana pôs o prato na mesa e serviu a Neal.

Após a saída da criada retomaram o assunto.

— O que quer dizer com isso? – quis saber Neal.

— Ainda não pedi a mão de Lily formalmente.

— Porque não mamãe.

— Bem, por que para Regina foi um golpe terrível. – disse ela triste, afinal, ela gosta realmente da pessoa que Regina se tornou. – tanto que... resolveu entrar para o convento.

— A afetou tanto assim? – disse ele preocupado.

Neal é um bom rapaz e não gostou de saber que sua atitude fez mal a Regina, porém, ele não se casaria sem amar a mulher que teria como esposa. Não seria bom nem para ele e tampouco para Regina. Eles não viveriam felizes.

— Claro, ela cresceu acreditando que iria se casar com você e quando soube que tinha voltado da Europa acreditou que se casariam logo. – respirou com pesar. – Ela ficou como louca, pobrezinha. Eu não disse a ela que desejas se casar com Lily, apenas falei com sua tia Cora. – tomou um gole de seu chá. – Mesmo assim, Regina veio falar comigo.

— Ela reclamou da minha decisão? – quis saber.

— Lógico que não. – respondeu de pronto. – Regina é uma moça íntegra com dignidade, não saiu nenhuma palavra de reprovação de sua boca.

— Você já falou de minhas intenções para Lily?

— Ainda não tive oportunidade. Não queria fazer Regina sofrer mais. – sorriu. – Lily é uma garota linda e deve ter muitas qualidades, mas creio que Regina seja muito melhor filho, você deveria voltar atrás e procura-la, conhece-la melhor. – Pediu Sofia ainda com alguma esperança de seu filho voltar atrás na decisão.

— Para quê? Agora não tem tanta importância. Tenho certeza que Regina é tudo isso que você falou, mas não se manda no coração mamãe e eu estou apaixonado por Lily e é com ela que quero me casar. – falou ela decidido.

— Mas filho....

— Não tem mais mamãe, se eu não me casar com Lily, não me casarei com mais ninguém. – disse e Sofia não ficou nada feliz com isso.

— Sendo assim, Regina pediu para lhe dizer que sente pelo fim do compromisso, mas sua verdadeira vocação é a vida religiosa.

— Isso é mesmo verdade? Ou ela apenas tomou essa decisão para não ficar mal falada no povoado? – perguntou e pela cara que sua mãe fez teve certeza que a segunda opção foi a resposta para sua indagação.

[SQ]

A madre superiora estava em sua sala quando escuta batidas na porta. Após dar ordem para que entre, Regina adentra o local.

— Mandou me chamar madre? – perguntou a garota.

— Sim filha, sente-se. – E Regina fez o que lhe foi pedido.

— O que aconteceu? – perguntou sentindo medo de que a madre houvesse mudado de ideia com relação a sua permanência no convento.

— Sua mãe lhe enviou uma carta. – disse a senhora segurando um envelope. – E sabe que como regra tenho que lê-la antes de lhe entregar. – disse entregando a carta a Regina.

— Tudo bem. – pegou a carta e começou a ler.

Levou poucos minutos para ler o conteúdo e ficou angustiada com o que estava escrito ali.

— Ela está doente madre. – disse preocupada. – A senhora permite que eu vá ficar com ela?

— Sem problemas minha filha. – sorriu passando conforto. – pode ficar o tempo que precisar.

[SQ]

A grande mesa da sala de jantar da fazenda de Sofia estava a composta de um verdadeiro baquete. Ela e seu filho jantavam animadamente, falavam de como a fazenda havia prosperado.

— Agora que estou aqui mamãe, quero cuidar da nossa fazenda. Saber como ela funciona e assim dar um descanso a senhora que desde a morte de meu pai sempre trabalhou com empenho. – disse ele sorrindo para a mãe que estava sentada na outra ponta da mesa.

— Sim filho, sabes que é meu sonho ver você cuidando de seu patrimônio. – falou a mulher com orgulho.

— Falando nisso, como está o advogado Noel Mancera? Ainda mora por aqui?

— Acho que sim. – falou Sofia um pouco desconcertada, não queria que seu filho soubesse que ela havia o demitido. – desde que seu pai morreu ele não teve muito trabalho por aqui.

— Entendo. Depois irei procura-lo. – falou pondo na boca uma porção da sopa.

