Amor Selvagem

24 O passado de Zelena


Notas iniciais
Olá. Olha eu aqui de novo. kkkkkkk Espero que gostem do capítulo. Boa leitura.

Em um tempo onde as famílias da alta sociedade tratava os filhos como um negócio, muitos jovens eram obrigados a cumprir acordos em nome dessas famílias. Tais acordos eram firmados quando as crianças eram muito jovens e eram criados para cumpri-los quando a hora chegasse. Em alguns casos tais jovens eram agraciados por pais que não compactuavam com esses conceitos ou tradições e eles tinham a liberdade de escolher quem seria seu companheiro até o fim dos dias. Ou algumas vezes alguma tragédia ou escândalo trazia sorte ao desafortunado jovem, como foi o caso de Regina, que mesmo sendo rejeitada encontrou o amor de sua vida e vive feliz.

Porem, para muitos, isso não acontece como já foi citado anteriormente e Zelena estava se sentindo como uma das jovens que deveria cumprir o acordo feito a muito tempo atrás. Seu corpo estava travado, sua respiração estava alterada e ela se segurava para não se entregar ao choro ali na frente daquele homem que um dia já lhe fez tanto mal e que estava ao lado de sua própria mãe.

— Filha, não vai cumprimentar Rodolfo? – perguntou Ingrid que tinha a expressão triste.

— Zelena, vejo que o tempo lhe fez muito bem. – disse o homem que tinha um olhar lascivo para a ruiva.

— Mamãe! – exclamou a ruiva com lagrimas nos olhos. – O que significa isso? O que esse homem está fazendo aqui? – perguntou a jovem com certa dificuldade.

— Filha, por favor! – insistiu Ingrid.

— Vim buscar minha noiva o para almoçar. – disse Rodolfo segurando a mão tremula de Zelena. – Vamos? – insistiu ele, mas Zelena se soltou do agarre do homem.

— Não irei a lugar nenhum com você! – disse ela com desprezo na voz.

Regina apareceu atrás de Zelena e encarou o homem que estava ao lado de Ingrid. Assim que ficou ao lado da ruiva ela percebeu que Zelena estava nervosa e achou estranho.

— O que está acontecendo aqui? – perguntou Regina dando um passo frente para ficar entre Zelena e as pessoas a sua frente.

— Regina. – disse Ingrid sorrindo. – Como você está? Fiquei sabendo que estava adoentada. – perguntou a mulher não querendo encarar a filha.

— Estou bem tia, obrigada. – falou Regina retribuindo o sorriso. – Agora a senhora pode me dizer o que está acontecendo, porque e Zel está tão nervosa?

— Ela está nervosa por me rever depois de tanto tempo. Não é amor? – perguntou ele dando um sorriso falso para a ruiva que tremia atrás da amiga.

— Amor? – pergunta Regina sem entender, pois, ela conhecia Zelena a muito tempo e não sabia que sua amiga estava comprometida.

— Bem , não queremos atrapalhar você, então vamos Zelena. – disse Rodolfo irritado tentando mais uma vez pegar a mão de Zelena que recuou.

— Senhor... – falou Regina esperando ele falar seu nome. Ela não estava gostando da forma como o homem falava com sua amiga.

— Rodolfo. – disse ele a encarando.

— Bem, senhor Rodolfo. Zelena veio aqui para almoçar comigo e minha esposa e só irá embora quando ela quiser, então, o senhor deverá procurá-la outra hora. – disse Emma que surgiu por trás das mulheres em sua pose superior. Ela havia escutado parte da conversa e não estava gostando da atitude do homem.

— E quem é você para dizer o que devo fazer? – disse ele com desdém.

— Emma Swan. Dona dessa casa e pelo que estou percebendo o senhor não é bem vindo aqui. Então por favor queira se retirar. – disse ela se aproximando do Homem.

— Só sairei daqui com minha noiva! – disse ele segurou o braço de Zelena com força que gemeu de dor.

Rodolfo era um homem que aparentava ter uns 60 anos, mas ainda sim era bem apessoado. Era dono de várias fazendas de criação de gado, era muito amigo do pai de Zelena e por conta dessa amizade e por uma promessa de sociedade o pai da ruiva aceitou o pedido de Rodolfo para casar com a ruiva assim que ela tivesse idade. Mas esse acordo havia sido quebrado a um certo tempo, depois que o pai da ruiva descobriu o mal que Rodolfo fez a sua filha.

