Amor Selvagem

5 Ele pediu minha mão.


Notas iniciais
Olá pessoas.... estou de volta com mais um capítulo. Espero que gostem... Quero agradecer a todos os comentários e favoritos de vocês, estou muito feliz que estão gostando. Boa leitura.

Regina acorda atordoada com um sonho que teve com Neal, em tal sonho ela estava nos braços do rapaz enquanto beijavam-se apaixonadamente e o que mais lhe causava embaraço era o fato dela ter gostado das sensações que o sonho lhe causou.

— Deus meu, o que está acontecendo comigo? – perguntou ela segurando o crucifixo que tinha pendurado a seu pescoço, afinal, nunca havia tido um sonho como esse.

Ela é tirada de seus devaneios quando escuta a porta do quarto de Lily sendo fechada, sinal que a irmã estava em casa. Sem demora foi ao encontro da mais nova.

Regina entrou no quarto de Lily sem bater e a encontrou sentada em frente a sua penteadeira. Assim que Lily viu a irmã mais velha a encarou séria.

— Porque não arrumou o quarto? – perguntou curiosa.

— Eu estava arrumando, acontece...

— Acontece que tua caridade cristã não incluir sua irmã, não é? – debochou.

— Como estava dizendo. – elevou a voz. – Eu estava arrumando, quando por aquela porta. – falou entredentes e apontou para a porta que dava acesso a varanda. – Entrou uma mulher vestida com trajes masculinos e muito mal educada procurando por você ... o que você tem com essa delinquente que todos chamam de Emma Swan? – perguntou irritada.

— Emma esteve aqui? – disse Lily aflita, porém feliz, e sem demora tentando achar uma desculpa convincente.

— Sim. – Regina se aproximou da irmã. – chegou como se estivesse em sua própria casa e chamando por seu nome.

— É... é só uma pobre coitada, uma pescadora que quer a todo custo me vender seus pescados. – tentou enrolar sua irmã.

— Vivo em Storybrooke a mais tempo que você e sei muito bem que Emma Swan não é apenas uma pescadora ... é uma pessoa horrível, uma contrabandista, uma assassina.

— Sério? – fez cara de desentendida.

— Você sabe que sim. – bradou Regina irritada.

— Escuta aqui. Não estou disposta a ficar ouvindo suas insinuações nem seus sarcasmos. – falou Lily séria. – Conheci essa pobre mulher na praia e troquei algumas palavras com ela. Ou será que agora estou proibida de falar com as pessoas?

— Pensa que sou idiota? – foi firme. – É necessário que tenha havido algo mais que algumas palavras para essa insolente entrar em seu quarto a noite e ainda por cima deixar um recado “ Diga a Lily que estive aqui e que a espero” – disse essa última parte tentando imitar a voz da loira.

— Eu já disse, ela deve ser uma louca. – insistiu negando Lily.

— Louca ou não, vou te dar um aviso. – se aproximou um pouco mais da irmã. – Não sei como era sua vida na capital, mas aqui, não irei permitir que dê um desgosto a nossa mãe nem tampouco deixarei que envergonhe o nome da nossa família. – dito isto, Regina se retirou.

Assim que Regina deixou seu quarto, Lily saiu correndo ao encontro de Emma. Mesmo sendo noite, não era perigoso andar pela praia, todos ali se conheciam e não ousariam fazer mal a alguém de família. Assim que entrou na casa da loira, Lily foi em direção ao quarto onde sabia que sua loira estaria.

Assim que Emma viu Lily, abriu um enorme sorriso e foi de encontro a seu corpo dando um abraço apertado. Sem dizer uma palavra sequer elas colaram os lábios em um beijo urgente.

Emma ainda beijando a morena, guiou seus corpos para a cama, deitando Lily delicadamente na superfície macia. Desceu com beijos pelo pescoço da morena que murmurava palavras sem nexo. E como sempre elas se entregavam a paixão, pelo menos por parte de Emma.

Lily sentia sim algo pela loira, mas ela não saberia definir tal sentimento. E por horas Emma desfrutou do corpo jovem abaixo do seu. Agora estavam exaustas deitaram uma ao lado da outra.

— Tenho um presente para você. – disse Emma virando-se para pegar algo no criado mudo.

— Para mim? – sorriu Lily. – É lindo Emma. – disse a morena pegando um colar de pérolas que a loira lhe deu. – São verdadeiras? – Quis saber, afinal, ela sempre foi louca por joias.