— Como quiser filho. – respondeu e voltaram a comer em silencio.

Tal silencio foi quebrado mais uma vez por Neal.

— A senhora lembra daquela garota que papai trouxe aqui antes de morrer? Emma era seu nome não?– perguntou e Sofia sentiu todo seu corpo paralisar.

— Claro que sim, como posso esquecer? Já que isso tudo ocorreu na época daquela tragédia. – falou fria.

— Tenho pensado muito nela todos esses anos. – falou encarando a mãe. – E do pedido que papai me fez antes de morrer. Que eu deveria ajuda-la, lembra?

— Todos em Storybrooke a conhecem. É uma aventureira, contrabandista, assassina. – falou com raiva. – Deveria está na prisão, mas com certeza e muito hábil para subornar a justiça.

— Sério? – perguntou com pesar.

— Conhece todas as cantinas e nas casas de mulheres fácil. – falou com ódio, não gostando de onde essa conversa iria leva-los.

— Porque?

— Como por que? Se ela quisesse ser uma mulher de bem, teria trabalhado para isso, mas não, nasceu no mau caminho e no mau caminho continuou.

— Porque es tão dura? – encarou a mãe mais uma vez.

— Por que é gente que não vale a pena filho.

— Se papai tinha tanto interesse em ajuda-la também farei.

— Ai por favor filho! – falou um pouco alterada. – Você já é um homem e por isso posso te falar a verdade, seu pai não era nenhum santo, Neal.

— Suponho que meu pai fosse como qualquer outro, mas mesmo assim era meu pai te proíbo que fale mal dele. – disse e Sofia ergueu uma sobrancelha. – Perdão mamãe, mas sempre me machucou quando em suas cartas a senhora fazia alusão ao mau caráter de meu pai, porém, era meu pai e não gosto quando fala assim dele. – Sofia iria falar algo, mas, Neal a interrompeu. – Em relação a Emma, talvez seja verdade o que a senhora disse sobre ela, mas eu fiz uma promessa a meu pai em seu leito de morte e irei cumpri-la.

[SQ]

Lily estava deitada, pronta para dormir quando sente alguém a abraçar por trás. Ela levanta assustada e encontra Emma em sua cama. A loira tinha um sorriso enorme nos lábios.

— O que está fazendo aqui? – pergunta a garota com respiração ofegante por conta do susto.

— Ruby disse que você foi me procurar. – falou pondo a mão no rosto da garota que desviou do contato.

— Sim, e me arrependo de ter ido lá. – falou com raiva.

— Está assim por causa da Mary?

— Se você acha... – ia falando mais Emma a calou com um beijo.

Lily tentou lutar no começo, mas depois se entregou aos lábios da loira. Continuaram se beijando até que o ar se fez necessário.

— Não precisa ficar assim por conta dela. Mary é como uma irmã para mim. E eu vou ajuda-la no que for preciso. – falou passando o nariz por todo o rosto da garota que tinha os olhos fechados aproveitando a carícia.

— Agora me diz o que faz aqui em meu quarto? – sorriu.

— Estava com saudades. – deu um selinho na morena.

— E se alguém te viu entrar?

— Estão todos dormindo. Eu tive cuidado. – beijou mais uma vez a morena. – Agora deita aqui, quaro matar a vontade que tenho de seu corpo.

Sem contestar Lily aconchegou-se nos braços da loira e mais uma vez se entregaram ao desejo.

[SQ]

Neal acordou cedo e logo foi procurar Killian, ele queria ver como era o funcionamento da fazenda. O capataz acompanhou o rapaz por toda extensão da propriedade. Quando passaram pelas lavouras, Neal não ficou nada satisfeito pelas condições em que os empregados trabalhavam, e deu ordens a Killian para que ele resolvesse isso e qualquer dúvida o procurasse. O capataz mesmo a contra gosto aceitou as ordens de seu patrão.

Ao voltar para a casa grande Neal encontrou a mãe tomando o café e se juntou a ela.

— Bom dia mamãe. – disse ele dando um beijo na cabeça de Sofia.

— Bom dia filho. Fiquei sabendo que você foi com Killian ver as lavouras.

— Sim e não gostei da forma que tratam os trabalhadores. – falou sério.

— Porque?

