Notas iniciais
Olá pessoal, cheguei com mais um capitulo. Espero que gostem. Boa leitura.

Mais uma noite que Regina não conseguiu dormir. Estava ansiosa e com esperanças de que Don Noel conseguisse a permissão para ela ver sua loira.

Estava na sala com Ruby, que desde o ocorrido com Neal decidiu que ficaria na casa até que Emma fosse solta.

Ruby tentava acalmar Regina falando sobre Zelena. Confessava que estava sentindo algo forte e verdadeiro pela ruiva. O que deixou Regina muito feliz.

Mas Regina nunca esquecia Emma. Mesmo Ruby tentando de tudo para ela se animar. Em determinado momento, Regina sente os olhos ficarem úmidos. As ameaças de Neal vieram em sua mente. A chantagem maldosa de sua parte. A atitude mesquinha causada pelo ódio, pelo ego ferido.

Ela não conseguia saber como um dia já amou uma pessoa como ele. Mas uma coisa ela sabia, tinha certeza que ninguém, nunca iria ocupar o lugar que Emma ocupava em seu coração.

Ela é tirada de seus pensamentos com Noel entrando em sua sala.

— Don Noel. – disse ela indo abraçá-lo. – Conseguiu a ordem para que eu possa ver a Emma?

— Sim, filha. – sorriu. – Vamos?

— Vamos, mas antes quero falar com o senhor. – disse indo sentar no sofá e o advogado sentou-se ao lado de Ruby.

— O que aconteceu?

— Ontem, veio um oficial dizendo que essa casa não pertencia mais a Emma e queria que eu assinasse um papel, mas eu me recusei. Me diga o que está acontecendo? – pediu ele preocupada.

— Em relação a isso. É que enquanto não seja provada a inocência de Emma, todos os seus bens ficarão retidos e você como esposa não poderá usufruir.

— Todos os bens? Até o barco? – perguntou Regina com os olhos úmidos.

— Tudo filha. É um procedimento normal nesses casos. – afirmou ele com pesar.

— Não podemos perder a casa?

— Não perderão porque Emma é inocente e iremos provar isso. – afirmou convicto.

— Mas como?

— Aproveitei que estava no quartel para pedir sua autorização e também solicitei o registro de apreensão de alguns fuzis que foram feitos aqui no povoado há alguns dias. Só preciso pegar uma cópia com Espinola para saber se tem alguma alteração e sei que tem, mas não deve falar disso com ninguém, nem com sua mãe. – pediu ele e a morena o olhou triste. – deveria estar contente filha, tenho certeza que tudo se resolverá.

— Eu estou é só que ...

— O que mais aconteceu? – perguntou ele e Regina olhou para Ruby que confirmou com a cabeça.

— Emma tem que sair logo da prisão. – disse e olhou mais uma vez para Ruby. – Por que, Neal esteve aqui ontem e praticamente disse que Emma só sairia da cadeia se... se eu me casasse com ele.

— Ele não foi capaz? – perguntou Noel com raiva.

— Ele foi capaz de mais. – disse Ruby. – quando cheguei aqui ele estava beijando a Regina a força. – falou Ruby com raiva e Noel levantou revoltado.

— Como ele pode ser tão baixo?

— Por favor, não diga nada a Emma. – pediu Regina chorando. – Ela já está sofrendo demais.

— Obvio que não. Se ela souber que ele a forçou seria capaz de matá-lo. – respondeu Noel tentando se acalmar. – Agora, recomponha-se e vamos ver a Emma. – sorriu.

Regina sem demora foi ao seu quarto lavar o rosto e se arrumar para finalmente ver o seu amor.

[SQ]

Emma estava sentada no chão frio da cela. Estava abraçada as pernas e pensava em Regina. A saudade era tanta que fazia seu coração doer. Tudo o que ela queria era ter sua amada em seus braços por pelo menos alguns minutos. A insegurança tomava conta de si. Não conseguia entender por que Regina ainda não tinha ido vê-la, se até Lily já tinha ido a sua cela, mesmo seu padrinho tendo dito que Espinola não havia permitido a visita de Regina o medo do abandono a atormentava. Ela sofreu com a traição de Lily, mas sabia que não suportaria ser rejeitada por Regina.

Em determinado momento a cela é aberta e Emma olha na esperança de ver sua mulher, mas para seu desgosto é só o senhor com sua comida e vendo que mais uma vez estava enganada Emma não se dá ao trabalho de levantar.

