Amor Selvagem

27 Ela é inocente!


Notas iniciais
Olá pessoal..... olha mais um capitulo quentinho para vocês. Espero que gostem.... Boa Leitura.

Regina estava inquieta no quartel. Desde que os soldados trouxeram Emma, a morena não teve nenhuma noticias sobre ela. O que mais lhe destruía era não saber se sua esposa estava bem. Emma foi tirada de seus braços desacordada e o ferimento em sua cabeça sangrava bastante.

Mesmo com seus apelos para acompanhar sua loira, os soldados não permitiram que ela se aproximasse e levou Emma para uma das celas sem dar nenhuma explicação, afinal, para Regina ela não fez nada de errado para estar em uma prisão. O que Emma precisava no momento era de um médico e nem isso lhe foi permitido.

Ela havia pedido tanto a sua esposa que fossem embora, implorou para que partissem imediatamente, mas Emma tinha que ser orgulhosa como sempre.

Regina ainda andava de um lado para o outro segurando as lágrimas que teimavam em querer sair, quando um dos soldados subia as escadas que davam acesso as celas que ficava abaixo do quartel.

— O capitão Espinola já chegou? – pergunta Regina assim que o soldado terminou de subir as escadas.

— Ainda não, senhora.

— É que eu preciso ver minha esposa, pelo menos saber se ela está bem? – falou Regina angustiada.

— Sinto muito senhora, mas o capitão é o único que pode permitir isso. – afirmou o soldado.

— Por favor... eu peço por tudo que é mais sagrado! – suplicou a morena com os olhos marejados.

— Eu sinto muito senhora. – diz o rapaz se retirando.

— Por favor Belle, vá a casa da minha mãe...

— A senhora vai ficar aqui sozinha?

— Sim. Diga a ela o que houve. Peça para ela ir falar com a tia Sofia e peça a Neal que venha ajudar. – Pediu Regina tomada pelo desespero, mesmo ela julgando que Neal não ajudaria sua loira, mas naquele momento ela recorreria a qualquer pessoa para ver sua esposa.

— Sim senhora. – diz Belle saindo apressada cumprir as ordens.

A garota correu o mais rápido que pode. Ela gostava muito de suas patroas e ver Regina sofrendo daquele jeito lhe cortava o coração.

Em poucos minutos chegou a casa de Cora e assim que relatou tudo o que estava acontecendo a senhora foi o rápido que pode até a casa de Sofia. Lily que também ouviu a conversa foi com Belle para o quartel. Ela não queria que Emma sofresse injustamente e sabia que sua irmã não seria capaz de tirar a loira da cadeia.

[SQ]

Na cela fria e úmida estavam Noel, Ruby e Emma que ainda estava desacordada. Ruby não parava de andar de um lado a outro, estava bastante preocupada com sua amiga.

Os soldados haviam feito um curativo na cabeça de Emma, mas não tiveram nenhum cuidado com ela. Na verdade apenas puseram uma faixa em sua cabeça para que o sangramento diminuísse.

— Tem certeza que só passou de raspão? – perguntou Ruby parando em frente a Noel que estava sentado ao lado de Emma.

— Sim. Mas acontece que ela perdeu muito sangue. – disse o advogado acariciando o rosto de afilhada.

— Que inferno! – gritou Ruby e foi em direção as grades. – GUARDAS! – gritou ela sacudindo as barras de ferro. – NOS DEIXEM SAIR. NÃO FIZEMOS NADA PARA ESTARMOS AQUI! – continuava gritando.

Ruby! Ela está acordando. – disse Noel e a morena correu em direção a Emma.

— Emma, Emma. – chamou Ruby com a mão na lateral do rosto da loira.

Emma abriu os olhos perdida. Lembrava de algumas coisas. De estar com sua esposa, da briga entre os soldados e seus amigos, lembrava de ter ouvido um disparo e depois disso, nada.

— A bala pegou só de raspão, mas você perdeu muito sangue. – disse Noel e Emma o olhou sem entender muito o que dizia, pois sua cabeça doía bastante.

— Onde estamos? – perguntou Emma olhando em volta e Ruby e Noel se olharam.

— Estamos em uma das celas do quartel. – responde Ruby.

— Estamos presos? Por que? – indagou Emma fechando os olhos por conta de uma forte dor na cabeça.

— Não sabemos ainda. Nos jogaram aqui e não falaram nada. – respondeu Noel. – Armaram para nós, isso eu tenho certeza.

— Quem faria isso? – perguntou Emma com dificuldade, pois sua dor de cabeça estava insuportável.

— Posso estar enganado, mas tenho para mim que isso é obra de Sofia e de Gold e claro com a ajude de Espinola. – afirmou o advogado.

