Amor Selvagem

3 Decisão difícil


Notas iniciais
Olá, voltei...... Obrigada por todos os comentários, fico muito feliz por vocês estarem acompanhando essa nova fic. Espero que gostem.... Boa leitura.

A taverna do povoado estava cheia de soldados e marinheiros que passavam pela cidade, todos indo em busca de bebidas e mulheres para saciar a necessidade carnal da qual eram privados durante os meses que ficavam no mar.

Passava das oito da noite quando Emma adentrou o local, não era novidade para ninguém ter a loira ali, afinal, todas as noites ela e Ruby estavam na taverna bebendo e se agarrando com algumas garotas dali. Porém, hoje a sua ida ao local tinha outro fim. A loira passou pelo salão olhando em volta e sorrindo para algumas pessoas, enfim, chegou ao balcão onde perguntou por Ruby e Tomy com um movimento de cabeça indicou o local.

— Boa noite. – fala Emma sentando-se ao lado de Ruby.

— Boa noite capitã. – Era assim que todos a conheciam na cidade por conta de seu barco. –Estava falando para sua amiga que o meu cliente está bastante interessado na mercadoria, mas segundo ele o preço está um tanto alto e ele estava querendo saber se é possível vocês darem um desconto. – disse o rapaz.

— Você sabe que a mercadoria já está no cisne negro, não sabe? – disse Emma séria.

— Sim capitã.

Emma olhou para Ruby, em seguida levou os dedos a testa enquanto pensava. Já que a mercadoria estava no barco ela não poderia ficar por muito tempo com ela, e assim resolveu dar o desconto.

— Posso lhe dar um desconto de 5%. – parou de falar quando sentiu mãos suaves em seus ombros, ele ergueu a mão direita como um sinal para que parasse.

— Agora não Mary. – disse séria e a moça se afastou.

— Está de acordo advogado Ramirez? – Olhou seria para o homem a sua frente.

— Sim. – disse ele.

— Assim que o pagamento for feito, meus homens farão a entrega. – fala Emma e o homem a olha com o cenho franzido.

— Está desconfiando de mim Capitã? – pergunta ele ofendido.

— Não... só quero que lembre que não há perdão para quem me trai. – ergueu a cabeça desafiando o homem.

— Sim, todos conhecemos a senhora Capitã. – depois de tudo resolvido o advogado deixou o local e Emma e Ruby começaram a beber e aproveitar a noite.

[SQ]

Antes de dormir na noite anterior Regina havia tomado uma decisão e por isso chegou tão cedo a casa de Sofia, estava sendo difícil enfrentar a sua madrinha, mas quanto mais rápido isso acontecer, mas rápido ela pode esquecer.

Após alguns minutos de espera Sofia aparece na sala totalmente desconcertada por encontrar Regina depois da decisão do filho.

— Regina, filha que bom que veio. – sorriu sem graça.

— Obrigada madrinha. – disse abraçando a mais velha.

— E como está a Lily? – perguntou Sofia e as duas se sentaram um de frente para a outra.

— Está bem. – disse Regina de cabeça baixa, ela não tinha condições de encarar sua madrinha sem deixar as lágrimas vir aos olhos. – Vim falar sobre... a decisão de Neal de romper o compromisso. – continuou de cabeça baixa.

— Entendo que para você tenha sido...

— Um alivio... – interrompeu a fala de Sofia.

— Alivio? – ficou sem entender.

— Sim... claro que se Neal continuasse com a intenção de casar-se eu cumpriria o compromisso, mas... confesso que minha verdadeira vocação não seja o matrimônio, eu ... vou me dedicar a vida religiosa. – Falou encarando sua madrinha.

— Está me dizendo que vai entrar para o convento? – perguntou sem acreditar.

— Sim, decidi que serei freira. – falou firme, tentando se convencer que era o certo a se fazer.

