Amor Selvagem
26 Mau pressentimento.
Notas iniciais
A vida de Lily não estava sendo como ela esperava, pelo menos em partes. Ela tinha dinheiro, roupas e jóias caras, morava na maior e mais próspera fazenda que Storybrooke já viu, porém, faltava algo. Ela não estava se sentindo completa. Neal a bajulava sempre que podia, fazia seus gostos e desejos, mas ela não estava mais suportando ficar perto dele. Ela sabia o que lhe faltava, Emma. Precisava urgentemente ir morar na vila para poder recuperar sua loira.
Ela não suportava ver sua irmã vivendo feliz ao lado de Emma. Sabia que a loira a amava e só precisava fazer Emma lembrar desse amor. E enquanto procurava uma roupa para vestir no lugar de sua camisola ela pensava em um plano para ter Emma de volta a sua vida.
Seus pensamentos são dissipados quando escuta a voz de Neal gritando por ela. Nessa hora Lily sentiu seu corpo todo arrepiar, algo estava errado, seu digníssimo esposo não agiria assim por nada.
A porta é aberta com brutalidade e Lily se retrai no lugar. Neal se aproxima dela lentamente e segura seu braço com força.
— O que está acontecendo? – pergunta Lily assustada.
— O que é isso? – pergunta ele lhe entregando a carta, mas sem soltar seu braço.
Assustada Lily pega o papel com a mão livre e após ler um trecho da carta arregala os olhos.
— Isso é mentira! – diz ela tremula.
— E por que está tremendo? – pergunta Neal entre dentes.
— É que... você está me assustando. – fala e Neal pega novamente a carta.
— Rogue a Deus que realmente se trate de uma mentira. – diz o rapaz e sai feito um furacão do quarto.
Assim que marido sai ela também sai correndo em direção ao quarto da mãe. Isso não poderia acontecer, não agora.
Segundo depois ela entra no quarto de Cora que estava arrumando suas coisas. E assim que a senhora vê a filha desesperada percebe que algo muito sério aconteceu.
— O que foi filha? – perguntou Cora deixando algumas roupas em cima da cama.
— Neal descobriu tudo mamãe.
— Tudo o que? – perguntou Cora torcendo para que não fosse o que ela estava pensando.
— Sobre Emma!
— Não. – sussurrou Cora. – Mas como? – perguntou após alguns segundos.
— Alguém lhe mandou uma carta. – falou Lily e Cora pôs a mão sobre a boca sem acreditar.
— Fique aqui! – ordenou Cora e saiu em busca de Sofia.
Ela procurou por toda a casa e não a encontrou. Sem saber o que fazer voltou para o quarto tomada pelo desespero. Assim que entrou o cômodo Lily foi em sua direção.
— Sua tia não está em casa!
— Tem que negar, mamãe... dizer que é mentira, uma invenção para me prejudicar! – insistiu Lily nervosa.
— Mas quem mandou essa carta?
— Não sei, não li tudo. Só consegui ler até a parte em que falava sobre eu e Emma.
— Meu deus! Eu sabia que isso cedo ou tarde iria acontecer. – afirmou Cora com medo.
— Mas se dissermos que é uma calúnia?
— E se ele não acreditar em você? E se começar a investigar e fazer perguntas? – perguntava Cora tomada pelo desespero.
— Isso não pode acontecer, mamãe! Não pode! – falou Lily chorando e foi para seu quarto sendo seguida pela mãe.
[SQ]
Neal saiu do quarto fervendo de raiva. Isso tinha que ser mentira. Lily não seria capaz de fazer isso com ele. Ela não podia ser tão baixa. Mas se tinha alguém que poderia lhe dar respostas seria Killian. Ela quem levava as correspondências para o escritório, ele quem ficava de olho em tudo o que acontecia na fazenda.
E assim Neal seguiu direto para a casa do empregado e entrou sem ao menos bater.
— Quem te deu essa carta? – perguntou Neal assustando Killian. – QUEM? – gritou quando seu empregado ficou calado.
— Foi um garoto.
— Quem é esse garoto?
— Não sei patrão, me disse que um amigo lhe enviou, e foi embora sem dizer mais nada.
— Você a leu? – perguntou Neal e Killian mais uma ficou em silencio. – LEU!
— Sim, patrão. Mas só para saber se não era nenhuma intriga. – tentou amenizar sua falta.
— E é verdade o que está aqui?
— Sim, patrão. – confessou e Neal baixou a cabeça sentindo o coração doer.
— E como você sabe?
— Bem, um dia ouvi uma conversa entre a senhora e Emma. A senhora lhe dizia que não era necessário que fugissem juntas. Que como a senhora Regina ia se casar... depois a patroa iria ao povoado para que dona Cora não ficasse sozinha e assim poderiam se ver quantas vezes quisessem.
— E quando foi isso?
— Pouco antes que nos dissessem que Emma era sua irmã.
— E por que você não me disse nada? – perguntou Neal segurando Killian pela camisa.
— É que... fiquei com medo de dona Sofia se zangasse comigo. – falou Killian assustado, nunca vira seu patrão com tanta raiva.
— Minha mãe sabia? – perguntou soltando Killian.