— Bom dia Capitã. – diz o senhor.

— Poderia estar melhor. – fala Emma triste.

— Eu pensei no que a senhora pediu outro dia. – sussurrou o senhor e Emma o olhou.

— E então? – perguntou ela com esperanças.

— Quando a senhora quiser. – disse ele olhando para trás vendo se tinha alguém perto. – É dizer o dia e eu a ajudo a sair daqui. – sussurrou ele e Emma sorriu.

— Obrigada, agora pode ir. Sabe que esses abutres não querem que falemos. Organize as coisas quando chegar o momento eu falo com você. – falou ela sorrindo.

O senhor saiu da cela e Emma pela primeira vez naquele lugar comeu sua refeição com vontade. Não que estava mais saborosa que as outras, afinal, ainda era o pão dormido e água, mas agora ela tinha certeza que não ficaria muito tempo ali.

Depois que terminou de comer Emma começou a andar na cela pensando em como poderia escapar daquele lugar. Já havia sugerido uma forma quando tentou convencer o senhor a ajudá-la. Porém, tinha outras coisas. Onde iria ficar assim que fugisse, como faria para levar Regina consigo se assim ela quisesse, não poderia ficar fugindo sempre, tinha que levar Regina para um lugar seguro não queria que sua morena ficasse correndo riscos. Também tinha que pensar em uma maneira de pegar seu barco de volta já que os guardas o estavam vigiando.

E assim passaram-se vários minutos. Sua mente trabalhando nessas idéias. Estava tão concentrada que não ligou quando as grades foram abertas novamente. Provavelmente era o senhor para pegar o que restou de sua comida e nem se deu ao trabalho de dirigir o olhar para a saída, tinha muitas coisas para organizar em sua cabeça.

— Emma... – ouviu seu nome ser chamado e sentiu seu coração parar por breves segundos.

Será que estava assim tão desesperada para ver sua mulher que estava escutando aquela voz rouca e doce que tanto ama? Será que era mais uma peça que sua mente estava pregando como das vezes que acordava angustiada por ter ouvido Regina a chamando? E pensando nisso a loira não quis olhar, não suportaria mais uma brincadeira de sua mente.

— Meu amor... – Ouviu mais uma vez a voz embargada de sua morena.

Reunindo toda a coragem que possuía, não querendo saber se era mais uma brincadeira do destino, Emma virou lentamente e sorriu em meio as lágrimas ao ver sua morena, seu amor ali parada na entrada da cela.

Sem querer e poder esperar mais, Emma correu em direção a morena e a abraçou apertado. Como era bom sentir sua mulher em seus braços, o cheiro doce que Regina tem, as caricias que ela estava fazendo em seus cabelos. Nesse momento Emma sabia que suportaria tudo por sua mulher.

— Regina! Minha vida! – disse Emma e capturou os lábios de sua esposa com urgência.

Ah! Que saudades ela estava sentindo desses beijos. O roçar das línguas em harmonia, as respirações aceleradas enquanto se perdiam no beijo, até o gosto salgado das lágrimas que as duas derramavam, lágrimas de saudades e de felicidade.

— Vamos dar um pouco de privacidade a elas. – disse Noel para o guarda.

— Senhor eu não poss...

— Você pode sim! – disse Noel e o puxou pelo braço. – Elas são casadas e merecem isso.

O ar se fez necessário e elas terminaram o beijo com selinhos. Regina deslizou as mãos pelo curativo que a loira tinha na cabeça.

— Meu amor, você me faz tanta falta. – disse Emma acariciando o rosto de Regina.

— Eu também sinto sua falta, minha vida.- disse Regina emocionada. — Eu tive tanto medo de te perder. – disse Regina chorando.

— Você não vai me perder, meu amor. – Afirmou Emma voltando a beijá-la.

— E seu ferimento? – perguntou Regina preocupada.

— Eu estou bem. Pensei que não queria me ver. – disse Emma amedrontada com seus questionamentos.

— Como pôde pensar isso? Eu estava tão preocupada. – disse a morena acariciando o rosto da amada.

— Regina, você não pode acreditar no que dizem. Eu não fiz nada, eu juro.

— Eu sei meu amor. Eu conheço você e sei que não seria capaz de fazer nada do que dizem. – disse a morena e voltou a beijar Emma.

