Amor Selvagem

19 Arrependimento


Notas iniciais
Olá pessoas.... sei que estavam esperando ansiosas pela atualização. kkkkkkkkkkk Boa leitura.

Parecia que o coração de Regina estava sendo esmagado aos poucos. Tudo o que estava vivendo com sua esposa agora não passava de tristeza. Desde que se conheceram, Emma nunca havia sido tão grossa com ela, pelo contrário, mesmo todos dizendo que a loira não prestava Emma sempre foi respeitosa com ela. Nunca havia lhe tocado com raiva nem tinha lhe olhado com tanta mágoa. Regina passava as mãos em seus braços onde Emma segurou com certa força, o local estava vermelho e um pouco dolorido.

Regina ainda estava de joelhos quando Belle apareceu na sala e se aproximou lentamente.

— Senhora. – chamou a moça. – A senhora precisa de ajuda? – perguntou Belle parando em sua frente.

Regina nada respondeu, permaneceu com a cabeça baixa, envergonhada por estar sendo vista dessa forma, com os olhos vermelhos por conta do pranto.

— Venha senhora, vou ajuda-la a levantar. – disse Belle docemente estendendo a mão para que Regina se reerguesse.

Regina, mesmo sem graça aceitou a ajuda da garota. Belle lhe segurou as mãos e em um pequeno impulso Regina ficou de pé. Assim que Regina tomou coragem para olhar para Belle, visualizou Mary parada atrás da garota. Com a raiva tomando conta de seu corpo, Regina seguiu em direção a Mary e lhe segurou o braço.

— Onde você encontrou aquela foto? – perguntou Regina encarando Mary que tinha os olhos assustados.

— Em ... suas coisas. – disse Mary sentindo pela primeira vez medo da morena a sua frente.

— ONDE! – Gritou Regina.

— Senhora. – chamou Belle vendo o nervosismo em Regina.

— FALE SUA INFELIZ! – voltou a gritar Regina sem dar atenção a Belle.

— Na mala que sua irmã trouxe. – Falou Mary assustada.

Ao ouvir as palavras de Mary, Regina soltou seu braço e deu alguns passos para trás. Claro! Tinha que ter dedo de Lily em tudo isso. Mas Regina não iria deixar sua irmã acabar com seu casamento. Sem dizer nada Regina saiu de casa as pressas, mesmo com os gritos de Belle para que ele esperasse.

Regina nunca havia feito o percurso até a casa da sua mãe tão rápido. Ela não sabia que iria fazer ou dizer a sua irmã, mas com certeza Lily iria se ver com ela. A morena entrou na casa da sua mãe gritando pela irmã. Segundos depois Cora apareceu assustada, nunca tinha visto sua filha tão nervosa.

— Filha, o que está acontecendo?

— Onde está a Lily? – perguntou Regina com raiva.

— Saiu com Neal. Porque está assim? – disse Cora segurando a mão de Regina.

— Lembra do dia que Lily foi levar o restante de minhas coisas? Depois do casamento?

— Sim filha. O que tem?

— Ela colocou uma foto de Neal dentro. Mary encontrou e entregou a Emma, ela ficou furiosa. – disse a morena com os olhos marejados. – Ela me insultou, me ofendeu. Disse que eu continuo apaixonada por Neal. – concluiu.

— Mas filha, não explicou a ela?

— Claro mamãe. Mas não acredita em mim. – falou Regina já chorando. – E isso me dói tanto. – falou e Cora a abraçou.

— Calma filha, ela só está nervosa. – tentou Cora acalmar a filha.

— Não sei mamãe. E o pior é que Lily disse que todos vão para a fazenda e para não ficar aqui sozinha pediu para se hospedar lá em casa e como Emma estava com raiva permitiu só para me magoar. – disse Regina se afastando dos braços da mãe. – Mas eu não permitirei isso. Se Lily aparecer em minha frente eu juro que a matarei.

— Não diga isso filha, vocês são irmãs...

— NÃO! – gritou Regina. – Irmãs se ajudam, querem o bem uma da outra e Lily só quer me ver triste, não pode me ver feliz. – falou e respirou fundo.

— Eu não acredito! – disse Cora abismada.

— Eu não aceitarei mais as armações de Lily. Se ela tentar mais alguma coisa contra meu casamento e juro que contarei tudo a Neal, para ele saber com quem se casou.