— Eu acho que sim. Antes ela não queria que soubesse que Emma e sua meia irmã, e depois lhe deu até seu sobrenome. Para mim Emma a ameaçou contar sobre ela e a sua senhora. – após ouvir essa ultima parte Neal saiu devastado da casa de Killian.
Assim que fechou a porta parou por alguns segundos tentando segurar as lágrimas que teimavam em querer sair. Como ele pode ter sido tão... tão cego? Mas isso não ficaria assim. Elas iam pagar por tê-lo feito de idiota e primeira seria Lily.
Ele respirou fundo afastando as lágrimas e em seguida seguiu rápido para casa. Assim que entrou a residência correu para o quarto. Assim que se aproximou do quarto ouviu a voz de Lily e sua ira aumentou. Ele entrou feito um louco e encontrou Cora e Lily que estava em pé ao lado da cama. Sem perder tempo ele avançou em direção a esposa e agarrando com as duas mãos no pescoço a jogou na cama e ficou por cima apertando cada vez mais as mãos no pescoço de Lily que já tinha dificuldade de respirar.
— Perdida Infeliz! – disse ele fora de si.
— Neal, pare por favor. Assim vai matá-la. – pedia Cora desesperada.
— MALDITA TRAIDORA! POR ISSO QUERIA IR PARA O POVOADO. PARA SE ENCONTRAR COM ELA! – gritava sem soltar a garota que já estava perdendo as forças.
— PARE, NEAL. ALGUÉM AJUDE! — gritava Cora.
Nesse momento entra no quarto Sofia e Gold que escutaram os gritos.
— NEAL! – gritou Sofia vendo a situação.
Gold correu para o amigo e começou a puxá-lo para que ele largasse Lily.
— Solte-me! Eu vou matá-la. – dizia Neal quando Gold o segurava ao lado da cama.
Lily tossia tentando achar o ar enquanto as lágrimas desciam sem parar.
— Está louco? – perguntou Sofia de frente para o filho.
— Você sabia! – disse ele com raiva para a mãe. – Todos vocês sabiam! – Eu juro que aquela cachorra e você vão me pagar! – ameaçou e saiu batendo a porta.
— Me diga o que ouve Cora, o que aconteceu? – perguntou Sofia.
Nesse momento Gold pegou a carta no chão e após ler o conteúdo baixou a cabeça e estendeu o papel para que Sofia o pegasse.
— Você admitiu, Estúpida? – perguntou Sofia com raiva.
— Nem sequer me deixou falar! – disse Lily com dificuldade.
— Ele chegou como um demônio, Sofia! Nem nos deu tempo de dizer nada! – disse Cora.
Sofia negou com a cabeça e saiu do quarto. Gold estava indo atrás dela quando Lily o chamou.
— Gold, ajude-me, por favor! – pediu Lily chorando.
— Farei o que puder! – disse o rapaz e saiu atrás de Sofia.
Assim que Gold alcançou Sofia, Gold segurou em seu braço fazendo ela interromper seu trajeto até o escritório.
— O que vai fazer? – perguntou ele.
— Falar com ele. Tentar convencê-lo que isso tudo não passa de uma mentira.
— tenha cuidado. Ele está muito alterado. Pense bem no que vai falar para ele não te culpar por ter escondido isso dele.
— Mas eu vou negar! Não podemos permitir que ele acredite que Lily o enganou. Não quero que ele vá enfrentar Emma que é uma bandida acostumada a brigas. Preciso falar com ele agora! – dito isso seguiu para o escritório.
[SQ]
Regina estava em seu quarto inquieta. Desde que Emma saiu de viagem ela está sentindo uma angustia enorme. Mesmo Emma lhe garantindo que essa viagem é tranqüila, que ela já fez viagens assim muitas vezes, mesmo assim ela não conseguia se acalmar. Algo estava prestes a acontecer e ela sentia isso.
Príncipe estava deitado em sua cama e sorrindo a morena sentou-se a seu lado. O filhotinho, como se conseguisse sentir a inquietação de sua dona se arrastou para se colo e esfregou a cabeça na barriga de Regina que começou a lhe fazer carinho.
— Meu amor. Será que a nossa loira está bem? – perguntou e o filhotinho latiu em resposta. – É, deve ser saudades. – disse e pegou Príncipe e começou a distribuir beijos em sua cabeça.
— Que família linda essa. – disse Zelena sorrindo da porta.
— Zel. – falou Regina sorrindo.
Zelena foi a seu encontro e sentou-se a seu lado na cama fazendo carinho em príncipe que balançava a calda de felicidade.
— Como você está? – perguntou Regina.
— Estou bem. E você que carinha é essa? – perguntou Zelena segurando a mão de Regina.
— É que... desde que Emma partiu para essa viagem eu estou com um mau pressentimento.
— Não deve ser nada. É só preocupação amiga. – disse Zelena apertando a mão da amiga.
— É, desde que nos acertamos não teve um dia sequer em que ficamos separadas. – falou sorrindo. – Agora me diz, que rostinho feliz é esse? – perguntou Regina, já que os últimos dias não estão sendo nada felizes para sua amiga.
