Amor Puro

13 Capítulo 13 — O Reencontro das Sombras


Notas iniciais
Oi, tudo bem? Sejam bem vindos a mais um capítulo ! Os votos foram imparciais. Cadê as minhas leitoras, hein? Boa Leitura!


— Nessie?

Minha voz saiu como um sussurro, quase inaudível. Minha filha saiu de um carro espaçoso, semelhante a uma minivan, com um sorriso acanhado pintando seus lábios. Ela correu na minha direção e envolveu meu corpo em um abraço apertado — um gesto que gritava que, apesar de tudo, ela estava bem. Suspirei, sentindo um peso colossal saindo dos meus ombros.

— O que você faz aqui? Aconteceu alguma coisa? — perguntei, ainda em alerta.

— Está tudo bem, mãe... Eu tinha que fazer isso. Você precisa escutá-lo — ela disse, os olhos brilhando com uma euforia contida.

— Escutar quem, Renesmee? — indaguei, a confusão nublando meus sentidos.

Minha filha virou a cabeça, e um rapaz alto e moreno saiu do banco do motorista. Ele contornou o veículo e abriu a porta lateral. Naquele instante, o chão pareceu desaparecer sob meus pés.

Edward Cullen estava diante de mim outra vez.

Seus olhos verdes encontraram os meus, e por um tempo que pareceu uma eternidade, o mundo parou. Olhar para ele foi como cair em um abismo familiar; a intensidade era a mesma da primeira vez que nos vimos naquela aula de biologia.

Haviam se passado quinze anos, mas o tempo parecia ter sido generoso com seu rosto. O cabelo bronze continuava volumoso, e as poucas marcas de expressão apenas lhe conferiam um ar mais maduro e profundo. No entanto, ao baixar o olhar, o impacto foi devastador.

O corpo de Edward havia mudado drasticamente. Ele estava magro — dolorosamente magro. Suas pernas, visivelmente atrofiadas, eram apenas sombras do que um dia foram. Os ossos sobressaltavam sob a pele fina e pálida de suas mãos, e mesmo sob as roupas, era evidente que o vigor de sua juventude fora consumido pelas consequências daquele disparo.

O rapaz que o acompanhava acionou um comando no teto do veículo. Uma rampa metálica deslizou suavemente até a calçada, e a cadeira de rodas motorizada desceu lentamente. Charlie, saindo do meu transe antes de mim, aproximou-se com um aceno respeitoso.

— É um prazer vê-lo outra vez, Edward — meu pai anunciou, a voz firme apesar da surpresa. — Vamos entrar e conversar melhor.

— Claro — Edward concordou, sua voz ainda retendo aquela cadência musical que eu nunca esqueci. Seus olhos voltaram para mim, e eu senti um estremecimento percorrer minha espinha, como uma descarga elétrica.

Recuei mecanicamente, dando passagem. Charlie e o assistente de Edward ajudaram a acomodá-lo na sala.

— Vocês já tomaram café? Aceita uma xícara de chá, Edward? — Charlie ofereceu, tentando aliviar a tensão.

— Obrigado, Charlie, mas não — ele recusou gentilmente.

O rapaz que o acompanhava apenas sorriu e massageou a barriga, indicando que já estava satisfeito.

— Que tal deixarmos a mamãe e o Edward conversarem a sós? — Renesmee sugeriu, olhando para o círculo de adultos.

Um pânico agudo me atingiu. Ficar sozinha com ele? Eu não estava pronta. Nós nunca tivemos uma despedida, nunca fechamos aquela ferida. As coisas simplesmente se despedaçaram e eu fugi.

Quando todos se retiraram, o silêncio na sala tornou-se ensurdecedor. Fiquei encarando a ponta dos meus pés, sentindo-me envergonhada e pequena. De repente, o som suave do motor da cadeira quebrou a quietude. Antes que eu pudesse reunir coragem para olhá-lo, Edward já estava parado bem na minha frente.

Notas finais
Vocês sabem que eu adoro fazer suspense. Na verdade, isso tem relação com a minha vontade em NÃO terminar essa história. Para quem gosta de Alice e Jasper, estou com uma nova fanfic sobre esse casal. Eu vi que alguns de vocês já foram conferir e para quem não conhece, corre para ler. https://fanfiction.com.br/historia/799480/Sweet_Innocence/ Até o próximo capítulo!