A loira puxou Regina e sentou-se em uma pedra que havia ali e a pôs sentada em seu colo enlaçando a cintura dela com seus braços.

— Se me condenarem... – começou Emma

— Isso não vai acontecer! – disse Regina interrompendo sua fala.

— Mas se... me condenarem....

— Se isso acontecer, eu farei o impossível para te tirar daqui. – falou Regina convicta e Emma sorriu.

A loira nada disse e se aninhou nos braços de Regina e ficaram abraçadas por alguns minutos, apenas sentindo a presença uma da outra. Até que Emma lembrou de algo e encarou Regina com os olhos amedrontados.

A morena percebeu que algo incomodava Emma, algo que não tinha nada a ver com a situação em que ela se encontrava, algo mais serio para a loira.

— O que foi meu amor? – perguntou ela docemente.

— Fiquei sabendo que Neal quer tirar meu sobrenome e anular nosso casamento para se casar com ...você.

— Isso não importa. Ele está transtornado e não sabe o que diz.

— Mas se ele fizer....

— Emma, eu amo você. Estou casada com você e não com seu sobrenome. Não me importo em ser a Regina Mills Nolan. Ficarei muito honrada em ser Regina Mills Swan. Esqueça essas coisas. Você é minha mulher e nada nem ninguém irá mudar isso. – Disse e Emma a abraçou novamente.

— Eu tenho medo que eles possam te convencer. – sussurrou Emma com os olhos marejados. – Meu amor, me escuta. – Disse Emma se afastando o suficiente para poder olhar Regina nos olhos. – Eu posso suportar tudo... ficar trancada aqui, ser mandada para a pedreira para os trabalhos forçados, até... até ficar sem te ver, mas... sem teu amor não será possível viver. – disse deixando algumas lágrimas fugir de seus olhos. –Por favor, nunca me tire o seu amor, eu sei que não suportaria.

— Seria como tirar minha própria vida. – disse Regina secando as lágrimas da esposa. – Eu amo você Emma e irei te amar para sempre. – disse Regina e tomou os lábios de Emma para si.

— A visita acabou! – Disse o guarda indo em direção a cela, mas Noel o segurou mais uma vez.

— Você virá novamente? – perguntou Emma.

— Farei o possível. – disse Regina se levantando do colo da loira que também ficou de pé.

— Se me condenarem eu vou fugir. Você iria comigo?

— Até o fim do mundo! – disse Regina e Emma a tomou nos braços lhe beijando com amor. – Só me prometa que sempre estará comigo.

— Eu prometo! Eu amo você. – disse Emma. – Morena, eu prefiro a morte a saber que você se entregou a Neal, mesmo que tenha sido para me salvar, eu prefiro morrer! – disse Emma e Regina sentiu seu corpo se arrepiar, ela nunca faria isso, mas ela não confiava mais em Neal e com essa confissão de Emma decidiu que deveria se afastar de Neal.

— Eu te amo mais que tudo. Nunca duvide disso. – disse Regina e saiu da cela sentindo seu coração apertar quando o guarda a fechou.

— Eu te amo minha morena. – disse Emma vendo Regina ir embora acompanhada de Noel.

[SQ]

Neal chega em casa com a expressão nada boa. Havia acabado de vir da casa de Lily, pois a mulher tinha lhe enviado uma carta para falar sobre Regina e só por isso ele foi. Assim que chegou na sala encontrou sua mãe.

— O que a Lily queria? – perguntou ela indo em sua direção.

— Aquela vagabunda veio pedir ajuda para fugir com Emma para o estrangeiro e fingir um acidente para todos pensarem que estavam mortas. – Disse ele com raiva. – Mas claro que eu não aceitei. Depois de tudo o que me fizeram acha que vou deixar que saiam impunes? Nunca. Aquela maldita bastarda vai apodrecer na cadeia e só sairá de lá morta! – disse ele com raiva.

— Mas filho... – ia dizendo Sofia, mas foi interrompida com a porta da frente sendo aberta bruscamente.

— Como se atreve? – perguntou Sofia a Noel, mas ele não deu importância a mulher e foi em direção a Neal lhe acertando um soco que o fez cambalear.

— Você está louco? – falou Sofia sem entender o que estava acontecendo.

