Notas iniciais
Olá.... Aqui está mais um capitulo. Espero que gostem.... Boa leitura.

Sofia estava indo para seu quarto, mas antes de completar seu percurso encontrou sua criada e ordenou que encontrasse Regina e a avisasse que estava esperando em seu quarto. Quando a senhora entrou no cômodo encontrou Lily assustada. Sofia caminhou imponente até a menina que prendeu a respiração esperando o que estava por vir.

— Como foi capaz de ser tão baixa a esse ponto? Não sei como meu filho não percebeu que já não era pura como todos imaginavam. – disse ela e Lily continuou calada. – Você é uma mulherzinha, uma qualquer! Como se atreveu a zombar dessa maneira de meu filho? – perguntou indo em direção a garota que recuou alguns passos. — Ainda mais com essa infeliz? Se dá conta do que fez? – gritou.

— SIM, EU FIZ! – gritou Lily interrompendo a mais velha. – Emma é mil vezes melhor que seu filho. Só ela consegue me completar na cama e eu a amo! – falou Lily erguendo a cabeça.

— Você é uma vadia! – disse Sofia dando um tapa no rosto da garota.

— Diga a Neal então! – disse Lily chorando por conta do tapa. – para que isso acabe de um vez e eu possa ir embora com Emma!

— Você não vai a lugar algum. Não vai jogar lama sobre mim e meu filho, por que sou capaz de te matar, entendeu? – falou Sofia com ira.

Nesse momento Regina entra no quarto e fica preocupada ao notar o clima que estava naquele cômodo.

— Madrinha...

— Entre logo! – falou Sofia e Regina se assustou com o tom usado pela senhora. – Por que não me disse? Por que escondeu de mim que sua irmã era amante de Emma? E não me diga que não sabia! Inventou todo esse circo para que Emma não enfrentasse a Neal, por medo que ela lhe jogasse a verdade na cara, não é?

— Sim, madrinha. – falou Regina de cabeça baixa.

— Traiçoeiras! Tinham que derramar a imundice em mim e no meu filho! – falou Sofia elevando mais uma vez a voz. – E suponho que sua mãe também sabe de tudo.

— Não! Mamãe não sabe nada...

— Não defenda essa...

— Desculpa madrinha, mas não vou permitir que fale assim da minha mãe. – Gritou Regina interrompendo a fala de Sofia e fazendo Lily a encarar surpresa pela forma que falou com Sofia.

— Quem não vai permitir mais nada sou eu! Nunca vou perdoar o que fizeram. Vão para o quarto de hóspedes e fiquem lá até que eu tome uma decisão! Me ouviram? Vamos! – ordenou Sofia e as duas saíram do quarto.

Elas caminharam em silencio. Lily estava preocupada, não por ser largada por Neal, para ela o rapaz pouco lhe importava, mas estava com medo de perder tudo o que conseguiu com o casamento. Ela não suportaria voltar a viver sem o dinheiro e a reputação que o nome Nolan lhe dava. Já Regina estava assustada, tinha medo que depois de tudo vir a tona algo de ruim acontecesse com Emma, mesmo sabendo que aloira sabia se defender. Entraram no quarto e Lily a encarou desviando os olhar em seguida.

— Aqui estão vocês. – disse Cora entrando no quarto.

Mas no memento que encarou as filhas viu que algo séria havia acontecido.

— O que aconteceu? Por essas caras?

— Minha madrinha já descobriu sobre Emma e Lily. – Disse Regina e Cora teve que se apoiar em Regina para não cair.

Ficaram as três mudas por um tempo até que Lily se pronunciou.

— Não vou ficar aqui o dia todo! – disse Lily indo em direção a porta, mas Regina a segurou.

— Onde pensa que vai? – perguntou Regina.

— Lá fora! E se minha tia já disse a Neal, vou embora.

— Será que não tem um pingo de bom senso? – perguntou Regina soltando o braço da irmã.

— Lily, por favor. – pediu Cora que agora estava sentada em uma cadeira.

— Não vamos nos tornar escravas de minha tinha por isso. Se ela quiser me expulsar, que me expulse! É o melhor! – soltou Lily irritada. – Assim, não preciso ver a cara dela.