— Ah! Acho que estou gostando de alguém. – disse Zelena com um lindo sorriso.
— Só espero que não tenham te convencido a gostar daquele traste. – disse Regina com o cenho franzido.
— Vira essa boca para lá! – disse Zelena fazendo o sinal da cruz o que fez Regina gargalhar.
— Agora é sério. Quem é essa pessoa que está ganhando seu coração?
— Você não vai acreditar! – falou e Regina ergueu as sobrancelhas em sinal para que ela continuasse. – A Ruby. – falou e Regina sorriu para ela.
— Eu sabia que existia algo entre vocês.
— Como assim? – perguntou Zelena.
— Ah! Zel. Eu já sabia que Ruby gostava de você. Ela não parava de falar seu nome por ai. E nas poucas vezes em que estiveram juntas você a olhava de um jeito diferente.
— Ah, você só percebeu porque me conhece. Ela é tão carinhosa, se preocupa comigo e me faz tão bem estar perto dela. – disse Zelena com olhar apaixonado.
— Aconteceu alguma coisa entre vocês que eu não sei?
— Ela me beijou. Foi tão... tão mágico. – disse Zelena lembrando das vezes em que teve os beijos de Ruby.
— Pode me contar como foi isso. – pediu Regina animada.
Zelena contou tudo o que aconteceu. No encontro na praia, no beijo, na visita da morena a seu quarto antes de sair em viagem, de como ficaram abraçadinhas em sua cama até que Ruby teve que ir embora.
Durante todo o relato de Zelena, Regina pode perceber o brilho no olhar de sua amiga. E ficou muito feliz por isso. Ruby é uma ótima pessoa e Regina tem certeza que Zelena será muito feliz com ela. Mas também estava preocupada. A situação em que Zelena se encontrava era bastante delicada. Um casamento arranjado com um perigoso. Com certeza elas teriam um caminho longo e árduo a seguir, mas ela faria de tudo para ajudar esse novo casal.
Elas ficaram a manhã conversando e pensando em uma maneira de tirar Zelena dessa enrascada.
[SQ]
Sofia entrou no escritório e encontrou Neal sentado em uma poltrona no canto do escritório. Ele tinha um copo de uísque nas mãos e os olhos fechados. Sofia sentiu pena do filho, ele não merecia passar por isso.
— Filho, acho que se precipitou. – disse ela indo em sua direção, mas ele deixou copo em uma mesinha e se afastou da mãe.
— por que não me disse? – perguntou ele com a voz baixa. – Por que permitiu que eu me casasse com esse lixo?
— o que está escrito aqui não é verdade, filho.
— JÁ CHEGA! – gritou ele se virando para a mãe. – Acha que sou estúpido? Fui um imbecil, eu sei. Um cego, um ingênuo. Mas você? Como pode fazer isso comigo? Seu próprio filho? – perguntou magoado.
— Está enganado. – insistiu.
— Mamãe! – interrompeu ele fechando os olhos. – Por que não percebi antes? Se tudo estava diante de mim. Seu ódio por Lily. A insistência dessa qualquer de ir ao povoado. Por isso deu nosso sobrenome a essa bastarda, não é? Por que te ameaçou em me contar.
— Está imaginando coisas. – tentou mais uma vez Sofia.
— Não estou imaginando nada. E eu...que dei a ela meu apoio, que a procurei, que lhe dei minha mão de amigo, de irmão. – dizia Neal amargurado. – E ela rindo, zombando.... me apunhalando pelas costas!
— Por favor se acalme. Está lhe fazendo mais mal. – pediu Sofia vendo a tristeza e a raiva nos olhos de seu filho.
— Sim, estou ficando louco! De raiva, de frustração, de dor! – falou ele de punhos cerrados. – Todos me enganaram! Por que se calou? Porque? Por que permitiu que zombassem de mim assim? – continuou com as perguntas e Sofia não tinha mais forças para lhe negar a verdade.
— Tive medo que se enfrentassem e ela lhe ferisse gravemente ou lhe matasse! – confessou.
— Melhor morto que viver com essa vergonha, com essa raiva que me sufoca.... Mas isso não vai ficar assim. – disse ele indo em direção a sua mesa e pegando uma pistola em sua gaveta.
— Neal, por favor! O que vai fazer? – perguntou assim que viu ele por a arma na calça. – Não seja louco! Neal, o que você pretende? – falava mais Neal saiu do escritório sem se importar com as palavras da mãe. – NEAL! – gritou do alto da escada vendo seu filho sair rápido.
— O que aconteceu Sofia? – perguntou Gold.
— Não pude detê-lo! Ele está com a pistola, alcance-o por favor! – pediu Sofia e Gold saiu correndo atrás do amigo.
Cora que estava nervosa por respostas, foi para sala quando ouviu os gritos.
— Sofia, o que aconteceu?
— Malditas! – disse Sofia descendo as escadas. – Se alguma coisa acontecer a meu filho eu acabo com vocês. Quero vocês duas fora da minha casa. Vá! – disse e Cora saiu para o quarto.
Contou para Lily sobre a ordem de Sofia e Lily logo tratou de ir arrumar as coisas. O que temia já havia acontecido mesmo, não precisava ficar mais naquela fazenda e agora poderia recuperar o amor de Emma.