— Seu sem vergonha, depravado! – falou Noel com raiva enquanto Neal se recompunha. – Como se atreve a propor que Regina se entregue a você para tirar sua esposa da cadeia? E pior ainda, como teve coragem de agarrá-la a força!? Seu cafajeste! – apontou a bengala para o rapaz que mantinha-se imóvel. – Saiba que mesmo que continue com essa idéia estúpida de tirar o sobrenome de Emma, Regina nunca ficará com você. Ela AMA a esposa e ficará com ela de qualquer maneira.

— Isso é o que veremos. – disse Neal passando os dedos na boca onde foi atingido.

— Essa armação já está se desfazendo. – disse Noel mais calmo. – Saiba que o embargo dos bens de Emma foi anulado. Acabei de falar com o juiz e comprovamos que tudo o que Emma conseguiu foi por trabalho justo. Será questão de tempo para ela sair da cadeia e reze para que Regina não lhe conte o que fez com ela. – terminou o advogado e saiu batendo a porta.

Neal sem pronunciar uma só palavra subiu para seu quarto.

Sofia seguiu para o escritório. Precisava falar com Gold e o encontrou lendo em uma das poltronas.

— O que aconteceu? – perguntou o homem.

— Já sei o que podemos fazer para resolver tudo. – disse ela com um pequeno sorriso.

— E o que está pensando? – perguntou Gold segurando as mãos de Sofia.

— Foi a própria Lily que propôs a Neal que a ajudasse a fugir com Emma para o estrangeiro e de alguma forma todos pensem que elas morreram em um acidente. Você acha que isso é possível?

— Pode ser. – falou ele pensativo.

— Então você pode falar com Espinola?

— Claro que sim, mas isso vai requerer mais dinheiro.

— Com isso não se preocupe.

— Então irei agora mesmo falar com ele. – disse Gold e depositou um selinho em Sofia antes de sair.

[SQ]

Regina chega a sua casa e encontra Cora bordando na sala. Assim que a senhora ver a filha deixa as coisas a seu lado e vai em direção a filha.

— Filha por que demorou tanto? Conseguiu ver a Emma?

— Sim. Demorei por que o capitão Espinola nos fez esperar um tempo e não queria permitir que eu visse a Emma, mas o Don Noel resolveu isso.

— E como está a Emma?

— Como poderia estar, mamãe? Ficou muito feliz quando me viu. – sorriu ao lembrar de sua esposa sorrindo. – Mas, fiquei tão triste ao vê-la daquela maneira. Uma mulher tão segura, tão forte estava tão angustiada, tão fragilizada.

— Qualquer um ficaria assim na situação em que ela se encontra. – disse Cora tentando acalmar a filha. – Por que não tenta falar com Neal novamente?

— O que quer dizer com isso? Quer que eu aceite essa proposta absurda dele? – perguntou Regina se controlando para não se exceder com a mãe.

— Claro que não, pelo amor de Deus! É que todos sabemos que está transtornado e talvez se você falar com ele novamente.

— Não mamãe! Depois do que ele fez eu não quero ele perto de mim. – disse convicta. – E depois Emma já sabe dos planos dele. Talvez Don Noel tenha lhe dito. A senhora não tem idéia de como ela está desesperada com tudo isso.

— É. Me desculpe por sugerir isso. O caso é que não gosto de ver você sofrendo, filha.

— Vou para o meu quarto. – disse Regina e seguiu para seus aposentos.

Assim que entrou no quarto, Príncipe veio correndo em sua direção e Regina abriu um enorme sorriso ao pegá-lo nos braços.

— Oi meu amor. – disse dando beijos na cabeça do filhote. – Hoje eu vi sua mamãe. – disse ao deitar na cama com o cãozinho ao seu lado. – Ela está tão triste, precisando tanto da gente. – disse emocionada e o príncipe latiu e lambeu seu rosto. – eu sei meu amor. Ela logo estará aqui conosco. – afirmou Regina se acomodando melhor na cama e em poucos minutos foi vencida pelo sono.

[SQ]

— Temos que fazer alguma coisa rápido! – disse Espinola angustiado.

— Por que está tão nervoso compadre? – perguntou Pan que estava sentando em frente ao capitão.

— Don Noel foi ao quartel e falou com o general. Ele conseguiu uma autorização para a Mills ver a esposa e me pediu o relatório de armas apreendidas.

— E o que tem de mais nisso? – perguntou Pan sem entender.