— E isso é o que quer, não é? Para poder ir embora com a Emma. – falou Regina incomodada com a possibilidade e Emma fugir com Lily.

— E por que não? – falou Lily pondo as mãos na cintura.

— Filha, se dá conta do que está falando? – perguntou Cora – Você não mostra vergonha ou arrependimento. Do que você é feita? Por Deus! Que demônio se apossou do teu corpo? – perguntou Cora bastante nervosa.

— Mamãe, por que não vai para seu quarto descansar um pouco? – perguntou Regina vendo o estado de nervos que Cora se encontrava.

— E deixar vocês aqui sozinhas? Não! Só espero que Sofia venha logo e seja o deus quiser. – disse a mulher voltando a sentar.

[SQ]

— Killian! – chamou Neal assim que avistou o capataz. – Onde está a Emma?

— Ela já vultou dos campos. – falou o capataz.

— E você não disse que quero falar com ela?

— Não consegui alcança-la senhor, entrou em casa feito um furacão. – confessou o rapaz e Neal saiu em direção ao quarto da loira sem dizer mais nenhuma palavra.

Assim que chegou encontrou a porta do escritório aberta e entrou sem pedir permissão. Quando se aproximou da porta do quarto pode ouvir vozes.

Você ainda a ama Emma? Ela continua sendo sua mulher? – Neal ouviu a garota falar e ficou parado na porta.

Não! – Agora foi Emma quem falou.

Então o que está fazendo aqui com ela? Veio pedir para que volte com você? — Voltou a questionar a garota.

É uma longa história. Você não entenderia. – Respondeu Emma e Neal não quis mais ouvir.

O rapaz saiu do quarto consternado, não era possível que isso estava acontecendo. Regina não seria capaz de ter feito o que ele estava imaginando.

O rapaz seguiu para seu escritório e pediu para Belle ir chamar Cora, pois, tinha um assunto sério a tratar com a tia.

[SQ]

Sofia estava em seu quarto andando de um lado para o outro sem saber o que fazer. Como aquela garota desgraçada teve coragem de fazer tal coisa com seu filho? Como ela pode enganá-los em baixo de seu teto? A vontade de Sofia era bater em Lily, batê-la até não aguentar mais e depois manda-la embora para sempre, mas não poderia fazer isso. Sabia que quando Neal souber a verdade vai querer destruir Emma e ela sabia que o rapaz não seria páreo para a loira, que sempre viveu em meio a pessoas sem escrúpulos, a rebeldes e se eles chegassem a se enfrentar seu amado filho acabaria morto.

Ela escuta batidas na porta, respira fundo e demora um pouco a responder. Assim que sente que pode receber alguém da ordem para entrar. Emma adentra o quarto com o semblante sério e caminha lentamente em direção a Sofia.

— Suponho que sua amiga já lhe contou o que aconteceu? – pergunta Sofia que estava sentada em uma poltrona.

— Sim. – responde Emma também se sentando.

— Também não há razão para reprova-la. – continua Sofia.

— Sim. Não há nada em que me reprovar. Eu não sabia que Lily estava comprometida com seu filho. Eu soube no dia seguinte do casamento. – encarou a senhora.

— De todo modo não é decente se aproveitar de uma moça solteira.

— Eu não me aproveitei de ninguém. – falou e ficaram se encarando por alguns segundos. – Apenas peguei o me foi oferecido. – continuou a loira.

— Essa rameira enganou a todos. Por isso veio?

— Sim. Vim para leva-la a força. Para obriga-la a cumprir sua promessa de se casar comigo. Havia me prometido esperar até que eu voltasse da viagem.

— Mas agora ela está casada.

— Sim. Eu sei.

— E estão? – perguntou Sofia querendo saber quais os interesses de Emma.

— Veja senhora, Lily já não me interessa. Ela não vale a pena. – falou Emma e mais uma vez ficaram em silencio. – Mas me dei conta que posso tirar proveito dessa situação. – Disse Emma sorrindo.