[SQ]

Emma caminhava na praia ao lado de Lily, desde que a loira viu a garota pela primeira vez sentiu algo que não sabia explicar, ela já teve muitas mulheres em sua cama, camponesas, prostitutas, mulheres da alta sociedade, mas nunca passava de uma noite, contudo, estava encantada pela condessa. Lily também havia se encantado pela loira e por isso sentia uma necessidade enorme de vê-la.

— Como ficou sabendo tão rápido tantas coisas sobre mim? – Perguntou Emma após um pequeno relato da moça a seu respeito.

— Que você se diverte bastante com as moças da cidade. – sorriu e parou em frente a Emma.

— O que mais? – Perguntou a loira se aproximando um pouco mais da garota.

— Que você faz alguns... favores para as senhoras da alta sociedade. – Falou encarando os verdes olhos de Emma que os desviou para os lábios de Lily.

A garota sentiu seu corpo se arrepiar ao perceber as intenções da loira.

— Promete que você não tocará em mim. – disse tensa.

Emma olhou todo o corpo de Lily se segurando para não beijá-la ali mesmo.

— Não é isso que está procurando vindo atrás de mim? – perguntou a loira em um tom baixo, mas o suficiente para a garota ouvir.

— Como se atreve? – perguntou a garota e virou de costas para a loira incomodada pela proximidade e a intensidade do olhar que Emma lhe lançava.

Emma respirou fundo, seu corpo estava necessitando sentir o calor que a garota emanava. Seus lábios não estava aguentando a necessidade de provar aqueles lábios tão convidativos. Tomando coragem a loira segurou o braço de Lily e lentamente a virou encarando aqueles olhos que lhe encanta. Lily fixou o olhar ao da loira em uma conversa silenciosa. Emma pôs uma mão na cintura da garota e a puxou de encontro a seu corpo, se a garota a rejeitasse ela não insistiria mas, porém, Lily permaneceu nos braços de Emma que desviou os olhos para os lábios de Lily que como única reação espalmou as mãos nos ombros da loira. Percebendo que a garota não recuaria a loira aproximou seu rosto ao de Lily, ambas sentindo as respirações tocarem suas peles, os corpos trêmulos desejando o próximo passo e finalmente Emma tocou os lábios de Lily docemente e não aguentando mais ela pediu passagem com a língua dando inicio a um beijo cheio de sentimento.

Lily estava a mercê dos lábios da loira se derretendo com o ato, mas ela voltou a si se afastando da loira e saindo correndo dali sem olhar para trás.

A morena chegou em casa e correu para seu quarto, ela não estava acreditando que deixou ser beijada por uma mulher, se sua mãe soubesse disso seria capaz de batê-la. Ela sentou em sua cama fechando os olhos e veio em sua mente aqueles olhos verdes que sempre a fitava como se visse sua alma, sem perceber Lily levou os dedos aos lábios sentindo o toque macio dos lábios da loira e sem perceber esboçou um pequeno sorriso.

[SQ]

A noticia de Regina iria entrar para o convento pegou todos de surpresa. Cora ao saber da noticia tentou de todas as maneiras fazer sua filha mudar de ideia, a senhora Mills tinha certeza que Regina estava fazendo isso por ser rejeitada por Neal e para que seus amigos e o povo da cidade sentisse pena dela. Ela via que sua filha estava triste, mesmo Regina dizendo o contrário, mas todos viam como a morena falava sobre o matrimônio, sobre o sonho de ter filhos com seu amado e construir uma família feliz.

Lily que estava em seu quarto, desceu assim que ouviu a pequena discussão entre Regina e a mãe. Ao chegar na sala percebeu que Cora tinha os olhos marejados.

— O que está acontecendo aqui? – perguntou ela assim que terminou de descer os degraus.

— Sua irmã que insiste em entrar para o convento. – falou Cora chateada.

— Como assim, Regina? – ficou boquiaberta. – E o casamento? – se aproximou da irmã.

— Percebi que minha vocação não é o matrimônio. – falou decidida.

— Mas voc...

— Já chega! Está decidido e já fui falar com a madre superiora e ela me aceitará de bom grado. – Falou interrompendo a Irmã.