— Não faça isso filha. Por favor!

— A Sandra está em casa? — perguntou Regina enxugando as lágrimas.

— Sim.

Assim que ouviu a afirmação da mãe, Regina foi para a cozinha e encurralou Sandra de tal forma que a moça acabou confessando o que Lily havia feito, mesmo que Regina já soubesse. Depois de se acalmar um pouco, Regina saiu em busca de sua esposa. Não iria permitir ser acusada sem ter culpa.

[SQ]

Emma estava arrasada. Mais uma vez fora enganada, mais uma vez alguém fez seu coração em pedaços e dessa vez foi ainda pior, pois quem lhe destruiu foi a pessoa que ela menos esperava, Regina, sua Regina, sua pequena de olhos apaixonantes.

Emma andava sem rumo, desorientada, arrasada. A loira chegou a taberna de Tomy e entrou sem falar com ninguém. Ruby que estava lá como todas as noites, viu a loira e percebeu que algo estava errado.

— Emma. O que aconteceu? – perguntou parando em frente a amiga.

— Quero que o Henry vá para minha casa. – respondeu seria e passou pela amiga sem nem olhá-la.

Parou em frente ao balcão onde tinha uma ruiva a encarando.

— Ariel. – chamou Emma.

— Sim capitã. – disse a moça sorrindo.

— Leve uma garrafa de uísque para meu quarto.

— Agora mesmo, capitã. – respondeu e saiu apressada para atender a ordem de sua capitã.

Ruby vendo aquilo ficou sem entender. Sabia que algo de muito errado estava acontecendo com Emma, mas sabia que a loira estava amando Regina e nunca a trairia, mas ao ouvir o pedido de Emma a Ariel não acreditou. Antes quando a loira queria saciar suas necessidades carnais sempre buscava Ariel, mas pelo que a própria loira havia comentado, Regina a estava satisfazendo de todas as maneiras, então Emma não deveria procurar outra mulher.

Emma entrou em seu quarto e tirou o colete o jogando em cima da cama. A lembrança de sua esposa em seus braços, dizendo que a amava estava sempre em sua mente. Regina era perfeita, carinhosa, meiga, apaixonante e por isso Emma se entregou tão facilmente a ela. Mas após ver aquela maldita foto tudo o que sentia quando estava com ela veio a baixo. É tirada de seus devaneios com batidas na porta, após da permissão para entrarem, Ariel pôs a bebida em cima da mesa e serviu um copo entregando a Emma.

Sem olhar para a garota, Emma bebeu todo o líquido de uma só vez sentindo o líquido queimar sua garganta, mas esse mal estar nada era comparado a dor em seu peito.

— Obrigada, Ariel. – disse Emma enchendo mais uma vez o copo.

Mais uma vez Emma sorveu o líquido de uma só vez e voltou a encher o copo, quando pela terceira vez tomou o liquido de uma só vez alguém bateu mais uma vez na porta. Ao olhar em direção ao objeto de madeira viu que Ariel estava em sua cama apenas com as roupas íntimas. Ela encarou Ariel por alguns segundos e mais uma vez foi ouvido as batidas na porta. Como se estivesse saído do transe a loira mandou que entrassem.

— Emma... – começou Ruby, mas parou de falar assim que viu a ruiva deitada na cama da amiga. – atrapalho? – perguntou Ruby encarando Emma com olhar de decepção.

— O que quer? – perguntou Emma respirando fundo.

— Nada. Você está muito ocupada. – disse a morena e se retirou fechando a porta.

Emma sabia que não era certo o que estava fazendo. Sua esposa não merecia e mesmo que merecesse ela não conseguiria olhar para outra mulher tendo Regina cravada em seu peito.

— Ariel, obrigada pela bebida, mas prefiro ficar sozinha. – disse Emma encostando na mesa.

— Por que? Eu não lhe agrado mais? – perguntou a garota sentando-se na cama.

— É que eu não estou no clima. Vista-se. – disse Emma entregando-lhe as roupas.

— Costumávamos nos divertir tanto. Prometo que não irei lhe importunar capitã e sua esposa não precisa saber. – disse Ariel passando as mãos nos braços de Emma.