— Claro que sim. – sorriu. – Paguei uma pequena fortuna por elas. – disse a loira sentando em frente a garota.

— Põe em mim. – pede e Emma o faz, em seguida dá um selinho na morena. – Obrigada.

— Ficou lindo em você. – disse acariciando a joia no busto desnudo.

— Agora eu tenho que ir. – disse Lily vestindo a roupa.

— Ir para onde? – brincou Emma.

— Ora, para minha casa. Minha irmã pode voltar ao meu quarto.

— Ela te disse da minha visita? – perguntou Emma deitando novamente na cama.

— Está furiosa. – sorriu. – tive que inventar que tu eras uma pescadora que queria me vender seus pescados. – disse a morena e Emma deu uma gargalhada.

— E ela acreditou?

— Não sei, mas pouco me importa. Regina é uma hipócrita que quer mostrar a todos que é uma santa e vive se metendo em minha vida. – Falou beijando a loira.

— O que será que ela fará? Vai usar da influencia divina para me afastar ou irá rezar para que o mar engula meu barco? – brincou Emma gargalhando.

— Eu não sei que ela pensa sobre nós. – disse a morena enquanto Emma acariciava sua mão.

— E você, o que pensa sobre nós? – perguntou e Lily a olhou franzindo o cenho. – Será que não percebe que estou me apaixonando por você. – Foi sincera deixando Lily sem saber o que dizer.

— Também me sinto assim, só que... – começou, mas hesitou buscando as palavras certas para não deixar a loira irritada. – somos muito diferentes. – disse por fim.

— Claro. – Emma fechou a cara. – Somos de mundos diferentes você quer dizer. É errado uma condessa se envolver com alguém sem posses como eu. – olhou para o outro lado. – Mas lembre-se que foi você quem me procurou e se entregou a mim por sua vontade. – voltou a encarar a morena. – E como eu disse da outra vez, você me pertence e não vou aceitar que se comprometa com mais ninguém. – terminou e teve seus lábios capturados por Lily.

Alguns tempo depois eles chegaram em frente a casa dos Mills, Emma fez questão de acompanhar Lily até sua casa. As duas eram só sorrisos, então Lily se despediu dizendo que Emma deveria ir embora para não serem vistas.

— Espera. – pediu Emma segurando a mão da morena. – Promete que nos veremos amanhã? – perguntou se aproximando da morena.

— Amanhã eu não posso. – afirmou a mais nova.

— Por quê? – perguntou Emma desconfiada.

— É que amanhã tenho um compromisso. – Ela havia combinado com Neal de se verem amanhã e Emma não poderia saber.

— Que compromisso? – Emma se afastou.

Lily fitou a loira e vendo que não teria como explicar de modo a convencê-la resolveu aceitar. Depois veria como faria para ir a casa da loira.

— Está bem. – respirou fundo. – Amanhã no fim da tarde vou a sua casa. – afirmou e arrancou um sorriso iluminado da outra.

— Outra coisa. – disse segurando a mão de Lily que já estava indo em direção a porta. – Dê lembranças a “Santa Regina”.— brincou e sorriu.

— Não brinque com isso. – sorriu Lily.

Antes que ela entrasse realmente, Emma levou sua mão ao rosto da morena fazendo um carinho.

Sem que elas percebessem, Regina os observava horrorizada da janela de seu quarto. Ela sabia que sua irmã estava mentindo e com certeza não iria permitir tal comportamento da mais nova. Quando, enfim, Lily entrou em seu quarto, Regina foi falar com ela.

Assim que Lily guardou o colar de pérolas que Emma lhe deu, Regina entrou em seu quarto exasperada.

— Você ficou louca? – perguntou Regina assim que trancou a porta.

— O que deu em você? – perguntou a mais nova desentendida.

— Você perdeu o juízo, a decência? – parou em frente a irmã que estava sentada na cama. – Acabei de ver você e aquela delinquente lá fora. – falou com raiva.

— Chega! Você não é nenhuma santa. – riu com deboche. – Só engana a todos e a própria igreja. – Regina a olhou confusa. – Mentindo sobre a sua vocação, essa foi a única maneira de esconder que Neal não te quis. – confessou e Regina perdeu o ar.

— Quem te disse isso? – perguntou tentando se recompor. – Isso é mentira.