Emma olhou com raiva para o homem. Ela tinha nojo de pessoas assim, que tratavam as mulheres como propriedade, um objeto. A loira tomada pela raiva foi em direção ao homem, mas foi parada por Ingrid.

— Por favor, Emma. – pediu Ingrid com os olhos úmidos.

— Como a senhora permite que ele a trate assim? – perguntou Emma indignada vendo o homem praticamente arrastando a ruiva.

— Me solta! Está me machucando!– pedia Zelena chorando.

Quando estavam chegando ao portão algo atingiu Rodolfo que foi ao chão e Zelena não foi junto com ele porque braços suaves a segurou.

— Não ouviu a moça pedindo para soltá-la? – disse Ruby o encarando com raiva enquanto apertava Zelena em seus braços.

O homem possesso levantou e foi para cima de Ruby que em um ato de proteção pôs a ruiva atrás de si e antes que Rodolfo a alcançasse Emma chegou ficando entre os dois.

— Por favor, senhor Rodolfo. Queira se retirar de minha casa ou serei obrigada a usar da força para que saia. – falou Emma apontando para o portão.

— Isso não ficará assim. – disse ele apontando para Ruby.

— Estou morrendo de medo. – zombou Ruby que mais uma vez estava abraçada a Zelena que ainda chorava.

— Estou te esperando no coche Ingrid! – disse o homem olhando mais uma vez para Zelena. Em seguida saiu bufando.

— Me perdoa filha. – pediu Ingrid e saiu da casa de Emma de cabeça baixa.

Após todo o ocorrido as mulheres entraram na casa. Regina tinha ido falar com Belle para que ela preparasse um chá para acalmar a ruiva. Emma estava conversando com Henry na biblioteca e instruindo ao rapaz para que ficasse de olho em qualquer pessoa estranha se aproximasse da propriedade. Ruby ficou na sala com Zelena. Observava a ruiva que estava triste e encolhida no canto.

— Você está bem? – perguntou Ruby.

— Sim. Obrigada por me tirar das mãos dele. – pediu envergonhada.

— Não precisa agradecer. – disse ela se aproximando mais da ruiva e segurou sua mão delicadamente. – Eu jamais permitiria que aquele idiota a fizesse mal. – falou docemente acariciando as mãos de Zelena.

Elas se separaram quando Emma e Regina voltaram para a sala. As mulheres ficaram conversando até que o almoço fosse servido. E graças as conversas divertidas entre Emma e Ruby, Zelena pode esquecer o ocorrido de horas antes, mas ela sabia que quando chegasse em casa não teria noticias agradáveis.

[SQ]

Sofia estava na sala de sua casa do povoado. Como havia dito a Neal ela iria passar a morar lá e por isso foi a cidade resolver algumas coisas para sua estadia. Assim que chegou da casa de Cora ela trancou-se em seu escritório e começou a beber leves doses de uísque. Não estava suportando tanto tormento que sua vida estava passando. Ela fora uma mulher que dominava tudo a sua volta, mas agora, Lily estava lhe fazendo perder isso.

— Está precisando conversar? – pergunta Gold encostado na porta.

— O que você faz aqui? – perguntou Sofia assustada.

— Desculpe, não quis assustá-la. – disse o homem entrando no escritório.

— Não há nada para conversar. – diz ela séria.

— Sim, percebo que a senhora está passando por uma situação difícil. Especialmente por causa de Neal e confesso que é uma situação perigosa também. – disse ele e Sofia o encarou com os olhos arregalados.

— Perigosa por que? – perguntou a mulher desconfiada. Não seria possível que Gold soubesse de algo em relação a Lily e Emma.

— Porque Neal não entende realmente o que está acontecendo entre a senhora e Lily. Está muito intrigado. – disse Gold sentando em umas das poltronas que existem ali no recinto.

— Ah,sim?

— Acha que sua atitude se deve a desconfiança. – continuou ele. – E se começar a ligar os pontos como eu fiz... pode descobrir a verdade. – afirmou Gold e Sofia se mexeu desconfortável em sua poltrona. – Não tenha medo, Dona Sofia. Em mim pode confiar plenamente.

— Não entendo a que se refere. – falou Sofia sem saber se Gold estava lhe testando para saber de algo.

— O amor não cega a mim como faz com Neal. Quero dizer... o amor de Lily. Porque sim... – disse ele se ajeitando na poltrona. – Estou começando a experimentar um sentimento muito profundo. Por outra pessoa. – afirmou e Sofia o olhou desconfiada e mais uma vez se moveu incomodada na poltrona. – Então, eu vim a perceber...certas coisas. Escutei uma palavra aqui, outra conversa lá... e acredite, estou tão indignado quanto a senhora. Mas o mais importante é que Neal não saiba.