Lily, ficou sem reação ao ver sua irmã agindo dessa forma, não era possível que a Regina com quem ela falou ontem, tão apaixonada e feliz pela volta do noivo tenha tomado essa decisão. Ela sabia que algo sério aconteceu e iria descobrir o que era.

Regina saiu a passos largos para o quarto, sua decisão estava tomada ela só pedia para não se arrepender depois. A morena se jogou em sua cama e se permitiu chorar. Ela estava devastada, não sabia se amava Neal, afinal, nunca havia sentido isso antes, porém, sentia um carinho muito grande pelo rapaz, festejava cada conquista dele nas forças armadas, cada noticia que sua madrinha trazia sobre o prometido aquecia seu coração, a cada foto que recebeu durante todos esses anos se via encantada por sua beleza e seu coração se aquecia a cada vez que pensava em reencontrá-lo. Mas, agora como seria esse reencontro? Como ela iria agir ao ver seu querido Neal de perto? Ela não iria suportar ver o rapaz que aprendeu a amar e admirar com outra mulher, não, isso seria doloroso e humilhante demais para ela.

Regina passou a tarde em seu quarto, na cama, sentindo sua dor sair em cada lágrima que descia de seu rosto.

[SQ]

Emma e Ruby caminhavam pela pequena feira que havia na cidade. Vinham falando sobre o novo trabalho que lhes trariam muito dinheiro, quando Emma avistou a garota que povoava seus pensamentos nos últimos dias. Ela estava linda ao lado de sua criada escolhendo algumas roupas. A loira estava hipnotizada com tamanha beleza quando foi acordada pela voz de Ruby.

— Emma, você ouviu alguma coisa do que eu disse? – perguntou a morena.

— Oi, sim Ruby. – falou, mas não desviou os olhos de onde Lily estava.

Ruby olhou na direção em que Emma olhava e viu a garota que sorria discretamente para a loira.

— Já vi que achou mais um alvo? – brincou com a loira.

— Vamos a taberna tomar uma cerveja. – mudou de assunto apressando os passos, mas olhou uma última vez para Lily e lhe sorriu de canto.

Quando a loira adentrou a taberna avistou Mary servindo alguns senhores e com o semblante sério foi em direção a uma mesa onde sentou com Ruby a sua frente. Mary se aproximou das duas com um sorriso nos lábios como sempre fazia quando via Emma.

— O que está fazendo aqui em baixo? – perguntou Emma séria.

— O Tomy teve que sair e pediu para que eu ficasse aqui no lugar dele. – falou a moça ainda encantada com a loira.

— Já disse que não quero você aqui, Mary. – Continuou Emma.

— A essa hora não tem muitas pessoas.

— Não me importa a quantidade de pessoas. Eu quero que volte para o andar de cima agora Mary. – Ordenou a loira e Mary a obedeceu inconformada.

Emma, não gostava que Mary ficasse naquele ambiente onde as pessoas só iam para procurar diversão. Mary era uma menina inocente e muito meiga para ficar perto de bêbados nojentos que só pensam em sexo e encher a cara. A loira temia que a jovem fosse assediada ou tomada a força por um desses homens.

— Henry, me traga duas cervejas, por favor. – pediu Emma e o garoto de aproximadamente 15 anos foi buscar a bebida.

— Porque você ainda deixa Mary ficar aqui? – perguntou Ruby.

— E onde mais ela poderia ficar? – Perguntou a loira tomando um gole da cerveja que o garoto havia trazido.

— Na sua casa. – disse o obvio.

— Lá não é lugar para ela. – disse séria.

— E você acha que aqui é seguro? – perguntou a morena também bebendo de sua cerveja.

— Pelo menos que pago ao Tomy para ela ficar segura aqui, não?

— E quando embarcamos? – perguntou Ruby, mudando de assunto.

— Em duas semanas. – respondeu Emma sorrindo.

— Dessa vez carregaremos uma grande carga. – bebeu um gole da bebida. – E com isso ficaremos ricas. – Falou erguendo a caneca de cerveja sorridente.

