Amor Selvagem

29 Entre a vida e morte


Notas iniciais
Volteeeeeei. kkkkkkk Boa leitura.

Sandra abre apressada a porta da casa de Lily, Tommy entra em seguida com Emma desacordada em seus braços e todos seguem o rapaz. Lily pede que coloquem Emma em sua cama e assim Tommy o faz com cuidado para não agravar ainda mais a situação da loira.

— Ponha água para ferver. – pede Ruby a Sandra que sai correndo.

— Emma... ela está morta? – Pergunta Lily chorando.

Ruby senta ao lado de Emma e verifica seus batimentos e respira aliviada ao constatar que sua amiga está viva.

— Não, mas preciso retirar a bala rápido. – afirma Ruby.

— Você? Não, temos que buscar um médico. – diz Lily desesperada.

— É perigoso chamar um médico. – diz Tommy. – E não é a primeira vez que Ruby faz isso. – continua o rapaz.

— Preciso de água quente, lençóis, álcool e tequila caso ela acorde. E uma faca fina.– diz Ruby abrindo a camisa de Emma.

— Certo! Vamos Mary. – chama Torto e sai com a garota.

— Emma por favor, não morra! – pede Lily acariciando os cabelos de Emma.

— É melhor a senhora sair. – pediu Ruby não gostando de ver Lily perto de Emma.

— Não! Eu ficarei com ela! – respondeu Lily.

— Escute senhora e apresse Sandra com as coisas que precisamos. Por favor. – Pediu Tommy e a contragosto Lily saiu para ajudar Sandra. – Como ela está? – perguntou assim que Lily saiu.

— Mal. Talvez não deveríamos tê-la trazido para cá. – disse Ruby enquanto limpava ao redor da ferida.

— E onde queria levá-la? A taberna? A sua casa? Esses serão os primeiros lugares onde irão procurá-la. – disse Tommy e Ruby fechou os olhos para segurar as lágrimas que queriam sair.

— Tem razão. Agora vai, peça que traga logo o que precisamos! – pediu Ruby e Tommy saiu correndo.

A morena secou as lágrimas que desciam de seus olhos e em seguida tirou uns fios soltos do rosto de Emma.

— Não ouse morrer está me ouvindo? Pense na linda morena que está a sua espera em casa. – disse Ruby e voltou a limpar o local da ferida. – E sei que se você morrer ela me matará.

Minutos depois todos voltaram para o quarto com tudo o que Ruby havia pedido.

— Temos que avisar a Don Noel. – disse Ruby preparando as coisas para retirar a bala. – Ele está na casa de Regina.

— Minha irmã sabia que Emma iria fugir? – perguntou Lily não gostando da situação.

— Claro que sim, elas fugiriam juntas. – afirmou Ruby não gostando do tom de Lily.

— Eu vou. – disse Mary que ia saindo, mas Lily a segurou pelo braço.

— Mas senhora, temos que dizer ao advogado o que aconteceu, ele está esperando. – Afirmou Tommy.

— Regina não deve saber que Emma está aqui! – afirmou Lily. – Ela pode avisar a Neal!

— Se ela não falou que iria fugir com a esposa, por que falaria agora? – Disse Ruby irritada.

Ela sabia muito bem por que Lily não queria dizer nada a irmã, mas se depender dela, Regina saberá exatamente o que aconteceu.

— Ela pode cometer alguma imprudência, qualquer coisa... escute, Regina age por impulso e tenho certeza que quando souber que Emma está aqui não haverá ninguém que a impeça e a essa hora todos já sabem de sua fuga e provavelmente estão vigiando a casa. – falou Lily desesperada.

— Está bem. – Disse Tommy. – Vá Mary e avise a Don Noel e diga que venha rápido. – concluiu o rapaz e Ruby não gostou nada, mas no momento ela tinha que se concentrar para retirar a bala que estava alojada no abdômen da loira.

— Me ajudem aqui. Ela está acordando. – pediu Ruby. – Segurem ela e dê isso para ela beber. – pediu Ruby dando a garrafa de Tequila a Lily.

Emma com certa dificuldade bebeu o liquido e Ruby esquentou a faca em uma vela que estava acesa ao lado da cama.

— Segurem. – pediu mais uma vez e quando Emma já estava devidamente segura a morena se pôs a retirar a bala.