— Ariel, por favor! – disse Emma segurando uma das mãos da ruiva. – Se vista. Eu quero ficar sozinha. – ordenou Emma a olhando feio.

Nesse momento Ruby entra sem bater. – Sua esposa está aqui. – Disse a morena assustada.

— Regina?

— Por acaso você tem outra esposa? – perguntou Ruby sarcástica, não aceitando a atitude da loira. – Ela quer falar com você.

— Diga que vá embora. Que eu a proíbo de vir a um lugar como este.

— E se não quiser ir?

— Me avise.

Ruby assentiu e voltou para o salão. Depois teria uma conversa com Emma. Ela não poderia estar fazer isso com Regina.

— Ela disse que não pode atende-la agora... que é para você voltar para casa. – disse Ruby parando de frente para Regina.

— Mas não lhe disse que só irei depois que falar com ela? – perguntou Regina.

— Sim, mas ela disse que agora não pode falar com você. – disse Ruby e Regina avançou querendo ir de encontro a Emma. – Por favor Regina, Emma irá se zangar. – tentou Ruby.

— Não me importa! Vim para falar com ela e irei! Então saia da minha frente.– falou Regina indo em direção a escada.

— É que ela não está sozinha! Está com uma mulher! – disse Ruby não tendo outra alternativa. Seria pior para Regina encontrar Emma na cama com outra.

Ao ouvir as palavras de Ruby, Regina estancou no lugar. Não era possível que Emma estivesse fazendo isso com ela. Engolindo as lágrimas ela deu meia volta e saiu apressada daquele lugar.

Ruby vendo a morena ir embora resolveu acompanha-la. Já estava escurecendo e não era certo Regina andar sozinha. O caminho foi feito em silencio. Ruby não sabia o que falar e Regina sabia que se abrisse a boca não conseguiria segurar as lágrimas que estava teimando em umedecer seus olhos.

— Obrigada por vir comigo Ruby. – disse Regina assim que chegaram em frente ao portão.

— Não precisa agradecer Regina. Você sabe que tenho você como uma amiga. Agora descansa, seja lá o que está acontecendo irá se resolver. – dito isso Regina entrou em casa.

Ela foi para seu quarto e assim que fechou a porta ficou olhando para todo o cômodo. Não era possível que sua vida sempre estaria desta forma, cheia de intrigas, mentiras, armações.

Ela caminhou lentamente até a cama e sentou-se na beirada. Deu mais uma olhada ao redor e fixou os olhos na cama. A cama onde ela teve lindos momentos com Emma, onde se entregaram ao amor tantas e tantas vezes. Com os olhos marejados ela deslizou o corpo pela superfície macia e pode sentir o cheiro de Emma que estava impregnando nos lençóis. Sem mais conseguir conter as lágrimas ela entregou-se ao pranto, as duvidas de Emma e as palavras de mais cedo lhe atingem com força, mas nada era tão dilacerante quanto saber que a essa hora Emma estava nos braços de outra e sem conseguir se controlar ela chorou até que o cansaço lhe fez adormecer.

A luz do sol fez Regina despertar. Ela olhou para o lado da cama onde Emma costumava dormir e sentiu um aperto no peito ao notar que estava vazio. Respirando fundo a morena levantou, fez sua higiene matinal e seguiu para a sala de refeições. Assim que chegou na sala encontrou sua mãe sentada.

— Mamãe. O que faz aqui? – disse Regina com um sorriso fraco.

— Filha. – disse Cora a abraçando. – Só vim lhe dizer que não tem com o que se preocupar. Convenci Neal a levar Lily conosco para a fazenda.

— Que bom. – disse Regina triste.

— Tire essa carinha de tristeza, Regina. Tenho certeza que Emma vai entender que tudo não passou de uma armação. – Disse Cora tentando animar a filha.

—fui procura-la ontem para lhe contar o que Sandra nos contou... mas estava com uma mulher e não quis me atender. – falou a morena respirando fundo.

— Não se aflija por isso, filha. As pessoas são assim, meu amor. É da natureza de muitos e você terá que se acostumar. – falou Cora triste.

— Me acostumar? Me acostumar que tenha outras mulheres? Mamãe, isso é horrível... – disse Regina ficando de pé. — ... e além do mais, me machucou tanto. – disse a morena com os olhos marejados. – por que do que ela me culpa, sou inocente. Enquanto que ela sim, me magoou.