— Sim, se der tudo certo conseguiremos muito dinheiro. – também ergueu a caneca e tocou na de Ruby que ainda estava no alto e em seguida viraram todo o líquido pedindo mais uma caneca em seguida.

— Agora me diz o que está acontecendo entre você e condessinha? – perguntou Ruby.

— Nada. – disse Emma olhando para a caneca em sua mão.

— Eu te conheço bem loira aguada. – brincou. – percebi muito bem seus olhares.

— Não está acontecendo nada. – bebeu. – Mas não vou negar que ela me chamou a atenção. – sorriu boba.

— Vejo que Emma Swan pode estar se apaixonando. – alfinetou e recebeu um leve soco no ombro.

— Talvez, mas ela não é para mim. Ela é rica eu sou uma simples capitã que vive de maneira, digamos... nada convencional.

— Talvez você esteja enganada.

— O que quer dizer com isso? – Emma arqueou uma sobrancelha.

— Pelo que fiquei sabendo, a algum tempo elas perderam sua fortuna, e só moram naquela casa porque a Sofia irá casar seu filho com a filha mais velha da condessa, dando a casa de presente a elas. – afirmou Ruby.

— Com o Neal Nolan? – perguntou a loira abandonando a caneca em cima da mesa.

— Se você conhece outro filho da Sofia? – ironizou Ruby.

— Ele já voltou? – perguntou interessada.

— Não, mas chegará em breve. – disse Ruby pedindo mais uma rodada de bebidas.

— E desde quando você está sabendo tanto a respeito da alto sociedade da cidade? – brincou Emma.

— Desde que minha prima Belle começou a trabalhar na fazenda da poderosa Dona Sofia. – gargalhou. – Sempre que vou a casa da minha tia, conversamos bastante.

[SQ]

Após voltar da taberna, Emma resolveu dar um mergulho no mar que tanto amava. Quando estava naquelas águas a loira se sentia viva, livre, como se o mor fosse uma extensão de seu corpo. A loira perdia horas e horas nadando nas águas refrescantes do oceano. Quando ela resolve sair do mar avista uma pessoa deitada na areia e seu sorriso se alarga quando ela reconhece Lily. Sem demora a loira vai em direção a garota que estava de olhos fechados.

— Resolveu apreciar o sol? – pergunta parando em frente a Lily.

A garota toma um pequeno susto, mas ao abrir os olhos fica sem reação ao ver a loira apenas com as roupas de baixo que consistia em um short até a altura de suas coxas e uma camisa sem mangas, as duas peças finas e muito transparente por estar molhada desenhando o corpo escultural da loira. Emma percebe que a garota a fitava com olhos de cobiça e sorriu.

— Está muito calor, porque não vem nadar comigo um pouco? – pergunta a loira.

— E...eu tenho medo de entrar no mar. – disse encabulada.

— Não se preocupe, não deixarei que nada de mal lhe aconteça. – disse a loira estendendo a mão para Lily.

A morena esboçou um pequeno sorriso e segurou a mão de Emma. A morena tirou suas roupas ficando apenas com as peças de baixo que diferentes da de Emma eram um pouco mais longas na parte de baixo indo até abaixo dos joelhos e a parte de cima era um corpete de algodão branco.

Elas seguiram de mãos dadas até a água, no inicio Lily ficou um pouco receosa, mas com o passar dos minutos se soltou mais. Elas mergulhavam e emergiam sempre sorridentes, em poucos minutos já estavam brincando de jogar água uma na outra. Quando a morena começou a sentir um pouco de frio ela resolveu sair da água e ficou observando Emma dar seus últimos mergulhos.