— O que quer dizer? Vai me pressionar para que te dê o sobrenome? – perguntou Sofia com raiva.

— Sim.

— E seu eu não fizer vai dizer a Neal que Lily....

— Sim! – respondeu Emma sem deixar a senhora concluir sua fala. — Posso convencê-la de voltar comigo e disso não duvide senhora. Sei como conseguir. – falou Emma e Sofia se levantou.

A senhora estava tentando de todas as formas achar uma solução para não dar o nome Nolan a essa bastarda, mas nada vinha em sua mente. Infelizmente teria que ceder para o bem de Neal.

— Não há outra maneira senhora. – disse Emma vendo que Sofia nada dizia.

— Está bem. Mandarei chamar o senhor Noel para dar entrada nos papeis. – disse a mulher mais velha encarando Emma que levantou sorrindo vitoriosa.

— Certo. – respondeu a loira.

— Só te peço que não diga nada ainda. Quero falar com Neal primeiro. Se vai saber que tem uma irmã, que seja por mim. – pediu Sofia vencida.

— De acordo. –respondeu Emma e saiu do quarto de Sofia.

[SQ]

Neal estava em seu escritório quando Cora entrou. Quando Belle disse a senhora Mills que o rapaz queria falar com ela urgente ela pensou em várias possibilidades. Será que ele já sabia que Lily foi amante de Emma?

— Belle disse que queria falar comigo? – perguntou Cora assustada.

— Sim, sente-se por favor. – pede o rapaz educadamente. – A senhora sabe que sempre a apreciei muito. E agora que Lily é minha esposa e sendo o único homem da família me sinto responsável por vocês.

— Sim filho, eu te entendo, mas porque está falando isso agora? – perguntou Cora estranhando a calma do rapaz. Se ele estava assim, Sofia não lhe disse nada.

— Eu acho que já é hora de Regina encontrar um homem para lhe desposar e já sei quem poderia ser.

— Quer que Regina se case? –perguntou Cora erguendo uma sobrancelha.

— Sim.

— E com quem?

— Com o Gold. – falou serio e Cora o olhou desconcertada. – Ele vem de uma família distinta, não tem muito dinheiro, mas o suficiente para dar a Regina uma vida digna. E depois, está interessado nela.– diz ele decidido.

— É claro que eu gostaria que isso acontecesse, até já havia comentado com Regina, mas ela não quer casar.

— Mas terá que casar tia. – falou como o homem da família que toma as decisões.

— Por que? – Cora estava sem entender.

— Me dá muita pena dizer isso, mas... entre Regina e Emma há algo muito... sério. – disse ele sem jeito.

— Está dizendo isso por que Regina falou que estava apaixonada por Emma. Não falou com sua mãe?

— Ela sabe? – perguntou ele franzindo o cenho.

— Sim. Eu a contei. Mas aquela historia foi tolice de Regina filho. – disse Cora sorrindo.

— Perdoe-me tia, mas para mim não passa de uma tolice apenas. Sem querer, ouvi uma conversa entre Emma e a moça doente. Estavam falando sobre sua vida amorosa com Regina.

— Com Regina?

— Bem, mencionaram uma mulher que está nesta fazenda, quem mais pode ser senão ela?

Antes que Cora respondesse alguma coisa, Sofia entra no escritório e a morena fica aliviada, pois não saberia dizer nada quando ela sabe que Emma e essa moça estavam falando de Lily.

Sofia viu o semblante de ambos e ficou preocupada.

— O que estão fazendo aqui? – perguntou ela a seu filho. – O que você tem Cora? – se dirigiu a prima que estava sem reação depois do que Neal falou.

— Nada, só estávamos falando algo sobre a Regina. – respondeu Neal.

— O que? – perguntou Sofia. – Fala mulher, o que está acontecendo? – voltou a perguntar a Cora.

— É que... Neal quer que Regina se case com Gold. – disse Cora

— Com Gold? – perguntou Sofia a Neal.

— Posso dizer a ela tia?

— É que não acredito que seja verdade. – disse Cora com desespero na voz.

— Mas eu escutei. – afirmou o rapaz.