— Você é algum idiota? Sabe que alterei o relatório e se ele o tiver vai descobrir tudo. – falou com raiva.

— Mas você disse que não tinha como isso acontecer.

— É. Só que não imaginava que esse advogadozinho tivesse essa idéia!

— E o que faremos agora?

— Temos que acabar com a vida desse infeliz da Swan.

Nesse momento Sandra entra no quartel de cabeça baixa.

— Senhor. A menina Lily lhe enviou isso. – disse a garota entregando um papel para o capitão.

Após ler o conteúdo da carta, Espinola abre um sorriso.

— Diga a senhora que a espero aqui amanhã. No final do expediente. – disse ele sorrindo.

Sandra ao ouvir a resposta do capitão se retirou. Espinola pegou um papel e começou e escrever. Teve uma idéia e teria que por em prática imediatamente.

— Leve isso ao juiz e espere o documento. – disse ele entregando o papel a Pan que saiu imediatamente.

Emma Swan não iria se safar desta vez. Ele era o capitão da guarda do povoado e não iria permitir isso. – pensava Espinola com um sorriso nos lábios.

Uma hora depois Pan retorna ao quartel com o documento nas mãos. Assim que entregou a Espinola sorriu vitorioso. Finalmente iria acabar com a vida de Emma Swan.

— Posso saber o que é isso? – perguntou Pan.

— A condenação daquela infeliz.

— Mas como é possível? Ainda não teve julgamento. – disse Pan.

— Eu mando nesse povoado. Não preciso de julgamento para condenar uma delinqüente. – disse ele se levantando. – Agora se me der licença irei informar a detenta seu futuro. – e sorrindo o capitão foi ao calabouço.

— Como estás, Emma Swan? – pergunta o capitão parando em frente a cela. – Estou falando com você! – Gritou o homem e Emma se aproximou das grades.

— O que quer?

— Só quero ver como está no lugar que passará os próximos vinte anos! – falou sorrindo.

— Do que está falando?

— Bem, tenho aqui um documento onde diz: Storybrooke, a data de hoje. Eu Bartolomeu Hernadez Juiz do distrito de Storybrooke...— disse e Emma olhou fixamente para o documento nas mãos do capitão. – Ah! Acho que isso te interessa.

— O que é isso?

— Sua sentença. – sorriu.

— Está mentindo.

— Olhe você mesma. – disse pondo o documento próximo a cela. – Te condenaram culpada. Ficará aqui por vinte anos. Por minha vontade. – falou e Emma deu dois passos para traz. – Não vai dizer nada? Me xingar, gritar... ou por acaso está pensando em fugir? Te digo uma coisa. Por mais que os outros digam, mandem ou ordenem... você não sairá daqui viva. – dobrou o papel e sorriu. – vá se acostumando com sua nova casa, ficará nela por muito tempo. – Falou o capitão e saiu gargalhando.

Assim que Espinola voltou para sua mesa, Gold entra a sua procura e estranha o sorriso nos lábios do capitão.

— Por que está tão feliz? – perguntou Gold sentando a sua frente.

— Saiu a sentença de Swan. Vinte anos. – disse ele entregando o documento a Gold.

— Parabéns, mas creio que dona Sofia tem outros planos. – disse e o sorriso de Espinola sumiu.

— O que quer dizer?

— Dona Sofia quer que Emma seja solta. Na verdade ela deve ir embora e nos faremos parecer que morreu em um acidente.

— Por que isso agora? – perguntou exaltado.

— Ela tem seus motivos e como sempre se você o fizer terá uma ótima recompensa.

— Mas a condenação já saiu.

— Isso é muito bom. Faremos parecer uma fuga. Todos sabem que Emma Swan não iria suportar ficar trancafiada por vinte anos, não?

— Certo farei como dona Sofia desejar. – disse com raiva.

Após a saída de Gold, Espinola mandou chamar Pan. Iria usar o barco do compadre para a “fuga” de Emma, mas com certeza não iria permitir que ela ficasse viva. Instruiu ao Pan a colocar explosivos em um lugar estratégico no barco, um lugar onde Emma não descobrisse e assim que estivesse em alto mar a embarcação explodiria com Emma dentro e finalmente teria o fim que o capitão tanto queria.

Muito a contra gosto Pan aceitou. Não gostou muito de saber que ficaria sem seu barco, mas Espinola lhe prometeu um barco novo e algum dinheiro ao compadre.

