Amor Selvagem

25 Ela me beijou


Notas iniciais
Oi gente.... olha eu aqui novamente. Capitulo novinho para vocês. Espero que gostem. Boa leitura.

Emma estava olhando pela janela da enorme sala da casa de Zelena. Como prometido a Regina, elas levaram a ruiva para casa e estavam esperando os pais de Zelena para uma conversa.

Regina estava sentada ao lado da amiga para tentar acalmá-la. As olheiras que Zelena possuía deixava bem claro que ela não havia dormido durante a noite e Regina sabia que sua amiga estava apavorada.

A atenção de todas foram desviadas para o casal que adentrava o cómodo. Ingrid tinha a cabeça baixa e em momento algum olhou para a filha. Franck, o pai de Zelena, tinha uma postura dura e um olhar rígido para Emma, já que ele, igual a outros fazendeiros da região não gostava de Swan.

— A que devo a ... ilustre visita? – perguntou ele com desdém olhando para Emma.

— Viemos conversar sobre Zelena. – disse Emma erguendo a cabeça desafiando o senhor.

— Não consigo imaginar qual assunto sobre minha filha lhe interessa Swan. – disse ele pondo as mãos na cintura.

— Senhor Green, queremos saber porque o senhor Rodolfo diz estar noivo da Zel. – disse Regina segurando as mãos da ruiva.

— Ora! Porque estão noivos!

— Isso não pode ser verdade. – disse Emma incrédula.

Como um homem pode dar sua filha para viver o resto da vida ao lado de um crápula como esse tal Rodolfo. Depois de tudo o que aconteceu no passado e todo mundo sabendo como Rodolfo é. – pensa Emma.

— Quem você pensa que é para se meter nos assuntos da minha família. – disse o homem elevando a voz.

— Eu sou amiga da sua filha e estou muito preocupada com o seu futuro ao lado daquele crápula. Como o senhor pode entregar sua única filha nas mãos de alguém como ele? – perguntou a loira incrédula.

— Não fale assim do meu amigo! Ele não está aqui para se defender. E outra, ele mudou. É um outro homem.

— Mas senhor Green... – começou a falar Regina.

— Regina, em consideração a amizade que tive com seu pai peço que não se envolva nesse assunto. – disse ele a interrompendo.

— Depois de tudo o que aquele homem fez a sua filha. Você ainda o aceita como genro? – continuou Regina não ligando para o pedido anterior do homem.

— Minha decisão já está tomada. Eles se casarão e ponto final. – decretou o homem.

— NÃO! – gritou Zelena aos prantos.

— Isso são modos de falar comigo menina? – bradou ele. – Vá para seu quarto. Depois irei falar com você.

— Eu odeio você. Odeio! – gritou Zelena correndo para seus aposentos.

[SQ]

— Como ele pode fazer isso com a própria filha? – indagou Ruby dando um soco na mesa do escritório de Emma.

— Ele é um homem sem escrúpulos. Só pensando no dinheiro e poder, Ruby. – afirmou Emma sorvendo uma dose de uísque.

Elas estavam no depósito. Assim que Emma deixou Regina em casa foi para o trabalho e havia acabado de contar tudo para Ruby. Emma sabia que sua amiga estava gostando da ruiva e com certeza não teria uma boa reação depois de saber toda a verdade.

Ela própria estava se sentindo mal por tudo o que Zelena tinha passado e sabia que se ela viesse realmente a se casar com Rodlfo iria sofrer maus tratos e abusos e com certeza não iria permitir isso.

— Calma lobinha. Nós faremos alguma coisa para que esse casamento não aconteça. – afirmou Emma indo em direção a amiga e a protegendo em um abraço apertado.

Ruby sempre fez de tudo para que Emma tivesse sua felicidade. Sempre esteve com ela nos momentos mais difíceis e ela iria fazer o mesmo sempre que Ruby precisasse.

— Se aquele desgraçado ousar tocar em minha ruiva eu acabo com ele. – afirmou Ruby.

— Sua ruiva é? – brincou Emma sorrindo e Ruby retribuiu o sorriso.

— Ah! Loirinha. Aquela ruiva esta mexendo comigo de um jeito que não sei explicar e irei fazer de tudo para que ela seja feliz. – afirmou Ruby aindo com um sorriso bobo.