— Já basta Regina. Eu já sei de tudo. – falou com um sorriso nos lábios. – Eu sei porque... Neal acaba de pedir minha mão em casamento. – disse com pesar, mas não por estar magoando a irmã e sim porque estava pensando em Emma, mas ela não podia deixar uma vida segura para vivar com alguém que não tem nem como se sustentar. Porém, essa tristeza valeria para convencer a todos que estava assim por conta dos sentimentos da irmã e resolveu dar inicio a sua encenação. – Escuta Regina, eu sinto muito por tudo, mas Neal não sabia do compromisso de vocês e quando nos encontramos na capital eu gostei dele e ele se apaixonou por mim. – Regina estava sem chão, com os olhos úmidos. – Te juro que eu não sabia de nada, só descobri suas intenções quando ele pediu minha mão hoje a noite. – levantou-se e foi em direção a sua penteadeira. – Olha, aqui está o anel de compromisso... Se ele tivesse te visto antes as coisas poderiam ser diferentes. – disse Lily voltando a sentar na cama.

Regina estava destruída por dentro, ser rejeitada já foi um golpe duro para ela e agora saber que foi trocada pela irmã. Não era certo, era muita humilhação. Enquanto Lily falava, a morena mais velha não conseguia encará-la, nem sabia por que ainda estava ali.

— Tenta me entender. – pediu Lily. – Neal é um bom partido, me ama, por favor não fale nada que estrague minha vida. – pediu em falsa súplica. – Eu juro que não tenho nada com Emma. – falou deixando algumas lágrimas saírem. – Te juro que não voltarei mais a vê-la. – prometeu, mas suas ultimas palavras não foram ouvidas por Regina que saiu correndo do quarto. – idiota desgraçada, se pensa que vai atrapalhar meus planos está muito enganada. – falou com raiva secando as poucas lágrimas.

Regina sai desnorteada do quarto da irmã e ao invés de seguir para seus aposentos, ela sai correndo em direção a praia, as palavras de Lily povoava sua cabeça e dilacerava seu coração. Por que com ela? Porque estava sofrendo tanto? A vida não estava sendo justa, eu não merecia isso. – pensava Regina que assim que chegou a beira mar caiu de joelhos e deixou que o pranto lhe invadisse deixando sair toda a dor, a desilusão e a humilhação que estava sentindo naquele momento.

A morena ficou ali, caída, destruída, sendo acalentada pelas pequenas ondas que tomava conta de seu corpo até que o céu começou a mudar de cor, anunciando o inicio de um novo dia e Regina resolveu voltar para casa.

[SQ]

Após o café da manhã, Neal estava em seu escritório conversando com a mãe que não estava nada contente com a decisão do filho.

— Quero fazê-lo mamãe por isso te peço que não tente me impedir. – disse Neal decidido.

— Eu não te entendo. Por que és tão teimoso? – falou com raiva.

— Não é teimosia é meu dever. Eu prometi a meu pai em seu leito de morte e irei cumprir.

— Cumprir o que? Aquela mulher é uma delinquente, uma assassina. – disse ficando de pé. – Se você se envolver com ela irá se arrepender filho. – tentou convencer a Neal.

— Irei correr o risco. – falou convicto.

— Certo. E onde irá procurá-la? Nos bares do povoado ou nos bordéis? – Já estava sem paciência.

— Irei perguntar. Se a senhora mesmo disse que todos no povoado a conhecem não terei problemas.

— Você vai mesmo sair pelo povoado perguntando onde encontrar essa desgraçada da Swan? – elevou um pouco a voz.

— Não se preocupe. Noel deve saber de seu paradeiro. – dito isso Neal saiu do escritório a passos largos.

Ele não gostava de ir contra a mãe, mas iria fazer cumprir o ultimo desejo de seu amado pai, ajudaria Emma Swan.

O rapaz chegou a casa do advogado Mancera, mas não o encontrou então decidiu espera-lo já que sua criada disse que não tardaria a chegar. E assim foi, não passou mais de dez minutos e a porta da casa foi aberta por um senhor de cabelos grisalhos que Neal conhece muito bem.

— Perdão. Você está esperando por mim? – perguntou Noel com o cenho franzido.

— Senhor Noel, não está me reconhecendo? – Perguntou Neal sorrindo.

— Desculpe, mas não. – foi sincero.

— Sou eu... Neal Nolan. – alargou ainda mais o sorriso.

— Neal? – sorriu. – Me dá uma abraço garoto. – pediu com os braços abertos. – Como você cresceu, está mais forte, mais bonito. – Brincou.

— Obrigada. – disse ao se separarem.