Assim que Pan foi embora, Espinola escreveu um bilhete para Gold informando como a “fuga” de Swan ocorreria e mandou um de seus soldados lhe entregar.

[SQ]

Noel estava na taberna de Tomy com Ruby, Tomy, Mary, o senhor que levava as refeições de Emma e Torto que é mais um amigo que iria ajudar Emma.

O advogado falou sobre a sentença de Emma e estavam organizando a fuga. Precisavam fazer tudo certo, afinal só teriam uma chance.

— Como fará para por os guardas para dormir? – perguntou Ruby ao senhor.

— Entre nove e dez da noite será a hora certa, pois, as dez horas os guardas trocam o turno. Eu colocarei o sonífero na comida deles, mas preciso de alguém para me ajudar a tirar a capitã da cela. – disse o senhor.

— Eu irei. – disse Ruby prontamente.

— Tem certeza Ruby? É melhor que o torto vá. – disse Noel.

— Não! Eu irei já está decidido.

— Tudo bem. Agora preciso ir contar a Regina sobre a condenação de Emma e informar sobre a fuga, Emma quer levá-la e conhecendo aquela loira, só sairá daqui se Regina estiver com ela. – disse Noel levantando-se. – Não comentem isso com ninguém. – Disse e saiu em direção a casa de Regina.

Ele foi recebido por Regina que estava muito preocupada, apesar de ter visto sua esposa. Ela não via a hora de ver Emma fora da cadeia.

— Sente-se Don Noel.

— Obrigada Regina. – disse ele sentando em frente a morena. – Vim aqui para lhe dizer que Emma fugirá amanhã a noite.

— Tão rápido. Temos que planejar essa fuga com cuidado. Eu não suportaria se acontecesse algo com ela. – disse Regina angustiada.

— Eu sei. Também acho cedo, mas... já saiu a sentença de Emma. Ela foi condenada a vinte anos de prisão.

— Mas ela é inocente! Não podem fazer isso. – disse a morena com os olhos marejados.

— Eu sei que ela é inocente. Mas estamos falando de uma conspiração, Regina. E se saiu a sentença, Emma logo será transferida para a pedreira.

— Isso não!

— Por isso, ela fugirá amanhã e ela quer que você vá com ela. – disse Noel não gostando muito de saber que Emma e Regina seriam caçadas para o resto da vida.

— É claro que eu irei!

— Tem certeza disso? – perguntou Noel.

— Sim.

— Não acha melhor que espere que Emma esteja a salvo e depois você vá encontrá-la?

— E se acontecer algo que me impeça de me encontrar com ela? Não, não. Eu quero ir com ela. Não me separarei de minha mulher.

— Como foi retirada as acusações de contrabando não vão mais lhes retirar a casa, nem nada. Você ficará segura aqui. – disse Noel preocupado.

— Eu irei com ela. Até parece que o senhor que nos afastar. – disse Regina um pouco irritada.

— Não é isso. – respirou fundo. – Entenda que quando Emma fugir ela e quem estiver com ela serão perseguidos. Vocês não ficarão em um lugar por muito tempo, sempre estarão correndo perigo. Eu só... eu só estou preocupado com você. Emma sempre soube se virar, mas você nunca esteve em situações como esta. Me desculpe Regina, eu só estou preocupado. – disse ele sincero.

— Eu agradeço a preocupação Don Noel, mas o senhor acha que quando Neal souber da fuga de Emma, ele não vai mandar me vigiar? Ele nunca me deixará ir ao encontro de Emma. Por isso eu vou com ela. – falou decidida.

— Está bem. Esteja pronta amanhã a noite. Não diga a ninguém sobre a fuga, nem a sua mãe. Assim que chegar a hora os homens de Emma virão buscá-la.

[SQ]

A noite em Storybrooke foi tranqüila, sem chuva ou ventos fortes. Uma noite perfeita para os moradores aproveitarem o sono, mas existiam duas pessoas no povoado que não conseguiam pregar os olhos.

Emma caminhava em sua cela repassando o plano varias e varias vezes para que tudo desse certo. Ela não passaria vinte anos de sua vida trancafiada. Não suportaria viver todo esse tempo longe de Regina. A loira sabia que iria ser uma vida difícil, mas se as duas estivessem juntas tudo daria certo.