— Trabalham pesado de sol a sol, quase não comem e se comentem algum erro são castigados com chicotes. Isso não é humano mamãe. – falou ele tomando um gole de seu café.

— Querido, não estamos na Europa, essa gente não sabe nada de boas maneiras e quase todos são mal feitores que nos mandam do presídio. – falou como se fosse a coisa mais certa do mundo.

— E o que isso tem a ver? São pessoas mamãe e não animais. Se fossem tratados melhor, se comessem decentemente eles produziriam muito mais. – falou convicto.

— Não Neal, esse métodos não servem aqui eu te garanto. – falou e Neal a olhou sério.

— Não me diga que a senhora sabia que Killian os tratavam assim e não fez nada para interferir. – ele estava incrédulo com as respostas da mãe.

— O que eu sei é que Killian está conosco a muito tempo, é um administrador honesto e eficiente e faz a fazenda produzir muito mais do que na época de seu pai. – disse ela incomodada. – e outra, não falemos mais sobre isso, minha enxaqueca está voltando, por favor. – falou fazendo Neal a olhá-la descrente.

— Quando vamos falar com tia Cora e pedir a mão de Lily? – perguntou par mudar de assunto.

— Ai Neal, não acha que está muito cedo?

— Mamãe já chega. Parece que a senhora não quer que eu me case com a Lily. – afirmou sem paciência.

— Não é isso meu amor, eu só não quero machucar mais a Regina com isso. Podemos esperar mais um pouco. – pediu.

— Mamãe, não me venha com isso de novo. Veja, o fato de Regina ter falado que desistiu do compromisso por sua vocação ajudaria a dar a noticia, podemos dizer que por ela ter desistido e senhora pediu o mão da irmã para cumprir o compromisso. – afirmou ele, vendo assim uma maneira mais rápida de ter Lily para si.

— Certo. – falou derrotada. – façamos assim, vocês assumem o compromisso, mas peço que só se casem em alguns meses. – falou e recebeu um sorriso do filho.

Neal passou a manhã lendo alguns documentos no escritório e pensando em como seria as atividades da fazenda dali por diante, já que ele não iria aceitar maus tratos com os funcionários. Em meio a tantos papéis ele tomou uma decisão, não queria esperar mais para ter Lily para si e resolveu que iria a casa de sua tia Cora imediatamente.

Ele avisou a mãe sobre sua decisão e seguiu para o povoado. Minutos depois ele estava sendo atendido por Sandra que o mandou sentar e foi em busca de Cora.

— Neal. Que bom vê-lo. – disse Cora entrando na sala.

— O prazer é meu tia. – levantou-se e foi cumprimentar a tia com um beijo em sua mão.

— Sente meu filho. – falou e eles sentaram. – A que devo a sua visita? – perguntou, mas já imaginava sobre o que era.

— Bem tia. Creio que minha mãe já lhe falou sobre meu interesse de casar com Lily. – disse e Cora sorriu sem graça.

— Sim filho.

— Então, eu estou aqui para lhe pedir permissão para casar-me com Lily. – falou sorrindo.

Cora o olhou por alguns segundos, ela queria que sua filha mais nova fosse feliz, logico que queria, mas também estava preocupada com Regina, com certeza sua primogênita ficará arrasada quando souber.

— Fico feliz, por seu interesse. Portanto, preciso primeiro saber de Lily. Eu não irei obriga-la a aceitar se ela não quiser. – foi sincera.

— Porque diz isso? Ela já tem alguém? – perguntou um pouco triste.

— Não Neal. – sorriu. – Ela não tem ninguém, mas é preciso que ela queira se casar também.

— Entendo. – sorriu mais aliviado. – Então a senhora conversa com ela e saiba que eu estou torcendo para que ela aceite, pois, estou loucamente apaixonado por ela. – pegou a mão da tia que lhe sorriu. – Bom, eu já vou. – ficou de pé. – Estou esperando sua resposta.

Quando Cora ficou de pé para acompanha-lo até a porta, ela travou no lugar, pois, Regina estava entrando em casa e ficou igualmente paralisada olhando para eles.

— Regina! – disse Neal sem graça. – É bom revê-la.

— O... oi Neal. – respondeu com dificuldade.

— Filha, que bom que está aqui. – disse Cora indo abraça-la.

— Oi mamãe.

— Bom, eu já vou. – disse o rapaz totalmente desconcertado. – até mais. – se despediu e foi embora.