Noel pediu que ele sentasse e foi pegar uma bebida para eles. Assim que serviu os copos sentou-se em frente ao rapaz.

— Me diga como você está? Chegou a poucos dias não é? – perguntou o advogado tomando um gole de sua bebida.

— Sim, e estou muito bem obrigada. – também bebeu.

— Agora me diga rapaz, o que faz aqui? Precisa de algo?

— Sim, quero saber onde posso encontrar Emma Swan. – falou pondo o copo vazio em cima da mesa.

— E para que quer encontra-la? – estava curioso, afinal, os Nolan nunca se interessaram em saber de Emma.

— Talvez o senhor não saiba, mas meu pai me fez um pedido antes de morrer e quero cumpri-lo.

— Que pedido? – estava curioso sobre o que David queria com a filha.

— Meu pai em seu leito de morte me fez prometer que cuidaria e ajudaria Emma. Infelizmente depois de sua morte minha mãe me trancou em um colégio interno na Europa, mas agora que estou de volta quero fazer cumprir a vontade de meu pai. – confessou Neal.

Noel o analisou por alguns instantes e percebeu que suas intenções eram boas, porém, sabia que Emma não aceitaria nada da família Nolan. O que era uma pena. Já que Noel gostaria muito de ver os irmãos convivendo em harmonia.

— E sua mãe o que acha disso?

— Bem, não está de acordo, mais sou adulto e como tal tomo minhas próprias decisões.

— Emma não é alguém que precise ser protegida e cuidada, ela já faz por si só. – disse Noel.

— Minha mãe disse que está no mau caminho e quero ajuda-la a levar uma vida digna. – afirmou Neal.

— Não sei se você entenderá Neal, você vem de uma família tradicional, teve o amor dos pais, é rico teve todas as oportunidades do mundo para ser alguém digamos... “descente”. – Começou Noel levantando da cadeira. – Emma nunca teve isso, desde pequena teve que se virar para matar a fome, teve que lutar com unhas e dentes para sobreviver. – fitou o jovem. – É certo que Emma usa meios ilegais para ganhar a vida, mas chegar a ser uma delinquente, uma assassina, isso não, Emma é uma mulher nobre que ajuda os mais necessitados tanto é que todas as pessoas humildes a amam e a respeitam. – Finalizou o advogado com um sorriso sincero.

— Por isso quero ajuda-la, dar oportunidade para que ela viva uma vida decente. – disse Neal animado. – Estava pensando em lhe dar o cargo de administradora da fazenda.

— Pode tentar. Mas acho muito difícil ela aceitar. Emma é dona de sua vida, está acostumada a mandar e não receber ordens. – afirmou Noel convicto.

— Bem, irei tentar pelo menos. Você deve saber onde posso encontra-la. – disse o rapaz ficando de pé.

Noel por fim, resolveu ajudar Neal indicando onde Emma come sempre, na taberna de Tomy. Após mais algumas palavras e um agradecimento por parte de Neal, ele foi em direção a tal taberna. Não iria desistir fácil.

[SQ]

Lily voltou de mais um passeio na praia e encontrou a casa silenciosa, a essa hora já era para todos estarem de pé e falando suas besteiras, como ela mesma costumava dizer. E por um momento se preocupou. “Será que Regina contou para sua mãe sobre o encontro com Emma?” – pensou ela. E com esse pensamento foi perguntar a Sandra sobre a irmã e ficou desconfiada que ela realmente iria fazer algo quando a criada lhe disse que Regina ainda não havia acordado.

Bateu algumas vezes na porta, mas a irmã não respondeu, sendo assim resolveu entrar, tinha que convencer a tonta da irmã que ela estava imaginando coisas e por isso não poderia estragar sua vida.

Assim que entrou no quarto encontrou Regina dormindo, mas ela estava suada e gemendo algo que ela não conseguia entender.

— Regina. – Chamou, mas não foi respondida. – Regina. – chamou mais uma vez tocando o braço da irmã e percebeu que ela estava muito quente, sendo assim Lily tocou a testa da irmã e comprovou que ela estava ardendo em febre.

Sem saber o que fazer ela saiu correndo chamando sua mãe que poucos segundos depois entrou no quarto preocupada.

— Filha, o que você tem? – perguntou Cora pondo a mão na testa da filha mais velha que continuava delirando. – Meu amor fala comigo.

— O que foi mamãe? – perguntou Lily.

— Ela está ardendo em febre. Manda Sandra ir chamar o doutor Pedro. – pediu Cora desesperada, mas Lily não se moveu. – Anda Lily. – disse Cora elevando a voz.