— Já chega de tanto mistério, vão falar ou não? – perguntou Sofia sem paciência.

— Parece que Emma teve um romance com uma moça que está nessa casa. – disse ele e Sofia olhou assustada para Cora.

— Quem te disse isso? – perguntou Sofia e Neal não falou. – Por favor filho, não é hora para rodeios.

— Fui procurar Emma e ela estava falando com a moça que está em seu quarto. E escutei quando ela perguntou se Emma ainda estava de romance essa mulher, ela respondeu que não e então a moça perguntou se Emma veio para fazenda atrás da tal moça. – disse Neal explicando a mãe.

— E o que Emma respondeu? – quis saber Sofia.

— Que era algo que não podia explicar. – disse ele por fim.

— Mas isso não quer dizer que se trata de Regina. – falou Cora angustiada.

— E de quem mais elas poderiam estar falando? – Perguntou ele.

— Ela mesma disse que estava apaixonada por Emma. – falou Sofia vendo que Cora poderia confessar a verdade a qualquer momento.

— Sim, sim, mas....

— Não sofra tia. O casamento com Gold é a solução. – disse Neal querendo consolar a tia.

— E por que Gold? – Quis saber Sofia.

— Por que ele está interessado nela e sabemos que é um homem honrado, de família. E uma vez casada com ele, Regina se esquecerá de Emma e não cometerá nenhuma loucura.

Cora sem saber o que dizer saiu do escritório apressada. Ela sabia que Regina não iria aceitar tal coisa e ficaria do lado da filha com certeza.

Assim que Cora entrou no quarto onde suas filhas estavam, Sofia chegou atrás. Regina e Lily se assustaram e ficaram encarando as duas.

— O que aconteceu? Neal já sabe? – perguntou Lily.

— Não!- disse Sofia. – Não deixarei que meu filho saiba a vagabunda que você é. – Lily iria falar algo, mas Sofia não deixou. – Você continuará casada e está proibida de falar com Emma, me entendeu?

— Você não pod...

— POSSO! – Gritou Sofia. – Agora vá para seu quarto! – exigiu Sofia e Lily saiu batendo a porta.

— O que aconteceu? – perguntou Regina. – Por que estão com essas caras?

— Neal ouviu uma conversa entre Emma e Mary. – Começou Cora. – Ele acha que você e Emma tem um romance.

— Eu? – perguntou Regina assustada.

— Sim filha e... por isso quer casar você com Gold.

— Isso não mamãe! – falou Regina. – Eu não pagarei pelos erros de Lily.

— Regina, Gold é um bom homem, é um cavalheiro. – disse Sofia tentando persuadir a sobrinha.

— Não me importa madrinha. Eu não o amo. Somos muito diferentes, temos opiniões e ideologias totalmente diferentes. – disse a morena desesperada.

— O que faremos filha? – perguntou Cora triste.

— Não sei, mas com ele eu não caso. – foi firme. – se Neal acha que tive alguma coisa com Emma deixe que continue assim, mas não casarei com Gold.

Enquanto mãe e filha discutiam, Sofia estava calada pensando que talvez as ideias que rondavam em sua cabeça fossem a solução para todo esse tormento e resolveu compartilhá-las.

— Talvez, haja uma solução mais adequada para afastar Lily dessa mulher. – falou Sofia chamando a atenção das mulheres.

— E qual seria? – Perguntou Cora.

— Se Regina se casar com Emma, Lily pode esquecê-la.

— Você ficou louca? – perguntou Cora exaltada. – Não permitirei que minha filha passe essa vergonha! Casar com uma mulher! E essa mulher sendo uma delinquente.

— Vergonha sentirei eu quando der meu sobrenome a essa bastarda.

— Você fará isso? – perguntou Cora surpresa.

— Terei que fazer. Emma exigiu o sobrenome para não dizer a verdade a meu filho.

— Mesmo assim, Sofia! Não será certo minha filha casar com uma mulher. O que vão falar dela?

— Não seja ingênua, Cora! Casamentos entre pessoas de mesmo sexo já são realizados em vários lugares.

— Mas Sofia...