— Filha, agora que está casada posso te dizer... Também seu pai, que descanse em paz, de vez em quando procurava outras. – disse Cora e Regina a olhou espantada.

— Então o perdoava? – perguntou Regina incrédula. – O recebia tranquila depois de saber que esteve com outra? Não, não, eu não vou poder. – falava nervosa. – Acho vergonhoso, repugnante. Não vou perdoar a Emma, nunca. – disse com raiva.

— Regina, você tem muito a aprender... a vida de casada tem suas alegrias, é verdade... mas também tem suas tristezas. – disse Cora convencida.

— Mas se ela rompe os votos matrimoniais e me trai, eu tenho que aceitar? – perguntou Regina irritada com a mãe. – mamãe, não, eu não posso aceitar isso.

— Você é muito orgulhosa, filha. Se quer se reconciliar com sua esposa, te aconselho a não comentar sobre isso.

[SQ]

Emma estava deitada em sua cama. Não conseguiu pregar os olhos a noite toda. Sempre que tentava Regina vinha em sua cabeça fazendo com que seu coração se despedaçasse. Ela sabia que tinha sido muito dura com a esposa. Ela é tirada de seus devaneios com batidas na porta.

— Já disse que não quero ser incomodada! – disse de forma grossa, mas no segundo depois a porta é aberta abruptamente.

— Sei que disse. Mas não me importa. – disse Don Noel entrando. – Estou cansado que uma mulher feita e direita como você continue cometendo tanta estupidez! – disse Noel com raiva.

— Se veio com intenção de discutir, pode ir por onde entrou. Não estou com clima para sermões! – disse Emma levantando.

— Não vou embora e não me importa com que clima esteja! – disse Noel retirando o chapéu.

— Está bem. Desembuche de vez então! – falou Emma vencida e Noel a encarou. – Já sei. Minha esposa foi chorar para o senhor, dizendo que sou uma desalmada, uma sem vergonha....

— Não falei com a Regina. – disse Noel sério.

— Então foi a mãe dela. – afirmou Emma. – O que minha querida sogra lhe falou? – perguntou com deboche.

— Não vale a pena responder semelhante baixeza! – Disse Noel elevando a voz. – Você é uma idiota por se zangar por um estupido retrato!

— Esse retrato estava em minha casa e ela o trouxe! – falou a loira com raiva.

— Ela não o trouxe! – retrucou Noel. – Foi a Lily que colocou em suas coisas.

— Ah sim, é muito bom jogar a culpa em Lily, já que ela não vale nada!

— É verdade! Sandra confirmou tudo.

— As criadas sempre dizem o que as patroas querem. – continuou Emma o que deixou Noel muito irritado.

— JÁ BASTA! – gritou Noel. – Por que é tão teimosa, tão cega?

— Cega fui ao me casar com ela. – disse Emma triste.

— Ah! Então é lerda também. Me surpreende uma mulher com tanta experiência, que já teve tanta mulher na cama. Por que não percebeu logo que Regina estava fingindo quando estava com você? – ironizou Noel.

— Uma coisa é desfrutar da cama, outra é amar. – disse Emma tão baixo que o padrinho quase não ouviu.

— Sempre tem uma resposta para tudo não é? Diz coisas que nem você mesmo acredita. Na verdade me dá muita tristeza... Acreditei que estava feliz... satisfeita com suas conquistas. – falou Noel e Emma baixou a cabeça para esconder as lagrimas que se formaram em seus olhos. – orgulhosa por ter se transformado em uma mulher decente e respeitada. – Continuou e Emma continuou sem fita-lo. – Com uma esposa linda e terna, além de apaixonada.

— Sim, apaixonada, mas não por mim.

— Acredita mesmo Emma? Acredita mesmo que Regina continua apaixonada por Neal? – perguntou Noel percebendo que suas palavras estavam tocando a afilhada.