A loira foi em direção de Lily que a observava com um sorriso nos lábios, assim que estavam próximas perderam-se uma no olhar da outra. Nesse momento Emma soube o que queria, ela queria Lily para si e iria tê-la de uma forma dou de outra. Lentamente a loira levou uma mão ao rosto de Lily que pôs o peso da cabeças na palma da capitã apreciando as carícias. A loira sorriu e aproximou seus corpos dando inicio a um beijo cheio de desejo, devagar Emma deitou a morena na areia e se pôs sobre seu corpo sentindo a pele de Lily se arrepiar. A partir dai, nenhuma das duas conseguiu segurar o desejo e Emma a tomou para si, tomou Lily como sua mulher, se apossou de cada parte daquele corpo que fazia seus músculos colapsar. E Emma a invadiu, a invadiu de uma forma que julgará jamais ter feito isso com mulher alguma. Passaram um bom tento se entregando ao desejo, sem reservas, sem medo.

Lily tinha o corpo colado ao da loira que fazia carinho em seus cabelos. Ela sorria abertamente por ter se entregado a loira que fez sua sanidade ir para o espaço.

Emma se afastou da garota e a olhou nos olhos. – Agora você é minha. – deslizou as costas da mão pelo rosto de Lily. – Minha e não quero que ninguém a toque. – Ordenou e selou os lábios da morena.

[SQ]

Dois dias se passaram rápidos para uns e muito lento para outros. É o caso de Regina, para a morena parecia que o relógio havia parado. A solidão de seu quarto era a única companheira de seus dias. Ela se recusava a receber qualquer pessoa e só saia de seus aposentos para ir a igreja, quando o abismo que existia em sua vida ficava grande demais.

E foi quando estava voltando de uma dessas idas a casa do senhor que ela encontrou em sua sala Zelena, que a aguardava preocupada pela ausência. Quando Regina viu sua amiga ali teve que se segurar para não deixar as lágrimas que sempre estavam em seus olhos saírem. A morena respirou fundo e foi sentar-se ao lado da ruiva.

— Eu deveria não falar mais com você. – disse sorrindo. – Por que não me procurou mais? – Perguntou segurando a mão da morena.

— Desculpa Zel, eu não estou me sentindo bem esses dias. – disse com um semblante triste.

— Mas o que aconteceu? – Perguntou percebendo os olhos castanhos quase sem vida.

— Nada demais. – se esforçou para sorrir. – Só um resfriado.

— Mas você já procurou um médico? – perguntou preocupada, não pelo resfriado, mas pelo semblante derrotado que sua amiga possuía.

— Não é necessário, mamãe está cuidando de mim.

A ruiva não acreditou nas palavras da morena, mas resolveu mudar de assunto. Se estivesse acontecendo algo, ela saberia depois.

— Como estão os preparativos para o casamento? – perguntou animada.

Nesse momento Regina sentiu seu coração apertar no peito. Se fosse possível ela queria esquecer esse assunto, mas sabia que todos que a conhecem lhe faria essa pergunta. Regina desviou os olhos para um ponto qualquer na sala e segundos depois voltou-se para a amiga.

— Resolvi romper o compromisso. – disse séria.

— Mas porque? – Zelena estava perdida com a revelação de Regina.

— Percebi que minha vocação não é o matrimônio. – disse ela desviando o olhar mais uma vez.

Ela poderia falar toda a verdade para Zelena, afinal, sempre foram confidentes, mas a vergonha e a tristeza de ter sido rejeitada não deixava ela ser sincera naquele momento.

— Pelos céus Regina. Porque isso agora?

— Cheguei a conclusão que minha vocação é servir a igreja. – falou ainda sem coragem de olhar para a ruiva.

— Não me diga que vai entrar para o convento? – perguntou incrédula.

— Sim, já falei com a madre superiora.

— Mas por quê?

— Porque eu quero Zelena. – afirmou e olhou para a amiga.

Antes que Zelena falasse mais alguma coisa, Cora aparece na sala as interrompendo.

— Zelena, que bom ver você. – disse a senhora Mills abraçando a garota que ficou de pé assim que a viu. – Como está? – perguntou ao fim do abraço.

— Estou bem tia Cora. – respondeu a garota. Desde pequena era assim que Zelena a tratava.

— Regina, a madre superiora me procurou para informar que você pode ir para o convento quando achar melhor. – Informou Cora dando um beijo no rosto da filha.

— Que bom mamãe. – também beijou o rosto da mãe. – Sendo assim, irei amanhã mesmo.