— Nós precisamos descobrir o que aconteceu para que Franck tenha mudado de ideia sobre esse noivado. Pelo que Regina me contou ele próprio havia desfeito esse acordo a uns anos. – afirmou Emma voltando a se sentar em sua cadeira.

— E iremos. – disse Ruby convicta.

— Bem, agora vamos voltar ao trabalho. Por que temos uma encomenda grande e precisamos organizar nossa viagem.

— Você está certa. Vou falar com o senhor Taylor novamente para saber o que exatamente ele quer. – disse Ruby saindo da sala, mas parou assim que ouviu Emma a chamar.

— Ruby. Fique tranquila, nós iremos ajudar sua ruiva. – comentou Emma e Ruby saiu sorrindo.

[SQ]

Gold estava na sala da casa de Sofia tomando uma dose de uísque quando Lily entra e caminha lentamente em sua direção.

— Realmente você é um sem vergonha muito decidido. – Diz a garota parando em frente a Gold.

— Por que diz isso? – perguntou ele sorvendo mais um pouco do líquido.

— Me contaram que pretende se casar com minha sogra. – falou sorrindo.

— De onde tirou isso?

— Neal me disse. É o que ele pensa. É verdade ou não? – perguntou ela e Gold fica em silencio. – Vejo que não quer me responder. Talvez por prudência. – continuou ela. – Mas se é verdade, te aviso de uma vez: Neal não quer.

— E por quê? – Quis saber Gold.

— Porque disse que a única coisa que pretende é garantir seu futuro como marido de uma viúva rica.

— Mmm, entendo.

— Mas se quiser, eu posso te ajudar a convencê-lo. – diz com um sorriso sínico. – Como deve ter percebido, minha sogra e eu não nos damos bem. E quero que Neal e eu venhamos morar aqui na cidade.

— Sei, para você estar mais perto de Emma. – afirmou o homem com olhar superior e pela primeira vez Lily desvia o olhar. – Sim, estou sabendo de tudo. E não por que Dona Sofia me disse, eu mesmo descobri.

— Mas não é verdade. – afirmou Lily o encarando.

— Não, não tente negar queridinha. Não é preciso. Não pretendo dizer a Neal. Assim é a vida! As vezes um se apaixona por quem não deve. Mas bem, o que vamos fezer? O amor é o amor. – diz ele sorrindo por conta da reação de Lily. – Claro que se quiser, podemos fazer um acordo. Você me ajuda e eu te ajudo.... O que diz? – pergunta Gold se aproximando de Lily.

— Está bem. Depois falamos sobre isso. – Respondeu Lily e saiu da sala deixando Gold com um sorriso satisfeito.

[SQ]

Zelena estava em seu quarto. Por mais que ela tentasse não conseguia para de chorar. Como seu pai foi capaz de lhe arranjar um casamento com aquele homem? Como alguém pode deixar sua única filha nas mãos de alguém tão mal?

Após esse pensamento ela voltou a chorar. Sempre que ela pensava em casamento imaginava casar com alguém que ela realmente amasse. Alguém que a protegesse, que a fizesse sorrir. Ela queria ficar até os seus últimos dias nos braços de alguém que a fizesse se sentir segura e que poderia permanecer ali depois de qualquer problema e no fim saberia que tudo daria certo, tudo ficaria perfeito.

E ela já havia se sentido assim, protegida, segura e principalmete querida. Um sorriso se formou em meio as lágrimas, ela sabia exatamente o momento em que teve tudo isso. Ruby, aquela garota a fez se sentir segura quando a defendeu de Rodolfo. Ela sentiu todo carinho que Ruby tinha por ela quando estavam na sala de Regina, sempre perguntando se ela estava se sentindo bem. A olhando de uma forma tão doce que ela jamais viu em outro olhar destinados a ela. Ela não saiba o que estava acontecendo com ela, mas a todo momento queria estar perto de Ruby. Sua atenção é desviada para a porta que se abriu revelando uma Ingrid com um semblante triste.

— O que a senhora quer? – perguntou Zelena secando as lágrimas.

— Filha...

— Não mamãe! Diga o que quer e me deixe sozinha. – perdiu Zelena e Ingrid a olhou com pesar.