O quarto foi preenchido pelo grito de dor da loira. E após algumas tentativas Ruby finalmente conseguiu retirar a bala.

Por conta da dor Emma voltou a ficar inconsciente. Ruby fez um curativo no ferimento e percebeu que só com isso Emma não melhoraria. Ela levou a mão a testa de Emma que estava ardendo em febre.

— Ela já está com febre. – disse com pesar.

— Droga! Essas feridas são as piores. – Disse Tommy.

— Acho melhor ir buscar a curandeira. – Disse Torto.

— Certo, mas tenha cuidado. Tem guardas por todos os lados. – Pediu Tommy e torto foi buscar a tal curandeira.

[SQ]

Gold acorda com batidas na porta de seu quarto e é informado que tem um senhor a sua espera na sala.

— Ah! É você? O que aconteceu para vir me acordar a essa hora? – pergunta Gold assim que chega a sala.

— Vim avisar que Emma Swan fugiu e matou meu compadre. – diz Pan e Gold o afasta para mais perto da porta. – Parece que houve uma fuga em massa, embebedaram os guardas, mas para mim que ajudou Swan a escapar foi a senhora Lily. – continuou Pan.

—Lily?

— Sim, ela chegou com sua criada. Eu estava com meu compadre quando a criada de dona Lily lhe entregou um bilhete, provavelmente marcando essa visita. Além do mais o guarda me confirmou que Lily estava lá na hora que escaparam.

— E por que ele aceitou que uma senhora com Lily fosse a prisão a essa hora da noite?

— Bem, meu compadre sempre teve... desejos por dona Lily e talvez ele poderia ter imaginado que conseguiria alguma coisa.

— E foi Emma quem atirou em Espinola?

— Não se sabe, mas foi um tiro certeiro. E agora o que faremos? – perguntou Pan.

— Faça de tudo para que o soldado não diga que Lily estava no quartel na hora da fuga.

— O que acha que aconteceu? Será que Emma sabia iriam mandá-la embora no barco sem que ninguém soubesse?

— Provavelmente ela desconfiava de algo.

— Essa desgraçada é muito esperta. Só fiquei triste pela morte de meu compadre.

— Agradeço por ter vindo me avisar. Amanhã vou procurá-lo, agora preciso resolver algumas coisas. – disse Gold e acompanhou Pan até a porta.

[SQ]

Ruby estava na sala conversando com Tommy sobre o que fazer dali para frente. Ela precisava falar com Regina. Não achava certo o que Lily fez em não falar nada para a esposa de Emma. Conhecendo Regina como ela conhece sabia que estava angustiada sem noticias, mas decidiu esperar por Don Noel para dar o próximo passo.

São ouvidas batidas na porta e Sandra aparece na sala para atender o visitante.

— Deve ser o advogado. – diz Tommy mandando a garota abrir a porta.

— Espere! – pede Ruby segurando Sandra pelo braço. – Pergunte quem é.

— Quem é? – pergunta a garota.

— É Gold. Tenho urgência em falar com a senhora Lily. – Diz o homem do lado de fora e Ruby saca a pistola. – Diga-lhe que não tenha medo. Sei que Emma fugiu e que ela esteve na prisão.

— Diga que vai avisar a ela. – pediu Ruby.

— Só um momento. Irei chamar a menina. – falou Sandra e subiu para o quarto.

— Vá para o quarto de Emma e se ele aparecer por lá mate-o pede Ruby a Tommy.

Minutos depois Lily desce as escadas apressada.

— É o Gold o que eu faço? – pergunta Lily assustada.

— Veja o que ele quer, mas não diga nada sobre Emma estar aqui. – pede Ruby e se esconde em uma das paredes perto da porta.

Lily abre a porta com receio.

— Até que enfim abriu. – diz o rapaz entrando. – Onde está a Emma?

— Onde vai estar? Na prisão. – diz ela sem olhá-lo.

— Ambos sabemos perfeitamente que ela escapou. Que você foi ver Espinola e que ele está morto. E o mais grave é que um cabo viu você e sua criada entrarem. – disse ele em tom sério. – Lily? Não tem problema... – parou de falar por conta de novas batidas na porta. – Está esperando alguém?