[SQ]
Neal chegou a casa de Emma bateu na porta com certo desespero. Ele não via a hora de acabar com Emma. Após mais algumas batidas insistentes Mary abriu a porta e teve o corpo empurrado por Neal que entrou sem permissão.
— Chame a Emma. – ordenou.
— Eu não recebo ordens suas! – respondeu Mary e só não levou um tapa por que Regina chegou acompanhada de Zelena segurando seu braço.
— Neal! O que aconteceu? – perguntou Regina ficando entre ele e Mary.
— Onde está Emma? – perguntou ele se afastando de Regina.
— Não está. Saiu em viagem hoje cedo. – respondeu Regina.
— E quando volta?
— Para que quer saber? Você está muito alterado. Diga o que está acontecendo? – pediu Regina.
— Eu já sei tudo! Sei que a sem vergonha da minha esposa é amante de Emma.
— Mas é claro que não! – disse Regina elevando a voz.
— Chega de mentiras Regina! – gritou ele. – Eu sei de tudo. TUDO! – gritou indo em direção a Regina, mas Zelena ficou na frente dele.
— Acalme-se ou mandarei que o tirem daqui. – disse Zelena e ele recuou.
— Não foi assim! – disse Regina assustada, sem saber o que poderia acontecer agora que a verdade foi revelada.
— E você aceitou o casamento para proteger sua irmã, para contribuir com o engano! – continuou falando alterado.
— Te juro que não foi assim! – falou a morena.
— Claro que foi! E todos vocês se calaram! Todos conspiraram pelas minhas costas! Incluindo minha mãe. Que pagou com nosso sobrenome o silencio dessa bandida!
— Emma não é bandida! E essa não é sua casa para você gritar aqui! – gritou Mary e mais uma vez Neal foi para cima dela.
— Por favor, Neal. – pediu Regina segurando o rapaz. – peço que se acalme. E você Mary, vá para cozinha. – disse e olhou para Zelena. – por favor Zel, vá com ela.
— Tem certeza? – perguntou Zelena preocupada, mas atendeu o pedido da amiga assim que ela assentiu.
Após as duas saírem Regina voltou sua atenção a Neal que estava com raiva e andava de um lado para o outro.
— por favor, Neal. Te suplico que recupere a serenidade.
— A serenidade não irei recuperar nunca. – disse ele cansado. – Nem depois de haver matado essa traidora. Por que vou matá-la, Regina. Juro que vou matá-la. – falou encarando a morena.
— Não vai matá-la, como ela não matou você. – Disse Regina nervosa.
— A mim? E por que iria me matar se eu sou o ofendido? – perguntou ele sem entender.
— Ela também foi enganada! Por favor, deixe-me lhe contar. Emma não tem culpa de nada. Lily havia lhe prometido, havia jurado se casar com ela.
— Como ia fazer isso se era minha noiva? – perguntou ele elevando a voz.
— Pois foi assim! Ainda que lhe doa, ainda que resista em acreditar! Ela soube no dia do seu casamento, quando voltou de sua viagem. Estava desesperada, ferida, furiosa. – Regina tentava explicar.
— Então porque não me disse? Por que fingiu ser minha amiga? Até aceitou o trabalho que lhe ofereci. Para ficar junto a ela, para me desonrar debaixo do meu próprio teto!
— Isso não aconteceu, eu te juro. – falou Regina emocionada. – Eu estava sempre atenta.
— Por Deus! Não posso acreditar! – disse ele furioso. – Não posso acreditar que fizeram isso comigo. Por que ninguém me disse? E essa infeliz, se chegou tão furiosa e ferida, porque não me enfrentou como deveria?
— Ela queria, mas eu lhe roguei, lhe supliquei que não o fizesse! Quase me arrastei diante dela, Neal.
— Deveria ter deixado, para matá-la como a cachorra que é. – falou ele entre dentes.
— Está dizendo o mesmo que ela disse.
— Por que se calou, Regina? Até posso entender minha mãe e sua ânsia em me proteger. Mas você...
— Eu também tinha medo que algo te acontecesse. Não queria que sofresse. Lily havia me garantido que o assunto com Emma estava acabado. E você estava tão apaixonado... tão feliz... Não era justo que destruíssem sua vida. – confessou Regina não querendo mais mentiras em sua vida.
— Deveria ter me dito, por raiva, por despeito.
— Por que? Nunca senti isso por você.
— Fui tão cego, Regina. Tão estúpido. – disse ele mais calmo, melancólico. – Por que não foi você a primeira que vi? E minha mãe me disse: “espere, não se precipite, conheça a Regina antes”, mas fui tão idiota, tão teimoso. E até fui capaz de casá-la com essa cobra.
— Não diga isso! – pede Regina não gostando da forma que Neal se referiu a sua loira.
— Sim, é uma cobra que se aproveitou de você. Do amor que tinha por mim.
— Não Neal! Está entendendo mal as coisas.
— Não! – disse ela se enraivecendo novamente. – Agora eu compreendo tudo perfeitamente. Admitiu estar apaixonada por Emma para que eu não suspeitasse de Lily. E chegou ao extremo de sacrificar-se em um casamento que a repugna. Que te enche de vergonha.