Assim que Neal saiu, Regina começou a andar pela sala. Ela não acreditava que sua mãe foi capaz de fazer isso com ela.

— A senhora pode me dizer o que está acontecendo aqui? – perguntou irritada.

— Filha, eu não sabia que Neal estaria aqui. Também foi uma surpresa para mim. – falou sincera.

— Não estou falando disso mamãe. – pois a mão na testa em sinal de nervosismo. – A senhora me manda uma carta dizendo que está doente e no entanto está de pé e muito bem por sinal. Por que fez isso mamãe?

— Ai filha, mas eu estou doente. – foi em direção a Regina. – Estou doente de angustia e saudade. – falou emocionada. – Eu não quero você em um convento, quero você aqui, comigo filha.

— Mamãe...

— Filha, estava pensando e acho que você cometeu um erro entrando para o convento.

— Mamãe, como a senhora pede para eu voltar logo agora que Neal está aqui em Storybrooke.

— Filha...

— Vou para meu quarto. Depois conversamos. – dito isto, Regina se retirou.

[SQ]

— Será que posso entrar? – perguntou Emma divertida.

— Emma! – disse Noel com um enorme sorriso. – Claro filha, entre. – levantou-se e foi abraçar a loira.

— Como o senhor está padrinho. – Retribuiu ao abraço.

Desde que foi expulsa da casa de Sofia no dia da morte de David, Noel cuidou da loira e desde então, Emma trata Noel como sendo seu padrinho, pois, ele foi como um pai para ela. A ajudou, ensinou a ler e a escrever, deu um teto e de certa forma um trabalho, pois, a loira passou a ajuda-lo com os afazeres. Quando a loira atingiu a maior idade resolveu seguir seu sonho e fazendo negócios aqui e ali, conseguiu seu barco e começou a seguir a vida que leva até hoje. Mas nunca esqueceu do padrinho, sempre ia visita-lo.

— Estou bem, e você? – perguntou e foram se sentar.

— Estou indo, trabalhando muito.

— Ainda levando a vida de sempre? – perguntou com uma sobrancelha erguida.

Ele sabia qual era o trabalho de Emma e não aceitava muito, ficava preocupado na verdade. Sabia que era um negócio errado, tinha medo que Emma fosse pega e presa por isso.

— Ai, padrinho. O senhor sabe que sim. – sorriu.

— Filha, já está na hora de começar a viver a vida honestamente não acha?

— Talvez. – respirou fundo. – Irei fazer uma viagem, se for tudo bem, talvez eu abra um negócio honesto. – Não que ela se importasse com isso. Mas agora ela queria fazer o certo, estava realmente gostando de Lily, e se for para viver com ela, queria dar uma vida digna a sua condessinha.

— Isso seria ótimo. – falou sincero. – Só peço que tenha cuidado nessa viagem, você sabe que eu fico preocupado com você.

— Não precisa se preocupar. Eu sei me cuidar.

— Disso eu tenho certeza. Mas mesmo assim me preocupo.

— Quero te pedir um favor. – Falou Emma ficando um pouco séria. – Tem uma órfã, que está na taberna de Tomy, ela é uma boa pessoa. – fez uma pausa. – se chama Mary, eu preciso de um lugar para ela ficar, onde possa trabalhar. A taberna não é lugar para ela. O senhor poderia me ajudar com isso? – perguntou Emma na esperança de Noel poder ficar com a moça, ela iria ajuda-lo com a casa.

—Claro filha. – sorriu.

— Será que eu não mereço uma bebida? Ou o senhor está querendo esconder sua reserva de mim? – brincou e os dois gargalharam.

Ficaram bebendo e conversando sobre a vida e a tal viagem da loira.

[SQ]

No final da tarde Cora e suas filhas foram convidadas para um jantar na casa de Sofia, mesmo insistindo para Regina as acompanhar, a morena decidiu ficar em casa, não estava com clima nem vontade de estar perto de Neal.

Como Lily, tirou todos os seus vestidos para tentar encontrar um que servisse para ocasião, a morena decidiu guarda-los no armário, já que não estava fazendo nada mesmo.

Subiu as escadas da silenciosa casa e foi em direção ao quarto da irmã. Entrou no quarto escuro desanimada, pois, sabia que estava uma bagunça, já que ela mesma ajudou a irmã com a escolha do traje.