— Não! – respondeu ela assustada. – Será que são os guardas procurando Emma?

— Ela está aqui não é? – perguntou ela, mas Lily não disse nada. – Não se preocupe, se for algum guarda não deixarei entrar. – disse Gold indo atender a porta.

— Cuidado com o que vai falar. – disse Ruby aparecendo com a arma em punho antes de Gold abrir a porta e voltou a se esconder.

Gold abriu a porta e Noel e Mary entraram olhando assustados para Gold.

— Entre advogado! – disse Gold dando passagem.

Noel entra desconfiado e olha para Lily que está com os olhos marejados.

— Rogo para que não subestimem minha inteligência. – diz Gold após fechar a porta. – Se Lily está tão nervosa, essa mulher está aqui. – diz apontando para Ruby. – E o senhor acaba de chegar a essa hora da noite... quer dizer que Emma está nessa casa. – fala mas ninguém fala nada.

Gold analisa as pessoas na sala por alguns segundos e sabendo que não falariam e resolve continuar falando.

— Bem, tenho uma proposta. Espinola iria mandar Emma em um barco para fora do povoado, faria isso amanhã. – Começou ele e todos o olharam. – É o seguinte. Dona Sofia tinha um plano para mandar Emma para longe e depois o suposto barco da fuga explodiria e todos achariam que Emma estava morta.

— E por que ela faria isso? – perguntou Noel.

— Para afastar Emma de Neal para sempre. Ainda podemos concluir esse plano e Lily iria com Emma assim todos achariam que as duas estivessem mortas. Se aceitarem posso providenciar as coisas hoje mesmo. – concluiu o homem.

Mais uma vê ninguém se pronunciou.

— Então, aceitam? – perguntou Gold. – O barco de Pan é lançado ao mar e explode, amanhã todos saberão que Emma e Lily estão mortas e assim Emma se salvará de uma perseguição.

— Por favor Don Noel, diga que sim. – pediu Lily.

— Se vocês quiserem, perguntem a Emma. Por que suponho que esteja aqui. E se até agora não apareceu não acho que é por covardia, pois sabemos que Emma não é assim, logo, alguma coisa muito séria aconteceu a ela. Por acaso está ferida? – Gold falava e Noel o olhava com raiva. – Isso seria um inconveniente para sua recuperação... se os guardes entrassem aqui. Eu sou o único que pode impedi-los.

— Está bem. – disse Noel depois de respirar fundo.

Ele sabia que no momento essa era a única opção para Emma sair viva dessa situação.

Assim que Gold foi embora Noel subiu ao quarto onde Emma estava. Sentiu o peito apertar ao ver sua afilhada naquela situação. Uma pessoa inocente que sempre foi injustiçada e agora estava entre a vida e a morte por conta de pessoas ruins.

— Como ela está? – perguntou Noel se aproximando da cama.

— Nada bem. – respondeu Ruby. – A febre não baixa.

— Filha. – chamou Noel acariciando os cabelos de Emma. – Resista por favor.

— Eu insisto que devemos chamar um médico! – diz Lily que voltou a chorar.

Nesse momento Torto entra no quarto acompanhado por uma senhora baixinha de cabelos curtos. Assim que a mulher viu quem estava na cama parou de andar.

— Entre dona Margareth. – disse Torto percebendo que a mulher ficou parada no lugar.

Margareth voltou a realidade e se aproximou da cama. Lentamente ela passou as mãos pelos cabelos loiros e desceu as mãos pelo rosto, ombro, braço e segurou a mão direita de Emma carinhosamente.

Lily percebendo toda aquela ação da mulher se apressou e sentou do outro lado da cama o que fez a senhora olhá-la.

— Eu vou levá-la. – disse ela olhando para Noel.

— Aonde? – quis saber Lily.

— É perigoso movê-la. – disse Ruby.

— Se ficar aqui vai morrer. O senhor é o que manda, não? – perguntou ela diretamente para Noel.

— Ela não pode ficar aqui? – perguntou Noel.

— Em minha casa tenho tudo o que preciso.

— Não! Eu não quero que ela saia daqui! – disse Lily com a voz alterada. – Você pode trazer suas coisas.

— Não! Esse lugar não me agrada! – disse ela encarando Lily. – Não é bom para ela tem... muita gente.