— Eu aceito! – disse Regina chamando a atenção das duas.

— O que? – perguntou Cora.

— Eu aceito me casar com Emma. – falou Regina encarando as duas.

Regina estava desesperada com a possibilidade de casar-se com Gold. Um homem sem escrúpulos, preconceituoso, ela não merecia isso. Porém, quando escutou a proposta de Sofia seu coração errou as batidas, sentiu uma alegria tomar conta de seu ser, não sabia explicar, mas a possibilidade de ser mulher de Emma não a assustava tanto.

— Filha, isso não é certo.

— Se eu tenho que casar com alguém, que seja com a Emma. – falou decidida e Sofia abriu um sorriso.

Depois de tudo resolvido, Sofia saiu satisfeita do quarto de Regina. Para ela, com Emma casada não teria mais problemas.

Assim que chegou a sala encontrou Noel. Falou sobre o possível casamento entre Emma e Regina e pediu para que o advogado convencesse a loira a aceitar tal proposta. Em seguida conversou sobre reconhecer Emma como uma Nolan.

O advogado foi procurar Emma e falou sobre o casamento. A loira achou estranho no começo, mas imaginar casada com Regina fez seu coração se encher de alegria, mesmo sabendo que a morena era apaixonada por Neal decidiu que faria Regina se apaixonar por ela e por fim disse a a seu padrinho que casaria com a morena.

Assim que teve a resposta de Emma, Noel foi ao encontro de Cora que o esperava na sala. A senhora ainda tinha esperança que Emma não aceitasse se casar com Regina. Para Cora seria uma desonra ter uma filha casada com uma mulher. Mas sabia que qualquer decisão domada iria aceitar.

Quando viu o advogado chegar na sala correu para seu encontro. O homem a olhou nos olhos e sorriu.

— E então? O que Emma disse? – perguntou Cora.

— Ela vai se casar com Regina. – disse ele também sorrindo. – Agora se me der licença, tenho que resolver um assunto com Neal e Sofia.

Noel foi para o escritório e Cora seguiu para o quarto da filha. Regina estava sentada em uma poltrona pedindo aos céus que a loira aceitasse se casar com ela. Quando viu a mãe chegar levantou-se e a olhou com expectativa.

— E então, mamãe! O que Don Noel falou?

— Emma aceitou casar-se contigo. – falou Cora e Regina involuntariamente abriu um sorriso. – Filha, tem certeza que sabe o que está fazendo?

— Tenho mamãe. – Regina era alegria em pessoa.

— Mas, Regina. Se essa mulher te maltratar? Ela é tão diferente de nós, é tão bruta, arrogante. – disse a senhora preocupada.

— Mãe, Emma é uma pessoa maravilhosa. A forma com que ela me trata, como ela quer sempre meu bem, as coisas que sempre me disse. – falou a morena apaixonada. – Ela pode ser tudo o que dizem, mas a mulher com quem eu convivi esses dias não seria capaz de me destratar.

—É impressão minha, ou você está gostando dessa mulher filha? – perguntou Cora ao ver o modo apaixonado que Regina falava de Emma.

— Não sei... mas eu nunca me senti assim por ninguém.

[SQ]

Noel estava sentado ao lado de Neal e de frente para Sofia. A senhora pediu ajuda ao advogado para que eles contassem sobre Emma ser filha de David e Noel aceitou.

— Neal... estamos aqui para contar algo muito importante. – disse ele e Neal o encarou. – Mas, antes de começar peço que não julgue sem saber toda a história. E que não culpe a ninguém pelo que aconteceu.– pediu e o jovem aceitou.

— Estão me assustando. Do que se trata?

— Bem. Lembra quando seu pai trouxe Emma para a fazenda? – continuou Noel.

— Sim. – respondeu Neal.

— Sua intenção era que fosse criada aqui na fazenda e que vivesse a seu lado como uma irmã.

— Sim, eu já sei. – disse o rapaz impaciente.

— O que ocorre é que Emma também é filha de seu pai.

— Minha irmã? – perguntou o rapaz olhando para a mãe.