— Não saiba o que? – perguntou Sofia não querendo acreditar que Gold já sabia de tudo o que estava se passando.

— A canalhice que essa infeliz da Emma fez. Que abusar da inocência de uma moça como a Lily... é algo que não tem perdão de Deus. – disse ele e Sofia arregalou os olhos e sentiu seu coração bater apressado.

Isso não poderia estar acontecendo. Gold era o melhor amigo de Neal, até quando ele se calaria e não revelaria a verdade a seu filho? Ela não poderia deixar isso acontecer. Céus! Por que sua vida estava tão fora do rumo desta forma?

Gold percebendo o estado de Sofia resolveu se pronunciar mais uma vez.

— Não se preocupe dona Sofia. – disse ele servindo mais uma dose de uísque para a mulher. – De mim Neal não saberá nada. Eu só quero ajudá-la a superar esse tormento. – disse ele sorrindo.

Já que Gold sabia toda a verdade, Sofia resolveu conversar com ele sobre o assunto. Ela não estava mais agüentando guardar isso só para si, precisava desabafar com alguém.

— Tem sido horrível, agoniante. – começou ela. – tenho vivido sob uma angustia terrível. E Lily, não sabe como ela é comigo. Arrogante, grosseira e na verdade não sei mais o que fazer com ela. – desabafou Sofia.

— Acalme-se. Tome sua bebida. – pediu Gold e assim Sofia fez.

— Insisto que é um problema grande demais para a senhora sozinha. Reconheço que é uma mulher de fibra e força de espírito. Mas, uma mulher no fim das contas. Adoraria ajudá-la e sei que posso fazê-lo. Mas não tenho autoridade nesse caso. – disse Gold encarando Sofia.

— Mas o senhor é amigo da família. – afirmou Sofia.

— Não é o suficiente, e menos para Lily. No momento em que eu lhe disser algo, irá responder que não sou ninguém para me meter em sua vida.

— Isso sim. Por que é uma grosseira e mal criada. – afirmou Sofia. E sem esperar sentiu a mão de Gold sobre a sua, fez menção de tirar mas foi impedida.

— Não. Não a retire, por favor. – pediu Gold puxando a mão de Sofia e a envolvendo por suas mãos. – Tenho certeza que já percebeu o que sinto pela senhora. – disse ele fazendo carinho na mão de Sofia.

— Robert, eu acho... – chamou-o pelo primeiro nome para ser mais clara em suas palavras, mas Gold a interrompeu.

— Por favor. – pediu ele um pouco suplicante. – permita-me terminar. Não é justo que uma mulher tão bonita... deixe passar os melhores momentos de sua vida sem o afeto e a companhia de um homem.

— Eu asseguro que não me fez falta. – afirma ela sem jeito.

— Eu sei, mas que lhe disse que as coisas vão continuar sendo iguais? A senhora está sobrecarregada com esse problema de Lily. Já é muita carga para uma só pessoa. E eu quero ajudá-la.

— Como?

— Bem, eu saberia como lidar com Lily e também com Emma. Então, compartilhe sua dor comigo. – pediu Gold percebendo que suas palavras estavam fazendo efeito. – Seria muito mais suportável para a senhora. Permita-me ser seu apoio, Sofia. – pediu dando um beijo na mão da mulher. – Seu amigo, seu servidor.

Sofia puxou a mão apressada assim que ouviu vozes próximas a porta. Segundos depois Neal e Lily adentraram o lugar sorridentes.

— Filho o que faz aqui? – perguntou Sofia desconfiada.

— Oi mamãe. – disse ela a abraçando. – precisava resolver alguns assuntos e resolvi lhe fazer uma visita.

Ainda abraçada ao filho, Sofia olhou para Lily que a encarava de forma vitoriosa fazendo o sangue da senhora ferver.

[SQ]

Após o almoço, Ruby e Emma foram para o deposito, pois, um dos empregados chegou na casa da loira informando que um fornecedor as estavam esperando e precisava falar com urgência com elas.

Regina aproveitou que ficou a sós com Zelena e a levou para seu quarto. A morena precisava entender tudo o que estava acontecendo a respeito do homem que foi a sua casa mais cedo. Assim que chegaram ao quarto, Regina guiou Zelena até a cama onde sentaram-se uma em frente a outra.