— Talvez seja melhor, Don Noel. Não sabemos se Gold irá cumprir com sua palavra. – falou Ruby.

— Mas como vamos levá-la? Tem guardas por todos os lados. – disse Noel nervoso.

— Não se preocupe. Ninguém irá nos deter. – afirmou Margareth. – Você tem um sino? – perguntou ela a Lily.

— Para quê? – perguntou Lily.

— Para que pensem que levo um leproso. – afirmou a senhora.

— Está bem. – disse Noel.

Lily foi em busca do sino enquanto Ruby pegava uma coberta para por cima de Emma. Assim que Emma estava coberta Tommy a pegou nos braços e todos desceram o seguindo.

— Eu vou com vocês! – disse Lily assim que chegaram a sala.

— Não! – respondeu a senhora.

— Não quero deixar Emma sozinha! – insistiu Lily. – Além do mais, eu também tenho que me esconder. – Margareth olhou para Noel que confirmou com a cabeça.

— Está bem. Vá amanha a minha casa, mas vá vestida de outra maneira.

— Está bem. – afirmou Lily.

— O senhor desconfia de mim? – pergunta a senhora para Noel que a olha serio.

— Não, eu sei que a senhora ajuda os mais pobres, assim como Emma. – respondeu ele.

Ruby foi até a porta para ver se havia algum soldado pelas redondezas e assim que percebeu que estava tudo limpo Margareth saiu sendo seguida por Tommy que levava Emma nos braços.

— Tem certeza que essa mulher não vai nos trair? – perguntou Lily a Torto.

— Não, Dona Margareth não trai a ninguém, muito menos a Emma Swan. – respondeu ele convicto.

— Bom, acho melhor todos voltarem as suas casas. Não tentem ver a Emma. E me procurem amanhã. – disse Noel.

— Sim, Don Noel. – respondeu Ruby e Torto.

— E... quem matou Espinola foi a Emma? – Quis saber Noel.

— Não! Fui eu. – disse Ruby.

— Certo. Vá para sua casa e não fique andando pela cidade por enquanto. – pediu o advogado e a morena assentiu.

Assim que Noel ficou a sós com Lily ele a levou ate o sofá.

— Sei o que o senhor vai falar, mas não quero que diga a Regina sobre Emma.

— Eu não posso mentir para sua irmã, Lily. – disse ele sério. – Se Emma decidiu fugir justamente para ficar ao lado dela.

— Então o senhor prefere vê-la morta? Se Gold percebe que foi enganado vai mover céus e terras para encontrá-la. – disse Lily exaltada.

— Eu não posso mentir para sua irmã. Quando essa tonta da Mary disse que Emma estava morta Regina até desmaiou.

— Bom, já desmaiou! Agora estará chorando e com o tempo isso passa! Don Noel, por favor! Pense em Emma... não em Regina.

— Também estou pensando em Emma! Ou você acha que se ela se salvar vai cumprir a promessa que fizemos? A primeira coisa que fará será procurar sua mulher para dizer que está viva.

— Está bem! Suponha que isso aconteça. Então que seja Emma que tome essa decisão. – pediu Lily chorando.

— Certo! Mas pelo menos direi a sua irmã e sua mãe que vocês não estavam naquele barco. Ou quer que sua mãe sofra por sua morte?

— O senhor não conhece minha irmã e minha mãe como eu. Elas não sabem guardar segredos. Além do mais, quando Regina souber que Emma esta viva não vai sossegar até encontrá-la e o senhor não acha que estarão vigiando ela?

— Mas Regina não merece ser enganada dessa forma. – disse ele incrédulo.

— Não! Eu não quero! – gritou Lily- Se o senhor disse a Regina que Emma está viva, eu mesma direi a Neal onde ela está.

— Você não seria capaz.. – disse ele com raiva.

— Faça e verá se não sou capaz. Prefiro ver a Emma morta que com a minha irmã.– disse Lily se levantando.

Noel pegou seu chapéu e saiu desacreditado da casa de Lily. Como uma pessoa poderia ser má a tal ponto?

Depois de o advogado foi embora Lily chamou por Sandra e pediu que a ajudasse a trocar de roupas e também que lhe fizesse uma sacola com algumas roupas, pois, ela não esperaria até o outro dia. Iria imediatamente para a casa da curandeira.