— Bem, vim avisá-la que ... seu noivo está lá em baixo e quer falar com você.

— Eu não tenho noivo! – disse Zelena elevando a voz.

— É melhor você se conformar. Seu pai já decidiu.

— Por que vocês estão fazendo isso comigo? – perguntou voltando a chorar.

— É para o seu bem, meu amor. – Afirmou a mulher emocionada.

— Não! Vocês não estão pensando no meu bem. Só estão fazendo isso por interesse. – disse a ruiva ficando de pé.

— Filha, é melhor você descer ou será seu pai que virá aqui. – falou Ingrid e saiu do quarto chorando.

A mãe de Zelena não concordava com esse casamento. Ela nunca esqueceu aquele maldito dia em que Rodolfo quase havia abusado de sua filha. Mas o que ela poderia fazer? Quem mandava em suas vidas era seu marido e mesmo Ingrid tentando fazê-lo mudar de ideia o homem estava decidido. Então ela nada poderia fazer em relação a isso, só rezar para que Rodolfo não maltratasse sua menina.

Alguns minutos depois Zelena apareceu na sala com um semblante abatido. Rodolfo estava sentado em frente a Franck conversando sobre alguns negócios que eles tinham em comum. Assim que viu a ruiva, Rodolfo ficou de pé e encarou descaradamente o corpo da mulher que esses anos sempre o atormentavam.

— Minha querida, você está linda. – disse ele com o olhar lascivo de sempre indo em direção a ruiva.

— Vou deixar vocês a sós para conversarem melhor. – Disse Franck saindo da sala.

— Estou feliz em te ver. – disse Rodolfo se aproximando da ruiva que recuou.

— O que você quer? – perguntou Zelena com raiva.

— Vim ver minha noiva. – disse ele já sem paciencia.

— Eu não sou.... – ia dizendo Zelena, mas parou assim que Rodolfo segurou firme em sua cintura.

— Sim, você é. – disse ele entredendes. – E irá agir como tal. – sem que Zelena tivesse alguma reação, Rodolfo segurou seu rosto e a beijou.

A ruiva tentava se afastar, mas ele era mais forte e não obteve sucesso. Era um beijo forçado, bruto e automaticamente os olhos de Zelena se inundaram. Quando ele a largou, Zelena deu graças a deus, pois, estava enjoada, se sentindo suja.

— Eu estava com saudades de seu beijo. – disse Rodolfo sorrindo ao soltá-la. – Bem, infelizmente essa é uma visita rápida, pois, estou indo a capital resolver alguns problemas em uma de minhas fazendas. Só vim avisá-la que ficarei um mês por lá. – disse e Zelena sentiu um alivio enorme tomar conta de seu ser. – E assim que voltar iremos resolver os trâmites para nosso casamento. – disse e a ruiva sentiu o corpo todo tremer. – Não vejo a hora de tê-la para mim. – confessou ele com um sorriso safado enquanto analisada cada detalhe do corpo de sua noiva. – Agora tenho que ir. – disse ele a beijando novamente.

Assim que Rodolfo saiu, Zelena correu para seu quarto e se jogou na cama se entregando ao pranto.

[SQ]

Regina estava relaxando na banheira. Já fazia uma semana da noticia do noivado de Zelena e ela não conseguia pensar em nada para tirar sua amiga dessa enrrascada. Ela não poderia deixar sua melhor amiga nas mãos daquele crápula, tinha que pensar em algo rápido, afinal, faltavam poucas semanas para Rodolfo voltar para Storybrooke.

Ela escuta a porta do banheiro sendo aberta e encontra Emma a observando com um sorriso lindo nos lábios.

— Essa água deve estar boa não? – perguntou a loira.

— Por que não vem descobrir? – disse Regina e sem demora a loira começou a se despir sendo observada por sua morena.

Emma sentou por tras de Regina e a morena encostou seu corpo no peito da esposa. Emma a abraçou e depositou um beijo em seu ombro.

— O que tanto te preocupa? – perguntou Emma deslizando os lábios pelo pescoço da amada.

— Zelena. – respondeu Regina com os olhos fechados por conta dos carinhos da esposa.

— Nós daremos um jeito. – sussurrou no ouvido da morena.