— E por que fariam isso? – perguntou Ruby sentando-se em frente a Emma.

— Creio que para evitar um confronto entre você e Neal, pois sabemos muito bem que ele não teria chances. – Concluiu Noel.

— E para salvar aquele infeliz nos trancafiaram aqui... – disse Emma irritada, mas se calou quando uma pontada mais forte atingiu sua cabeça.

— Calma Emma, você precisa descansar. – pediu Ruby preocupada.

[SQ]

Regina estava aflita ainda esperando Espinola chegar, quando Zelena adentra o local apressada.

— Regina! – disse ela abraçando a amiga.

— Zel, o que faz aqui?

— Fiquei sabendo o que aconteceu e vim correndo. É verdade que feriram a Emma? – perguntou a ruiva e Regina teve os olhos inundados.

— Sim. E ainda não me disseram nada sobre o estado dela. – falou Regina se permitindo chorar nos braços da amiga.

— Calma, ela está bem. Emma é forte.

— Ela estava desacordada, Zel. E a arrancaram de meus braços completamente inerte. – A morena apertou sua amiga no abraço.

Nesse momento, Lily chega ao quartel e corre em direção as mulheres que ainda estavam abraçadas.

— Regina! – disse e Regina se separou de Zelena e limpou as lágrimas do rosto. – Mamãe já foi falar com a Sofia. Como Emma está?

— Não sei. Ninguém me falou nada sobre seu estado.

— Droga! Onde está o capitão? – perguntou Lily.

— Estou aqui senhora. Bom dia. – falou ele todo galante para Lily.

— Bom dia. Sou Lily Nolan.

— Sim, já sei... – falou ele sorrindo. – Uma vez tive sorte de vê-la na rua com seu marido, mas nunca imaginei que teria o prazer de conhecê-la pessoalmente. – disse o capitão e Lily sorriu vendo ali uma forma de conseguir ver Emma.

— Venho da parte de meu esposo para saber sobre sua irmã. – disse ela o encarando.

— Ah, sim.

— Minha irmã disse que está ferido. – afirmou a mais nova.

— Sim, mas quando a trouxemos para cá vimos que a bala passou de raspão. – respondeu o capitão e Regina que estava ao lado sorriu aliviada. Pelo menos sua esposa estava bem.

— Senhor, eu sou esposa da Emma eu peço que por favor me deixe vê-la. – pediu Regina se aproximando.

— Infelizmente senhora, isso não será possível. – disse Espinola.

— Como não! Ela é esposa da Emma! – disse Zelena irritada.

— Senhorita. Sei que estão preocupadas, mas já falei que Emma está viva. Porém, não poderá receber visitas.

— Bom dia! – disse Neal entrando.

— Neal. Eles prenderam a Emma. – disse Regina desesperada.

— Sim. Sua mãe me contou.

— E você veio ajudá-la, não é? – perguntou Regina esperançosa.

— Prometo que farei o possível.

— Senhor Nolan. – disse Espinola. – Pensei que não poderia vir, pois, se mandou sua esposa para saber sobre sua irmã. – disse o capitão e Neal olhou para Lily de forma mortal.

— Vim assim que soube. – limitou-se a responder.

— Por favor Neal, peça a ele que me deixe ver minha esposa. – pediu Regina mais uma vez.

— Regina, é melhor voltar para casa. – pediu Neal.

— Mas eu preciso ver a Emma! – falou Regina com os olhos marejados.

— O capitão já falou que ela está bem. – disse ele pegando a mão de Regina. – Vá para casa descansar e assim que sair daqui passarei lá e lhe informarei tudo. – deu um sorriso para a morena.

— Mas...

— Vamos Regina. – pediu Zelena percebendo que não iria adiantar nada ficar ali.

Assim que as mulheres saíram do local, Neal se voltou para o capitão.

— Bem senhor Nolan. Estou as suas ordens. – disse o capitão de forma bajuladora.

— Me conte o que aconteceu. – pediu Neal e se sentou em frente a mesa de Espinola.

— Faz tempo que estávamos a vigiando por conta de suas atividades de contrabando. E agora com essas armas contrabandeadas e o morto... Sua situação é bastante complicada. O senhor entende, não é? – disse o capitão.

— Claro que entendo. – disse Neal se levantando. – Só quero lhe pedir dois favores.

— Pode falar, senhor Nolan.

— Solte o Don Noel. Tenho certeza que ele não participou disso. Ele é um bom Homem.

— Farei imediatamente. E o segundo favor? – perguntou também ficando de pé.

