Amor Selvagem
11 Mary - parte 2
Notas iniciais
— Entendo que Emma tenha um modo diferente de ver as coisas, cresceu em um ambiente diferente de nós e por isso o que pare errado para nós é certo para ela. – disse Neal encarando Regina. – Por isso não é certo você ficar a sós com ela em seu quarto. – concluiu ele.
— Eu sei, mas não quero que discutam por minha causa. – pediu Regina.
— Não será por sua causa se discutirmos Regina. Existem outras coisas que estão me desagradando.
— Que coisas?
— Sua autoridade excessiva, a falta de respeito com minhas ordens ou as de minha mãe. – disse sério.
— E o que pensa em fazer?
— Falar com ela e se ela não estiver disposta a acatar minha autoridade terei que pedir que vá embora da fazenda.
— Não faça isso?! – pediu Regina de uma forma impulsiva.
— Porque não? – perguntou Neal desconfiado.
— É que... – Regina ao perceber que sua atitude deixou Neal intrigado ela não sabia o que dizer. Por um lado ficou triste por talvez não poder mais conversar com Emma, já que elas ultimamente sempre tinham conversas agradáveis, mas também estava assustada, pois, sabia que se Emma se irritasse com Neal falaria tudo o que aconteceu entre ela e Lily e com certeza eles brigariam e provavelmente um dos dois sairia ferido ou morto. – É que... não vale a pena ter uma discursão desagradável com ela. – concluiu a morena nervosa.
— Então tenho que aturar seu comportamento? – perguntou ele e Regina baixou o olhar sem saber o que dizer.
Neal respirou fundo não querendo acreditar que as insinuações de Gold estariam corretas. Regina não podia está sentindo nada em relação a Emma. Isso seria inaceitável para ele e para sua família. Mesmo com medo da resposta de Regina ele teria que saber seus verdadeiros sentimentos.
— Regina, por favor me fale a verdade. – pediu ele e a morena o fitou. – Emma te atrai de alguma maneira?
— A mim? – perguntou ela sem saber a resposta para tal pergunta.
— É a única maneira de explicar sua atitude. Sempre a defendendo, tem medo de que eu a machuque com palavras, não quer que a ponha em seu lugar. Está tendo muitas considerações com ela não acha? – perguntou Neal e Regina sentiu sues olhos umedecerem.
Era certo que a presença de Emma a deixava feliz, estar com a loira sempre a acalmava, a fazia sentir segura e protegida, mas estar gostando de Emma não passava por sua cabeça. Será que essa necessidade que as vezes sentia de estar ao lado da loira por ter algum sentimento por ela? Não era possível, ou era? Depois das palavras de Neal, Regina percebeu que já não a fazia mal ver ele e Lily juntos. Será que seu coração já estava gostando de alguém? Será que Emma havia conseguido entrar nele de forma tão sutil que nem ela mesma havia percebido?
— Já me falaram que vocês duas passam tempo demais juntas. Sei que Emma tem suas qualidades, mas ela não é alguém para uma mulher de sua classe. Principalmente para moças de nossa família que sempre foram instruídas a gostar de homens e sabemos que Emma não é um. – falou ele sério.
— Eu nunca pensei nela dessa maneira. – disse Regina e era verdade, apesar de já ter sonhado com Emma, de terem se beijado antes, mas Regina até aquele momento nunca havia imaginado viver um romance com Emma. – Eu só não quero que vocês briguem. – concluiu ela tentando afirmar para si que não estava gostando de Emma Swan.
— Não há razão para brigarmos, se Emma está aqui é porque eu lhe ofereci trabalho e se não cumprir minhas ordens tenho todo o direito de manda-la embora.
— Por favor, Neal, te peço que não reclame nada com Emma.
— Me ao menos uma razão para isso. – pediu ele querendo entender por que de toda essa proteção que Regina tinha para com Emma.
— É que... que... tenho medo que... – Regina estava nervosa ela estava vendo que a verdade logo viria a tona e seu medo nesse momento não era por toda verdade ser descoberta, ela tinha medo que quando Neal descobrisse tudo fizesse algum mal a loira.
— Tem medo de que? Que ela vá embora? – perguntou e a morena nada disse. – Está apaixonada por ela? – perguntou derrotado. – Você está apaixonada por Emma? Responde Regina! É por isso que não quer que eu reclame com Emma? Tem medo que ela se ofenda e vá embora? — Continuou com as perguntas e as lágrimas que a morena tentava segurar vieram a tona. – Vamos Regina, me responda! – pediu ele com mais veemência na voz e a morena apenas afirmou com a cabeça.
Naquele momento Neal ficou sem reação. Como poderia Regina vinda de uma família tradicional, com uma educação religiosa está apaixonada por Emma, uma mulher sem família ou reputação digna de uma dama.
— Você se dá conta do que está dizendo? Emma está muito a baixo de você. – falou incrédulo. – Ela é uma ordinária, com um passado negro, nem um sobrenome ela tem para te oferecer. – disse ele perplexo.
Sem dizer mais nada Regina levantou e saiu do escritório. Nem ela mesma estava acreditando que havia afirmado que sentia algo por Emma. O que seria dela agora? Mais uma vez estava apaixonada por alguém que não sentia o mesmo. Mais uma vez iria sofrer por alguém que só estava na fazenda por causa de sua irmã. Com esses questionamentos ela chegou a seu quarto e se jogou na cama deixando o pranto lhe dominar por completo.