Regina por outro lado estava feliz. Finalmente Emma sairia da cadeia e elas ficariam juntas. A mala que levaria já estava arrumada. Ela sabia que não poderiam levar muita coisa e por isso a morena juntou algumas mudas de roupa e documentos importantes.

O dia passou lento, com muita expectativa e nervosismo. Cora resolveu ir para casa de Regina e ficar com ela, sua filha precisava de ajuda e ela daria isso.

Cora foi em direção ao quarto de Regina e assim que entrou encontrou a filha olhando pela janela. Não passou despercebido a mala ao lado da cama.

— Filha. – Chamou Cora e Regina se virou para olhá-la.

— Oi mamãe.

— Que mala é essa? – perguntou Cora olhando para a filha.

Regina respirou fundo. Don Noel pediu para não dizer nada a mãe, mas a morena não poderia deixar Cora sem saber nada. Já era quase noite e em breve ela estaria partindo e por isso mesmo Cora não faria nada para atrapalhar.

— É minha. – respondeu por fim.

— Eu sei, mas o que ela está fazendo ai? Pensa em ir a algum lugar?

— Senta aqui mamãe. – pediu Regina sentando na cama. – A Emma irá fugir hoje e eu irei com ela.

— Isso é uma loucura, filha! Vocês serão perseguidas a vida toda. É isso que você quer para sua vida? – Cora falava nervosa.

— Emma é minha esposa. – disse Regina pegando a mão da mãe. – Eu a amo e irei até o fim do mundo a seu lado.

— Mas filha.

— Mamãe, Emma é inocente. Armaram para ela e não é justo ela ficar presa por vinte anos por algo que não cometeu. – disse Regina calmamente.

— Eu sei, meu amor. Eu só me preocupo por você. – disse Cora com os olhos úmidos. – Não era essa vida que eu queria para você.

— Tudo irá se resolver. Eu sei disso, mas Emma não pode ser mandada para a pedreira, até descobrirmos tudo podem machucá-la, matá-la e isso eu não posso nem imaginar. – falou Regina também emocionada. – Por favor, não faça nada para me impedir de ir.

— Se é isso que você quer eu te apoiarei. – respondeu Cora e abraçou a morena.

[SQ]

Lily chegou ao quartel na hora marcada acompanhada por Sandra. Hoje ela iria fazer o possível para Espinola ajudar ela e Emma a fugir, daria todas as suas jóias se fosse preciso. Ela não iria permitir que Emma apodrecesse na pedreira e faria o possível para libertá-la.

Assim que entraram Espinola abriu um enorme sorriso. Desde que viu Lily pela primeira vez sentiu um desejo imenso por essa morena.

— Senhorita, boa noite. – disse ele se aproximando.

— Boa noite. – respondeu ela tirando a capa.

— Veio acompanhada? – perguntou ele olhando para Sandra.

— É imprudente uma dama andar desacompanhada, principalmente a essa hora.

— Tem razão. Vamos falar em particular? – perguntou ele indicando a direção de seu escritório.

— Sandra, me espere lá fora. – pediu Lily.

Lily seguiu o capitão até a sua sala.

— Em que posso ajudá-la senhorita?

— Bem, eu estou aqui para lhe pedir ajuda.

— Em que posso ser útil? – disse ele se aproximando.

— Eu vim lhe pedir para que o senhor me ajude a fugir com Emma.

— Todo mundo que ajudar essa delinqüente. – disse ele descontente.

— Como assim?

— Gold veio aqui me pedir o mesmo e até já lhe dei minha palavra de que Emma fugirá e todos irão pensar que está morta.

— Como assim capitão?

— Bem, não deveria lhe contar, mas já que veio pedir minha ajuda... irei levar a Emma para o barco de meu compadre e depois daremos um jeito para que o barco exploda e assim todos irão pensar que ela morrerá. – disse e Lily abriu um sorriso.

— Perfeito e assim eu irei com ela. Quando isso irá acontecer?

— Amanhã a noite. Mas sabe que para lhe ajudar com isso quero algo em troca. – disse ele ponde uma mão no braço de Lily.

— E o que o senhor quer?

[SQ]

Torto, Tomy e Mary já estavam escondidos em frente ao quartel esperando Ruby e Emma saírem. Estevam apreensivos, pois a poucos minutos avistaram duas pessoas entrando no quartel e isso estava fora dos planos.