— Com certeza a senhorita Regina Mills pedirá permissão para ver sua esposa. Quero que negue. – falou Neal com raiva.

— Como o senhor quiser. O mesmo serve para sua esposa?

— O que essa mulher fizer não me importa, já não é nada minha. – afirmou Neal e se retirou.

[SQ]

Zelena estava na casa de Regina tentando acalmar a amiga que estava uma pilha de nervos. Regina não aceitava não ver sua esposa. Emma estava ferida e trancada naquele lugar injustamente.

— Calma Regina. Se ficar assim só irá piorar as coisas. – afirmou Zelena segurando a amiga pelo ombro.

— Ela está ferida, Zel. Deve estar sentindo dor, assustada, eu só... só queria abraçá-la e dizer que tudo irá se resolver. – disse Regina chorando.

— Eu sei. Mas também sei que ela quer que você fique calma. Tudo irá se resolver.

— Isso é errado. Emma não fez nada. – disse a morena e Zelena parou. Com tudo o que estava acontecendo havia se esquecido de Ruby.

— Como será que a Ruby está? – perguntou a Ruiva.

— Ela está bem, pelo menos não se feriu. – disse Regina e demonstrou um pequeno sorriso.

Enquanto elas conversavam, Neal chegou. Pediu para falar a sós com Regina e Zelena decidiu ir embora, mas prometeu a Regina que voltaria depois.

— Como está a situação da Emma? – perguntou Regina assim que ficaram a sós.

— Nada boa.

— Por que? Ela não fez nada.

— É uma delinqüente, Regina. Você deve aceitar.

— Não! Ela é uma boa pessoa e você sabe. – disse Regina elevando a voz.

— Não, eu não sei. Você tem que abrir os olhos.

— Eu conheço minha esposa e sei que ela não é assim! Emma veio direto para casa.

— Mas antes levou as armas para seu deposito. – disse Neal perdendo a paciência pelo modo que Regina defendia a loira. – E matou um homem. Está nos registros.

— EU NÃO ADREDITO NISSO! Tenho certeza que não se passa de um engano! – esbravejou ela e Neal a olhou irritado. – Por favor, Neal. Poderia me conseguir a permissão para vê-la? – pediu com a voz mais amena.

— Esqueça essa mulher!

— Não posso, não quero! É minha esposa! – afirmou a morena chorando.

— E se não fosse?

— Para que isso? Emma é minha esposa Neal, eu a amo. Te imploro, por favor...

— Não me peça que alivie sua sorte. Eu queria matá-la, mas Deus ou o destino decidiram que as coisas se dessem dessa maneira, isso não significa que tenha esquecido o que ela me fez. – falou irritado.

— Quantas vezes tenho que dizer que ela não te fez nada? – disse Regina indo em direção ao rapaz.

— Pelo que vejo ela soube te manipular muito bem. – afirmou o rapaz se afastando de Regina. – Até te convenceu que é uma santa. – falou com deboche. – Mas na verdade é uma sem vergonha, uma traidora que se aproveitou de todos nós e acima de tudo, de você.

— Não!...

— De sua nobreza, sua inocência.

— Achei que teria em você um amigo, um apoio. – disse Regina dando as costas derrotada, pois sabia que a única pessoa que poderia ajudá-la não faria nada para isso.

— E você tem, Regina. – disse ele se aproximando dela. – O terá sempre.

— Se é assim, me ajude. – suplicou ela. – Para que Emma saia da prisão.

— Não! O que prefere? Saber que ela está morta ou viva? Ainda que na prisão.

— Nem morta, nem na prisão! EU A QUERO AQUI COMIGO! – gritou e Neal se afastou.

— Isso não vai acontecer. – disse ele indo pegar o chapéu. – Emma nunca voltará com você. Nunca! – esbravejou ele saiu deixando Regina aos prantos no sofá.

[SQ]

Noel foi solto como Neal havia pedido. O advogado conversou com Espinola que o deixou a par sobre as acusações que estavam sendo feitas. Como era de se esperar, enfrentou o capitão insistindo que tudo não passava de uma armação e exigiu ver os documentos e saber quem são as testemunhas do caso.

Assim que o capitão lhe entregou o que foi pedido ele quis ver Emma e o capitão não pode negar,pois Noel seria seu advogado. Sendo assim ele foi levando a cela onde estavam Emma e Ruby.

— O que aconteceu? – perguntou Emma assim que Noel entrou na cela.

— Antes de mais nada, ouça com calma. – pediu Noel e Emma assentiu. – Acontece que nesta madrugada, te viram chegar em seu deposito em uma carroça com um homem.

— Mas isso não é verdade. – disse Emma assustada.