Cora viu sua filha passar chorando e foi atrás dela. Assim que chegou ao quarto Regina lhe contou o que havia acontecido. Cora entendeu que Regina havia feito tudo aquilo, que havia admitido gostar de Emma para evitar uma briga entre eles e que toda a verdade viesse a tona. Para acalmar a filha ela prometeu que falaria com Sofia para que ela convencesse Neal que a morena só havia falado aquilo por estar nervosa e assim ela fez.
Cora falou para Sofia que já sabia que Emma era filha de David e que Regina havia inventado tudo para que os irmãos não brigassem. Sofia prometeu a prima que falaria com o filho deixando Cora mais aliviada.
Assim que Cora saiu Sofia foi em direção ao quarto de Emma. Depois de tudo o que ouviu da prima ela teve um ideia para fazer Emma ir embora. Assim que recebeu permissão para entrar no escritório foi em direção a loira que estava sentada em frente a sua mesa.
— O que você quer? – perguntou Emma com a cara fechada.
— Vim te fazer uma proposta.
— E o que seria? – perguntou Emma cansada das tentativas de Sofia para que ela fosse embora.
— Além da quantidade de dinheiro que te ofereci anteriormente eu posso arrumar uma esposa que pode te elevar socialmente. – disse ela e Emma arqueou uma sobrancelha.
— Uma esposa?
— Sim. Eu posso arranjar seu casamento com Regina. – disse Sofia e Emma a encarou e levantou-se lentamente.
Em seu íntimo essa possibilidade lhe alegrou. Desde que começou a conviver com Regina se sentia mais leve, mas feliz, principalmente na presença da morena. Mas sabia que tal proposta vinda de Sofia Nolan tinha algo muito estranho por traz.
— Regina disse que queria se casar comigo? – perguntou a loira sem deixar transparecer sua alegria.
— Não. Na verdade ela não sabe ainda, mas posso resolver isso falando com ela.
— E como posso me casar com alguém se nem tenho um nome para lhe dar?
— Isso eu também posso arranjar. Tenho certeza que o advogado Mancera ficar honrado em ter você como filha. – falou Sofia como se fosse uma coisa simples de resolver.
— Meu padrinho já me tem como filha, senhora. E desde que fui morar com ele sempre soube de sua vontade de me ter como filha no papel também. Mas acontece que o sobrenome Mancera não me pertence. Eu só quero um, o sobrenome Nolan que é meu por direito. – falou Emma com raiva.
— Por que você é tão teimosa! – falou Sofia entre dentes. – E depois estou te oferecendo a Regina, o que mais quer?
— Você trata sua sobrinha como uma mercadoria. – Emma elevou a voz não gostando de como Sofia falou da morena. – E isso eu não vou permitir. Se Regina tiver que casar com alguém será por que ela quer. E para acabar com essa conversa senhora Sofia, ou eu terei o sobrenome Nolan ou nada. Agora eu quero ficar sozinha. – disse Emma e saiu do escritório irritada.
Sofia ficou por mais alguns minutos ali e quando iria sair Lily entrou no escritório tinha que falar com Emma sobre o que Neal havia lhe dito sobre Regina estar apaixonada por ela, mas travou assim que viu Sofia lhe fitando.
— O que está fazendo aqui? – perguntou Sofia.
— Vim ver como está a doente, mas se a senhora já viu vou embora. – Disse Lily e quando ia saindo Mary apareceu no cômodo andando com dificuldade surpreendendo as duas mulheres.
— Sabia que tinha ouvido sua voz. – disse Mary para Lily. – Veio com Emma? Ainda está com ela? – perguntou Mary e Lily ficou nervosa.
— O que você está dizendo? – perguntou Sofia.
— Ela é... – ia falando Mary, mas Lily a cortou.
— Nada! Essa menina está louca! — gritou Lily desesperada.
— Loca é você! – disse Mary.
— Calem a boca. – bradou Sofia. – Continue. – pediu a Mary.
— Ela é a mulher de Emma. Eu mesma a vi em sua casa no povoado. – disse Mary.
— É mentira! Você está me confundindo.
— Não estou não. Tenho certeza que é você. E todos sabiam que Emma tinha uma amante da alta sociedade e se chamava Lily. – concluiu Mary com um sorriso de satisfação. Ela nunca gostou de Lily.
— Isso não é verdade tia.... – ia falando mais foi calada por um tapa que recebeu de Sofia.
— Você é um lixo! – gritou a senhora. – Vá para meu quarto, e fique lá ouviu. Não fale com ninguém! Vá! – voltou a gritar Sofia e Lily saiu correndo.
— Então, ela veio com a Emma? – perguntou Mary de cara fechada por achar que Emma ainda estava com Lily.
— Não, e é melhor você não dizer nenhuma palavra sobre isso. – pediu Sofia com a voz mais branda. – Desde quando Lily é a mulher de Emma?
— Não sei. Uns quatro ou cinco meses, não me lembro bem.
— E quem mais sabe? –perguntou Sofia com vontade de matar Lily.
— A gente de Emma.
— E quem mais?
— Sua irmã também.
— A irmã de quem? – perguntou Sofia encarando a moça.
— A irmã dela.
— Regina? – Sofia podia esperar tudo de Lily, mas Regina, como ela pode se enganar tanto com Regina?
Sem fazer mais perguntas a mulher foi feito fera em direção a seu quarto.
Ela não sabia o que iria fazer, mas com certeza Lily iria pagar por ter feito seu filho de trouxa.
Fale com o autor