— Não sei e é isso que não me deixa viver. – confessou Emma deixando as lágrimas finalmente virem a tona. – Também estava convencido do carinho de Lily. Teria posto minha mão no fogo por ela e o senhor viu o que me fez. – disse encarando o padrinho. – Me apaixonei por que era bela, inteligente, decidida. Em seguida a odiei. – continuou e Noel negou com a cabeça. – Depois apareceu Regina. Parecia um anjo, doce, suave. Me conquistou eu admito, acho que eu a amo desde a fazenda e me dava uma raiva tremenda quando defendia Neal. Me irritava que estivesse disposta até... até dar a vida por ele! – disse a loira baixando a cabeça mais uma vez. – E eu pensava... Por que eu não posso ter essa mulher para mim? Que me ame dessa maneira?

— Já a tem. – disse Noel calmamente.

— Sim, tenho seu corpo. Mas a sua alma? Também a tenho?

— Ninguém mais que você pode saber. – afirmou Noel.

— Pois eu não sei. – afirmou Emma.

— Emma, já te disse uma vez que o ciúme é um mal conselheiro. Arruína as pessoas, as destrói... se te importa conservar seu casamento e o carinho de sua mulher... É melhor que reflita, porque assim como está se comportando agora, a única coisa que vai conseguir é que Regina pouco a pouco, vá acumulando rancor. E então sim, você será infeliz. E com razão. – disse Noel pegando o chapéu. – Vá para casa. Fale com ela. Peça-lhe perdão. – Concluiu Noel pondo a mão no ombro da loira e se retirando em seguida.

[SQ]

Mais um dia em que Regina acorda sozinha em sua cama. E como no dia anterior ela fez sua higiene e desceu para a cozinha encontrando Belle e um rapaz.

— Bom dia senhora! – disse Belle sorrindo.

— Bom dia! – respondeu ela e olhou para o rapaz.

— Ah! Senhora esse é Pedro. Disse que foi sua mãe quem o mandou e que a senhora já estava sabendo. – falou Belle quando percebeu o olhar da patroa para o rapaz.

— Sim. Seja bem vindo Pedro.

— Obrigada senhora.

— Já que está aqui. Preciso que venha comigo a feira. – disse Regina para o rapaz e seguiu para tomar seu café.

Assim que terminou o café da manhã. Regina seguiu para a feira com seu novo empregado. Andou por toda a feira comprando tudo o que Belle havia lhe pedido. Pedro não falava nada, apenas a acompanhava segurando a cesta. Algumas horas depois voltou para casa e encontrou Belle arrumando a sala e Pedro seguiu para a cozinha.

— Tem noticias de sua patroa? – perguntou Regina.

— Não senhora. Mas chegou um garoto a mando da patroa para ajudar com a limpeza. – disse Belle a encarando.

— E quem é?

— Henry.

— Peça que venha falar comigo.

— Sim senhora. – respondeu Belle e foi ao encontro de Henry.

Alguns minutos depois Henry entrou na sala.

— Bom dia, senhora. – disse o rapaz.

— Bom dia. Emma que te enviou?

— Sim senhora.

— Mas por quê? Aqui não precisamos de outra pessoa. – falou ela sem entender as intenções de Emma.

— São ordens da capitã, senhora. – disse o rapaz sem graça.

— E onde ela está? – quis saber Regina.

— Ainda na taberna de Tomy, senhora. – disse e Regina ficou de costas para o rapaz.

— Te disse se iria voltar?

— Não me disse nada, senhora. – Respondeu Henry cabisbaixo.

— Obrigada Henry. Seja bem vindo.

— Obrigado senhora. – disse ele e saiu.

[SQ]

Emma estava ainda em seu quarto. Depois da conversa que teve com Noel não conseguiu dormir, as palavras de seu padrinho não saiam de sua cabeça. Regina sempre demonstrou sim amá-la, ela sentiu isso todas as vezes em sua esposa se entregou a ela. Ela via em cada atitude, em cada gesto, em cada carinho. Toda aquela raiva que estava sentindo agora se transformou em um sentimento que a estava corroendo a cada bater de seu coração... arrependimento.

Emma não conseguia esquecer o olhar de medo e suplicas que Regina tinha no momento de sua fúria. Se ela ainda não tinha voltado para casa por causa da raiva, do ciúmes, agora ela estava apavorada, tinha medo de que sua esposa não a perdoasse por ter a tratado daquela forma, medo por Regina a rejeitar por imaginar que ela estava com outra mulher. Emma ficou aflita quando Ruby disse que Regina sabia que ela estava com Ariel no dia em que foi a sua procura.