— Não, Neal! Não! – falou Regina em desespero por Neal está entendendo tudo errado.
— Por mim. Pelo amor tão grande que tem por mim. – continuou ele sem dar importância ao que Regina falava.
— Não, isso não é verdade! Eu amo a minha esposa! Eu amo a Emma. – falou Regina emocionada.
— Não é verdade! Você ama a mim! É a única verdade que a sem vergonha da sua irmã disse.
— Neal, me escute. Te amei muito, admito. Mas agora não! Agora eu amo a Emma. Eu a amo com todas as minhas forças, eu juro!
— Entendo muito bem porque diz isso. Porque és pura, nobre.Incapaz de faltar com os votos do casamento. – diz e Regina nega com a cabeça em desespero. – Ela não merece nada, Regina.
— NÃO! – gritou Regina tentando fazer Neal voltar a realidade e a escutar. – Ela foi uma vitima, igual a você.
— Vitima coisa nenhuma... Por que tirou todos os proveitos. Conseguiu um sobrenome que não merece, uma esposa pura, limpa e honrada. Mas eu vou te libertar dessa mulher.
— Não, Neal! Por favor, me escute! – suplicava Regina. – Eu amo a Emma! É com ela que quero ficar. Eu a amo com todas as minhas forças. Daria minha vida por ela!
— Você já lhe deu sua vida, sacrificou-se por mim. E já chegou o momento de retribuir. Vou te resgatar, eu te juro! – disse essa última parte e saiu sem se importar com Regina lhe chamando.
Quando a porta se fechou Regina caiu em um pranto sôfrego. Ela estava sentindo que algo ruim estava para acontecer e agora sabe o que é. Neal quer matar seu amor, sua Emma e ela tem que fazer alguma coisa.
— Regina o que aconteceu? – perguntou Zelena vindo em seu encontro e a abraçando.
— Neal está fora de si. Ele insiste em se vingar da Emma e disse que iria me livrar dela. O que eu faço, Zel?
— Calma. Daremos um jeito. – disse Zelena abraçada a ela.
Após alguns minutos sendo acalentada pela amiga, Regina teve uma idéia.
— Zel, preciso ir a casa de Don Noel. – disse ela se separando da amiga.
— Eu vou com você.
E assim as duas seguiram para casa do Advogado Mancera, ele deveria saber o que fazer nesse momento.
[SQ]
O coche de Sofia para em frente a casa dos Nolan’s que fica no povoado e Killian vai ao encontro dele.
— Onde está o Neal? Sei que veio com ele? – perguntou Sofia.
— Está na casa da Swan.
— Ele já a encontrou? – perguntou aflita.
— Não. Ela viajou nessa madrugada e só volta em alguns dias. – respondeu Killian.
— Graças a Deus! – disse Sofia e entrou na residência sendo seguida por Gold que veio junto da fazenda.
Assim que adentraram a propriedade, Gold fez com que Sofia se sentasse e lhe serviu uma dose de conhaque.
— Irá lhe acalmar. – disse ele dando o copo a ela.
— És tão atento, tem sido um verdadeiro apoio para mim. – disse Sofia pegando o copo da bebida.
— Faço por que te amo, nada mais. – disse ele sorrindo. – temos sorte que Emma não esteja, agora temos que encontrar uma maneira de tranquilizar Neal.
— Mas como? Se está furioso!
— Temos tempo. Daremos um jeito. – disse ele calmo.
— Não entendo como pode estar tão tranqüilo.
— É a única maneira para que a cabeça funcione como se deve. – diz ele pondo a mão no ombro de Sofia, mas a retira assim que escutam a porta ser aberta.
— Por que não ficaram na fazenda? – pergunta Neal que acabara de entrar.
— Como por que? Se estávamos mortos de medo por você! – disse Sofia.
— Medo por que? Acham que sou um inútil? Um covarde que não sabe enfrentar alguém de igual para igual? – perguntou Neal irritado.
— Não é igual, ela é uma delinqüente, uma bruta. – disse Sofia assustada.
— Não se esqueça que fui militar, mãe. Sei muito bem como manusear uma arma e muito bem.
— Mas de todos os modos para que ser expor... – falava Gold, mas foi interrompido.
— Você não se meta! – disse Neal.
— Neal, por favor! – pediu Sofia.
— E aquela perdida, ficou na fazendo?
— Não, ela e Cora também vieram. Estão em sua casa. – falou Sofia ficando de pé.
Assim que ouviu essa informação o rapaz saiu as pressas. Ele iria por fim a seu casamento a qualquer custo.
Não demorou muito e ele chegou a casa de Cora e foi recebido por Lily. Sem nem olhar para ela, ele seguiu em direção a sua tia.
— Filho, o que aconteceu? – perguntou Cora.
— Nada, ainda... por que a infeliz saiu de viagem e só volta em alguns dias.
— Neal, entendo que esteja indignado e muito ferido, mas...