— Sim, sim, me deixe terminar. – pediu o advogado.

— As testemunhas, certamente capangas de Espinola... dizem que você e esse homem colocaram duas caixas no deposito. Começaram a ouvir uma discussão... depois você saiu rápido e se foi levando a carroça. – concluiu o advogado.

— O que tinha nas caixas? – perguntou a loira.

— Esses mesmo sujeitos disseram que assim que você saiu, entraram em seu deposito e viram que nessas caixas haviam fuzis contrabandeados e o homem que estava com você... estava lá com a garganta cortada por uma faca.

— Isso é um absurdo! – exclamou Emma olhando para Ruby que escutava tudo calada. — se depois que encontrei vocês fui direto para minha casa. O senhor não disse isso? – perguntou tentando se levantar, mas sentiu uma tontura e voltou a sentar no chão.

— Mas é claro que eu disse!

— E que horas se supõe que isso aconteceu? – perguntou Ruby.

— As quatro da madrugada.

— Não me lembro que horas cheguei em casa, mas talvez Regina saiba, pois estava acordada. – disse Emma pondo uma das mãos na cabeça.

— Falarei com ela. – disse Noel.

— Essas coisas não são verdade, padrinho! Não tinha nenhuma caixa de armas no armazém, eu juro!. – disse Emma franca.

— Filha, não precisa dizer isso para mim. Eu te conheço. – disse Noel se ajoelhando em sua frente.

— Mas quem é o morto? – perguntou Ruby.

— Ainda não se sabe. Mas certamente um inocente que sacrificaram para por a culpa em Emma.

— Pelos Céus! Como é possível que isso esteja acontecendo? Logo agora que está tudo bem comigo e com a Regina. – falou Emma triste.

— Não se preocupe, filha. Irei analisar bem os documentos. Interrogarei as testemunhas. Também pode ser que alguém tenha visto quando eles colocaram as caixas.

— Foi o Neal, não foi? – perguntou Emma.

— Não, não acho que ele faria isso. Mas tenho quase certeza que Sofia e Gold estejam por trás disso. – afirmou Noel.

— Malditos infelizes! – falou Emma e mais uma vez sua cabeça dou forte e ela teve que fechar os olhos.

— Filha, fique calma, descanse, você precisa se recuperar para podermos resolver isso. – pediu Noel segurando uma das mãos de Emma.

— E a Regina? – perguntou Emma baixo para evitar que sua cabeça doesse mais.

— Eu falei apenas com Espínola, filha.

— Por favor padrinho... explique a ela. Diga que nada disso é verdade. Que sou inocente. Por favor, não permita que ela duvide de mim. – pediu a loira emocionada.

— Tenho certeza que ela, mas que ninguém, sabe de sua inocência. – falou Noel com um sorriso acolhedor e em seguida saiu.

Passou alguns minutos e Emma estava perdida em seus pensamentos, muito quieta e de olhos fechados e Ruby a olhou preocupada.

— Você está bem? – perguntou a morena.

— Estou preocupada com a Regina. – afirmou Emma ainda de olhos fechados. – Tenho medo que a ponham contra mim. – falou e olhou para a amiga.

— Os Nolan?

— Sim. Tenho medo que a convençam que eu sou culpada. Dona Sofia nunca me perdoou por tê-la obrigado a me dar o sobrenome de meu pai. E Neal deve me odiar agora e pode fazer qualquer coisa para se vingar. Até pode tirá-la de mim. – falou essa ultima parte com pesar.

— Não pense nisso. – pediu Ruby pondo uma mão na perna da loira.

— Como não pensar? Certamente fará de tudo para se vingar por tudo que aconteceu com a Lily. E que maneira melhor do que por Regina contra mim?

— Mas ela te ama, Emma.

— Eu sei. Mas se conseguirem convencê-la que fiz isso, tenho certeza que ela nunca mais queira saber de mim. – falou a loira com os olhos marejados.

[SQ]

Regina sai correndo assim que escuta batidas na porta e abre um sorriso ao ver Don Noel.

—Graças a Deus! O que aconteceu, como está a Emma? – perguntou assim que o homem entrou.

— Já está muito melhor. A bala passou de raspão na cabeça, mas já está se recuperando. – disse e Regina pôs a mão na boca com os olhos marejados.

— Já a atenderam?

— Sim. – sorriu. – Me diga uma coisa Regina... que horas Emma chegou em casa ontem?

— Bem. – começou pensativa. – Pouco antes dela entrar no quarto eu olhei o relógio e eram quatro e quinze, mais ou menos. Por que?

— Segundo o relatório, a viram colocar as armas no deposito por volta das quatro horas.