— Meia-irmã. – respondeu Sofia com desprezo. – Seu pai e eu ainda não havíamos casado, mas estávamos comprometidos quando ele teve uma aventura com uma mulher.

— E dessa relação nasceu Emma? – Neal perguntou sem acreditar no que estava sendo dito.

— O esposo da senhora sabia que Emma não era sua filha e por isso nunca a reconheceu. Seu pai só soube de tudo no dia em que o homem morreu e decidiu trazer Emma para a fazenda. – continuou e Neal olhava para um ponto qualquer no escritório. – Bem, e sua mãe lembrando das ultimas palavras de seu pai... em um gesto nobre e generoso... – disse Noel e Sofia revirou os olhos. – decidiu lhe dar o sobrenome Nolan.

— A Emma?! – perguntou Neal não aceitando essa decisão.

Se isso ocorresse antes ele estaria muito feliz, mas depois de conviver com a loira e perceber o quão autoritária e arrogante ela era, não estava feliz com tal decisão.

— Espero que seja generoso e não se oponha. – pediu Noel.

— E porque não me disse antes? – perguntou Neal para a mãe.

— Eu não sabia. Comecei a suspeitar assim que a vi. Ela é muito parecida com seu pai. – confessou Sofia.

— Está mentindo! – disse ele com raiva.

— Claro que não!

— Sempre soube. Por isso que a expulsou de casa naquela época e agora também queria manda-la embora.

— Entenda Neal, para sua mãe não foi fácil aceitar algo tão sério. – disse Noel chamando a atenção do rapaz.

— E por que decidiu ser “tão bondosa” agora? – perguntou ele com deboche.

— Ora Neal, eu a convenci! – disse Noel com ênfase. – E depois essa era a vontade de seu pai.

— E ela já sabe?

— Sim. Sempre soube. –confessou Noel.

— Agora entendo por que agiu comigo com essa presunção toda, com seus desplantes, dando ordens. – estava irritado. – Por que se acha minha irmã mais velha, não é?

— Não. Não é por isso. Esse é seu caráter, eu falei para você. – afirmou Noel.

— Também não importa. – disse Sofia. – Ela vai embora, e depois, não vai exigir nada da herança. – confessou Sofia.

— E por que não?

— Por que tem dinheiro. – disse Noel.

— Então por que aceitou ser administradora da fazenda? – quis saber o rapaz.

— Ora Neal. Por que tantas perguntas?! Por que será? Por Regina. – disse Sofia. – E já que estamos falando desse assunto ela não quer se casar com Gold e sim com Emma. Estão apaixonados e Regina já sabe que ela receberá o nome de seu pai.

— Vejo que todos sabiam, menos eu. – disse Neal enfurecido.

— Filho, se acalme.

— Como em acalmar? Acabo de saber que essa bandida é minha meia-irmã e que vai casar com Regina, quando já dei minha palavra a Gold. – disse ele levantando atordoado.

— E o que vamos fazer? – perguntou Sofia.

— Não faremos nada. – disse Neal e saiu do escritório.

[SQ]

Regina estava sentada no jardim. Segurava um de seus livros, mas não conseguia se concentrar na leitura. Estava nervosa e feliz ao mesmo tempo. Não podia acreditar que Emma aceitou se casar com ela. A morena sabia que muita gente iria falar mal de seu casamento, mas ela não se importava, ter Emma como esposa era tudo que estava querendo nesse momento, mesmo sabendo que a loira gostava de sua irmã.

— No que tanto pensa? – perguntou Emma chegando a seu lado a assustando como sempre. – Perdão, não quis assustá-la. – sorriu ao ver Regina pondo a mão no peito.

— Já estou me acostumando a essas suas chegadas. – disse a morena sorrindo.

— Posso me sentar?

— Claro. – respondeu a morena se afastando.

— O que está lendo? – perguntou Emma a encarando.

— Não comecei ainda. – respondeu envergonhada.

Elas se encararam por alguns segundos. Emma não poderia estar mais feliz. A presença de Regina em sua vida a mudou de uma forma que ela jamais poderia imaginar. Ela amou Lily? Talvez. Mas sentir o que estava sentindo por Regina era algo novo, intenso. A loira sabia que poderia sofrer já que Regina amava a outro, mas só de imaginar tê-la em seus braços a acalmava.