— Bem Zel. Agora que estamos sozinhas você poderia me dizer o que foi aquilo que aconteceu hoje? – perguntou Regina.

Zelena baixou a cabeça. Ela sentia vergonha de falar sobre o que aconteceu a alguns anos, tanto que nunca havia contado nem a sua melhor amiga.

— Zel. – disse Regina segurando sua mão. – Eu só quero te ajudar. Sei que aconteceu algo muito sério. – disse Regina e percebeu os olhos da amiga marejarem. – Ei, tudo bem se você não quiser falar, tudo bem. – disse Regina acariciando a mão da amiga.

Zelena respirou fundo e voltou seus olhos para Regina que lhe sorriu amavelmente.

— Rodolfo... – começou Zelena e respirou fundo para ter coragem de continuar. – Ela é amigo do meu pai desde antes de eu nascer. Sempre vivia lá em casa, íamos sempre a sua fazenda. Sempre estávamos juntos nessas ocasiões. Eu lembro que... que eu gostava dele. Ele era muito divertido e me tratava bem, sempre me trazendo presentes e tudo mais. – falou Zelena e respirou fundo mais uma vez antes de continuar. – Quando eu completei onze anos ele e meu pai decidiram que eu já estava em tempo de encontrar alguém que cuidasse de meu futuro e... como acontece em muitas famílias, assim como aconteceu com você, meu pai fez um acordo com ele e prometeu minha mão a Rodolfo para que quando eu completasse dezoito anos nos casássemos. Eu lembro que... que eu não queria isso. – disse Zelena com lágrimas formando em seu rosto. – Eu gostava de Rodolfo, mas era um gostar de amigo, irmão. Mas meu pai disse que já estava decidido e que eu teria que cumprir tal acordo, pois, muitas coisas estavam em jogo. Eu lembro que nesse dia me tranquei em meu quarto e chorei muito, chorei até adormecer. – disse a ruiva com algumas lágrimas descendo dos olhos.

— Oh Zel. Eu sinto muito. – disse Regina triste por sua amiga.

— Os dias seguiram com a certeza de que eu me casaria com Rodolfo e a mim só restou aceitar. Ele me visitava com frequência. Continuava me levando presentes, mas estes eu já não os recebia com a mesma felicidade de antes.

— Porque você nunca me contou que estava noiva? – perguntou Regina, mas não por estar chateada, só estava curiosa.

— Mas eu não estou. Pelo acho que não estou.

— Mas ele disse que era seu noivo.

— Deixa eu terminar. – pediu Zelena e Regina assentiu. – Quando eu tinha quatorze anos eu tinha um amigo chamado Robin. Você lembra dele? – perguntou a ruiva e Regina assentiu. – Um dia Rodolfo me viu conversando com Robin, estávamos na praça e riamos de algo que não lembro agora. Enfim, Rodolfo havia vindo me visitar e eu não sabia disso. Ele nos viu na praça e ficou louco. Distratou e ameaçou o Robin e em seguida me arrastou para casa, ele estava possesso e eu não via motivos para isso, mas mesmo assim não falei nada. Chegamos em casa e meus pais não estavam lá. Rodolfo me levou para o escritório e gritava como um louco dizendo que eu não iria fazê-lo de palhaço, que ele era um homem importante e não aceitaria que todos falassem que a noiva dele estava o traindo com outro. Eu tentava dizer que ele estava vendo coisas que não eram reais, tentava me defender, mas ele me calou com um tapa em meu rosto... – disse Zelena que chorava. – Eu fiquei sem reação, nunca eu poderia imaginar que ele seria capaz de me bater... e foi ai que tudo aconteceu.... – disse Zelena soluçando sem olhar para Regina que a essa altura também chorava. – ele veio para cima de mim dizendo que eu pertencia a ele e... ele... começou a rasgar meu vestido com violência me deixando totalmente exposta a ele e ... sem remorso algum começou a me beijar e me tocar. Você não sabe como me senti suja... – disse Zelena se entregando ao pranto.

— Ele... ele abusou de você? – perguntou Regina com a voz fraca.

— Não foi até o fim... por que minha .... minha mãe chegou na hora e gritou por meu pai. Que quando percebeu o que estava acontecendo ali partiu para cima de Rodolfo e o tirou de cima de mim a socos e pontapés. E gritou em alto que o acordo estava desfeito e desde então não havíamos visto mais Rodolfo. Até hoje. – concluiu Zelena ainda chorando.