E agora como ela iria acreditar que entre ela e Ariel não ouve nada? Como ela iria dizer a Regina que nenhuma mulher a atrai como ela? Como ela iria convencer sua morena de seu amor, se ela mesma não acreditou em Regina quando ela disse que não sabia como aquela maldita foto foi parar em sua casa?

Emma volta a realidade quando a porta do quarto é aberta e Mary entra sorridente.

— Oque está fazendo aqui? – pergunta Emma pressionando a testa com a mão.

— Vim saber como está? – perguntou Mary sentando a seu lado.

— Eu estou bem? E minha mulher? Está em casa? – quis saber a loira.

— Quando vim pra cá ela tinha saído. – respondeu Mary fechando a casa.

— Para onde?

— Não sei.

— Saiu sozinha?

— Não. Saiu com Pedro o novo criado. – Disse e Emma levantou pegando seu punhal e pondo em sua cintura.

— Vamos, eu te levo para casa.

— Eu não volto para casa enquanto essa mulher estiver lá. – disse Mary levantando.

— Mary. – disse Emma séria. – Essa mulher é minha esposa.

— Uma esposa que ama outro!

— Olha aqui garota. – disse Emma se aproximando de Mary. – Eu já estou de saco cheio, já estou no meu limite com você. Não sei se te agradeço ou não por ter me mostrado aquela foto. Mas o que não permito é essa sua atitude com Regina. Ela é minha mulher, eu a amo! E os problemas que tenho com ela não te interessam. Se não está disposta a trata-la com o devido respeito, é melhor não voltar para casa. – concluiu Emma e saiu.

[SQ]

Regina estava almoçando quando Emma chega a encarando desconfiada. A loira sentia seu coração acelerado e as pernas amolecerem por medo de uma recusa da esposa.

— Comecei a comer por que não sabia que viria. – disse Regina sem encarar Emma.

Após a fala da esposa Emma segue para sua cadeira se acomodando.

— Já comeu? – perguntou Regina.

— Não. – responde Emma sem graça.

Regina pegou o prato que estava postado no lugar da esposa e começou a servi-la. Ninguém falava nada. Emma apenas a olhava sentindo a culpa tomar conta de seu ser. Regina era tão perfeita que mesmo depois de tudo ainda a servia.

— Onde esteve esta manhã? – perguntou Emma assim que Regina pôs o prato a sua frente. Ela não perguntou por desconfiança, mas por que não sabia como iniciar a conversa.

— Fui ao mercado. Pedro me acompanhou. – respondeu Regina ainda sem encara-la.

— Não quero que volte a sair com ele. – disse Emma.

— Por que? – perguntou Regina encarando a esposa pela primeira vez.

— Por que eu não o conheço.

— Do que tem medo? – perguntou Regina.

— Eu tenho muitos inimigos, Regina. Pessoas que pagariam qualquer coisa para me prejudicar. Por isso tenho que ter cuidado com a pessoas que nos rodeia.

— Por que diz isso? O que podem fazer com você? – perguntou Regina preocupada.

— Sofreria se me acontecesse algo? — Perguntou Emma feliz pela preocupação da esposa, mas essa pergunta foi interpretada de outra forma por Regina.

— Já chega, Emma! Estou cansada de suas duvidas, de suas suspeitas, seus insultos! Eu não coloquei aquela foto na mala. Mas se não acredita em mim, não me importa! — disse Regina e Emma sabia que a esposa tinha razão em acusa-la. – Você não tem que me criticar! Enquanto que eu... – Regina não concluiu pois era muito doloroso lembrar das palavras de Ruby quando ela foi procurar por Emma.

— Diz isso pelo que ti disseram na cantina? – perguntou Emma e levou a mão para a de Regina que antes que houvesse o toque levantou-se e saiu para o quarto.

— Regina... Regina. – chamou Emma, mas a morena não deu ouvidos.

Emma puxou o ar de vagar, sabia que era a hora de pedir perdão a sua esposa e ela não tinha muito jeito para isso. Assim que adentrou o quarto encontrou Regina parada em frente a janela. Com certo receio a loira se aproximou de Regina e meio incerta ergueu o braço para tocá-la.

— Perdão! – disse Emma tocando Regina que saiu de perto. – Te peço perdão por minhas duvidas. – disse Emma de olhos fechados. – Por tudo que te disse. – continuou ela se virando para encarar Regina. – O problema é que fui muito ferida por sua irmã...