— Viram? – perguntou confusa.

— Bom, é o que eles dizem, mas não é verdade. E você não deve acreditar nisso!

— Claro que eu não acredito. Eu sei que minha Emma seria incapaz de fazer essas coisas. Mas o que está acontecendo então?

— Para mim foi uma armação.

— Mas quem faria isso? – perguntou Regina assustada.

— Eu acho que foi Dona Sofia. – confessou suas suspeitas e Regina o olhou assustada. – Mas não se preocupe com isso. Farei de tudo para tirar Emma de lá. Emma me pediu para lhe dizer que não fez isso, ela está morrendo de medo que você a duvide dela por conta dessas mentiras.

— Isso nunca irá acontecer, Don Noel.

— Por que não foi Vê-la ainda?

— Eu fui. Desde que a levaram eu fiquei naquele quartel implorando para que me deixassem vê-la, mas não deixaram. Até pedi ajuda a Neal, mas ele disse que nunca mais irei ver minha mulher. – falou e começou a chorar.

— Ei. Calma, darei um jeito para poder vê-la. – disse sorrindo para acalmar a morena.

[SQ]

Após sair da casa de Regina, Noel seguiu preocupado com a situação de Emma. Ele sabia que tudo foi uma armação e o pior de tudo é que as pessoas que fizeram isso são muito poderosas e influentes. Quando entre em seu escritório encontra Tomás e Tomy o esperando.

— O que aconteceu? – perguntou Noel estranhando eles ali.

— Embargaram o Cisne Negro. – Afirmou Tomás. – Assim que atracamos a tropa entrou e nos mandou sair. – disse e Noel soltou o ar.

— Vai acontecer o mesmo com a casa, o armazém e o dinheiro que tem no banco. – afirmou o advogado.

— Mas por que? – quis saber Tomy.

— Bem, são embargos precatórios, enquanto procuram evidencias de que toda a fortuna de Emma é produto de contrabando.

— Mas isso não é verdade. – afirma Tomás. — Fizemos isso algumas vezes, mas faz tempo.

— Da última viagem, tem papeis, notas, faturas? – Perguntou Noel.

— Sim. Estão comigo. – Afirmou Tomás.

— Pegue tudo e traga para mim. Irei colocar no processo e também temos que conversar com as pessoas, saber se alguém viu quando colocaram as armas no deposito. – dizia Noel e eles concordavam.

— O senhor acha que vão condená-las? – perguntou Tomy preocupado.

— A Ruby sairá logo, não tem nada contra ela. Agora a Emma... tem uma situação mais complicada. Mas temos que procurar as provas e esperar que o novo juiz que está para chegar seja honesto e não se deixe influenciar pelos poderosos.

[SQ]

Dois dias haviam se passado desde que Emma e Ruby foram presas. A loira melhorava a cada dia. Mas seu coração parecia morrer a cada minuto. Não suportava ficar ali, trancada e longe de sua esposa. Sentia falta dos abraços, dos beijos, dos cuidados. Tudo o que ela queria era ver o sorriso de Regina para assim saber que tudo ficaria bem.

Quem poderia imaginar que Emma Swan amaria de tal forma? A mulher forte e decidida estava agora a mercê de uma mulher, mas não era qualquer mulher. Se tratava de Regina Mills, a morena mais doce, carinhosa e delicada que já cruzou seu caminho. A mulher que passou a tomar conta de seu coração de uma forma nunca imaginada.

Emma andava de um lado a outro inquieta. Tinha que encontrar uma maneira de sair dali o mais rápido possível. Sentia que sua morena estava precisando dela.

— Se continuar assim vai fazer um buraco no chão. – disse Ruby.

— Temos que sair daqui.

— Mas como?

— Não sei. Podemos conseguir ajuda do senhor que nos trás a comida. – afirmou Emma parando em frente a amiga.

— Emma, é perigoso. Esse quartel tem muitos soldados.

— Eu sei, Ruby! Mas não posso ficar mais aqui. Tenho que voltar para Regina. Ela deve estar sofrendo muito, preocupada. – falou a loira triste.

— Eu sei minha amiga. Mas não podemos fazer nada arriscado. – disse e Emma olhou para o chão.

— Eu tenho medo de eles estarem fazendo a cabeça dela. – falou com pesar.

— Eu já disse que Regina te ama e nada nem ninguém mudará isso. – falou Ruby pondo a mão no ombro de Emma.

— Então por que ainda não veio me ver? – perguntou Emma com os olhos marejados.

— Isso deve ter uma boa explicação. – disse Ruby sorrindo.