Regina comovida por tudo que a ruiva passou a abraçou também chorando e ficou consolando Zelena até ela se acalmar. Em determinado momento Regina fez a amiga deitar na cama e ficou ali acariciando seus cabelos até que Zelena adormeceu.

Ela tinha que fazer alguma coisa para ajudar a amiga. Sabia que Rodolfo não iria até ali atrás de Zelena se não a quisesse de volta e isso ela não iria aceitar. Sua amiga sofreu demais nas mãos daquele safado infeliz.

Regina cobriu Zelena e saiu do quarto pensando em tudo o que sua amiga lhe contou. Assim que chegou na sala Emma ia entrando e foi em sua direção beijando-lhe os lábios.

— O que foi amor? Que carinha é essa? Onde está a Zelena? – perguntou Emma vendo o semblante triste da esposa.

— Precisamos ajudar a Zel. – disse ela com os olhos marejados.

— O que aconteceu, morena?

— Aquele homem, Rodolfo. – disse Regina e Emma assentiu para que ela continuasse. – Ele tentou abusar de Zelena quando eram noivos.

— Desgraçado. – disse Emma com raiva.

— Precisamos saber o que está acontecendo. O que ele estava fazendo aqui com a Ingrid.

— Os pais dela sabem disso?

— Sim.

— E o que a Ingrid fazia aqui com aquele desgraçado? – perguntou Emma.

— Eu não sei. – falou Regina que começou a chorar.

— Calma meu amor. Nós iremos ajudá-la. Será melhor que ela durma aqui hoje e amanhã iremos com Zelena a casa dela para entendermos o que está acontecendo. – afirmou Emma abraçando sua esposa e depositando um beijo nos cabelos negros.

[SQ]

Peter pan estava no quartel conversando com Espinola. Estavam esperando Pedro para saber novidades sobre Emma.

— Já está tarde e esse garoto não chega! – disse Peter cansado.

— O que me deixa bem desconfortável. – disse o capitão também cansado.

— Posso? – perguntou Pedro chegando a sala do capitão.

— Ora, até que enfim chegou! – falou Espinola.

— É que ao sair do trabalho fui ver minha cunhada. – explicou o rapaz. – E cheguei agora em casa e me deram o recado que o senhor queria falar comigo. – disse o rapaz olhando para Pan.

— Esse é meu compadre, Peter Pan. – disse Espinola.

— Pedro Fox, para servi-lo senhor. – disse o rapaz olhando para Peter.

— Meu compadre me disse que conheceu a Mary. – disse Pan não esquecendo que teve a garota em seus braços enquanto ela estava em sua pousada.

— Sim, na casa da senhora Emma. – respondeu o rapaz.

— Criada? – quis saber Pan.

— Não, faz o que quer lá.

— E o que descobriu? – perguntou Espinola querendo mudar de assunto.

— Nada.

— Tem certeza? – perguntou Espinola se ajeitando em sua cadeira.

— Do contrabando, nada ainda.

— E o que estava conversando com o Gold essa manhã? – desafiou o capitão, pois, não havia gostado nada de ver ele e Gold de papo.

— Pela manhã?

— Não se faça de bobo. Eu os vi. Você sabe que não admito traições.

— Sim, patrão. Encontrei o senhor Gold na rua, estava me perguntando se havia descoberto algo e disse o mesmo.

— Não é verdade! – bradou o comandante. – te vi sair de um beco depois dele em uma atitude suspeita.

— É melhor desembuchar, se não quiser que meu compadre desconte em seu irmão. – falou Peter.

— Não é nada do que os senhores pensam. Acontece que o senhor Gold me pediu que investigasse algumas coisas. – disse o rapaz com medo que o comandante fizesse algo a seu irmão que estava preso.

— Que coisas? – perguntou Espinola.

— Fofocas.

— Sabe, eu também adoro fofocas. O que descobriu? – perguntou Peter animado.

— Nada. – respondeu Pedro.

— Quer saber compadre? Para mim esse garoto é um porco mentiroso e também um traidor. – disse Pan.

— Não! Não patrão. – falou Pedro assustado.

— Fale logo desgraçado, ou te prenderei como seu irmão. – falou o comandante.

— Parece que a esposa do senhor Neal já teve algo com a Emma. – falou de uma vez.

Nessa hora Peter começou a gargalhar deixando o compadre sem entender sua reação.

— não vejo por que fica tão contente com isso. O que nos importa as intrigas dessa gente?