— Como foi seu dia? – Perguntou Regina mudando de assunto.

— Bem cansativo. – respondeu Emma deslizando as mãos pela barriga da esposa.

— Humm. – gemeu Regina.

— Mas eu sei uma maneira de relaxar. – respondeu Emma mordendo de leve o ombro da amada.

— É... – gemeu novamente a morena.

— É. – sussurrou Emma acariciando os seios da esposa que já tinha os mamilos rijos.

Regina virou a cabeça para o lado capturando os lábios de Emma. Deram inicio a um beijo apaixonado. Aquele beijo demonstrava todo amor que uma sentia pela outra, era uma conecção de almas que elas não sabiam definir.

— Eu amo você. – disse Emma ao fim do beijo.

— Não mais do que eu te amo. – confessou Regina e voltaram a se beijar.

Enquanto estavam entregues ao beijo, Emma começou a deslizar as mãos vagarosamente pelo corpo da esposa. Ela poderia ficar daquela forma pelo resto da vida. A loira conhecia cada detalhe daquele corpo mesmo se estivesse vendada. Ela pertencia a Regina Mills de uma forma que nunca pertenceu a ninguém.

Regina deitou a cabeça para trás apoiando no ombro da loira quando Emma deslizou seus dedos no sexo da amada.

— Humm... você está uma delicia... meu amor. – sussurrou Emma ao perceber o quão molhada sua esposa estava.

— Emma... – gemeu Regina quando Emma começou a estimular seu clitóris.

Emma fazia movimentos circulares nos nervo rijo da sua esposa. A cada movimento Regina gemia manhosamente e isso só estimulava Emma a continuar.

— Geme pra mim, minha morena. – pediu Emma deslizando os dedos por toda a extensão do sexo encharcado da esposa.

E Regina gemia descontroladamente, não por conta do pedido da loira, mas seus gemidos eram por conta de todo o prazer que ela estava sentindo. A morena agarrou as bordas da banheira com força quando sentiu Emma lhe invadir com dois dedos.

— Ahhh... amor.... – Regina gemeu mais alto.

Emma estocava Regina lentamente, pois, sabia que sua mulher adorava quando ela fazia isso. Mas para ela era impossível continuar com esse ritmo, pois, Regina gemia tão avidamente que seus movimentos tiveram vida própria e as estocadas começaram a ser mais fortes e profundas.

A loira enlouquecia sempre que Regina se entregava dessa forma para ela. A morena começou a movimentar o quadril no ritmo das estocadas e os gemidos de ambas tomaram conta do quarto. O corpo de Regina começou a ter leves tremores e Emma com o braço livre enlaçou a cintura da amada colando ainda mias seus corpos e intensificou suas investidas.

— Amor... ahhhh ... Emma... – choramingou Regina sentindo o ápice próximo.

— Goza pra mim meu amor. – pediu Emma sentindo seus dedos serem pressionados pelas paredes internas de Regina.

— Eu vou... vou... Emmaaa... – gemeu Regina se entregando a um orgasmo maravilhoso.

Enquanto o corpo da morena convulsionava Emma continuava a estocando lentamente e isso estava prologando o orgasmo da amada que se desmanchava nas mãos de sua loira.

— Eu te amo tanto, meu amor. – confessou Emma que agora estava na cama e abraçava a amada.

— Eu também te amo, meu amor. – disse Regina olhando para a amada.

— Amanhã eu farei uma viajem. – confessou Emma ela sabia que Regina não gostava quando ela saia nessas viagens, mas a morena nunca reclamava, pois, sabia que era o oficio da esposa.

— Para onde? – perguntou Regina.

Regina entendia que sua amada tinha que viajar algumas vezes, mas assim que as palavras sairam da boca de Emma, Regina sentiu algo ruim em seu peito, sentiu um medo lhe invadir.

— Vou ao vilarejo aqui perto. Será uma viagem rápida, um ou dois dias apenas. – confessou Emma acariciando as costas da amada.

— Não pode pedir para alguém ir em seu lugar?

— Você sabe que faz parte do meu trabalho não é? – disse Emma sorrindo.

— Eu sei.

— Já ta sentindo minha falta é? – brincou Emma e beijou os lábios da esposa.