— Já filha? – perguntou a senhora triste.

— Quanto mais rápido melhor. – Respondeu Regina e voltou ao seu lugar.

As três continuaram conversando por um tempo, até que Zelena precisou ir embora e Regina foi para seu quarto começar a organizar seus pertences.

[SQ]

Emma estava almoçando em sua casa, quando Mary aparece toda sorridente.

— Mandou me chamar, Emma? – perguntou a garota parando em frente a mesa.

— Sim, sente-se por favor. – pediu Emma continuando a saborear sua comida.

— E o que você quer? – perguntou a morena eufórica.

Ela sempre foi apaixonada pela loira e depois de uma noite com muita bebida e gargalhadas onde ela se entregou a Emma, Mary nunca perdeu a esperança de Emma também se apaixonar por ela. Sendo assim, Mary sentia um prazer imenso em agradar a sua loira.

— Eu já falei, mas irei repetir. – disse Emma a encarando. – Não quero você atendendo na taberna. – falou séria.

— Mas Emma, Tomy precisou sair e naquele horário não tem quase ninguém.

— Não importa. – foi firme.

— É muito ruim ficar presa no andar de cima, lá pelo menos eu me distraio.

— Eu sei disso. Sendo assim, decidi que você não ficará lá por muito tempo. – bebeu um gole de seu suco.

— Vai me trazer para morar aqui com você? – perguntou a garota esperançosa e exibindo um enorme sorriso.

— Não.

— Eu posso cozinhar para você e cuidar de suas coisas. – insistiu.

— Aqui também não é lugar para você.

— Mas Emma....

— Já disse que não. – falou interrompendo sua fala. – Quando eu voltar de viagem, irei encontrar uma casa de família onde possa trabalhar e morar. – Mary ficou séria.

— Emma, por que não podemos ficar juntas? – Mary tinha os olhos marejados. – Eu amo você, podemos ser felizes se você quiser. – a garota já chorava e baixou os olhos.

A loira respirou fundo, ela já havia percebido que a garota nutria sentimentos por ela, mas Emma a via apenas como uma amiga, uma irmã mais nova. Emma levantou de sua cadeira e se apoiou na mesa ao lado de Mary. Delicadamente ela pôs a mão no queijo da menina a fazendo olhá-la nos olhos.

— Você precisa de um lugar seguro, precisa encontrar alguém que te ame e que você ame também. – falou docemente.

— Mas...

— O que aconteceu conosco daquela vez não irá se repetir. – disse a loira referindo-se sobre a noite que passaram juntas.

Antes de qualquer resposta da morena ouviram uma voz irritada vindo da entrada da casa.

— Desculpe, não queria atrapalhar. – disse Lily ríspida.

Quando as mulheres lhe olharam a Mills mais nova saiu correndo dali. Emma tentou ir atrás dela, mas Mary a segurou pelo braço.

— Quem é ela? – perguntou Mary irritada. – É por causa dela que você não me quer? E para piorar, uma moça da alta sociedade. – A morena estava muito irritada e magoada.

Emma nada respondeu, para falar a verdade não estava escutando a outra lhe fazer tais perguntas. Apenas pensava sobre o que Lily estaria imaginando com a cena que presenciou. Percebendo que nada poderia fazer no momento, Emma sentou-se em uma cadeira próxima a Mary e fechou os olhos.

[SQ]

Lily entra em seu quarto irritada, ela não havia gostado nada em ver Emma com tanta intimidade com aquela garota em sua casa. A garota tirou o lenço que tinha nos ombros e o jogou com raiva em cima da cama.

— Se aquela loira pensa que poderá me usar para satisfazer seus desejos e depois me jogar fora está totalmente enganada. – falou se deitando na cama. – cafajeste. – bradou fechando os olhos.

Notas finais
Espero que tenham gostado.... E para todos que perguntaram quando Emma e Regina se encontrarão... será breve..... Comentem.... Até o próximo. Para quem acompanha minhas outras fic's até terça estarei atualizando. Xeru. Fui.