— A senhora, tia. – diz ele interrompendo a senhora. – Não tem idéia de como me sinto! E não me interessa explicar. Só vim lhes comunicar minha decisão. Não quero que a perdida que tem por filha, volte a cruzar meu caminho ou de minha mãe. Além do mais, a partir desse momento deixara de usar meu sobrenome, por que como esposa a repudio. E também informo que darei entrada nos tramites do divórcio... Por adultério. – falou Neal e saiu sem nem olhar para traz.
[SQ]
Gold prometeu a Sofia que daria um jeito para que Neal não enfrentasse Emma, mas a idéia que ele teve precisava de sua autorização e de dinheiro e principalmente que Neal não soubesse de nada. Sem questionar qualquer coisa ela aceitou. Ele pediu para que ela fosse descansar um pouco e seguiu para o quartel. Tudo agora dependia de Espinola.
— Posso falar com você? – perguntou Gold entrando na sala do capitão.
— Claro, amigo. Faz tempo que não te vejo. – disse Espinola sorrindo.
— Achou alguma coisa sobre Emma? – foi direto.
— Nada. Aquela infeliz é muito segura com suas coisas.
— Você já deve está sabendo sobre a carta que Neal recebeu. Pois tenho certeza que foi você e seu compadre quem a enviou. Só não consigo entender em que isso pode ajudar.
— Pensei que fosse mais astuto, Gold. – ironizou o capitão.
— Então me explique?
— Diga-me. Quando encontrarmos algo sobre Swan, o que nos garantia a estadia dela aqui? Neal é irmão dela e tenho certeza que a tiraria da prisão como fez da outra vez. – falou e Gold concordou. – Agora, sabendo que ela o enganou ele a tiraria da cadeia? – perguntou sorrindo.
— pelo contrário. Ele quer matá-la. Brilhante idéia capitão. – sorriu Gold.
— O problema é que não encontramos nada ainda.
— Bem, Emma como todo comerciante tem um depósito. Nos poderíamos implantar algumas provas de contrabando, não.
— Poderíamos, mas para isso precisamos de apoio, de dinheiro.
— E se eu lhe disser que Dona Sofia Nolan está a nosso lado e nos dará o que for necessário para isso?
— Ai as coisas mudam de figura.
— Então faça. O mais rápido que puder. Pois tenho certeza que ela voltará assim que souber o que aconteceu e sei que irão avisá-la.
— Considere feito.
Gold saiu do quartel satisfeito e Sofia ficaria muito grato a ele.
[SQ]
Regina havia contado todo o ocorrido a Noel. O advogado ficou preocupado, pois se Neal estava tão fora de si como Regina lhe dissera, as coisas piorariam quando Emma voltasse. Pois conhecia muito bem a afilhada para saber que ela não se esconderia e nem recuaria diante de Neal.
— Temos que avisar a Emma sobre o que está acontecendo. Para ela tomar cuidado quando voltar. – disse Regina aflita.
— Claro filha. Farei isso.
— Estou com tanto medo, Don Noel. O senhor não viu como Neal estava. E o que me deixa mais triste é que Emma não tem culpa de nada. Ela foi mais uma a ser enganada, mais uma vítima.
— Eu sei, Regina. Mas se acalme.
— Como vou me acalmar? Neal está decidido ele não desistirá e a Emma... O senhor a conhece melhor que eu. Ela não irá recuar se ele a atacar.
— Calma, eu irei agora mesmo ao telegrafo do porto mandar uma mensagem para ela.- disse ele.
— Sim. Por favor. Diga a ela que não volte por enquanto, até os ânimos se acalmarem. – pediu Regina.
— Você sabe que quando ela receber a mensagem virá imediatamente ao seu encontro não sabe? – perguntou ele e ela afirmou com os olhos úmidos.
Após mais alguns minutos de conversa, Regina voltou para casa. Zelena já havia ido embora no meio da tarde enquanto Regina conversava com Don Noel.
A morena chegou em casa e foi direto para seu quarto. Não tinha almoçado e mesmo assim estava sem vontade de jantar. Toda essa situação estava sendo difícil demais para ela. Ela só queria viver em paz com o seu amor.
Ela já estava preparada para ir dormir quando escuta batidas na porta. Ao abri-la encontrou Belle segurando uma bandeja.
— Senhora, fiz aquele caldo de galinha que a senhora gosta. – disse a moça sorrindo.
— Obrigada Belle, mas não tenho fome.
— A senhora precisa se alimentar. E depois o que vou dizer para a patroa quando ela chegar.
— Ela te mandou fazer isso não foi? – perguntou Regina.
— Ela pediu que eu cuidasse da senhora. Acho melhor cumprir as ordens não é? – brincou Belle.
— Tudo bem. – disse pegando a bandeja. – Muito obrigada. Boa noite.
— Boa noite, senhora. Se precisar é só me chamar. – dito isso a moça foi embora.
Regina fechou a porta e sorriu com a bandeja nas mãos. Emma sempre tão preocupada, tão carinhosa.
— Você é perfeita meu amor. – disse Regina lembrando do sorriso de sua loira. – Eu desejo de todo coração que esteja bem.
Regina Resolveu tomar o caldo que Belle lhe fez e em seguida deitou tentando dormir um pouco.