— Também, mas eu não estou com um bom pressentimento. -–confessou Regina.

— Não se preocupe. E outra Ruby irá comigo. Vai ficar tudo bem eu voltarei rápido para você. – disse Emma acariciando o rosto da amada.

— É, você está certa.

— Agora vamos almoçar que tenho que voltar para o deposito. – Pediu Emma e elas foram para a sala de refeições.

[SQ]

Ruby tinha ido a casa da praia de Emma pegar algumas coisas para a viagem. Elas sairiam bem cedo no dia seguinte e a morena queria deixar tudo certo. Quando ela estava próximo a casa avistou uma pessoa olhando para o mar e Ruby sabia muito bem de quem se tratava, só existia uma pessoa com aqueles cabelos ruivos em todo o povoado.

— Está tudo bem? – perguntou Ruby se aproximando de Zelena.

— Ah. Oi. – disse Zelena triste.

— Por que estava chorando? – perguntou Ruby preocupada.

— Eu não estava. – disse a ruiva baixando o olhar.

Ruby se aproximou mais de Zelena e delicadamente ergueu seu rosto com a ponta de seus dedos.

— Eu sei que estava. Mesmo parecendo mentira eu te conheço bem mais que imagina ruivinha. – disse Ruby acariciando o rosto de Zelena.

— Eu não quero me casar com ele. – confessou Zelena com os olhos marejados.

— Eu não permitirei isso. – disse Ruby a puxando para um abraço.

As duas ficaram abraçadas por um tempo. Era um abraço protetor repleto de carinho e por que não dizer cheio de amor?

— Eu não sei o que você fez comigo Zelena, mas eu sinto... sinto algo crescendo dentro de mim toda vez que penso em você. – confessou Ruby afastando-se só o suficiente para encarar a ruiva.

Zelena se viu perdida naqueles olhos que lhe fitavam com tanta admiração que não conseguiu se conter e lentamente colou seus lábios ao de Ruby e deram inicio a um beijo cheio de carinho, respeito e muito amor, mesmo que elas não se dessem conta disso.

A ruiva estava nas nuvens. O beijo de Ruby era tão doce, suave, carinhoso. Não se parecia em nada com o beijo daquele desgraçado. Ali ela se sentia amada, protegida, se sentia alguém capaz de retribuir todo sentimento que Ruby pode ter em relação a ela.

Já Ruby, ela não poderia estar mais feliz. Desde que viu Zelena pela primeira vez sentiu vontade de provar esses lábios que agora estavam totalmente entregues aos seus. Mesmo tempo essa necessidade de saber o gosto dos lábios de Zelena, Ruby nunca se atrveria a tomar a iniciativa, pois, Zelena era diferente e Ruby não sabia se a ruiva poderia lhe corresponder. E por isso ela estava tão feliz, pois, foi Zelena quem a beijou e isso deveria dizer alguma coisa boa não?

— Meu deus! Me desculpa Ruby. – pediu Zelena quando percebeu que Ruby a encarava sem dizer nada.

— Está tudo bem, ruivinha. – disse Ruby saindo de seu transe quando Zelena se afastou.

— Você deve estar me odiando agora. – disse Zelena ficando de costas para Ruby.

— Odiando? – perguntou Ruby se aproximando da ruiva. – Por que te odiaria? Se desde o momento em que pus meus olhos em você eu desejei sentir o sabor dos seus lábios. – afirmou Ruby e Zelena se virou lentamente para encarar a morena.

— O que você...

— Ah ruivinha. Se você soubesse o que faz comigo apenas quando me olha não estaria dizendo isso. – falou Ruby sorrindo.

Zelena abriu um sorriso tão iluminado que seria capaz de clarear toda a cidade se fosse noite. Sem pensar em suas atitudes, a ruiva se jogou nos braços de Ruby que a agarrou com força.

— Eu também sinto algo muito bom quando estou contigo. Não sei o que isso quer dizer, mas sei que não quero perder nunca. – declarou e foi a vez de Ruby tomar seus lábios para si.

[SQ]

Emma estava concentrada em uns documentos e se assustou quando Ruby entrou no escritório cantando uma musica qualquer. A loira deixou os papeis em cima da mesa e encarou a amiga que agora rodopiava totalmente sem ritmo.