— Lily. – Alguém chamou e tocou o braço de Regina assim que ela acendeu o objeto.

Regina deu um pulo para traz tomada pelo susto. E ficou encarando a loira vestida em trajes masculinos a sua frente.

— Que susto! O que você quer? – perguntou Regina dando alguns passos para trás.

— Não se assuste tanto. Não está de frente a nenhum demônio. – falou Emma encarando a morena.

— Diga o que quer? – Regina estava apavorada, pois, estava sozinha.

— Com você nada. – disse Emma passando a mão em um dos vestidos espalhados pelo quarto. – Onde está a Lily? – perguntou encarando Regina que arregalou os olhos por sua irmã conhecer alguém como a loira a sua frente.

— O que quer com minha irmã? Exijo que vá embora. – falou com a voz entrecortada.

— Saiu com sua mãe? – perguntou Emma não dando importância a pergunta da morena.

— Isso não é da sua conta. – respondeu firme, fazendo Emma sorrir.

— Não sabia que as freiras fossem tão mal criadas. – continuou sorrindo e caminhando lentamente em direção a morena.

— Não vou tolerar sua estupidez. Já disse que vá embora. – gritou para a loira.

— E também, nunca tinha visto uma tão bonita como você. – falou pondo a mão no braço da morena que o puxou com raiva.

— Como se atreve? – perguntou ainda mais assustada e Emma ficou com a mão para cima dando a entender que não a tocaria novamente.

— Tudo bem, vou embora. – disse a loira encantada com a morena a sua frente. “a beleza vem de família” pensou ela. – Diga a Lily que estive aqui e que eu a aguardo. – sorriu. – Santa Regina. – provocou a loira e em seguida foi embora.

[SQ]

Cora e Lily chegaram a casa de Sofia e foram recebidas por ela e Neal que era todo sorrisos para a morena mais nova.

Estavam sentados no sofá conversando, quando Neal percebeu que era a hora certa para fazer o que tanto queria.

— Gostaria de lhe mostrar algo. – disse para Lily. – Posso leva-la ao escritório tia? – perguntou a Cora.

— Claro Neal. – respondeu a senhora.

Neal guiou Lily para o escritório e assim que fechou a porta pediu que ela sentasse e pegou algo em uma das gavetas de sua mesa.

— Te trouxe um presente. – disse ele sorrindo e um pouco nervoso.

— Para mim? – perguntou ela sorrindo.

Neal foi até uma cadeira em frente a morena e lhe mostrou um anel com uma generosa pedra de brilhante. Lily sorriu encantada com a beleza da joia.

— É lindo. – disse ainda sorrindo. – Mas... – Neal não deixou que ela continuasse.

— Lily, não é possível que você não notou os sentimentos que tenho por você. – disse encarando a garota.

— Neal...

— Entendo seu desconcerto, mas saiba que quando minha mãe falou sobre meu compromisso com tua irmã eu era apenas um menino.

— Então, foi você que rompeu o compromisso? – Agora ela estava entendendo a mudança de comportamento da irmã e essa história de convento.

— Para mim nunca existiu. – disse ele ainda segurando o anel. – E quando te vi na capital, me apaixonei imediatamente por ti. Quero me casar com você Lily. – Disse eufórico.

Lily olhava encantada. Era tudo o que sempre quis, um homem bonito e rico para bancar seus luxos. Por um momento ela pensou em Emma, mas o que a loira poderia lhe oferecer? Nada. E além do mais ela ficaria falada no povoado se descobrissem que ela e a loira tiveram algo.

— Então Lily? Por que não me responde? – Neal estava ansioso. – Não sentes nada por mim? – ficou triste com a possibilidade.

— Não é isso. – disse ela sorrindo. – Só não estou acreditando.

— Precisa de tempo para pensar?

— Não. – abriu um enorme sorriso. – Eu aceito. – disse estendendo a mão para que ele colocasse o anel.

Neal ajoelhou em frente a morena e pôs o anel de brilhante em seu dedo, depois, depositou um beijo em cima da joia.

— Não sabes como me deixas feliz. – disse ele ficando de pé ainda segurando a mão da morena que sorria satisfeita.

Notas finais
Espero que tenham gostado... Finalmente o encontro de Emma e Regina, uhuuull. Comentem... Até a próxima... Fui.