Amor Puro

6 Capítulo 6 — O Que o Silêncio Não Diz


Notas iniciais
Oi, tudo bem? Seja bem-vindo a mais um capítulo. Gostaria de agradecer pelos comentários e pelo carinho de vocês.


Edward chegou poucas horas depois que a picape de Charlie desapareceu na estrada. Com o fim de semana inteiro pela frente e a chuva de Forks batendo ritmicamente contra o telhado, optamos pelo conforto: uma maratona de filmes e, quando a noite caiu, pizzas de sabores variados que espalharam um aroma acolhedor pela casa.

— Como era a sua mãe? — Edward perguntou de repente.

Àquela altura, estávamos deitados na minha cama, protegidos do frio cortante que invadia o quarto. Eu segurava a mão dele entre as minhas, tentando aquecer seus dedos, enquanto nos acomodávamos sob as cobertas.

— Fisicamente, ela era muito parecida comigo — respondi, deixando um sorriso triste escapar pela lembrança. — Pelo menos era o que todos diziam. Mas a personalidade dela era solar, divertida, sempre de bom humor. Sinto uma falta absurda disso. Mas... por que perguntou isso agora?

Edward ajeitou o corpo, puxando o edredom um pouco mais para cima.

— Só curiosidade. Percebi que não vi fotos dela pela casa.

— Eu guardo uma comigo — levantei-me, combatendo o frio, e fui até o guarda-roupa. — Renée e Charlie não eram casados há muito tempo, por isso não há fotos dela na sala. No começo, eu deixava essa foto em uma moldura ao lado da cama, mas olhar para ela me fazia chorar todas as noites. Eu ainda não estava pronta.

Entreguei o pequeno pedaço de papel para Edward. Seus olhos brilharam em surpresa. Na foto, Renée e eu estávamos em uma viagem maluca para visitar o "maior vidro de ketchup do mundo". Minha mãe exibia um sorriso largo e contagiante; eu, por incrível que pareça, parecia genuinamente feliz.

— Ela era linda. E você é o reflexo dela, Bella — Edward declarou, devolvendo-me um olhar profundo.

— Obrigada — estendi a mão para pegar a foto de volta, mas ele não a entregou.

Em vez disso, Edward segurou meu pulso com delicadeza e, sem desviar o olhar, puxou-me para um beijo. Dessa vez, não havia hesitação. O beijo carregava uma ousadia nova, uma mistura de paixão represada e uma entrega que me causou um calafrio intenso.

Coloquei a foto sobre o criado-mudo e, sem interromper o contato de nossos lábios, movi-me para o seu colo. Senti suas mãos firmes encontrarem minha cintura, enquanto meus dedos, um pouco trêmulos, começavam a abrir os botões de sua camisa.

— Bella... — ele soltou um gemido baixo contra minha boca, interrompendo o beijo por um segundo para me encarar com urgência. — Você tem certeza disso? Tem certeza que quer isso agora?

— Tenho — respondi, a voz falhando pelo fôlego curto. — Eu quero você, Edward.

Eu sabia o quanto aquele momento significava. Era a nossa primeira vez, uma descoberta mútua de dois jovens que se amavam profundamente. Naquela noite, entre sussurros e descobertas, fizemos amor pela primeira vez. Foi um encontro de almas, um sentimento puro que parecia transcender qualquer explicação lógica.

— Eu amo você — sussurrei contra seu pescoço, sentindo o ritmo do seu coração.

— Eu também te amo, Bella — ele respondeu em um suspiro carregado de alívio e devoção.

Na manhã seguinte, a luz pálida de Forks invadiu o quarto, mas eu não tive pressa de levantar. Fiquei apenas ali, observando Edward dormir profundamente. Seu rosto pálido parecia uma escultura em repouso. Quando ele finalmente despertou, o mundo lá fora deixou de existir novamente. Fizemos amor mais uma vez, selando uma promessa silenciosa.

Naquele momento, envolta nos braços dele, eu tinha certeza de que nada no universo seria capaz de me afastar de Edward. Eu o amava demais para sequer conceber uma vida sem ele.

Notas finais
Os comentários de vocês é o único contato que temos. Eu adoraria que vocês me dissessem qual é a sua impressão. Recomendem! Favoritem! ❤️