— Faça o que lhe mandei. Amanhã bem cedo vá a casa de Regina e diga que eu fugi com a Emma. – ordenou Lily e em seguida foi embora.

[SQ]

Assim que saiu da casa de Lily, Gold seguiu para casa de Pan para por o plano em prática. Precisava cumprir a promessa que fez a Sofia para que assim conseguisse casar-se com ela. Bateu algumas vezes na porta até que Pan o recebeu.

— Gold o que faz aqui? – perguntou o rapaz.

— Você já preparou o barco? – perguntou Gold sem rodeios.

— Por que? Já encontraram a Emma?

— Não fui a casa de Lily, mas não tinha ninguém lá. Acho que já fugiram. Então os explosivos já estão no barco ou não? – insistiu ele.

— Ainda não, mas já estão comigo, por que?

— Quero que ponha o barco em alto mar hoje. Acha que pode fazer isso?

— Claro que sim. Mandarei meus homens agora mesmo fazer o trabalho e amanhã pela manhã todos no povoado acharão os destroços. – disse Pan sorrindo.

— Assim que os pedaços de seu barco aparecer na praia eu trarei o seu pagamento. Agora tenho que ir. – disse Gold se retirando da casa de Pan.

[SQ]

Margareth abriu a porta da casa para que Tommy pudesse entrar.

— Ponha ela ali. – apontou para a pequena cama que havia no local.

Tommy acomodou Emma com cuidado e em seguida olhou a casa da curandeira. Era na verdade um pequena cabana. Tinha muitas ervas espalhadas por todos os lados. Uma mesa no centro e alguns pequenos armários cheios de coisas.

— Agora vá e que ninguém venha aqui até que eu os avise. – disse Margareth.

— Pode fazer algo por ela? – perguntou Tommy preocupado.

— Farei de tudo para salvá-la. – disse ela com sinceridade. – Agora vá. – Tommy ia saindo, mas parou perto da porta e olhou mais uma vez para Emma desacordada.

— Ouça dona Margareth... talvez a senhora não saiba o que Emma é para todos nós.

— Você não tem que me dizer. Eu a conheço desde antes dela nascer. – disse a mulher acariciando os cabelos de Emma.

Tommy não disse mais nada, apenas respirou fundo e saiu daquela casa pedido a todas as forças do universo para Emma se salve.

Depois da saída de Tommy, Margareth fechou a porta e foi preparar umas ervas para pôr no ferimento.

Com uma tigela na mão ela sentou ao lado de Emma e delicadamente aplicou o remédio no ferimento.

Sem perceber lágrimas desciam de seus olhos. A tanto tempo que ela queria ter Emma por perto. Tantos anos se passaram com ela observando sua Emma de longe. E agora a vida dela estava em suas mãos.

— O que fizeram com você meu amor? – perguntou Margareth acariciando rosto pálido da filha que tanto lhe fez falta.

— Me perdoe filha! Me perdoe por ter sido fraca, por não ter lutado por você. – pedia ela chorando. – Eu irei lhe salvar. Eu prometo. – disse e depositou um beijo na cabeça da loira. – Eu lhe dou minha palavra que ... se você se salvar ninguém mais irá machucá-la.

[SQ]

— Don Noel! Descobriu alguma coisa? – perguntou Regina assim que Belle abriu a porta para o advogado.

— Cama filha. – pediu Cora.

— Como calma mamãe. Se os soldados vieram procurar por Emma aqui quer dizer que ela fugiu e se estivesse morta como Mary falou nós já sabíamos. – dizia Regina agoniada.

— Filha, na verdade ela não está morta. – disse Noel e Regina abriu um pequeno sorriso de alivio.

— Então por que Mary disse aquilo?

— Ela se enganou.

— E onde ela está? Eu quero vê-la.

— Ela está em um barco, em alto mar.

— Foi embora? – perguntou Regina triste.

— Sim. – foi a única coisa que Noel conseguiu dizer naquele momento.

— Foi embora! – repetiu Regina virando de costas para o advogado.

— Me deixe explicar, mas fique calma.

— Sim, minha vida. Escute Don Noel. – pediu Cora. – O importante é que ela está bem. Sentem-se, vou preparar algo quente para vocês. – disse Cora inda para a cozinha.