— O que aconteceu? – perguntou Emma erguendo uma sobrancelha.

— Ai loirinha, o dia não está tão bonito hoje? – perguntou Ruby sentando em frente a loira que não estava entendendo nada.

— Eu sei que está, mas você saiu daqui como se estivesse envolta nas piores das tempestades. Então poderia me dizer o que aconteceu? – insistiu Emma.

— Ela me beijou. – disse Ruby sorrindo feito uma idiota.

— Ok. Desfaz essa cara de idiota e me diz quem te beijou.

— A mulher mais linda de todo o mundo. – continuou sorrindo.

— Você beijou a Regina? – brincou Emma e Ruby desfez a cara de boba.

— Credo! Não. – disse ela e Emma gargalhou.

— Então fala logo que já estou curiosa.

— A Zelena me beijou. Ela sente algo por mim, loirinha. – falou Ruby voltando a sorrir.

— Como assim? Me conta isso direito. – pediu Emma.

Ruby então relatou tudo o que aconteceu nesse encontro na praia. Ela não sabia onde esconder toda aquela animação. E por que faria isso? Se tudo o que ela desejou aconteceu e se dependesse dela iria continuar acontecendo.

— Por isso que temos que achar uma maneira de acabar com esse casamento, Emma. Eu não vou conseguir me segurar e matarei aquele crápula se ousar tocar nele. – falou Ruby com raiva por pensar nesse possibilidade.

— Não se preocupe, lobinha. Nós salvaremos sua ruiva das garras daquele cafajeste. – Afirmou Emma e elas voltaram a falar de Zelena enquanto concluíam seu trabalho.

[SQ]

Quando Emma acordou ainda era madrugada. Ele sempre gostava de ver o sol nascer já estando no barco toda vez que iria viajar. Segundo ela o sol trazia boas energias e a protegeria em todo o trajeto. Ela tomou seu banho e se arrumou tentando não fazer barulho para não acordar Regina que dormia lindamente em sua cama. Quando, enfim, estava pronta a loira foi em direção a cama e delicadamente depositou um beijo nos cabelos de Regina que acordou com o carinho.

— Já está indo? – perguntou coçando os olhos o que fez Emma sorrir.

— Tenho que sair cedo, amor. – falou Emma com carinho.

— Emma... por favor não vai. Fica aqui comigo. – pediu Regina abraçando a esposa.

— Meu amor. – chamou Emma acariciando o rosto da amada. – Vai ficar tudo bem. Em dois dias estarei de volta pra te dar todo meu amor. – falou Emma beijando a amada.

— Ok. Só promete que volta inteira para mim. – pediu Regina ao fim do beijo.

— Inteirinha só para você. – deu mais um beijo na morena. – Agora eu preciso ir. Te amo.

— Eu também te amo. – disse Regina e viu sua amada sair do quarto.

[SQ]

Desde que chegou em casa, Ruby não conseguia tirar a ruiva da cabeça. Ela até que tentou, mas o sono não veio. Ruby estava parecendo uma adolescente apaixonada e estava de fato, apaixonada pela sua ruiva desde a primeira vez que a viu.

Sabendo que não conseguiria pregar os olhos, ela teve uma ideia que talvez fosse uma das piores no momento, mas pela sua ruiva valeria a pena.

Ela caminhava apressada pelas ruas escuras tentava por em sua cabeça que o que ela estava prestes a fazer era errado, mas seu coração dizia exatamente o contrário e em meio a esse dilema ela parou em frente a grande casa onde Zelena morava.

Respirou fundo e sem pensar nas consequencias foi em direção a varanda que sabia ser do quarto da amada. Com cuidado ela girou a maçaneta e para sua sorte estava destrancada.

Ruby entrou sem fazer barulho e deixou um sorriso tomar conta de seus lábios ao ver o quão linda sua ruiva era dormindo. Zelena estava deitada de barriga para cima, com uma mão por cima da barriga e a outra por baixo do travesseiro, tinha a boca levemente entreaberta e os cabelos ruivos espalhados a seu lado.

— Como pode ser tão linda? – sussurrou apenas para si.

Pensou em como acordá-la sem que ela gritasse de medo e a única forma que encontrou foi pondo uma das mãos em sua boca. Assim que o fez a ruiva despertou assustada se debatendo.