Lily correu para fazer o que a mãe havia pedido e logo em seguida voltou e encontrou sua mãe pondo compressas na testa da irmã.

Não demorou mais que vinte minutos para o doutor chegar a casa dos Mills. Enquanto ele estava examinando Regina, Cora estava angustiada ao pé da cama.

— Não vejo razão para essa febre, senhora Mills. – disse o senhor ao fim do exame.

— E o que pode ser doutor? – Cora estava muito nervosa, odiava ver sua amada filha naquele estado.

— Como eu disse, não há motivos para a febre. Ela está um pouco desidratada e pálida, mas estas contestações não causam a febre. – falou sincero.

— É possível que... essa febre seja emocional doutor?

— Sim, mas porque a senhora diz isso? – Perguntou confuso. Ele conhece Regina desde pequena e a garota sempre pareceu tão calma, tão centrada.

— É que... ultimamente ela tem passado por situações tristes, difíceis.

— Bem, de todo modo irei receitar umas vitaminas para ela. – disse o médico escrevendo a receita. – Se ela não melhorar pode me chamar. – falou entregando o papel.

Assim que doutor Pedro se foi, Cora pediu a Sandra para ir a farmácia comprar as vitaminas e voltou para o quarto da filha para continuar com as compressas.

[SQ]

Neal chegou a taberna e entrou olhando para todos os lados a procura de Emma, mas só encontrou poucos homens comendo e bebendo. A princípio não se sentiu confortável com o local, era muito diferente dos bares e restaurantes que estava acostumado a frequentar. Caminhou lentamente até ao balcão onde havia um homem grande e mal encarado limpando alguns copos com um pano que para Neal estava demasiado encardido.

— Estou procurando Emma Swan. – foi direto.

— Não a conheço. – Disse Tomy sem parar o que estava fazendo.

— Sim, você conhece. – Afirmou Neal e o tal homem lhe encarou, mas não disse nada. – Irei espera-la. Você tem conhaque.

— Com certeza. – respondeu Tomy.

— Eu vou querer uma garrafa e um copo... limpo, por favor. – disse ele olhando com certo nojo para os copos que estavam no balcão.

Tomy percebendo a cara do rapaz, passou o pano dentro do copo que estava segurando e em seguida o pôs em frente a Neal e também pôs a garrafa de conhaque. O jovem respirou fundo e pegou a garrafa e o copo que lhe foi oferecido e em seguida sentou em uma mesa para esperar a antiga amiga.

[SQ]

Emma chega a casa de seu padrinho acompanhada de Mary. A garota insistiu para ficar com Emma, mas a loira não aceitou dizendo que na casa de Noel ela teria melhores condições de vida. Teria um teto, comida, um trabalho e estaria em uma casa de um homem respeitável e honesto. Por fim a menina aceitou, mas com a condição de que Emma fosse vê-la sempre.

— Essa é a garota que você me falou? – perguntou Noel sentado em sua cadeira.

— Sim padrinho. Essa é Mary. – falou Emma sorrindo. – Cumprimente o padrinho Mary. – pediu Emma , mas a garota continuou com a cabeça baixa e calada.

— Meio sem modos, não? – perguntou Noel sorrindo, lembrando de quando levou Emma para a fazenda de David. A loira teve a mesma atitude.

— Sim, é um tanto arisca, mas sabe trabalhar e se não lhe obedecer é só mandar me avisar. – disse Emma olhando para Mary.

— Vai menina, vai para a cozinha que a Tereza diz o que fará. – pediu Noel.

— Você promete vir me visitar? – Perguntou Mary a Emma que confirmou.

Em seguida Mary seguiu para a cozinha. Deixando Emma e Noel a sós.

— Obrigada padrinho. Ela é uma boa garota só precisa de instrução. – disse Emma sorrindo.

— Claro filha.

— Agora tenho que ir. – disse Emma indo em direção a porta.

— Emma, espere. – pediu Noel ficando de pé.

— O que foi padrinho?

— Hoje esteve aqui... Neal Nolan, perguntando por você.

— Por mim? – perguntou Emma franzindo o cenho. – Então se lembra de mim?

— Sim, e parece gostar muito de você.

— Ele sabe...

— Que são irmãos? Não. – falou imaginando qual seria a pergunta.

— E o que quer comigo então? – perguntou Emma se aproximando do padrinho.