— Emma pensou que era perigoso vir buscá-la e decidiu ir imediatamente. Dentro de alguns dias quando as coisas tiverem acalmado, procuraremos uma maneira de você ir encontrá-la. – disse Noel e Regina sentou no sofá com certo alivio.

— Fiquei tão assustada. Senti que estava ficando louca. O senhor a viu? Como ela está? – perguntou Regina com os olhos marejados.

— Bem.

— Disseram que mataram o chefe da prisão. Foi ela?

— Não.

— Fico feliz que Emma tenha resolvido ir imediatamente. Pelo menos ela está bem não é? – Perguntou Regina sorrindo em meio as lágrimas.

Noel não conseguia olhá-la nos olhos. Estava sendo muito difícil mentir assim para Regina. Ele sabia que se Emma se salvasse talvez não o perdoasse, mas nesse momento era preciso. Ele não poderia arriscar que Lily denunciasse Emma nessas condições que ela se encontrava.

Uma Regina mais aliviada seguiu para seu quarto e tomou um banho demorado. Estava feliz que seu amor estava a salvo, claro que ficou um pouco triste por não estar com Emma nesse barco que zarpou, mas como ela havia dito a Don Noel o importante era que sua Emma estava bem e que em alguns dias estariam juntas.

Como fazia todas as noites ela deitou em sua cama e chamou Principe para deitar a seu lado e o filhote não se fez de rogado, jogou-se ao lado da dona e se aconchegou nas pernas de Regina que vencida pelo cansaço adormeceu pensando em sua amada.

[SQ]

Cora tinha acordado a poucos minutos e estava na cozinha preparando um refeição reforçada para sua filha. Nesses últimos dias Regina não estava se alimentando direito e como Emma estava longe da prisão ela faria Regina comer melhor hoje.

Ela escuta batidas na porta e sem esperar por Belle foi atender. Ficou surpresa ao ver Sandra tão cedo na casa de Regina.

— Bom dia senhora! – disse Sandra.

— Bom dia Sandra! O que Lily aprontou agora? – perguntou Cora indo em direção a cozinha com a criada indo atrás.

— E dona Regina?

— Ainda está dormindo. Você já deve saber que Emma fugiu da prisão não?

— Pois é senhora. É que... que a menina Lily fugiu com ela. – disse e Cora parou onde estava e olhou a criada incrédula.

— O que você está dizendo menina? – Perguntou a senhora se aproximando dela.

— Ontem a noite dona Lily fugiu com a senhora Emma.

— Não acredito, Emma foi buscá-la?

— Não, a menina foi a seu encontro. Estava tudo ajeitado desde que a menina Lily foi ver a Emma na prisão. – disse e Cora pôs a mão no peito sem acreditar.

— Por favor Sandra, não diga isso a ninguém, principalmente a Regina. – disse Cora passando as mão na cabeça. – Iremos dizer a todos que Lily foi para capital ficar com minha prima.

— Claro senhora.

— Agora venha comigo. Precisa ir para casa ver com meus próprios olhos que Lily teve coragem de tamanha traição. – Falou Cora e saiu sendo acompanhada por Sandra.

[SQ]

Enfim, o advogado que Neal estava esperando para dar entrada no seu divórcio havia chagado ao povoado e sem querer mais esperar o rapaz seguiu para o fórum da cidade. Ele queria estar separado de uma vez por todas de Lily e também daria inicio ao processa de retirar o sobrenome de Emma e assim Regina também estar livre para que eles pudessem se casar.

— Bom dia Juiz Hernadez! – disse Neal ao entrar no fórum. – Esse é o advogado Brooke. – apresentou Neal.

— Bom dia senhor Nolan! Advogado! – disse o juiz ficando de pé.

— Viemos dar entrada no pedido de divorcio do senhor Nolan com a senhora Mills. – disse o advogado entregando os documentos ao juiz.

— Darei entrada nos tramites imediatamente senhor Nolan. – falou o juiz analisando o documento.

— Também queremos dar entrada no processo de retirada de meu sobrenome de Emma Swan. – falou Neal.

— Esse é um processo mais delicado senhor. – disse o juiz.

— Como assim? – perguntou Neal olhando para seu advogado.