A conversa das duas foi interrompida por um guarda que anunciou uma visita. Emma na esperança de ser sua morena foi correndo para perto das grades, mas parou centímetros antes de alcançá-las.

— Neal! – disse Emma séria.

— Finalmente nos encaramos depois de tudo. – falou Neal.

— Sim.

— Confesso que minha vontade era ter te encontrado em outro lugar, só você e eu.

— Sério? – perguntou sarcástica. – Então por que armou para me por aqui?

— Não fiz isso.

— Não?! Então devo agradecer a sua mãe? – continuou Emma.

— Não vim aqui para que ofenda minha mãe. – disse Neal com a voz alterada.

— Então o que veio fazer aqui?

— Vim ver com meus próprios olhos que estás finalmente no lugar que merece. Dizer que me arrependo amargamente por ter te ajudado.

— Nunca precisei de sua ajuda. Se aceitei o cargo de administradora da fazenda foi para fazer Lily pagar por tudo o que fez comigo. Minha intenção era lhe contar toda a verdade e acabar com a vida de sua mulher.

— Então por que não fez? – quis saber Neal, mesmo Regina já ter lhe contado.

— Se não conclui meus planos, foi por causa da Regina. – disse Emma e abriu um sorriso ao lembrar de sua morena.

— Não importa mais. Só quero que saiba que te farei sofrer por ter me feito de bobo.

— Já estou sofrendo o bastante pode acreditar. – disse Emma.

— Para mim não é o bastante. – disse Neal se aproximando das grades. – Farei você pagar da mesma maneira. Primeiro irei lhe tirar o sobrenome do meu pai e depois irei tirar a Regina de você. – disse Neal e Emma segurou as grades com força.

— Isso nunca! – disse Emma com raiva.

— E quando ela for minha, terei prazer em vir te contar pessoalmente. – disse e se virou para sair.

— Neal! – chamou Emma e o rapaz voltou-se para ela. – Quando você me tomou a Lily eu queria te matar, mas alguém me impediu, mas ... se você ousar tocar na Regina eu juro que te mato. – Disse Emma com ódio e Neal soltou uma gargalhada.

— E como irá me impedir estando trancafiada ai como um animal? – falou Neal e se retirou.

— NEAL! NEAL! SE TOCAR NA MINHA ESPOSA EU ACABO COM VOCÊ! – gritou balançando as grades. – EU TE MATO! NEAL! – gritava desesperada.

Ruby vendo o estado de Emma a afastou das grades enquanto a loira se debatia em seus braços.

— Emma. CALMA! – gritou Ruby segurando a loira pelos ombros.

— Você não ouviu o que ele disse? – perguntou fora de si. – Esse miserável!

— Você não vê que é isso que ele quer? Te deixar abalada! – disse Ruby e a loira foi se acalmando. – Regina te ama e jamais permitirá que outra pessoa tome o seu lugar. – disse a morena e Emma se afastou dela e deu um soco na parede disforme fazendo com que seus dedos sangrassem.

— INFERNO! – gritou e se apoiou na parede.

[SQ]

Zelena estava mais uma vez na casa de Regina para lhe dar forças para conseguir passar por toda essa angustia. Elas sempre foram muito amigas, mas esses últimos dias Regina pode perceber que Zelena parecia mais sua irmã do que a própria Lily.

Todos os dias a ruiva ia sua casa e nessas horas de conversa Regina conseguiu se alegrar um pouco.

Regina estava lhe contando que logo Ruby seria solta, quando o som do sino da porta e ouvido. Belle que havia levado um chá para elas foi atender.

— A senhora Regina Mills Nolan está? – perguntou um rapaz que segurava uma pasta.

— Sim, sou eu. – disse Regina ficando de pé.

— Vim lhe trazer uma notificação do tribunal, senhora. – disse ele retirando um papel da pasta. – Colocar um embargo precatório na casa.

— Um embargo? – perguntou ela pegando o documento das mãos do rapaz.

Zelena que ainda estava sentada, levantou e foi para perto de Regina.

— Sim, faça o favor de assinar. – pediu o rapaz.

— Mas eu não sei do que se trata. – disse enquanto lia o documento.

— A casa já não é propriedade de sua esposa....

— O que está acontecendo aqui? – perguntou Neal entrando.

— Neal! Dizem que essa casa não é mais da Emma. – falou Regina assustada e o rapaz pegou os papeis para analisar.

— De todo modo... você pode ficar aqui até o julgamento. – disse Neal após ler.

— Mas não podem nos tirar a casa! – disse Regina emocionada.

— Faça o favor de assinar, senhora! – pediu o oficial pegando o papel das mãos de Neal e entregando a Regina.