Regina também não estava se aguentando de tanta felicidade e ter Emma ali a seu lado era a certeza que tudo se ajeitaria.

— Posso te fazer uma pergunta? – a loira quebrou o silencio.

— Sim.

— Por que... você quer casar comigo? – perguntou a loira com medo da resposta.

— Eu... eu... – Regina não sabia o que responder. Ela não queria dizer a Emma que estava gostando dela mais do que poderia imaginar. Não queria fazer papel de boba na frente da loira sabendo que Emma amava sua irmã.

— Tudo bem. Não precisa responder se não quiser. – disse Emma triste.

— Só saiba que foi minha vontade. Ninguém me forçou a nada.

— Fico feliz por isso. – respondeu Emma sorrindo. – Você é uma pessoa maravilhosa Regina. – disse Emma segurando a mão da morena. – Digna de qualquer ser humano e... me sinto honrada em ser eu a escolhida para passar meus dias a seu lado. Eu prometo que farei o possível para te fazer feliz, irei honrar e respeitar nossa vida juntas.

Regina estava emocionada com tais palavras. Ela nunca havia se sentido tão importante para alguém como estava se sentindo com Emma. E tomada pela vontade de sentir Emma em seus braços a morena desviou o olhar dos olhos verdes para a boca rosada de Emma. A loira percebendo tal movimento dos orbes castanhas não conseguiu segurar sua ânsia de provar os lábios da morena e lentamente aproximou seus rostos. Estava preparada para uma recusa de Regina, mas essa não veio, pelo contrário, quando a morena percebeu tal proximidade fechou os olhos totalmente entregue. Emma, enfim, encostou seus lábios aos de Regina e sentiu seu corpo tremer, ficou assim por alguns segundos e como a morena não esboçou nenhuma reação ela capturou o lábio superior de Regina, em seguida repetiu o gesto com o inferior. Regina tinha uma maciez, um sabor tão bom que Emma suspirou de encontro a boca da morena. Sem conseguir se conter, Emma deslizou a língua lentamente nos lábios de Regina que automaticamente entreabriu-os dando permissão para a loira intensificar o beijo.

Elas estavam nas nuvens, Emma adentrou os lábios de Regina com sua língua sutilmente para não assustar a morena. Quando as línguas se encontraram uma corrente elétrica passou por sues corpos. Emma pode perceber que era a primeira vez que Regina beijava alguém, sua falta de jeito era encantadora. O beijo começou a ter vida, as línguas duelavam docemente. Emma levou as mãos a cintura de Regina colando seus corpos. Sem saber em que momento os braços de Regina foram parar em volta de seu pescoço Emma soltou um leve gemido e enlaçou a cintura de Regina com os braços a apertando contra seu corpo.

O beijo era mágico. Naquele momento Emma teve a certeza que queria aquela mulher para sempre. Quando o ar se fez necessário elas cessaram o beijo lentamente. Emma sorriu ao perceber que Regina tinha o rosto corado e achou aquilo muito fofo.

— Não podemos... – disse Regina envergonhada.

— Tudo bem. –respondeu Emma sorrindo. –Desculpe se fui muito atrevida. – Pediu se afastando.

— Não foi... mas temos que ir mais de vagar. Não é certo que isso aconteça novamente, pelo menos antes do casamento. – Regina estava envergonhada. Não podia negar que amou o beijo, mas seus princípios e ensinamentos a deixavam envergonhada.

— Ok. Agora preciso ir. – disse Emma sorrindo. – Depois temos que falar com sua mãe sobre os preparativos. – Disse Emma se levantando e segurando uma das mãos de Regina e dando um beijo carinhoso no dorso. – Tenha um bom dia, morena.

Emma se afastou contra sua vontade, mas sabia que deveria respeitar a vontade de Regina, afinal, seus ensinamentos e educação a fizeram ser assim.

Notas finais
Espero que tenham gostado.... Comentem.... até a próxima.... Fui.