— Bem senhor Nolan. – começou Brooke. – Nesses casos é preciso que as pessoas que estavam presentes no primeiro momento estejam aqui e aceitem declarar alguma irregularidade.

— Minha mãe fará isso, mas receio que Don Noel se recuse, afinal, Emma é sua protegida. – falou Neal desanimado.

— E não tem mais ninguém que saiba o que aconteceu e possa declarar que houve irregularidades? – perguntou Brooke.

— Minha tia Cora e Regina, mas acho que também se recusarão. – confessou Neal derrotado.

— Irei investigar uma maneira senhor Nolan. – afirmou Brooke.

— Mas senhor Nolan. O senhor acha será preciso agora que Emma Swan saiu da cidade? – Disse o juiz.

— Como assim? – perguntou Neal.

— Ontem ela fugiu da prisão e moradores viram quando ela roubou um barco e saiu da cidade e também fiquei sabendo que uma senhora estava com ela. – falou o Juiz.

— Uma senhora? A Regina? – perguntou ele com raiva.

— Provavelmente, disseram que era uma senhora e não uma mulher simples. – concluiu o Juiz.

— Senhor Brooke o senhor se importa de voltar para casa sozinho? Tenho que resolver um assunto. – disse Neal.

— Claro que não senhor Nolan. – respondeu o advogado e Neal saiu apressado.

Ele não poderia acreditar que Emma conseguiu fugir e ainda levou Regina com ela. Não demorou mais que alguns minutos para que Neal chegasse a casa de Regina. Ele estava com muita raiva, mas ficou aliviado quando viu Regina abrindo a porta de sua casa.

— Regina, que bom que está aqui. – disse ela a abraçando.

— Me solta! – disse ela assustada afastando ele bruscamente. – O que você quer aqui? – perguntou ela se afastando de Neal.

— Me disseram que Emma fugiu com uma mulher e pensei que tinha sido você. – falou ele aliviado.

— Com uma mulher? – perguntou ela sem entender.

— Espera! Você sabia que ela iria fugir? – perguntou juntando as sobrancelhas.

Regina nada disse, apenas olhou em outra direção. Ela não poderia confirmar nada, principalmente para Neal.

— É claro que você sabia. – sorriu indignado. – Talvez até tramava ir com ele. – falou começou a andar pela sala, mas parou bruscamente quando lembrou da proposta que Lily lhe fez a alguns dias. E mais uma vez riu. – Se você está aqui então sabemos com quem ela foi embora.

— o que você quer dizer com isso? – perguntou Regina nervosa.

— Viram Emma na noite passada roubando um barco e indo embora com uma mulher.

— A Mary? – perguntou ela incrédula.

— Não, era uma dama da sociedade e não uma criada. Agora entendi tudo. Não sei o que aquela desgraçada te falou, mas mentiu. Só pode ter ido embora com Lily.

— NÃO! – gritou Regina. – Emma não faria isso comigo!

— Ela fez Regina!

— NÃO! – gritou mais uma vez com os olhos marejados.

— Vamos a casa da sua mãe então e veremos se sua irmã está lá. – disse ele se aproximando.

— PARE DE FALAR MENTIRAS!

— O que está acontecendo aqui? – perguntou Cora que acabara de chegar.

— Mamãe, Neal disse que Emma foi embora com a Lily! Diga que ele está louco. – falou Regina emocionada.

— Meu amor! – Falou Cora que já tinha os olhos marejados. – Sandra veio hoje pela manhã e me disse a mesma coisa, então fui em casa para poder acreditar e... é verdade meu amor... Sua irmã foi embora com a Emma.

— Não! – disse Regina chorando. – Vocês estão mentindo. POR QUE ESTÃO MENTINDO PARA MIM! – Gritou ela se sentando no sofá e se entregando ao pranto.

— Meu amor! – disse Cora indo para perto de Regina que se levantou bruscamente.

— Ela não seria capaz... Emma me ama. Ela... ela... – ia falando mais o choro a impediu.

— Emma nunca te amou Regina. – disse Neal.

— CALA ESSA MALDITA BOCA! – Gritou Regina e saiu correndo para o quarto não querendo acreditar no que havia escutado na sala.

Notas finais
Me contem o que acharam..... Quem quer matar a Lily o/ o/ o/ Até o próximo.