[SQ]
O sol já estava nascendo quando o Cisne Negro ancorou no porto da pequena cidade de Cisco. Emma foi falar com o fornecedor enquanto Ruby estava organizando a tripulação para carregar o barco.
Emma se juntou a eles para agilizar o trabalho, quando um rapaz chegou lhe informando que havia uma mensagem para ela no telegrafo do porto. Ela chamou Ruby para acompanhá-la e foram conversando sobre o que poderia estar acontecendo em Storybrooke, a primeira coisa que Emma pensou foi que algo poderia ter acontecido a sua morena. Ruby pedia para que ela se acalmasse, mas a loira não esquecia do mal pressentimento de sua amada e se algo tivesse acontecido a ela não se perdoaria por tê-la deixado.
— Sou Emma Nolan, disseram que tem uma mensagem para mim. – disse Emma assim que entrou na pequena sala.
— Sim, senhora. Aqui está. – disse o rapaz entregando um papel a ela.
Emma pegou o papel e o leu. Olhou para Ruby e voltou os olhos para o papel.
— O que foi mulher? – perguntou Ruby.
— Tenho que voltar imediatamente para Storybrooke. – disse Emma e sai as pressas.
— Espera Emma. Ainda vai demorar para carregar o barco. – falou Ruby segurando o braço da loira.
— Eu sei. Por isso mesmo que vou a cavalo. Por terra é mais rápido.
— Mas Emma, é quase um dia de viagem.
— Eu sei. Mas tenho que ir.
— Ok! Consiga os cavalos que vou dizer a Tomás para terminar de carregar o cisne e o leve de volta para Storybrooke. – disse Ruby. E percebendo que Emma iria falar algo ela se antecipou. – Eu vou com você e não adianta reclamar. – E assim foi feito.
[SQ]
Regina levantou cedo. Não conseguiu dormir direito, estava muito preocupada para ter sono. Mais uma vez Belle a fez se alimentar. Após a refeição ela foi com Henry a casa de Noel, mas não o encontrou. Então decidiu voltar para casa, assim que chegou encontrou o advogado em sua sala.
— Don Noel, acabei de vir da sua casa. – disse ela indo sentar-se em frente ao advogado.
— Eu fui falar com Neal. – disse ele e soltou uma respiração pesada.
— E então?
— Não consegui muita coisa. Ela ainda está muito alterado. Disse que vai matá-la e lhe tirar o sobrenome.
— Tirar o sobrenome? – perguntou Regina sem entender. – isso é possível?
— Só demonstrando que não é filho de David e não creio que se atrevam a tanto.
— Mas se pode fazer?
— Filha, quando se tem dinheiro, relações, pode convencer, subornar. – disse e Regina fechou os olhos assustada. – Não, não se angustie. O problema é que Neal está transtornado e não sabe o que diz.
— O senhor acha que Emma já recebeu o telegrama?
— Suponho que sim.
— O senhor explicou a situação? Disse que é melhor que se mantenha afastado?
— Sim, filha. Mas também acho que ela já deve estar voltando. – foi sincero.
Quando Noel foi embora, Regina voltou para seu quarto. Continuava angustiada, ela pedia para Emma estar bem, pois seu coração continuava apertado. Mais uma vez Belle lhe levou o almoço no quarto, porém dessa vez ela não tocou na comida. Essa angustia estava lhe matando e sem perceber já estava chorando. Ela então olhou para seu altar no canto do quarto e se ajoelhou diante de sua santinha e se pôs a rezar, a pedir que sua amada estivesse segura. Pedia com afinco, com toda fé possuía para que Deus protegesse sua amada. E lá ficou por toda a tarde, só interrompeu suas orações quando sentiu os joelhos doerem.
[SQ]
Noel que sabia que Emma não ficaria parada após receber o telegrama, combinou com Tomy de ir esperar Emma no meio do caminho. A tarde um dos funcionários de da taberna havia escutado que tinha guardas no porto e espalhados pela cidade e o advogado tinha certeza que isso tudo era por causa de Emma. Com certeza Sofia ou Espinola estavam armando algo para a loira.
No inicio da noite ele e Tomy seguiram com uma carroça para esperar a loira. Durante o trajeto encontraram alguns soldados, estavam tão nervosos que nem perceberam que estavam próximo ao deposito de Emma. E eles nem imaginavam que eles estavam ali para dar cobertura a Espinola que nesse exato momento estava plantando o contrabando para incriminar a loira. Chegaram a um ponto afastado da cidade e pararam.
— Se ela tem pressa em chegar, tem que passar por aqui. – disse Tomy.
— Acha mesmo que esses soldados estavam ai por ela? – perguntou Noel desconfiado.
— Com certeza estão esperando alguém que está indo para Storybrooke. – disse Tomy.
— Isso mesmo, se fosse uma operação qualquer estavam revistando todos e nem sequer nos pararam.
— Mas se Emma não fez nada de mal.
— Talvez eu esteja imaginando coisas, mas em situações como essa, nenhuma precaução é desnecessária. – disse Noel. – Está ouvindo? – perguntou Noel olhando para frente.
— O que?
— Escute, está vindo alguém. Faça sinal para que pare. – pediu o advogado.
— Mas se não for ela?