— Bem, ele disse que antes de morrer, seu pai pediu para te ajudar e pretende cumprir essa promessa. – disse e a loira fez cara de deboche.

— Deveria fazer isso a quinze anos e não agora. – afirmou a loira.

— Emma, Neal é bom rapaz. Quer se aproximar de você, ser seu amigo. Você poderia escutá-lo. – falou Noel tentando convencer a loira.

— Eu não quero sua amizade, tampouco sua ajuda. – falou séria. – Se encontra-lo novamente diga para não cruzar meu caminho. – Foi firme e em seguida se retirou.

[SQ]

Neal já estava a algumas horas esperando por Emma e nada dela aparecer. O rapaz então resolveu ir embora, voltaria outro dia. Ele deixou uma moeda em cima da mesa para pagar a bebida, levantou-se pondo o chapéu na cabeça e quando estava para sair viu entrar uma loira com trajes masculinos e uma cara fechada. Só podia ser Emma, era a única mulher que conhecia que usava aquelas roupas e tinha um semblante tão fechado.

— Ainda tem comida para mim? – perguntou ela a Tomy sorrindo.

— Esse senhor está a sua procura capitã. – disse o homem apontando para Neal.

Assim que Emma viu o rapaz parou de andar e ficaram se encarando por alguns segundos.

— O que você quer? – perguntou Emma brava.

— Não lembra de mim? Sou Neal Nolan. – disse o rapaz sorrindo.

— Todos conhecem os Nolan’s nessa região.

— Não acredito que se esqueceu Emma? Fomos amigos até fazíamos planos juntos. – disse Neal lembrando de quando eles falavam que quando crescer iriam morar na casa da praia que seu pai daria a Emma e até comprariam um barco juntos.

— Não sei o que você quer Nolan. – falou com desdém. – Mas eu não estou interessada. – disse Emma e saiu da taberna sem dar chance de Neal falar nada.

[SQ]

No fim da tarde Regina acorda com a cabeça doendo e a luz incomodando os olhos, ela tenta levantar, mas sente uma tontura e resolve ficar deitada. Ela olha o quarto e vê sua irmã olhando pela janela.

— Lily. O que aconteceu? – pergunta com a voz fraca.

Lily ao escutar Regina lhe chamar vai em direção a cama e ajuda Regina a sentar apoiando um travesseiro em suas costas.

— Ainda bem que acordou. Deste um susto na gente. – disse se sentando em uma cadeira próxima a cama.

— Por quê? – Quis saber Regina que ainda estava um pouco desorientada.

— Amanhecesse com uma febre alta. Mamãe até teve que chamar o médico. O que aconteceu? – Perguntou e Regina nada disse.

A morena mais velha desviou os olhos dos da irmã ao lembrar da revelação que Lily fez e mais uma vez voltou a sentir a dor no peito que desde que Neal desfez o compromisso a acompanha dia e noite.

— Não me diga que foi pelo que te contei ontem? – Perguntou a mais nova. – Não diga nada a mamãe eu te imploro. – pediu Lily aflita.

— Tudo bem, não se preocupe. – disse Regina ainda sem condições de olhar para a irmã. – É melhor esquecermos isso.

— Eu estava pensando... amanhã Neal vem me visitar e... se você agir normal, irá pensar que tua vocação é verdadeira e mamãe achará que tudo isso não te afetou tanto. – tentou convencer Regina. – Regina, assim será melhor... para você e para todo mundo. – continuou, mas não recebeu nenhuma resposta da irmã.

Ficaram em silencio por alguns minutos até que Regina resolveu falar o que estava sentindo.

— Está bem, não direi nada. – olhou para Lily. – Mas faço isso para não fazer Neal sofrer, ele não merece você. Mas te digo uma coisa, se você voltar a ver aquela mulher eu juro Lily, que todos irão saber sobre vocês.

— Tudo bem, te prometo que nunca mais verei Emma. – sorriu por saber que seus planos não estavam acabados. – Nem sequer lhe dirigirei a fala.

— Agora quero ficar sozinha. – pediu Regina e Lily saiu depressa para que sua irmã não mudasse de ideia.

Quando Lily saiu do quarto de Regina, encontrou a mãe que estava levando uma sopa para a irmã. Aproveitando que Cora ficaria lá paparicando sua queridinha, ela foi se arrumar para ir ao encontro de Emma. E saiu toda sorridente, tudo estava dando certo, agora ela teria a vida de luxo e riqueza que sempre quis.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Lily realmente não preta não é????? Comentem... Até o próximo. Fui.