Enquanto isso, Ruby chega a cela de Emma e as duas se abraçam assim que a morena abre as grades.

— Como você está? – pergunta Ruby se soltando de Emma.

— Me sentindo livre. – disse Emma e as duas sorriram.

— Vamos então, todos já estão a postos.

— Ruby, e a Regina?

— Já está esperando ir buscá-la. – disse Ruby pondo a mão no ombro da amiga. – Calma, tudo dará certo.

As duas estavam saindo quando os outros presos pediam para que os soltassem também.

— Soltem eles. – disse Emma.

— Mas Emma?

— Soltem eles Ruby. – mandou e Ruby abriu as três celas que tinham os presos.

Elas já estavam subindo as escadas lentamente para não serem surpreendidas. Quando escutaram vozes alteradas.

— Emma não. – pediu Ruby.

Me solta! – gritou Lily.

— Você que decidiu pedir minha ajuda. – disse Espinola.

Emma conheceu a voz de Lily e não pensou duas vezes em ir ver o que estava acontecendo. Assim que adentrou o lugar viu Espinola agarrando a morena que se debatia em seus braços. Emma pode sentir raiva de Lily, mas nunca iria permitir que algum homem se aproveitasse dessa forma de uma mulher. Não por ser Lily, poderia ser qualquer mulher que Emma defenderia desse ato nojento.

— LARGA ELA DESGRAÇADO! – Gritou Emma e assim que Espinola a viu não perdeu tempo e atirou em sua direção.

Um tiro certeiro acertou o abdômen de Emma que caiu vendo a mancha vermelha tomar conta de sua roupa.

— EMMA! – gritou Lily e correu em direção a loira.

Espinola iria atirar novamente, mas Ruby adentrou o local e atirou no peito do capitão que já caiu sem vida.

— Emma fala comigo. – pediu Lily chorando.

Emma sentia uma dor insuportável, a dor era tanta que até respirar estava sendo difícil. E de repente o sorriso de Regina apareceu em sua frente. Regina, sua Regina estava ali sorrindo para ela e dizendo que tudo ficaria bem e embalada pela voz rouca de sua morena, Emma perdeu os sentidos.

[SQ]

— Eles estão demorando muito Don Noel. Será que aconteceu algo? – perguntou Regina que estava andando de um lado a outro na sala.

— Calma filha, vai dar tudo certo. – disse Cora.

— Como calma! Já passou uma hora do horário marcado. – Disse Regina sentindo o corpo arrepiar.

— Tem razão. Já passou muito da hora. – disse Noel pegando o chapéu.

— Onde vai? – perguntou Cora.

— Vou ver se descubro algo. Volto logo. – disse ele e saiu da casa.

Minutos depois de Noel ter saído, alguém bate na porta com força. Regina olha para a mãe assustada e vai ver quem é. Assim que a porta é aberta, soldados armados entram na casa sem pedir permissão.

— O que está acontecendo? – pergunta Regina assustada.

— Emma Swan fugiu da prisão a achamos que está aqui. – disse um dos saldados.

— Fugiu. – disse Regina com um pequeno sorriso.

Enquanto os soldados vasculhavam a propriedade, Don Noel voltou e ficou preocupado quando soube que Emma tinha fugido. Com certeza aconteceu algo, ela não demoraria tanto para vir buscar Regina se estivesse tudo bem.

Mary estava escondida enquanto os soldados procuravam por Emma e só apareceu na sala quando teve certeza que todos os soldados tinham ido embora.

— Meu deus! O que aconteceu Mary? – perguntou Noel assim que viu a garota. – Pelo que vi todos os presos fugiram e houve tiros no quartel. Agora me diz o que aconteceu? Onde está a Emma? – perguntou e Mary olhou para o chão. – Anda, Menina! Fala o que aconteceu? – exigiu Noel já nervoso.

— Por favor, o que aconteceu? Dizem que ela escapou é verdade? – perguntou Regina aflita.

— Sim, mas... deram um tiro nela e... ela está morta. – disse Mary e todos ficaram estáticos.

O silencio tomou conta da sala por breves segundos e só foi quebrado por Cora que chamou por Regina que desmaiou com a noticia.

Notas finais
É um capitulo com muita coisa né? kkkkkk Deixe-me saber a opinião de vocês. Até o proximo. Fui.