— Para mim tem graça. Tão nobres, tão convencidos e suas esposas os enganando. – falou e começou a gargalhar novamente. – E como você ficou sabendo disso?

— A Mary que contou e Gold me pediu para apurar essa história.

— Bem já chega de fofocas. – disse Espinola. – E você Pedro. Sabe que se me trair você e seu irmã irão pagar, não sabe?

— Sim, patrão. Isso não irá mais acontecer.

— Agora saia daqui. – disse o capitão e o rapaz saiu as pressas.

— Mesmo você não gostando de fofocas compadre. Essa informação será muito boa para gente.

— E para que? Não entendo. – perguntou Espinola.

— Me diga, se Pedro descobrir algo sobre o contrabando na casa da Emma, quanto tempo acha que ela vá ficar presa?

— Se além do contrabando incluirmos uma ou duas mortes a ela... digo que ficará um bom tempo. E já estando presa tudo pode acontecer. Uma briga com outro preso, uma tentativa de fuga e venha a morrer. – falou Espinola sorrindo.

— Mas Emma não é mais uma qualquer. Tem um sobrenome forte e um irmão respeitado.

— Olha, eu não tinha pensado nisso. – falou Espinola tirando seus óculos e jogando em cima da mesa.

— Mas se Neal souber que ela teve algo com sua esposa, que o fez de bobo, irá ajudar. E pode ser que até dê uma mãozinha para que a prendamos. O que acha?

— Muito bom, compadre. Muito bom. – disse Espinola sorrindo. – Só que não iremos dizer nada a Gold. – continuou Espinola e Peter afirmou.

— E eu já sei como fazer. – disse Peter pegando um papel na mesa do capitão e escrevendo algo. – agora irei por nosso plano em prática. – disse ele dobrando o papel e saindo apressado.

Peter nunca esqueceu o que Emma havia feito com ele. Ainda sentia a mão doer por causa do punhal que a loira fincou ali. E estava ansioso para ver ela sofrer.

Cavalgou apressado e alguns minutos depois chegou a seu destino. Como era amigo de Killian adentrou a residência sem bater. Tinha sempre essa mania.

— Alguém em casa? – falou Espinola sentando em frente a mesa.

— Ora, Ora. Quem é vivo sempre aparece. – diz Killian entrando na sala.

— Tinha que te ver. Trago muitas novidades. – disse Peter animado.

— Novidades de quem?

— Pois saiba que descobri que Emma Swan e a esposa de seu patrão estão juntos.

— Você os viu?

— Sim.

— Sim? Mas quantas vezes? Estavam juntos lá no povoado? – falou Killian enchendo o amigo de perguntas.

— Sim, por lá na praia. – disse Peter sorrindo. – você já sabia?

— Desconfiava. Algumas vezes as via em situações estranhas.

— E por que não me disse? – perguntou Peter chateado.

— Por que sou direito e os patrões são os patrões.

— E de que ter serve ser tão fiel como um cachorro? Por acaso Dona Sofia te defendeu quando seu filho o tirou o trabalho de administrador?

— Não colocaram outro e continuo mandando! – afirmou Killian orgulhoso.

— Bem, eu ia te propor algo, mas....

— O que?

— Há uma pessoa importante cujo nome não posso dizer, mas quer que seu patrão saiba que sua mulher o engana com Emma Swan.

— Por que?

— Bem, creio que quer fazer um favor a Neal.

— Talvez o patrão não o agradeça e o repreenda por se meter em sua vida. – disse Killian com um sorriso debochado.

— Ele irá ficar com raiva de quem não lhe falar a verdade, não acha? Fique atento para que não ache que você sabia de tudo e não lhe disse nada. – disse Peter tentando por medo em Killian.

— Tem certeza que essa pessoa quer mesmo que o patrão saiba? – perguntou Killian desconfiado.

— Claro. – disse Peter tirando a carta do casaco. – se até me entregou essa carta para entregar a Neal. – concluiu ele entregando a carta a Killian.

— Tem certeza?

— Claro que tenho. E talvez, como forma de agradecimento, até te devolva o posto de administrador. – falou Peter e Killian abriu um sorriso com essa possibilidade.

E vendo o sorriso no rosto de Killian, Peter teve certeza que seu plano havia dado certo.

Notas finais
Espero que tenham gostado. O capítulo de hoje deixou muita coisa encaminhada e tenho que dizer que as tretas irão começar.... kkkkkkk. Comentem. Até o próximo. fui.