— Shiii, calma sou eu. – disse Ruby e a ruiva parou de se debater.

— O que faz aqui? – perguntou Zelena assustada.

— Eu precisava te ver. Desculpe por assusta-la, mas foi a única maneira de evitar seus gritos. – sorriu amavelmente.

— Você é louca. – falou sorrindo.

— Louca por você. – falou Ruby e não se aguentando mais tomou para si aqueles lábios que tanto amava.

Mais uma vez elas se entregaram a um beijo cheio de amor e carinho.

— Deita aqui comigo. – pediu Zelena ao fim do beijo.

— Não posso ruivinha, Emma e eu sairemos em uma hora para um viagem de negócios. – disse Ruby acariciando o rosto de Zelena.

— Só um pouquinho, por favor. – Pediu a ruiva e Ruby não teve como negar esse pedido, na verdade ela estava louca para ter sua ruiva em seus braços.

Zelena afastou o lençol e Ruby se deitou e trouxe o corpo da ruiva para se unir ao seu. Zelena repousou a cabeça no peito de Ruby que fazia carinho em sua costas.

— Para onde vocês irão? – perguntou Zelena.

— Iremos em um povoado onde temos negócios. Mas voltaremos logo. – disse Ruby sentindo a ruiva apertar seu corpo.

— Fico feliz que tenha me procurado antes de partir. – confessou Zelena batendo os dedos no peito de Ruby imitando as batidas do coração da morena.

— Depois de ter provado seus beijos não poderia fazer diferente. – confessou a morena.

— Estou gostando tanto de você Ruby, que fico apavorada com a possibilidade de Rodolfo....

— Ei. – falou Ruby erguendo o rosto de Zelena. – Eu não vou deixar ele te fazer mal.

— Mas o casamento.

— Você não se casará com ele. Confia em mim, ruivinha. – pediu Ruby

— Eu confio. – afirmou Zelena e foi a vez dela beijar a morena.

E ficaram ali distribuindo carinhos e juras de amor até que chegou o momento de Ruby partir.

[SQ]

Assim que terminou seu dejejum, Neal seguiu para o escritório como fazia todos os dias. Ele era um homem dedicado com a fazenda e sempre acordava muito cedo para cumprir seus afazeres.

Ele sentou-se em sua cadeira de frente para a escrivaninha e quando iria continuar a leitura de uns contratos que deixou pela metade na noite anterior percebeu um envelope que não estava ali quando foi dormir.

Neal pegou o envelope e o analisou antes de abri-lo e quando, enfim, decidiu fazê-lo sentiu seu sangue ferver com o conteúdo da carta.

” Caro senhor Nolan.

Devo lhe dizer que sua adorável esposa não é quem pensa.

Essa mulher que o senhor ama incondicionalmente parece não sentir o mesmo pelo senhor.

Pois, enquanto ainda era sua noiva foi amante de uma determinada mulher que sempre brincou com os sentimentos das jovens da cidade.

Sei que talvez ela tenha sido apenas mais uma vitima.

Mas certa vez eu mesmo a vi indo em busca dessa tal mulher e as vi aos beijos.

E o senhor sendo esse homem bom que todos conhecem, sem saber de nada abrigou essa delinquente em sua própria casa.

Sinto muito informá-lo, mas o senhor foi enganado debaixo de seu próprio teto. Pois sei, tenho informações confiáveis que elas sempre se encontram quando sua querida esposa vem ao povoado.

O senhor já deve saber a quem me refiro, mas se ainda estiver na duvida eu serei mais claro.

Sua Querida esposa, Lily Mills e foi e ainda é amante de Emma Swan.

Sinto muito ter que ser eu a lhe dar essa triste noticia, mas não seria justo alguém tão honrado como o senhor ser traído de uma forma tão vil como essa.

Atenciosamente

Um amigo.”

Assim que terminou de ler a carta, Neal tinha os olhos banhados pela ira, pelo ódio e com certeza ele não deixaria isso barato.

O Rapaz tomado pela raiva saiu do escritório com o demônio no corpo gritando a plenos pulmões por Lily.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Prevejo confusão a partir de agora. Comentem.... Até o próximo. Fui.