— Não! Não vou assinar nada! – disse ela encarando o oficial.

— Mas a senhora tem que assinar!

— Eu disse que não! Saia! Saia já da minha casa! – ordenou Regina empurrando o oficial e bateu a porta assim que ele se retirou. – O que é isso? – perguntou mais para si.

— São as leis, Regina. – disse Neal. – Entendo como se sente...

— Não! Não, não sabe como me sinto! Ninguém sabe como me sinto! – disse ela chorando. – É injusto, Neal! Emma é inocente! Ninguém quer nos ajudar, Ninguém! – falou ela e foi abraçada por Zelena que presenciava tudo calada.

— Zelena. Poderia nos deixar a sós? – pediu Neal e a ruiva olhou para Regina que concordou. – A solução para os problemas de Emma está em suas mãos. – Disse Neal assim que ficaram a sós.

— Em minhas mãos? – perguntou Regina com interesse. – Como?

— Podemos sentar? – perguntou Neal e sentaram – se frente a frente.

— Por que disse que a situação estão em minhas mãos? O que posso fazer?

— Creio que sabes da gravidade da situação de Emma.

— Sim, mas minha esposa é inocente. – disse e Neal fechou a mão com força. – E Don Noel disse que sua mãe armou isso tudo.

— Sério? Tem alguma prova?

— Não.

— Enfim. Acabei de falar com o capitão Espinola e fiquei sabendo que se Emma for condenada ficara vinte anos presa.

— Vinte anos? – perguntou Regina com os olhos marejados.

— Sim, mas há uma forma de aliviar a pena. – disse e Regina o olhou confusa. – Sabe que sou influente, tenho muitos amigos na capital e poderia muito bem pedir que diminua a pena de Emma para poucos anos.

— Você faria isso? – perguntou esperançosa.

— Claro, mas... tudo depende de você.

— De mim?

— Você sabe que irei me divorciar, não é? – perguntou e ela assentiu. – Pois bem, assim que o divorcio sair pretendo me casar novamente... com você. – concluiu e Regina o olhou apavorada.

— Eu já sou casada! — falou com raiva.

— Sim, com Emma Nolan. Mas irei lhe tirar o sobrenome da minha família e portanto seu casamento será automaticamente anulado. – falou sorrindo.

— Você está louco! – disse ela ficando de pé. – Isso é um absurdo!

— Entenda que eu te amo! – disse Neal se aproximando de Regina.

— Já é tarde demais. – disse ela o encarando. – Agora eu AMO a Emma.

— Mas do que me amou? – perguntou ele entredentes.

— Muito mais! – disse Regina e viu a raiva tomar conta dos olhos de Neal.

— Você já me amou, Regina. – disse ele segurando o rosto dela com as duas mãos.

— Me larga! – exigiu a morena, mas ele não a obedeceu.

— Farei você me amar novamente. – disse Neal e forçou seus lábios contra os dela.

Regina se debatia apavorada. Tentava se soltar, mas Neal era mais forte. Ele forçou sua língua nos lábios de Regina que socava seus ombros enquanto lágrimas desciam de seus olhos. Estava se sentido impotente, decepcionada, nunca imaginou que Neal fosse capaz de tal coisa. Quando estava se convencendo que não conseguiria se livrar dele sente seus corpos se separarem bruscamente e em seguida vê o corpo de Neal cair sobre o sofá.

— Larga ela seu cretino! – esbravejou Ruby que havia acabado de chegar.

— Como se atreve? – perguntou Neal indo em direção a Ruby, mas para ao perceber que ela segurava um punhal em sua direção.

— Sai já daqui. Antes que eu faça o que a Emma já deveria ter feito! – Esbravejou Ruby.

Neal vendo que não conseguiria mais nada naquele momento decidiu sair. Quando abriu a porta voltou-se para Regina.

— Se você quiser que aquela delinqüente fique livre, sabe onde me encontrar. – Falou e saiu.

Zelena que havia ouvido toda a confusão, agora estava abraçada a Regina que soluçava em seus braços.

— Você está bem? – perguntou Ruby preocupada. – Ele te fez alguma coisa?

— Não. – disse Regina.

— É melhor levá-la para o quarto. – disse Zelena.

Enquanto Zelena acompanhava Regina ao quarto, Ruby fui a cozinha e pediu a Belle que preparasse um chá calmante para a patroa.

Regina que havia bebido o chá a alguns minutos, agora encontrava-se adormecida na cama. Zelena sabendo que a amiga dormiria por algumas horas, seguiu com Ruby para a sala.

— Como você está? – perguntou a ruiva abraçando Ruby. – Fiquei tão preocupada.