— Não importa homem. – Ordenou Noel e Tomy começou a fazer sinal.
Segundos depois Emma e Ruby apareceram em seus cavalos.
— Emma! – gritaram os dois e Elas pararam em frente a carroça.
— o que fazem aqui? – perguntou Emma.
Eles contaram a elas suas suspeitas e acharam conveniente que elas se escondessem dentro da carroça por baixo de algumas caixas. Tudo pronto e eles seguiram de volta a cidade. Quando estavam passando perto dos soldados um deles fez sinal para que parassem e assim fizeram.
— Qual o problema cabo? A quem procuram? – perguntou Noel.
— Ah! São vocês! Passem! – ordenou o soldado e Tomy pôs os cavalos em movimento novamente.
Seguiram sem parar até que chegaram em um lugar um pouco afastado da casa da loira. E como haviam previsto, a cidade estava cheia de soldados.
— Tome cuidado, filha. – disse Noel assim que Emma desceu.
— Tomarei padrinho.
— Iremos para sua casa com o pretexto de Tomy deixar algumas caixas por lá, só para ficarmos de olho. – Emma assentiu e seguiu cautelosamente.
Ela imaginava que a frente de sua casa estava sendo vigiada, por tudo o que seu padrinho havia lhe dito e por isso ela foi por trás da propriedade e com certa dificuldade pulou o muro. E se escondendo pelas sombras conseguiu enfim entrar em sua casa. E a primeira coisa que fez foi correr para seu quarto, a necessidade de ver sua amada era tamanha. Assim que adentrou o cômodo encontrou Regina de pé em frente a janela.
— Emma! – disse Regina e se jogou nos braços da amada a abraçando forte.
— Meu amor! – disse a loira capturando os lábios carnudos que tanto ama.
— Por que voltou! Não deveria fazer isso, tem que voltar imediatamente. – disse Regina angustiada.
— Não.
— Neal já descobriu tudo.
— Sim, eu sei. – disse Emma acariciando o rosto da amada. – Meu padrinho e Tomy estavam me esperando fora do povoado e me contaram tudo.
— É que Neal está feito um louco e eu não quero que se enfrentem. – disse Regina nervosa. – Não quero que te aconteça nada, meu amor! E nem que faça nado com Neal, vocês são irmãos.
— Não se preocupe. Eu só vou falar com ele.
— Ele não vai te escutar, ele quer matá-la, por Deus!
— Terá que me ouvir. – disse Emma segurando Regina pelos ombros. – Vou lhe explicar como aconteceram as coisas.
— Eu já falei, Don Noel também, mas ele não escuta, amor. Você tem que ir embora! Por favor meu amor, vamos juntos eu te imploro! – pediu chorando.
— Eu não vou fugir, Regina. Eu não fiz nada para fugir.
— Ele não vai te ouvir!
— Tenha confiança em mim!
— Eu te imploro! – suplicou Regina sentindo seu peito apertado mais uma vez.
— Não Regina. Se eu for estarei admitindo que cometi algum erro e você sabe muito bem que não foi assim! – disse Emma segurando o rosto da morena com carinho. – Vai ficar tudo bem.
— Por favor minha vida! – pediu mais uma vez chorando e Emma a abraçou.
— Fugir é contra minha maneira de pensar. Eu lamentaria por toda minha vida.
— Eu estou com medo. – confessou Regina com o rosto no pescoço da loira. – Se acontecer alguma coisa com você eu sei que não poderia viver. – disse Regina apertando a camisa da loira.
— Ei. – chamou Emma a afastando para olhá-la nos olhos.
— Eu te amo Emma. Só você me importa nessa vida. – a loira passou os dedos secando as lágrimas de Regina e em seguida a beijou.
— Eu te amo, meu amor. Te amo mais que tudo. – disse Emma ao fim do beijo.
— “Parado ai, não se mova” – escutaram alguém gritar.
— O que está acontecendo? – perguntou Regina assustada.
— “ Me solta” — Escutaram mais uma vez.
— Ruby. – disse Emma pegando sua pistola.
— O que vai fazer Emma? – perguntou Regina em desespero vendo a loira com a arma.
— Fique aqui. – pediu Emma e saiu correndo, mas Regina não a escutou e foi atrás.
Emma chegou a sala e escutou tiros.
— Não saia, por favor, Emma.
— Volte para o quarto.
— Amor, não vá por favor. – pediu Regina, mas Emma já estava saindo e mais uma vez Regina a seguiu.
Lá fora estava Ruby e Noel lutando contra os soldados. Emma tentou se juntar a eles, mas o portão estava fechado e quando olhou para frente viu um soldado lhe apontando a arma e atirou primeiro. Mas logo em seguida outro disparo foi ouvido e a loira sentiu um impacto em sua cabeça e lentamente seu corpo foi deslizando para o chão enquanto ia perdendo os sentidos.
— EMMA! – Gritou Regina correndo em sua direção.
A morena se jogou ao chão e abraçou o corpo imóvel da loira.
— Não, não, amor fala comigo. – pedia chorando. – Abre os olhos, por favor, meu amor. Não, não, não. – repetia enquanto balançava o corpo da amada que não tinha nenhuma reação.
— EMMA!
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