— Mas eu não tenho culpa! – disse Regina com raiva.

— Concordo, você não tem culpa. Mas quando te conheci você... estava apaixonada por outro... capaz de qualquer coisa por ele. – falou a loira se aproximando.

— Mas agora não! Já te disse mais de mil vezes! – falou magoada. – Te demonstrei! Me entreguei a você com amor, com carinho, confiante, acreditando em sua bondade, em sua honradez... Sonhando que eu seria importante para você!

— Mas você é Regina! – disse Emma triste por sua esposa pensar o contrário. – Você é o que tenho de mais importante na vida. A coisa mais bonita que já me aconteceu. – continuou Emma com os olhos marejados.

— Então por que se comporta assim? – falou Regina se exaltando.

— É que morro de ciúmes!

— Eu também sinto ciúmes, Emma.

— Verdade?

— Mas é claro! Do que acha que sou feita? De pedra? E não me importa se todos dizem que os casamentos são assim e que tenho que me conformar em saber que você estava com... – Regina não conseguiu concluir a frase.

— Regina, te juro que entre eu e aquela mulher não houve nada! – confessou Emma já sabendo do que sua esposa falava.

— Mas me disseram!...

— Te disseram... Te disseram errado! – Emma disse apressada. – Admito... – começou Emma e baixou a cabeça envergonhada. – Admito que essa era minha intenção... como um forma de vingança... mas eu não pude. Como posso estar com outra se só você me interessa, me enlouquece, só você é dona do meu corpo, do meu coração. Por favor, acredite em mim, amor.

— E eu? – perguntou Regina encarando a esposa. – Vai continuar duvidando de mim?

— Não! – disse a loira e Regina sorriu sem vontade.

— Você não sabe como me senti humilhada vendo você se insinuar para minha irmã, na minha presença. – disse Regina com os olhos marejados. -–Você, mas que ninguém sabe o quanto Lily gosta de me rebaixar e acabou dando esse gostinho a ela. Aquela foto... foi ela quem colocou em minhas coisas e você acreditou, me acusou, jugou e condenou sem nem ao menos me dar a oportunidade de defesa. – disse Regina deixando as lágrimas caírem. – Eu te amo, Emma. Só deus sabe o quanto eu te amo, mas para continuarmos... vivendo felizes... você tem que crescer e começar a confiar em mim, no meu amor por você. Eu não estou disposta a passar a vida sofrendo com acusações infundadas. Enquanto você não mudar eu... não ficarei a seu lado.

— O que você quer dizer com isso? – perguntou Emma tomada pelo medo.

— Que enquanto você for essa pessoa ciumenta, insegura e imatura... eu não quero você.

— Não amor! – disse Emma a abraçando. – Eu prometo mudar, confiarei em você, eu confio em você. – continuou a loira apertando Regina em seus braços. – Por favor, eu te suplico fica comigo. – Emma chorava abraçada a esposa. – Eu te amo Regina. Te amo mais que tudo e me sinto um monstro por ter te tratado de uma forma tão cruel. – suplicou Emma e Regina sabia que também não conseguiria viver longe da loira.

— Você só terá essa chance Emma. – disse Regina se afastando da loira que sorria entre lágrimas. – Agora vá tomar banho. Você fede a bebida e charuto.

Emma a olhou por alguns segundos e foi tomar seu banho. Ela estava mais leve por ter sua esposa ainda em sua vida e iria fazer de tudo para que continuasse assim. Depois que terminou o banho ela saiu enxugando os cabelos e parou encarando a esposa que tinha nas mãos o travesseiro e o lençol da loira.

— O que você está fazendo? – perguntou Emma erguendo a sobrancelha.

— Hoje você não dorme nesse quarto. – disse Regina entregando os objetos nas mãos da loira.

— Você está brincando né? – perguntou incrédula.

— Você não gosta de dormir longe de nossa cama?

— Regina! – Chamou Emma. A morena a encarou seria e Emma percebendo que não teria conversa respirou fundo e saiu do quarto.

— Tudo bem.Eu mereço. – disse Emma indo para o escritório onde seria seu quarto essa noite.

Notas finais
Bem, espero que tenham gostado. Comentem. Até a próxima. Fui.