— Calma ruivinha. Estou bem. – disse Ruby acariciando os cabelos da amada. – Senti saudades. – falou se afastando um pouco para olhar Zelena nos olhos.

A ruiva sorriu e tomou os lábios da morena para si. Era uma sensação tão boa sentir os beijos de Ruby. Ela nunca imaginou que pudesse gostar de alguém como estava gostando desse morena em seus braços.

Ficaram conversando e trocando carinhos até que Regina acordasse.

[SQ]

Lily estava em seu quarto quando Sandra entrou. A morena havia chamado a criada para mais um favor.

— Tenho algo para você fazer, mas minha mãe não deve ficar sabendo. – disse Lily.

— Sim, menina. – respondeu Sandra sorrindo.

Lily então foi até a escrivaninha, escreveu um bilhete onde esperava obter uma resposta positiva.

— Quero que leve esse bilhete ao capitão Espinola e espere resposta.

— Sim.

— Não esqueça. Ninguém pode saber. – disse entregando o bilhete. – Venha logo.

Como mandado, Sandra seguiu para o quartel. Entregou o bilhete para o capitão que abriu um enorme sorriso ao ler o que estava escrito.

— Diga a sua patroa que estou a suas ordens. Pode vir quando quiser. – falou sorrindo.

Assim, Sandra voltou correndo para casa e encontrou Lily ansiosa.

— O que ele disse? – perguntou assim que a criada entrou em seu quarto.

— Disse que a senhora pode ir quando quiser. – respondeu Sandra e Lily abriu um sorriso.

— Então vamos agora. – disse Lily animada.

As duas saíram em direção ao quartel. Aproveitaram que Cora havia ido a casas de Regina. Quando adentraram o local o capitão Espinola sorriu.

— Senhora, é um prazer Vê-la. – disse ele beijando a mão de Lily.

— O senhor que é muito amável.

— Recebi seu bilhete, estou as suas ordens. Em que posso servi-la?

— Como o senhor deve compreender, esse situação de minha cunhada está afetando muito minha família.

— Sim, eu imagino.

— Minha irmã é uma mulher muito sensível... Hoje queria vir ver sua esposa, mas está tão impressionada que nem conseguiu levantar da cama. Então, me pediu para vir ver como a Emma está.

— É que...

— Por favor! – pediu se inclinando para frente dando ao capitão dando uma visão privilegiada de seu pequeno decote.

— Sendo assim... não vejo problema. – disse ele engolindo em seco.

Lily sorriu em agradecimento e o capitão pediu a um dos guardas que a acompanhasse até a cela de Emma.

A loira estava sentada quando viu duas mulheres se aproximando. Levantou na esperança de ser sua esposa.

— Regina! – disse assim que se aproximou das grades.

— Emma. – disse Lily sorrindo e Emma se encostou na parede decepcionada. – Lily,por que Regina não veio?

— Não sei. – disse ela decepcionada por Emma querer saber da irmã e não ter dado a mínima para ela.

— Como ela está? Me diga, ela acredita na minha inocência? – Insistia Emma querendo saber de sua esposa.

— não sei dizer. Estou morando com minha mãe e só sei o que ela me conta. O que eu sei é que Neal a tem visitado muito.

— Visitando a Regina? Para que? – perguntou aflita.

— Bem...

— me diga logo, Lily. – exigiu.

— Parece que Neal quer anular nosso casamento para se casar... com ela. – falou de forma inocente, mas sabia que deixaria Emma irritada.

— Mas ela já é casada comigo.

— Vão tirar seu sobrenome Emma para que assim seu casamento seja invalidado. – falou se sentiu feliz vendo o desespero nos olhos de Emma. Estava irritada por que a loira só falou de Regina desde que ela chegou ali.

— por favor, Lily. Peça a Regina que venha me ver.

— Sim. Falarei com ela. – disse com os olhos marejados. – Temos que fazer algo, Emma. Não pode ficar vinte anos na prisão. – falou emocionada.

— Vinte anos? Quem te disse isso? – perguntou confusa.

— Minha mãe me falou. Essa será sua condenação.

— Senhora, Acabou a visita. – disse um guarda que estava mais afastado.

— Tentarei voltar. – disse Lily pondo a mão em cima da mão de Emma que quebrou o contato de imediato. – Precisa alguma coisa?

— Ver a Regina. – afirmou e Lily deixou uma lágrima escapar de seus olhos.

— Por favor, não diga a ninguém que vim te ver. – disse triste. – Eu te amo. – falou por fim e sem ter a resposta que desejava deixou o quartel chorando.

Notas finais
Espero que tenham gostado.... Comentem... Até o próximo. Fui